Disclaimer: Essa história pertence a I'heure bleue, que autorizou eu e a LeiliPattz a traduzir, e os personagens pertencem a Stephenie Meyer.

This history belongs to I'heure bleue, who allowed me and LeiliPattz to translate, and the characters belongs to Stephenie Meyer.


Tradutora: Zahzuda

Sexta-feira, 15 de fevereiro – 19:12h

POV Edward

Ela estava tremendo ao meu lado, completamente terrificada. Eu queria mais do que tudo que ela acreditasse em minhas palavras, ou que eu pudesse apagar seus medos. Mas eu sabia que a única maneira de ela aceitar o fato de que minha família nunca a odiaria era levá-la para conhecê-los.

Alice vibrou na sala e então eu podia ver que ela estava prestes a se lançar em Bella. Dei um olhar de advertência, e ela sorriu, acenando.

"Olá!" ela disse alegremente, e eu pude sentir Bella endurecer ao meu lado. Seus olhos brilhantes estavam arregalados de medo. Segurei sua mão com mais força.

"O-olá," ela sussurrou, e eu puxei Bella para mais dentro da casa. Fechei a porta atrás de nós, tirei meu casaco, o pendurando antes de ajudar Bella com o dela. Enquanto eu fazia isso, minha família começou a se reunir na sala. Sorri para eles, e então agarrei a mão de Bella novamente.

"Mãe, Emmett, Alice ... essa é Bella. Bella, essa é minha família."

"Ah, é tão bom conhecer você, Bella," minha mãe disse, e eu podia dizer que suas palavras eram genuínas. Muitas mães ficariam bravas com a garota que tem mantido seus filhos até depois da meia-noite na rua, mas não minha, mãe. Eu sorri, e Bella e eu caminhamos para frente.

"Olá, senhora," Bella cumprimentou timidamente, sorrindo um pouco e se pressionando mais perto de mim. "É bom conhecê-la também."

Minha mãe estava radiante quando ela insistiu para que Bella a chamasse de Esme; Bella, entretanto, estava se movendo para mais perto de mim a cada palavra.

Eu sabia que ela estava com medo, não somente porque ela estava nervosa, mas porque ela não podia ver. Dei a minha mãe um olhar rápido e suplicante. Emmett ficou em silêncio, mas ele estava sorrindo. Alice estava muito ocupada pulando para cima e para baixo em círculos. Meu pai não estava por ali.

"Sim, querido?" minha mãe perguntou, peguei sua mão e coloquei na de Bella.

"Ela é cega e está assustada," eu murmurei baixinho. "Vai deixá-la mais confortável se ela puder 'ver' a pessoa."

Minha mãe parecia surpresa com a notícia de que Bella era cega, mas ficou perfeitamente parada enquanto deixava Bella dançar seus dedos em sua mão. Então suas mãos moveram para cima, e ela fechou os olhos enquanto traçava as linhas do rosto de minha mãe. Quando ela se afastou, ela estava com um sorriso um pouco maior.

"Olá, Sra. Cullen," ela sussurrou, e dessa vez, sua saudação era quente em vez de tímida. Minha mãe brilhou de felicidade enquanto eu peguei a mão de Bella na minha novamente, sem vontade de estar longe dela por muito tempo.

"Olá, Bella."

"Eu sou a próxima! Eu sou a próxima!"

A voz, tão feliz e animada, só podia pertencer a uma pessoa. Olhei para baixo surpreso em ver Alice pulando para cima e para baixo na frente de Bella, suas mãozinhas pequenas batendo palmas de felicidade. "Eu sou a próxima!"

Bella sorriu suavemente, e então se abaixou na frente da menininha.

"Você deve ser Alice," ela disse, e os olhos de Alice se arregalaram, seus lábios rosa se separaram em espanto. Então ela pegou minha mão, e me puxou para baixo até seu nível, e sussurrou – o mais baixo que uma garota animada de seis anos de idade pode sussurrar – "Ela sabe meu nome, Edward!"

