MIL FACES

Autora: Mandyvoliveira

Sinopse: Ele era o Mil Faces, o bandido mais temido da atualidade, frio, cruel, sem escrúpulos até conhecer Jensen, um jovem doce e apaixonante, que apesar da pouca idade conheceu o lado negro da vida muito cedo. O amor do início tornou-se possessivo e perigoso. Jensen não tinha mais esperança até conhecer Jared, seu misterioso guarda-costas. Padackles.

Avisos: Essa é uma história sem fins lucrativos. Seus personagens são fictícios não tendo nenhuma real relação com Jensen, Jared, Jeffrey e outros.
Nessa história o Jensen tem 17 anos e o Jared 25. – J2, Slash.

N/A:Olá queridos !

Desculpem pela demora, mas estava com alguns problemas pessoais e passei alguns dias meio down e não queria descontar na fic...

Obrigada por todos os reviews...amei ! Queria agradecer também aos leitores do Nyah, vcs são uns amores...

Bom, é isso...aí vai mais um capítulo!. E a campanha continua:

"A cada review que você não deixa, um autor morre!Ajude esta(e) pobre autora (autor) a continuar vivendo e deixe a sua review!Comente nas histórias, isto incentiva os autores a continuarem escrevendo..."


CAPÍTULO 10 - Lembranças

- Chefe?

- Eu já disse para não ligar pra mim !

- Desculpe chefe, mas é urgente...

- Entregaram a encomenda?

- É exatamente isso... Nós a perdemos...

- O quê? "gritou do outro lado da linha"

- É... É... Que o segurança apareceu e ferrou tudo "gaguejou"

- Vocês são dois incompetentes, duas antas descerebradas..." bufou" - Ele era um só e essa era a oportunidade perfeita...Já vi que vou ter que dar um jeito eu mesmo...

- Mas chefe...

- Cala a boca! Eu estou pensando... Eles desconfiaram de alguma coisa?

- Não chefe, fizemos tudo como combinamos!

- Pro bem de vocês dois, eu espero mesmo que sim!

- E o que faremos agora?

- Nada! E não me liga, entendeu?

- Sim chefe.

- Quando for a hora eu ligo...

OoOoOoOo

Jensen e Jared permaneceram naquela posição, apenas contemplando-se. Naquele momento, haviam esquecido de tudo, de suas vidas, problemas, compromissos, apenas viviam o momento. Jared não lembrava-se mais de nada. Encarava o menor em seus braços e sentia-se completo. Nem mesmo seu último namorado o fizera sentir-se assim. O mundo poderia acabar naquele momento e ele morreria feliz. Seu único pensamento era jogar tudo para o alto e fugir com Jensen, mudaria de nome, mudaria de estado até de país se fosse necessário. Não queria mais vê-lo sofrer, não queria mais ter que mentir, não suportava mais a ideia de vê-lo com Morgan.

Jensen sentia-se seguro naqueles braços e por mais que quisesse se afastar não sabia mais se teria forças para resistir. Queria que o mundo parasse naquele momento e congelasse-os para que pudessem viver assim, eternamente nos braços um do outro.

Foram chamados à realidade quando o celular do moreno tocou no bolso de seu paletó. O som daquele toque fez com que Jensen saísse de seu colo rapidamente, como se uma avalanche de acontecimentos tomassem forma, lembrou-se de quem era, de onde estava e com quem estava. E ao ouvir o moreno atender a ligação, sentiu seu coração gelar ao perceber quem estava do outro lado da linha.

Jared olhou o visor do celular e revirou os olhos, aquela era a última pessoa que queria atender naquele momento. Trincou os dentes e segurou o aparelho fortemente entre as mãos. Seu desejo era atirá-lo na parede, mas tomando o controle da situação, sabia que não podia colocar tudo a perder nesse momento. Respirou fundo e atendeu:

- Bom dia Srº Morgan! "disfarçou a raiva que sentia"

- Onde está o Jensen? "respondeu secamente"

Estava nos meus braços, sentindo o gosto dos meus lábios até você nos interromper "respondeu em seus pensamentos" - Está do meu lado.

