Tô super na falta aqui. Por isso mais um update :)
Revieeews, pretty please with a cherry on top??? *cílios*
Beijinhos! S2
Capítulo X – The Best Damn Thing
Pov Bella
Para ouvir: Lady Gaga – Beautiful, Dirty, Rich
Pela primeira vez eu resolvi levar em conta algo que Rosalie Hale tinha aconselhado. Primeira e Última.
No dia em que contei a ela que Edward era o meu estagiário, ela prontamente inventou que eu deveria seduzi-lo. Pelo bem do meu passado. Seduzi-lo, colocá-lo de quatro por mim, comendo na minha mão, de bolas azuis, entre outros milhões de adjetivos que ela saiu soltando e eu não tenho mais cabeça para lembrar.
Me segurei a semana inteira, talvez até por medo ou por despreparo. Não levei muito a sério, porque na realidade eu não sabia como chamar a atenção de uma pessoa propositalmente. Apesar de Rosalie ter feito todos os esforços do mundo para me explicar, - coisa que foi altamente constrangedora, - eu não saberia como agir, ou como seduzir. Eu não tinha isso no meu sangue. Sempre fui uma mulher envergonhada, e altamente insegura sobre a minha pessoa. Provavelmente mais uma bagagem ou herança do passado.
Porém, hoje as coisas haviam mudado. E por mais que eu pudesse ter um pouco de insegurança que fosse, eu estava disposta a isso. De uma vez por todas, eu ia engolir a vergonha, e seduzir Edward Cullen.
Porque? Simples.
Motivo número 01 – ele se mostrou preocupado comigo quando comentei de minha dor de cabeça. Isso é um bom sinal.
Motivo número 02 – ele sentiu a péssima vibe entre James e eu. E fez questão de ser hostil com ele. Outro bom sinal.
E por fim, levou minha bolsa até meu apartamento. Sem eu nem pedir. E assim que ele saiu, Tyler comentou os olhares de ódio que Edward deu ao vê-lo, o que poderia ser facilmente interpretado como ciúmes.
Nisso, percebi que eu já estava ganhando ele de algum jeito. E depois que Tyler foi embora, deitei minha cabeça no travesseiro e me pus a pensar no que fazer.
Não posso dizer que eu tenha pesado todos os prós e os contras dessa história inteira. Mas ao lembrar de minha forma rechonchuda, o quanto eu gostava dele, como fui rejeitada, e tudo que passei após a rejeição, a idéia de seduzi-lo não me pareceu tão má.
Porém, eu tinha sido grossa com ele a semana inteira. Tratei mal sim, falei de forma rude e fiz questão de dar fora quase todas as vezes em que ele falava comigo. Só que se eu realmente quisesse chegar até ele, eu deveria tentar contornar tudo que fiz durante a semana.
Abri os olhos e encarei meu teto. Minha cabeça pensava tanto, passeava tanto sobre o que fazer ou não, que eu chegava a rir de tanta confusão mental. Eu realmente estava perdida e sem saber o que fazer. Praticamente bipolar.
Tinha horas que eu o queria pra mim. E tinha horas que eu queria simplesmente jogar na cara dele todas as merdas que ele me causou, e logo depois tacá-lo pela janela.
Filho da mãe. Porque me dá sensações tão diferentes ao mesmo tempo? Já não basta o que fez comigo no passado?
Enfim, peguei o celular que estava no criado mudo e resolvi encurtar um pouco a distância entre Isabella Swan e Edward Cullen. Mandei um sms curto, porém lembrando de nosso encontro no escritório no dia seguinte. Tá, eu sei que isso não me ajudaria em nada, poderia até deixá-lo com mais raiva, mas eu tinha que me dar um desconto, afinal era totalmente leiga nesses assuntos.
Apaguei a luz, liguei minha televisão e como de costume deixei no mute, enquanto esperava o sono chegar. Fui zapeando os canais, quando parei em algo que me chamou atenção. Gossip Girl. Eu nunca fui tão ligada nesse tipo de seriado teen, mas a cena estava me interessando. Uma personagem morena, fazendo de tudo para seduzir o cara. Blair comentava que Chuck era doido por sutiãs de laço, daqueles que ele pudesse desfazer apenas com pouco esforço, e ela estava justamente colocando um.
Era esse tipo de coisas que eu deveria saber fazer.
