-Nós "Yokais Raposa" somos criaturas raras, e por isso somos muito caçados, nosso sangue pode ser usado para diversas poções, e nossa pele é extremamente resistente, o que faz com que muitos caçadores nós queiram. -eu levantei um pouco a cabeça de seu ombro para olhá-lo. -Mas muitos caçadores querem nós capturar ainda bebês, por que somos extremamente leais, e com o passar dos anos só ficamos cada vez mais fortes. -ele cheirou minha cabeça e eu sorri com o carinho estranho. -Eu fui capturado quando criança e meus pais foram mortos, mas eu já era inteligente o suficiente para saber que não devia lealdade a meus compradores, e assim que obtive força suficiente eu os matei, e depois fui atrás daqueles que mataram meus pais. -eu me virei olhando-o, não sabia se me impressionava com sua frieza ou me impressionava com quem ele era. -Após isso passei os anos seguintes aprendendo a me virar sozinho, e logo me tornei um grande ladrão. Mas essa parte você já sabe não é?
-Sim. -me limitei a responder.
-Muitas coisas aconteceram e Shuichi fez amizade com Hiei, e logo depois Yusuki, Kuwabara e Botan, e nesse tempo eu estava descansado, quase como se estivesse selado, minha ideia era só despertar quando estivesse em força total, mas o lado humano de Shuichi me manteve adormecido, mesmo depois que meu poder foi restaurado, contudo durante um torneio das trevas aconteceu que eu fui liberado e com o tempo Shuichi aprendeu a me "invocar". -ele respirou fundo e me olhou serio, passou uma das garras em meu lábio inferior. -Somos o mesmo ser com duas consciências diferentes, mas as vezes se mesclam de uma forma como se fossemos um só, como você mesmo presenciou quando brigamos. -fiz que sim e ele selou nossos lábios rapidamente, me deixando com fome de mais de si. -Decidimos depois do ultimo torneio que Shuichi iria viver como um humano normal, e trabalhar para Koenma juntamente com Yusuke e os outros a resolver os problemas que pudessem aparecer nesse mundo. -eu fiquei meio perdida sobre esse Koenma e esse trabalho, mas resolvi não interrompê-lo. -Foram poucos os problemas que tivemos que resolver, então Shuichi enfim tinha terminado o ensino médio e resolveu que estudaria em um curso superior, e foi assim que acabamos aqui. -sorri animada, finalmente ele havia chegado nessa parte. -Shuichi estava animado para te conhecer quando soube que você viria, mas confesso que eu pouco me importei com isso.
-Heeeee... -fiz cara de espanto e me afastei dele, mas este deu um meio sorriso que me deixou boba e me puxou para si me abraçando. -E quando isso mudou? -não me contive em perguntar.
-Isso mudou antes mesmo de nós conhecermos.
-O quê? -fiquei confusa e me ajeitei sentando de frente para ele, mas quando fiz menção de falar novamente este colocou o indicador em minha boca me pedindo silencio.
-A maioria dos yokais, principalmente os mais fortes reconhece os outros pelo cheiro, isso também é uma forma de caçar sua presa. -o olhei confusa. -Comigo isso é ainda pior, pois como um yokai raposa meu olfato é extremamente sensível. -pisquei sem entender a onde ele realmente queria chegar com tudo aquilo. -Quando você pisou no campus eu senti seu cheiro, e nesse momento eu soube que era você, soube que era minha.
-Então você me escolheu porque eu cheiro bem? -eu não sabia como me sentir realmente, pois eu esperava que ele me amasse.