- Ficou de olho nele Jared ? Não quero saber dele se metendo em festinhas de calouros entendeu? E quando acabar a aula, direto pra casa... Eu vou ligar para a mansão e o quero encontrar lá, estamos conversados?

Jared tremia de raiva. Tinha vontade de matá-lo com suas próprias mãos. Era um homem decidido e prometera a si mesmo que não agiria por impulso, desde que fora designado para o caso do Mil Faces, mas ouví-lo falar dessa forma, comandando a vida do garoto o fazia fervilhar de raiva.

- Claro senhor. Fiz tudo como combinamos! "respondeu, controlando-se"

- O coloca na linha. Eu quero falar com ele.

Jensen assistia a cena e tentava se acalmar. Tentava entender como Morgan conseguia saber de tudo e ligar justamente na hora que estava com Jared. Viu quando Jared baixou o celular e com uma das mãos tampou o local por onde conversava.

- Ele quer falar com você

- Hã! N... Não! "gaguejou" Eu... Eu... Não posso falar com ele... Ele vai perceber... Ele... Ele sempre descobre... Eu vou estragar tudo! " sussurrou"

- Se acalme! Você consegue... Não fale nada do que aconteceu, pelo menos por enquanto... Diga que está tudo bem e que assim que as aulas acabarem nós vamos embora...

Jensen respirou fundo, tentando se acalmar. Olhou para Jared, que passava-lhe segurança com o olhar e pegou o celular de suas mãos.

- Alô!

- As aulas já acabaram?

- N..Não

- Eu já disse ao Jared pra te levar pra casa assim quer terminarem...Teve alguma festa ?

- N..Não

- Jensen, não minta pra mim, ou mudo de ideia e você nunca mais pisa nesse campus..." exaltou-se"

- Não Jeffy, por favor! Teve sim, mas eu... Eu não participei. Eu... Eu fiquei de longe...Eu juro. Pode perguntar pro Jared..." falou assustado"

- Quando eu chegar agente conversa... Se você for um menino bonzinho com o papai não terá nada a perder "disse maliciosamente"

- Eu preciso ir Jeffy "disse com nojo desligando o celular"

- Jensen... "falou Jared"

- Eu... Eu quero ir pra casa "disse Jensen levantando-se e afastando-se do moreno"

- Jensen, você vai continuar me afastando de você? "levantou-se e aproximou-se do loirinho"

- O que você quer que eu faça hein? Você não o ouviu? Eu pertenço a ele Jared e nada do que você possa fazer vai mudar isso...

- Não! Você não é um objeto Jensen "disse com raiva na voz" - Você não pode desistir, deixe-me ajudá-lo "continuou aproximando-se ainda mais"

- Por favor, Jared, a minha vida já é muito complicada sem você... Eu... Eu não quero que se machuque...

- Eu não vou me machucar "disse enlaçando-o pela cintura, começando a distribuir beijos pelo seu pescoço"

Jensen pego de surpresa tentava organizar as idéias sob os beijos do moreno.

- Não Jared... Eu... Eu não posso me envolver com ninguém... Eu... Não por favor... " sussurrou"

- Shh, me beija! "sussurrou no ouvido do mais jovem"

Jensen não conseguindo mais conter-se o beijou apaixonadamente. Todos os seus medos desapareciam quando estava nos braços do moreno. Eles se entregaram as sensações daquele beijo mais profundo. Jared puxava-o cada vez mais para si, unindo seus corpos, envolvendo a cintura do menor com uma mão e com a outra segurando sua nuca, não deixando espaço para que ele se arrependesse.

- Não Jared "ofegou afastando o moreno" – Eu não quero carregar outra morte nas costas...

- Quer parar de me afastar de você e de se culpar por tudo!

- Eu quero ir pra casa "afastou-se, desviando o olhar"

- Eu não acredito "disse Jared irritado passando as mãos pelos cabelos" – Você realmente está falando sério?

