É... Pelo jeito a doida da Adriane não vai dar mole. O que mais ela vai causar nessa história, heim?
Milo - Eu ñ quero rever isso... Ela é psicótica! Mantenha essa doida longe de mim se ñ eu esqueço q ela ñ pode com o meu poder e faço peneira dessa maluca! ò.ó
Camus - Ele ficou traumatizado... ¬¬
Milo - Traumatizado o caramba! Tô é morrendo de raiva! Vc ia tá desse jeito também se fosse c/ vc ò.ó
Calma, maninho... Mta calma nessa hora... Bom... Antes de começar o nosso penúltimo capítulo, vou responder a review!
Black Scorpio no Nix - Primeiro, mto obrigada por seu coment! Segundo, q bom q vc gostou! Eu ia adorar ver sua fic tb. Eu sei como é, a gnt sempre acha q num tah bom o suficiente XD Agora... Qto à Adriane, naum se preocupe em ser sádica, afina, ela merece. Se vc quiser pode até bater nela, mas acho q depois do baque que ela vai levar nesse capítulo nem vai precisar xD Eu sou má... Mto má... ! (Risada maníaca do saga)
Hyoga - Erm... Acho melhor eu terminar de apresentar os capítulo jah q a Nala tá em estado de extasi psicótico -.- Afinal td mundo já deve estar curioso p/ saber o q a Adriene apronta... E o que acontece c/ ela, neh?
Espero q estejam mesmo... Pq minha vingança será malígna! !
Hyoga - Bom... Boa leitura... E comentem... onegai! o.o
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Capítulo 10: O Castigo de quem Agarra o MEU irmão!
Estávamos agora na metade do dia, Milo havia voltado para as doze casas, ele e Camus almoçaram juntos na casa de Aquário, enquanto eu e Hyoga havíamos levado Lumina para ver outras partes do Santuário. Ainda não conhecia o Templo da Coroa do Sol, que era vizinho do Santuário, e lhe contamos que há muito tempo, Atena e Apollo tiveram uma desavença e entraram em uma batalha. Como sempre, o Deus Sol, como a maioria dos outros Deuses do Olimpo, não aceitava que sua irmã estivesse em favor dos humanos e lutasse por eles. Esta batalha foi pouco antes da última Guerra Santa, ocorrida na geração de Dohko e Shion. Três dos mais experientes Cavaleiros de ouro da Época, Dohko de Libra, Shion de Áries e Sísifo de Sagitário, foram os responsáveis pela vitória sobre os Coroas Solares de Apollo e sobre o próprio Deus encarnado em corpo humano (o que ele detestava, mas era a forma que se tinha de combater os Cavaleiros). Na época, Athena estava encarnada numa menina chamada Sasha, e era ainda muito pequena, mas mesmo assim seu cosmo foi capaz de proteger seus Cavaleiros e garantir a vitória. Desde então, a encosta de Dejunte, junto com o Templo da Coroa do Sol, estava sob a posse de Athena, o que deixava seu irmão mais velho "só um pouco contrariado".
Milo concordara que seria legal sua namorada conhecer melhor a mim e Hyoga, para ficarmos mais próximos, e por isso deixou que fôssemos sozinhos até lá. Aproveitou para conversar um pouco com Camus sobre as novidades, e parecia uma criança de tão feliz. Camus ria só de ver o olhar apaixonado do amigo contando sobre a garota. Ao fim do almoço, quando estavam a caminho de volta para o treino, Milo resolveu passar em sua casa para tomar uma ducha, pois fazia muito calor naquele dia. Camus resolveu fazer o mesmo, mas como sabia que Milo era muito lerdo nas suas duchas, resolveram se encontrar mais tarde direto no Coliseu.
Toda a confusão começou quando Milo finalmente voltava para a arena para os treinos da tarde. É certo que já houvera muita confusão pela manhã, mas comparado a isto, até que a briguinha de Adriane contra Lumina não fora nada. Ela o estava espiando desde a manhã, longe dos olhares dos outros Cavaleiros, Amazonas e aspirantes, afinal, como todos conheciam sua fama, não havia muitas pessoas dispostas a treiná-la, a não ser Máscara da Morte, que com um sorriso sarcástico se dispusera a colocar a menina "nos eixos", o que deixava a todos ainda mais apreensivos com a idéia. E se ele a transformasse numa masoquista de tanto judiar da garota?
