Capítulo 9 – O Desconhecido.

Búzios/Cabo Frio – Rio de Janeiro, Brasil.

Isabella.

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Já era a segunda manhã que acordava ao lado dele. Nós não fizemos nada além de dormir esta noite, além do cansaço, sexo era algo muito legal entre nós dois, mas não tudo. Conversamos até pegar no sono. Dormi tão bem que era extremamente cedo para o horário que tinha ido deitar depois de uma noite perfeita ao lado do nosso grupo, que já considerava meus amigos mais íntimos. E ele estava tão sereno, com um bico sonolento e as pálpebras fechadas de forma pesada, ele dormia pacificamente agarrado ao travesseiro, a perna em cima de minha coxa. Demorei quase um ano para dormir com James, mesmo que já tivesse perdido minha virgindade com ele. Nós tínhamos praticamente tudo separado até ter certeza do relacionamento.

Edward em quatro dias tinha invadido minha privacidade, arrombando a porta, não pedindo licença e ficando comigo durante a noite, só me abraçando. Seu cheiro estava impregnado na minha roupa de dormir. Tão gostoso e masculino que não queria tirar meu pijama. Brinquei com seu nariz, lábios e queixo pensando que iria acordar, porém, ele dormia como um urso durante o período de hibernação. Levantei da cama, fiz minha higiene matinal e esvaziei a bexiga sem que nem se movesse. Meu celular vibrou na mesa com uma mensagem da Alice bastante objetiva: Eu+Você+Skype=Agora.

Não dei o mesmo mole que Edward, sentei do outro lado da mesa e liguei o computador. Alice já estava online e em Nova Iorque. Cara, ela não sossegava. Ainda disse que iria embora amanhã de manhã e só estava ali para acertar os últimos detalhes da decoração com a minha mãe. Pela câmera tive um tour interativo com o meu novo apartamento e fiquei literalmente encantada com tudo. Era enorme, pelo menos parecia, amplo, claro e espaçoso.

Em compensação, era algo de mulher sozinha, solteira e bem sucedida. Algo extremamente impessoal e só faltava um gato miando para completar a cena. Algo que tinha um pavor imenso. Agradeci Alice de todo meu coração porque estava tendo um trabalho dobrado, enfrentando a ponte aérea desse jeito, mas ela explicou que estava fazendo uns serviços para Gucci e aproveitando o tempo.

- E então... Nós não conversamos mais sobre Edward. – disse lentamente, com um sorriso idiota no rosto. Eu ri porque foi o momento que ele saiu do banheiro – Ele está aí?

- Ei bonito. Bom dia. Vem cá... – pedi suavemente e ele riu, bagunçando ainda mais o cabelo – Esta é Alice, minha cunhada. – apresentei e ele sorriu para a câmera.

- Renée! Sogra! Vem cá ver esse pedaço de mal caminho! – gritou histérica batendo palmas e Edward ruborizou em vários tons de vermelho. Minha mãe apareceu na tela e suspirou, me fazendo esconder o rosto entre as mãos. Matem-me de vergonha.

- Olá senhoras! – Edward disse no seu melhor modo britânico e eu ouvi suspiros das duas.

- Chega! – gritei para as duas tagarelas excitadas e o empurrei levemente - Pede o nosso café da manhã, por favor?

Edward saiu de perto, me deixando com duas malucas pulando do outro lado da tela, falando um monte de besteiras e obscenidades que ele ouvia e ficava rindo. Deixei as duas com meu apartamento e desconectei da internet ignorando minha caixa de e-mail lotadíssima, para comer na companhia do bonito moço que tinha tirado a calça de pijama, andando só de cueca pelo quarto. Roubei uns beijos de bom dia antes de sentar no meu lugar. Edward sabia fazer coisas com a língua que só Deus sabia onde uma mulher poderia chegar imaginando. Beijá-lo era um esporte e tanto.

- Dormiu bem? – perguntei apenas para ser educada, porque pelo seu olhar e maneira que ele apagou depois que disse que estava cansada pela quadragésima vez, eu tinha certeza que estava descansado.

