Chapter 10:
E também estavam seus amigos; lhes seguia querendo, mas Sirius… Sirius não era o que James sempre havia crido que era; e, se aquela que havia mostrado para poucas horas era sua verdadeira faceta, poria fim a sua amizade, por mas que lhe doesse. Remus, por outro lado, parecia deixar arrastar-se muito por seu amado, e Peter seguia sendo o mesmo de dantes. Sempre seguindo ao primogênito dos Black, sempre louvando-se e deixando-se pisotear por ele.
Aquilo parecia ser um atira e solta, entre a influência de James e a de Sirius em seus amigos; e James sábia quem ia ganhar essa pequena batalha. Peter sempre seguiria a Black, e Remus… lhe amava, e isso podia chegar a cegar.
Seus pensamentos fúnebres dirigiram-se uma vez mais aos finos e pálidos lábios de Snape. Ou, como se permitia chamar em sua mente, Severus. Automaticamente, sorriu mostrando seus dentes brancos e perfeitamente alinhados. Sem importar-lhe nada de sua vida atual, se concentro só nas sensações que lhe produzia o simples pensamento. O repentino desejo de beija-los havia sido grande em seu momento, e, tal e como então, começou a sentir uma sensação estranha no estomago, semelhante a uma subida de adrenalina. Sentiu seu pulso acelerado, e, antes de que pudesse o assimilar, o sangue de seu corpo se encontrava reunida em seu entreperna.
Atrai-me um garoto? - o garoto empezo a assustar-se. - Mas se gosto de Lily… É de impossível… e, ademais, é Snivellus, o grasiento, o vampiro…Não pode me atrair… - lentamente, o medo se apoderou de sua mente, e, a poucos metros do retrato da Dama Gorda, giro em sentido contrário. Precisava tempo para aclarar suas ideias, para auto convencer-se de que não passava nada, para se apaixonar outra vez de Lily…
No meio do escuro corredor, a intempestivas horas da madrugada, James agachou a cabeça e cerro os olhos, em uma tentativa de acalmar-se para poder enfrentar a seus próprios amigos. Sábia que estariam despertos, esperando-lhe para seguir falando do assunto que se traiam entre mãos: Snape. Sem poder remedia-lo, sua mente voo outra vez à lembrança de seu sorriso.
Apesar de seus sentimentos revoltos e suas próprias contradições, James caminhou de volta à Sala Comunal de Gryffindor. Estava esquivando suas obrigações, e o não era um covarde que se escondia depois de desculpas para não ter que decidir. Dizendo a contrasenha, o retrato se abriu para ele, e James observo sem muito afã a habitação vazia. Rapidamente, subiu as escadas de pedra até chegar ao dormitório que compartia com os demais Marotos.
Assim que entrou, seus amigos giraram-se para olhar-lhe: Sirius, tumbado em sua cama, fixo sua mirada nele com o cenho franzido, Remus, sentado na orla de sua colchão, giro seu pescoço para observar-lhe, e Peter levantou-se do chão embaixo de seu leito.
- Olá, garotos. - sem verdadeiro interesse, James saúdo.
- Temos que falar. - a voz cortante de Sirius começou o que seria uma intensa conversa de valores.
- Sim. - a mirada do castanho ligo com a de Remus uns segundos, lhe veia dubitativo. No entanto, aquele assunto ia mais lá de sua amizade, mas a dúvida dos demais…. Haviam estado à beira de matar a um colega, e isso James não podia perdoar.
- Não deveríamos seguir golpeando a Snape. - com firmeza e segurança, o castanho expôs sua ideia ante o resto de seus amigos.
- Por que? - a voz de Sirius alçou-se, perdendo os papéis. Começava a pôr-se furioso; seus próprios amigos defendiam a um ser tão indigno como Snape e ninguém via o que ele… - Já tenho dito! Drogou a minha prima! Que espera de alguém assim?
- Não ponho em dúvida o que diz, Sirius, e se que é verdadeiro porque confio em ti, mas já lhe golpeámos durante dois anos. Acho que é momento de deixá-lo ir. - tentando não exaltar-se, a voz de James soou forçada. Estava-se contendo para não lhe gritar a verdade à cara; lhe havia prometido a Snape, não diria nada do que havia passado aquela noite na Torre de Astronomia.
- Mas te esta escutando?! Não o entende, é minha prima… - Black decidiu mudar de estratégia; vitimar-se lhe faria mais vulnerável aos olhos de seus amigos, e eles acetariam voltar aos abusos. Não obstante, James se prometia seguir firme em sua decisão.
