Notas do Capítulo: E lá vamos nós de novo!
Algumas coisas que gostaria de falar para vocês antes do capítulo.
Apesar de termos tido alguns capítulos fofos (e garanto que teremos mais), a história é um drama.
Esse capítulo é o mais pesado que escrevi até aqui, confesso chorei no processo, mas ele é necessário para a história.
A partir dele vamos caminhar para onde eu quero na história.
Bom, por hora é isso ou vou acabar falando mais do que devo.
Espero que gostem e não me abandonem... rs
Boa leitura! ;)
Gi, faz tempo que não te respondo por aqui... Muito obrigada pelos comentários e por sempre comentar por aqui! Adoro! *_*
Eu queria também queria socar o Bracken! Ele é altamente desprezível.
Não mede esforços para o que quer.
Bem, acho que leu o que falei lá em cima, então prepare-se, porque vai ficar mais tenso.
E eiii, sou boa pessaoa viu! rsrs
Beijão! ;)
Scream!
Misfits
"A chill runs up your spine
It crawls into your brain
The freezing touch of fear
It's driving me insane
Although you try to fight
Dragged from the silence where you hide"
Décimo Capítulo – Noite de Tormenta
Receava que ele pudesse escutar os batimentos acelerados de seu coração ou sua respiração afobada. Seu corpo todo tremia e estava encharcado de suor.
Kate ouvia os pingos d'água que caíam ritmadamente de alguma goteira, ratos indo e vindo por aquele buraco imundo em que se encontrava. Os seus passos ecoavam por todo o corredor.
Todos haviam sumido e ela sabia que aquilo só podia ser coisa do homem doentio que era William Bracken.
Precisava se concentrar, mas era impossível; estava prestes a perder todos os que mais amava! Estava completamente desesperada!
Chegou a um corredor que levava a três portas, eles tinham que estar em alguma delas.
Parou para analisar melhor o ambiente e chegou à conclusão de que aquela era a casa de seu pai ou o que sobrara dela após o incêndio.
Foi quando se deu conta de que não restava nada além da estrutura da casa em que cresceu e foi tão feliz com seus pais. E como se toda aquela situação não fosse suficientemente dolorosa para Kate, percebeu também que perdera boa parte das coisas que a lembravam de sua mãe.
Puxou o ar dos pulmões antes de prosseguir, apertou a sua arma com mais firmeza e cautelosamente aproximou-se da primeira porta, mas não havia nada ali. Foi ao se aproximar da segunda porta que ouviu o desgraçado.
"Finalmente!", a voz de Bracken era aveludada, suave, desesperadora. "Cheguei a pensar que não viria. Entre Kate, entre..."
Ela entrou no cômodo apontando para Bracken, e descobriu que até àquele momento não soubera o que era desespero.
Sua mãe jazia num canto do quarto, a mesma imagem de seu assassinato, mas acontecera ali de novo.
Foi como reviver toda a dor e desamparo de quando recebeu a notícia pela primeira vez.
Um pouco a frente, viu os fios de cabelo avermelhados de Alexis e Martha espalhados no chão, emaranhados em sangue.
Pôde ver que Alexis tinha marcas de agressão pelo rosto, sua pele sempre tão alva estava repleta de hematomas e seu rosto tão delicado trazia uma expressão de puro terror.
Na parede oposta a onde estava o corpo de Johanna, viu seu pai, preso à parede com estacas de aço que perfuravam seus braços e pernas, mantendo-o "em pé".
Havia também uma no meio do seu abdômen.
Toda aquela cena proveniente de um filme de terror fez com que Kate "morresse" diversas vezes.
Estava tudo acabado.
Foi então viu Castle, ele estava com um pequeno embrulho em seu colo que dormia. A manta azul de seu filho estava coberta de escarlate pelo sangue respingado. Quando seus olhos encontraram os de Castle, ela viu um vazio que fez com que sua alma congelasse.
Estava sentado em uma cadeira com seus pés algemados a uma mesa de mármore enquanto suas mãos estavam soltas para que conseguisse segurar seu filho.
Ele também tinha diversos hematomas em seu rosto, seu olho direito estava desfigurado.
"Achei que não viria para a festa que na verdade não saiu bem como planejei!", Bracken dizia feliz. "Quase tive que acabar com esse moleque insuportável primeiro. Deve ter dormido depois de perder o ar de tanto chorar! Como você o aguenta?"
Kate carregou a arma.
