Notas iniciais:Olá! Faz tempo que não posto nada mas foi por pura correria, pois no Nyah eu postei quase tudo, mas aqui, como preciso separar os documentos, acabo esquecendo totalmente. Agradeço aos leitores ativos, aos fantasmas e a todos. Comentem se gostarem da história ou se ela precisa ser melhorada. Boa leitura!


Capítulo 9 – Sou um idiota completo.

Já no aeroporto O'Hare esperando pelas minhas malas, de pé em frente a esteira, finalmente ligo meu telefone celular. Tinha deixado desligado durante todo o tempo em que estive em Angra. A primeira pessoa para quem ligo é para mim mãe.

Alô, mamãe?

Edward? – posso sentir seu entusiamo. – Meu filho, que saudades! Já chegou?

Sim, estou só esperando por minhas bagagens. Saindo daqui vou direto para aí pegar a Dolly, tá?

A Alice está aqui e ela vai ficar feliz de saber que você chegou e está vindo.

Também mãe... a senhora não sabe quantas saudades eu senti. – disfarço o tom melancólico pois não quero dar explicações por telefone. – Mãe, desculpe mas vou desligar. Tenho que pegar minhas malas. Um beijo e até breve.

Beijos filho!

Essa é a dona Esme. Tão doce quanto eu me lembrava. Alice é minha irmã gêmea e a minha melhor amiga. Não sei o que eu faria sem o apoio de minha família em momentos de puro caos.

Eu pego minhas malas. Caminhando em direção a saída, percebo que lá fora cai uma neve fraquinha que derrete antes de chegar ao chão. Com certeza, simbolizando a chegada do inverno já que estamos entrando em dezembro. Típico! Está frio demais pra chover mas não seco o suficiente para acumular neve.

Tiro a minha jaqueta mais potente de uma de minhas bolsas e visto antes de sair em direção aos táxis parados nos arredores.

Ao abrir a porta, a primeira a me receber é a Dolly, minha espevitada cadela da raça Jack Russel Terrier. Ela pula tanto nas minhas pernas, que preciso pegar no meu colo. Logo ela lambe minha cara toda.

Em seguida, minha mãe me abraça e pega Dolly para colocá-la no chão. Mas nem enquanto estamos abraçados, Dolly nos deixa em paz. Ela corre pela sala pulando e abanando o rabo.

Continuo abraçando minha mãe. Afasto-me relutante para poder observá-la melhor. Seus cabelos cor de mel estão mais curtos, na altura do queixo.

– Seus cabelos estão muito bonitos assim, mãe! – Eu sorrio mas ela percebe que eu não estou nos meus melhores dias.

– Meu filho, você parece abatido. O que aconteceu? – ela passa as mãos pelo meu rosto, acariciando as olheiras que são evidentes. – Eu pensei que quando as pessoas viajam, elas o fazem para descansar.

– Poxa mãe! Foram horas de viagem, fuso horário diferente, clima diferente. Estou quebrado. – Eu volto a sorrir e me sento no sofá da sala de estar. Dolly pula, se sentando ao meu lado e colocando sua cabeça em meu colo. – Cadê papai?

– Seu pai foi até o escritório em São Francisco cuidar de um contrato. Mas vai voltar semana que vem. – Esme se aproxima, sentando-se na pequena poltrona em frente a mim.

– Oi irmãozão! – Alice surge por trás do sofá me beijando a testa por cima. Logo, de uma maneira que nem sei como, já está mexendo na minha bolsa e pegando a câmera fotográfica. – Como foi de viagem?

– Foi tudo uma maravilha! Aprendi a mergulhar e a dançar ritmos latinos. – eu olho para ela, agora que ela está praticamente sentada ao meu lado, evito seus olhos. – E Jasper?

– Foi tocar em Nova York na abertura do show de uma banda do amigo do Rick. Pelo menos eles vão ser bem pagos. – ela continua mexendo na minha câmera.

– E porque você não foi com ele? Você adora Nova York.

