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Título: O recluso
Sumário: Bella, uma recém-formada da Universidade de Washington, se vê sozinha e desorientada ao sair da faculdade e perder seu pai. Uma oportunidade surge para trabalhar como governanta na casa de um misterioso homem em Port Angeles.
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Recluso:
Pessoa que espontaneamente se isolou do convívio social.
(Dicionário UOL)
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Capítulo 10
Maio de 2016
No último capítulo
BPOV
Ele leva as mãos à minha cintura, me puxando em sua direção. Ele abaixa o rosto e o enterra em meu pescoço, enquanto me abraça apertado.
"Bella". Eu o escuto murmurar contra minha pele.
Meu corpo inteiro se arrepia com o contato. Nossos corpos estão grudados, sua respiração no meu pescoço...eu sinto meu corpo incendiar. O cheiro dele é incrível.
Eu o quero tanto!
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Eu sei que eu não deveria pensar nisso, pois ele está triste e querendo consolo. Mas é tão difícil me segurar para não tocá-lo, para procurar sua boca.
Eu me contenho e apenas deixo minhas mãos vagarem por seu cabelo. Eu acaricio constantemente, querendo confortá-lo e o escuto gemer em apreço ao toque. A respiração dele, antes irregular, vai se acalmando.
Ficamos assim por alguns minutos e o sinto roçar seu nariz ao longo do meu pescoço, provocando a área sensível próximo ao ouvido.
"Humm, seu cheiro", ele murmura.
Oh, céus, se ele continuar assim, eu não sei do que sou capaz...Eu quero montar em cima dele e ter meu caminho com esse homem!
"Edward", eu gemo seu nome.
E o momento se quebra e ele se afasta rapidamente.
"Bella, me desculpe. Eu não deveria-", somos interrompidos por uma batida na porta.
"Edward, filho?". É Esme.
"Entre, mãe".
Esme abre a porta e entra, sorrindo ao nos ver.
"Eu estava com medo que vocês já tivessem partido", ela diz com um pequeno sorriso. "Já está tarde, por que vocês não passam noite aqui e voltam pra Port Angeles amanhã? Eu não gosto da ideia de vocês na estrada à noite", ela parece genuinamente preocupada.
Edward a olha como se ela fosse louca.
"Depois do que aconteceu, eu nem sei por que você se dá ao trabalho de perguntar, mãe", ele diz chateado.
Ela suspira. "Tudo bem, eu não insistir. Dirija com cuidado, querido", ela o abraça e beija seu rosto. "Vá descendo, filho, eu vou me despedir de Bella e ela te encontra lá em baixo".
Edward encara sua mãe, parecendo não gostar muito da ideia, mas não discute.
Quando estamos a sós, ela pega a minha mão e nós sentamos na cama.
"Bella, eu não tenho palavras para dizer o quanto eu sinto pelo comportamento do meu marido. Ele não deveria nunca ter dito aquelas coisas sobre você", ela diz, ainda segurando minha mão. "Eu sei que não há desculpa, mas eu quero que você saiba que ele está apenas preocupado com nosso filho. Eu não sei o quanto você sabe da vida e do passado de Edward, mas ele já sofreu muito por causa de pessoas em quem ele confiava. E Carlisle não quer que ele se machuque de novo. Meu filho...ele não é mesmo...", ela para de falar e eu percebo seus olhos cheios d'água.
"Esme, eu entendo que o Sr. Cullen não me conhece, mas eu nunca, nunca faria nada pra magoar Edward. Eu...eu já tenho muito carinho por ele", eu revelo com a voz embargada. "Eu não gostei da forma como seu marido falou de mim, mas no final das contas, não importa se ele gosta de mim ou não. Mas o que mais doeu foi ver como ele não respeita Edward, as decisões do próprio filho. Edward sente que não é bom o suficiente para o pai e ele sofre com isso".
