Notas da Autora
Aiko leva Shinsetsuko ao vilarejo de mikos e kitoumes, mas se vê em uma situação...
Capítulo 10 - Vilarejo
Após sair das terras do norte, Aiko retorna a jornada em busca do koubutsu no kage, o mineral pedido por Housenki para fabricar a joía que apagará o amor de Aiko por Oyakata, mas antes, ela irá levar Shinsetsuko para um vilarejo em que só reside Mikos e kitoumes.
Mas Aiko tem receio de se aproximar com UnAh, e não se sente bem deixando-o sozinha, portando, pretendia deixar o kitoume nos arredores da vila, mas ela também sabia o quanto ele era desastrado, e duvidava que ele chegasse inteiro. Aiko acaba por se encontrar em um dilema, não sabia o que fazer. Se deixasse UnHa sozinha, poderia vim algum kitoume ou miko, que sentindo o youki dela, acabaria por purificar a ryuuyoukai, e se não levasse Shinsetsuko,pelo menos até próximo do vilarejo, ele poderá se ferir gravemente ou morrer.
O kitoume notou o dilema da jovem hanyou, e resolve intervir:
_ Creio que terá que levar sua tomodachi UnHa, Aikosama._ ele diz calmamente e com um olhar gentil.
E Aiko medita. Sabe que ele tem razão, deixar UnHa próxima a uma área onde possivelmente tem kitoumes e mikos era um absurdo, a hanyou temia o que aconteceria com sua amiga, pois como Aiko era uma hanyou, os efeitos espirituias das mikos não deviam ser tão fortes para um ser como era, mas para a ryuuyoukai seriam devastadores, já que era era uma youkai pura.
Após refletir, ela nota não haver escolha,teria que escolta-lo, pelo menos até próximo do vilarejo, pois além de compaixão para com o kitoume, havia o fato dele te ajudado a curar UnHa, e também a salvara de ser estuprada, essa era a divída que tinha para com ele, portanto, tinha a obrigação de acompanha-lo, para Shinsetsuko conseguir chegar inteiro ou vivo, não necessariamente nessa ordem. E também decidira que se houvesse algum sinal de perigo, protegeria UnHa, nem que tivesse que fazer um massacre. Embora não estivesse certa dessa sua decisão, afinal, ela era a invasora, e estava profanando o solo da área próximo ao vilarejo deles...
Os três embrenham-se na mata densa e fechada e Aiko sente um certo desconforto, mas ela nota que UnHa sente mais, pois a dragoa baixou as cabeças e passou a andar como se o corpo imenso e pesado, estivesse ainda mais pesado do que de costume,e andava vagarosamente e que era devido ao fator de ser uma youkai, Aiko conclui.
Shinsetsuko diz murmurando, com um sorriso de felicidade indiscritivél, enquanto anda á frente de Aiko e de UnHa, cim um olhar perdido.
_ Enfim em casa, depois de tantos anos...
Para os ouvidos humanos seria impossível escutar, mas para uma ookamihanyou com aquelas orelhas, era como se ele falasse alto, e Aiko estranhou o que ele disse, e passou a olhar desconfiada para o sacerdote enquanto caminhavam lentamente devido a Unha
" Shinsetsuko havia dito que sua Hahaue tinha vindo dessa vila e de que ele nascera no antigo vilarejo destruído. Então, o kitoume já estivera aqui antes? Mas, havia entendido que não..." _ ela pensa preocupada.
Ele nota a preocupação dela, mas não entende porque. "Seria pela possibilidade de um ataque que ela poderia sofrer, aqui nessas terras? , ele pensa , "Mas, eu preciso dela para atravessar a floresta densa até o vilarejo"
_ Não se preocupe, Aikosama, esse Shinsetsuko irá protege-la._ ele disse, lançando a jovem um sorriso meigo e gentil.
" Como ele pode ser tão gentil?" _ Aiko pensou um pouco ruborizada, e baixando levemente as orelhas
UnHa os olha sem entender nada. Por precaução, Aiko retirou a focinheira das cabeças dela, para permiti-la se defender caso fosse preciso.
Após algumas horas, tendo Aiko evitado do Kitoume chocar-se contra árvores ao longo do caminho, prender o pé em algum tronco oco tombado ou toca de coelho, ou tropeçar diversas vezes, sempre nessas horas o segurando, detendo-no de provaveís acidentes, ele com certeza morreria antes de chegar ao vilarejo. Após algumas horas de caminhada por cima da relva verde, e passando por troncos e galhas com flores, eles chegam até uma depressão na mata. Shinsetsu para Aiko com o braço na frente dela. Imediatamente, em concordância mútua, ela para e se aproxima de UnHa para defende-la. Ele se volta para ela, com um sorriso triste e diz:
_ Chegou o momento do adeus, Aikosama_ ele a olha com os olhos fechados, dando um sorriso de gratidão.
