- Capítulo 10 - O Mesmo Erro
Não estou pedindo uma segunda chance,
Eu estou gritando no topo da minha voz
Me dê razão, mas não me dê escolha,
Porque eu cometerei o mesmo erro outra vez
(Same Mistake – James Blunt)
Eu estava na sala com a cabeça apoiada nos meus joelhos, e os braços em volta das minhas pernas, quando alguém chamou o meu nome. E novamente, já que eu não dera atenção.
- Está tudo bem? – perguntou a voz solidária, sentando-se ao meu lado, e puxando suavemente os meus braços.
Olhei para o dono daquela voz.
Vítor Krum.
Uma lágrima teimosa, insistiu em cair dos meus olhos. Não era grande mistério descobrir o porquê. Eu estava apenas pensando em Draco e no bebê que eu havia perdido nos últimos quase quatro meses.
Ele sorriu, limpando a marca molhada em meu rosto.
- A fim de fugir do mundo de novo? – questionou em um tom que quase beirava a diversão.
- Hey, me respeite! – um meio sorriso se formou em meus lábios.
- Eu te respeito, oras. Tanto que estou me casando com a sua melhor amiga.
- Uau! Grande respeito. Vai se casar com ela, mas fugiu comigo por uma semana.
Vítor riu.
- Já contou a verdade a Tonks?
- Quer me ver morto?
- Não.
- Mas acho que você nem vai ter tempo pra isso, ela vai te levar junto comigo. E Draco a mata, e Gina mata o Draco, e...
- Já sei, já sei, é um círculo vicioso.
- Sim. – E me puxou pra ele, pela minha cintura.
- Vítor, ela chega daqui a pouco.
- Ainda são cinco da manhã. Temos duas horas e meia.
- O que afinal você veio fazer aqui?
- Você vive com insônia agora, e eu não tava conseguindo dormir mesmo, então pensei em vim ver se você estava acordada pra talvez, conversarmos.
- Conversar? – eu ri. – Sei... Você é maluco.
- Sempre fui, você sabe. – Piscou para mim, com um sorriso atrevido.
- É, infelizmente eu sei.
- Ei! – protestou, me beijando em seguida.
- Você é maluco, completamente pirado, louco e doido. – Disse entre beijos.
- Sabe que todos esses adjetivos querem dizer a mesma coisa, não é?
- É claro que sei.
Ele me puxou mais para si, fazendo com que eu me sentasse no colo dele.
I've never looked for trouble
(Eu nunca procurei confusão)
But I've never ran
(Mas eu nunca fugi)
I'm only made out
(Eu sou feito apenas)
Of flesh, blood and bone
(De carne, sangue e ossos)
But if you're gonna start a rumble
(Mas se você vai fazer barulho)
Don't you try it on alone
(Não tente fazer isso sozinho)
[Trouble – Elvis Presley]
De repente, estávamos no meu quarto, no andar de cima, e minha camisola só subia ainda mais. A camisa dele foi parar em algum lugar no chão, que eu não estava nem um pouco interessada em saber. O tempo era pouco e a falta de sexo, muito grande. Para ambos os lados.
Tonks estava sempre cansada, e bem, eu não tinha mais Draco. Então, ocasionalmente, nós acabávamos ficando um com o outro. Tão errado, e tão certo. O mesmo erro novamente.
Abri meus olhos apenas quando minhas costas encostaram-se ao colchão, e minha camisola foi atirada em um ponto distante. A calça dele foi parar longe antes de continuarmos a nos beijar.
Eu nunca entenderia a minha relação com Vítor, mais do que eu entendia com Draco. Era química pura junto com todo aquele sex-appeal. Com o loiro era... Amor. Era fazer amor, não sexo. Com o moreno era tudo tão completamente diferente. Tudo tão selvagem e equivocado. Era procurar... Confusão.
Comparisons are easily done
(Comparações são facilmente feitas,)
Once you've had a taste of perfection
(Uma vez que você prova a perfeição)
You said move on
(Você disse 'siga em frente')
Oh I wish that I
(Oh, eu queria que eu)
Was looking into your eyes
(Estivesse olhando nos seus olhos)
Cause when I'm with him
(Porque quando eu estou com ele)
I am thinking of you
(Eu estou pensando em você)
[Thinking Of You – Katy Perry]
Mas procurando confusão ou não, caso Ninfadora ao menos sonhasse com isso, continuamos. Havia tanta fome e desejo ali, que não dava pra parar nem para respirar.
