Dados: 15/05/15.
Palavras: 1200.
Capítulo 10.
Levantei tarde e a família já estava reunida na mesa para o café.
-Yuri-kun essa é Makio Madarame, minha mulher, mãe de Yonekuni e Kunimasa, pai de Manami. Disse Karen indicando a mulher loira sentada ao seu lado.
-Prazer em conhece-la Makio-san. Digo ainda em pé me curvando. Ela olha pra mim e vira o rosto falando com Shinobu.
-Você já falou com seu pai sobre Yuri-kun Shinobu? Pergunta Makio.
-Não há nada a dizer.
Mexo meu ombro esquerdo discretamente tentando dissipar a dor da região, talvez as caixas de ontem fossem mais pesadas do que parecia.
-Yuki-Kun está
-Makio Silêncio! Corta Karen.
Olho para Makio e posso ver em seus olhos, ela descobriu. A meu Deus! A mulher... Sou tão transparente assim? Todos podem ver? Shinobu percebeu? Tenho de dizer alguma coisa e rápido, Makio está olhando pra mim de novo.
-Com licença foi marquei compromissos nesse horário preciso me retirar.
Saindo/fugindo da mesa, vou para o quarto, visto o sobretudo negro por cima da calça justa caqui e camisa social branca, pego meu cartão e documentos falsos com destino a imobiliária. No corredor esbarro em Shinobu.
-Yuri você está bem?
-Sim, sim estou bem. Mais devo ir.
-Aonde vai? Quer companhia?
-Não é necessário obrigado.
-Não me disse aonde vai.
-Eu, eu asjtrovntooh. Resmungo baixinho.
-Como?
-Eu vou a imobiliária.
-... Entendo. Yuri não quer mais a minha ajuda?
-Não! Não é isso, Shinobu-san está ocupado, não quero tomar o seu tempo.
-Eu aprecio sua preocupação mais não é necessária, eu disse que iria te ajudar, então vou com você.
-Mas.
-Eu insisto. Onde vamos?
-Eu...eu ia dar uma passada na mais próxima. Digo olhando para o chão envergonhado.
-Nada agendado. Que tal irmos visitar um conhecido meu? Ele é o dono da empresa e apresará as coisas como um favor.
-Obrigado.
Shinobu chamou o motorista que trouce o carro.
Com a mão em minhas costas, guiou me, abriu a porta após eu entrar ele sentou se ao meu lado, sua proximidade causou um rebuliço em mim. Ele disse o endereço ao condutor, esticou o braço no banco acima dos meus ombros virou seu corpo em minha direção e olhou em meus olhos.
-Yuri você já sabe o que procura?
-Mais ou menos.
-Quantas pessoas irão morar com você na residência?
-Em princípio apenas Andromeda e Teddy.
-Você terá empregados morando na casa?
-Eu não tinha pensado nisso ainda, mas temos dois casa-elfo que terão seus próprios aposentos, eles cozinham, limpam e ajudam com Teddy, Andromeda gosta de cuidar de jardins, as alas resolveram as questões de segurança. Então não há necessidade de empregados.
-Alguma preferência por local?
-Essa região é a única que conheço. Shinobu-san conhece muitos lugares? Sabe quais são os melhores locais?
-Sim, eu viajei bastante. A região onde estamos possui empreendimentos diversificados com alta qualidade e uma baixa taxa de criminalidade, as pessoas abastadas e discretas gostam de viver aqui. E quanto a tamanho da casa grande, pequena?
-Quero jardins e espaço para três construções no terreno (garagem, estufa e biblioteca). A casa deve ter uma cozinha grande, lavanderia, três sanitários, duas casas de banho, no mínimo vinte cômodos entre quartos e salas (visitas, refeições, entretenimento, exercícios, escritório, reuniões/festas, laboratório poções, sala de magia, depósito).
-O estilo?
-Térrea, aconchegante, antiga.
-Mobiliada ou vazia?
-Vazia, temos muitos moveis e Andromeda gostará de decorar.
