Oi gente como foi a semana? Espero que ótima.
Bem aqui esta mais um cap de Sempre espero que gostem... Com uma Bellinha sonhadora pela noite caliente kkkk e mais um pra falar de VARIOS pecados de carne para a Bell. Esse Ed sofre por ter uma esposa tão inocente viu gente KKKKK
Nos vemos nos recados né?
Bjs ate sábado que vem...
Capítulo 9
Isabella partiu o pão negro no meio com um suspiro, em seguida o partiu pela metade novamente, essa ação acompanhada por outro suspiro. Estava cansada essa manhã. Tinha a ver com o fato que ela ter sido despertada repetidas vezes a noite anterior por seu marido. A primeira vez que ela despertou de um sonho incrivelmente erótico para descobrir que não era um sonho; seu marido estava lhe ensinando um pouco mais sobre a verdade do que ocorria no leito conjugal.
Um sorriso brincava em seus lábios Agora enquanto recordava a noite, a paixão, as muitas vezes que se despertou para desfrutar dessa nova experiência, deu-se conta de quantas formas diferentes tinha que fazer "isso."
E os animais realmente estavam perdendo muitas dessas formas. E Eustice... bem, sua falta de experiência era um assunto mais que óbvio.
Isabella fez uma careta recordando sua própria ignorância no dia de seu casamento e se sentiu ruborizar-se enquanto recordava estar de quatro sobre a cama completamente vestida. Por Deus! Edward devia ter pensado que ela era uma idiota.
Esse pensamento foi seguido por outro suspiro que debilitou seu sorriso, porque ele estava deixando perfeitamente claro que ainda pensava o mesmo. Aparentemente ela não servia para nada além de permanecer na fortaleza contemplando as unhas de seus dedos, essa era a única razão em que Isabella podia pensar para explicar por que Edward se negava a deixá-la ir aos estábulos. Ele não acreditava que ela fosse capaz de fazer algo que valesse a pena.
- Que causa esses suspiros tão longos em uma dama recém casada?
Olhando a seu redor com um sobressalto, Isabella viu Sir Spencer aproximando-se da mesa.
Ele estava fortemente apoiado em seu criado, Joseph, e parecia muito dolorido.
Dando-se conta que suas articulações deviam estar dando-lhe problemas, ela franziu seus lábios com preocupação.
- Bom dia - ele disse, sentando-se no banco ao lado dela. - Mas não respondeu minha pergunta. O que pode causar esses suspiros em uma adorável mulher recém casada?
Isabella suspirou novamente, então sorriu cansadamente.
- É somente que... - ela começou a dizer, logo interrompeu, não desejando trair seu marido. - É só que sinto falta da abadessa e às outras mulheres de Godstow - ela murmurou finalmente, o que em parte era verdade.
- Ah. Suspeito que é de algo mais que essas boas mulheres da abadia o que está sentindo saudades, - Sir Spencer a surpreendeu dizendo. - Suspeito que sente falta de seu trabalho nos estábulos que fazia lá, verdade?
- Como sabia? - ela perguntou assombrada, e ele sorriu.
- Posso ser cego, milady, mas não sou surdo - embora as pessoas freqüentemente parecem pensar isso quando falam em minha presença. - ele sorriu ligeiramente, então estendeu a mão para tocar a sua. Ele bateu afetuosamente, para lhe assegurar que ela não era uma dessas pessoas das quais ele falava. - O bispo Shrewsbury mencionou isso ontem à noite, primeiro nos estábulos e depois na mesa depois que você partiu.
- OH. Entendo - Isabella murmurou, começando a brincar com sua comida novamente. - Sim, os estábulos era o lugar onde eu passava a maior parte do meu tempo na abadia - ela explicou incômoda depois de um instante.
-Trabalhava com os animais lá e... sim, acredito que sinto falta disso.
- Devo assumir que as palavras do bispo não fizeram com que Edward a deixasse trabalhar nos estábulos, então?
- Ele não me deseja em nenhum lugar perto dos estábulos - ela murmurou tristemente.
- Bem. - O velho suspirou e sacudiu a cabeça. - Bem, talvez se ele não permite ir aos estábulos, nós poderíamos trazer os estábulos até você - ele murmurou misteriosamente, mas antes que Isabella pudesse questioná-lo, ele virou sua cabeça, fez uma breve pausa como se estivesse escutando, então gritou - Bom dia, milorde. Confio em que tenha dormido bem?