– Eu também tenho que trabalhar, Edward. Se eu for ficar seguindo o Jasper pelo país, terei que ser uma dona de casa desempregada e desocupada e eu detesto ter que pedir dinheiro a ele ou qualquer um. – ela vê algo na câmera, levanta tão rapidamente que agida Dolly. Esta pula para acompanhar Alice. – Olha mãe, que fotos lindas.

– Realmente meu filho! Lindo lugar... – Esme agora olha as fotos segurando a câmera junto com Alice.

– Olha a misteriosa namorada do Edward. – Alice sorri para mim de um jeito debochado que me deixa mais com raiva do que triste.

– Namorada? – minha mãe olha pra mim com cara de surpresa, pegando a câmera para si, para poder olhar melhor.

– Aparentemente, ela roubou a minha virtude e depois fugiu. – eu fiz um gesto dramático, rindo da minha própria desgraça.

– Como ela se chama? – Alice pergunta agora mais séria.

– Mãe, o que você preparou para lanche da tarde? – eu me levanto sendo seguido por Dolly, a caminho da cozinha. Ouço mais ou menos ao longe que ela fez minha receita preferida.

Ao chegar lá, sobre a bancada estavam meus cupcakes preferidos, de blueberry. Não tenho fome nenhuma mas como assim mesmo, encostado no balcão, jogando uns pedaços para Dolly. Na garrafa ao lado da bandeja tem café fresco com certeza. Pego uma xícara que estava disposta ao lado da garrafa junto com outras 3 e encho com o mais preto e puro café. O aroma se espalha pela cozinha inteira.

Vinte minutos e dois cupcakes depois, caminho até meu antigo quarto. Meus pais preservaram todos os três quartos, o de Emmett, meu irmão mais velho, o da minha irmã gêmea Alice e o meu.

Tudo no meu quarto me traz uma sensação de conforto. O cheiro de madeira dos móveis, a cor azul das paredes, os pôsteres das minhas bandas preferidas da Adolescência. O mural com as fotos de família e amigos e momentos na faculdade, Rose...

Ser abandonado assim duas vezes me deixa com a sensação de que eu talvez não deva me envolver em relacionamentos duradouros. Parece que não funciona comigo.

Sento-me em minha cama e me inclino sobre meus joelhos, apoiando minha cabeça em minhas mãos, com os cotovelos sobre minhas coxas. E depois minhas mãos estão em meu rosto. É aquela antiga companheira, a vontade de chorar.

Alice bate na porta de leve, entrando com um cartão de visitas em uma das mãos.

– Ei Edward! Você não me parece bem desde que te vi lá na sala todo abatido e mais magro. – ela senta-se ao meu lado.

– Isabella é o nome dela. Você tinha perguntado e eu estou respondendo agora. – ainda escondo meu rosto entre minhas mãos.

– Eu sei o nome. – eu olho imediatamente para minha irmã surpresa e ela está abanando o cartão. – Por acaso o nome dela está neste cartão de visitas que estava perdido na bagunça da sua bolsa, maninho.

– Agora me lembro quando ela me deu esse cartão no primeiro dia que nos encontramos. – eu pego o cartão da mão de Alice. – E eu aqui pensando que não tinha outro meio de entrar em contato se não a lista telefônica. – e logo devolvo para Alice novamente. – Mas depois me lembro que foi ela quem me deixou naquele hotel sem me dar explicação de nada.

– Ás vezes, pode ter havido um imprevisto que a tenha feito voltar pra casa antes da hora.

– Mas ela ia me avisar. Foi estranho, ela disse para eu esperar que ela só ia até o quarto dela cuidar de assuntos dela mas que voltaria rápido. E o idiota aqui ficou esperando 3 horas, sem me dar conta.

– Então isso explica a sua magreza. Você está apaixonado, seu tolinho! – ela faz um sinal para que eu deite minha cabeça em seu col que faço sem protestar. – Você já tentou ligar para ela depois que ela foi embora? – Alice acariciava meus cabelos. Adoro o colo da minha irmã.