Continuei assistindo por mais um tempo, pegando idéias, me sentindo uma teen ridícula e adormeci imaginando quais roupas usar na semana que vem, e principalmente qual usar na manhã seguinte, já que ficaríamos sozinhos no escritório.
Meu celular berrou em cima de minha barriga, me acordando no susto, e quando olhei para o relógio, vi que já passavam de três da manhã. Quem diabos estava me ligando a essa hora?
Quando olhei para a tela, o nome de Edward estava piscando. Sorri. Achei que ele poderia ter visto minha mensagem, e, numa forma de querer se aproximar, resolveu me ligar. Até agora meu plano já estava dando certo.
Contei até dez, em voz alta para que ele não percebesse meu sono, e atendi, da forma mais simpática possível.
Mas não era nada do que eu tinha imaginado. Uma amiguinha dele, provavelmente uma de suas companheirinhas de cama, havia criado encrenca e estava na polícia. Ele só poderia ajudá-la se provasse que era advogado, e a única pessoa que poderia ajudá-lo, naquele momento, era eu.
Hesitei por uns bons dois minutos e só acordei quando ele chamou meu nome novamente. Por final, acabei aceitando. Afinal, se eu queria me aproximar dele, deveria passar por qualquer coisa. Até mesmo parar em uma delegacia as quatro da manhã.
Peguei um táxi e fui de encontro a eles, rezando para que eu não estivesse fazendo papel de idiota. Porque se eu estivesse, Rosalie ia pagar por colocar esse tipo de idéia em minha cabeça.
Edward encarou meus peitos. Sim. Meus peitos. Eu sabia que ir com um decote mais avantajado me seria válido de alguma forma. E foi. Chamei a atenção dele, e Alice riu. Alice Brandon, "amiga" de Edward.
Fomos até a sala do delegado, que por sorte era amigo de Charlie. Eles costumavam freqüentar o Clube do Whisky juntos. Foi muito simples. Expliquei que tudo não passava de um mal entendido, mas pela amizade que ele tinha com meu pai, ele disse que faria de tudo para que minha cliente não fosse prejudicada.
Enquanto ele ia até uma outra sala fazer a retirada da queixa, eu e Alice ficamos sozinhas, o que foi um pouco constrangedor. Fiquei brincando com um peso de papel da mesa do delegado, e ela sentada, olhando para seus joelhos.
- Porque você e Edward não estão se dando bem? – ela quebrou o silêncio, já mandando essa bomba.
- Quem disse que não nos damos bem? – franzi meu cenho, deixando o peso de papel de lado. Porque uma de suas piranhinhas estava me fazendo essa pergunta?
- Ele. Ele me contou que tenta se aproximar de você e não consegue. – ela então meio que se animou e ajeitou-se na cadeira, como se estivesse empolgada por contar uma história. – Sabe Bella... posso te chamar de Bella não é? – eu assenti. – Então.. ele me contou que vocês estudaram juntos. Ele sabe disso. – meu coração entrou em choque quando ela falou essas palavras. Em hora nenhuma Edward e eu tínhamos comentado algo do colégio, e eu quase cheguei a pensar que ele não se lembrava de nada. – E quando ele começou a trabalhar com você, ele comentou comigo que estava feliz, porque era uma forma de se aproximar de você. Só que você não deu abertura. – ela fez uma cara triste.
- Mas.. – comecei e ela logo me cortou.
- Pega leve com ele, tá? – ela falou com um sorriso fraco, porém parecendo ser bem sincero. – Ele sente coisas por você. E ele tem ficado bem frustrado por não conseguir se aproximar, nem um pouco que seja.
Eu não sabia por qual motivo eu ficava feliz ao ouvir aquilo. Feliz por saber que se colocasse meu plano em ação ele certamente daria certo, ou feliz por saber que Edward sentia coisas por mim.
Mas eu tinha que me focar. Eu tinha que pensar que eu era mais importante do que qualquer coisa. Do que qualquer sentimento que eu pudesse ter tido por ele no passado. Então acima de tudo, a idéia que Rosalie havia me dado ainda estava no páreo. E Alice estava dando dicas valiosas.
O delegado voltou, quebrando nossa conversa e a liberou, pedindo desculpas a mim e a ela pelo ocorrido. Eu adorava quando essas coisas aconteciam.