"Me entregue a arma!", ordenou Bracken apontando a sua própria arma para Castle.
Ela cogitou atirar, mas antes de agir, ele a avisou: "Você pode me acertar e posso acertar seu filho em seguida. Coloque a maldita arma no chão e chute para mim."
Sem opções, Beckett fez o que ele mandou.
Após pegar a arma da detetive e chutá-la para longe, Bracken voltou a falar:
"Não vai dizer nada Kate? Planejei tudo com tanto cuidado. Foi como te falei que faria. Exceto pelo pessoal do jardim de infância, seria demasiado trabalho por pouco.", o maldito andava eufórico como se desse volta nele mesmo.
"Bom, eu disse que seria aos poucos, foi mais rápido do que imaginei, mas pergunte ao escritor, teve sofrimento não teve? Foi divertido!"
Bracken aproximou-se de Kate e passou um braço por seus ombros e com o outro, apontou para as pessoas que citou em sua história.
Ela permaneceu imóvel, seu corpo parecia inerte aos seus comandos.
"Ah, você está calada, nem parece curiosa... Mas não tem problema, eu te conto tudo mesmo assim.", ele mantinha um sorriso no rosto e a tratava como se ela fosse algum tipo de aliada naquilo tudo.
"A vadia da sua mãe foi a primeira. Dessa você se lembra, certo? Não quis mudar nada em relação a ela, afinal, foi ela quem nos conectou desde o início. Fui fiel ao que mandei fazer da primeira vez."
Ele suspirou profundamente.
"Depois foi a velha histérica! Ela implorou pela vida do filho e dos netos e então começou a orar. Odeio pessoas que só recorrem a Deus quando estão desesperadas. Um tiro direto no coração e todo o dramalhão acabou."
"Em seguida foi a menina estúpida. Ela tentou fugir com o bebê, acredita? Quando a recuperei a fiz pagar pela rebeldia. Sabe a estaca de aço que está na barriga do seu pai? A usei para dar uma lição nela. Depois atirei."
Castle soluçou e Kate não teve coragem de olhá-lo diretamente.
Ele viu sua família inteira destruída e não pode fazer nada e aquilo tudo era culpa dela.
"Então foi seu pai, James Beckett!"
Nesse momento, Bracken afastou-se de Kate e foi de fronte para o corpo de Jim.
"Nem sei bem quando passei a odiá-lo tanto, porque realmente o achava um inútil bêbado. De qualquer forma, quis que assistisse tudo em pé e de frente para todos. Essas quatro estacas.", disse indicando as que prendiam as mãos e pés de Jim. "Prenderam ele desde o início. Preferi assegurar que ele ficasse quieto enquanto eu pegava os outros. Sendo assim, seu adorado pai passou algumas horas sangrando preso à parede, e quando fui acabar com ele, preferi deixá-lo lá agonizando, mas não sem antes enfiar a última estaca no abdomên dele. Ele já estava mais morto do que vivo de qualquer forma. Acho que o show mexeu com ele.".
O rosto de Bracken refletia sua glória e ele fez uma pausa após falar de Jim.
Aquilo tudo era tanto, que Kate sequer conseguia chorar. Era como se a sua alma e coração tivessem sido arrancados e ela fosse como aquela casa, apenas uma carcaça.
Kate olhou novamente para Castle e balbuciou um pedido de perdão e tudo o que viu o homem de sua vida chorar silenciosamente. Ele estava tão morto quanto os demais.
"O que falou Kate? Você pediu perdão? Eu não ouvi direito! Você escutou escritor?", Bracken estava em estado de deleite, podia sair pulando de alegria a qualquer momento.
"Mas deveria pedir perdão mesmo. Esse homem viu a família dele inteira morrer sem poder fazer nada porque você insistiu em mexer em um caso de anos atrás ao invés de viver a sua vida!", encarou-a sério pela primeira vez.
"Ao invés de ter um corpo que não estava na sua conta, agora você tem três.", então sua feição mudou e com um sorriso sinistro e ele prosseguiu. "Eu disse três? São cinco! Um único tiro e dois serão adicionados a sua conta."
O estampido do tiro se confundiu com o grito desesperado de Kate, o ar faltava aos seus pulmões e a escuridão a envolveu em seu abraço.
Demorou até que ela ouvisse a voz de Castle dizendo que estava tudo bem e sentisse o seu abraço forte.
