Presos 2
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– O senhor está preso – o policial magro anunciou.
– Sob que acusação? – perguntei. Era só o que faltava para meu dia ficarcompleto.
– Por dirigir em alta velocidade no perímetro da cidade de Forks, Washington. – falou todo pomposo, o outro policial, o gordinho. – Teremos que levar o senhor... – deu uma pausa pra Edward poder responder.
– Edward Cullen. – respondeu ele entre dentes.
– ... O senhor Cullen para a delegacia. É contra a lei dirigir a 270 km/h nessa cidade. – continuo.
– Como é que vocês sabem a velocidade? – perguntei. Eles são videntes? Porque numa cidade dessa não deve ter...
– Nós temos uma pistola a laser analisadora de velocidade. – o magrinho respondeu-me com orgulho. Por essa, eu não esperava.
– Essa cidade é um fim de mundo e tem aparelho para detectar a velocidade dos carros? Quem diria... – admirei – Pra uma cidade ovo, já é alguma coisa.
– Olhe aqui, moça – o gordinho começou a falar apontando o dedo na minha direção. – Nossa cidade não é nenhum fim de mundo; tem pessoas honestas e trabalhadoras. Vocês da cidade grande só vem pra cá pra falar mal; só sabem menosprezar; se acham donos do mundo ...
– Olha aqui você, ô gordinho! Não venha falando o que não sabe! Fique você sabendo que as pessoas da "cidade grande" – enfatizei – são boas pessoas. Tudo bem que tem algumas grosseiras, mas alto lá: eu não menosprezo ninguém. – interrompi o discurso do orgulho ferido.
– Gordinho? Como se a senhora fosse muito magra! – disse, desdenhando de mim. Olhei imediatamente para o meu corpo e depois para Edward. Ele tentava esconder um risada.
Será que eu preciso emagrecer? Pare de pensar nisso agora, Isabella Marie Swan! Grande erro dos homens: mexer com o ego de uma mulher.
– Como se você fosse muito gostoso. Aposto que, por dentro dessa farda, tem um abdômen definido – falei. Espero que ele tenha sentido o sarcasmo.
– A senhora sabe com quem está falando?
– Com um policial tirado a gostoso que gosta de ficar por aí ofendendo as pessoas inocentes e... como você tem a coragem de me chamar de gorda?
– Peço mil perdões, senhor policial. Prometo que nada disso tornará a acontecer. Bella, peça desculpas ao policial. – Edward tentou tomar o controle da situação. Ah, agora que ele tenta algo. Tudo é culpa dele.
– Eu não vou pedir desculpa nenhuma; não antes dele pedir também; ele que começou! – falei ultrajada. – Foi ele que me chamou de gorda, Edward!
– Na verdade, foi você quem começou. – ele falou, abaixando a cabeça e cobrindo um sorriso.
Ao invés de me defender, ele dá razão ao policial. Ótimo. Senti meu rosto ficar vermelho de tanta raiva.
– Eu é que não vou pedir desculpas. E a senhora também está presa: por desacato à autoridade – disse o gordinho orgulhoso. São só desculpas, quê que tem ele falar: "Desculpe-me por ofendê-la?".
– O quê? – eu e Edward dissemos juntos. Nossos rostos transparecendo o choque.
– Isso mesmo que ouviram. A moça gordinha está presa. – o policial magrinho que, até então estava vendo a discussão se divertindo, falou.
Edward falou alguma coisa para os policiais, para levar somente ele, mas minha cabeça estava longe demais para que eu tentasse alguma coisa.
Eu não sei o que é pior: ser chamada de gorda ou ser presa.
(...)
Fomos no carro da polícia até a delegacia. O policial miserável que destruiu minha auto estima foi dirigindo a caminhonete.
– Ficarão aí até que o delegado apareça e resolva o que fazer com vocês. – o magrinho falou, trancando-nos na cela.
– Não devíamos estar em celas separadas? – articulei. Não sei se posso aguentar ficar trancada nessa cela pequena com Edward Cullen.