- Pensei que odiava a sua família, Sirius… - o rapaz afundou os ombros e escondeu o rosto em suas mãos, apoiando sobre seus joelhos seus cotovelos. Desde sua posição, um sussurro afogado inundo a habitação:
- É meu sangue… não gostaria que lhe fizessem dano dessa maneira. - James suprimia uma careta de esteticismo; sábia com segurança que Sirius odiava com toda sua alma a sua família, que lhe desejava o pior por ser partidários de Voldemort. E, seguindo com Voldemort, o castanho se atreveria a pôr a mão no fogo dizendo que a "adorável" prima de Sirius era comensal. Era um segredo a vozes que os Lestrange eram partidários desse Lord, e, ao igual que seu marido, Bela se haveria unido a ele.
- Não acha que já nos vingámos suficiente? - Remus se sentou ao lado de Black, abraçando-o em seus braços, enquanto James seguia tentando rebater seus argumentos. Realmente estava-lhe pondo difícil; se Remus caia, da forma em que já o havia feito, não teria nenhum apoio.
- Não! - Sirius alçou sua mirada, até levantar-se e acercar-se a James intimidatoriamente. E o castanho começou a ver o monstro que era seu próprio amigo. - Ele não tem pago ainda suas culpas… Um vício é para toda a vida, a dor de uma vez dura quando muito em uma semana.
- Tranquiliza-te Sirius. - as palavras de Remus ressoaram na habitação, enquanto os dois melhores amigos, inseparáveis, enfrentavam-se em um duelo de miradas. Sirius queria ganhar, não pensava ceder ante James, e, este ultimo devia ganhar, por Severus, por sua própria consciência.
- Como não lhe deixe em paz, lhe direi ao diretor. Não só você, senão o de todos, eu incluído. - seu ultima carta foi posta na mesa. E ante o ilustríssimo diretor Dumbledore, nenhum dos truques baratos de Sirius servia, Black sabia bem. Com uma mirada de relampagueante ódio, o moreno disse em um sussurro:
- Odeio-te, Potter. - Não obstante, em frente a todos, não se atreviu a se deixar levar pela ira, não se atreveu a lhe golpear da mesma forma em que havia golpeado a Snape até a saciedade. E não por medo às consequências; senão pela opinião de seus amigos. Tanto James como Sirius sabiam que este ultimo a tinha em seu bolso, e ações como aquela, lhe devolveriam influência a James.
Sirius se encerrou em sua cama, correndo as cortinas com violência, e dando por finalizada a conversa. James desvio sua mirada primeiro a Peter, que se limito a ruborizar-se e imitar a Sirius sem dizer nenhuma palavra, e depois a Remus, que evitou sua vista nervoso. Esgotado, tanto física como mentalmente, escuto o sussurro de Lupin pedindo-lhe perdão, antes de fechar seus próprios dosséis. Havia perdido a seus melhores amigos, mas começava a entravar amizade com outro.
Cerrou os olhos sem mudar-se sequer a roupa, e cedo caiu em um profundo sono. Sua mente retorcida transporto-lhe até uma habitação sombria e escura. Seus olhos baixaram; encontrava-se nu e agachado em um leito desfeito, com uma pessoa baixo seu corpo. Com a mirada, explorou o corpo, dando-lhe a entender que era um varão, e, quando involuntariamente suas mãos levantaram o queixo do sujeito, uns olhos escuros lhe atravessaram com luxuria; estava beijando a Snape. Antes de poder continuar com o sonho, no entanto, se desperto com o pulso agitado e a respiração irregular, suando em frio.
Acabava de ter um sonho erótico com Snivellus. Algo em seu interior se rompeu, enquanto as palavras ressoavam distorcidas em sua mente, com a lembrança ainda recente. Muitas vezes havia tido essa classe de sonhos com Lily, mas nunca em sua vida se haveria imaginado que lhe pudessem atrair os rapazes. Olho seu relógio; era demasiado cedo e depois daquela descoberta tão impactante, James não estava seguro de seguir sorrindo a sua noiva, de poder suportar um dia de vida social. Precisava com urgência desaparecer de Hogwarts, ir a algum lugar onde ninguém lhe falasse.
Apesar do sonho que ameaçava por fechar seus olhos, o castanho se levantou sem fazer ruído, se vestiu e baixo ao Grande Comedor com má cara, sem encontrar a ninguém em seu caminho. Ao que parece, não havia muitas pessoas madrugadoras em Hogwarts. - penso o garoto com agradecimento. Depois de um ligeiro café da manhã, deambulo pelos corredores mais recônditos do castelo, buscando a solidão e o silêncio para meditar.
Seus amigos foi o primeiro assunto sobre o que cavilar. Sirius estava enfadado com o, e Peter por solidariedade também o estaria. Remus não; intentaria mediar, esforçando-se porque todo voltasse a seu ser. E James em sério queria voltar a ter todo como dantes….mas, E Severus?- o segundo assunto a tratar apareceu em sua mente. Seu sorriso lhe havia produzido sensações misteriosas que não conseguia localizar em nenhuma parte; não era ódio, não era raiva, não era vergonha, não era prazer…- Ou se?