Dando a volta, Isabella viu Edward baixando as escadas. Um sorriso caloroso imediatamente curvou em seus lábios enquanto seu olhar se deslizava sobre ele.
A memória lhe trouxe várias imagens da noite anterior e Edward não estava vestido em nenhuma delas.
Edward sentiu que a tensão que o tinha assaltado desde que se despertou dissipava quando viu sua esposa na mesa. Para sua irritação, Isabella tinha despertado antes dele novamente, mas a expressão em seu rosto não o tranqüilizou.
Ela tinha os lábios ligeiramente separados, um sorriso enigmático se curvava neles, e seus olhos estavam embaçados por pensamentos secretos que ele suspeitava tinham que ver com as atividades da noite anterior.
As atividades que agora enchiam sua própria mente.
Ele tinha atuado como um homem faminto diante de um banquete na noite anterior, devorando todas as coisas, sem nunca sentir-se satisfeito, nunca recebendo o suficiente. Pelo menos não por muito tempo. Nem mesmo a irritação por causa de seu comentário sobre adultério tinha minado o seu apetite sexual. Ah, sim, ele tinha se transformado em um acesso de raiva e tinha olhado para a parede até que finalmente adormeceu... Mas não tinha passado mais de uma hora quando despertou de um sonho erótico com a mulher adormecida perto dele.
Tinha observado seu rosto doce em repouso por um minuto, em silêncio absorvendo a beleza dela, mas foi incapaz de resistir a tentação de tocá-la. E tocá-la o tinha levado a beijá-la, e beijá-la tinha levado a...
Edward tinha adormecido novamente, só para despertar faminto um pouco mais tarde. E assim tinha sido a noite toda: Desejando-a, tomando-a, descansando. Então desejando-a novamente. Essa manhã, despertou-se desejando-a novamente e era por isso que se zangou ao descobrir que Isabella se fora.
Vendo agora como sua língua umedecia seus lábios separados, Edward soube que se Sir Spencer não estivesse presente, teria que reprimir-se severamente para não possuí-la aí mesmo, sobre a mesa.
- Meu lorde?
O chamado pela voz de Sir Spencer, Edward afastou seus olhos de sua esposa e olhou ao velho sentado ao lado dela. Só então se deu conta que enquanto sua mente vagava, seus pés se detiveram diante de sua esposa. Estava agindo como um adolescente virgem.
- Dormi muito bem - ele respondeu com um tom um pouco forçado enquanto se afastava de sua esposa e ia para a cadeira do Lorde. Era uma monstruosidade com respaldo muito alto que Sir Spencer tinha insistido que usasse. - E você?
- Muito bem, obrigado - o velho respondeu, parecendo observar o progresso de Edward apesar de seus olhos cegos. Ele esperou até que Edward se acomodasse do outro lado de Isabella e que fosse servida uma bebida e um pouco de queijo e pão antes de dizer.
- Me ocorreu uma idéia justo antes de dormir ontem à noite, milorde.
- Oh, sim? - Edward murmurou ausentemente enquanto comia o queijo. Seu olhar vagava para os dedos de sua esposa enquanto ela distraidamente cortava o pão. Ela tinha uns dedos adoráveis. Ele tinha notado na noite anterior, enquanto beijava cada um deles individualmente...
- Sim. Entendo que não queira que lady Isabella vá aos estábulos.
Edward ficou rígido com as palavras do Sir Spencer, os pensamentos que tinha estado enchendo sua mente - sem mencionar sua virilha- se dissiparam rapidamente enquanto o homem continuava falando.
- Mas eu pensei que talvez ela poderia ser útil para seu chefe de estábulos. Smithy? Esse não é seu nome?
Isabella se sobressaltou com isso, e dirigiu um olhar interrogativamente a Edward a notícia de que tinha substituído o velho chefe de estábulos com um de seus próprios homens. Ele não se incomodou em mencionar-lhe isso.
- Sim, esse é seu nome - Edward admitiu cuidadosamente, tentando ignorar a felicidade que lhe encheu seu peito quando Isabella de repente sorriu-lhe como se ele tivesse feito algo muito importante.