Eu sorri, e Bella colocou suas mãos nos ombros de Alice. Ou pra começar sua jornada ou para abraçar a pequena menina, eu não tinha certeza. Mas quando ela correu seus dedos pelo rosto perfeito de Alice, ela sorriu.

"Você é muito linda, Alice," ela disse, e quando suas mãos caíram do rosto de Alice, ela pegou em suas mãozinhas. "Muito linda."

Alice estava radiante com orgulho enquanto olhava para Bella em reverência desavergonhada. Sorri para as duas, mais feliz do que eu achava ser possível. E então senti as mãos de minha mãe na minha, e olhei para cima para vê-la sorrindo muito gentilmente.

"Ah, Edward, ela é simplesmente maravilhosa," ela sussurrou, e eu sorri e acenei, olhando de volta para Bella – que estava com muita atenção na história que Alice estava contando para perceber a minha conversa – antes de eu encontrar mais uma vez os olhos de minha mãe.

"Ela realmente é," eu murmurei, e a sala ficou silenciosa por alguns minutos, tirando os gritos animados de Alice e os ocasionais acenos de acordo de Bella.

E então minha mãe se moveu para trás do meu irmãozinho, Emmett, e o empurrou para frente. Ele suspirou, resignado. Embora ele não parecesse chateado, apenas tímido.

"Você não vai tocar meu rosto," ele declarou em voz alta. "Mas você pode apertar minha mão."

Nós todos rimos, e Bella acenou, apertando sua mão por alguns minutos. E nesse momento, a timidez de Emmett pareceu derreter, e um sorriso apareceu em seu rosto.

"Mãe, cadê o pai?" eu perguntei, pegando a mão de Bella na minha no segundo em que estava de volta ao seu lado.

Minha mãe suspirou. "Em seu escritório."

Mordi meu lábio, e todos seguimos para a sala. Estava muito quente e confortável. Bella deixou suas mãos correrem pelas paredes, e sobre a lareira quando passamos por ela. E, em vez de sentar, a guiei por toda a sala, a deixando explorar, se tornar confortável com o que estava ao seu redor. Ela sorriu em agradecimento, e deitou sua cabeça em meu ombro quando sentamos no sofá.

"O jantar está quase pronto," minha mãe nos avisou enquanto Alice subiu em cima do sofá e rastejou pelo meu colo para sentar no de Bella. "Vou contar ao seu pai."

E com isso, ela desapareceu, e Bella e eu ficamos sozinhos com meus dois irmãos. Alice é claro, estava sentada no colo de Bella – e Bella estava agora correndo seus dedos suavemente pelo cabelo de Alice – mas Emmett estava lentamente se aproximando. Eu sorri para ele.

"Você é realmente cega?" ele deixou escapar, e meu sorriso virou um olhar de advertência. Bella, no entanto, simplesmente sorriu e acenou.

"Sim."

"Como é? Uma vez eu usei uma venda um dia inteiro, e caia sobre tudo. Eu quase quebrei meu braço! Você sempre cai?"

Bella riu e acenou. "Sim, mas não porque sou cega. Eu sou simplesmente a pessoa mais estabanada de toda a face da Terra. Quanto a sensação ... bem ... é diferente. Eu mal me lembro de quando não era cega, então isso não me incomoda muito. Sempre estou em um mundo de escuridão, mas eu posso ouvir, sentir o cheiro, e as sensações, então eu posso criar em minha mente, um mundo todo novo."

"Como você vai para a escola se você é cega?"

"Já terminei minha escola," ela disse, e então explicou. "Eu tive tutores toda minha vida. Eles iam até minha casa algumas vezes na semana, já que eu não podia ir até eles. Por causa do sol, sabe."

Emmett suspirou, e mordeu seus lábios, como se estivesse hesitante em fazer outra pergunta. Quando ele perguntou, sua voz estava baixa.