Seu corpo estava como se lembrava em seu sonho, suado e tremendo. Era real demais para um simples sonho.
Chorou copiosamente, demorou a se acalmar e então olhar ao redor e ver Martha, Alexis e seu pai na porta de seu quarto.
Instintivamente colocou a mão sobre o seu abdômen e sentiu que seu filho estava são e salvo.
Sentiu um alívio como não se lembrava de já ter sentido antes. Levantou-se e abraçou primeiro seu pai que estava em sua frente.
"Eu amo você!"
"Amo você também, Katie. Está tudo bem!", ele passou a acariciar o seu cabelo com ternura.
Ela afundou a cabeça no pescoço de seu pai e apenas quando conseguiu se acalmar um pouco foi até a Martha.
"Vivo agradecendo a você por tudo que sempre fez por mim, mas nunca disse como de verdade me importo Martha! Você tem sido como uma mãe e desde que a conheço, fez com que eu me sentisse como sua família também. Jamais poderei agradecê-la por isso."
Martha também chorava, nunca antes viu Kate daquela forma. A abraçou com força.
"Saiba que estaremos sempre aqui porque somos uma família, Katherine."
Após se afastar de Martha, Kate foi até Alexis e antes de abraçá-la olhou diretamente em seus olhos e pediu perdão.
"Me perdoa por ter agido como agi, Alexis! Eu jamais deveria ter cogitado levantar a mão para você ou perder a cabeça naquele momento. Fui uma estúpida e..."
Antes que ela terminasse, Alexis a puxou para um abraço apertado.
"Vamos esquecer tudo aquilo Kate, já passou! Eu também fui estúpida, você perdeu a cabeça, mas nossas vidas seguiram e como a vovó disse, somos uma família e além de gostar de você, ainda carrega meu irmão aí dentro."
Ficaram mais algum tempo naquele abraço até sentirem Castle unir-se a elas. Ele também estava chorando.
"Vocês estão aqui, todos aqui!", exclamou Kate aliviada, afastando-se dos abraços.
"Claro que estamos querida!", Jim acariciou as costas da filha.
"Katherine, o que houve?", Martha segurou as mãos de Kate.
Foi quando se deu conta de que acordou a família toda às quatro da manhã e ficou sem graça. "Foi um sonho ruim."
Kate sentiu seus olhos queimarem e Martha a abraçou novamente. "Está tudo OK, querida."
"Quer um chá Kate?", perguntou Alexis.
"Não Alexis, obrigada."
"Tem certeza de que não quer nada, filha?"
"Tenho papai, obrigada!"
Kate agradeceu a todos e então eles saíram.
Castle veio e a abraçou por trás beijando o topo da sua cabeça.
"Mais calma?"
Kate voltou-se para abraçá-lo.
"Foi horrível, Rick! Ele matou todos vocês de forma brutal. Inclusive nosso filho", Kate respirou profundamente. "Bracken me culpou, disse que se eu tivesse deixado o caso da minha mãe para lá, nada disso teria acontecido."
Castle deixou-a confortável em seu peito enquanto acariciava seu cabelo.
"Não diga bobagem, você não tem culpa deste homem ser um lunático."
"E se eu tivesse simplesmente seguido em frente e deixado o passado para trás?"
"Você nunca ficaria em paz com isso meu amor! Estamos todos bem e ele não vai conseguir o que quer."
"Como pode garantir isso se nem ao menos sabemos o que é que ele quer?"
"Mas vamos descobrir juntos!", apertou o abraço, "Mas agora vou preparar um banho para nós dois. Já que não vamos conseguir dormir, vamos relaxar um pouco. O que acha?"
Castle encheu a banheira com água quente e adicionou os sais aromatizantes preferidos de Kate. Terminado o processo, foi até o quarto, já de roupão e carinhosamente tirou a roupa que ela vestia.
Com ela despida, colocou as mãos ao redor de sua barriga e então depositou um beijo no local. Despiu-se para então entrelaçar suas mãos às delas e entraram na banheira.
Castle acomodou-se atrás de Kate e começou a ensaboá-la ternamente.
Beckett ainda chorou um pouco mais e ele começou depositando beijos na sua nuca ou ombro, enquanto cuidava dela.
"Passou, amor, passou."
Quando terminou de ensaboá-la, colocou o nariz em sua nuca e disse que a amava e que ficariam bem.
"Eu morreria se algo desse sonho fosse verdade, não suportaria viver sem você, Rick."