- Sim. Isso me pareceu. Mas minha memória não é tão boa como estava acostumado a ser. - Sir Spencer endireitou-se ligeiramente para acrescentar, - ele mencionou nos estábulos depois que você nos deixou ontem à noite que Lady Cullen parece ter conhecimento sobre animais. Aparentemente ela o ajudou a identificar um ou dois problemas com os cavalos na viagem para cá. Ele me disse que apreciaria muito seus conselhos e...
- Eu já deixei claro que não quero a minha esposa em nenhum lugar próximo aos estábulos - Edward começou a dizer.
Sir Spencer sacudiu imediatamente sua cabeça.
- OH, sim. E eu não sugeriria o contrário. Mas pensei que talvez Smithy poderia ter permissão para procurar seus conselhos aqui, dentro do castelo, quero dizer se encontrar com algo que acredita que ela poderia ajudar...
Isabella conteve a respiração diante do silêncio que seguiu às maravilhosas palavras do homem, com medo de olhar para seu marido. Foi um longo silêncio o suficientemente comprido para que os pulmões de Isabella começassem a doer por falta de oxigênio antes que ela ouvisse seu marido dizer.
- Sim. Acho que isso não prejudicaria ninguém.
Soltando a respiração em um suspiro ruidoso, Isabella ficou de pé com grande excitação.
- Oh! Que idéia maravilhosa, milorde! Obrigado. - Ela apertou a mão de Sir Spencer em sinal de gratidão, então virou-se e se jogou sobre seu marido onde ele estava sentado - E obrigado, milorde, por permitir isto.
- Obrigada, Obrigada, infinitos obrigada - ela disse-lhe dando um beijo urgente em seu rosto ao tempo que ele a tomava pela cintura. - É um marido maravilhoso.
- Sim, bem... - Edward murmurou, sorrindo levemente. Seu olhar se moveu incomodamente para Sir Spencer, que estava sorrindo em sua direção. - Eu vou sair agora e dizer ao Smithy que ele pode procurar seu conselho.
- OH, mas nem sequer tomou o café da manhã - Isabella protestou enquanto ele se levantava.
- Sim, eu sei, mas... depois da notícia que o bispo Shrewsbury nos trouxe ontem, eu esqueci de mencionar a Smithy que gostaríamos de continuar nossa viagem de inspeção da propriedade hoje. Eu devo ir e pedir para preparar o carro.
- OH. - Isabella ofegou. Sorrindo, Edward levantou seu rosto e a beijou rapidamente nos seus lábios.
A decepção dela foi óbvia, Sua decepção era evidente, e o coração de Edward inchou de orgulho, porque ela aparentemente ia sentir a falta dele. Mas, por outro lado, a exuberância dela por ter concordado em permitir que Smithy lhe pedisse conselhos, o fez sentir-se ligeiramente culpado. Se necessitava tão pouco para agradá-la. Não lhe pedia peles ou jóias; simplesmente ter permissão para ter algum trato com os animais. Ele deveria ter pensado nessa possibilidade por própria conta, Edward se repreendeu, então olhou para Sir Spencer enquanto o homem outra vez se levantava de sua cadeira.
- Vou acompanhá-lo, sir - Edward murmurou, em seguida lançou um sorriso em direção a Isabella. - Que tenha um bom dia, milady.
- Obrigada - Isabella disse imediatamente, então observou como os homens foram para as portas da fortaleza. Uma vez que a porta se fechou atrás deles, seu olhar foi para os pedaços de pão diante de si. Rapidamente os recolheu e se perguntou quanto tempo passaria antes que Smithy devesse requerer sua ajuda. Embora ela não desejava uma enfermidade para nenhum dos cavalos, estava ansiosa por atendê-los novamente, embora só fosse indiretamente e por um motivo menor.
Seus pensamentos foram interrompidos por um solene.
- Bom dia.
Olhando para as escadas, ela viu o bispo Shrewsbury baixar os últimos degraus e caminhar para ela.
Isabella o saudou com um sorriso enquanto juntava os miolos de pão.
- Bom dia, milorde bispo.
- Parece que me levantei tarde esta manhã. Todos comeram e se foram?
- Não. Quero dizer, sim. - fazendo uma careta, ela sacudiu a cabeça. - Não é tão tarde, milorde bispo. Sir Spencer e meu marido baixaram só um momento atrás, mas eles decidiram renunciar ao café da manhã e saíram para percorrer a propriedade.
