Cap7.: Conseqüência.

Mia: E aí? Ta pensando demais para escrever né?

Gina: Não desconcentre o gênio.

Mia: Ei... (diz procurando, pelo quarto) e você pode me falar onde que ele está?

Gina:...

Mia: Tudo bem, vou perguntar para a Cho que sombra eu uso...

Gina (interrompe). Vai tarde.

Mia: Humph!!! (sai batendo o pé).

Gina: Você é realmente um gênio, Gina.

-------------------------------------------------------------

Bom, antes de tudo, eu tenho que explicar o que o meu pai faz.

Sim, você vai achar que é uma perda de tempo, mas eu realmente preciso fazer isso.

Meu pai tem um cargo alto no governo, mas ele é totalmente contra o nosso Primeiro Ministro.

Ele é, tipo assim, uma pessoa da esquerda enquanto o Sr. Primeiro Ministro é da direita.

Então, eles realmente não se dão muito bem.

E meu pai é um desafeto antigo do Sr. Primeiro Ministro porque eles eram muito amigos na infância, mas meu pai namorou uma garota que...

Estava saindo com um outro cara ao mesmo tempo.

E você ganha um biscoito ao entender quem é esse outro cara.

Além disso,quando meu pai descobriu ficou bem bravo com o Sr. Primeiro Ministro e aconteceu uma briga de socos.

Sim, imagine o Sr. Primeiro Ministro socando e sendo socado pelo meu pai por causa de uma garota que é tipo a Cho.

Vou ter pesadelos a noite...

-----------------------------------------------------------

O Sr. Idiot ficou bem surpreso quando eu me atirei em cima dele.

E quando uma pessoa que é bem mais alta e mais pesada que você fica surpresa as coisas que acontecem a seguir são bem desagradáveis.

1)O Sr. Idiot fica surpreso e acaba disparando aquele revólver dele.

2)Você fica momentaneamente surda por causa do disparo.

3)Além de atirar, a pessoa acaba se desequilibrando e cai...

4)E o seu braço direito é esmagado e você escuta um crack!

5)Além de você estar surda e com o braço esmagado, você começa a berrar que nem uma idiota: esse cara ta armado!!!

6)O que pensando bem, é uma coisa bem idiota de se dizer.

Mas é lógico que eu não percebi isso.

"Armado!!!"-eu gritava a plenos pulmões enquanto a minha calça jeans ia se encharcando por ainda estar deitada e com um peso meio morto esmagando o meu braço.-"Saí de cima de mim."

Eu tentava empurrar o cara, mas estava realmente complicado.

Entenda: eu precisava empurrá-lo. Já que estava entrando água na minha calça, eu estava ficando cega por causa da chuva e ainda estava surda por causa do disparo.

Até que os dois agentes que zelavam pela segurança do Sr. Ministro puxaram o cara e o prenderam. Assim,eu pude respirar,pela primeira vez, aliviada.

"Repetindo... A águia está a salvo."-dizia um cara, no walk-talk dele. Eu achei bem engraçado chamar o Sr.Ministro de águia. Para mim... ele era uma cobra, pois do jeito que o meu pai fala dele em casa...-"Hey garota."-ele falou para mim enquanto eu tentava me levantar. Só que a dor que eu sentia era insuportável.-"Algum problema?"

Eu estava meio surda e fiz cara que eu não tinha entendido porcaria nenhuma.

"Seria o seu braço?"-ele perguntou segurando o meu braço. Eu logo fiz uma cara de choro e ele disse.-"Realmente... acho que está quebrado."

"Bem que eu escutei um crack."-eu disse com a minha voz.. bem mais histérica do que o normal.

"Já chamaram uma ambulância."-e o cara a apontou e disse.-"Pronto já chegou. Acho melhor você sair dessa chuva."

Sim, eu estava encharcada até os ossos, mas uma coisa me impedia...

"Eu tenho que ir para casa."-eu disse com a minha voz embargada depois de saber que meu braço estava quebrado em duas partes.

"Sinto muito, garota."-disse o paramédico.-"Você tem que ir ao hospital para engessar esse braço."

"Eu não posso, sei lá, engessar amanhã?"