Sério destino, que você vai fazer isso comigo de novo? Em outras circunstâncias eu não reclamaria, mas... Esqueci o que estava pensando quando olhei para a figura de Edward sentada no banco de cimento.
– Se depender de mim, ficarão aí até segunda depois do feriado. – falou o recalcado.
– Isso não muda nada o que penso sobre você! – falei sem me deixar intimidar.
– Pelo menos, não sou eu que estou preso.
– Já que eu estou presa mesmo e você não pode fazer nada, deixa-me dizer uma coisa que está entalada: esse uniforme fica horrendo em você! Te deixa mais gordo do que você realmente é! – eu não tenho nada contra os gordinhos, mas ele me ofendeu! – E sua bunda fica disforme!
– Ao menos, fico melhor do que você. Devia ter vergonha de mostrar as pernas. – falou dando as costas, sem nem me dar o direito da réplica.
– Bella, que atitude infantil – Edward disse rindo. – E agora olha onde estamos: na cadeia.
– Tá rindo do quê, hein? Estamos presos nessa pocilga por sua culpa. – assim que eu falei, ele parou de rir e me encarou.
– Qual é a sua, Bella? Você só me culpa das coisas. Tudo bem, eu assumo a parte de ter sido preso por alta velocidade, mas... e você? Eu não tenho culpa se você se sentiu ofendida e discutiu com um policial! – ele praticamente gritou, levantando-se. A não ser no dia da reunião, eu nunca tinha visto ele agir assim comigo. – Quer saber de mais uma coisa? A culpa é toda sua. Se você não tivesse parado umas dez vezes pra fazer xixi, nós nem estaríamos aqui.
– Se você tivesse me escutado e diminuído a velocidade, nada disso estaria acontecendo. Foi você quem furou o pneu e, se você não sabe, pessoas normais URINAM – gritei a ultima palavra, apontando o dedo e me aproximando dele. – Eu não deveria ter vindo. Onde foi que eu estava com a cabeça? – exaltei-me possessa de raiva – Burra, burra, burra! – distribuí vários tapas pela minha cabeça.
– Eu que sou burro; fui eu que aceitei me passar por seu namorado. Como eu fui idiota a esse ponto? – ele falou erguendo as mãos para o alto. Ele se arrependeu?
– A culpa foi sua que me mandou as flores e o cartão. – devolvi.
– Mas como eu ia pensar que você tinha uma mãe louca que iria distorcer tudo? Até um presente que eu te dei teve uma repercussão.
– Ei! Ninguém fala mal da minha mãe. Só eu! – não estávamos pertos o suficiente, então, eu fui pra cima dele dando tapas naqueles ombros largos e másculos. – Como ousa?
– Para, Bella! – ele falou em tom de aviso, segurando com força minhas mãos, utilizando, para isso, uma só mão – Para ou você vai se arrepender.
Olhou no fundo dos meus olhos, segurando firmemente minhas mãos.
– Vou me arrepender do quê? – eu disse, percebendo a pequena distância dos nossos corpos... de sua boca; seu cheiro invadindo minhas narinas...
– Disso, Bella: uma coisa que eu gostaria de ter feito de novo.
Me tomou em seus braços, roçando brevemente seus lábios nos meus como se esperasse alguma interrupção. Eu nada fiz – entorpecida, com esse jeito arrogante e determinado – ele prosseguiu, me beijando da mesma forma de antes, quase possessiva. Devolvi-lhe o beijo vorazmente, saciando-me o quanto fosse possível, a fome que eu tenho desses lábios desde o nosso primeiro beijo. Senti aquele mesmo arrepio que já me é familiar.
Separei meus lábios dos dele; eu precisava de ar, sou humana, mas ao que parece ele não. Ele queria mais, muito mais. Não deixou que eu me afastasse por completo. Com as duas mãos pegou o meu rosto, pressionou sua boca e tudo que ela contém sobre a minha. Me deliciei com o gosto dos seus lábios e parece que ele fazia o mesmo com os meus.
