Amor & Cerveja Amanteigada

Inspirado em Amor & Cuba Libre de Álvaro Cardoso Gomes.

Capítulo nove.

Gina. Pansy. Gina. Pansy. Gina. Pansy.

Ele estava no mesmo lugar em que sempre ficava ultimamente. Aquilo já estava me irritando profundamente. Não existia só uma garota no mundo, e mais, quem era o louco de querer apenas uma garota para si? Aquilo já estava se tornando freqüente entre meus amigos... Primeiro Potter, depois Zabini... só me falta o Weasley querer se encoleirar com a Granger Taturana. Eu que não queria me encoleirar numa garota muito cedo não. Claro que queria me casar, mas eu ainda tinha dezesseis anos! Fala sério...Para que uma garota perguntando toda hora onde vou e quando volto? Não tem sentido nisso. Já me bastava a Pansy Chicletinha no meu pé por causa de uma noite apenas... Eu estava comendo o pão que Voldemort havia amassado. Só podia...

Resolvi ir procurar meu amigo porque ele realmente estava precisando de mim. O Potter tinha que sair daquela. Entrei na Sala Precisa e lá estava ele olhando para o nada com uma foto da Cho nas mãos. Eu não estava agüentando mais aquilo. Simplesmente não dava para ver Harry Potter, o Garoto-que-sobreviveu daquele jeito patético em que ele se encontrava.

- Chega disso, Quatrolho. - falei, sem rodeios.

Ele continuou parado no mesmo lugar sem nem se dar ao trabalho de olhar para mim.

- CHEGA! - berrei, dessa vez. - Você fica aí parado com uma cara de retardado sonhando que um dia a Cho Vassourada vai olhar para você. Mas, que merda, cara..! Como você quer que aquela garota olhe pra você se você vive enfurnado nessa sala e não faz nada de nada pra quê acontece alguma coisa? Cai na real, meu..! Tu tem que fazer alguma coisa...

Harry me olhou com cara de espanto. Sim, eu havia estourado, mas era preciso.

- Obrigada, Cobra. - murmurou ele, ainda chocado. - Acho que era isso mesmo que eu precisava ouvir...

E levantou indo em direção a porta. Respirei aliviado, talvez eu tivesse tido uma idéia que prestasse, afinal. Andamos pelos corredores e enfim, chegamos ao Salão Principal onde alguns alunos conversavam e faziam suas lições ( os mais CDFs, é claro. ). Mal íamos achar um lugar para sentar ( Harry ainda estava meio fora de si e andando sem rumo comigo ao seu encalço) e percebemos que no canto da Lufa - Lufa havia um aglomerado de alunos em volta de alguma coisa. Ou melhor, de um certo casal...

Cedrico e Cho conversando. Melhor dizendo, brigando.

- Porque você nunca entende nada, Cedrico..! - esbravejou a japonesinha completament indignada.

- O que você quer dizer com isso, garota?

- Você não liga a mínima pros meus sentimentos e muito menos pro que eu penso... Estou cansada de você..! Cansada, ouviu?

Todos olhavam a cena abismados. Diggory e Chang eram o exemplo de casal perfeito. Todas as garotinhas do primeiro e segundo ano suspiravam quando eles passavam e as mais velhas tinham inveja de Chang. O que, por Merlin, havia acontecido com aqueles dois? Eu pouco me importava, só queria ver no que aquilo ia dar...

- Para de fazer cena, Cho... Vamos sair daqui... - disse ele, em um tom mais baixo, pegando-a pelo braço.

- ME LARGA..! - dava de perceber que aquela garota curtia um belo de um barraco.

- Cho...

- ME LARGAAAAA..!

Todos seguraram a respiração. Meus olhos iam de um para outro como num jogo de Quadribol.

- Você ouviu ela.

Todos voltaram seus olhos para de onde vinha a voz. E quando eu finalmente me dei conta, a voz vinha de alguém ao meu lado. A voz vinha de ninguém mais, ninguém menos que Potter.

- O que você disse, Potter? - perguntou Diggory, largando a garota e se aproximando perigosamente de meu amigo.

- Você ouviu. - disse ele, tentando parecer mais seguro do que realmente estava. - Ela disse que quer que você a solte.

- Esquece. - bufou ele, apanhando suas coisas em cima da mesa. - Não vale à pena brigar por perdedores, muito menos brigar por garotas escandalosas como você, Chang. Quando se acalmar, venha falar comigo. - disse ele, calmamente, se afastando com sua turma.

Eu tinha de admitir que nessa momento o admirei. Calmo e centrado quando na verdade deveria estar longe de se sentir assim. Diggory era o típico popular com a cabeça no lugar. Não queria fazer ceninhas e despencar com seu status de bom garoto entre os professores e principalmente, as garotas. Um barraco podia ser legal na hora, mas depois todos comentavam coisas muito ruins sobre ele. Sábia decisão, se querem saber minha opinião.

