O céu de Nova Iorque estava claro.
Azul sem nenhuma nuvem.
O Central Park estava cheio com familias, casais de namorados apaixonados, donos que passeavam e brincavam com seus animais de estimação.
Pessoas que se divertiam.
Era um dia perfeito para um passeio assim, ao ar livre.
Um dia perfeito para se curtir com quem gostava, para rir, para passear com os filhos, com alguém que se ama.
Não para chorar.
Não para se enterrar alguém.
O dia não combinava em nada com aquele momento.
Ali no cemitério de Nova Iorque, um grupo pequeno de pessoas estavam presentes, alguns paparazzis estavam escondidos, mas eram poucos.
O caixão fechado estava no centro sendo abaixado lentamente, depois do padre falar as ultimas palavras.
— Meus pêsames...
— Nossa familia, sentem muito...
— O que precisar eu estou aqui Sra. Mc Carty.
— Nossos sentimentos.
Várias e várias pessoas diziam enquanto apertavam a mão da jovem mulher que estava enterrando o marido.
Várias pessoas que ela sequer conhecia.
E algumas que ela nunca tinha visto na vida.
Ela não conseguia pensar direito.
Tudo que conseguia era sentir dor.
Até para respirar doía.
Tudo doía.
E como respiraria se não tinha mais nenhuma motivação para aquilo?
Ela mal sabia como estava aguentando ficar em pé.
Pois no seu corpo não tinha nenhuma força.
Sua força estava sendo enterrada no chão.
Estava ali apenas de corpo presente.
Seus pensamentos estavam em outro lugar.
A dor que ela estava sentindo em seu peito era tão grande.
Seus olhos estavam sem vida.
Perdidos olhando o ele ser enterrado, mas era como se não vissem nada.
Ela tinha acabado de perder o homem de sua vida.
O que seria de sua vida agora?
Como poderia viver sem ele? Sem seus carinhos, seus abraços, seus risos, seus beijos?
Seu marido, seu melhor amigo tinha morrido.
O homem que ela dividia tudo.
Não era mais eles dois contra o mundo.
Era só ela, agora.
O para sempre tinha sido uma mentira.
Uma farsa.
Tudo tinha sido nada mais e nada menos do que uma farça.
Um engano.
Era tão estranho a vida, em um momento estava tudo bem, ela se sentia a mulher mais feliz do mundo.
Tinha uma vida que nunca tinha imaginado.
Casa. Dinheiro. Um marido lindo que a fazia se sentir amada, completa como ela nunca imaginou que se sentira.
Afinal quem sentiria algo por uma ex-garota de programa?
Mas no outro segundo ela não tinha mais nada.
Não percebeu mais pouco a pouco as pessoas foram indo embora. Mas ela continuava ali encarando o nada.
Sozinha.
Como seria agora?
Ela encarou a lapide os dizeres escritos ali.
Aqui jáz Edward McCarty, um marido e neto amado.
Descanse em paz.
30/09/1988 17/05/2016
Todos foram embora e ela ficou ali sozinha.
Era assim que seria sua vida de agora em diante.
Solitária, fria e vazia.
— Bella querida, vamos para casa — Esme disse a despertado do seu tupor.
Casa.
Ela não tinha mais isso.
Nunca teria uma casa se ele não estava mais presente ali.
Como poderia?
Esme a ajudou a se levantar e ela foi embora dali, sem olhar para trás.
Seu corpo começou a tremer e ela voltou a chorar com força.
Ela entrou dentro do carro e saiu dali.
O casal que a observava de longe assentiu e decidiram ir embora também.
Não havia nada mais que eles pudessem fazer ali.
O que quer, que desconfiassem tinha morrido com o homem e estava enterrado com ele dentro do caixão.
...
— Bella levante, você tem que comer algo — Esme disse.
— Não quero, não quero nada — Bella disse chorando. Estava em posicção fetal deitada na cama.
Seu rosto estava inchado e vermelho.
— Já tem mais de dois dias que você não come nada e não levanta dessa cama Bella, você tem que reagir acha que Edward iria querer que você ficasse assim? — Esme disse — Além do mais você tem visitas.
— Não quero ver ninguém.
— Bem você não tem que querer, levante logo dessa cama e se não o fizer juro que eu mesma vou tira-la daí — Esme saiu batendo a porta do quarto com força.
...
Quem esperava por Bella era advogada de Edward.