-Uma casa ampla pela descrição.
-Sim, vamos nos tornar uma família, o espaço é essencial.
-Você deseja ter filhos? Pergunta brincando com mexas do meu cabelo.
-Sim. Não tenho convivido muito com crianças, mais eu-eu gosto delas. Tento imaginar meus filhos ... três meninos correndo de encontro a mim, um de seis anos, cabelos rosa e olhos dourados Teddy; o segundo e o terceiro pareciam ter quarto anos, um de olhos acinzentados, com cabelos pretos e o outro de olhos verdes com cabelos cor de conhaque, essa imagem me trouce um calor gostoso.
-Yuri fará uma bela mãe... ou pai.
Ele, Shinobu não poder ler mentes, certo? Penso olhando para ele, sem saber que minha mão tinha escorregado direto ao abdome enquanto imaginava as crianças Teddy e bebês nascidos de mim, logo a imagem de como faze-los também apareceu e o que era um calor brando virou fogo se espalhando pelo meu corpo.
Yuri ficou corado quando perguntei sobre filhos e meu comentário intensificou seu cheiro delicioso. Devo parar, estamos chegando.
-Chegamos. Disse Shinobu.
O carro estacionou na vaga, Shinobu saiu mantendo a porta aberta esperando por mim e sua mão voltou agora em meu quadril, esse homem ia me deixar louco, sempre tocando em mim.
Entramos na imobiliária Shinobu perguntou pelo amigo e fomos encaminhados a uma sala de espera, em alguns minutos um homem distinto veio conversou com Shinobu, fui apresentado, então ele nos levou para a sua sala, falamos da importância a despender (dinheiro) a minha ideia de casa. No fim da conversa, ele disse: em quatro dias terei algumas residências para vocês visitarem. Plural, ele usou o plural, eu olhei para Shinobu, ele explicou iria comigo e me ajudaria como prometido; agradecemos ao empresário e nos retiramos.
Já no carro Shinobu informou um novo endereço ao motorista e quando paramos estávamos em frente a um restaurante, ele olhou para mim e disse: Você não se comeu de manhã, deve estar com fome. Eu acenei com a cabeça. Almoçamos juntos, ele me contou que foi educado para ser um homem de negócios e não um professor, pelo que ele me disse deduzi que esse era um talento exercido em raras circunstâncias, falou ainda de como a cinco anos se interessou pelo preparo dos alimentos, dos cursos que fez até tornar-se chefe de cozinha a três anos e que essa hoje é sua profissão.
Retornamos a casa e ao treinamento: de trazer à tona o animal em mim propositalmente, conservando meu discernimento. É difícil eu conseguia me transformar por uns dois minutos mas ao fundir minha mente ao corpo da serpente a transformação se desfazia. Terminando o treino, foi tomar um banho, cauteloso verifiquei todos os cestos de roupas para saber se já tinha alguém na sala, só depois entrei, mas as imagens do banho que tomamos juntos não saiam da minha cabeça então me apresei.
Na mesa o jantar estava posto e presente somente Hidekune, o cumprimentei, sentei no meu lugar ao seu lado e comecei a comer, uma falta de educação eu sabia mais não me importava, queria apenas acabar logo e sair. Não adiantou, passados cinco minutos vieram todos, abaixei a rosto envergonhado e parei de comer, ai me levantando quando vi o rosto de Karen sua expressão revelava desapontamento, Makio sorria faceira enquanto falava a Manami de suas viagens, Kunimasa e Noririn em um mundo só deles, Yonekuni e Shiro em um silencio estranho, Shinobu sentou do meu outro lado encostando sua perna e braço em mim provocando um calor que começou no abdome e espelhou-se por todo o corpo me deixando vermelho.
Por quatro dias, a rotina foi a mesma café, ajudar na casa, almoço, treinamento, banho, janta, conversa na sala de visitas, Shinobu sempre roçando em mim, eu não aguentava mais ia explodir.