- Entendo. Que lástima. Estava desejando ter uma palavra com ele. Com seu marido. - Seu olhar foi para a porta, como se estivesse considerando alcançar os homens. Então o bispo aparentemente decidiu não fazê-lo e se acomodou na mesa.
- Você não estava por ir também, verdade?
Isabella vacilou, então sorriu. Embora realmente não estava faminta, o que outra coisa tinha que fazer até que Smithy a precisasse? Tomando sua cadeira novamente, Isabella negou com sua cabeça.
- Não. Vou fazer-lhe companhia.
- Bem, muito bem. - Murmurando um agradecimento ao criado que colocou um jarro de hidromel e pedaços de queijo e pão diante dele, o bispo sorriu para Isabella. - Estou contente de que possa me fazer companhia, pois há uma pergunta ou duas que poderia me responder.
As sobrancelhas de Isabella se arquearam ligeiramente.
- Que tipo de perguntas, milorde?
- Bem, não pude evitar notar que não havia nenhum sacerdote presente na mesa de ontem à noite. E obviamente não houve nenhuma missa hoje pela manhã.
Isabella se moveu incomodamente sob seu olhar de censura, a culpa dando-lhe um nó na garganta que a sufocava. Depois de uma vida passada em um convento onde elas tinham várias missas com o passar do dia, Isabella quase não sentia saudades das missas. Agora recordava que a primeira noite de sua chegada, Sir Spencer tinha mencionado que o sacerdote que tinha servido nesse castelo recentemente havia falecido. E ainda estavam esperando a substituição.
A culpa que sentia Isabella era porque não se havia sentido incomodada com essa notícia.
Honestamente, ela se tinha conformado deixando que seu marido se ocupasse do problema quando tivesse tempo. É obvio, isso era um pecado grave. Ela deveria haver-se sentido afligida e deveria ter insistido para que ele se ocupasse do assunto imediatamente.
- Sim, bem temo que o sacerdote que servia aqui faleceu uns dias antes de nossa chegada, - ela admitiu. - Acredito que meu marido tomou medidas para remediar essa situação.
- Embora, talvez eu poderia ser de ajuda nessa área.
Isabella o olhou surpreendida.
- Ajuda, milorde bispo?
- Certamente. Poderia começar por tomar esse posto enquanto descanso aqui. Pelo menos até que um novo sacerdote seja encontrado. Sim. Essa seria uma solução muito satisfatória. - Ele sorriu cansado. - Desse modo, não me pareceria que dependo de sua caridade. Devo ganhar meu sustento, por assim dizê-lo.
- OH, milorde, tê-lo aqui por algum tempo não é caridade. Porque é virtualmente da família - ela assegurou rapidamente.
- É uma menina tão doce - ele afetuosamente murmurou, apertando sua mão. - E tão adorável, como sua mãe. Ela também era um cordeiro de doçura. Tão gentil, tão bonita. É uma pena que ela tenha morrido tão jovem - ele adicionou. Ele agitou a cabeça em um esforço óbvio por afastar essas lembranças tristes. - Bem, estou excitado com a perspectiva. Isto me dará a oportunidade de praticar minhas velhas habilidades antes que me atribuam minha própria igreja para atender.
Os olhos de Isabella aumentaram.
- Planeja voltar a ser ministro da Igreja, milorde bispo?
- Bem. - Ele riu. - Duvido que o jovem Richard desejaria ter um velho como conselheiro. Especialmente porque eu era leal a seu pai. Sim, muito provavelmente deverei voltar a fazer o trabalho de Deus, como sempre quis fazer - ele adicionou. - Embora a princípio era muito excitante ter uma posição tão importante ao lado de seu pai, achei muito cansativo estes últimos anos. A vida tranqüila de uma igreja me virá muito bem. - ele sacudiu a cabeça com satisfação, então, afastando o hidromel, ficou de pé. - De fato, acredito que devo ir dar uma olhada na capela agora mesmo e ver em que condições está. Se tudo estiver bem, podemos ter a primeira missa amanhã de manhã. Com sua permissão, minha querida.
- Claro. - Isabella sorriu e o observou deixar a fortaleza. Começou a levantar-se da mesa, só para fazer uma pausa e olhar em direção às portas quando elas se abriram uma vez mais. Seus olhos arregalaram quando viu a cabeça de Smithy aparecer.