"Dói? O Sol, eu quero dizer."

Bella, felizmente, entendeu que ele não estava mais falando de sua cegueira. Ela apertou minha mão com força, e deu um pequeno sorriso triste.

"Não, não dói."

"Ah."

"Porque o sol iria doer?" Alice saltou quebrando o silêncio momentâneo. "O sol é bonito. É quente."

A pequena Alice, é claro, não entendia o que nosso pai tinha nos dito na noite anterior. Ela era só curiosa. Muito inocente. Bella sorriu, dessa vez, foi genuíno, e não havia sinal de tristeza em sua voz.

"Eu nunca posso sair no sol," Ela disse, e os olhos de Alice ficaram arregalados.

"Nunca nunquinha?"

Bella riu.

"Nunca nunquinha. Isso pode me machucar. Eu sou diferente," ela explicou. "E o sol pode me deixar muito doente."

"Oooh," Alice sussurrou, e suas mãos foram brincar com a corda solta de sua saia jeans. Seus olhos estavam arregalados com curiosidade, e embora parecesse que ela estava ansiosa para fazer mais perguntas, ela permaneceu em silêncio.

E então meu pai entrou na sala, seus olhos estavam cautelosos. Ele ainda não tinha falado comigo desde essa tarde, quando passei brevemente em casa. Seus olhos, tão duros, varreram a sala e ele sorriu brevemente na direção de Bella antes de seus olhos pousarem em mim. Seus olhos estavam agora com uma suavidade que não estava lá minutos antes.

"Edward ... posso falar com você?"

Suspirei e acenei, sabendo que seria melhor falar com ele agora, pela segurança de Bella e não a minha. Eu não queria que as coisas ficassem estranhas durante o jantar. Eu queria tornar essa visita o mais fácil possível para ela. Queria que ela ficasse confortável com minha família.

Levantei, e a mão de Bella caiu da minha.

"Alice," meu pai disse. "Sua mãe quer ajuda na cozinha."

"Bella também!" ela gritou, e quando comecei a seguir meu pai para fora da sala, eu pude ver Alice arrastando Bella pela mão pelo corredor. Sorri, feliz que as duas estavam se dando bem, apesar da óbvia diferença de idade entre elas.

Entretanto, meus pensamentos foram interrompidos, quando meu pai fechou a porta de seu escritório, a sala que todos os filhos Cullen tinham medo. Sorri lembrando das vezes que me meti em problemas quando era menino, e tomei meu assento com um suspiro.

"Edward."

Pisquei. Ele só disse meu nome, e eu já sabia que estava com problemas.

"Você não está em problemas."

Huh?

"Huh?" minhas palavras ecoaram meus pensamentos confusos. "Tem certeza?"

"Você quer estar em problemas?" meu pai perguntou, e tinha diversão em sua voz. Balancei minha cabeça negativamente rapidamente, e ele riu. "Achei que não. Edward..." mas ele pausou, e enquanto pausou, ele pensou. Ele girava uma caneta em sua mão esquerda, e se inclinou em sua cadeira de couro que eu ficava tão orgulhoso em me sentar quando era criança. "Fui a sala com a intenção de lhe dar uma palestra novamente. Mas ... vendo Isabella, tão feliz, me fez perceber uma coisa. Você sabia que o Dr. Snow disse que nunca a viu sorrir – um sorriso de verdade – em todos os anos que ele a conhece?"

"Não," eu sussurrei, e eu era um egoísta feliz que não a tinha conhecido antes, quando ela era triste. Pelo que eu sei, quando ela estava sofrendo, eu sofria também. E perguntei brevemente quando ela havia mudado – quando ela tinha se tornado feliz, sorridente, e a garota emocional que eu conhecia agora. Entretanto, meus pensamentos, novamente foram cortados pela voz do meu pai.

"Ela só tem sido feliz assim ... desde que conheceu você."