_ Já? _ ela devolve o olhar sem entender, pois ele parara no meio do nada, não havia indícios de qualquer povoado ou aglomeração próxima dali _ por acaso, é por causa de algum kekkai?_ ela levanta uma de suas orelhas e tomba a cabeça levemente para o lado direito.
_ Shinsetsuko deverá partir._ uma voz entoa contidamente.
Aiko se assusta e olha de Shinsetsuko para uma miko, que os olhava calmamente. E nota que ela saíra de trás de uma frondosa e antiga árvore e que se recostou no tronco grosso e nodoso , continuando com um sorriso de satisfação. Ela tem cabelos negros e longos, presos por uma fita e olhos castanhos, porta uma katana na cintura, usa haori branca, com gi verde, e calças azuis, está usando uma meia branca com um chinelo. Seu semblante é de alguém bondosa, mas muito severa, quando tem que ser, pelo menos essa era a sensação que Aiko tinha olhando para aquela miko imponente e que devia ter em torno de 23 anos.
Ao mesmo tempo, Aiko sente outros cheiros e olha ao seu redor, e se assusta com o que vê. Seu coração bate rapidamente.
Do nada, surgem 12 pessoas entre mikos e kitomes a circundando, ela é sua tomodachi UnHa. As cabeças da dragoa olham com apreensão a sua volta e ela encosta ainda mais em Aiko, tentando encolhe-se junto a mestra, mostrando nitidamente seu medo de ser purificada, o coração de Aiko continua batendo acerelado, e está agoniada com a situação em que se encontra. Se UnHa morresse, seria culpa dela e de seu coração piedoso e bondoso, sua melhor amiga pagaria com sua vida, por seu ato negligente e suicida
Mas para estranhamento das duas, apesar das mikos e kitoumes carregarem arcos e flechas, não miraram nela nem em UnHa, ao contrário, sorriem para ela, com um estranho sorriso de gratidão.
A bela miko que aparecera antes, aproxima-se de Aiko e percebendo seu nervosismo e apreensão, diz:
_ Não se preocupe, hanyou e ryuuyoukai, nós não vamos ataca-las, afinal, vocês trouxeram o tesouro do meu clã de volta ao seu lugar._ e sorri bondosamente.
_ Co...mo ...a...ssim? _ Aiko se surpreende_ como ...assim,...tesouro?_ o imenso pavor que se apoderou dela não lhe permitia pensar rapidamente e com clareza.
_ A Tamashiinokatana. _ela diz ainda fitando-a com um sorriso nos lábios, tentando transmitir segurança a ela e a UnHa, porém a ryuuyoukai encolhe-se mais ainda ao notar a miko lhe olhando.
_ Tama...shii...no...ka...tana? _ Aiko pergunta gaguejando, está muito tensa e assustada com todas aquelas mikos e kitoumes olhando para ela e UnHa, e a miko imponente próxima delas.
_ A Tamashiinokatana é uma poderosa katana que permite ligação entre a lâmina e a alma que se pretende arrancar, claro, que ela não faz sozinha, o seu dono tem que ter o poder de realizar isso,e o único que tem é o do meu clã, o clã Asanotenuta. Nós podemos arrancar as almas, tanto de youkais como de humanos e purifica-los, deixando a alma longe do corpo ou devolvendo ao seu receptáculo de origem _ ela termina com um olhar gentil, cheio de significação para com a ookamihanyou a frente, que tenta em vão, retribuir aquele olhar, ainda está apavorada e receosa de tantos sacerdotes e sacerdotisas em torno dela e de UnHa.
_ hã..._ ela olha novamente em volta apreensiva.
_ Não se preocupe, não vamos ataca-las _ ela sorri novamente, tentando transmitir a ela e a ryuuyoukai, apavorada, segurança, um feito que não estava tendo sucesso, ela continuava nervosa e a dragoa apavorada.
Instintivamente, Aiko olha para Shinsetsuko, que começa a envolver-se em um brilho intenso, fazendo a pobre dragoa encolhe-se ainda mais proximamente a hanyou, que olha espantada.
_ Shinsetsuko! O que está acontecendo_ ela não se contém, está preocupada ao ve-lo envolto naquela luz reluzente, mas ele apenas sorri, dando aquele seu conhecido sorriso meigo e diz:
_ O maior tesouro, sou eu a Tamashiinokatana..._ Aiko fica espantada e muito surpresa com a revelação.