Houve alivio em seu olhar quando a viu na mesa, e ele fechou a porta e foi para ela.
- Milady - ele disse ansiosamente enquanto Isabella ia encontrá-lo. - Estou a cargo dos estábulos agora, e...
- Sim, eu soube - Isabella o interrompeu, fazendo uma pausa enquanto eles se encontravam na metade do caminho no grande salão. - Parabéns.
- Sim, bem... - ele fez uma careta e sacudiu a cabeça. - Não tenho o conhecimento suficiente para lutar com esse trabalho. Eu sou um soldado.
- Será muito bom nesse trabalho - lhe assegurou. - tem uma afinidade natural com os animais. Eu vi isso. Trabalhará muito melhor com eles que aquele bêbado...
Ela cortou o que ele ia dizer.
- Sim, mas... OH bem, a verdade é que nunca tive que atender tantos cavalos doentes ou saudáveis de uma vez.
- OH. Bem, vais aprendê-lo com tempo. Enquanto isso, meu marido disse que poderia te aconselhar...
- Sim, me disse isso antes de partir. É por isso que estou aqui. Há um problema.
- Já? - seus olhos aumentaram com assombro.
- Sim, é o Negro - Smithy disse. Isabella recordava esse nome. Soava-lhe familiar, mas.
- OH, meu Deus! - ela ofegou de repente. - O cavalo de meu marido?
Ele assentiu severamente.
- E milorde tem bastante afeto ao animal, também, então pode imaginar-se quão preocupado estou. Estive muito agradecido de que milorde não desejasse montá-lo na semana passada. Graças a Deus Spencer é cego e devem viajar de carro.
- OH, certamente ele não culparia a você. - assegurou-lhe rapidamente.
- Não - ele concordou hesitantemente, então adicionou, Mas ele ficaria muito chateado... Gosta muito de Negro.
Isabella franziu o cenho com essa notícia.
- O que acontece com ele?
- Ele começou a espirrar uns dias depois que chegamos - Smithy começou a contar.
Isabella fez um som de desgosto.
- É por causa desse chiqueiro frio que eles chamam de estábulo - ela comentou. Smithy assentiu com a cabeça.
- Sim. Eu o mimei bastante e o cobri melhor que pude, mas não sei mais o que fazer. Pensei que ia melhorar, mas ele parece piorar cada dia. Ele está doente. Não come. Cansa-se facilmente. E não é só isso... É... - Smithy hesitou.
- O que? - Isabella iniciou.
- Ele agora tem um ofego no peito, e está quente ao contato - o homem admitiu. Soava como se fosse culpa dele.
- OH querido. Isso soa muito inquietante. - Tomando seu braço, ela levou Smithy para a porta. - Vamos, devo dar-lhe uma olhada e ver se... - Sua voz se calou ao mesmo tempo que seus passos diminuíam a velocidade. - Não posso ir vê-lo. Meu marido me ordenou nunca entrar nos estábulos novamente.
O alívio na cara do novo chefe de estábulos desapareceu, sua expressão era de terror.
- Estou morto. Se o cavalo de milorde morre... - ele sacudiu a cabeça tristemente.
Batendo levemente em seu braço com a mão, Isabella considerou o problema brevemente, então chegou a uma decisão.
- Ele não vai morrer. Nós o curaremos.
- Mas você não pode ir aos estábulos - ele murmurou com desespero.
Ela sorriu.
- Então deve me trazer o Negro.
- Trazê-lo aqui? - Esperança e dúvida cruzaram brevemente por seu rosto. Sem esperar resposta, Isabella tomou a iniciativa e caminhou em direção às portas da fortaleza, quase arrastando-o com ela.
- Vamos. Coragem. Vá buscá-lo e trá-lo aqui. vou esperá-lo nos degraus da entrada - ela murmurou enquanto eles saíam para o pátio.
O chefe dos estábulos suspirou, mas assentiu e se apressou a ir.
Isabella observou como ele ia para os estábulos; então ela começou a caminhar impacientemente no degrau superior. Ainda estava fazendo isso quando finalmente o viu tirando o corcel de seu marido dos estábulos.