Kate virou de frente para Castle e o beijou com paixão.
Ele correspondeu ao beijo a mesma intensidade. Também não poderia seguir sem ela.
Fizeram amor intensa e apaixonadamente, Kate precisava sentir que Castle estava ali, que aquilo sim era real, e ele, queria mostrar-lhe que jamais a deixaria.
Perderam a noção do tempo na banheira.
"Não imaginei que terminaríamos a noite como terminamos.", ele estava fazendo massagem em seus ombros.
"Nem eu.", respondeu. "Mas definitivamente terminou melhor do que começou."
"Está mais calma?", beijou a nuca dela.
"Estou sim! Obrigada por tudo, amor!"
"Quer me contar sobre o sonho?"
"Não! Não quero me lembrar dele."
"Tudo bem."
"Mas o sonho fez com que me desse conta de algo Rick. A casa do meu pai guardava todas as lembranças da minha infância e juventude, lembranças da minha mãe e agora só tenho o que está no meu apartamento."
"Tinha muita coisa na casa de seu pai ainda?"
"Fotos e especialmente cartas, minha mãe adorava deixar cartas e bilhetes. Ela dizia que as pessoas estavam perdendo o hábito de enviar cartas e ninguém mais esperava algo bom do carteiro, então virava e mexia, ela nos enviava cartas." Kate lembrou saudosa. Era definitivamente uma boa memória.
"Imagine se ela estivesse aqui hoje em que as pessoas se comunicam apenas por celular…"
"Ela ainda enviaria cartas.", respondeu sorrindo. "Tinham também alguns móveis e artigos de decoração pelos quais ela era apaixonada e estavam todos lá, no mesmo lugar. Perdemos tudo isso agora também."
"Sinto muito amor.", Castle beijou o topo da cabeça dela.
"Eu também."
Ficaram um pouco em silêncio.
"Rick, estou ficando com frio."
"Vamos sair, já até clareou."
Era sete da manhã quando foram tomar café, ficaram surpresos ao ver que a mesa estava posta e todos estavam esperando por eles.
Martha cancelou as aulas da manhã e Alexis faltou à faculdade.
Beckett e Castle informaram a Gates que chegariam mais tarde.
Após o café da manhã, Castle chamou seu advogado e o mesmo informou a Jim como seria com o seguro de sua casa e foi convidado por todos para passar o tempo que fosse necessário no loft.
A conversa com o advogado tomou boa parte da manhã, afinal, apesar de ser advogado, Jim Beckett nunca havia tratado esse tipo de problema.
Com isso estava perto do horário do almoço e Alexis e Martha foram prepará-lo, mesmo com Kate insistindo que não era necessário.
Aproveitando esse tempo, Kate e Castle aproveitaram para conversar com Jim sobre a conversa com Bracken.
Os três foram ao escritório de Castle.
"Você conhece William Bracken?", questionou Kate sem rodeios.
"De nome. Antes de descobrir que ele foi o mandante do assassinato da sua mãe o conhecia como político, mas é só."
Explicaram a ele o porquê da pergunta. Que Bracken pareceu ter algo pessoal contra Johanna e ele. Pediram para que tentasse se lembrar de algum colega de faculdade, vizinho ou coisa assim e o senhor Beckett prometeu tentar recordar-se de algo.
Após o almoço, Kate e Castle seguiram para a delegacia e Jim Beckett falou que iria até o seu escritório ver alguns documentos.
Na delegacia, Ryan e Esposito informaram que encontraram vestígios de nitrato de sódio e que as pistas os levaram a um suspeito que poderia ter causado o incêndio.
Um homem de vinte e seis anos que trabalhava como técnico em um laboratório de tratamento de água contaminada.
Castle e Beckett ficaram na delegacia olhando os arquivos de Bracken procurando quem poderia ser seu parceiro fora da prisão.
Chegaram a alguns nomes ligados ao partido do ex-senador, mas nenhum que tivessem algo factível. Teriam que entrevistar um por um e tentar conseguir alguma brecha.
No final da tarde, Kate foi visitar Lanie enquanto Castle ficou com os meninos buscando novos suspeitos para o incêndio, já que o que trouxeram à tarde para interrogatório tinha um álibi sólido.
"Hey garota, como está?", a médica legista afastou-se do corpo que estava analisando, já que nos três primeiros meses da gravidez, Kate costumava sentir enjoos ao vê-la fazer isso. "Soube o que aconteceu com a casa do seu pai e da sua conversa com o Bracken."
