Capítulo 9
Amigos sempre, mas... Negócios à parte.


- Realmente Sirius, eu não entendo o James! – dizia Remus, quando os dois estavam sentados no salão comunal da Grifinória.

- Ele sempre foi um veado mesmo... – disse ele, jogando-se na poltrona. – E aí? Como vai com a Luna?

- Acabou. Ela estava melosa demais, sabe? Ninguém gosta disso, além do mais... Ela perguntou onde eu fui semana passada inteira... Eu acho que ela andou espionando os meus livros... – começou Remus.

- MESMO? Ela não pode ter mexido nos nossos bilhetinhos... Não é? – cortou Sirius.

- Não. Porque eu os bloqueei com o omissis. – disse Remus, com um tom de "Eu sou o máximo".

- Remus... Eu te amo! Como você consegue fazer um omissis? – perguntou Sirius.

- Sirius! Primeiro, o meu negócio é com mulher. Segundo, eu SOU UM GÊNIO! – disse ele, jogando uma almofada em Sirius.

- Remus, Remus. Eu rebateria, mas eu tenho um encontro com a Lívia. – disse Sirius, passando a mão pela roupa, no que parecia, querer se arrumar.

- A Lívia Hook? Lívia Hook? Filha da técnica Hook? Você quer morrer? – perguntou Remus.

- Bem... Não. A culpa é minha se ela tá dando em cima de mim?

- Não... Só espero que você não acorde morto, aliás, a Mel me pediu pra eu pedir pra você, pra você sair com ela.

- Tudo bem, cachorrão. – Remus soltou uma gargalhada.

Nesse instante, James entra na sala com um sorriso, tipicamente maroto, no rosto.

- Boa Noite, Cervitcho. – disse Remus, sorrindo animada e falsamente.

- Boa Noite, John Travolta! – disse James, passando por Remus e atirando-se na mesma poltrona, onde, até a pouco, estava Sirius.

- Quem é esse John Travolta? – perguntou Remus, assustado.

- É um ator trouxa Remus! Ele é da Broadway – disse ele, impaciente.

- O que é Broadway? – perguntou.

- Não faço a mínima idéia, mas, bem, todas as garotas trouxas da escola gostam dele e acham ele o máximo. Você devia saber, aliás, eu vi a Luana chorando hoje. – falou James, olhando para Remus.

- Terminamos.

- Ah! A lua cheia de novo, Aluado?

- Exatamente Pontas.

- Por que nenhum de vocês do- Com licença comadres, mas eu tenho que ir! Adios muchachos! – disse Sirius, levantando-se (ao mesmo tempo em que balançava os cabelos negros extremamente sexys.) e rumou até o quadro da Mulher Gorda, porem, um pouco antes, virou-se para os garotos.

- Por que nenhum de vocês não se apaixonou por mim ainda?

- Ahm... Quem sabe, porque nenhum de nós é gay? – perguntou Remus, erguendo uma sobrancelha.

- Ah... O Pontas é um veado! – disse Sirius, apontando para James.

- CERVO! CERVO! – quase gritou James. – Não se preocupa Sirius, ainda tem o Rabicho!

- Aquele magrelo? E onde ele anda? – perguntou.

- Não faço a mínima idéia. – disseram James e Remus.

- Bem, Hasta la vista, babys. – disse Remus, indo para o dormitório.

- Remus! Você também vai ir?

- Eu vou buscar um livro. E vou demorar, porque escolher um livro é extremamente demorado. Principalmente um bom o suficiente.

- Ah... Dá pra parar de falar estas frases estilo astro da Broadway? – perguntou James. – E eu achando que você não conhecia a civilização trouxa...

- Eu sou um gênio! – riu Remus.


No dormitório feminino, naquela mesma noite, uma ruiva mexia-se inquieta, dando a certeza que a mesma não conseguia dormir.

Ela chegou a virar-se pra um lado, para o outro, e não conseguia um progresso em sua batalha a favor do sono.