Fazendo uma pausa, Isabella estudou o animal enquanto Smithy o trazia pelo jardim. Era fácil dar-se conta que suas palavras eram correta. O animal estava definitivamente cansado e fora de forma.
Também cada vez que o chefe dos estábulos se aproximava dele, Negro tentava mordê-lo.
Isso preocupou Isabella e ela rapidamente baixou os degraus e correu ao encontro deles.
Ainda estavam a uns vinte metros da fortaleza quando ela os alcançou. Murmurando meigamente ao cavalo, ela tomou sua cabeça entre suas mãos, franzindo o cenho com a umidade que emanava de seus olhos e de seu nariz, então estudou o resto do animal, só para estar segura que não havia outros sintomas que pudesse estar omitindo.
- Não é nada sério, verdade? - Smithy perguntou ansiosamente. Ela sacudiu a cabeça e suspirou.
- É um resfriado.
- Um resfriado? - ele perguntou. - Eu não sabia que os cavalos podiam resfriar-se.
- OH, sim - Isabella informou. - Os cavalos realmente não são muito diferentes dos homens. Eles podem resfriar-se, desmaiar, ter problemas de estomago... - Fazendo uma pausa, ela estendeu a mão para acariciar as crinas do cavalo.
- E ele tem um resfriado. Provavelmente pela umidade desse estábulo velho.
Smithy franziu o cenho com isso, mas só perguntou.
- O que faço com ele?
- Devemos levá-lo para dentro.
- Dentro? para dentro de onde?
- Da fortaleza - Isabella explicou com calma. - Ele deve ser mantido morno e seco. Não pode fazer isso nesse estábulo velho e úmido.
- Sim, mas... - Smithy pausou. - OH, não. Não acredito que milorde aprovará isto.
- Bem, então ele deveria ter reparado os estábulos como disse que faria - Isabella replicou, tomando as rédeas do cavalo e voltando para a fortaleza.
- Venha comigo - ela ordenou, levando o cavalo. Uma vez que alcançou os degraus, Isabella fez uma pausa para olhar para trás, para o chefe dos estábulos.
- Vem ou não? Pode aprender algo muito útil.
- Mas... milady - o homem disse rogando.
Ele parecia completamente aterrorizado, Isabella notou, e suspirou, considerando a situação antes de voltar a explicar seus pensamentos de um modo que soasse mais aceitável.
- Smithy - ela razoavelmente começou a dizer - Meu marido não me permite ir aos estábulos, mas me permitiu te ajudar e você precisa de minha ajuda com o Negro. Se não tenho permissão para ir aos estábulos, então devemos atendê-lo aqui, não acha?
- Sim - o homem magro respondeu inseguro.
- Milady, milorde certamente não deseja ver seu cavalo dentro do castelo.
- Desejaria-o morto?
- Não. - ele pareceu horrorizado com a idéia. - E ele não disse-lhe que eu podia ajudá-lo?
- Ele disse que poderia me aconselhar.
- E é o que farei, dentro da fortaleza. Faz muito frio aqui fora, não é bom para Negro. - Como o homem ainda parecia vacilante com a decisão, ela suspirou impacientemente, então voltou a puxar as rédeas de Negro. Avançou murmurando. - Só estou tentando obedecer os desejos de meu marido.
Smithy a observou com os olhos muito abertos como ela levava o cavalo escada acima. Ele estava bastante seguro que Edward não ia gostar de voltar para sua casa para encontrar o seu corcel dentro da fortaleza.
Por outro lado, Smithy estava bastante seguro que o seu Lorde gostaria muito menos se voltasse para casa para encontrar seu cavalo morto.
- Smithy! se apresse!
Suspirando impacientemente enquanto ela e o cavalo alcançavam as portas da fortaleza, ele colocou o chapéu em sua cabeça e endireitou seus ombros.
- Aqui vamos nós - ele murmurou filosoficamente, apressando-se atrás deles.
- Milorde!
Edward franziu o cenho com o grito alarmado de Smithy quando entrou nos estábulos, em seguida observou o homem repentinamente pálido.
- Sim. Sou eu. O que acontece?
- Acontece? - o homem magro disse parecendo ligeiramente nervoso. - Eu... bem... nada. Eu só... você... quero dizer, eu não estava esperando que voltasse tão logo. Milady estava segura que você não retornaria antes do jantar.