"Oh, querida. Eu sei que você não magoaria meu filho de propósito e fico feliz em ouvir que você gosta dele", ela sorri. "Eu já desconfiava", ela pisca. "Agora, sobre a relação entre aqueles dois homens teimosos, eu tenho feito o que posso para eles se entenderem de vez. Acredite em mim, Carlisle ama Edward da mesma maneira como ama Alice. Eu sinto que Edward sente diferente, mas ele é mais do que suficiente para meu marido. Todos nós o amamos e temos muito orgulho dele".
Eu aceno.
"Bem, eu vou deixar você descer, pois senão Edward vai arrancar os cabelos lá em baixo", ela brinca, me fazendo rir. "Espero ter a chance de continuar nossa conversa, em breve, Bella".
"Claro, Esme. Obrigada por me receber em sua casa hoje".
"Foi um prazer, querida. Você é sempre muito bem vinda aqui", ela me abraça e eu saio pela porta, em busca de Edward.
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A volta pra casa é silenciosa. A postura de Edward é rígida e eu não me atrevo a puxar conversa.
Após a conversa com Esme, eu me despedi de Alice e o encontrei na garagem. Ele perguntou ansiosamente sobre o que a mãe dele queria conversar e eu disse apenas que ela queria se desculpar pelas ações de Carlisle. Ele me olhou desconfiado, mas não insistiu.
Nós chegamos em casa tarde da noite e eu logo me direciono para meu quarto. Quando estou subindo as escadas, Edward me segura pelo braço.
"Bella, eu sei que devo algumas explicações e nós temos que conversar, mas eu não posso fazer isso hoje. Eu peço que você entenda e tenha paciência. Eu só não consigo. Não hoje", ele parece tão cansado.
"Claro, Edward. Eu estarei aqui, quando você quiser conversar", eu digo suavemente. Por mais que queira entender o que está acontecendo entre nós e saber mais sobe ele, eu entendo que foi um dia difícil. "Eu vou para meu quarto. Boa noite", eu me atrevo e beijo seu rosto. Subo as escadas sem olhar pra trás.
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Horas se passam e eu não consigo dormir. Minha mente está fervilhando devido aos acontecimentos de hoje. Eu me canso de rolar de um lado para outro na cama e decido descer para a cozinha e fazer um chá ou achocolatado quente. Verifico o relógio: já são quase duas horas da manhã. Eu desço as escadas na escuridão da casa e acendo a luz da cozinha. Abro a geladeira e avalio o conteúdo, ainda em dúvida sobre o que quero beber.
Um chá de camomila, eu decido depois de um tempinho. Coloco a água para ferver e abro os armários à procura da caixinha.
"Droga!", não estou encontrando. Os chás ficam nessa parte do armário! Cadê?
Dou um passo pra trás e vejo a caixa de chá. Na prateleira mais alta. Eu dou um passo a frente de novo e fico na ponta dos pés, tentando alcançá-la.
Argh! Mais alguns centímetros e eu consigo.
Subitamente, eu sinto uma presença trás de mim. "Isso é o que você quer?", Edward diz ao meu ouvido. Eu ofego com a voz de Edward, pelo susto e pela proximidade de seu corpo. Ele não está me pressionando contra o balcão, pelo contrário, nossos corpos mal se encostam, mas é o suficiente para fazer o desejo tomar conta de mim.
Eu fico calada, apenas respirando irregularmente. Ele mantém uma das mãos no alto, segurando a caixa ainda no armário. Sua outra mão vai pra minha cintura e meu corpo reage instantaneamente.
Sem pensar, eu empurro minha bunda contra ele. Sinto sua mão me apertar e ouço-o gemer. Sinto seu pênis semiereto na parte inferior das minhas costas.
Ele pega o chá e coloca sobre o balcão, levando a mão –agora livre – para minha cintura junto com a outra. Ele acaricia minha pele sob o pijama.
Sou incapaz de segurar meu gemido. Sinto minha pele queimar onde ele toca. Ele muda seu corpo e agora minha bunda está diretamente pressionada contra seu pau. Eu rebolo contra ele, querendo mais. Muito mais.
"Bella". Suas mãos apertam ainda mais. Eu quero que ele mova as mãos, levando-as até meu peito, até...todos os lugares. Mas ele as mantém firmes na minha cintura.