Os dois paramédicos mais o agente me olharam como se perguntassem se eu tinha quebrado o meu crânio também.

"É que eu realmente preciso voltar para casa."-eu disse, tentando me levantar mais eles me impediram.

"Você tem que engessar o seu braço. E os seus pais vão ser avisados, senhorita...?"-dizia o agente com a voz mais calma possível, mas eu percebia que ele não estava tão feliz comigo...

"Weasley."

"Conhece Arthur Weasley?"

"É meu pai, senhor."-eu disse e só para mostrar que eu não estava mentindo,mostrei aquela horrorosa carteirinha de estudante.

"Sim...interessante."-disse o agente.-"Bom, querida, é melhor você ir ao hospital."

--------------------------------------

Descubro que pelo fato de ser uma heroína nacional, eu possuo certas regalias.

Tipo, eu não preciso esperar como qualquer mortal a emergência, sim, descubro que as pessoas que salvam as outras tem o direito de passar na frente de pacientes que estão sofrendo muita mais que você- um paciente que foi baleado e está morrendo, por exemplo.

Além disso, eu não ganho apenas aquele troço que as pessoas usam no hospital, que é TOTALMENTE aberto atrás. Eles te dão dois daqueles de modo que a sua dignidade possa ser mantida.

E o médico que te examina não é nenhum pouco grosso com você (eu entendo que os médicos têm todas as razões para serem rabugentos com os pacientes), ele até faz brincadeiras do tipo: tem certeza que eu não to com uma arma aqui?

Como sempre, tem um agente que não entende que foi uma brincadeira e avança no próprio médico... e o cara de branco acaba ficando quieto.

E para você ter uma idéia, eu vou ser internada porque eu quebrei o meu braço direito (!!!).Ainda bem que é só por um dia e que eu não preciso comer aquela comida ruim do hospital.

E só para você ter mais uma idéia do quanto que eu sou importante (hahaha), do lado de fora tem dois caras vigiando a minha porta.

E esses caras realmente se importam com você, pois quando você começa a berrar porque viu a sua cara na Tv...

Não, eles não colocaram sequer uma foto decente. Colocaram aquela porcaria de foto da minha carteirinha...

NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO!!!!!!!!! Sim, é aquela foto em que você está piscando, que o seu cabelo ta A coisa e aquela bendita espinha horrenda que você tentou a todo custo disfarçar... ficou em evidência. Até demais.

E aquela foto que faz você parecer uma marginal.

Mas espera!

Desde quando eu sou uma marginal?

"Desde que você decidiu desobedecer a sua mãe, matando aula e comendo chocolate."

Cheguei a um veredicto: eu, Virginia Weasley estou virando uma marginal.

Afinal, eu chutei aquele lugar do meu primo, briguei com Lilá Brown, matei aula de desenho numa loja de Cds e comi dois cookies transbordando chocolate...

Merda! Meus pais chegaram. Faça aquela sua cara de choro e finja que não aconteceu nada demais...

"Gininhaaaa!!"-berra a minha mãe, me abraçando com força.-"Ah Meu Deus... O seu braço..."

"Eu...eu... eu..."-não, eu não consigo dizer que eu estou bem...

"Molly. Largue-a, pelo amor de Deus."-diz meu pai e com todo aquele sorriso diz.-"Gina.. você queria, por acaso chamar a nossa atenção?"

Eu o olho como se ele possuísse trezentos mil olhos.

"É brincadeira."

"Arthur... não fale assim."-diz minha mãe o reprovando.

E a ficha logo cai.

Afinal, eu salvei o seu arquiinimigo. E é realmente pedir demais que ele fique feliz.

"Eu não estou falando que estou triste pelo fato de Gina ter salvado aquele idiota..."

"Não fale desse jeito."-diz a minha mãe, bem brava.

"Pelo amor de Deus, Molly."-meu pai diz, acuado.-"Não me diga que você ainda tem ciúmes de Rosmerta."

"Você ainda a chama pelo primeiro nome..."

"Não faça isso comigo, Molly."-suplica o meu pai.

Sim, eu já estou vacinada contra isso...