Meu coração pulou com suas palavras, e me perguntei se ele possivelmente poderia estar falando a verdade.

"N-não, isso não pode ser verdade..."

Ah, mas agora eu queria que fosse! Como o egoísta que sou, eu queria ser a razão de seu sorriso. Eu queria ser o único que a fazia feliz.

"Edward, sua mãe e eu temos sido muito flexíveis com você. Percebemos que você é um adulto, tanto legalmente como emocionalmente. Entretanto, nós não sabemos o que fazer quanto a sua atitude ontem à noite. Seu castigo não irá incluir reduzir o tempo que você pode passar com Isabella, e seu toque de recolher às sete horas mudará para as dez para que você tenha algum tempo à noite para passar com ela. Eu tenho visto como você está feliz essas últimas semanas, Edward, e isso me intrigou ... até agora. Estou correto em assumir que é por causa dela?"

Eu surpreendi até a mim mesmo com minha resposta. "Sim."

Ele sorriu, mas continuou. "Eu não sei o que é seu relacionamento com ela, mas eu sei de uma coisa: Vocês precisam um do outro. É simples assim."

Fiquei chocado, novamente, com suas palavras. Mas o que me chocou mais foi o fato de que eu sabia que suas palavras eram verdade. Como eu tinha me tornado tão dependente de uma garota que eu conhecia por tão pouco tempo? Mas eu sabia, se ela me deixasse, iria machucar mais do que qualquer coisa já havia machucado. Eu sabia que não seria capaz de continuar sorrindo se ela fosse tirada de mim.

Falei lentamente.

"Obrigado, pai," eu murmurei baixo. Obrigado por tudo. Mas principalmente, obrigado por me mostrar o que eu não conseguia ver.

"De nada," ele disse, e levantou de sua cadeira, parando somente para colocar uma mão reconfortante em meu ombro. "Agora, não sei quanto a você, mas eu estou morrendo de fome, então vamos descer."

"Uh huh," eu disse distraidamente e meu pai sorriu.

"Também estou um pouco ansioso para conhecer essa sua namorada."

Isso me tirou da neblina de pensamentos que estava sobre mim.

"Ela não é minha namorada," eu murmurei, e ele sorriu.

"Que seja, Edward. Que seja."

POV Bella

"Eu posso ajudar?" eu perguntei baixinho, me sentindo inútil enquanto ficava parada no meio da cozinha, ouvindo enquanto Alice colocava a mesa e a mãe de Edward mexia em uma panela no fogão.

"Eu ... não sei," Esme disse calmamente. "Você pode?"

Sorri, acenando. Ela estava obviamente preocupada com a minha habilidade de trabalhar na cozinha, por causa da minha cegueira. Ela não precisava se preocupar. Tenho cozinhado para o meu pai por um longo tempo. A contei isso, e ela riu levemente antes de me entregar uma faca e o que eu assumi ser tomate.

"Muito bem então. Você cortaria os vegetais para a salada?"

Acenei entusiasmadamente, e ela me levou ao balcão, onde uma tábua de cortar já estava posta. Coloquei o tomate ali, agarrei um lado, e pressionei a parte lisa da faca contra meus dedos. Medi um centímetro da minha pele delicada, e cortei. Fiz isso várias vezes, e assim que o tomate estava em fatias, eu os empilhei.

"Wooooow."

Mas antes que eu pudesse cortar, uma vozinha impressionada me interrompeu. Ri suavemente quando senti uma mãozinha apertando o lado da minha blusa. Imaginei seus olhos arregalados enquanto ela me observava cortar o tomate em quadradinhos perfeitos.

"Você é demais," Alice informou, e eu pude ouvir Esme rindo na cozinha. Sorri para a menininha, e coloquei a faca cuidadosamente no balcão antes de procurar por uma pequena vasilha para colocar o tomate dentro. Achei ao lado da tábua de cortar.