-Inicialmente seu cheiro me deixou alucinado, eu queria você, eu precisava ter você. -ele continuou impassível. -Quase enlouqueci o Shuichi para que procurasse você, mas antes que eu cometesse uma loucura você veio até mim, e entrou na sala sendo apresentada a nós. -ele tinha um sorriso sádico no rosto. -Shuichi fez o possível para me conter, ele não se permitiria chegar perto de você se eu tivesse a chance de te pegar, então entramos em um acordo de te conhecer melhor antes que eu tomasse qualquer atitude, mas eu lhe avisei que o seu cheiro iria acabar me enlouquecendo. -eu sabia que mal piscava ao ouvir seu relato. -Quando ele foi falar com você eu parei para te observar e percebi que havia algo errado, você parecia mais nervosa e seu cheiro mudou um pouco como se tivesse medo, e isso me fez me afastar um pouco, pois daquela forma eu iria te atacar ali mesmo, e nesse momento aquela garota se aproximou e eu me vi obrigado a andar próximo a ela para te manter segura, mas logo fomos para o outro prédio ao qual você quase corria para dentro deste, por causa do frio. -eu me vi sorrindo com a lembrança. -Mas três aulas com você era o meu limite, então Shuichi resolveu que iria dar um jeito de diminuir seu cheiro, por que aquilo estava ficando realmente perigo, então ele te convidou para almoçar e quando você não estava prestando atenção ele colocou um pouco de ervas no seu prato. O que fez com que seu cheiro fosse anulado por algumas horas.
-Então tudo se resume ao meu cheiro? -perguntei novamente, e ele me olhou no fundo dos olhos e me puxou para si.
-Lembra o que eu te disse dá segunda vez que nos encontramos.
-Sim...
Aquela lembrança ainda estava bem vivida em minha mente. Fazia um pouco mais de um mês que eu estava dividindo o apartamento com Shuichi e ambos já tínhamos nos acostumado com a rotina. Então eu sabia que quando acordasse naquele domingo o café estaria pronto e a casa já estaria mais do que arrumada (Shuichi e sua mania de limpeza), então não me importei de ficar um pouco mais na cama. Minha preguiça estava tanta naquele dia que eu só levantei porque minha bexiga estava cheia a muio tempo. Então coloquei o óculos e sai correndo para o banheiro. De onde só sai depois de escovar os dentes e passar os dedos no cabelo para diminuir o ninho.
-Bom dia Eloá. -disse Shuichi que estava sentado no chão de frente para a raque que estava cheia de livros espalhados.
-Bom dia Shuichi! -me limitei a dizer e já iria voltar para o quarto quando ele se pronunciou novamente.
-Não vai sair hoje?
-Não, pretendo passar o meu maravilhoso domingo na minha maravilhosa cama. -respondi animada.
-Você é engraçada, a maioria dos universitários aproveitaria o fim de semana para sair.
-Ei, olha quem fala. -fui para seu lado e apontei para a pilha de livros a sua frente. -O cara que passa o domingo estudando. -ele deu de ombros. -Eu pelo menos vou procrastinar na cama. -ri.
-Temos prova amanhã, então...
-OQUÊ? -gritei assustado e me inclinei para frente.
-Você esquece da prova de matemática amanhã. -ele me olhou rindo.
-Esqueci... -murmurei ficando realmente preocupada.
-Ei calma, eu te ajudo a estudar. -fiz que sim e me sentei ao seu lado. -Mas você deveria comer algo...
-Não, estou sem fome, agora vamos aos números. -suspirei e puxei umas folhas de oficio para começar.
Perdemos a manhã toda ali, e só paramos quando Shuichi disse que iria preparar o almoço.
-Muito obrigada mesmo, estaria perdida se você não tivesse me ajudado.
-Não há de quê, e depois do almoço podemos estudar um pouco mais. -fiz que sim com a cabeça e me inclinei para levantar, e nesse momento nossas mão se tocaram no chão.
Senti o baque quando minhas costas bateram no chão e senti um peso em cima de mim, os olhos amarelos e felinos me esquadrinhavam, enquanto os cabelos branco caiam em cascata ao meu lado.
-Olá pequena. -ao ouvir sua voz e todos os pelos do meu corpo se arrepiaram, e ao ver minha reação ele sorriu cafajeste de lado.
-Kurama... -era a primeira vez que eu dizia seu nome em voz alta e este me olhou no fundo dos olhos.
Eu pensei que ele diria algo, mas este apenas se inclinou e me beijou mordendo meu lábio inferior.
-Eu agora quero mais você Eloá! -ele desceu a mão por meu corpo puxando meu short e minha calcinha de uma vez só. -Eu achei que uma vez só seria suficiente mais parece que me viciei em você. -arfei quando seus dedos tocaram minha intimidade com maestria e esse voltou a me beijar me inebriando com seu sabor.