- Me leva embora, eu estou cansado "falou dando as costas para que o moreno não percebesse as lágrimas que voltavam a cair"

- Eu não vou desistir Jensen, não depois de hoje...

OoOoOoO

O caminho até a mansão foi feito em silêncio, nenhum dos dois falou uma palavra sequer. Jensen observava a paisagem e questionava-se como o dia que esperou com tanta ansiedade transformara-se em um pesadelo. Primeiro a tentativa de seqüestro e depois o envolvimento com Jared.

Jared, Jared, Jared...Mãe por que ele faz questão de me enlouquecer...Eu não posso, será que é tão difícil entender...por que ele não apareceu há um ano atrás...tudo seria tão diferente...por que tudo tem quer ser tão complicado pra mim...seria tão mais fácil se você tivesse me levado naquele maldito acidente... "pensava Jensen, com a medalhinha aberta observando a foto de sua mãe"

O dia estava trazendo lembranças nada agradáveis dos seus últimos quatro anos e a aproximação com seu segurança o fazia lembrar-se do por que de se anular diante da vida, de se esconder e aceitar as imposições do banqueiro sem retrucar.

OoOoOoO

Los Angeles, outubro de 2008, 15:32 da tarde

- Jensen! Jensen!

Morgan corria pelo aeroporto no encalço do adolescente que aproveitando-se de sua distração fugia entre o aglomerado de pessoas. O jovem olhava a todo o momento para trás, buscando aumentar a distância entre ele e o mais velho. Ao alcançar a entrada do terminal entrou no primeiro taxi que viu.

- Pra onde garoto?

- Wilshire Boulevard "disse ofegante"

Ao chegar ao endereço, um condomínio fechado de luxuosos apartamentos, foi recebido por um jovem surpreso, após ser anunciado:

- Jensen?

- Chris ! Desculpe aparecer assim...

- Ei, não precisa se desculpar, só estranhei "abraçou-o" - Pensei que estivesse na Europa.

- Estava, mas... É uma longa história...

- Senhor, tem um taxi lá embaixo esperando pelo seu amigo, o que devo dizer? "perguntou a empregada entrando na sala"

- Chris... Tem... Tem mais uma coisinha..." disse envergonhado"

- Ah claro! ... Meg "disse dirigindo-se a empregada" – pegue a minha carteira e acerte com o taxista, por favor!

- Sim senhor "disse retirando-se"

- Obrigado Chris!

- Jenny, venha sente-se aqui "apontou para o sofá" – Agora me conte o que houve? Onde está o seu motorista?

- Chris, eu preciso que me ajude... Eu preciso fugir...

- O quê? Fugir?

- É... E como eu não tenho ninguém, eu preciso que você me ajude "disse nervosamente"

- Mas... Eu não estou entendendo Jensen. O que aconteceu? Você não se meteu em nada ilegal, não é? "disse pausadamente tentado passar tranqüilidade para o loirinho"

- Não! Claro que não... Eu... Eu não quero mais morar com o Jeffrey, é isso! "disse esfregando uma mão na outra, visivelmente agitado"

- Por quê? Ele te fez algo?

Jensen não tinha pensado no que iria falar quando chegasse à casa do amigo. Só pensava em escapar de Morgan assim que chegasse nos Estados Unidos. E agora diante de Chris não tinha coragem para relatar que sua relação com o banqueiro era mais do que simplesmente de pai e filho.

Chris ainda o encarava esperando uma resposta, quando foi interrompido por seu pai.

- Jensen "disse surpreso" – Vejo que o passeio pela Europa terminou...

- Boa tarde Srº Kane... Sim, acabou... "disse tristemente"

- Aconteceu alguma coisa? Chris? "falou ao notar o olhar perdido do mais jovem"

- Pai...