– Edward... – consegui falar, interrompendo nosso beijo. Coloquei minhas mãos nos dois lados da minha cabeça; parecia que, a qualquer momento, iria estourar – Você não pode sair por aí agarrando as pessoas como você faz.
Cala boca Bella, é claro que ele pode. Ele deve! Pelo menos a mim, ele pode fazer o que bem entender. Minha mente e meu coração entraram em conflito, e o maldito coração estava conseguindo o que queria.
– Tudo bem, Bella. Se você quiser ir embora depois de sermos liberados, eu vou entender. – ele falou sem olhar para mim. Não compreendi a expressão em seu rosto.
– Eu não vou a lugar algum, não sem você. – segurei o seu rosto entre minhas mãos, procurando seus olhos – Eu vim e vou cumprir nosso acordo, assim como você tem cumprido o seu. Vamos ser só sinceros um com o outro, tá legal?
– Ok! Então, devo confessar que dei em cima da aeromoça enquanto você estava dormindo. – ele soltou, parecendo aliviado por ter me contado. Por essa eu não espereava.
Que cafajeste! Traindo-me nas minhas próprias costas. Eu sei que, tecnicamente, não sou corna, mas me sinto como se fosse. Uma mulher gorda, presa e traída. Definitivamente, eu estava louca quando deixei que meu coração falasse mais alto. O coração é enganoso, lembre-se disse da próxima vez, Bella.
– Se é para sermos tão sinceros assim, vou confessar algumas coisas também – respirei fundo para me acalmar e poder falar. – Desculpa por ter cancelado seus compromissos. Desculpa por não ter te dito que eu gostei do beijo...
– Foi você? Eu não acredito, Bella – disse me interrompendo e, o pior, nem percebeu minha confissão sobre o nosso primeiro beijo. Talvez fosse melhor assim, era capaz de eu acabar fazendo uma burrada.
– Na verdade, não fui eu; foram minhas amigas. E foi a Rose que ligou pra suas "amiguinhas" fazendo o papel de mulher casada.
– Por isso que elas não quiseram mais saber de mim... – sua voz foi morrendo e pude ver a compreensão nos seus olhos – Peraí, você acabou de dizer que gostou do beijo? – sua expressão passara de assustada para divertida.
– Não sei – dei de ombros.
– Não, Isabella Swan. Eu ouvi muito bem; nem tente me enganar. Estamos sendo sinceros, lembra?
Miserável! Sempre me faz perder o foco quando me olha dessa maneira.
– Tá bom, confesso: eu gostei e ponto final.
Não gostei; eu amei! É claro que não diria isso a ele, não depois de saber que ele ficou com aquela aeromoça ridícula.
– O quanto você gostou; em uma escala de zero a dez? – cruzou os braços, esperando pela minha resposta.
– Acho mais que suficiente dizer que gostei. Agora, chega.
– Ok, só mais uma pergunta: você gostou desse último? – eu ri. Ele é incrivelmente impossível.
– Vamos inverter as coisas um pouco: o que você achou dos nossos beijos?
O quê? Eu sou curiosa. Só ele pode saber? Minha auto estima já está abalada mesmo.
– Hum... não sei, Bella. – falou, um sorriso brincando nos seus lábios.
– Vá à merda, Edward. – ri e joguei meu cardigã no seu rosto perfeito.
– Eu estou um pouco confuso. Talvez se eu pudesse experimentar de novo...
– Chega de experimentos por hoje.
– Ah, Bella! Você é uma estraga-prazeres. – ele falou e fez um biquinho quase irresistível. Eu disse quase.
E não, meu querido, não sou estraga-prazeres, eu sou precavida. Não quero acabar com o coração partido.
– Edward, você me acha gorda? – não sei por que, mas tive medo da resposta. E ela veio com uma sonora risada ou, devo dizer, gargalhada.
– Fala sério, Bella. Você está intimidada por aquele policial? – ele se contorceu de tanto rir.
– Eu preciso saber, poxa! – eu disse olhando meu corpo.