Continuando a me esfregar contra ele, eu jogo minha cabeça para o lado e pra trás. Ele toma a dica e afunda seu rosto em meu pescoço, como fez mais cedo. Sinto seus lábios pastarem levemente em minha pele.
Eu acho que nunca estive mais excitada do que agora. Eu o quero mais do que tudo! Eu nunca me senti assim e isso me assusta. A intensidade do meu desejo por ele me assusta.
Eu sinto seu pau endurecer ainda mais. Eu consigo senti-lo perfeitamente através das finas camadas de nossos pijamas. Eu queria que essas roupas desaparecessem.
Querendo mais, eu começo a me virar, querendo ficar de frente pra ele. Depois de me segurar no lugar por instantes, ele permite meu movimento. Seu olhar está cheio de desejo, suas pupilas estão dilatadas. Eu não resisto e olho pra baixo. Sua ereção está formando uma tenda na calça do pijama.
Eu quero tocá-lo. Acariciá-lo.
"Bella", eu murmura meu nome como se estivesse implorando ou advertindo...eu não sei. Meus olhos encontram os dele mais uma vez e eu decido tomar a iniciativa. Levo minhas mãos ao pescoço dele, fico na ponta dos pés e aproximo nossas bocas.
Ele inclina o rosto e nossos lábios de encostam levemente. Uma vez após outra. Suave. Na quarta vez, eu pressiono mais e deixo minha língua pastar por seu lábio inferior, arrancando um gemido alto dele. Suas mãos me agarram na cintura e pescoço, me puxando contra ele. Eu sinto sua ereção contra meu estômago.
A boca dele se abre e nossas línguas se encontram pela primeira vez. Ele assume o controle do beijo, que logo se torna exigente, ansioso. Finalmente, ele deixa sua mão percorrer meu corpo, apalpando a lateral do meu seio e despois descendo até o quadril. Ele a coloca em minha bunda, me levantando ligeiramente, o que faz com que nossos sexos se encontrem. O beijo se torna ainda mais frenético. Eu nunca fui beijada desse jeito.
Eu amo o modo como ele me faz sentir.
Quando estamos sem ar ele deixa minha boca, encostando seu testa na minha. Muito cedo ele afasta e me solta completamente.
Não.
O olhar de desejo começa a se desfazer e pânico...ou medo...surge em seu lugar.
"Bella, eu não posso. Me desculpe, eu...", ele parece um pouco atordoado. Ele puxa seu cabelo com as mãos e seu olhar vaga pelos móveis da cozinha e, às vezes, passam por mim.
"Não, Edward", eu peço. Não fuja de mim. Eu dou um passo na direção dele e ele se afasta. O gesto me machuca.
Ele deve perceber, pois ele se aproxima em seguida.
"Bella, eu quero...eu só não posso. Não ainda", ele pega minhas mãos nas dele. "Nós precisamos conversar antes, eu preciso te dizer...tudo". Ele levanta uma das minhas mãos e a beija. "Por favor. Só mais um pouco de tempo".
Eu apenas aceno e ele me solta, saindo da cozinha rapidamente.
Oh, Edward. Por que você foge de mim?
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Oi gente.
Uau, eu amei os comentários a respeito dos últimos capítulos! Eu agradeço demais por esse feedback. Eu respondo, em modo privado, aos comentários de quem tem um perfil cadastrado no site. Mas isso não é possível nos comentários anônimos. Além disso, os comentários anônimos demoram 48 horas para aparecer no site :( É uma pena. Eu gostaria de vê-los tão logo vocês postam, mas continuem comentando, por favor!
Então, Mila - que sempre comenta os capítulos :) - infelizmente sua mensagem só apareceu pra mim no dia 03, não sendo possível atender ao seu pedido ;). Obrigada pelos comentários.
Beatriz Andrade, obrigada pelos comentários também :)
O próximo capítulo deve ser postado no sábado. E terá um pequena surpresinha pra vocês ;) haha
Aguardem!
Abraços,
T. Darcy