"Não sou demais," eu disse. "Estou simplesmente cortando vegetais."

"É, mas ainda assim você é demais! Como você faz sem olhar?"

Sem olhar.

Sorri para sua inocência, e me perguntei, se para ela, eu simplesmente andava com meus olhos fechados em vez de ser incapaz de ver as coisas, mesmo se eu tentasse.

"Tenho praticado por anos, Ali," eu disse, e seus dedos moveram da minha blusa para minha mão. "Comecei a cozinhar quando eu era muito nova. Meu pai não sabe cozinhar. Ele acabaria nos dando intoxicação alimentar depois de um tempo."

Alice riu, mas então seus pensamentos estavam ocupados com outra pergunta. "Você não tinha uma mamãe para cozinhar para você? Minha mamãe cozinha para mim. A comida do papai é terrível."

Outra voz me interrompeu, e eu fiquei grata. Como você explicaria para uma criança que uma mãe foi capaz de deixar sua filha?

"Achei que você gostasse das minhas panquecas, Formiguinha," a voz nada familiar riu, e então Alice desapareceu do meu lado. Ela gritou de felicidade, e eu estava confusa com o que estava acontecendo até Esme, rindo, dizer, "Carlisle, coloque Alice no chão. Ela vai ficar doente."

"Sim, senhora," a voz disse – o que eu agora sabia pertencer ao pai de Edward. – "O Jantar está pronto? Estou morrendo de fome."

E então eu senti uma quente mão familiar segurar a minha, e eu sorri.

"Edward," eu suspirei, e o vazio que me preenchia quando ele estava longe, um vazio que eu não tinha nem percebido conscientemente até que ele estivesse de volta ao meu lado, tinha desaparecido completamente.

"Olá, Bella," ele riu, e pegou a faca da minha mão, rapidamente picando a cebola antes de entregar a sua mãe. Eu sorri.

"Obrigada."

"De nada. Vamos. Vamos sentar."

Acenei, e ele me levou até a mesa. Corri minhas mãos pelo comprimento, memorizando onde estavam as cadeiras e onde eu sentei. Edward sentou ao meu lado, e em seguida a disputa começou.

"Eu queria sentar ao lado da Bella," Alice reclamou, e ela parecia a minutos de chorar. Mordi meu lábio para esconder minha diversão, embora meus lábios ainda tenham se separado em um meio sorriso.

"Você senta ao lado do Emmett," Edward disse, e ele parecia como um garoto de cinco anos fazendo bico. "Eu quero sentar ao lado da Bella."

"Uau," eu interferi. "Nunca brigaram por mim antes."

Edward riu, mas Alice não. Eu podia ouvi-la fungando. Também pude ouvir Carlisle rindo de fundo. Então, ouvi um pequeno 'tapa' seguido de uma repreensão de Esme.

"Parem vocês," ela disse suavemente. "Bella vai achar que nossos filhos foram criados por uma matilha de lobos." Carlisle riu baixinho, mas caminhou até onde Alice e Edward estavam agora sentados em silêncio – eles provavelmente estavam se encarando.

"Querida, que tal em vez de sentar ao lado da Bella, eu te dar o meu lugar essa noite?"

Alice arfou com admiração, completamente desviada.

"Mesmo?"

Carlisle riu. "Mesmo mesmo."

"Yesss! Consegui o lugar do papai! Ouviu isso, Emmy?" Ela gritou feliz ao seu irmão, que tinha entrado na cozinha sem eu ter percebido. "Eu vou sentar no lugar do papai!"

"Tá, tá," ele resmungou, e eu ouvi a cadeira a minha frente raspar no chão enquanto ele sentava. "Eu quero comida."

Esme riu, e eu não pude evitar o sorriso que cruzou meu rosto. Me inclinei e descansei minha cabeça no ombro de Edward enquanto sussurrava. "Eu realmente gosto da sua família, Edward. Eles são muito legais."