– Você tem um corpo incrível. O policial falou só por despeito. Você é linda, Bella, é perfeita. Agora, pare de se lamuriar. Escutou bem?
Se eu não soubesse o cafajeste que ele é, acreditaria na sua expressão ao me elogiar; mas tudo faz parte do seu manual de cafajeste: O que fazer para pegar as mulheres. .
– Obrigada. – respondi mesmo assim. O abracei num ímpeto, nem pensei nessa ação, simplesmente achei certo – Tenho uma ótima ideia para passarmos o tempo – falei propositalmente, dando margem a várias interpretações.
– Hum... estou gostando dessa ideia. – retomou nosso abraço.
– Que bom! Quando você nasceu?
Segurei o riso. É claro que ele pensaria outra coisa.
– O quê? Estamos falando da mesma coisa? – afastou-se um pouco para me olhar nos olhos. Que mania! Até parece que sabe que não consigo raciocinar direito quando ele me olha assim.
– Estou me referindo a um jogo de perguntas. Precisamos saber algumas coisas um do outro caso sua família pergunte. – expliquei e ele assentiu com a cabeça, visivelmente desapontado.
– Nasci em 9 de outubro de 1980. E você?
– 13 de fevereiro de 1982.
– Que legal! No dia dos namorados. Deve ganhar muitos presentes. – ele disse, lançando seu sorriso torto.
– Qual sua cor preferida? – falei ignorando o que ele falou. Odeio cantadas baratas.
– Azul. Seu filme preferido?
– Nenhum específico. Gosto de vários.
– Mas qual o gênero com o qual mais se identifica?
– Comédia romântica e os clássicos. Qual é o seu? – cruzei o dedo pra ele não falar Matrix. Tudo bem que o filme é até legal, mas ele é um homem crescido.
– Sou eclético, mas o meu preferido mesmo é "Edward, mãos de tesoura". Por favor, não faça nenhuma piadinha sobre a coincidência.
– Nem passou pela minha cabeça – mentira: "Edward, mãos quentes e fortes"; essa seria minha piada. – Na verdade, eu acho esse filme fofo de uma maneira meio estranha, mesmo assim fofo.
– Prefere qual cor?
– Depende do dia, hoje é amarelo. Comida preferida?
– Comida chinesa. Já namorou sério? – opa! Quando propus o jogo, eu não pensei na área de relacionamentos.
– Já. Três vezes.
– E o que aconteceu?
– Ei, sou eu que faço a pergunta agora! – ele me lançou um dos seus olhares irresistíveis e não pude deixar de responder – Eles não eram o cara certo – falei cansada. – Banda preferida?
– Maroon 5. Como assim, "não eram o cara certo"? Isso existe?
– Acredito que sim. Alice encontrou o dela; Rose, também. E o cara certo é aquele que você sente, pela primeira vez, que acertou; que dessa vez é de pra valer; que todos os erros passados foram para poder encontrá-lo; e que não vai mais perder tempo em encontros com estranhos – discorri a minha ideia. Na última parte, lembrando me de um encontro às escuras que Alice me arranjou com um colega de trabalho dela. Foi horrível! O cara me perseguiu por três meses dizendo que estava apaixonado por mim. – Enfim, que é literalmente a pessoa certa para você.
– Legal. E qual é a sua banda favorita?
Parece que ele nem deu ouvidos a tudo que eu falei. Também não é pra menos, eu estou falando com o cara que pega várias mulheres, certamente nunca quis sossegar com uma só.
– Lifehouse. Como gosta de ser chamado?
– Com toda a certeza, não de caubói – rimos. – Qualquer coisa. Gosto quando fala meu nome. Toca algum instrumento?
– Piano. – falei franzindo o nariz. Bom, eu sabia algumas coisas.
– Eu também – falou sorrindo. – Temos mais coisas em comum do que pensei.
– Hum... Acho que não. Eu só sei tocar muito pouco. Desisti de fazer as aulas quando era pequena. Não tenho vocação, mas acho lindo.