- Como um anjinho. Não vi a noite passar ou a manhã chegar. – respondeu colocando a salada de frutas pra mim e para ele – E você?

- Também dormi muito bem, aliás, aqui no Brasil tenho praticamente desmaiado de sono. – sorri levemente apertando sua mão e comemos em silêncio, porém, com bastante cumplicidade.

- O que vamos fazer hoje?

- Nahuel disse que ia nos levar à cidade vizinha para conhecer a praia, almoçar fora e compras. – respondi levantando para trocar de roupa, escolhendo um biquíni um pouquinho maior e um dos vestidos de praia longos que tinha comprado na noite anterior.

Edward se vestiu depois de enviar um e-mail para sua irmã com algumas fotos de ontem. Saímos do quarto e topamos com Stefan, Irina e Garrett no corredor e rimos da coincidência. Nahuel nos levou a Cabo Frio. Uma lindíssima cidade um pouco mais cheia que Búzios. Edward ficou na praia jogando bola com os meninos e fiz compras com Irina. Gastei boa parte do meu dinheiro só com coisas de praia e depois parei para pensar: Quando iria a praia novamente?

Irina tentou me convencer de que poderia usar na piscina, porém, morando em Nova Iorque achava bem difícil. Fiquei um pouco desanimada em comprar coisas, até que lembrei que não tinha mais marido para me controlar com gastos e torrei tudo que poderia, imaginando o quanto James morreria ao abrir a fatura do cartão. Respirei fundo me dando conta que novamente ele não iria abrir e nem dar conta de porcaria nenhuma em relação a minha vida. Isso me deixou amarga e uma companhia extremamente sem graça.

Voltei para a praia sentando na cadeira de qualquer jeito, colocando fones de ouvido e pensando que em parte, sentia falta dele e queria saber da sua vida. Sabia que o nosso casamento não iria voltar, porque meus planos de ser mãe estavam mais fortes que nunca, embora, ele tenha sido meu marido e meu único namorado por toda minha vida adulta. Nós tínhamos uma história que foi interrompida bruscamente. Talvez ainda não estivesse acostumada com essa ausência.

Dele, como homem, não sentia muita falta. Dentro dos meus pensamentos mais obscuros, percebi que Edward e eu tínhamos uma química muito maior na cama. Era errado pensar nisso? Comparar? Eu estava sendo uma vadia por transar com outro cara pouco tempo depois do meu divórcio conturbado ou era uma mulher livre para conhecer novas pessoas? De fato, não havia meia situação ou momento que envolvia Edward que conseguia me arrepender. Meu maior arrependimento e culpa foi que não escolhi um marido com desejo de ser pai. Bom, ele tinha dito que queria ter filhos... E eu acreditei.

Tinha uma mulher grávida do meu lado, sua barriga era de uns cinco ou seis meses, no máximo. Ela era tão bonita e estava tão radiante que senti inveja. Em pouco tempo teria seu bebezinho no braço enquanto eu teria que apelar para a cadeira de um médico e escolher descrições de doadores só para imaginar meu filho do jeito que queria.

- Te deixo sozinha e você fica emburrada. Saudades? – Edward abaixou na minha frente, nivelando nossos olhos – O que foi linda?

- Pensamentos confusos batendo na minha cabeça. – murmurei fazendo um pouco de charme só porque ele me dava confiança.

- Quer conversar sobre isso?

- Quero. Vamos dar uma voltinha? – pedi levantando e o esperei vestir sua roupa – Se ficar estranho falar sobre isso, você me diz, ok?

Edward assentiu e passeou comigo pela orla da cidade, almoçamos juntos e compramos um sorvete, comigo falando, falando e falando no seu ouvido. Hora ele ria, hora ele discordava com algo, no mais, me deixou expor meus pensamentos e sentimentos até mesmo relacionado a nós ,tranquilamente.

- Eu acho que é normal você se sentir estranha... – disse baixinho segurando a minha mão – Quando me divorciei de Ângela, fiquei usando a aliança e não contei para ninguém que tinha me separado. Nosso envolvimento foi algo preparado pelo destino e não quer dizer que você é uma mulher vulgar por ter dormido comigo. Sem contar que todo mundo sabe que você não resistiria ao meu charme. – brincou e eu ri, socando seu ombro de leve. – O sonho é seu e você deve realiza-lo.