Eu pude dizer que ele estava sorrindo.

"Você não tem idéia de como isso me deixa feliz," ele sussurrou baixinho, embora eu tenha certeza que todos puderam nos ouvir. Ninguém falou nada, até Esme chegar até Edward e eu e colocar uma panela de algo que ... cheirava muito bem.

Depois que todos sentaram, uma pequena oração foi feita, e então todos começaram a falar. Eu apenas fiquei sentada e sorri, tentando ouvir todos. Foi demais, sério, a quantidade de vezes que meu nome foi dito.

"Está com muita fome?" Edward perguntou, e eu não tinha percebido isso até que ele perguntou. Meu sorriso cresceu, e eu assenti. Eu realmente estava. Ele riu, e então me entregou um garfo.

Palavras eram ditas a cada garfada, e perguntas eram respondidas – e respostas eram dadas – durante cada pausa. Eu era a personagem principal na conversa, com as perguntas de todos em minha direção. Respondi a todos facilmente, e caí em um padrão fácil e confortável. Logo, a comida em meu prato tinha acabado, e Esme levantou – Edward e Alice com ela – para limpar a mesa. Edward me disse para eu ficar onde estava, porque a sobremesa viria logo. Eu fiquei, embora eu estivesse levemente desconfortável com somente Carlisle e Emmett, nenhum dos dois eu tinha realmente 'visto' antes.

Pressionei minhas mãos juntas em meu colo, e deixei meus olhos caírem na mesa. Enquanto passava para tirar meu prato, Edward apertou meu ombro confortavelmente.

"Então Bella," Carlisle disse finalmente, e eu pisquei, mas olhei para onde eu sabia que ele estava sentado.

"Sim, senhor?"

"Primeiro, me chame de Carlisle. 'Senhor' faz eu me sentir velho, e eu ainda não tenho netos."

Eu ri suavemente assim como ele.

"Mas o que eu queria te perguntar era isso. Você já procurou por cirurgia? Quero dizer, para seus olhos. Existem muitas opções, sabe."

Pressionei meus lábios juntos com força, e pude ouvir Edward congelar na cozinha. A pilha de pratos que ele estava colocando na pia bateram com mais força do que ele provavelmente queria.

"N-não, eu realmente não procurei," eu murmurei, desconfortável. "Eu não nasci cega. Isso aconteceu como uma complicação da XP. Os médicos disseram que realmente não havia nada que eles pudessem fazer. Meu pai perguntou a eles quando descobrimos que eu estava perdendo minha visão."

"Como foi isso, ouvir que você nunca mais seria capaz de ver novamente?" Emmett perguntou, e foi a primeira pergunta que ele me vez desde que sentamos. Eu tinha a sensação de que ele estava desconfortável perto de mim.

"Foi ... estranho," eu respondi, e Edward de repente estava ao meu lado, segurando minha mão como um apoio silencioso. Sorri suavemente para ele e continuei. "Eu fiquei muito chocada. Eu era muito nova, então meu pai achou que eu estava brincando quando eu disse que não conseguia ver nada. Ele deixou isso passar por vários dias, porque eu estava muito doente, e então eu não podia me mover muito. Mas quando comecei a tropeçar por toda a casa, ele ficou preocupado e fomos ao médico."

Respirei fundo antes de continuar. Eu tenho certeza que nenhum deles realmente se importava, ou esperavam a história completa quando perguntaram, mas agora que eu tinha começado, eu não conseguia parar.

"Minha cegueira ocorreu por causa do sol. Eu estava do lado de fora durante o dia, e fiquei no sol por tempo demais. Eu... não lembro exatamente o que o médico disse, mas ele disse que não havia nada que eles podiam fazer." Eu sorri. "Eu aceitei isso – tudo – e estou determinada a viver minha vida ao máximo."

Todos ficaram em silêncio por alguns minutos, e então outra pergunta foi feita – dessa vez, no entanto foi Edward quem falou.

