Capítulo X
- Eu te amo, Rukia. – falou ele.
- Eu também te amo, Ichigo. – sussurrou ela, no ouvido dele.
Quando seus olhos voltaram a se encontrar, Ichigo foi se aproximando de Rukia, e ela fazia a mesma coisa. Ichigo a puxou para mais perto de si, e Rukia segurou em seus braços. Deram um leve beijo, Rukia encostou sua cabeça no peito de Ichigo, e assim ficaram ali no sofá.
***
- HANATAROOU!! – gritou uma certa ruivinha.
- H-hai, Orihime-san? – disse ele.
- Manda prepararem um jantar especial hoje. – ordenou ela.
- H-hai. – dizia ele enquanto saia correndo para a cozinha.
- Porque você trata o seu irmão assim? – perguntou Kaien.
- Assim como? – fez-se de desentendida.
- Como um empregado. – respondeu ele.
- E-eu? – falou ela, 'assustada' – N-não Kaienzinho, eu não o trato como um empregado, eu a-amo meu irmãozinho!! – dizia Inoue. Ela sabia que Kaien não suportava que as pessoas tratassem mal seus irmãos.
- Sei.. Se você quer que o nosso namoro 'dure', você terá que mudar, Inoue. – falou ele friamente.
- H-hai! – disse ela – "Espera aí, eu to me rebaixando por causa dele? E onde fica o Ichigo nessa história?? Afinal, ele ainda tá com aquela lá.. Já sei! Vou usar o Kaien para fazer ciúmes nele! Eu sou demais!!" – pensava Orihime.
- Inoue? Você está bem? – perguntou Kaien, enquanto via a ruiva 'fantasiando'.
- Hai! Vamos, Kaienzinho!! – disse ela.
- Grr.. Pare de me chamar assim! – retrucou ele.
- Certo, Kaienzinho. – falou ela, sem a mínima importância.
***
Nell e o resto da turma saiam do cinema. O filme havia acabado e eles estavam morrendo de fome. Isso porque eles comeram muitos potes de pipoca, beberam várias latas de refrigerante.. E ainda assim, estavam com fome.
- Eu to com fome. – disse Nell.
- Eu também. – falou Renji.
- Mais vocês dois foram os que mais comeram pipoca! – falou Momo assustada.
- É, vocês dois pareciam dois mortos de fome. – completou Hitsugaya.
- Quem, eu?! – falaram Nell e Renji em uníssono.
- Sim!! – falaram o resto do grupo.
- Que tal irmos até a sorveteria? – disse Sado.
- Gostei da idéia, Chad! – falou Tatsuki.
- É.. pode ser.. – disse Nell.
- Então vamos! – falou Momo, toda empolgada.
E assim, eles foram conversando até a sorveteria. Falavam de coisas sem noção, riam, brincavam.. E quase não chamavam a atenção de quem passava na rua. Foi um sábado e tanto.
***
- Velho, me ajuda com as compras! ¬¬ - dizia Karin.
- Er.. eu? – perguntava ele.
- Claro, quem mais? – retrucou ela.
- Karin-chan, não seja má com o papai!! – dizia Yuzu choramingando.
- Grr.. Eu mereço. ¬¬ - resmungava Karin.
- Yuzu minha querida filha, vá abrir a porta para o seu querido pai. – disse Isshin.
- Hai, otousan! – respondeu ela.
***
Lá na sala, um casal dormia tranqüilamente no sofá. Ichigo estava sentado, e Rukia estava deitada em seu peito. Ficaram ali por alguns minutos.. ou será que foram horas?
***
- ICHIIIIIIIIGOOOOO! – gritava Isshin – Chegamos, filho ingrato!!
- Shhhh, otousan!! O Onii-chan e a Rukia-chan estão dormindo.. – falava Yuzu.
- O QUE?! ESSE PERVERTIDO ESTÁ DORMINDO COM A MINHA 3ª FILHA?? – gritava ainda mais alto – RUUUKIIIIA-CHAAAAAN!!
Como em um salto, os dois acordaram bruscamente e pularam do sofá. Corados.
- Rukia-chan!! – choramingava Isshin, sufocando a pobre coitada – Meu filho pervertido fez algo impuro com você?!
- I-I-ishin-s-san.. – Rukia não conseguia falar.
- Solta ela, velho pervertido! ¬¬ - falava Ichigo irritado – Não vê que tá sufocando ela??
- Ohh, minha querida Rukia-chan, - disse Isshin, soltando-se do abraço – Está tudo bem com você?
- H-hai, Isshin-san. – enfim falou Rukia.
- Filho ingrato, - disse Isshin, virando-se agora para Ichigo com uma aura maligna – Se você fizer alguma coisa impura com a Rukia-chan, você sofrerá as conseqüências.
*Gota na cabeça de Ichigo e Rukia*
- Vá cuidar da sua vida, seu pervertido! – disse Ichigo.
- Err.. Ichigo? – falava ela – Obrigada pelo dia de hoje, mas acho que já está na hora de eu voltar para casa. – completou ela.
- Ahh, minha 3ª filha não vai ficar para o jantar?? – choramingava Isshin.
- Gomen, Isshin-san. Fica para a próxima! – falou ela.
- Tudo bem.. – dizia ele ainda com algumas lágrimas nos olhos.
- Quer que eu te leve? – perguntou Ichigo.
- E VOCÊ AINDA PERGUNTA, FILHO INGRATO? – berrou Isshin – Claro que você VAI levar ela.
- N-não é necessário, Isshin-san, arigato – dizia uma Rukia 'assustada'.
- Claro que é!! – falava Isshin – Já está tarde, e com certeza tem muitos pervertidos da vida a essas horas na rua. – disse Isshin, com uma mão na cintura.
- ¬¬ - pausa – Vêm, Rukia. Eu te levo. – disse pegando na mão da garota.
- H-hai. – disse ela – Sayonara Isshin-san, Karin, Yuzu!!
- Sayonara, Rukia-chan! – disseram em coro.
***
Ichigo e Rukia caminhavam em direção a casa da garota de mãos dadas. Já eram umas 6:30 da tarde. Desde ontem a noite, Rukia não havia falado com Byakuya. Ela estava meio nervosa, não sabia qual seria a reação de seu nii-sama quando ela chegasse em casa. Ichigo pode perceber que ela estava assim.
- Algum problema? – perguntou ele.
- N-não, nada não. – disse ela.
- Você tá com medo de falar com ele? – disse o morango.
- Acho que um pouco.. – pausa – Não sei qual vai ser a reação dele quando eu chegar em casa.
- Vai dar tudo certo. – disse Ichigo – Se você quiser, eu posso falar com ele.
- N-não será necessário, moranguinho. – dizia ela – Arigato.
Depois de alguns minutos andando, eles enfim chegam à casa de Rukia.
- Tem certeza que não quer que eu fale com ele? – disse o ruivo preocupado.
- Está tudo bem. – falou ela.
- Se você diz.. – dizia Ichigo.
Ele a puxou carinhosamente para mais perto de si. Segurou ela pela cintura, e ela entrelaçou as mãos no pescoço do garoto. Sorriram, e logo em seguida deram um beijo apaixonado. Quando se separaram pela falta de ar, Ichigo sussurrou no ouvido da garota as seguintes palavras:
- Eu te amo, minha baixinha.
- Eu também te amo, meu moranguinho. – retrucou ela.
Estavam abraçados, não queriam ter que se 'separar'. Até que chega alguém.
- Eu preciso falar com vocês. – disse num tom frio mas ao mesmo tempo calmo.
***
CONTINUA ^^