Ficou um pouco chocada pela diferença que encontrou entre a Bella que conheceu poucas semanas antes e a de agora.
Agora Bella estava um pouco mais magra, a aparencia desleixada, seus olhos estavam inchados e estava palida, parecia uma doente.
O sofrimento dela era visivel.
— Angela o que faz aqui? — Bella perguntou quando viu a advogada de Emmett.
— Bella, tenho um assunto sério a tratar com você — a mulher disse com uma expressão séria.
— O que é? Ed...ele fez algum testamento? — Bella não conseguiu dizer o nome dele.
— Não, o assunto é mais sério — falou.
— Sente-se — Bella disse.
— Bem, Bella, Edward me pediu para vender todo o patrimônio dele, as casas, os imóveis, carros, tudo — ela falou sem rodeios.
— Sim eu sei, ele me disse — ela falou.
— Sabe?
— É claro.
— Ele contou também que semana passada ele me ligou para que eu doasse tudo para algumas instituições de caridade e tratasse de vender essa casa também?
Bella ficou um segundo sem falar processando a frase.
— O que? —perguntou mais atenta.
— Sim, ele mandou que eu transferisse todo o dinheiro para algumas instituições de caridade fora do país. Eu fiquei muito surpresa, mas ele disse que não queria aquele dinheiro que poderia viver muito bem com o que ganha no site dele — Angela disse olhando atentamente para Bella.
— Mas.. mas — Bella não sabia o que dizer, estava chocada — ele não me disse isso...
— Bem, eu imaginava isso. Bella ele vendeu essa casa tabém, você tem que desocupar tudo em três dias.
— Mas... eu não tenho para onde ir...
— Eu sinto muito Bella, você ainda tem suas jóias pode vender e conseguir se virar.
— Eu.. eu... obrigada Angela, vou ver o que vou fazer, ainda tenho três dias para pensar não é?
— Sim, sinto muito.
— Adeus Angela — Bella disse.
— Adeus, se cuida — Angela disse dando mais uma olhada nela antes de sair.
Quando ela ficou sozinha de novo na casa se sentiu ainda mais sem chão.
Ela estava pobre de novo.
Tinha que ser um pesadelo.
Ela correu para o quarto e foi para o cofre, o abriu digitando a senha rapidamente.
— Não, não, não — ela disse abismada quando percebeu que estava tudo vazio.
Suas jóias, elas não estavam ali.
Não tinha nada ali.
Nada.
Assim como não existia nada dentro do coração dela.
Olhando mais atentamente ela notou que o fundo do cofre parecia solto, Bella esticou a mão e empurrou, tinha um papel ali, um bolo de notas e documentos.
O que será que era aqui?
Era um bilhete.
O coração de Bella se apertou quando ela reconheceu a caligrafia.
De Edward.
Edward tinha escrito aquilo.
Seu Edward.
Se você pudesse ir para qualquer lugar do mundo a onde seria?
Não tinha assinatura, mas Bella sabia que era dele, ela reconheceria aquela caligrafia elegante em qualquer lugar.
E aquela frase, ele já tinha feito a mesma pergunta a ela.
Mas por que?
Porque ele faria isso?
E então se lembrou dele dizendo que se algo acontecesse com ele iria querer que ela recomeçasse em uma praia, um lugar com sol.
Seria possível?
Será que seu Edward estava vivo.
Ela não sabia o que faria se estivesse certo quanto aquilo.
Mas porque ele faria aquilo?
Ela não conseguia entender de jeito nenhum, nada se encaixava.
Ela releu o bilhete outra vez.
Ela sabia a resposta e era para lá que iria.
E se não o encontrasse lá, ela não sabia o que faria.
Nota da Autora:
Aiiiii geente tá acabando, nem acredito kkkk
E aí? Alguém acerta o que aconteceu?
Edward fugiu de James que estava atrás da Bella? Os pais deles estão vivos e escondidos? Ou ele é um vampiro?
Me divirto muuuito com as suposições de vocês haha, até porque até agora só UMA leitora acertou mais ou menos kkkkk, não vou falar quem é, no próximo capitulo vocês descobrer hahaha estou mais ansiosa que vocês, tanto que se comentarem muuuito posto o capítulo na quarta feira
Mas tem que comentar
Será que nosso Edward ta vivo e esperando pela Bella?
Será que ela vai perdoar o que ele fez, se ele tiver vivo?
Conseguir entender?
haha
Aguarde, fortes emoções no próximo
beeijos