- Vítor... Eu preciso respirar. – Falei com o último fio de voz que me restava.
- Não, não precisa. – E passou a beijar o meu pescoço, dando-me um limite de cinco segundos para me recuperar, enquanto juntamente, se movia com destreza dentro de mim.
Não preciso nem dizer que não deu certo, não é?
Assim que chegamos ao ponto mais alto, e ele se deitou ao meu lado, ouvi uma voz de mulher me chamando da sala.
Tonks.
- Vítor, se vista agora!
- O quê? – e me encarou chocado.
- Tonks chegou mais cedo.
- Epa.
Eu abafei o riso e me levantei da cama, procurando a minha calcinha e a camisola semitransparente, quando ele se levantou também.
- Rápido! – murmurei em um tom suficientemente alto para apenas ele escutar.
- Estou indo, calma!
Os segundos de desespero que se sucederam, enquanto ouvíamos passos na escada, foram suficientes para nos vestirmos.
Ele veio até mim, semi-vestido, e me beijou calorosamente.
- Não Vítor, vá logo.
- Eu tive outra idéia. – E deu meia volta.
- No meu closet não! – Respondi o mais baixo que pude. – Aparate agora! Ela está quase na porta!
Ele continuou imóvel.
Revirei os olhos.
- Entre no closet. Agora! E termine de se vestir. Mas pelo amor de Merlin, não faça barulho. – E o empurrei para uma pequena porta no lado contrário ao que estávamos. O moreno selou os lábios aos meus antes de entrar. – Vítor! – Com um último clique, a porta se fechou. Naquele momento, a outra porta se abriu.
- Achei que não estivesse acordada... – Tonks começou a dizer, antes de olhar pra mim.
Tentei normalizar a respiração, mas simplesmente encostada naquela porta do closet, e com as mãos quase que grudadas ao portal, não tinha jeito.
- Tudo bem, Mione?
- Está tudo perfeito. – E quando eu digo perfeito, é literalmente. Endireitei-me e olhei pra ela.
- Certo, só queria ver se você estava bem.
- Eu estou ótima, já pode ir.
- Quer ficar sozinha?
- Sim.
- Só mais uma coisa...
O que ela ainda quer, meu Deus?
- Deixa pra lá. Já vou indo, preciso achar um daqueles mercados trouxas aberto...
- Ainda são cinco e meia da manhã!
- Eu sei, mas eu preciso...
- Ok. Volta em quanto tempo?
- Daqui a quarenta minutos, eu acho. Tenho que voltar lá no Ministério ainda.
- Certo. Então vá. – E comecei a empurrá-la pra fora do quarto, e pelo corredor.
- Por que a pressa?
- Nada, Tonks. Está vendo coisa onde não existe. – Mione, Mione não seja cínica. – Só estou cansada e quero dormir um pouco. – Quase verdade. Logicamente eu estou cansada, mas não com sono.
- Já vou então. Quer algo?
E olhei pra baixo.
Vítor estava na sala.
- Volte já lá pra cima! – Disse movendo meus lábios, sem emitir som algum. – Um café expresso, por favor, Ninfa.
- Ok. Até mais tarde, Mione.
- Até. – Assim que ela saiu pela porta de entrada, retornei ao meu quarto, quase correndo, e tranquei a porta.
O moreno me agarrou antes de meu coração voltar a bater normalmente.
- Vítor, seu cretino, - e comecei a bater nele – como você aparece assim lá embaixo?
Every rule I had you breaking
(Todas as regras que eu tinha você está quebrando)
It's the risk that I'm taking
(É o risco que eu estou correndo)
Hit me like a ray of sun
(Atingiu-me como um raio de sol)
Burning through my darkest night
(Queimando na minha noite escura)
I swore I'd never fall again
(Eu jurei que não cairia de novo)
But this don't even feel like falling
(Mas nem sequer sinto que estou caindo)
[Halo – Beyoncé]
- Está tentando me fazer cócegas?