Vi Potter ao meu lado respirando fundo. Tentando se acalmar e perceber o que havia feito.

- Potter.

- Chang. - rebateu ele, tentando parecer confiante.

- Eu sei muito bem me defender sozinha. - murmurou ela, entredentes. - No entanto, obrigada por me livrar de cometer uma burrice. - e sem nem esperar pela resposta, saiu pelo mesmo caminho de Diggory havia saído com uma fileira de garotas atrás.

- Dá para acreditar na audácia dela? - perguntou uma garota atrás de nós.

- Como? - murmurou Potter, mais atordoado do que já estava.

- Você vai lá e ajuda a garota e ela ainda te trata assim. Uma ridícula, na minha opinião.

Potter e eu nos entreolhamos, completamente perdidos. De onde havia surgido aquela garota loira?

- Luna Lovegood, sexto ano da Corvinal. - sorriu ela, sem graça pela falta de modos.

- Harry Potter..

- Eu sei quem você é. - sorriu ela, cortando-o. - E você também. - disse, olhando para mim.

- Você gosta dela? - perguntou Lovegood, sem rodeios.

- Eu... ãhn... - eu não sabia que Potter não sabia articular mais do que duas palavras juntas.

- Percebi que sim. - rebateu ela, séria. - Na minha opinião, você precisa de sérios conselhos sobre como conquistar uma garota.

- É, eu acho que você tem razão. - disse eu, me intrometendo na conversa. - Acontece que meu amiguinho aqui vira outra pessoa quando está perto dela, e devo dizer, que é um lado completamente panaca dele.

- Percebi isso também. - disse ela, ainda séria.

Potter ficou vermelho de vergonha, enquanto eu e Lovegood trocávamos olhares cúmplices.

- Eu posso ajudá-lo. - disse ela, sem mais nem menos.

- Como? - perguntou Potter, engasgando sei lá com o quê.

- Eu posso, sim. Eu escrevo conselhos amorosos na revista Pasquim, meu pai é o dono.

- Eu acho que é uma boa, Quatrolho. - disse eu, dando leves tapinhas nas costas dele. - Bom, eu tenho que ir, mas... Lovegood, ajuda ele, por favor.

- Claro. - sorriu ela.

- Tchau pra vocês... - murmurei seguindo meu caminho.

Sim, eu havia deixado meu amigo nas mãos de uma desconhecida. Mas, ela tinha experiência profissional e antes ela do que eu para dar conselhos amorosos para Potter.

Caminhei mais uma vez pelos corredores até o jardim. Ainda eram duas horas da tarde eu já estava ficando entediado. Sentei em um dos bancos e fiquei observando as pessoas. Ultimamente eu estava fazendo muito disso. Ficar apenas a observar as pessoas. Então algo me chamou a atenção. Vozes bem perto de mim. Vozes conhecidas. Zabini e Donavan, a loirinha. Eles riam e conversavam alegremente. Resolvi lançar um feitiço aproximador de som. N/A: Não sei de onde tirei isso, mas tudo bem... Era jogo sujo, mas eu precisava saber se Zabini estava se dando bem, afinal, ele era meio desajeitado com as garotas.

- Você já sentiu como se conhecesse uma pessoa por pouco tempo mas parecesse como se conhecesse há muito mais? - perguntou Donavan, olhando-o fixamente nos olhos.

- Nunca. - murmurou ele, aproximando-se mais dela e juntando as mãos pequenas em suas grandes. - Até agora. Donavan sorriu meigamente. Aquela garota tinha um jeitinho todo especial e frágil que combinava extremamente com o jeito grandão e superprotetor de Zabini.

- Eu também. - murmurou ela, tímida. - Eu me sinto segura com você, Blaise.

- Eu gosto de te proteger.

A loirinha sorriu mais uma vez. Ambos se entreolharam e baixaram o olhar novamente, vermelhos. Permaneceram em silêncio olhando para as mãos entrelaçadas, sem saber muito o que dizer.

- Sabe... - começou ele, incerto. - Eu quero mais do que apenas te proteger, Lucy.

- O que você quer dizer? - perguntou ela, tremendo.

- Eu quero dizer que quero que você namore comigo.

E então assim mesmo, sem mais, nem menos, se beijaram. Um beijo tímido de quem recém está se conhecendo. Beijo de quem ama mais tem medo. Dava para perceber que eles realmente estavam se gostando. Era um beijo carinhoso e completamente apaixonado. O beijo aprofundou-se mais e mais e vi quando Zabini estreitou-a em seus braços fortes e abraçou-a forte. Ele estava feliz. Me senti feliz por ele. Também senti uma dor no peito. Porque eu não sentia aquilo? Não que eu quisesse sentir, mas... porque eu não sentia?