- Não Chris! "disse Jensen interrompendo, falando entre dentes para que o promotor não escutasse"

- Jensen, ele pode nos ajudar... E depois eu não escondo nada dele" disse encarando o loirinho"

- Pai, o Jensen quer sair de casa! "continuou"

- Jensen, você ainda é menor de idade não pode sair por aí, só porque está com raiva do seu pai...

- Ele não é o meu pai! "disse elevando a voz, levantando-se do sofá" - Desculpe... Desculpe-me "falou ao notar que tinha sido rude" - Mas não posso continuar morando com o Jeffrey... Ele não é o que aparenta ser... Ele... Ele... Eu não posso... Por favor, senhor Kane eu não me incomodo de morar num abrigo, num orfanato... Não me importo... Eu posso trabalhar... Eu aprendo fácil, não é Chris? Eu posso dar aulas de piano... Todos dizem que eu toco muito bem...

Jensen caminhava de um lado para o outro atropelando as palavras, por vezes parecia estar falando consigo mesmo ao falar olhando para um ponto qualquer no horizonte até voltar a encarar os dois novamente. Lágrimas teimosas começavam a rolar pela sua face, mesmo contra sua vontade, o deixando mais nervoso ainda. Chris tinha se levantado e acompanhava o discurso do mais novo ao lado do pai, estava assustado por ver seu amigo naquele estado. Kane, por outro lado, com a experiência de anos de uma vida jurídica, ao observar o estado do mais novo, deu-se conta que algo de muito errado estava acontecendo.

- Jensen, se acalme "disse chegando mais perto" – Venha, vamos conversar no meu escritório.

- Pai! "disse Chris repreendendo-o"

- Chris, pede pra Meg levar um copo d'água pro Jensen... E eu não quero saber de você escutando atrás da porta entendeu?

- Mas pai!

- Srº Kane!

- Nada de mais pai, nem de senhor Kane... Vamos Jensen "disse mostrando o caminho para o adolescente"

O promotor Kane era conhecido por sua ética profissional e amor ao trabalho. De uma família tradicional de advogados e juízes era um nome mais do que conhecido no meio jurídico. Após a morte de sua esposa em um acidente de carro, fechou-se para o mundo a sua volta e vivia para seu único filho, e seu trabalho. Chris, aos seus quatorze anos na época do acidente, não se conformava com a perda repentina da mãe e parecia mais revoltado a cada dia, até conhecer Jensen, que também havia perdido a mãe e ainda por cima não tinha pai. A amizade deles foi benéfica para ambos e desde então Kane passou a ter um carinho especial pelo mais novo, considerando-o como seu filho mais novo.

- Sente-se Jensen! "disse Kane ao entrarem no cômodo"

Ao acomodar-se em sua cadeira no outro lado da mesa, continuou:

- Jensen, eu já conheci várias pessoas e interroguei várias outras em meus anos de promotoria pra saber que você está escondendo alguma coisa... Pra que eu possa te ajudar, você precisa me contar o que está acontecendo.

- Senhor Kane... Eu... Eu não posso... Eu..." gaguejou"

- Filho "debruçou-se mais sobre a mesa" – Você sabe que eu não tolero o seu pai. Nós dois temos nossas diferenças, mas eu nunca o comparei a ele e sempre o considerei como um filho, como um irmão mais novo do Chris, por isso eu quero que você confie em mim, como se eu fosse seu pai.

- Por isso mesmo! O senhor... O senhor vai ter nojo de mim... "disse com os olhos rasos d'água"

- Não Jensen eu não vou... Apenas confie em mim!

- O senhor promete que não vai contar nada pro Chris?

- Prometo

- Bom... Eu... Eu acho que o senhor já notou que eu não gosto de meninas, não do jeito que o Chris gosta.

- Sim filho, o Chris já tinha me contado da sua preferência por garotos. E eu não me incomodo Jensen, eu já vi muitos casos absurdos para achar ou deixar de achar qualquer coisa sobre qualquer pessoa. Sinceramente, a vida seria mais fácil se as pessoas parassem de se incomodar com a vida alheia.