- Cretino, idiota, búlgaro filho-da-mãe, o que ainda está fazendo na minha frente? – continuei tentando bater nele, enquanto ele só me apertava ainda mais contra a porta, e segurava meus pulsos.
Meus braços foram levantados a altura da cabeça, enquanto ele me beijava. Mas me soltou em seguida, e minhas mãos foram parar na nuca dele.
- Não devia estar com raiva? – e riu.
- Cale a boca.
- Era assim que você tratava o Malfoy?
- Não.
Vítor me encarou chocado.
- Era pior.
- Uau!
- Anda, me solte! Tonks vai voltar daqui a pouco e eu preciso me lavar. E você também. Está com cheiro de...
- Eu já entendi o recado, mas não estou te segurando – e levantou as mãos pro alto.
- Não desta forma. E não se anime, ok?
- Eu não...
- Imagina. – Revirei os olhos. – Eu posso sentir Vítor.
Quase deu pra ver o sangue corando as bochechas dele.
- Não é culpa minha. – Se defendeu.
- Vou tomar banho. – E me desviei dele, exatamente no instante que ele ia me beijar. Acabou beijando a porta.
Não me preocupei quanto a questão de ele me ver nua outra vez, antes de eu vestir o roupão. O encarei. Ele estava paralisado no mesmo lugar, me observando.
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor sem sexo
É amizade
Sexo sem amor
É vontade
[Amor e Sexo – Rita Lee]
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Quando voltei ao quarto, Vítor já entrava no cômodo novamente.
Vesti-me com uma lingerie branca, e um vestido da mesma cor, para calçar sandálias igualmente brancas, e arrumar meus cabelos em um coque frouxo.
Abri a porta devagar para conferir se Tonks já havia chegado.
Seguimos pelo corredor.
O mesmo.
Vítor me agarrou e selou os lábios aos meus com ardor, e quase fiquei sem reação. Descemos as escadas logo após terminarmos àquele ato. Assim que chegamos ao nosso destino final, ele soltou minha mão, para me agarrar e começou a me beijar com veemência.
Cedi àquele pequeno prazer. Seria a última vez, a última vez em que eu beijaria aqueles lábios macios e cheios. A última. A última vez que cederia ao mesmo erro. Eu voltaria para Jacksonville dali a menos de dois dias, e só Deus sabia como as coisas ficariam por lá depois de a minha volta.
- Hermione. – Uma voz me chamou com um pigarro.
- Droga! – Resmunguei pequenos palavrões depois disso. Ninguém deveria testemunhar essa cena. Separei-me de Vítor no mesmo instante, e olhei para a dona da voz.
Gina.
- O que pensa que está fazendo?
- Vítor, por favor, vá embora.
- Tudo bem. – Suspirou, aparatando em seguida.
- Eu vou embora em menos de dois dias, Gina, não precisava se dar ao trabalho de cruzar o país e vir até aqui.
- Por que está fazendo isso, Hermione? Por que está traindo Tonks?
- Eu não estou traindo-a.
- Ah não? E isso é o quê? – perguntou com uma voz que transmitia o mais puro estado de sarcasmo e raiva. – Ela não merecia isso Hermione, não merecia!
- Escute Gina...
- Precisamos conversar. – E fechou os olhos, enquanto tentava fazer a raiva se dissipar.
- Podemos conversar no meu...
- De jeito nenhum! Eu não vou entrar em um quarto com...
- Já entendi, já entendi. Tem aquele quarto ali como opção, além do de Tonks, e os outros lá de cima. – Apontei discretamente para a porta à esquerda dela, e segui nessa direção.
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Narrado por Ninfadora Tonks
Eu havia acabado de entrar em casa. Deixara a sacola com comida suficiente até amanhã à noite na bancada da cozinha, como sempre, e assim que passei pela porta do quarto de um dos quartos desocupados, ouvi Hermione e Gina conversarem.
- O que você sente quando Draco te toca?
- Que pergunta é essa, Gina?
- Só me responda.
- Prazer. Luxúria pura. – Respondeu num tom quase sonhador.