Porque toda vez que o assunto Sr. Primeiro Ministro aparece, as brigas entre os meus pais acontecem...

Então, eles brigaram por mais dez minutos e eu só fiquei olhando com uma vontade enorme para perguntar:

"Mãe, cadê o meu bloco de desenho?"

Agradeço ter quebrado o braço direito, pois pelo que o médico me disse, eu teria que ficar mais ou menos um mês com a porcaria do gesso.

Mas eu não digo nada, apenas espero.

"Gininha...perdoe a mamãe."-diz a minha mãe, ainda com a voz de choro.

"Tudo bem..."-eu falo, tentando sorrir.-"Será que alguém poderia comprar um hambúrguer para mim?"

Os dois olham para mim como se eu tivesse sido raptada e estivesse, nesse exato momento, a beira da morte.

"Tem certeza que você quer comer um hambúrguer, Gininha?"

Eu acho que ela tem a esperança que eu peça um prato cheio de brócolis...

Arghhhh!!!!!! Nem se eu fosse a sapa velha, eu pediria um prato de brócolis.

"Tenho sim, mãe."-então a olho, com uma expressão de desafio.-"Algum problema se você comprar?"

"Não, eu só queria ficar um pouquinho com a minha filha, apenas isso."-ela então se vira para o meu pai e diz.-"Arthur! Vá comprar o hambúrguer da Gininha."

"Eu..."-meu pai me olha e eu faço aquela cara de: por favor, a minha vida depende disso. Ele suspira e diz.-"OK, eu vou comprar."

Quando ele encosta a mão na maçaneta eu digo:

"Por favor... só pão, carne e queijo."

Ele sorri, como se já soubesse e sai do meu quarto.

Minha mãe está ali, séria.

E logo eu entendo porque minha mãe quer falar comigo...

Oh Meu Deus!!! Ela não vai me dar bronca... Diga, pelo amor de Deus, que ela não descobriu que eu matei a maldita aula de desenho.

"Ah, Gininha..."-ela suspira. Será que ela está se fazendo de vítima? Sim, se for isso, posso te dizer que é uma grande covardia.-"Não acredito até agora que você o salvou..."

"Ahn... mãe?"

"Sim, eu sei que você deve estar achando tudo isso muito estranho."-ela então, suspira e eu percebo. Minha mãe, Molly Weasley, a advogada durona que, às vezes, faz a nossa sala de jantar parecer um tribunal, estava chorando na minha frente.-"Mas eu realmente... eu realmente..."

Eu a fito confuso. Minha mãe está tento um ataque...

Mas antes que eu pudesse fazer algo, sei lá, eu poderia dar uns tapinhas nas costas da minha mãe, eu escuto uma batida na porta e quando eu digo entre, eu vejo que aquele agente que tinha me acompanhado na ambulância estava ali, parado. Ele me olha atônito e diz:

"Molly?"

"Ah, meu Deus..."-minha mãe exclama.-"Não acredito..."

"Ah, como você está?"-eu vejo o cara perguntando, de um jeito bem desajeitado.

E eu, bom, eu estava ali, olhando para os dois com uma cara de interrogação.

"Muito bem..."-diz a minha mãe, enxugando as lágrimas.-"Gininha... este é Amos Diggory."

"A gente já se conhece."-eu digo, um pouco sem jeito.

"Ah, lógico que sim."-minha mãe fala.-"Bom o que diabos você está fazendo aqui, Amos?"

"Preciso falar com a sua filha, Molly."-ele diz, de um modo mais seco.-"Ele precisa nos contar o que aconteceu esta tarde."

"Lógico, lógico."-diz a minha mãe.

Eu já estou em pé e digo:

"Acho que isso não vai demorar muito, mãe."

--------------------------------------------------

Só que demorou uma eternidade.

Preciso dizer que esses agentes são bem retardados.

Afinal, só alguém realmente burro não entenderia o que eu estava falando. Fala sério, meu inglês não pode ser tão ruim assim, né?

As perguntas eram tipo assim:

Agente: Você conhecia o suposto atirador?

Eu: Lógico que não.

Agente: O que você sabia sobre o suposto atirador?

