Nota da personagem: Cap 10 antigo deletado pq eu n gostei dele.


POV do Júnior

O amor é lindo?

Que coisa mais patética de se dizer... Não acredito que eu disse isso. A garota me deu o fora que vai ser a fofoca do ano, em Forks e eu ainda venho com esse "o amor é lindo". Que coisa mais gay. Eu seria motivo de chacota do tio Emmet até o fim dos tempos se ele soubesse que eu disse isso... Minha mãe ia me olhar com ternura e dizer para eu não ligar pras coisas que o tio Emmet diz, ia falar que eu sou igualzinho ao meu pai.

Eca... Por que todo mundo acha que eu sou só outra versão do meu pai? Fala sério, eu só sou parecido com ele fisicamente mesmo... Não ia agüentar ficar um dia inteiro olhando e tratando alguma mulher do jeito que ele olha e trata a minha mãe. É tão...

Meloso.

Meu pai ia com certeza dizer "O amor é lindo", mas com ele falando não ia parecer uma frase que um bêbado qualquer falou em seus devaneios. Meu pai faria parecer que essas simples quatro palavras fossem uma fala épica ou algo do tipo. Arg... Meu pai é tão...

Perfeito.

- Pois é, né? E às vezes é tão... Excessivamente bom. - ela respondeu me olhando brevemente e voltando a olhar a melação da impressão que conseguiu atingir até mesmo, a rainha do gelo Leah. Levantei uma sobrancelha enquanto me apoiava no carro ao lado dela.

- Como assim excessivamente bom? - perguntei sem entender olhando-a de perfil. Meu deus como alguém pode ser tão linda? Cada traço do corpo dela parecia ter sido esculpido por deuses. O nariz fino levemente arrebitado, os olhos que sempre mudam de cor, mas sustentam um brilho platinado, a boca rosada tão beijavel e o corpo repleto de curvas delicadas que qualquer garota se mataria para ter.

- Ah. É que às vezes fica meio meloso. Ou muito meloso. É muito amor. Chega a dar enjôo. - Anna respondeu me olhando com os olhos tão verdes que podia facilmente se camuflar na floresta que cerca Forks.

- Nossa, - falei arregalando os olhos. - Acho que você é a única garota que pode achar amor uma coisa "excessivamente boa". - fiz aspas no ar e logo depois dei um sorriso amarelo.

- E você já perguntou para alguma garota se achava que o amor era algo "excessivamente bom"? - ela rebateu sorrindo também.

- Não...

- Então, sua teoria de que todas as garotas sonham em ter relacionamentos com caras perfeitos que vai tratá-la como uma donzela de porcelana incapaz de fazer qualquer coisa sem a ajuda deles, não tem nenhum tipo de prova, mas ainda assim você acredita nisso? - ela perguntou me fazendo arquear uma sobrancelha de novo e sorrir torto. Tentei lembrar-me se eu tinha realmente falado essa teoria machista louca, mas não consegui me lembrar de ter falado nada daquilo.

- E a sua teoria de que eu tenho essa teoria machista é baseada no fato de eu apenas ter dito que mulheres adoram relacionamentos perfeitos? - rebati estendendo o sorriso. Acho que nunca vou entender a Anna... Ela deu um riso sem-graça pra mim. E voltou a olhar o primo conversar com Leah que pela primeira vez na minha vida eu pude ver que estava sorrindo. Fiquei olhando espantado o primeiro sorriso que Leah já deu nos últimos 17 anos.

- Já sei. Vamos perguntar para aquelas garotas ali... - ela falou apontando um grupo de três garotas que conversavam a uns dois carros de distancia de nós. - Se a maioria concordar que amor pode se tornar uma coisa excessivamente boa, você fica me devendo 10 pratas e se elas concordarem com você, eu fico te devendo 10 pratas. Fechado? - ela me perguntou com um sorriso maroto nos lábios. De repente eu esqueci como se falava, onde ficavam minhas cordas vocais e por um momento pude jurar que um mais um não era dois. Ela aceitou meu silencio como um sim e foi em direção as garotas me puxando pela mão.

- Hey. - ela falou simpática fazendo as desconhecidas a olharem. Duas das garotas eram gêmeas com certeza, ambas tinham pele bronzeada, altas e magras com o cabelo igualmente castanho, seriam facilmente confundidas com Quileutes. A outra garota era para minha surpresa era Katarine Evans que emagreceu pelo menos 10 kg e ainda a pouco estava armando o maior barraco com os 'gorilas' atletas.

As três garotas ficaram olhando Anna que agora estava de costas para mim e parou de falar repentinamente. Alguns segundos constrangedores de silencio me fez olhar a cabeleira morena da Nichols com uma sobrancelha erguida.

- Junior, - ela falou sem se virar para me olhar. - eu quero que você pegue sua irmã e os metamorfos e vá para sua casa o mais rápido o possível. Fala pra sua família que 'eles' estão em Forks. - ela ordenou firme sem se dar ao trabalho de me olhar. Eu não entendi, mas algo me dizia que era pra eu fazer o que ela estava mandando.

- Esperamos-te em sua casa, Nichols. E trate de trajar-se de maneira respeitosa. - Uma das gêmeas estranhas falou para Anna. - Não traga convidados indesejáveis. - ela completou olhando significativamente para mim. Senti um frio na espinha com a frieza daqueles olhos negros.

- E pense em seus primos Nichols, antes de planejar uma fuga. - a outra gêmea falou e logo as duas irmãs se viraram para entrar no Chevrolet antigo.

- Olha, Nichols, eu... - Katarine começou a falar em um tom de desculpas, mas soltou um suspiro as palavras morreram em sua boca.

- A culpa não é sua Evans. Não é a sua família nem você que me querem morta. - Anna falou. E logo fui tomado pela concepção da realidade. Aquelas garotas eram bruxas, as gêmeas eram parte dos Volturi dos bruxos que queriam matar Anna assim como os Volturi queriam matar a mim e a minha irmã anos antes.

Katarine Evans lançou um olhar de desculpas misturado com pena à Anna e depois se virou para entrar no mesmo carro que as gêmeas.

Anna se virou para mim. Ela nunca se pareceu tanto com uma vampira quanto agora. Seus olhos agora estavam negros como ébanos, seu olhar era firme, decidido e frio. Parecia desprovida de qualquer sentimento. Ergueu o queixo de forma esnobe que a deixavam com um ar de nobreza que fez eu me sentir o maior dos mortais frágeis e insignificantes do mundo.

- Cullen, faça o que eu mandei, agora. - ela falou autoritária transmitindo uma aura de superioridade inatingível.

A pesar de cada misera célula do meu corpo eternamente meio-morto implorar para que eu permanecesse ao seu lado para protegê-la de todo e qualquer bruxo, vampiro, humano ou lobisomem que quisesse fazer mal a ela, minhas pernas pareceram ganhar vida própria e ir em direção ao grupo de lobisomens com os quais Nessie conversava. Daniel, já havia tomado uma posse de superioridade igual a da prima, mas continuava ao lado de Leah.


N.A: Cap supercurto. Agora dividi a Raffa em duas 'Raffa' e 'Ela' juntando é Raffaela. XD

Até a próxima.