Capitulo IX

Kagome

Minha mão livre se atrapalhou com as chaves no bolso. Os dedos da outra mão ainda dentro de mim. Isso foi muito além da minha maior fantasia, e nós ainda nem entramos.

Ele me carregou pela porta e a fechou com um chute. Ele estava se movendo muito rápido e eu me perdi. Deu alguns passos para dentro e me jogou no sofá da sala. Eu bati nas almofadas e fiquei ali. Olhando para ele.

Ele lentamente se moveu sem tirar os olhos de mim. Trancou a porta atrás dele.

Tomou a mão que estava dentro de mim e colocou os dois dedos profundamente em sua boca. Ele lentamente puxou-os.

—Você tem um gosto tão delicioso, assim como eu imaginava.

Meu Deus. Ele já tinha fantasiado sobre me saborear. E agora o resto de suas fantasias estava prestes a ganhar vida, em tempo real. Eu não podia esperar.

Ele ficou lá ainda olhando para mim. Eu estava jogada no sofá. Com um orgasmo, e querendo mais uns cem.

Ele se inclinou e pegou sua camisa, puxando-a por sobre a cabeça. Quando a camisa saiu, ele ainda estava olhando para mim.

Mas meus olhos desceram. Foram para o V perfeito em seu abdômen, mostrando o espécime impecável de homem que ele era.

E ele estava bem na minha frente. Pronto para mim. Lambendo os dedos com o meu gozo. Ele estava duro, gostoso e com tesão... e tudo por minha causa.

Ele era mais do que um homem poderoso. Física e mentalmente. Mas o poder que eu senti, sabendo que eu estava transformando-o em uma besta selvagem, me fez sentir muito mais poderosa. A maneira como ele perdeu o controle, só por mim. A maneira que a visão do meu corpo deixou seu pau duro, minha boceta pronta para abraçar a sua ereção e seguir suas ordens.

—Este é o momento que eu estava esperando. —Ele disse. —Pensei sobre este momento milhares de vezes. Me masturbei furiosamente, pensando em você, bem assim, diante de mim, mais vezes do que me lembro. E era sempre bom, mas nunca poderia se comparar a isso. A realidade. Você, aqui na minha frente. Pronta e esperando no sofá. Pronta para eu levá-la. Tomá-la, fazê-la minha, tê-la, devorá-la, possuí-la. Fazer você perceber, que nunca soube o que esteve perdendo e saber como as coisas serão de agora em diante.

Suas palavras foram me empurrando para a beira de gozar novamente. Era como uma obra de arte. Seu corpo era uma obra-prima aos meus olhos e suas palavras eram música para os meus ouvidos. Seu cheiro era inebriante. Eu podia sentir o cheiro do outro lado da sala. Tudo o que restava era prová-lo novamente. Tocá-lo novamente.

—Eu quero você. —Eu disse.

—E você vai me ter, mas primeiro vou aproveitar este momento. Imprimilo em minha mente para sempre. —Ele fechou os olhos e abaixou a cabeça para frente. Então ele inalou profundamente pela boca. Sua cabeça se ergueu. Em seguida, abaixou novamente. Seus olhos se abriram dessa vez. Eu estava abaixo dele, mas sua cabeça estava inclinada, fazendo com que ele tivesse que olhar para mim.

Eu já tinha visto esse olhar antes, mas nunca em humanos. Era tão claro, tão animalesco. Era puro Animal Planet . Ele era um lobo e eu era seu alvo. O lobo olhando para a sua refeição, pouco antes de pular para o ataque. Para a destruição.

Deus, eu queria que ele me destruísse. Que me jogasse, virasse, espancasse, estapeasse. O suspense estava me matando. Eu já sabia que estaria usando camisa de gola alta por semanas, apenas pela maneira como ele olhava para mim. Como eu ficaria cheia de chupões, e quanto eu adoraria cada segundo disso.

Mas ele não era o único animal. Minha boceta estava louca por ele. Clamava para ele vir. E comer. Para afundar a cabeça entre as pernas e mostrarme o prazer, que eu nunca soube ser possível.

—Toque-se. Agora.

Deslizei minhas mãos entre as minhas pernas e esfreguei minha calça, sobre a minha boceta.

—Com as mãos dentro da calça.

Minha mão disparou para cima e para baixo. Meus dedos rapidamente de volta para o meu clitóris inchado. Meu corpo tremia com ansiedade.

Ele assistia. Chutando suas botas, desfazendo o cinto e tirando sua calça, mas sem tirar os olhos de mim. Ele ficou ali de cueca boxer, segurando o cinto de couro. Que estava meio pendurado em direção ao chão.

Seus ombros eram tão largos. Tão amplos. Tão maciços. Ele era um deus grego. Uma escultura. Me esfreguei mais rápido e mais forte.

—Chega. Você está pronta para ser possuída?

—Estou pronta. —Gemi.

—Então é aqui que eu entro em ação, porra. —Ele disse. E deu dois passos e mergulhou no sofá.