Eu: Ahn... ele realmente gostava de Green Day. E o coturno dele era bem maneiro. Além dele ser bastante pesado...

Agente: O suposto atirador disse alguma coisa para você, antes de atirar?

Eu: Tipo o que?

Agente: Tipo: eu estou fazendo isso por Neil!

Eu: O Sr. Idiot... ou melhor, o suposto atirador é gay?

Agente: Não, não é.Por que ele seria?

Eu: Porque eu acho meio gay, um homem daquele tamanho falar que vai matar alguém por causa de um tal de Neil.

Agente: Aquilo foi um exemplo.

Eu (devia estar BEM ruborizada): Ah, ele não falou nada disso.

Só que eles repetiram essas mesmas perguntas, umas TREZENTAS vezes. Só pararam porque o meu pai apareceu na sala e disse que aquilo já estava demais. E que já eram quase meia-noite e que eu deveria estar morta de fome...

Bom, confesso que eu estava morrendo de fome e com muito sono, também.

Então, eles concordaram em me liberar e eu finalmente pude comer o meu hambúrguer, mas antes que eu pudesse dormir, a Cho me ligou e disse:

"Ah Meu Deus!!!"

Tive que me afastar o telefone.

"Sabia que descobriram o nosso endereço?"-a Cho falava sem parar.-"E agora um monte de jornalistas estão aqui e eu até tentei mostrar uma foto sua, digo...uma foto sua decente né, Gin? Por que aquela ta horrorosa. Putz... só que quando eu ia entregar a foto, um cara da polícia apareceu e me segurou pela cintura...E sei lá, eu teria achado o máximo, se o cara fosse bonito."

Eu olhava para o telefone, como se ela fosse uma louca.

"Enfim... acabei sendo trancada em casa, mas Gina... caramba! Você é a pessoa mais pop da nossa escola. Você não tem noção de quantas pessoas já me ligaram. Tudo bem que me perguntaram se era MESMO você... Ou se aquilo foi só marketing... Mas que seja né, Gin? Você é muito POP!!!"

"Cho... eu."

"Ai, tem alguém na outra linha!"-ela berrou do nada-"Bom, Gin, a gente se vê amanhã... então, dá licença que eu não sou igual a você que salvou o Primeiro Ministro e..."

Eu fiz questão de desligar, já que, tipo assim, aquilo mais parecia um monólogo do que uma conversa de telefone.

----------------------------------

Deitei naquela cama e percebi.

Ela não era minha. Ela não tinha o Manet deitado no meu pé, tudo bem, que aquele cachorro era gigante, pesado e roncava, mas eu sentia falta. Sentia mesmo.

Minha mãe estava deitada no sofá ao lado, pois fora decidido que meu pai tinha que voltar para a casa, porque ela estava cercada por jornalistas e blábláblá.

E sabe a última vez que a minha mãe dormiu comigo?

Faz mais de dez anos, com certeza.

Aquilo era surreal. Surreal até para mim.

Mas não conseguia ficar pensando nisso

Já que o meu cansaço era gigantesco...

E achando que eu teria uma boa noite de sonho, suspirei, pensei no que o Harry estava pensando de tudo aquilo e adormeci.

-------------------------------------------------

Mia: Bú!

Gina: Bebeu o quê enquanto estava fora?Vodca?

Mia: Eu sei que você está falando isso para disfarçar o seu susto.

Gina: Ai, cala essa maldita boca.

Mia: Ta bom, mas confessa vai: você se assustou né?

Gina: Vou te ignorar.

Mia: Já terminou de escrever?

Gina: Lógico que sim! Quem você pensa que eu sou?

Mia: Vou ler...

Gina: Desse jeito, ela fica quieta, pelo menos uma vez na vida.

Continua...

N/a: Oi povo!!!

Sim, eu demorei, mas o cap ficou grande (claps,claps XD).

Espero que vocês estejam gostando desse troço aqui, okk?

Espero as reviews...

E agradeço,lógico, quem lê, mas não manda review.

Agradeço também quem lê e me faz feliz mandando reviews.. Nem que seja para falar que esse cap é uma grande bosta XD.

Beijos

Anaaa