- Não queria ser mãe solteira... Se não tiver jeito...

- Deixe essa parte nas mãos do destino... Apenas aproveite. – disse beijando meu pescoço – Estava nadando ainda pouco e pensei que vim para esse lugar, relaxar, mas estou aprendendo tantas coisas, refletindo sobre tanta coisa que tenho certeza que vou voltar outra pessoa para casa. Sem tanta culpa ou expectativa. Talvez as coisas devessem acontecer do jeito que aconteceram e eu devo aceitar.

- Você tem razão... – suspirei e me inclinei para beijá-lo nos lábios rapidamente – Obrigada por me ouvir.

- Meus honorários são pagos com beijos. Mais beijos, por favor.

- Seus honorários serão pagos mais tarde baby... – sussurrei contra seus lábios e o ataquei, dando uma prévia de tudo que estava planejando para de noite.

- Mal posso esperar.

Depois de conhecer um pequeno shopping só de roupas e coisas interessantes da cidade, voltamos para o hotel extremamente satisfeitos com o dia. Edward e eu ficamos na praia curtindo o fim da tarde, com o sol mais frio e a brisa fresca. A areia chegava a estar um pouco geladinha entre meus dedos. Edward estava deitado do meu lado, com fones de ouvido, acariciando minha nuca e às vezes me dava um ou outro beijo carinhoso. Me senti tão bem, relaxada, que acabei cochilando para ser acordada entre beijos e cosquinhas. Minha reação foi jogar um pouco de água da garrafinha que dividimos, ele ficou tão surpreso e assumiu um olhar maldoso, vingativo e ao mesmo tempo brincalhão que tive de levantar e sair correndo. Tolice a minha achar que ele não me alcançaria com suas pernas enormes. Edward me ergueu do chão e tudo que fiz foi me render e gargalhar. Meu vestido amontoado na cintura não atrapalhou quando quis envolver minhas pernas ao redor do seu corpo e me fazer ganhar a brincadeira.

- Mais honorários pagos? – brincou e senti sua mão travessa sair do meu quadril para minha bunda.

- Estou começando o real pagamento. – respondi mordendo seu lábio inferior – Vamos para o nosso quarto.

- Só se for agora. – disse rapidamente me colocando no chão e fomos catar nossas coisas.

Tive que me trancar no banheiro para fugir da pessoa excitada que queria me agarrar a todo custo, mas eu estava fedendo a protetor solar, água salgada e calor. Jamais deixaria Edward encostar um dedo em mim em questão de sexo fedendo. Tinha que tomar um banho, ficar cheirosa e relaxada para tornar tudo agradável. E quando terminei, o empurrei para o chuveiro, fazendo-o rir e tentar me levar junto.

Com um pouco de fome, pedi a recepção do hotel um lanche diferente e deitei na cama com a televisão ligada. O sem vergonha saiu do banheiro completamente nu, se secando como se nada ou ninguém estivesse ao seu redor. Com uma piscadinha safada e um sorriso zombeteiro, vestiu uma cueca qualquer e deitou do meu lado quando avisei para não se animar e simplesmente esperar a comida. Fazendo uma disputa idiota com o polegar, percebi que esse homem tinha roubado mais de mim do que deveria e não sabia como iria lidar com isso no momento que fosse embora.

O combinado foi que não iríamos mais nos ver, sem relacionamento complicado a distância e agora, eu estava maluca para descombinar tudo e deixar rolar. Não sei se Edward combinou de verdade, a mente dele estava nublada de excitação para poder pensar de forma coerente.

- Ai! – gritei com meu dedão doendo pelo aperto dele – O que foi isso seu bruto?

- Você não está prestando atenção de verdade! – acusou como uma criança.

- Estava pensando, não precisava me machucar! – resmunguei colocando meu dedo nos seus lábios – Beija. Aí! Não morde!