- Senhor Kane, eu e o Jeffrey não somos pai e filho..." disse pausadamente"

- Jensen, por mais que eu não goste dele, ele é seu pai sim, ele pode não ser seu pai biológico, mas tem a sua guarda perante a justiça... "disse sem entender onde o menor queria chegar"

- Não senhor Kane, o senhor não entendeu o que eu quis dizer... Quando eu disse que nós não somos pai e filho, eu quis dizer que nós não vivemos como pai e filho...

- Jensen, você está me dizendo..." disse com espanto no olhar"

- Sim senhor Kane "soluçou" – Nós vivemos naquela mansão como um casal.

Jensen, sempre tímido, não conseguira admitir que era tratado como um objeto por aquele que julgou amar um dia. O amor que sentia deu lugar ao ódio, levando a raiva e vergonha de si próprio, sentia nojo de si mesmo ao lembrar-se das palavras de Morgan em Praga. Com esses sentimentos abaixou a cabeça escondendo o rosto entre as mãos e desabou a chorar.

Kane, tomado pelo choque levantou-se e caminhou pelo escritório, tentando acalmar-se para raciocinar direito. A raiva que sentia de Morgan só fazia aumentar após aquela revelação. Kane sabia que ele agia ilicitamente, pois era impossível alguém aumentar tanto seu próprio patrimônio de forma tão astronômica quanto o banqueiro. Sua maior frustração profissional era saber que aquele homem agia contra as leis, mas nunca conseguira provar e agora ouvir daquele adolescente que o homem que deveria cuidá-lo e protegê-lo como filho o estava usando o deixou em cólera.

Ao ouvir batidas na porta tentou se acalmar. Recebeu a empregada na porta, pegando o copo d'água que havia pedido. Caminhou em direção ao garoto, puxou a cadeira que estava ao lado para mais perto e sentou-se.

- Jensen, olhe pra mim

O adolescente que ainda chorava com o rosto escondido entre as mãos, apenas acenou negativamente, chorando mais ainda.

- Jensen "puxou o seu queixo" – não precisa ter vergonha de mim

- Me perdoe "disse soluçando, com os olhos vermelhos e inchados"

- A culpa não é sua Jensen... Tome beba um pouco... Mas agora que você começou você vai até o fim, preciso saber de tudo, certo?

- Certo "disse mais calmo"

- Jensen, ele... Ele te forçou?

- Não...

- Então você também quis?

- No início sim, mas eu não quero mais... Eu não quero "disse voltando a se agitar"

- Calma Jensen... Vocês estão juntos desde que você foi adotado?

- Não. Tem alguns meses, nove ou dez, mais ou menos. Eu... Eu o admirava por ter me adotado, por ter me ajudado no momento que eu mais precisei, e ele sempre me trazia presentes, muitos presentes caros. De todas as viagens que ele fazia ele trazia alguma coisa pra mim. Ele era muito gentil, bondoso, generoso... Ele era... Ele era perfeito... Eu me apaixonei por ele, mas não imaginava que ele sentia o mesmo por mim. Até o meu aniversário de quinze anos... Foi a primeira vez que ficamos juntos:

- Parabéns pra você, nessa data querida muitas felicidades... Jensen! Jensen!

- Obrigado pessoal... Mas não precisava, vocês sabem que eu não gosto de festas...

- Festa? Jensen isso aqui nem de longe é uma festa... Agente sabe que você é um chato...

- Dan! "disse Chad repreendendo-a"

- Chad, você sabe que o Jensen é um chato que não nos deixa nem comemorar o aniversário dele e se não fosse a Sam, nem estaríamos aqui...

- É verdade meu anjo, você achou mesmo que eu ia deixar seu aniversário passar em branco? "disse Sam encarando o adolescente"

- Chris, você também sabia disso? Eu não acredito que eu passei o dia todo do seu lado e você não me avisou que esses loucos iriam estar aqui?

- Ah, Jenny Boy relaxa, aniversário agente só faz uma vez no ano mesmo e depois você nos atura todos os dias, então não entendo o motivo do piti.