– Ainda não pra dizer a verdade. – Pego o telefone do meu bolso e com o cartão na outra, disco o número do celular de Isabella. Alice sorri pra mim, e eu a olho de baixo ainda deitado em seu colo. O telefone chama a primeira vez. Eu estou nervoso. Chama 5 vezes antes de cair na caixa postal. Eu tento mais uma vez, mas na segunda vez que chama, parece que foi desligado. – Acho que ela desligou o telefone. Parece que não quer ser incomodada.

– Ah não desanime, tente outro dia. Mas dessa vez para casa dela.

– Não sei não Alice. Isabella estava num processo de separação do cara com quem ela morava. Pode ser que ela simplesmente tenha resolvido voltar para ele.

– Você tava namorando uma mulher casada Edward? – As sobrancelhas de Alice estão unidas sobre seus olhos em total desaprovação.

– Claro que não. Ela não é casada, ela morava junto com esse cara há uns 6 anos e depois que ele a agrediu, ela resolveu se separar mas a relação já não vinha dando certo há algum tempo. – quando vejo que minha irmã ainda está meio confusa com as informações, eu completo depressa. – É isso mesmo, Isabella é complicada e a história é longa. Mas nada mudaria o que sinto por ela, Alice. E eu nunca senti por ninguém, nem mesmo por Rose, o que sinto por ela. É uma urgência e uma angustia que não me deixam em momento algum. Por ela, eu sinto vontade de protegê-la quando ela está distraída, eu sinto ciúmes, eu não quero nem pensar nela com outro homem que não seja comigo. Eu sinto que o meu lugar é ao lado dela, é onde finalmente eu sinto paz.

– É muito intenso o que você sente. Mas eu me pergunto, o que ela sente por você?

– Ela disse que me amava uma vez. – eu consigo sorrir ao lembrar. – Mas eu não sei se foi pra valer ou se foi só pelo calor do momento, ou pior, só pra me conquistar. Eu não sei se ela estava tão envolvida quanto eu.

– E você disse pra ela o que sentia por acaso? – Alice ainda acariciava meus cabelos.

– Não. Tive medo de assustá-la e fui um idiota por não dizer o que eu sentia, por não confrontá-la ao ouvi-la dizer que me amava. Eu admito, sou um completo idiota. Mas ainda sim, ela me deixou lá. Ela simplesmente mentiu pra mim e me deixou lá sozinho e totalmente no escuro. Você acha que essa é a atitude de alguém que ama outra de verdade?

– Não sei o que pensar, Edward! – ela me encara com os olhos verdes como os meus e me beija na testa. – Mas não quero vê-lo sofrendo, pelos cantos e abatido. Eu entendo que seus sentimentos por ela são profundos, Edward, e com certeza vou entender melhor do que qualquer outra pessoa nessa família porque te conheço bem e sei que com você as coisas são sempre sérias. Mas você precisa manter o foco. Pensar de cabeça fria. E tentar entrar em contato novamente com ela.

– Não sei se é uma boa ideia ficar correndo atrás dela assim feito um desesperado. Mas você tem razão. Eu tenho um monte de coisas para fazer até o natal e a vida é isso mesmo. Vou tentar me adequar a rotina novamente. Vem cá Dolly! – dei um tapinha na cama para que ela subisse e ficasse perto da gente.

– Vai dar tudo certo no fim, meu irmão, você vai ver! Seja positivo! – Alice beija minha testa novamente. Eu fecho os olhos. Acho que sem minha irmã por perto, eu não sei o que seria de mim.


Nota da autora: Pessoal, comente! Eu acho interessante ler a opinião das pessoas porque isso ajuda a saber se a história está coerente ou se as pessoas estão se sentindo perdidas ao lê-la. Eu como autora, não tenho como saber desses detalhes pois estou intimamente ligada a história. Então comentem, por favor!