- Você é muito gostosa para não morder. – brincou distribuindo mordidinhas pelo meu rosto, pescoço, ombro, colo e até nos seios por cima da minha blusa, mas a campainha tocou e ele levantou para pegar a comida e voltar para cama empurrando o carrinho. – Quanta besteira.

- Estou com vontade de comer besteira. – respondi dando de ombros e ele me acompanhou nas panquecas com chocolate e morango.

Depois que estava satisfeita, resolvi brincar com Edward com os chocolates. Sem paciência, me empurrou na cama e pegou o pote das minhas mãos, colocou na mesinha do lado e abriu a minha blusa e o sutiã de fecho frontal tão rápido que não deu para impedi-lo, como se fosse fazer isso diante de um olhar tão ardente quanto o dele. Minha pele parecia pegar fogo sobre seu toque, só sua respiração me deixava excitada e ansiosa pelo que ele iria fazer.

- Você começou. – sussurrou passando o morango no chocolate e depois, com um sorriso sexy safado. – Não reclame.

- Não irei reclamar... – suspirei sentindo o gelado da fruta com o quente do chocolate no meu mamilo endurecido.

Edward lambuzou bem antes de morder o morango, me beijar e depois me dar um pedaço generoso. O chocolate derreteu na minha boca ao mesmo tempo em que me derreti sentindo seus lábios e língua chupando todo doce do meu corpo. Repetindo o mesmo processo no outro seio, estava esparramada na cama sentindo meus braços e pernas moles feitos geleia e queimando de prazer e necessidade em uma determinada parte do meu corpo.

Acordei na manhã seguinte pulando de susto. Estava nua e pegajosa, sem coberta, com as pernas emboladas com as dele, igualmente nu e adormecido ao meu lado. O sol estava forte e quente no meu rosto levemente ardido. Tentei me espreguiçar, mas desisti no momento que meus músculos reclamaram de dor. Precisava de um relaxante muscular urgentemente e a leve dor surda entre minhas pernas me fez lembrar a maravilhosa noite que tivemos. Entre brincadeiras com comidas e um atrevimento a experimentar performances e posições, nós passamos a uma nova fase de ousadia sexual e intimidade que me deixou dolorida, cansada e maravilhada com o sexo de nublar a mente que compartilhávamos.

Edward se mexeu na cama de modo que ficou praticamente em cima de mim, a prova real de que ele estava acordado foi o delicioso beijo no pescoço que ganhei. Um sorriso bobo surgiu no meu rosto e foi inevitável não beijá-lo, mesmo com o hálito matinal, a bagunça que estava e o nosso cheiro de chocolate e sexo. Precisávamos de um banho longo e relaxante, ou eu precisava visto que sua disposição parecia inabalável. Infelizmente hoje não poderia ajuda-lo com sua animação. Escapuli da cama contra sua vontade e fui encher a banheira com água quente e alguns produtos para me deixar relaxada ou não sairia da cama.

Sendo bonzinho com meu estado, tomou seu banho no chuveiro ao lado da banheira enquanto eu esperava do lado de fora, arrumando tudo que precisaria e pedi nosso café da manhã recebendo o recado que tínhamos uma hora para encontrar com nosso grupo e sair para a outra cidade vizinha que iríamos conhecer durante o dia. Meu banho foi longo e gostoso, o que deixou meu bonito britânico um pouco irritante. Ele queria estar ali dentro comigo. Acabei deixando-o de fora só porque seu bico estava muito engraçado.

Nós conhecemos a cidade de Arraial do Cabo, que não era tão bonita quanto Búzios e Cabo Frio em questão de estética, mas suas praias deixavam as outras para trás em um piscar de olhos. De barco chegamos a uma linda, parecia particular, com O mar mais azul que tinha visto na vida. Edward se aventurou no mergulho com os meninos enquanto eu e Irina gastamos o tempo desfilando de biquíni e tirando fotos.

Deitei de bruços ouvindo música, minha pele estava quente, queria entrar na água. Parecia bem tranquilo, mas tinha muito barco. Com a minha sorte, poderia mergulhar e bater de cabeça ou ser puxada por algum deles. Observei meu bonito sair da água com sua sunga vermelha e o corpo corado de sol. Com um sorriso, se aproximou parecendo um leão, todo cheio de charme, sensual e totalmente predador. Me arrepiei por antecipação e senti meus seios endurecerem com o contato da sua pele gelada com a minha extremamente quente. Foi uma sensação agridoce.

