N/A: Heey... Desculpem meu sumiço, é que pensei seriamente em parar de postar essa fanfic aqui. Também passei mais de dois meses sem postar no orkut, o que acabou deixando a fanfic parada e sem leitores. Bem, novamente, me desculpem. Só o que posso dizer é que escrever o capítulo XXI foi difícil! Estou no IX aqui, mas tentarei colocar tudo aqui, uma vez que tenho que recuperar todos os arquivos (gravei em um cd que sumiu. Perdi praticamente todas as minhas fanfics, mas só as que já tinha postado no orkut). Ah, sim, e me desculpem também pela edição barata e podre dos últimos dois capítulos! Este eu coloquei em ordem antes de postar, então estará mais fácil de ler! Postei dois no mesmo dia, espero que isso os ajude a me perdoar :O. De qualquer maneita, Obrigada àqueles que continuarem me acompanhando, por aqui ou por outros meios! Em breve pretendo também postar Um Marca no Mundo, e espero que vocês leiam :). Agradecimentos à Lory, que comentou de ontem pra hoje, e também às que comentaram no capítulo 7, meses atrás! (estas seriam Kah Ryuuzaki, K-Dani e Deza-chan). Se não agradeci a quem comentou no sexto capítulo, obrigada também!
Key
Capítulo IX – O Fim de Um Sonho
InuYasha chegou ao colégio sorrindo. Ao perceber que Kagome não estava em lugar nenhum, porém, o sorriso falhou. Como era possível? Antes mesmo do sinal tocar anunciando o início das aulas, o hanyou voltou para a casa da garota. Queria ver se ela estava bem. O que viu ali o chocou.
Uma ambulância saía em alta velocidade, com as sirenes tocando no volume máximo. Um cheiro nauseante de sangue corria todo o lugar. A casa estava aberta.
Ele entrou, rezando para que seu olfato estivesse errado. Ao ver os livros, e o sangue, seu coração falhou. Ele caminhou sem rumo pela casa, sentindo o cheiro de Kagome por toda parte, e o cheiro do sangue dela se espalhando rapidamente. Olhou para o chão. Ali, ele encontrou uma carta.
Quatro mensagens se viam ali.
Era a letra de Kagome.
"Mãe... Me desculpe.", era a primeira delas.
A segunda era para Sango.
"Sango... Vou sentir sua falta."
A terceira era para Miroku.
"Mude... Por ela."
E a última, para seu espanto, era para ele mesmo.
"InuYasha... Adeus."
Ele não entendeu. Por um instante, tentou decifrar a mensagem que Kagome lhe escrevera. Logo depois, ele percebeu.
Os papéis.
Os malditos papéis que ele esquecera assim que suas mãos encostaram em Kagome. Ele os havia esquecido, havia deixado-os para trás, junto dela. E, por causa daquilo, alguma coisa muito grave acontecia.
Ele deixou para trás a carta, o sangue, a casa. Seguiu até o hospital geral perto dali, onde foi até o balcão de informações.
-Higurashi Kagome. –disse ele, de maneira simples, esperando pela resposta da mulher atendendo ali. Se fosse Kagome na ambulância que ele vira sair da casa, ela estaria ali.
-Ela está na UTI. –disse a enfermeira, de maneira fria e profissional. –Apenas parentes podem visitar.
A ultima parte da frase foi dita ao vento. InuYasha seguiu até o andar superior, onde vira num mapa do prédio a localização da UTI. Foi de quarto em quarto, olhando entre as frestas das persianas que cobriam cada janela de vidro que ligava quartos a corredores.
No último deles, ele viu uma garota dormindo tranquilamente, com aparelhos de todos os tipos pendurados por toda parte. Uma pontada de dor atingiu seu coração. Ele causara aquilo.