Mas voltando ao que interessa, Adriane seguiu Milo e Camus até a entrada das Doze Casas, comeu ali sua merenda e, depois, esperou que ele voltasse. Quando viu que apenas Camus descia as escadas, ficou ainda mais contente: Isso queria dizer que, na volta, Milo estaria sozinho e seria todinho dela. Quando ele apareceu na trilha, ela esperou até que a encosta encobrisse a primeira casa e correu até ele.
- Milo! – gritou ela, alcançando-o – Olá! Não sabia que estava passando por aqui há estas horas. Que coincidência te encontrar na mesma trilha que eu.
- Oi, Adriane... – ele deu um sorriso de canto de boca, entendendo muito bem a situação – Como vai?
- Muito bem! E você?
- Também... Voltando pra mais uma tarde de treinos... Pelo mesmo caminho que todo Cavaleiro tem de fazer quando sai das Doze Casas.
Ajeitou a franja como quem não quer nada, percebendo que a menina havia gelado com o comentário. "Precisa jogar na cara que percebeu que eu vim até aqui de propósito?" - pensou a garota.
- Ah, é... Eu tinha até esquecido... Tava andando por aí, meio sem rumo, sabe?
- Sem rumo? Você não vai mais treinar?
- Sei lá... Mestra Shina não quer mais nada comigo... – a menina fingiu uma tristeza profunda quando, na verdade, estava morrendo de raiva da Amazona.
- É mesmo... Eu vi a briga, mas não sei porque ela te expulsou do time.
- Eu também não entendi! Eu acho que ela tem inveja de mim porque ela está ficando velha e sozinha enquanto eu... Bem... Eu vou atrás do que eu quero, sabe? Ela deve ter inveja da minha coragem no campo dos sentimentos.
- Acho que os sentimentos de Shina são bastante fortes.
- Mas ela não sabe deixá-los falar. Foge deles como diabo da cruz!
- Ou talvez os guarde para quem ela, um dia, goste de verdade.
- Você ta do lado dela depois daquele tapa gratuito? – demonstrou indignação.
- Shina não faz nada de graça, a não ser ter perseguido o Seiya na época em que ele viu o rosto dela e isso ainda era passível de morte. Bom, não era exatamente de graça, já que tinha a tal lei, mas enfim...
- Pois eu ainda acho que ela vai acabar sozinha por ser aquela durona que é! E vai ser bem feito por ficar me censurando por ir atrás do que quero quando, na verdade, ela está morrendo de inveja por eu ser forte o bastante para fazer isso!
- Ela não vai ficar sozinha. Shura sabe como lidar com ela, é persistente e seus sentimentos são verdadeiros. – ele não estava gostando muito dos comentários da menina.
- Shura? Não me diga que ele...
- Afinal de contas, Adriane, por que está me seguindo?
- O que? Mas... Eu não estava te...
- Acha que sou Cavaleiro de ouro a toa? Olha, não gosto que fale de Shina como está falando. Ela é minha amiga, e diferente de você, ela preza sentimentos verdadeiros, ao invés de caprichos.
- Você acha que o que sinto é um capricho? Como pode?
- Olha, Adriane, me desculpe, mas você não vai conseguir ficar comigo só pela insistência, e eu gosto de Lumina. Estamos namorando, entende? – ele andou um pouco à frente, Adriane ficou parada, sem saber como reagir, então ele se voltou e seu coração gelou ainda mais com as palavras duras do escorpiniano – E por favor, pare de contar mentiras a nosso respeito.
Ele lhe deu as costas novamente, seu rosto ficou vermelho de pura raiva, ela cerrou os punhos e tomou sua decisão. "Então vou fazer com que não sejam mais mentiras, Milo de Escorpião...!" Ela saltou em seu pescoço, colando a força seus lábios nos dele, que estarrecido tentou se afastar. Mas ela se agarrara tão forte ao seu pescoço que só conseguiria fazê-lo se a machucasse muito. Ele deu um passo para trás, tentando empurrá-la, acabou tropeçando e caindo de costas, com a garota em cima de seu corpo, ainda agarrada a si. Ela passou uma perna para cada lado de sua cintura e cravou as unhas no peito do Cavaleiro, que não sabia mais o que fazer para se desvencilhar, conseguiu virar o rosto, mas ela começou a beijar seu pescoço e passar seu corpo luxuriosamente pelo seu na tentativa de fazê-lo desejá-la.
- Para com isso, Adriane! Me solta!