- Você está quente, em ambos os sentidos da palavra. – disse beijando-me levemente – Quer dar um mergulho comigo?

Assenti rapidamente e escondido atrás de um barco, trocamos beijos como adolescentes e rimos preenchidos com uma felicidade exuberante. Construímos um castelo na areia e catamos conchinhas bonitinhas antes de pegarmos o barco e almoçarmos em um restaurante flutuante. Não sabia o que era mais delicioso no lugar: Edward de óculos escuros e sem camisa ou a comida. Foi um dia tão bom que me cansei. Decidimos não sair à noite devido nossa viagem de volta ao hotel no Rio logo pela manhã. Edward eu pedimos um filme e assistimos na cama até tarde. Antes de dormir tirei um tempo para mandar um e-mail a Alice.

...

"Alice! Eu estou tão feliz que não sei se posso aguentar! É tudo tão novo e gostoso que não quero fechar os olhos e perder um segundo de tudo isso. Edward me completa e me faz feliz. Como poderei viver com isso após nossa partida? Eu sei que vou sofrer por não vê-lo e a distância irá acabar conosco. O que eu faço Alice? Estou apaixonada por esse homem!"

...

Eu tinha acabado de me separar. Era suposto sofrer pelo meu ex-marido e não sofrer antecipadamente por uma inevitável separação entre meu novo amor e eu. As coisas estavam tão fora do meu controle e do meu planejamento que agora era impossível consertar e manter tudo como estava antes. Percebi que estava sendo tola no momento que pensei que tudo antes era perfeito. E não era. Quanto tempo enganei-me em relação ao meu casamento e negligência óbvia do meu marido acima de todas as nossas crises?

- Está tudo bem? – Edward perguntou fechando meu computador e eu o coloquei na mesinha do lado, deixando meu corpo ser levado pelas suas hábeis mãos. Entre beijinhos de esquimó, selinhos e afagos, nós nos envolvemos na cama quase como um só.

- Está tudo perfeito. – sussurrei com a garganta grossa de emoção. Ele fazia tudo, de um modo estranho e louco, se tornar perfeito.

Nós dormimos agarrados aquela noite, era como se ele soubesse minha súbita necessidade carente de estar ao seu lado o tempo inteiro, sentir seu cheiro e calor. Pensei em como abordar o assunto de mantermos contato e deixar rolar, engolindo a vergonha e o orgulho de desfazer minha primeira proposta. Acordei mais cedo que ele, observando-o dormir como uma psicopata apaixonada, entendendo a resposta do e-mail da Alice em caixa alto como gritos me ordenando ser feliz.

- Caiu da cama? – brincou assim que abriu os olhos e me inclinei para beijá-lo – Mmm, bom dia. – cantarolou me segurando pela nuca e aprofundando o beijo.

Em pouco tempo estávamos sem roupa, consumindo o melhor do outro, trocando pequenas palavras doces e sujas até virarmos uma bagunça nua no meio da cama sem lençol e travesseiro. Deitei minha cabeça no seu peito, suspirando com seu carinho delicado e beijos doces no meu cabelo.

- Edward...

- Diga minha linda.

- Eu quero ver você depois daqui. – sussurrei incapaz de olhá-lo.

- Nós sempre encontramos um lugar desconhecido para descobrir um paraíso. – disse lentamente, segurando meu queixo – Nós podemos tentar seguir em frente. Apenas tentar.

- Tentar soa uma excelente ideia pra mim. Obrigada por querer também.

- Sinto que sempre vou querer você, Bella.

- Eu também sinto isso.

Esse era um sentimento totalmente novo e desconhecido. E isso estava me assustando. Como ficariam meus planos seguindo um relacionamento com Edward? Eu teria que abrir mão dele também? Talvez não soubesse lidar com isso e já estava sofrendo antecipadamente. Edward seria o pai do meu bebê?