Resolveu levantar-se e ir para o salão comunal, já que era sexta e no outro dia teria um passeio a Hogsmeade.

Ela suspirou e enfrentou a realidade que era ver o Potter e Jones de mãos dadas, como um casalzinho nessa imensa Hogwarts, ainda por cima, sorrindo felizes.

Ela caminhou até as escadas que ligavam o dormitório feminino ao salão comunal, e desceu-as. Observou por um segundo, o que pareceu ser a sala comunal sem ninguém, mas logo viu que não estava sozinha.

Remus Lupin estava sentado lá. Ele era um monitor, enquanto Lily era a Monitora-Chefe, junto com Paul Patil da Corvinal.

- Remus? – perguntou Lily, sentando-se na poltrona a frente dele.

- Olá Lily! – disse ele, sorrindo. – Sem sono?

- Completamente.

- Eu também... Ultimamente eu me pego preso em pesadelos, e, prefiro não dormir a tê-los.

- Eu não durmo por causa de outra coisa... Ou, por causa de certo alguém... – Lily corou. – Essa pessoa me decepciona demais, sabe?

- Sei... E essa pessoa diz que você a decepcionou demais, também. E essa pessoa é muito cabeça-dura pra admitir. E essa pessoa vai apanhar do Sirius daqui a pouco.

- O Sirius batendo no James? Isso eu não posso perder! – sorriu Lily. – Se der, eu ainda ajudo!

- Mas agora é sério... Lily, eu sei que não somos amigos, nem nada, mas você gosta mesmo do James?

- Remus... Seria demais afirmar que eu devo estar apaixonada?

- Você... Você o quê?

- É... Eu estou apaixonada pelo ser que eu vi ontem quase fazendo aquilo com a Jones, mas com certeza, eu não estou deprimida. Não mesmo! Eu vou esquecer o que, um dia, foi amor mesmo.

- Lily... Eu sei que não posso te mudar, nem te fazer mudar de opinião, mas... Quer ser minha amiga?

- É claro que sim, Remus – Lily o abraçou – O que eu preciso é de um amigo, mesmo. – e sorriu para ele

- Pois é... E eu preciso de uma amiga. Estamos quites! – sorriu para ela.

- Então... Diga-me amigo, porque o James fez aquilo comigo? – perguntou, virando os lindos orbes verdes para encarar o amigo.

- Bem... – ele coçou o queixo, dando uma forma pensativa a sua face – Você lembra o que fez pra ele, certo?

- Ah... Lembro, mas eu era apenas uma criança! – disse ela, irritada.

- Bem... você tinha dezesseis anos... Agora tem dezessete... Um ano consegue mudar completamente uma pessoa... Eu queria que James entendesse isso...

- Remus, esqueça. Assim como eu vou esquecer. – disse ela, levantando-se e indo de volta ao dormitório.

- Você não vai esquecer, Lily, você vai fugir. – sussurrou Remus, mas Lily já havia subido as escadas.


Os dias passavam-se, enquanto que a neve começava a cair em espirais do lado de fora do castelo. O maior medo dos alunos era ir, ou para as estufas, ou para a aula de Trato de Criaturas Mágicas, pois o vento cortante e gelado não agrada ninguém.

Sirius e James andavam pelo castelo procurando por Peter; não era somente impressão, aquele garoto estava, cada vez, mais sumido.

James e Sirius estavam quase desistindo quando, em um lugar isolado das masmorras, um grupinho de "verdinhos", como dizia Sirius, estava em rodinha conversando com algo, ou alguém. Um alguém que Sirius e James conheciam bem.

- James, vem pra cá. – cochichou Sirius, ao pé do ouvido de James, puxando-o para trás da coluna – você trouxe sua capa da invisibilidade?

James apenas afirmou com a cabeça e retirou da mochila uma capa prateada, e cobriu-os.