Até aí, nada que me interessasse. Eu ia abrir a porta para falar com a ruiva, quando ela perguntou algo que eu não esperava.
- E quando Vítor lhe toca?
- Desejo, mas não é a mesma coisa. É só desejo. É algo sem... Amor.
- Pra você. Mione, você sabe perfeitamente que o Vítor gosta de...
- Mas eu não gosto dele. Pelo menos não do jeito que ele quer. Vítor é apenas meu amigo.
- Um amigo pra transar nas horas vagas.
Ela deixou essa passar.
Como é que é?
Keep you in the dark
(Fique no escuro)
You know they all pretend
(Você sabe que todos eles fingem)
Keep you in the dark
(Fique no escuro)
And so it all began
(E assim tudo começou)
The wheel is spinning me
(A roda está me girando)
It's never-ending, never-ending
(É interminável, interminável)
Same old story
(A mesma velha história)
You're the pretender
(Você é o fingidor)
[The Pretender – Foo Fighters]
- Já com o Malfoy, bem, já com o Malfoy é diferente. Você sabe que existe todo aquele fogo envolvido, mas há amor em ambas as partes. É sexo com amor. É algo que acontece naturalmente, entende? Quase como você e o Richard, mas há muito mais prazer envolvido. Quando ele me toca, parece que eu vou entrar em combustão espontânea. Eu não consigo ter nenhum pensamento coerente, ou puro. E quando eu fico longe dele, bem você já viu o resultado duas vezes.
- É, é estou vendo. – E suspirou. – Traindo a Tonks.
- Ela está noiva dele, sim, entretanto não fui eu que fui correr atrás do Vítor, foi ele quem veio atrás de mim. Eu estava na sala, chorando pelos mesmos motivos de sempre, ele chegou, e simplesmente aconteceu. Não é como se nós tivéssemos pensado em fazer isso. Aconteceu. Tiveram momentos em que eu me sentia culpada, que eu sabia que era errado, mas eu estava quase delirando, imaginando o Draco ali, e quando eu percebi realmente, já tinha acontecido, não havia maneira alguma de voltar atrás. Tonks ao menos imagina isso, e por mim ela nunca saberá. E nem pelo Vítor. Eu peço, ou melhor, lhe imploro que não lhe conte nada. Ela jamais deve pelo menos sonhar com isso. Foi a última vez.
- Quem faz uma vez, faz de novo.
- É, eu sei disso Gina. – Ela parou por um instante. E mais uma vez pensei em abrir a porta, mas Hermione continuou. – Sabe aquela semana que eu desapareci, e Vítor também, sem dar notícia pra ninguém?
- Sim.
- Nós estávamos juntos. Do outro lado do planeta, nas Ilhas Maldivas, no Oceano Índico. Hospedamos-nos em uma das ilhas, no Grand Water Villa no One&Only Kanuhura Resort.
Ilhas Maldivas?
- As diárias lá custam uma fortuna!
- Sei disso também. As diárias do tempo que ficamos lá não foi exatamente o que eu poderia chamar de baratas, mas foi Vítor quem escolheu.
- Você não devia ter feito isso.
- Gina, entenda, nem Draco nem ninguém nunca fez isso por mim.
- Hey, mas é a Tonks, a nossa amiga de anos e anos.
Não ouvi a resposta.
- Ela nunca vai lhe perdoar.
Verdade absoluta. Como a minha melhor amiga tinha feito isso comigo? Minha melhor amiga...
Não ouvi mais nada depois daquilo. Dei alguns passos pra trás e entrei em estado de choque. Choque. Era essa a palavra correta.
Escutei duas portas se abrirem, uma depois da outra, mas não prestei atenção nisso. Meus pensamentos vagavam em outra direção. Meu noivo e minha melhor amiga haviam me traído. Algo imperdoável.
Narrado por Hermione Granger
Depois de toda a confissão que eu fizera a Gina, nós saímos do quarto, e vimos Tonks em... Estado de choque? Olhei mais adiante e vi Vítor, confuso. Ele olhou pra mim e sorriu quase maliciosamente. Não dei a menor importância a isso, estava prestando atenção na expressão de Tonks.