- Se não me quisesse de verdade, teria me tirado a força de cima de você, querido. Eu sei que me deseja, nenhum homem resiste às tentações, então se solte e deixe rolar...
- Eu não quero te machucar! Sabe que posso até te matar dependendo do que fizer!
- Mas é outra coisa que você quer... – continuou dizendo com voz sedutora em seu ouvido, fazendo seu hálito roçar sua nuca – Oh, Milo, eu sei que me quer pra você...
- Está louca! Sai logo de cima de mim!
- Não! Eu estou louca sim, mas por você...
- Estou avisando... Me larga!
Não muito longe dali, eu, Hyoga e Lumina voltávamos da encosta de Dejunte quando encontramos com mestre Camus. Ele nos disse que Milo estava tomando uma ducha antes de voltar ao treino e, por isso resolvemos ir até lá para apressá-lo. Mas bem no momento em que íamos nos separar de nosso mestre, sentimos o cosmo de Milo, como se estivesse desesperado. Fiquei pensando o que deixaria meu irmão em situação tão difícil e, ainda assim, o fizesse não explodir o cosmo de uma vez. Mestre Camus resolveu voltar conosco, afirmando que imaginava o que estaria acontecendo. Tinha sentido que estavam sendo seguidos o dia inteiro e ele tinha certeza de quem era.
Quando chegamos ao local, Lumina ficou quase roxa com a cena, de pura raiva e vontade de trucidar aquela infeliz. Ela estava quase violentando meu irmão, que se debatia sob ela, tentando afastá-la sem precisar machucá-la.
- Eu quero ser sua, Milo...
- Nem em um milhão de encarnações! Solta ou eu reajo de verdade!
- Então eu quero ver sua reação! – disse sorrindo maliciosamente e cravando mais um beijo que Milo afastou com custo.
Não agüentei ver aquilo, Camus queria fazer alguma coisa, mas eu já estava explodindo por dentro e ele percebeu que eu queria acertar as contas eu mesma com aquela pervertida. Hyoga tentou dizer que me ajudaria, mas nosso mestre o puxou de volta.
- Deixe que ela resolva isso de mulher para mulher, Hyoga.
Ele balançou a cabeça numa afirmação e deixou que eu avançasse a passos perigosos. Lumina, mais uma vez, ficou olhando, assustada com o quanto eu podia parecer, por vezes, inofensiva e, por outras, um verdadeiro demônio.
- Eu posso saber o que se passa? – disse em voz alta e dura.
A menina congelou, ainda agarrada ao meu irmão, quando ouviu minha voz. Sabia que eu, diferente de Milo, que não queria bater numa garota, era um verdadeiro perigo para ela. Eu não me importava com o fato de que jogar só um pouquinho do meu poder contra uma aspirante com apenas um ano de treino e nenhuma experiência de combate seria covardia. Não quando ela estava se atirando de forma tão covarde para cima do MEU irmão. E com a energia que eu emanava, ela sentiria isso de mim perfeitamente, mesmo que eu quisesse esconder minhas intenções, o que não era o caso.
- Nala! – gritou meu irmão aliviado – Graças a Athena, me ajuda!
- Um Cavaleiro de ouro pedindo arrego para uma Amazona de bronze. Onde foi parar aquele seu orgulho? – disse num sorriso maldoso enquanto a menina se afastava dele.
- Não seja má, irmãzinha. – disse ele se levantando com um beiço de insatisfação.
Avancei contra Adriane, que mal conseguia se levantar, com os olhos arregalados sem entender por que seu corpo não a obedecia. Meu indicador apontado para ela brilhava com cristais de gelo e, quando me aproximei, o círculo de gelo em torno de seu corpo se desfez. Agarrei a garota pela manga do corpete e a ergui até o meu nariz. Como ela era bem mais alta que eu, ficou quase que ajoelhada à minha frente.
- O que foi que eu te disse quanto a você ameaçar alguém, Adriane?
- Eu não estava... – tentou gaguejando.
- Ah, é... Estava agarrando! E agarrando o MEU irmão! Escuta bem as minhas palavras, menina: Ele... Não... Está... A fim! Será que deu pra cair a ficha ou eu vou ter que desenhar?
- Você não entende? Eu quero ele de qualquer jeito e não vou desistir! Você é só irmã dele... Não devia se meter nisso.
Meu tapa na sua cara a lançou tão longe que ela rolou pelo chão. Se ergueu com os olhos cheios de lágrimas pela dor, e cheios de raiva. Eu continuei.