Então eu comecei a pegar leve com ele. Fomos deixar Alice em casa e viemos direto para o escritório. No meio do caminho chegamos a conversar dentro do carro e descobri que ele gostava de John Mayer tanto quanto eu. O clima entre nós dois foi ficando mais leve, me dando vontade de sorrir até. E fazer piadinhas. Não foi a toa que lembrei do copo em que havia o telefone de uma atendente do Starbucks.
Agora eu e Edward estávamos aqui, no escritório, em um calor absurdo e procurando pela sala onde se ligava o ar condicionado central. Nos dividimos em dois, ele olhando as portas do lado esquerdo do corredor, e eu do direito.
Sua camisa estava absurdamente querendo grudar em seu corpo. Isso não estava me fazendo bem. Eu tinha que adquirir força se eu quisesse continuar com meu plano.
Desliguei o telefone com Rose, que havia ligado no intuito de me acordar, - coisa que ela fazia todos os sábados porque ela sabia que eu morria de preguiça, - mas eu comentei que já havia acordado e já estava no escritório. Ela me fez jurar que jantaríamos juntas e eu contaria a ela tudo que tinha acontecido. E me deu força para que colocasse o plano em ação.
Eu ia colocar. Eu tinha que colocar.
- Isabella, achei! – ele gritou de algum lugar bem distante. Andei olhando todas as portas para ver em qual delas ele estava. E então comecei a ficar nervosa. Se eu queria agir, teria que ser por agora. Pois no momento em que ligássemos o ar condicionado, nós começaríamos a trabalhar e eu realmente não iria perder o foco do trabalho para pensar em minha vida pessoal.
Minha visão ficou embaçada e eu não conseguia enxergar onde Edward estava.
- Aonde? – falei alto, esperando que ele respondesse.
- Aqui. – ele apareceu do meu lado, falando esse "aqui" com um sussurro que me causou arrepio involuntário. Sua voz parecia um veludo, de tão suave que estava. Acho que o calor estava me fazendo mal.
- Ah, oi.. – respondi.
- Então, você sabe desligar essa joça? – ele falou colocando a mão na parte baixa de minhas costas e me guiando para dentro daquela sala minúscula onde não tinha nada, além de uma máquina de ar condicionado gigante.
Aquela mão, naquela parte do meu corpo, não estava dando certo. Acho que em toda minha vida, era a primeira vez em que Edward estava me tocando. Tive que me socar mentalmente e lutar muito com meu corpo para que eu não tremesse e fizesse ele perceber que estava nervosa.
- Não faço idéia de como desliga. – falei com todas as forças do meu ser. – Acho que é ali. – apontei para um botão que ficava bem no alto. Nem eu nem Edward, que era bastante alto, alcançaríamos. Eu tinha quase certeza que era aquele botão, afinal era um dos poucos que tinha na máquina, e era vermelho.
- Vem cá. – Edward me colocou de costas pra ele e pegou em minha cintura, fazendo força e me levantando, para que eu alcançasse o botão. – Vê se consegue ligar agora.
- Ainda não. – falei nervosa. O botão estava mais um pouco no alto, e ainda levantei meu braço, mas não consegui. Edward me pegou com mais força, levantando-me mais um pouco.
- E agora? – ele perguntou, mas eu tava fora de mim. Sentir as mãos dele em minha cintura era devastador. Parecia que seus dedos queriam sugar toda a minha energia e sanidade. Sacudi meus pensamentos e finalmente consegui alcançar o botão, fazendo um barulho imenso no escritório inteiro. O ar condicionado ligou.
Edward estava com uma pegada tão forte que, ao me colocar no chão devagar, suas mãos involuntariamente levantaram toda a minha blusa, até praticamente a altura dos meus seios. Minha barriga estava tão molhada de suor, que ao ser exposta, sentiu o gelo do ar condicionado ligado. Não preciso nem falar que meu corpo inteiro se arrepiou.
Assim que meus pés descalços alcançaram o tapete, senti a respiração pesada dele em minha nuca. Maldito coque! Pra que fui fazer?
Suas mãos ainda não haviam abandonado minha cintura. E pelo que parecia, ele não tinha nenhuma intenção de soltar.
Meu coração batia tão forte que eu podia jurar que ele ia acabar sentindo. O silêncio estava me deixando aflita. Meus joelhos novamente indicaram que iam falhar, mas fechei os olhos e dei um suspiro forte, tentando arrancar minhas forças internas. Cada vez que ele soltava sua respiração pesada em minha nuca, era uma luta interna.
Mal eu sabia que isso era só o começo.