Sacudiu a cabeça tentando apartar essas estupidas incógnitas sobre sua sexualidade. James Potter era o quebra-cabeças do colégio, junto com Sirius, e em seu momento, Malfoy, e havia estado com mais garotas das que Snape veria em sua vida; Por que então esses sonhos? Realmente começava a ser gay? Não era homofobico, nunca o havia sido, mas sempre se havia considerado a se mesmo um homem em toda regra; não um desses afeminados meninos que deixavam que lhes partissem o cu.
Ademais, Snape essa noite havia estado muito estranho; desde quando a serpente quer estar a meu lado? - Incluindo o tom de desespero em sua voz, o muito próximo a suplica que aquelas três palavras haviam soado, e seu rosto cabisbaixo, poderia dizer que Severus desejava verdadeiramente estar com o nesse momento.
E, depois daquela fantástica sorriso dirigido unicamente a James, o também desejava voltar a falar com o. Descobrir mas sobre sua vida, fazer-lhe sorrir outra vez desse modo, voltar a tocar-lhe… - Potter empezo a sentir-se agoniado; Desde quando queria estar cerca de Snivellus? Desde quando gostava de seu sorriso? Desde quando desejava saber mais sobre ele? E a pergunta mais importante: Desde quando queria beijar-lhe?
Sua companhia começava a danar, e James estava seguro de que as feridas seriam irreversíveis. Pelo momento, já haviam caído seus amigos e sua mente… Quanto tempo duraria Lily? O a queria, estava seguro de isso… Engoliu em seco e se dirigiu à biblioteca; talvez ler um livro adormecesse as perguntas em sua mente.
Caminhou até aquela sala repleta de livros; a senhora Pince saúdo-lhe com carinho, afinal de contas, James Potter era uma pessoa que conseguia se ganhar rapidamente o carinho dos de seu ao redor. Olhou a seu ao redor, não havia ninguém na biblioteca, salvo por aqueles livros e pergaminhos espalhados pela mesa mas apartada. Em seguida soube de quem tratava-se: Snape. Recordando ter recolhido o mapa do Maroto antes de ir do dormitório, se sentiu seguro de dirigir àquela mesa, e sentar em uma cadeira, esperando a seu colega enquanto tomava um livro deste ultimo.
- Olá. - James levanto a cabeça; a voz sussurrante e estranhada de sua slytherin particular fez-lhe sorrir com dificuldade. - Que faz aqui?
- Ler. - a curta resposta do gryffindor, sempre tão social e falador, estranho ainda mais a Severus. Indeciso, finalmente o slytherin perguntou:
- Esta bem?
- Se. É só que… - James olho aos olhos a Severus; ele lhe havia obrigado a contar-lhe o que lhe passava, assim que sentiu que lhe devia. Empezo a falar baixinho a respeito de seus amigos. - Enfadei-me com meus amigos.
- Oh, vá. - seu tom de voz neutro fez que James formasse um sorriso irônico em seus lábios carnosos; estava claro que o moreno fingia. Nunca lhe havia gostado as bromas que lhe fizeram, assim que sem um Maroto, não séria tão grave. - Sento-o.
- Não é nada. Ainda que acho que te seguiram golpeando, ao menos a minhas escondidas.
- Por que?
- Ameace-lhes com ir a Dumbledore se te voltavam a fazer dano. - rapidamente, um intenso rubor cobriu as bochechas do tímido e insociável slytherin; se, realmente, James Potter era bom e amável, inclusive com o. Se sentia tão bem a seu lado, tão protegido…
- Não o faça.
- O que?
- Contar ao Diretor. - James olho-lhe interrogante. - Vos jogaria do Colégio… - em seguida, o castanho ficou-se estranhado: durante anos, Snape havia lutado contra os elementos para que lhes expulsassem, e agora… Não queria? Quiçá começava a apreciar lhe, igual que James a Severus.
- Pense que era o que havia estado buscando durante o tempo todo que levamos em Hogwarts. - A serpente agacho a cabeça completamente ruborizado, não soube se de fúria ou vergonha.
- Mas… te romperia a vida que leva agora. - Sim, Severus quer-me…ainda que não se em que sentido, nem até que grau. - E, ademais, Black diria o de Bela e me jogaria a minha também. - Em um alarde slytherin, tentando explicar alguma desculpa egoísta, crível e não tão preocupada por James, solto o primeiro que veio a sua língua.
Continua…
Mas o que acontece? Esse Sirius ta me dando nos nervos, como assim querer continuar a agredir Severus? Loko!
Vejo vocês no próximo capitulo!
Ate breve!