- Não adianta Jenny, você é voto vencido. Ando logo e corta o bolo, que eu ouvi a Dan falar nele o dia todo e tô doido pra provar...

- Ta bom Chad, vocês venceram...

Os cinco estavam no quarto de Jensen, comendo o bolo surpresa, quando foram surpreendidos pela chegada de Morgan.

- Boa noite garotos! Sam!

- Boa noite Srº Morgan

- Vejo que estão comemorando o aniversário do Jensen, pegaram ele dessa vez!

- Ele é difícil, mas agente dá um jeito, não é Sam "disse Danneel, dando uma piscadela para a governanta"

- O senhor aceita um pedaço de bolo? "perguntou Sam"

- Não... Jensen, quando você terminar eu quero falar com você. "disse saindo do quarto"

- Jensen, eu sei que ele é seu pai, mas ele é meio esquisito...

- Dan!

- Ai Chad, eu só falo o que penso...e é melhor agente ir que está ficado tarde...

- Não se preocupe Chad, eu já conheço a Dan... " disse Jensen"

- Vamos então? "perguntou Chris"

- Vamos "responderam juntos"

- Pessoal obrigado mesmo, vocês não existem!

- Amigo é pra essas coisas não é? "disse Chad abraçando-o" - Feliz aniversário

- É mesmo cara... Parabéns "disse Chris, abraçando-o após Chad"

- E você é o nosso mascote, não se esqueça disso... Te amo Jen...Feliz aniversário " disse Dan quase encerrando o ciclo de abraços"

- Ei assim eu vou ficar com ciúmes, todo mundo abraça o meu anjinho e eu?

- Sam! Eu te amo você sabe disso...

- Eu também meu anjo "abraçou-o forte" – Parabéns

Após as despedidas e abraços, Jensen foi ao encontro de Jeffrey. O encontrou na varanda, lendo alguns e-mails em seu notebook. Parou por um momento apenas admirando-o, até ser surpreendido pelo olhar do outro. Tímido, desviou o olhar e aproximou-se mais. Jeffrey apenas deu um risinho de canto, observando a cena.

- Ainda trabalhando?

- Força do hábito "disse baixando a tela"

- Queria falar comigo?

- Sim... Eu quero te dar meu presente "levantou-se"

- Jeffy, não precisa você já me dá mais do que eu preciso

- Mas eu quero te dar, e eu sei que você vai gostar

- Jeffy...

- Venha" puxou-o pela mão"

Ao entrarem na sala mais reservada, deparou-se com um piano de cauda. O choque foi tão grande que ele paralisou por alguns segundos.

- Meu Deus!

-O que acha? "perguntou Jeffrey, deliciando-se em ver a felicidade estampada nos olhos do menor"

- Ele... Ele... É lindo...

- É seu !

- O quê? "disse Jensen sem entender, com os olhos fixos no piano"

- É o meu presente de aniversário... Vai lá!

Como uma criança de cinco anos, ele correu em direção ao instrumento, com um sorriso enorme estampado em seu rosto. Deslizou a mão pela madeira, pelos teclados, sentindo a textura do piano, até sentar-se no banco.

- Meu Deus, é um Steinway...É...É muito caro Jeffy...Eu ...Eu não posso aceitar... "disse levantando-se rapidamente"

- O melhor do mercado "disse Jeffrey lentamente, se aproximando do menor" – Fabricação artesanal, talhado a mão a partir do Ébano, na cor preta para destacar o verde dos seus olhos quando estiver tocando, fui extremamente exigente nesse ponto " aproximou-se mais ainda , segurando-o pela cintura com uma mão e acariciando seu rosto com a outra, sentindo a respiração do menor no seu rosto" - Encomendado há um ano, para estar aqui exatamente hoje, no seu aniversário... Saiu a um preço módico de... 500 mil dólares.

Jensen tinha os olhos arregalados com a aproximação do mais velho. Sentiu as pernas falharem ao ser envolvido pela cintura, coração disparado e rosto em brasa. A respiração de Morgan em seu rosto estava-o fazendo perder a razão.