_ Como assim ? És uma katana?_ ela está confusa com tudo aquilo.
_ Eu fui Shinsetsuko há mais de 100 anos atrás, quando a caravana do chefe de uma aldeia, com quem viajava e que retornava ao seu vilarejo de origem, foi atacada de repente por bandidos_ ele cerra os olhos levemente_ Eu os estava escoltando, pois aquela região era famosa por youkais, minha filha, a avó dela _ e se volta para a jovem sacerdotisa, que contina com um sorriso bondoso e feição tranquila, estava por sorte no vilarejo que havia deixado, mas eu partira com a Tamashiinokatan. Nada pude fazer, eram muitos bandidos, então, em um ato desesperado, usei todos os meus poderes e retirei as almas dos atacantes, mas isso me esgotou e acabei por cair ao chão_ ele reabre os olhos amendoados.
Fiz um último pedido ao chefe, de que entregasse meu corpo, após queima-lo e minha katana ao vilarejo onde encontrava-se minha filha, e a katana iria protege-los durante o trajeto, com um kekkai poderoso, mas o chefe sorriu cinicamente e pegou a katana das minhas mãos e disse: "Vou vende-la, ela é muito bonita, e se andar com ela, não temerei youkais". Naquele instante me desolei, os outros sobreviventes, viram a cena e concordaram, dizendo em dividir o lucro da venda entre si _ ele cerra os punhos_ Irado e desgostoso, invoquei o resquício de meus poderes e usando a katana mesmo a distância, retirei a alma deles, e resolvi colocar a minha alma desgostosa na katana, para poder um dia, entregar a descendente do meu clã o que era seu de direito, mas ao lacrar-me na lâmina perdi a consciência por um longo tempo. Acabei por acordar há uns dias atrás e notei como o tempo passara e senti a existência de uma descendente do meu clã viva, mas não sei como fui parar naquela aldeia._ ele dá um leve suspiro e relava as mãos.
Estava nervoso por estar em um vilarejo humano, ainda encontrava-me com mágoas dos humanos, e seus corações fracos, mas, eis, que depois de alguns dias eles são atacados_ ele lança um olhar cansado ao céu_ Mesmo eu me encontrando apoiado em uma armação, senti a matança ocorrendo, almas partindo. Um dos saqueadores, entrou onde eu me encontrava e maravilhou-se comigo, com raiva pela maldade deles, arranquei sua alma e usei meus poderes e o poder da katana, acabando por criar esse corpo fisíco, o mesmo antes de lacrar-me e saí correndo, quando um dos bandidos me viu e se pôs a persegui-me, achando que era um humano do vilarejo que estavam saqueando_ ele retorna a olhar para a hanyou_ Conseguindo alcançar-me, avançou sobre mim com sua katana, neste instante, saltei do precipício, pois sabia que não iria morrer, afinal, não era humano, e qualquer coisa, restauraria o meu corpo, mas aí aparece Aiko_ e ele sorri docemente.
Uma hanyou com um coração bondoso e piedoso, pois li seu coração e sua alma de hanyou quando me pegastes da queda no precipício . Quando foi enfrentar os bandidos, arquitetei meu plano, precisava que alguém me levasse e que fosse rapidamente, pois queria chegar o quanto antes nesse vilarejo, onde sentia ter uma descendente, e quando li seu coração,descobri que tinha uma montaria, o que facilitaria minha viagem e decidi fazer com que tivesse mais compaixão comigo, e por isso, optei por ser distraído.
Quando usei a katana naquele gaki, Aiko pesou que iria ataca-la, e quando a vi partir, eu via meu plano escapulir por minhas mãos, eu precisava que retornasse, então invoquei o shikigami, usando meu ressentimento e amargura para criar um shikigami capaz de usar shouki_ ele cerra os olhos aborrecido.
Sinto por usar-la, Aiko e ferir sua cauda , UnHa_ virou-se para a dragoa , que se encontrava surpresa e um tanto irada, emitindo um rosnado bem audivél a todos ali presentes e para Aiko, aborrecida por ter sido usada e curvou-se em sinal de desculpa_ aí eu resolvi, em troca de sua ajuda, protege-la, assim como fiz com aqueles bandidos que tentaram lhe fazer mal. Sinto ter que engana-la, mas o que importava _ ele voltou-se para sua bisneta, com um sorriso e esta retribui na mesma intensidade_ era retornar com a Tamashiinokatana para quem pertence por direito, aos meus descendentes_ e dizendo isso, tranforma-se em uma esfera reluzente azulada e a katana presa em sua cintura se dissolve com ele e com suas últimas palavras, diz_ arigatougozaimassu pela ajuda Aikosama,arigatougozaimassu UnHa, gomennasai pela sua cauda_ e termina se transformando em uma katana imponente.