- E sem dúvida teria sido assim se ele não se encontrasse conosco - uma voz diferente respondeu.
Edward voltou-se para esse tom alegre para ver que seu amigo, Robert Shambley, o tinha seguido para dentro dos estábulos. O pai de Edward, Lorde Cullen, estava um passo atrás.
Edward, Sir Spencer, e seu criado encontraram os dois viajantes. Parecia que seu pai tinha ouvido falar de seus problemas com Irina e tinha viajado a Shambley para ver como estava seu filho. Lá foi informado dos eventos das últimas três semanas.
Por isso Edward tinha ouvido, Carlisle Cullen tinha passado a noite em Shambley Hall, planejando viajar para Good Masen Hall só na manhã seguinte para conhecer sua nova nora. Mas um mensageiro tinha chegado com a notícia da morte do rei naquela manhã, e Shambley tinha decidido unir-se ao pai de seu amigo. Os dois tinham estado muito preocupados de como esta tragédia afetaria a Edward e a sua esposa; ambos sabiam que o rei tinha arrumado este casamento para assegurar-se da proteção de lady Isabella Marie.
Agora, com a morte do pai, se havia algo para ameaçá-la, se apareceria logo.
Ambos os homens tinham ficado pasmados ao inteirar-se que Edward ainda estava conhecendo suas novas terras.
E Edward tinha sentido vergonha quando Sir Spencer assumiu a culpa dessa situação. O velho assegurou que a necessidade de fazer o reconhecimento da propriedade na carruagem era a razão pela qual essa tarefa se estendeu tanto, mas na verdade era que tinham sido as próprias demoras de Edward que tinham prolongado essa tarefa.
Ele fazia longas visitas a quase todos seus novos vassalos, aceitando cada convite para ficar a comer, e se tinha ficado conversando sobre um esforço para evitar voltar para sua casa e ir para a cama com sua esposa. Mas tudo isso tinha sido até a noite anterior. - Ele tinha determinado nessa manhã que tentaria terminar com a inspeção esse mesmo dia.
Mas ao encontrar-se com seu pai e Robert que iam a caminho de Good Masen Hall, ele teve que abandonar a inspeção. E havia retornado para acompanhar a seus convidados e seus soldados ao castelo.
- Olá, Smithy - Robert disse. - Vejo que Edward te delegou a tarefa de cuidar dos cavalos.
- Uh... Sim, milorde - o homem murmurou nervosamente, movendo-se para a porta dos estábulos. - É bom vê-lo novamente, milorde. E a você, também, milorde - Smithy adicionou saudando com a cabeça a Lorde Cullen pai. - Tenho que... hum...
Ele quase conseguiu sair pela porta antes que Edward detivesse sua tentativa de fuga.
- Volta aqui. Onde acha que vai?
Smithy fez uma pausa e lambeu os lábios nervosamente.
- Be... bem, eu justo pensei em advertir... quero dizer... uh... informar a milady que você havia retornado.
O olhar de Edward se estreitou diante do homem excessivamente ansioso.
- Então ela não está aqui? Estava começando a suspeitar que ela tinha contrariado meus desejos e tinha vindo trabalhar nos estábulos.
- Oh, não, milorde - Smithy assegurou rapidamente. - Não. Ela nunca o contrariaria... ela nunca viria aos estábulos depois que você explicitamente lhe ordenou que não o fizesse. Me ocorreu que ela poderia gostar de saber que você voltou e...
- Informarei eu mesmo - Edward disse secamente. - tem trabalho a fazer. Se ocupe dos cavalos de meu pai e de meu amigo.
- Sim, milorde - o homem disse, havia uma angustia óbvia em seu rosto. - Como quiser, milorde.
Franzindo o cenho, e consciente de que algo mais definitivamente estava acontecendo, Edward olhou de novo ao chefe dos estábulos em silencio por um momento, deu-se volta e apressadamente saiu do edifício, rumo à fortaleza em uma caminhada rápida.
- O que está acontecendo? - Robert perguntou curiosamente enquanto ele e o pai de Edward se apressavam a alcançá-lo.
- Não sei, mas pretendo descobri-lo - Edward murmurou asperamente.
- O que é isso de você se recusa a permitir que ela trabalhe nos estábulos? - Seu pai perguntou curiosamente. - Certamente a moça não gostaria de ir aos...?