A capa já não os cobria mais inteiramente. Já não conseguia levar os dois jovens Sirius e James, nem mesmo suas versões 1.8. (N/A: sim, 1.8 é 1 metro e 80)

Eles caminharam silenciosamente até o grupo de sonserinos que estavam ali. Puderam reconhecer cada um deles: Rockwood, Avery, Severus Snape e uma figura que para eles foi um choque, Peter Pettegrew, mais conhecido como Rabicho, e, até que eles soubessem, Peter era um maroto.

Eles andaram mais alguns metros, em puro silêncio, até que estavam perto o suficiente para ouvir a conversa.

-... Então Peter, o meu mestre disse que se você não contar, pode se dar muito mal.

- Eu contarei Rockwood, eu contarei. Eu juro que contarei tudo, mas ele não pode deixar a minha mãe em paz?

- Pode. Desde que você conte.

- Eu vou contar... Eu vou contar... Eu vou...

- Agora – Rockwood virou-se para Severus. – Severus, creio que você está interessado em servir o mestre.

- Claro que sim, se não estivesse, com certeza, eu não teria vindo falar com vocês, panacas. – disse Severus, ríspido e grosso.

- Claro Snape. Então... Venham comigo...

Avery levou-os para frente da estátua de Salazar Slytherin, tocou-a com a varinha.

- Reines Blut

Uma passagem abriu-se naquele local, onde todos ali seguiram Avery sem questionar.

Sirius e James não pensaram duas vezes e seguiram os quatro também.

O túnel por onde passavam, não estava, em nenhuma circunstância, localizado no mapa do maroto. Sirius e James iam, cada vez mais, se impressionando com o que estavam vendo. Aquilo era totalmente novo para eles.

Depois de muito tempo, e de uma longa caminhada em silêncio, eles entraram em uma câmara totalmente escura e amedrontadora. O cheiro de sangue, de morte, era muito bem notável. E a energia negativa, fazia-os arrepiar.

- Bem Vindos, meus servos... – ouviu-se uma voz fria e amedrontadora.

- Meu Lorde! – curvaram-se Avery e Rockwood.

- Avery... Rockwood... É muito bom vê-los novamente. Aliás, quem vocês trouxeram de debaixo do nariz de Dumbledore?

Uma luz verde musgo começou a irromper pelo local. A saída dela? Uma cobra imensa, pendurada no topo da sala.

Sirius olhou para James, uma luz de preocupação passava-se por seus olhos.

- Lorde... Peter vai nos contar que... – começou Rockwood.

- SILÊNCIO, Rockwood. – a voz saiu, novamente, do nada. – Temos visitas aqui... Uma pena que eu não consigo penetrar nas defesas de Hogwarts... LIVREM-SE DELES, AGORA!

- Mestre... Onde eles estão...? – perguntou Avery.

- Foram embora... Seus desastrados.

E fora daquele corredor, Sirius e James corriam em sincronia, o que, pela primeira vez, parecia ser medo e felicidade. Felicidade por terem sobrevivido.


- Lily Evans, você vai fazer o quê? – perguntava pela milésima vez, Marlene, enquanto as duas estavam no dormitório feminino.

- Eu já disse, Lene, sair com o Josh Willians, corvinal. Difícil? – Lily levantou e virou-se na frente do espelho, verificando o vestido preto que usava.

- É difícil sim, Lil, amiga linda, maravilhosa e gostosa, por que você vai fazer isso? – perguntou Marlene, desistindo e indo escovar o cabelo da amiga.

- Bem... Se o Potter não me quer... Muitos querem! – disse Lily, com simplicidade.

- Falou como uma verdadeira amiga da Marlene McKinnon – Marlene se levantou e foi até Lily. – Você passa tempo demais comigo.

- Pois é, mas você não vive sem mim. – disse Lily, pegando os sapatos.

- O que o tédio não faz com a gente, não é?

Marlene recebeu uma almofada na cara, enquanto a ruiva saia do dormitório.


N/A: desculpa ficar tanto tempo sem postar, mas o problema é que... a inspiração passou .-.
será que vocês poderiam deixar reviews pra mim? .-. sei lá...
pra ver se eu me inspiro um pouco u.ú
anyway...
beijos
Mily McMilt