- Jeffy... É muito caro..." sussurrou"

- Shhh...É seu..." dito isso beijou-o, trazendo-o mais junto ao seu corpo"

Quando se afastaram para respirar ainda abraçados, Jeffrey pôde ver a confusão no olhar do mais novo.

- Criança, não tenha medo, eu sei que você também me quer, eu via os seus olhares na minha direção... Mas você é tão tímido que eu tive que tomar a iniciativa... Não agüentava mais esperar...

- Jeffy , Eu...Eu... "disse corando"

- Você é a coisa mais linda corando...

- Você sabe o que aconteceu comigo, você não se importa? "disse baixando o olhar"

- Pra mim você continua sendo um virgem, que eu vou adorar provar... Eu vou fazer você esquecer aquele dia "sussurrou em seu ouvido"

- Jeffy...

- Shhh! "colocou um dedo em seus lábios" – Você confia em mim?

- S... Sim...

Colocou-o no colo e sussurrou em seu ouvido:

- Hoje eu vou te fazer meu!


N/A: Em breve mais revelações...

Larissa:

Obrigada por acompanhar a história, fico muito feliz em saber que você está gostando e realmente esses dois bem que podiam se entender de uma vez não é? Mas eles vão penar um pouquinho ainda...Espero que você tenha gostado desse capítulo e possa me dizer o que achou...adoro reviews...Bjssssss

Anali: Olá querida...O que posso te dizer hein...você e a Pérola juntas são perigosas, rsrsrsrsrsr...adorei a indicação que vcs fizeram da minha humilde fic (autora hiper, mega feliz) e se depender de mim todos os leitores terão um feedback também...

Desculpe pela demora, mas estava meio pra baixo e me conhecendo ia sobrar pro Jensen, tadinho, rsrsrsrsrs. E as unhas conseguiram crescer...não quero ser a responsável por mutilações dos meus amados leitores, hein...Menina tú tem um faro perfeito, nada de spoiler, mas em breve você saberá o porque (menininha má)...Amo os J2, principalmente juntinhos...espero escrevar mais cenas românticas...e não se preocupe aqui se faz, aqui se paga, ninguém meche com meu loirinho e sai impune...Bjsssssssss

Carol: Que bom que você veio me conhecer, rsrsrsrsrs...vou adorar sua companhia por aqui...seja bem vinda...fico muito feliz em ter mais uma leitora e espero estar correspondendo...O Jay é o príncipe que qualquer um pediu a Deus...Pra ser resgatada por ele valia até a pena ser raptada (momento insanidade)...bricadeirinha...Jen e Jeffy, relação perigosa...o que posso dizer sem dar spolier...hummm...eles realmente têm uma relação complicada...Bjsssssssss

Pérola: Oi linda! Adorei sua fic " Boa Aula " acabei entrando um hiatus, rsrsrsr, por motivos alheios mas voltei...Muuuuuuuuuuuuuuito obrigada por indicar a minha humilde fic, você é um doce...Vi que você começou outra Fic " Sweet Child O Mine" , com certeza mais uma ótima história...ela já está na minha lista para ser lida em breve...

Quanto ao Jeffrey guarde o seu ódio para os próximos capítulos (conselho)...Concordo contigo...um pinguim desses lá em casa...nossa! Eu sei...eu sei...O Jen sofre muito e aparenta ser muito frágil...o que posso dizer...a vida não lhe foi muito fácil...mas em breve(spolier) veremos um Jensen mais rebelde...Que bom que você gostou do primeiro beijo dos dois...eu adorei escrever...eu pensei muito em como fazer, queria que fosse algo doce, algo especial, afinal mais do que desejo era amor...E vc é uma doce, mais uma vez obrigada, fico feliz em saber que você gosta do meu estilo...não me considero tão boa assim, mas busco sempre dar o melhor para os meus leitores queridos...Bjsssssssssss