Suspirei fundo. Bagunçando meus cabelos, com a cabeça entre as pernas, tentando pensar em outra coisa. A imagem de Gina veio em minha cabeça. O sorriso dela, os olhos amendoados dela, a boca tomando forma em um sorriso suave. Sorri comigo mesmo sentindo meu estômago se contorcer. Era uma sensação nova, mas que estava se tornando habitual. O que era aquilo? Eu não entendia.

Arranquei a grama verde e molhada no chão e fiquei brincando com ela nas mãos, enquando me acomodava melhor no banco onde eu estava sentado. Escutei uma risada conhecida. Uma risada que me fazia sentir um bem estar dentro de mim, mas não quando era outro alguém que fazia dona da risada rir. Olhei para os lados e então meus olhos encontraram os de Gina, que sorriu para mim. Eu sorri de volta, buscando forças muito dentro de mim. Ela estava sentada na beira do lago abraçada com Finnigan. Os dois pareciam felizes e apaixonados. Uma vontade tentadora de usar o mesmo feitiço que havia usado minutos antes se apossou de mim, mas preferi não. Não entendi o porquê, apenas não consegui. Desviei o olhar e voltei minha atenção para o mato em minhas mãos.

A risada tomou conta de minha mente. Não conseguia pensar em outra coisa. Não queria pensar em outra coisa. Eu não entendia o que estava acontecendo comigo e sentia minha cabeça rodar. Eu parecia uma espécie de masoquista que queria olhar para de onde vinha a risada, mas quando olhava me doía forte o peito. Que merda estava acontecendo comigo? Eu queria entender, mas não conseguia. Aquilo estava me deixando completamente louco.

- Sozinho, Malfoy? - era Pansy novamente infernizando minha vida.

- Porque você sempre aparece nos momentos mais inconvenientes, Parkinson? - bufei, frustrado.

- Porque você é sempre tão mal educado comigo, Malfoy? - rebateu ela, estreitando os olhos e sentando-se ao lado dele.

- Porque você não larga do meu pé, Parkinson? - perguntei eu, completament irritado, mexendo furiosamente nos cabelos.

- Porque você não me deixa ficar aqui, Malfoy? - perguntou ela, mais docemente.

- Você é mesmo uma tonta, Pansy. - murmurei, cansado.

Cansado de ver os outros dando certo com outros. Cansado da Pansy no meu pé. Cansado de não entender nada. Cansado de as vezes entender até de mais. Cansado. Cansado. Cansado. Meus olhos encontraram novamente os de Gina que olharam para mim como uma interrogação. Sim, Pansy estava sentada ao meu lado. Finnigan passou um dos braços ao redor da cintura de Gina. Ela sorriu para ele.

ELA SORRIU PARA ELE!

- Eu, senhor Malfoy? - Pansy saltou do banco de um salto. - Sou? Será que eu é que sou tonta? Ou o tonto aqui é você?

Agora ela estava perto de mim. Seu rosto estava quase colado no meu e suas maças do rosto estavam vemelhas de raiva.

Fechei os olhos por um segundo. O tempo de a raiva e a agitação me subirem até a cabeça e a mão, ao mesmo tempo. Não pensei, foi um gesto completamente automático, agarrei o pulso de Pansy e apertei, apertei com força.

- Por quê? O que você quer que eu faça, hein? Porque você fica me... provocando o tempo todo? O que você quer de mim? O que você quer...

Eu apenas torcia o pulso de Pansy; via os lindos traços de seu rosto formar uma careta de dor e aquela mistura de sentimentos dentro de mim - " a Gina é linda " " a Pansy me excita " " a Gina gosta de outro " " a Pansy se oferece " " a Gina é só uma amiga " " eu odeio a Pansy " " a Gina é só uma amiga " " a Pansy é bonita " " a Pansy me provoca " " a Gina é só uma amiga". Pansy. Gina. Pansy. Gina. Pansy. Gina. E tudo isso, tudo explodiu num movimento só, levantei de um salto e apertei o corpo de Pansy contra o meu e dei um beijo em sua boca gelada do vento frio que nos cercava. O beijo, no começo, de ódio. Eu só sentia o frio dos lábios dela contra o frio dos meus. Pude perceber os olhos de Gina em cima de nós. Aumentei a pressão dos dentes sobre os lábios fechados de Pansy, que de leve moveu a boca e abriu os ládios para mim. Eu estava desesperado, confuso, excitado. Meu corpo parecia estar grudado no dela, suando junto com o corpo dela, se apertando cada vez mais ao corpo dela. E tudo o que conseguia pensar era no que, por Merlin, eu estava fazendo e já não entendia mais nada.

