Notas da Autora

Hanako é aceita como uma aprendiz de Ryuusou...

Nisso, distante dali, Goku continuava sozinho no planeta, tendo a companhia do pequeno robô e da nave, matando alienígenas que caíam no planeta, até que em uma das naves que chegam no planeta, ele vê...

Capítulo 10 - Goku e Raditz

- Sabia que no final você iria fazer o certo, embora tenha sido um pouco tarde.

- Então, Kouga e os outros, assim como aquelas memórias... - fala embasbacada.

- Isso mesmo. Criei memórias falsas e selei temporariamente as suas verdadeiras, além de criar aquele mundo para que fosse testada. Kouga, era o guia e Hiachi o anti-guia. Se você perceber, com exceção no final, você não teve contato com nenhum outro ser fora esses dois. A matilha foi por último, pois já havia sido testada. A interação com poucos seres permitem uma avaliação melhor e mais correta, com menos variáveis. Assim como criei memórias felizes com sua família do teste para recriar seus sentimentos pela sua mãe e pai assassinados.

- Guia e anti-guia?

- Isso. Guia, é aquele que tenta direcionar para o caminho correto. O anti-guia faz o oposto. Como você possuía o desejo de vingança em si, o teste foi baseado nisso, além de ensina-la, pois apenas mostrei as consequências da vingança que é nutrida e alimentada pelo ódio. O ódio é muito poderoso como você testemunhou e inclusive, vivenciou, sabendo agora as consequências de deixar tal ódio crescer e ditar a sua vida.

- Sim - fala tristemente - Kouga-chan morreu por causa dele.

- Pelo menos, você conseguiu se livrar dele e agora esta Hakudoshi pergunta. Deseja tanto assim se vingar, tornando-se uma obsessão cega movida pelo ódio? A raiva é compreensível até certo ponto, afinal, lhe foi tirado seus entes queridos.

- Sim. Aprendi amargamente as consequências do ódio e raiva.

A dragoa olha atentamente a jovem e sorri, pois via a sinceridade nos orbes ônix. A morte de Kouga a marcou e muito, ajudando a abrandar o seu coração, fazendo-a não permitir mais que o ódio a controlasse e de fato, o coração dela parecia ser mais leve.

- Venha, filha. Está na hora de começarmos o seu treinamento para que no futuro, possa se tornar de fato uma Ryuusou. Agora, é apenas um aprendiz. - nisso, estende a mão para a jovem, sorrindo bondosamente, enquanto que Hanako sorri e segura na dela, com ambas saindo da sala de testes.

Wakusei Daichi ( Planeta Daichi) - AGE 748

Goku tinha onze anos e terminava o treinamento em um campo próximo a nave com um dispositivo que elevava a gravidade em um raio de 30 metros.

A nave vinha também com uma enciclopédia visual narrada de artes marciais e treinamento com o pequeno recriando os golpes e o que aprendia, assim como usando pesos fornecidos por um compartimento de cápsulas. Ele não sabia que a mesma cientista que criou tudo isso para ele, se lembrara do treinamento de seu amado com Muten Roshi, pois descrevera como fora e ela tentou fazer o máximo possível para simula-lo na medida do possível.

Estava treinando com a gravidade aumentada em 80X comparada a da Terra, enquanto não parecia mais sentir o peso dos equipamentos que usava, sendo que equivalia a 60 kilos.

Sua vida consistia em treinar, caçar e voltar aos treinos após descansar, enquanto o robô preparava a sua refeição, enquanto que matava, esporadicamente, alienígenas que acabaram caindo no planeta por defeito em suas naves.

Assim se passa mais oito anos, sozinho no planeta.

Goku estava com dezenove anos e nada mudara em sua rotina nesses anos.

Ele agora estava treinando com a gravidade aumentada em 300X comparada a da Terra, o máximo da máquina, enquanto não sentia o peso dos equipamentos que usava, sendo que equivalia a 100 kilos.

Nisso, olha para o céu e vê uma nave circular entrando na atmosfera.

Ressabiado e totalmente hostil com outras formas de vida, sendo agravado graças a solidão, além de amargas experiências, caminha até a sua nave e faz o robô entrar enquanto a transforma em uma cápsula, pois havia pousado outras naves perdidas nesses anos e uma vez, quase que a nave e seu robô foram destruídos.

Claro, que matou todos, enquanto sentia sua raiva e ódio permanecerem iguais a antes.

Por isso, quando algo estranho acontecia, a transformava em cápsula e a escondia em uma fresta na raiz de uma árvore próxima dali.

Então, caminha cuidadosamente até o local da queda da nave, ocultando o seu ki, pois aprendera através da nave, tendo já assistido toda a enciclopédia sobre artes marciais e técnicas dos terráqueos, sentindo-se estranho conforme assistia, como se já tivesse presenciado isso, embora não se lembrasse aonde.

Nisso, mais naves circulares chegam e ele vê que pousam próximas desta, todas abrindo uma cratera no chão, observando que ao todo, sete seres saíam da cratera, algumas com formas mais humanoides que outras, trajando uma espécie de armadura e algo no rosto, enquanto que uma era praticamente um humano com algo envolvido em sua cintura, que não conseguia distinguir o que era.

Então, trajando apenas uma espécie de tanga de pele, parte para cima dos primeiros seis que são surpreendidos e totalmente abatidos sem qualquer reação, fazendo o sétimo olhar para ele com os olhos arregalados, murmurando em um misto de surpresa e descrença:

- Kakarotto?!

Porém, um forte soco derruba o homem que caí com intrépido no chão, acabando por fazer sua cauda sair da cintura, enquanto arfava.

Goku se preparava para mais um golpe, quando fica paralisado ao ver a cauda, observando que é igual a sua e o outro saiya-jin aproveita para dar um soco com toda s sua força nele, em seu tórax, sentindo que batia em uma parede de aço, com este não sentindo nada para horror dele:

- Você é Kakarotto? Mas, foi enviado para um planeta longe daqui... O que faz aqui? - pergunta erguendo-se com dificuldade - Como conseguiu esse poder?

Goku desce e pergunta, ainda ressabiado e em posição defensiva, se segurando para não matar o homem a sua frente como sempre fazia com quem pisava naquele planeta, pois, somente o deixara vivo por causa da cauda que ele exibia, sendo igual a dele:

- Quem é você? Por que tem a mesma cauda que a minha?

- Você não se lembra da sua missão? O que você é? - nisso, se arrasta, sentando-se ainda com dificuldade.

- Que missão? Como assim o que eu sou?

Mesmo confuso, ainda está em posição defensiva, observando os movimentos do outro como um caçador analisando a presa, ainda decidindo se iria mata-lo ou não, se segurando para não dar mais um golpe no estranho e erradicar a sua existência, pois, queria ver mais sangue.

A alegria que sentiu ao matar os outros, havia se extinguido e queria ainda mais. Destroçar o ser a sua frente lhe traria grande felicidade e sentia isso, tornando-se difícil se controlar.