– Você ainda é pequena, Bella. – falou, logo em seguida, gargalhando de alguma piada particular. Não posso reclamar; é verdade. Eu sou só um pouco maior que Alice.
– Por que escolheu fazer Direito? – prossegui.
– Influência de tio Aro. Quando era pequeno, visitei muito o escritório dele. Assistia escondido a vários julgamentos. Peguei amor pela coisa. Com quantos anos você perdeu a virgindade?
– Edward! – o repreendi – Isso é pergunta que se faça? - senti minhas bochechas arderem.
– Desculpe, isso é pessoal – confirmei com a cabeça. – Só me diga com quem foi então. Eu quero um nome.
– Que tal eu fazer uma lista detalhada com os nomes dos caras com quem transei? – falei sarcástica. Era só o que faltava: discutir minha vida sexual com logo quem? Ele.
– Seria bom. Vai que minha mãe pergunta? – falou, rindo da sua própria piada.
– Cala a boca, Edward. Você perde a oportunidade de ficar calado. Continuando... Um sonho?
– Casar.
Estaquei de onde estava. Isso é uma piada? Porque sinceramente, só pode ser brincadeira.
– Sério? – perguntei, ainda de boca aberta.
– Por mais incrível que pareça, Bella, eu quero ter uma família um dia – não consigo imaginar Edward casado e com filhos. – Qual o seu sonho?
– Acho que já falei, achar o cara certo; com o qual poderei confiar, amar e viver um felizes para sempre digno da Disney. Você está ficando sério com alguém?
Me repreendi na hora por ter pensado alto.
– Não e, não vejo como isso vai interessar minha família.
– Só pra ter certeza de que eu não estou sendo traída ou estou sendo a outra – sorri fingindo descontração e ele me acompanhou, dando uma bela risada.
– Qual foi o lugar mais diferente e original no qual você já fez sexo?
– Eu não vou responder essa pergunta – senti-me corando. – Você parece muito interessado na minha vida sexual.
Ele riu: – Deixe-me fazer outra então – falou indo de um lado para o outro, pensando.
– Você perdeu sua vez. Quem manda fazer perguntar inapropriadas? Agora é minha vez. Quantas namoradas, você já teve?
– Eles estão naquela cela – ouvimos a voz do policial magrinho. Agora eu não vou saber quantas felizardas Edward namorou. Bufei de raiva e me virei para encarar o empata.
– Isabella?
– Demetri?
Demetri era o promotor da minha vara, o que Edward substituiu. O que ele faz aqui? Ele tinha que estar em algum fim de mundo sendo delegado. Ele, mesmo sem saber, respondeu aos meus pensamentos.
– Eu sou o delegado daqui, Isabella. Por que a surpresa?
– Demetri – falei o repreendendo – chame-me só de Bella. E eu só não esperava te encontrar nessa cidade.
– Desculpe-me; costume dos tempos de fórum... – falou como se estive longe dos julgamentos há anos, o que não era verdade. Ele só estava há uns dois meses, no máximo. – E eu lhe disse o nome da cidade, Bella.
– Não disse, não. Só falou que era um lugar fora do mapa – rimos, menos o Edward que fez cara feia, se é que isso é possível nesse homem.
Edward pigarreia. Acho que alguém se sentiu excluído da conversa.
– Pra informação de vocês, Forks está no mapa. – falou carrancudo. Deu-me uma vontade de beijar a ponta do seu nariz.
– Quem é ele? – Demetri perguntou olhando para mim.
– Sou Edward Cullen – o próprio se apresentou.
– Demetri Volturi. – deram um aperto de mãos digno dos homens – Você é filho de Carlisle Cullen?
– Isso mesmo. – a expressão de Edward se suavizou.
– Boa pessoa seu pai. Sim, Bella... meus guardas avisaram que foram presos por andar a 270 km/h e desacato à autoridade.
– Er... foi ele que infligiu a lei de trânsito e eu... bem, eu não desacatei o seu guarda. Foi sem querer e ele levou pro lado pessoal.