Essa katana formidavél, possuía um formato diferente, mas ela emanava um poder incrível , e que voa até sua nova dona, a bisneta de Shinsetsuko, que a recebe e a coloca gentilmente em sua cintura, desfazendo-se da antiga que carregava.
Ela chega próxima de Aiko e curva-se em gratidão. Aiko ainda encontrava-se espantada e digerindo a ídeia de que esteve com um espirito preso em uma katana. Pensando agora, " como ele conseguiu enganar -me ?. Ela olha mais atentamente o local que Shinsetsuko estivera antes e nota um pedaço de pano, e o cheiro que emanava do pedaço de roupa, era o que Aiko sentia do espírito, com certeza usara o pedaço de pano para poder ludibiar o olfato apurado dela.
_ Sayounara, Aikosama e UnHa, arigatougozaimassu _ e se curva em agradecimento uma última vez , gesto esse que todos os outros sacerdotes e sacerdotisas fizeram_ retornaremos a nossa vila_ e vira-se para embrenhar-se na mata densa e fechada, junto com os demais que se recolhem, deixando ela com a dragoa, na depressão, pensando no que ocorrera, uma lágrima caiu dos olhos da ookamihanyou, ela apegara-se a Shinsetsuko como uma espécie de irmão mais velho.
Enfim, não tinha mais nada a tratar ali e triste, saiu do local com sua amiga e montaria UnHa, mas quando mal saiu da mata densa e milenar, carregada de essência espiritual, encontrou seis soldados, enormes ogros, portando lanças e alabardas tripartidas, mais do que institivamente, ela pegou sua katana enquanto UnHa rosnava, com suas duas cabeças. O que parecia ser o líder, se prosta perante Aiko e diz:
_ Aikosama, filha de Tenkurosousama, nosso senhor deseja que honre com a promessa de casamento feita por seus ancestrais.
Aiko desespera-se." Desde quando ela fora prometida?" , ela pensa agoniada.
_ Então, queira vim conosco para as terras do Vale do Oeste._ o youkai avança devagar em direção a ela, que ainda está chocada, mas o youkai para abruptamente, quando algo se interpoem entre ele e a ookamihanyou. Era mais um grupo de seis youkais, contendo três ogros e três toriyoukais, que ficam em frente a Aiko como escudos vivos e o líder desse grupo que chegara recentemente se vira e diz:
_ Hoshiyakankibasama, seu otoushi aniue deseja que retorne as terrras do norte para explicar-lhe a situação_ e após falar com era, volta-se para o enorme ogro_ enquanto você, ogro, informe ao seu dono que Aikosama retornara as terras do norte, e que pelos costumes, não pode leva-la para as terras de seu provavél pretendente_ ele encera a questão simplesmente, e decididamente, como se explicasse que dois mais dois é igual a quatro.
O outro grupo, comandados pelo imenso ogro, se retira em resignação.
Aiko olha para o grupo a sua frente, que vira-se para ela, fitando-a , para depois se curvarem, com as palmas da mãos para baixo e a cabeça abaixada.
_ Por favor, nos acompanhe, Aikosama.
Ela decide retornar para as terras do norte, em busca de explicação sobre o que disseram. "Que história era essa de que ela era prometida?", ela pensava agoniada. Estava zangada , de mal humor e triste, devido aos últimos acontecimentos e por causa disso, disse que voltaria sozinha
Os youkais falam que teriam que retornar com ela, pois as ordens do aniue dela era para retornarem acompanhados de Aikosama, e assim decidiu-se.
Soltando um suspiro, permitiu que eles a escoltassem, pois afinal, eles eram só escravos, seguindo ordens de seu detestável aniue.
Notas Finais
Se tiverem qualquer sugestão, ou critíca estejam a vontade para comentar ^ ^v
E podem ter certeza que a relação entre Aiko e Oyakata em breve será decidida, se ela fica ou não com Oyakata, mais precisamente no episódio 12. ^ ^v
koubutsu no kage - Mineral da sombra - koubutsu ( mineral), kage (sombra).
Tamashiinokatana- espada da alma - Tamashii (alma) , no (do/da), katana (espada)
Clã Asanotenuta - canção celestial da manhã- uta (canção), ten (celestial) , no (do/da) , asa (manhã).
shouki - miasma
Kitoume - sacerdote
Miko - sacerdotiza
Toriyoukais - youkais pássaros - Tori (pássaro)