"Então não há possibilidade para que você possa ... ver novamente?"

Encolhi os ombros. "Não, na verdade não. Meus olhos estavam muito danificados para ter reparo. É por isso que eles são dessa cor, sabe. Eles costumavam ser marrons. Cor de chocolate. Não somente minha pele é muito sensível a luz, como meus olhos também. Eu não sei o que o sol fez com eles, mas eles ficaram dessa cor depois que fiquei cega."

"Marrons," Edward murmurou suavemente, seus dedões acariciando minhas pálpebras suavemente enquanto meus olhos estavam fechados. "Posso imaginar que eles eram muito profundos. Muito suaves. Mas azul é lindo, também."

Sorri e corei, e a conversa normal voltou. Esme tinha colocado um pedaço de bolo na minha frente, e sorri quando percebi que era cheesecake com morangos em cima.

"Humm," eu declarei, e peguei outro pedaço, sorrindo. Edward riu.

"O cheesecake da minha mãe é o melhor," ele se vangloriou e reprimiu um sorriso.

"Ah, fique quieto," Esme repreendeu. "Você sabe que não é verdade."

E embora eu não pudesse ver seu rosto, suas palavras estavam cheias de orgulho. Meu sorriso cresceu. Eles eram uma família tão linda. Tão unidos. Tão amáveis. Eu desejava ter uma família como eles, mas imediatamente me senti mal. Eu tinha Charlie. Eu sempre disse que ele era tudo que eu precisava.

Mas realmente era? Eu realmente não precisava de mais ninguém? Eu estava realmente contente?

Suspirei, e terminei meu bolo com um sorriso forçado.

22:22h

"Boa noite, Bella," ele sussurrou suavemente, e escovou seus dedos em minha bochecha, quase como se ele não estivesse disposto a me deixar. Mas eu tinha certeza que meu pai estava preocupado nos olhado pela janela. Suspirei.

"A menos que você queira conhecer Charlie essa noite, sugiro que você vá," eu sussurrei, e as palavras me doeram. Eu estava com medo de ficar sozinha. Eu só tinha ficado sem Edward por pouco tempo em vinte e quatro horas, e eu honestamente ainda tinha medo que ele me deixasse. "Vá." Eu sussurrei novamente, e ele sorriu tristemente.

"Certo," ele disse, e apertou minha mão mais uma vez antes de voltar para seu carro. Ele não disse mais nada, e eu fiquei grata por isso. Dizer adeus uma vez era difícil o suficiente.

Suspirei, e me virei caminhando para a porta aberta. Meu pai, é claro, estava lá imediatamente. Ele me ajudou a tirar o casaco, mas assim que sentei para tirar meus sapatos, as perguntas começaram.

"Então, Esse é o Edwin, huh?"

"Edward," eu corrigi quase que silenciosamente. "É, era ele."

"Hmm," ele suspirou. "Ele parece … educado."

Sorri. "Ele é."

"Você está bem?"

"Sim," eu disse, e suspirei novamente. "Só estou triste por ele ter que ir. Você pegou meu recado?"

"Sim, e a comida estava ótima, Bells," ele disse, e me bateu no ombro. "Está cansada?"

"Uh huh."

Eu realmente não queria falar – na verdade, eu queria mais me curvar e chorar – então subi com a desculpa de estar exausta, e fui para meu quarto. E, sem me preocupar em tomar um banho, caí na cama e me curvei.

Dormi assim que minha cabeça bateu no travesseiro, e meus sonhos estavam cheios do garoto que capturou meu coração.


N/T: Ownn gente, Alice não é a coisa mais fofa do mundo como criança? E o Charlie me mata de rir com o Edwin kkkkkkkkkkkkkkkkkk ... Edward nem vou comentar *memata* ... e Carlisle realmente não tinha como eu ficar com raiva dele *suspira*.

Comentem ... até quarta que vem!

Beijos Zah e Leili s2