– Já sei de toda a história e tenho certeza que o meu guarda, o gordinho – ele brincou – interpretou errado e, como você não leva desaforo pra casa, se defendeu. Eu entendo perfeitamente.
– Que bom que alguém me entende. – falei olhando pra Edward. Ao contrário dele, Demetri me defendeu.
– Estão liberados. Manda um abraço pro seu pai, Edward. Te vejo por aí, Bella.
– Obrigada. – abracei-o. Não éramos amigos, mas sempre nos demos bem. Acho até que ele tem uma quedinha por mim.
– Obrigado, Demetri. Bom te conhecer. – Edward falou seco. Pegou na minha cintura, me separando, o mais rápido que conseguiu, de Demetri.
– O mesmo. E não me agradeçam; fiz pelos meus colegas de trabalho.
Deixei Edward pegar nossos pertences e ir na frente; eu tinha que fazer uma coisa. É claro que eu não ia sair sem me despedir do meu "velho amigo".
– Vejo que está livre. Isso só porque é amiguinha do doutor delegado. – me disse com desprezo.
– Isso se chama contatos, meu querido. E mais uma coisa: nesse tempo em que estive presa, eu pensei melhor e acho que nós não começamos com o pé direito.
– E? – perguntou esperançoso. Na certa, esperando por pedido de desculpas.
– E... pra falar a verdade, continuo pensando o mesmo sobre você. Ah... Arranja um número maior desse uniforme.
Saí da delegacia correndo e rindo, antes que ele me chamasse de gorda de novo. Encontrei Edward encostado na caminhonete me esperando, parecendo uma estatua de Adônis.
– Rindo de quê? – perguntou ele. Imediatamente sorrindo ao me ver.
– Da cara de tacho do guarda gordinho.
Expliquei tudo a ele e depois de vê-lo quase chorar de rir, me ajudou a subir na caminhonete mostro. Contornou o carro para seguirmos viagem.
– A propósito, eu nunca tive namorada. – falou se referindo a pergunta que eu fiz, antes de sermos interrompidos.
– Aham, sei. Tá bom, Edward! Eu sei que você é um galinha, sua própria mãe me disse.
– Estou falando a verdade. Eu fico com as mulheres, mas sem compromisso.
Ele parecia sincero e eu queria muito acreditar. Significa que ele nunca se interessou por alguém, suficientemente para ter algo sério. Significa também que eu tenho chances.
– Por que isso? Todo mulherengo que se preze tem um motivo pra pegar geral e não se amarrar.
– Talvez eu não tenha achado a mulher certa. – surpreendi-me com a resposta.Não esperava isso dele. Assim como eu, ele buscava a pessoa certa. Alguém que não só o completasse, mas o transbordasse. Temos mais em comum do que imaginávamos.
N/A: Heey, desculpem-me por estar postando atrasada. Eu tive a ideia insana de me torturar assistindo novamente Um amor para recordar e isso mexeu com a minha cabeça *-*. E eu ainda tive que ir ao médico e fazer as compras do mês em 3 supermercados diferentes. Entenderam porque eu não tive tempo nesses dois dias, não é? kkkkk
Eu queria ter mudado alguma cosia mais no capítulo, mas não tô com muita cabeça para isso. Mas eu espero, de coração, que vocês tenham gostado.
A data de nascimento do nosso casal, escrito por tia Steph, não é a que eu coloquei. Antes quem me perguntem o porquê, eu explico que, bem, tem coisas que precisam acontecer na fic ~suspense barato~.
Quem esperava isso de Edward? HAHA E Bella querendo dar espaço para o coração? Acho que alguém está apaixonada ou está se apaixonando. *-* Quem também acha levanta as mãos \õ/ KKKKK
Bruna – KKKK quem manda não obedecer?
Lorena – *-* thanks.
Ferpbiagi – Tinha que acontecer, se ele não fosse tão desobediente... kkkk
Gostaram ou odiaram?
É muito bom e importante saber a opinião de vocês, pois é daí que eu tenho mais força de vontade para continuar.
Vocês são meus combustíveis.
Beeeijos!
