Para não perder o costume:
- Alguns personagens NÃO ME PERTENCEM, são da Tia Meyer u_ú
- Esse nome ao lado do capítulo é o POV do personagem.
- Quero reviews, nem precisa dizer u.ú
Divirtam-se o/
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Capítulo IX (Edward)
Eu tinha perdido totalmente a noção do tempo. Há quanto dias eu não ia à aula? Não tenho ideia. Mas como eu poderia ir à escola? Como poderia levá-la junto comigo a um lugar onde ela se sentiria completamente confusa e indefesa? Não consigo imaginá-la me seguindo pelos corredores da Forks High School, ela se perderia.
Não consigo imaginar o que faria se já não a tivesse ao meu lado, sem sua presença quente, sem a esperança de voltar a vê-la. Gosto de pensar que faria tudo, tudo que estivesse ao meu alcance para tê-la de volta se isso acontecesse.
Eu podia sentir, tão forte quando eu tinha a certeza que ela estava sempre comigo, que existia algo que nos unia. E isso me motivava, porque eu sabia que teríamos nossa chance e quando ela chegasse, eu não deixaria passar.
- Você não me escapa hoje, bonitão! – Emmett pulou na minha frente com um sorriso de vitória, Jasper logo atrás dele – Não vai faltar na aula.
- Emm, não posso ir. – falei sério, como se já tivesse repetido o motivo várias vezes.
- Porque não pode? – Emmett permaneceu ereto cruzando os braços na frente do corpo – Porque anda por ai conversando sozinho e tentando tocar o vento?
O choque foi tão grande que me impulsionei para trás, preso entre Emmett e a parede. Ele me olhava interrogativamente.
Eu não tinha percebido isso. Eu estava tão preso na tentativa de convencer Bella a aparecer para mim, que não percebi que eles já sabiam da sua existência. Ela não era nada para eles, nenhum deles havia passado pela experiência de ser tocado pelos seus dedos quentes ou de ter a consciência de que por alguns segundos fazia parte de seu mundo.
Levantei o rosto para encarar Emmett. Não sabia o que estava estampado em meus olhos, mas não poderia ser coisa boa. Jasper me olhava com os olhos arregalados e a boca aberta.
- Edw... Não po... – Jasper tentava falar – Como isso aconteceu?
Emmett se sobressaltou olhando para o vampiro a suas costas.
- O que está acontecendo aqui? – ele começou incrédulo – Sou eu quem faz as perguntas, Jasper, você está aqui para evitar a fuga dele, lembra? – Jasper ainda me olhava assustado e Emmett virou o rosto para me encarar – Espera! O que está acontecendo aqui? – levantou o braço, coçando a cabeça enquanto olhava pra cima.
Do que Jasper está falando? Não fazia ideia do que poderia significar sua expressão assustada e sua repentina gagueira.
- EMMETT! – ouvi Rosalie gritar da garagem – Sabe que horas são?
Agora foi a vez do Emmett me olhar assustado. ele segurou meu pulso com força e saiu me puxando casa afora.
- Já vou, amorzinho. – ele cantarolou para Rose, mas eu sabia que ele estava era com medo de levar outro grito dela.
- Emmett, é sério... – eu tentava me soltar, mas seu aperto era muito forte.
- Edward, deixa de ser bobão. – sua voz saiu com um leve humor – Estava todo mundo duvidando da minha capacidade de pegar você.
E foi com um triste sorriso que me sentei no banco de trás do Jeep entre Jasper, que irritantemente continuava a me olhar estranho, e Alice, que não parava de falar da nova coleção masculina de alguma loja por ai.
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(Bella)
Quando chegamos ao que parece ser a Forks High School, pelo que Emmett disse, eu já me sentia enjoada, tudo girava e eu já não tinha certeza se conseguiria manter minha invisibilidade.
Encostei-me no carro e vi Edward se afastar junto com os irmãos. Ele andava de um jeito tão confiante, não, ele na verdade deslizava pelo chão de maneira confiante. De repente ele parou olhou para trás e sussurrou um: "Bella".
Seus olhos tão preocupados, sua mandíbula tão contraída. Alice saiu o puxando enquanto em vão ele tentava se explicar.
