Pov Jmo

- Vem amor...-ouvi Lana me chamando de dentro da agua.

Após descermos do alto da pedra, ela quis mergulhar nas aguas geladas do mar.

Não, Lana.. – Balancei a cabeça negando, me sentindo bem por estar ali, na areia.. Imaginei a temperatura da água e completei: – Saí daí. Vai acabar pegando um resfriado.

- Se você não vier, eu vou até aí te buscar..

- Você não é louca de fazer isso. – Mal terminei de falar e ela saiu da água correndo, nua, vindo em minha direção.

Enquanto analisava e admirava seu corpo, nem me dei conta da pouca distância que nos separava.

Ela estendeu a mão e fez com que eu me levantasse. E rapidamente meus olhos perderam-se nos seus.

Percebi que eles estavam mais escuros.

Tinham um brilho diferente. De predador..

Sem que eu esperasse, Lana abraçou-me. Forte. Apertado.

Senti seu corpo molhado, com cheiro de mar.

Apertei forte em sua cintura. Trazendo-a para junto de mim.

Percorri as costas. Arranhei levemente. Descendo e subindo..

Sentia seu corpo trêmulo. Arrepiado..

- Tá com frio? – Sussurrei em seu ouvido.

Ela afastou-se apenas o suficiente para olhar em meus olhos e disse:

- Não é frio.. É tesão! – Puxou a minha mão que estava em suas costas e numa exploração deliciosa, a colocou em seu colo, trazendo-a para o seio, fazendo com que eu apertasse e depois desceu..

Arranhei a barriga e pretendia voltar novamente para as costas, quando ela, direcionando minha mão até seu sexo e, com a voz sensual, disse: – Sente, Jey..

Toda molhada pra você.

Não contive um gemido. Ela estava deliciosamente molhada. Pulsante..

Acariciei levemente e a vi fechando os olhos. Pressionando minha mão.
Respirando ofegante.

Olhava sua boca e ela parecia pedir para ser beijada. Não resisti. Beijei..

Beijava sua boca, enquanto tocava seu clitóris inchado. Ela apertava meu corpo..

Mordiscava minha orelha e pedia por mais..

Forcei meus dedos em sua cavidade e a penetrei lentamente. Sentindo meus dedos serem envolvidos pelo calor que emanava dela.

Comecei a movimentá-los e sentia Lana cada vez mais entregue. Deliciosamente entregue..

- Mais for.. te, Amor..

Ela pedia com a voz vacilante, embargada pelo desejo.

Aumentei a força e o ritmo das estocadas. Beijava seu pescoço, a boca, o rosto..

Deixava-me guiar pelo instinto e pelos gemidos de Lana.

Eu descobria o quanto era fantástico e surpreendente sentir prazer ao dar prazer a outro alguém.

Continuei com os movimentos até senti-la cravando as unhas em meu ombro.

Suspendeu a respiração. Senti seu corpo ficar tenso. Acelerei os movimentos..

Ela gemeu alto. Gostoso. Fazendo com que meu nome derretesse em sua boca.

Senti seu líquido quente em meus dedos. O corpo relaxado.. Mole.

Retirei os dedos de dentro dela. Ela pegou minha mão e trouxe até sua boca.

Chupou os dedos, sentindo seu próprio gosto.. Fazendo-me gemer e suspirar.

Olhava extasiada para aquela mulher com jeito de menina as vezes.. Lana era uma mulher.
Envolvente. Quente.

Ela beijou-me. Louca e incansavelmente. Até nos separarmos, buscando ar..

- Vem comigo..

Ela disse e puxou minha mão, levando-me até um caminho rodeado por tochas.

Aos poucos fui enxergando o que parecia ser uma casa, mas com estilo de cabana..

Chegamos e Lana apenas empurrou a porta, dando-me passagem. Sequer deu tempo de observar os detalhes do ambiente. Lana já enlaçava meu corpo.
Ansiosa.. Exigente.

Aos beijos, tentávamos chegar a algum lugar. Ela me guiava com dificuldade.

Nos dividindo entre beijos e paredes. Móveis e gemidos. Apertos e esbarrões.

Após errar e confundir duas portas, chegamos à que Lana pretendia. O quarto..

Ela soltou-me apenas para acender as velas. Iluminando o cômodo.

Observei o ambiente ao meu redor e a olhei surpresa. Deixando escapar o pensamento..

- Você planejou tudo..

- Na verdade eu ja tinha a tempos essa cabana. É meu refugio. Não pense que eu só queria te seduzir desde o começo! – Ela respondeu sensual, aproximando-se de mim.

Ainda sem acreditar, olhei novamente o ambiente.

Sedução. Tudo ali dentro remetia à sedução..

- Maluca.. – Respondi divertida.

- Maluca que tá morrendo de frio. – Olhei para seu corpo nu e mordi o lábio, inconscientemente. Ela aproximou-se e completou, sorrindo.. – Sua roupa também ta toda molhada, amor.

- Culpa sua, né?!

- Minha é? – Levantou e atirou meu vestido em um canto qualquer do quarto. Olhou meus seios eriçados e sorriu, dizendo com a voz sensual: – Quer dizer que te deixei toda molhada?

Enlaçou-me pela cintura e colou nossos corpos novamente. Desceu a mão até minha calcinha e a tirou. Apertando e apalpando por onde passava. Meu corpo todo correspondeu. Se eu já não estivesse molhada antes, com certeza ficaria agora.

Ela encarava-me com a expressão da luxúria estampada na face. Trocamos beijos e carícias inflamadas..

O corpo dela ainda tremia. Não sei mais se era de frio..

- Vem tomar banho comigo, Jey. – Ela sussurrou com os lábios próximos ao meu.

Concordei e a segui em direção ao banheiro. Ela preparou a banheira e entre beijos, carícias e muita luxúria, permanecemos ali por, mais ou menos, duas horas..

Saímos depois que Lana reclamou de fome. Vestimos o roupão que estava ali e fomos até a cozinha..

Desde o primeiro momento, Lana vem me surpreendendo.

Fato que continuou acontecendo quando ela, gentilmente, serviu-me vinho e o jantar, embriagando-me com olhares e provocações sutis.

Conversamos e comemos. Com olhares e talheres..

Lana praticamente não comeu a sobremesa. Seu olhar deixava claro que ela queria a mesma sobremesa que eu.

Deixamos a cozinha e voltamos para o quarto..

Ela deitou-me na cama e antes de juntar-se a mim, disse marota:

- Agora eu vou te mostrar com quantos favos se faz um mel.

Eu gargalhei.

Mas logo senti a risada morrendo e o frio na barriga se espalhando por todo o corpo..

Lana me devorava com o olhar..

E, minutos depois, me devorava por inteiro. Com todas as partes do corpo.

Cada cantinho sendo explorado. Devorado..

Já tinha perdido a conta dos favos, mas tinha a noite inteira pra oferecer meu mel..

'' Juro beijar teu corpo sem descanso como quem sai sem rumo para viagem.
Vou te cruzar sem mapa nem bagagem, quero inventar a estrada enquanto avanço.
Como em teus bosques. Bebo nos teus rios. Entre teus montes, vales escondidos. Faço fogueiras, choro, canto e danço.

Línguas de lua varrem tua nuca. Línguas de sol percorrem tuas ruas.
Juro beijar teu corpo sem descanso.. ''

Soneto do teu corpo – Leoni.