"Tudo isso era para ter acabado."
Lanie foi até sua amiga e acariciou seu braço. "Eu gostaria de ter algo reconfortante para te dizer, mas não há muita coisa. Apenas que sei que vocês vão resolver tudo antes que ele cause mais problemas."
"Como? O matando? Porque não vejo outra saída."
"Não Kate, vocês são os mocinhos desta história. Vão descobrir outro jeito."
Beckett contou sobre o sonho que tivera, como doía sentir-se inerte perante aquele homem e foi envolvida por um abraço.
"Por que você não se afasta deste caso? Vá com o Castle e a família de vocês para algum lugar longe. Sabe que podem fazer isso. Passem um tempo fora e voltem quando estiver tudo mais tranquilo ou depois deste garotão nascer."
"Não podemos parar nossas vidas por Bracken. Martha, Alexis e meu pai têm suas vidas para seguir e nós não os deixaríamos para trás. Além do mais, não posso deixar os meninos sozinhos com isso."
Lanie suspirou pesadamente. Ela faria o mesmo.
"Neste caso, então vamos trabalhar o máximo que for possível para acabar de vez com este cretino. Não pode deixar que ele mexa tanto assim com você, Kate, ou vai acabar se afundando. Estamos todos aqui com vocês e por vocês. Vamos tentar levar uma vida normal, ok?"
"Sim, vamos fazer isso!"
"Falando nisso, agora que sabemos que é um garotão, o que acha de irmos às compras para ele? Nós duas, Martha e a Alexis? Quem sabe Alexis e você não se resolvem de uma vez?"
"Ontem Alexis e eu nos resolvemos.", era afinal uma boa notícia e Kate contou como aconteceu.
"Ótimo, então será um passeio divertido entre garotas."
"Castle jamais faltaria a isso Lanie, pode adicioná-lo ao passeio.", respondeu sorrindo.
A ideia de ir fazer compras para o seu filho era definitivamente revigorante, só de pensar nisso, sentiu o coração mais leve e o peso que carregava desde o maldito sonho, parecia ser menor.
Mesmo com tudo isso, ela tinha motivos para ser feliz.
Seu celular tocou e quando apareceu Castle no visor, ela o atendeu carinhosamente.
"Olá amor! Sentindo a minha falta?"
"Kate, preciso que venha até aqui. Tem algo que você precisa ver", ele estava sério. "Sempre sinto a sua falta.", tentou suavizar.
"Estou a caminho."
Lanie a acompanhou no retorno ao precinto e ao chegarem Kate viu que seu pai estava lá.
"Pai?! O que o senhor faz aqui?"
"Acho que descobri de onde ele nos conhece, mas talvez seja melhor conversarmos antes."
Jim tinha um papel que parecia uma carta nas mãos. Todos olhavam apreensivos para Kate, deixando-a angustiada. Sem pensar muito, ela esticou a mão para que o pai a entregasse o papel e ele assim o fez.
Johanna,
Sinto um vazio imenso sem você ao meu lado. Não faz tanto tempo desde a última vez em que estivemos juntos, mas parece uma eternidade.
Você é o primeiro e último pensamento de todos os meus dias.
Normalmente me vem às lembranças quando nos conhecemos, como logo de cara nos entendemos e vimos que somos tão parecidos.
Poderíamos mudar o mundo juntos.
Minha mente vive me pregando peças.
Ouço o som da sua risada e imediatamente me lembro do seu sorriso. Meu mundo ganha cor quando você sorri. Poderia dizer que ele fica colorido, mas a única coloração que me faz feliz agora é a cor dos seus olhos.
Busco por você em todos os lugares, mas você nunca está.
Não sei como você se sente sobre isso, mas é como se a minha vida fosse uma escuridão sem fim desde que saiu pela porta dizendo que não voltaria mais.
Preciso que me perdoe por ter demorado tanto. Por ter falhado com você.
Como já falei não me importa seu casamento ou quem é o pai do seu filho, vamos construir uma família e seguir em frente.
Podemos fazer qualquer coisa juntos.
Não vamos desperdiçar nossas vidas em caminhos diferentes.
Com amor,
Seu Bill.
30 de abril de 1979
Notas da Autora: E então, o que acharam do capítulo?
O pesadelo da Kate foi bem pesado né? Graças a Deus foi só um sonho!
E por fim, o que acharam da carta? :x