Mas alguém me chamou a atenção, especialmente porque eu a conhecia. Ela andava tranquilamente segurando os livros contra o peito, ao seu lado vinha uma menina que mantinha uma conversa descontraída gesticulando com os braços. Quem a visse assim nunca imaginaria a sua origem, era uma humana agora.
Andei até ela, segurei a mão de Ângela e ela parou abruptamente, olhando em minha direção. Algumas pessoas, de um modo ou de outro, conseguem manter sua essência.
- O que foi Âng? – a garota de cabelos ondulados perguntou parando abruptamente sua tão entusiasmada narrativa – A aula já começou e...
Ângela levou a mão à barriga e disse:
- Jan, não estou me sentindo bem, - ela olhou ao redor – Eu vou na enfermaria.
- Quer que eu vá com você? Assim, não que eu queira faltar aula... – a garota balançou os cabelos castanhos e esboçou um meio sorriso.
- Não precisa, Janaina! É só por alguns minutinhos e aí eu vou para a aula.
Janaina apenas assentiu e saiu na direção que a pouco Edward tinha ido.
- Quem está ai? – Ângela perguntou calma, enquanto colocava os livros em um banco ao seu lado.
- Ang, sou eu! – falei calmamente e vi Ângela ficar estática, ainda com a cabeça abaixada.
- Eu não acredito. – ela falou cada palavra pausadamente, como se fossem pequenas frases, levantou a cabeça e me olhou diretamente nos olhos.
Ela abriu um sorriso de um canto do rosto ao outro quando me abraçou fortemente. Fazia tanto tempo que ela havia desistido de ser um anjo.
- Eu senti tanto a sua falta. – falei apertando os olhos, ela era a pessoa que mais poderia me ajudar.
- O que está fazendo aqui? – ela se afastou um pouco, me olhando amavelmente – Natanael te deu uma missão?
- Até parece! – falei sorrindo.
- Ele ainda continua insensível com você?
Assenti com a cabeça e ela soltou uma gargalhada aguda.
- Algumas coisas nunca mudam... – Ângela se sentou no banco e me puxou junto – Me conte tudo!
E eu contei tudo: como eu havia escutado sem querer Aurora contar a outro anjo a "vergonhosa" história, como eu tinha chorado no dia, como eu passei a insistir para procurar meu pai, como Gabriel me ajudou. Eu me sentia tão segura e confiante, achar um amigo em um lugar inesperado não tem comparação.
Ângela e eu sempre fomos amigas, e quando ela recebeu sua primeira missão na terra e eu não recebi a minha foi o maior desgosto. Ela me mandava notícias de como era a terra, mas eu apenas podia imaginar, pois Natanael nunca me permitiu ir a uma missão.
Quando Ângela voltou, ela conversou comigo sobre como os humanos precisavam de ajuda e que Gabriel a deixaria ficar na terra. Foi quando ela desceu para sempre.
- Own, Bella. – ela acariciou meus ombros – Você não acha que se disfarçar de humana seria melhor? Pode ficar lá em casa e eu digo que você é uma prima minha...
- Mas eu vou ter que deixar o Edward? – senti meus olhos arderem, eu não ia conseguir.
- Você tem que fazer uma escolha. – ela falou compreensivamente e sorriu.
- Me dá um tempo para me despedir dele? – perguntei me esforçando para não soluçar.
- O tempo que você precisar. Você já sabe que pode me encontrar aqui quando estiver pronta. – Ângela era tão compreensiva - Agora, Bella, precisamos traçar um plano.
Dessa vez eu sorri, Ângela era muito meticulosa e sabia elaborar planos como ninguém.
Olhei novamente na direção em que Edward havia ido e senti um aperto no peito. Com quem ele iria falar agora? Será que continuaria a chamar meu nome? Será que ele notaria que eu não estou mais com ele?
Ele me reconheceria quando eu finalmente me disfarçasse de humana?
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(Natanael)
Não conseguia controlar minha raiva. Como. Ele. Fez. Isso. Comigo? Aterrissei pesadamente no chão, Gabriel estava na ala de treinamentos.
- Não tenha medo, Lih. – ele falou alisando os cabelos da garotinha – Olha, a Jack não tem medo de aprender a voar.