- Não devia me meter? Pra que? Pra você se aproveitar que é mais fraca e que ninguém quer te machucar? Pra você se aproveitar da sua fragilidade e fazer o que bem entende? Eu devia te transformar numa bela peneira pra parar de encher as paciências... Mas vou ser legal desta vez... Vou falar com Saori e dizer que você não tem perfil para continuar no Santuário. Vá buscar uma vida com as pessoas normais e esqueça que o Santuário já existiu! É por causa de pessoas como você que muitos perdem as esperanças na humanidade, mas graças a Athena eu estou aqui, onde a maioria das pessoas são aquelas que nos mostram que ainda existe bondade entre nós. Não vou deixar que alguém como você seja uma fruta podre no meio de nós!
- Não! Por favor, não me mande embora! – pela primeira vez eu vi um sentimento verdadeiro vindo dela: Medo – Eu cresci aqui! Não sei fazer nada lá fora. Se eu for, o que eu vou fazer pra viver? Só vai me restar viver de esmola! Ou pior... Eu... Eu não quero virar garota de programa ou coisa parecida!
Eu fiquei olhando para ela, tentando ser impassível, mas seus olhos se encheram de lágrimas, pela primeira vez sinceras, ela se ajoelhou e cobriu o rosto.
- Por favor! Por favor eu sei que você é afilhada de Athena... Não fale isso de mim para ela! Eu juro que mudo... Que tomo jeito... Eu me controlo. Faço o que for preciso pra ficar! Mas por favor não fale com Athena, senhorita Nala...
Suspirei forte ao ver aquela menina, pela primeira vez, parecendo um ser humano frágil e sinceramente arrependido de seus atos, pela primeira vez percebendo que fizera coisas erradas e que as conseqüências poderiam ser terríveis. Droga de coração mole que eu tenho... No fim não consegui ser tão dura quanto pretendia. Mas quem sabe ela pudesse mesmo ter salvação depois disso.
- Você sabe que Shina não quer mais te treinar... E que todos os mestres sabem como você é e que desrespeitou sua mestra. Todos gostam muito de Shina e desgostam de seus hábitos... Ninguém quer te treinar...
- Oh, por favor... Tem de ter um jeito...
- Bom... Tem uma pessoa que se dispôs a... Te colocar nos eixos, mas...
- Que bom! Que bom, senhorita, obrigada!
- Não devia, primeiro, querer saber quem é?
- Tudo bem! Qualquer coisa é melhor que ser expulsa.
- Se você diz... Levanta e vem com a gente pra arena.
- Sim, senhorita... – disse de cabeça baixa.
Voltei para junto de meu mestre, meu irmão, Hyoga e Lumina, esta ainda me olhando com espanto, mas desta vez até Camus não conseguira acreditar que eu pudesse ser tão estúpida. Se bem que ele ainda achava que Adriane realmente merecera, até Hyoga lançou um olhar duro e impassível para ela, depois tomando minha mão sob o olhar ciumento de Milo, que, por dentro, saltava de felicidade de se ver tão querido da irmãzinha. Tomamos o rumo do Coliseu, e a aspirante nos seguiu, alguns passos atrás e de cabeça baixa enquanto andávamos em silêncio, como se inconscientemente combinássemos de deixar o clima mais pesado para o lado dela.
Quando lá chegamos, a menina começou a ficar inquieta, estávamos indo direto na direção dos Cavaleiros de ouro e ela não podia acreditar que a única pessoa que aceitaria treiná-la pudesse ser um dos dourados. Será que, finalmente, estava começando a ter sorte? Isto seria um sinal de que ela poderia ser melhor que suas companheiras, que poderia ser uma Amazona de meter inveja? Ou seria um sinal de que este era o dia em que encontraria o partido que deixaria qualquer menina do Santuário mordida? No fundo ela ainda não conseguia controlar seus pensamentos e desejos mesquinhos. Ainda... Mas balançou a cabeça tentando afastar tais pensamentos. "Não... Eu prometi a senhorita Nala que tomaria jeito, que seria uma pessoa diferente. Não posso correr o risco de ser mandada embora daqui ou não terei para onde ir!" É certo que estava mais preocupada com o seu futuro, caso fosse mandada embora, e não exatamente em ser alguém melhor, mas isso já era um começo. Quem sabe o fato de ter de se condicionar a bons comportamentos não acabasse lhe mostrando o quanto aquele seria, realmente, o melhor caminho.