-Porque ahhhh... Kurama ahhhh... Eu... -eu tentava me manter lucida mas ele estava me enlouquecendo.
-Você foi feita para mim pequena. -mordeu meu pescoço. -E agora que te achei não te deixarei mais ir. -ele se posicionou bem entre minhas pernas e me penetrou devagar, grunhindo comigo com o prazer proporcionado. -Nada nem ninguém vai te tirar de mim.
Minha mente estava nublada pelo prazer, então circulei minhas pernas em sua cintura aprofundado mais a penetração, e ele foi mais bruto.
-Ahhh... -fiquei as unhas em seu braço e ele puxou mais meu quadril para si e parecia tão louco quanto eu. -Isso... mais...
-Eloá. -eu ouvi quando este arranhou o chão, mas minha mente mal registrava algo além do prazer.
-Kurama... -ele pareceu se deliciar com minha voz o chamando pois grunhiu se derramando em mim, enquanto meu corpo sofrias os espasmos daquele imenso prazer.
Olhei para Shuichi em cima de mim que respirava com dificuldade e ele estava tão vermelho quanto seu cabelo, suas esmeraldas me fitaram perdidos e curiosos. E quando ambos nos encaramos inicialmente estávamos constrangidos, mas logo começamos a rir feito dois idiotas.
-Banho? -perguntei gaiata.
-Você primeiro. -ele disse saindo de cima de mim.
-Agradeço... -foi tudo o que consegui dizer antes de sair dali...
-Sim, você me disse que fui feita para você. -ele afirmou.
-Lembra que eu te disse que nós yokais raposas só podemos marcar uma fêmea? -fiz que sim novamente. -Nós reconhecemos nossas companheiras pelo cheiro, sabemos quem está é desde a primeira vez que a sentimos.
-E se eu tivesse dito não, se tivesse escolhido viver como uma humana normal com o Shuich?. -perguntei incrédula.
-Então eu teria alguns anos para te fazer mudar de ideia. -eu toquei seu rosto e sorri para ele.
-Falando desse jeito não há como duvidar de você. Parece até que eu seria sua de qualquer jeito. -falei brincando e ele me puxou pelo queixo selando nossos lábios de forma bruta e gostosa, me deixando louca por ele.
-Seria mesmo, eu nunca te deixaria ir Eloá. -vi a sinceridade em seus olhos e me arrepiei com a profundidade de suas palavras.
O puxei para mim mas esse se afastou respirando fundo e se levantou da cama indo sentar na cadeira, e eu fiz bico.
-Não podemos pequena. -ele respirou fundo novamente como se quisesse se acalmar. -Primeiro por você ainda não estar recuperada, e segundo... -ele sorriu maligno. -Você está em seu período fértil, e não queremos filhos agora, você ainda está na universidade, e temos muitos anos pela frente. -abri a boca para dizer algo, mas parei no mesmo momento. -Agora descanse eu ficarei aqui com você. -fiz que sim, e logo tratei de deitar e me organizar na cama para voltar a dormir.
Muita coisa rondava minha cabeça naquele momento. Eu e Kurama estávamos ligados agora, e eu podia sentir como se tudo ao meu redor estivesse diferente, mas com isso eu teria de lidar depois.
As respostas de Kurama e todas as revelações me fizeram pensar que eu nunca tive uma real escolha sobre nós dois, mas isso não me fazia me sentir mal, pois Kurama era muito mais do que eu poderia desejar, porém será que ele realmente me amava, ou era apenas um desejo animal? Não eu não deveria ir por essa linha de pensamento, havia algo mais importante, uma prioridade ao qual eu deveria focar agora. Meu futuro estava dependendo dele, ele sabia quando eu estava fértil, e eu não queria ter filhos, não quando eu não sabia o que eu era, e não dele, não de um yokai... Eu amo o Shuichi e o Kurama, sei que eles são bons yokais, mas quem me garante que um filho deles não seja um ser sanguinário? Droga, minha sorte é que ainda tenho alguns anos para tirar essa ideia de filho da cabeça dele, quem sabe eu não poderia enrolá-lo para sempre. -e foi com esse pensamento otimista que me permiti enfim descansar.