- Ah, claro que não. – ela respondeu já batendo as asinhas, as bochechas coradas de tão tentar bater as asas mais forte.
Nunca entendi como o Gabriel conseguia ter paciência para ensinar os anjinhos a voar.
- Não, não faça assim Jack... – Gabriel sorriu frente ao bico que o anjinho fez – Você precisa fazer movimentos leves com as asas.
- Gabriel. – chamei o nome dele alto e dei um meio sorriso quando vi as anjinhas se assustarem – Preciso ter uma conversa séria com você!
- Ah, você está ai Nate! – ele sabia do que se tratava e eu podia ver estampado em seus olhos.
- Cadê ela? – perguntei irritado.
- Na terra, pensei que você soubesse. – meu respeito pelo Gabriel me impediu de respondê-lo de outra maneira, então apenas disse pausadamente:
- Porquê?
- Porque você negou isso a ela... – era incrível como ele conseguia manter a calma – Porque ela precisava, porque ela estava triste, porque essa era a missão dela.
- Não, não era a missão dela! – eu não queria que fosse, mas essa era outra parte da história.
- Não pode mudar isso. – Gabriel mantinha-se segurando as mãos das duas anjinhas que assistiam atentamente.
- Vou chamá-la de volta. – disse firmemente e me virei para sair.
- Não vai conseguir, ela está presa na terra até completar sua missão.
Fechei as mãos fortemente. Nada que eu pudesse fazer traria a Bella de volta. Mas eu também não queria ajudá-la a achar o pai.
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(Bella)
Esperei ao lado do Jeep até que algum tempo depois Edward apareceu andando muito rápido. Seus olhos tão escuros denunciavam uma raiva contida. Logo atrás seus irmãos caminhavam.
Ele parou do meu lado e sua postura ficou rígida. Seus olhos na minha direção, e disse apenas:
- Você está ai? – sua voz confusa.
Alisei seu cabelo engolindo os soluços que brotavam na minha garganta.
Edward suspirou fechando os olhos e murmurou:
- Ah, sim, você está. – o sorriso torto em seus lábios tinha o poder de me fazer esquecer tudo.
[...]
Eu era fraca, fraca para vê-lo se distanciar de mim. Eu só precisava de mais uma noite, só uma noite.
Quando chegamos, Edward seguiu para os fundos da casa. Um pouco ao longe se ouvia um som de água e a luz crepuscular banhava o jardim que se estendia até os limites da floresta.
Ele encostou-se à parede olhando o horizonte com a mão no bolso.
- Estava tão preocupado, Bella... – um longo suspiro saiu dos seus lábios – De repente eu não sentia mais seu calor comigo, - ele olhou para o chão, sua voz um pouco frustrada – pensei que nunca mais a sentiria.
Eu já não conseguia conter as lágrimas que se formavam silenciosamente. Eu sentia meu corpo gritar em ansiedade a cada passo que eu dava em sua direção. Eu não pensaria nas consequências, apenas não poderia deixá-lo sem ter essa lembrança.
Parei em sua frente, mas Edward continuava a olhar através de mim. O pôr do sol sempre lhe chamou atenção.
Coloquei uma mão em seu peito e a outra em sua nuca. As lágrimas corriam livremente pela minha bochecha.
Minha pele ansiava por cada toque gelado da sua. Fechei meus olhos e respirei fundo antes se sentir seus lábios macios e receptivos contra os meus.
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ENTÃO? O QUE ACHARAM DO FINAL?
Gostaram, não gostaram, odiaram, amaram? Adoraria saber, mandem reviews ;DD
Beijo para minhas amadas leitoras, que sempre deixam reviews: Gina Haruno, Agome chan, LihTwi, Janaiina e Gi-Pattz.
LihTwi: Diz, Lih, amo seu comentários loucos e você não enche meu saco de forma nenhuma, gosto dele o/ Viu que o Emmett apareceu? Viu você na fic? Own, que bom que achou o capítulo emocionante. Bjus, queirda, até ;**
Senti falta da Nessinha Cullen =/
Janaina, amore, obrigada por ficar tanto tempo me esperando terminar de escrever o capítulo e por betar tão bem *-*
Próximo previsto pra sábado!
Amadas, beijos e abraços, até o próximo o/