Parece que foi só falar nos dois e os dois apareceram, quase como se fossem invocados. Eu hein.
Ela olhou do Vítor pra mim, com repugnância. Estava quase chorando.
- Tonks, o que...
- Nunca mais fale comigo, Hermione Jane Duff Granger! – Gritou, já com as lágrimas caindo de seus olhos. – Nem você, nem o senhor Vítor Krum! Eu nunca deveria ter vindo pra cá com você, nunca! – e começou a correr escada acima.
- Espere, Ninfa! – e corri atrás dela, antes que ela fechasse a porta e se trancasse de vez lá.
- Eu disse para nunca mais direcionar a palavra a mim. – Respondeu fria.
- Não estou a fim de falar com as paredes. – Rebati no mesmo tom. – Droga, Tonks, me escute!
- Eu não quero ouvir as suas desculpas esfarrapadas. Você me traiu da pior forma possível, - e me encarou furiosa, completando: - Granger.
Inferno! Ela estava mesmo disposta a não me perdoar. E tudo bem, essa eu mereci mesmo.
- Olhe Ninfa...
- Não venha me dizer que se arrependeu e isso tudo foi por uma crise de abstinência idiota, pois o tal do não sei o quê O'Roarke vive dando em cima de você e você não cai na real.
- Deixe o Adam fora disso. – Ouvi o ranger distante de meus dentes, mas eu estava cansada de toda aquela confusão. – Droga, Ninfa. Me perdoe. Foi um erro, tudo bem, eu admito, mas – e suspirei – você tinha brigado com ele. Eu simplesmente queria sair do mapa, e ele me fez uma oferta irrecusável.
Eu teria de ceder ainda mais naquilo, lembrei-me fechando os olhos.
I'm the voice inside your head
(Eu sou a voz dentro da sua cabeça)
You refuse to hear
(Que você se recusa a ouvir)
I'm the face that you have to face
(Eu sou o rosto que você tem que encarar)
I'm the enemy
(Eu sou o inimigo)
I'm the hand that will take you down
(Eu sou a mão que vai te derrubar)
Bring you to your knees
(Te deixar de joelhos)
So who are you?
(Então, quem é você?)
[The Pretender – Foo Fighters]
- Você sabe que eu não sou feliz longe do Malfoy.
- Eu não sei mais no que crer.
- Sente-se.
- Eu não quero me sentar.
- Tonks, por favor. – E abri meus olhos.
Ela bufou, mas se sentou na beira da cama.
- Eu achava que fora feliz naquela bendita ilha. Durante oito dias. Mas eu não fui. Pergunte a Vítor, se a todo momento eu não estava pensando em Draco.
- Mesmo assim você dormiu com ele.
- Dormir na mesma cama, não quer dizer que nós fizemos algo a mais.
- Olhe na minha cara e diga que não teve nada com ele.
- Droga! Eu tive sim, mas...
- Ótimo, isso era tudo o que eu queria ouvir. Vou dar um jeito de antecipar meu vôo para hoje, se possível.
- Tonks...
- Você estava com ele mais cedo, não estava?
- Tonks, por favor...
- Você me dá nojo. Saia do meu quarto. Agora!
- Tudo bem – suspirei, voltando pelo mesmo caminho que entrara, deixando sozinha.
What do I do when lightening strikes me?
(O que devo fazer quando o raio me atingir?)
What do I got to do to be heard?
(O que eu faço para ser ouvido?)
What do I say when it's all over?
(O que eu falo quando está tudo acabado?)
And sorry seems to be the hardest word
(E desculpa parece ser a palavra mais difícil)
[Sorry Seems To Be The Hardest Word – Elton John]
Fim do Capítulo 10.
N/A: Depois de muito enrolar, taí o capítulo 10. No próximo, o Draco volta *-* Xoxo.
SoMoreira: Eu não achei que ficou lá essas coisas, mas tudo bem –q Tá ficando convencida agora por que, hein? Só por que escolheu algumas das músicas? AHUAHUAHUA seu MSN te odeia G_G não vai ser tão deprimente assim, pelo menos pra mim não é xD tbm te amo *-*