Tonto, sentindo as gotas de suor na minha testa e a saliva de Pansy ardendo na minha boca, me afastei subitamente dela. Percebi a expressão de surpresa nos olhos dela e vi o quanto ela era humana tanto quando eu que no fundo ela podia não ser tão chata quato parecia. No fundo ela era apenas uma garota e tinham os olhos tão grandes e vazios quanto os meus. Nada tinha lógica e nós sabíamos disso.

Mas, eu só sentia os olhos de Gina sobre mim e eu queria arrancar do peito aquela dor e aquela sensação de vazio que estava dentro de mim. Eu já não conseguia mais. Eu sentia os olhos dela sobre mim, eu sentia mas não tinha coragem de olhar de volta. Meus olhos estavam grudados nos de Pansy. Estavam porque eu sabia que se tirasse meus olhos dali eu nunca mais conseguiria mais deixar de olhar para onde eu queria e...

- Você... - Pansy passou a mão pelos lábios. Vi em seu pulso a marca avermelhada dos meus dedos. Reparei nisso tudo sentido o coração e a cabeça dando voltas e voltas.

- Eu desprezo você, entendeu? EU TE DESPREZO, DRACO MALFOY! - agora eu sabia que não só os olhos de Gina, mas como os de todos presentes no jardim estavam sobre nós. Mas nada me importava, nada mais me importava.

- Eu... eu... - eu parecia Potter porque não conseguia juntar nenhuma frase com outra.

Suspirei fundo, passei as mãos mais uma vez nervosamente pelo cabelo. Um gesto furioso e desesperado. Confuso e dolorido. Eu me sentia confuso e dolorido por dentro.

Gina. Porque ela tinha de estar ali? Porque ela tinha de estar com Finnigan? Porque eu tinha de sentir aquilo? O que, então, eu estava sentindo? Que leveza era aquela quando eu conseguia fazê-la rir?

Pansy. O que Pansy queria de mim? O que eu sentia quando estava perto dela? Que desejo louco era aquele dentro de mim? Porque eu queria apertá-la e beijá-la?

- Pansy, Pansy, eu... porque você me provoca, tanto? Eu não sou de ferro. Eu sou um homem, porra.

- Será que até agora você não entendeu, Draco? - murmurou ela, triste. - Será que até agora você não entendeu?

- O que é? - perguntei, exasperado. - Me fala o que é.

- Eu gosto de você, Draco. Eu gosto, é isso.

Meu mundo rodopiou mais uma vez. O que eu iria fazer agora? Porque eu havia beijado ela? Porque Finnigan havia abraçado Gina?

Eu ainda sentia os olhos de Gina em mim e isso queimava. Machucada, doía. E o que mais doía é eu não saber o que fazer. Uma vontade louca de olhar para Gina e esclarecer tudo, outra de abraçar a Pansy e fazer ela parar de sofrer. Tirar aquele vazio dos olhos dela. O que estava acontecendo comigo?

- Vai ao baile comigo, Pansy. - eu já não era mais o mesmo Draco Malfoy de antes. Como tudo havia mudado tão de repente?

- Não era nisso que você estava pensando quando me beijou. - murmurou ela e eu percebi que ela entendia tudo. Pansy era inteligente e sabia a quem meus pensamentos pertenciam. - Não era.

- Eu sei. - sorri, fraco. - Mas é o que eu estou pensando agora.

Gina. Gina. Gina.

Pansy. Pansy. Pansy.

Onde é que eu estava me metendo?

Desculpe pela demora, meninas! Mas, é que eu estou com muuuita coisa para fazer e as vezes esqueço de postar... xP Bom, aí está mais um cap. E calma gente, daqui há pouco aparece DG! xD

Bom, algumas coisinhas.. Só tenho mais um cap pronto depois desse.. travei no onze. Então, eu peço um pouco de paciência, ok? Porque assim que der eu crio um cap ultra mega power para vocês...! ;D

E a partir do onze já vai haver mais action entre os dois, eu PROMETO!

Não me matem porque senão vcs não vão ver o final da história... muahaha risada maléfica

miaka: isso mesmo, acho que tu precisa ajudar o Draco descobrir, porque ele tá meio lerdo. eueehuiheuhieh E sim, Draco adora espionar os amigos.. huehieuheiuh

LolitaMalfoy: que bom q vc gostou! é, acho que no onze já começa a rolar alguma coisa... xD

Kyra: simmmm! está começando a ficar estranho.. ou diríamos apaixonado? eheuheiuehei vem cá, vc é portuguesa? xD

Beca Malfoy: tadinha da Pansy.. não gosto dela com o Draco, mas tadinha.. ela não tem culpa de ficar sempre sobrando! ahuahiauhaiuahai E fica tranquila ela em si não vai atrapalhar, mas o que ela representa, vai. ehueheihuie espere e verá. xD

obrigada pelas reviews meninas! adooooro vcs!

um grande beijo..!