Por trás de Hyoga, Camus e Milo ela não pôde ver com quem eu falava agora.
- Carlo... Posso te fazer uma pergunta?
"Carlo...? Não conheço nenhum Cavaleiro, soldado ou aspirante com esse nome..." – pensou ela, tentando ver quem era, mas não conseguiria sem chamar a atenção de todos ali para o fato de que estava nervosa demais para se manter quieta. Ele fez um "hum" como quem diz: "Faz logo a porcaria da pergunta e não me chame pelo meu primeiro nome da próxima vez ou eu te mato!" Mas é claro que isso não me intimidaria e eu acabei rindo.
- Ainda ta de pé sua proposta de colocar Adriane nos eixos?
- Se ela tiver peito pra encarar... – respondeu, esquecendo do nome pelo qual o chamei e abrindo um satisfeito sorriso de quem tinha pensamentos pra lá de sádicos.
Mesmo sem olhar para ela, mesmo estando escondida atrás de meu mestre, meu irmão e de Hyoga, era impossível não sentir a energia de desespero que emanou da garota, juntamente com o disparar de seu coração. "Essa voz... Ah, não... Não me diga que esse tal de Carlo é..." E quando abrimos caminho para mostrá-la ao Cavaleiro, ela estava branca como calcário, suando frio, engoliu em seco, suas pernas bambearam e ela quase caiu. Foi o próprio dourado quem a segurou pela parte de trás do corpete, levantando-a até chegar seu rosto bem perto do dele, que tinha um sorriso que quase a fez chorar de medo.
- Como vai, Bambina...?
Ela engoliu em seco novamente. Cheguei ao lado dela como quem não entende a situação, também sorrindo.
- Não seja mau educada, Adriane... Diga olá para Máscara da Morte. Ele será seu novo mestre.
- E pra mostrar que sou bonzinho, vou te deixar me chamar só de mestre Máscara!
Ela desmaiou de vez, Máscara da Morte a olhou com desprezo e a colocou nos ombros como se fosse um ferido de guerra, se afastando do grupo e dizendo:
- Isso vai ser interessante...
- Desculpe pelo nome, Máscara... – disse em tom de brincadeira – Mas queria manter o suspense. Espero que ela não tenha ficado traumatizada demais!
- Dessa vez passa! Mas só porque você acabou de me dar alguns anos de diversão como presente. Quanto ao trauma, não se preocupe que ela ainda não viu nada! – e saiu com seu sorriso mórbido.
Todos o seguiam com o olhar. Qual seria a possibilidade mais preocupante? Uma futura masoquista? Ela acabar morrendo só pelo medo? Ela acabar tão traumatizada que a teriam de manter pelo resto da vida sedada na psiquiatria com uma mentalidade de criança de cinco anos suicida? No fim, todos voltaram os olhares para mim, até Shaka parecia levemente chocado quando comentou.
- Imagino o que teria feito se o atacado fosse Hyoga...
- Nada mais... E nada menos. Amo meu irmão, Hyoga E mestre Camus o mesmo tanto, só que de formas diferentes. – respondi dando de ombros, e percebi que os três coraram fortemente.
- Você consegue ser bem malvada quando quer, sabia? – disse Hyoga, por fim, num meio sorriso.
- Talvez tenha sido um pouco pesado... – pensou Camus, tentando ser um pouco sensato em meio ao seu próprio pensamento de que nada menos faria Adriane parar.
- Pois se eu já fosse forte como Nala, teria feito exatamente igual! – retrucou Lumina, cruzando os braços e fazendo cara de brava.
Milo abriu um largo e orgulhoso sorriso, abraçando Lumina de um lado e eu de outro com muita força.
- É isso aí! Essas são minha irmãzinha – e me deu um beijo na testa – e minha namorada! – e deu um apaixonado beijo nos lábios de Lumina.
- Certo... Vamos voltar pro treino antes que acabe o dia e estamos aqui parados! – tornou Dohko sorrindo, como todos os outros.
De longe, Shina e Marin observavam a cena. A Amazona de Serpente balançou a cabeça lentamente de um lado para outro, incrédula, olhou para a colega e as duas acabaram rindo juntas. Voltou-se para suas alunas e gritou:
- O que estão olhando, curiosas? Voltem ao treino!
Voltaram amedrontadas para as lutas, e Marin também voltou às suas meninas:
- Vocês também! Não é hora de moleza!
-/-/-ooo-/-/-
Continua...