- Sim, ela gostaria - Edward disse com desgosto óbvio.
- Era seu trabalho no convento - seu amigo explicou a Carliesle Cullen.
- Aparentemente todas as freiras e noviças... - ele adicionou rapidamente quando Edward o olhou. - Aparentemente cada uma delas tinham uma tarefa designada. Atender aos animais feridos ou doentes era a tarefa de lady Isabella. Ela parece ser muito qualificada nessa tarefa - ele adicionou defensivamente, confundindo a surpresa do pai de Edward com desgosto. - Ela detectou uma enfermidade fatal no cavalo que eu estava montando. Verdade, Edward?
- Sim - ele concordou secamente. - E não há dúvida que ela está qualificada para isso, mas...
- É obvio que ela está qualificada. - Os três homens giraram enquanto Shrewsbury se aproximava com uma expressão severa no rosto. - Isso é porque ela passou toda sua vida aperfeiçoando os talentos que Deus lhe deu. - Fazendo uma pausa diante deles, ele lançou um olhar severo a Edward. - Mas se você não o permite, essas habilidades e talentos vão se perder. Ocorreu-lhe que ela perderá seu tempo e sua vida dirigindo sua fortaleza.
- Não quero que ela perca nada - Edward disse rigidamente. Os olhos do bispo aumentaram-se, e sua expressão se suavizou com esperança.
- Decidiu deixá-la voltar para a abadia, então?
- Não - Edward replicou, então com mais calma disse - Ela é minha esposa e seguirá sendo esposa. E ela deve dirigir minha casa. Mas... - ele enfatizou severamente quando Shrewsbury parecia preparado para interromper -... vou permitir que ela ajude Smithy com os animais. Já disse isso que pode a consultar com os casos mais difíceis.
- Está disposto a permitir. - O bispo não podia está mais surpreso. - Parecia tão inflexível a respeito a...
- Ela não estará nos estábulos. Smithy virá e a consultará se precisar de sua ajuda com algum animal - Edward disse secamente, consciente da expressão solene no rosto de seu pai enquanto escutava toda essa informação.
Girando antes que alguém pudesse oferecer um argumento adicional, Edward continuou caminhando em direção à fortaleza, sabendo que os outros o seguiam.
Edward alcançou as portas da fortaleza ao mesmo tempo que Joseph as abria para Sir Spencer. O homem mais velho e seu criado tinham ido diretamente à fortaleza, enquanto que Edward e os outros tinham parado nos estábulos.
Edward esperou pacientemente que Joseph guiasse ao Spencer e então entrou.
Mal tinha transpassado a porta, quando uma onda de calor o golpeou, fazendo-o deter-se. Era um dia quente de verão lá fora, mas o clima dentro era sufocante.
Antes que Edward pudesse olhar o fogo, a única fonte de calor no grande salão, uma exclamação de Sir Spencer atraiu seu olhar. O homem cego também tinha feito uma pausa ao transpor a porta, mas seu rosto estava enrugado, seu nariz movendo-se como se cheirasse um aroma desagradável.
- O que acontece...?- o velho murmurou confuso.
Edward arqueou uma sobrancelha com curiosidade, então olhou para seu pai, a Shambley, e ao bispo Shrewsbury. O trio entrou na fortaleza atrás deles.
- Há algo errado, milorde? - perguntou a Sir Spencer.
- Esse aroma. - o velho franziu o cenho.
Edward cheirou o ar e começou a olhar o grande salão vazio.
- Não acredito... - sua voz se deteve com um sufoco quando seu olhar alcançou a lareira. O grande salão não estava vazio depois de tudo, Edward comprovou. Seus olhos arregalaram com horror quando viram um cavalo parado diante da chaminé.
Pelo menos ele acreditava que era um cavalo. Era difícil de dizer. O animal estava completamente coberto com roupa. Vários vestidos e outros objetos envolviam suas pernas, sua cabeça, seu pescoço, seu lombo, e até sua cauda.
Uma grande capa tinha sido colocada sobre seu lombo. E o mas insultante e insólito de tudo um chapéu com plumas pendurava alegremente da cabeça do animal.
Quem Riu da um "OI" KKKKK imaginem chegar em casa e encontrar um CAVALO todo vestido...
Deixem recadinhos não dói e a autora agradece muito
bjks