Não foi preciso nenhuma palavra. Os dedos que ainda seguravam minha cintura saíram de seu lugar de origem e começaram a passear, indo para a minha barriga. A primeira reação que tive foi tentar tirar suas mãos de mim.
- Não faça isso. – ele sussurrou em meu ouvido. – Eu sei que você quer isso tanto quanto eu. – eu sentia a textura de seus dedos indo de encontro a meu umbigo. Agora eu já tinha que começar a lembrar de respirar.
- Edward, pare com isso.. – falei com a respiração errática. – Agora...
- Eu não vou parar. – ele sussurrou novamente dando um risinho baixo. – E eu tenho certeza que você não quer que eu pare. – senti sua respiração mais forte em minha nuca. – Dá pra sentir que seu corpo todo quer. Me quer. Melhor sinal que esse não existe... – ele levantou as mãos rápido indo direto para os meus seios, como se estivesse adivinhando que meus mamilos já estavam duros. Porra! – Não falei? Estão durinhos, só por sentir meu toque.
- Estão duros por causa do ar condicionado na minha pele quente, seu idiota. – falei tentando me desvencilhar.
- Que desculpa esfarrapada, chefinha... – ele me virou de frente com suas mãos fortes. Nossos olhares se encontraram e eu senti como se tivesse tomado um tiro. Aquelas duas órbitas já estavam em um verde escuro, que chegava a dar medo.
Edward enlaçou meu pescoço com força, segurando em alguns fios de meu cabelo, e o coque acabou se desfazendo. Andou um pouco pra frente, me imprensando na máquina de ar condicionado. Pude na hora sentir o volume entre suas pernas.
- Tá vendo o que você causa em mim? – ele falou quase como que em um grunhido, enquanto mordia o lóbulo de minha orelha.
Ele levantou uma de minhas pernas, colocando-a ao redor de sua cintura, e passou seus lábios pelo meu rosto, descendo para a linha do meu queixo e pescoço, tocando minha pele de uma forma tão suave que eu poderia desfalecer ali mesmo.
Eu não conseguia soltar nem um ai e sinceramente não sabia em que me focar. Se era no volume que estava imprensado em meu centro completamente úmido e dolorido, se era em seus dentes, que mordiam a pele de meu pescoço com força, se era em sua mão direita que puxava meu cabelo me deixando sem sentidos, ou a esquerda, que parecia querer bater o recorde passeando por todos os cantos do meu corpo.
A Isabella adolescente berrava dentro de mim nesse exato momento. Berrava de felicidade. De finalmente estar com Edward Cullen, e ainda por cima sentir o que ele tinha dentro de sua calça.
Mas a Isabella mulher e pós terapia berrava de ódio. Tudo que estava acontecendo poderia ser considerada uma regressão.
- Não, pára! – empurrei Edward com força e aproveitei para fugir daquela sala. Encontrei meus sapatos no meio do caminho e corri o máximo que pude, pra longe de tudo aquilo.
Meus olhos lutavam para não derramarem lágrimas. Como eu podia ser tão fraca? Porque eu não conseguia seduzi-lo? Porque eu parecia uma adolescente idiota que perdia a respiração com o toque dele?
Alcancei o elevador e apertei o botão zilhões de vezes, na intenção de que chegasse mais rápido. Assim que a porta abriu, corri para dentro dele. Mas Edward já tinha me alcançado. Ele se pôs no meio das duas partes da porta que estava fechando, fazendo o elevador apitar alto, e apagar a luz. Ótimo! Ele ia quebrar o elevador agora?
- Me deixa, Edward! – berrei.
- Não vou deixar, a gente tem que resolver isso, Isabella. Eu não vou agüentar ficar desse jeito. Eu preciso ter você.
- Edward, sai! – gritei mais alto. A imagem dele e Emmett rindo da minha cara veio na minha cabeça, e as lágrimas não me respeitaram. Comecei a chorar que nem uma idiota.
- Qual é o problema Isabella? Porque você não consegue se aproximar de mim? Que raiva e tristeza toda são essas?
- Edward.. – tentei controlar as lágrimas. – Por favor...
Empurrei Edward com mais força, mas ele não desistiu.
- Você tem que me explicar que tanto ódio é esse... – ele sussurrou entredentes.
- Edward, me respeita. Nos vemos na segunda feira.
Ele olhou no fundo dos meus olhos, que já estavam marejados, e soltou a porta.