Seus dedos tocaram o vidro, tentando em vão alcançar a face de Kagome, tão longe, tão pálida, tão fria. A morte parecia rondar cada suspiro da garota deitada naquela cama. InuYasha odiou-se naquele momento muito mais do que em qualquer outro. Ela estava ali por sua causa, ele sabia, ele sentia. Mas o que ela fizera, afinal? Ele olhou-a sem ver sinais aparentes de machucados por onde todo aquele sangue pudesse ter saído. Os braços estavam por baixo do lençol que a cobria, o que não permitia aos olhos dourados chegar à pele enfaixada do pulso de Kagome.
Sem rumo.
InuYasha sentiu seu mundo ceder, seu céu cair, seus olhos perderam o brilho no meio da escuridão que o envolveu.
Onde estava ele quando ela se machucara? Onde estivera, quando a garota pela qual se apaixonara se ferira a ponto de estar naquele lugar?
Sentiu-se podre. Nojento. Inútil. Onde estava seu amor quando ela sofrera? Onde estava seu ombro quando ela chorara?
Recriminando-se, julgando-se o ser menos humano do mundo, mais vil e burro, InuYasha caminhou com passos lentos até o andar inferior.
Inferior. Sim, ele se sentia daquele jeito. Pequeno, frágil. Queria poder abraçar Kagome, dizer-lhe que a amava, pedir perdão e rezar para que ela não o odiasse. Quanto ao amor...
Seria ela capaz de amá-lo novamente?
Por que ele sabia que Kagome era sensível demais para ter mentido naquela manhã, quando se despedira dele com palavras doces que prometiam um sentimento eterno.
A eternidade aparentemente teria que esperar, porque ela parecia bastante propensa a deixar a vida continuar sem sua presença. Mas, para InuYasha, o amor sempre estaria presente.
Só rezava para ter a quem entregá-lo.
***
A noção do tempo não afetou-o até que InuYasha chegasse em casa. Só quando sentiu um cheiro estranho no ar ele deu-se ao trabalho de olhar no relógio. Pela hora que ele marcava, sua mãe ainda não voltara do trabalho. Por que Izayoi insistia em trabalhar, porque ficar sozinha em casa a lembrava demais do marido que ela não podia mais esperar. Para ela, era mais fácil encher-se de problemas dos outros, para não ter que enfrentar os seus. Viver do dinheiro do marido não era uma opção.
Ohanyou entrou na casa com alguma suspeita. Conhecia aquele cheiro, mas não sabia de onde. Seguiu-o até o banheiro. Assustou-se ao ver roupas velhas e desgastadas jogadas no chão imaculado de sua mãe. Ela o mataria. Mas não fora ele. Então, quem?
-Inu...Yasha?
Aquela voz.
"InuYasha!"
Aquela voz.
-Filho?
Aquela voz!
Ele se virou de repente, encarando sem aviso prévio olhos tão dourados quanto os seus, cabelos tão prateados quanto os que cobriam sua cabeça.
Pasmo, InuYasha se jogou sobre seu pai.
-Pai!
InuTaishou deixou de lado as fotos que estivera vendo, as que enfeitavam o quarto de sua esposa. Abraçou o filho com toda a força, temendo nunca mais conseguir soltá-lo. Seu filho. Sua criança. Crescera, e se tornara um belo rapaz. O sentimento de amor e proteção brotou novamente em seu coração, que se tornara a única coisa fria no inferno no qual vivera.
-Como... Quando? –perguntou InuYasha, ainda agarrado ao pai.
-Hoje... Segui seu cheiro até aqui. Uma garota... Uma garota me libertou. Kagome, é o nome dela.
InuYasha se separou dele. Olhou fundo nos olhos, procurando qualquer traço de mentiras ou brincadeiras. Não encontrou nada. A dor invadiu seus olhos, e InuTaishou pode ver aquilo.
-Então... Foi isso. –sussurrou ele, olhando o nada.
-O que aconteceu, filho? –InuTaishou estava confuso. Nunca antes vira o filho tão triste. Sempre fora um garoto de sentimentos fortes, mas nunca vira uma depressão tão grande invadir os olhos dourados.
-Eu acabei de voltar do hospital. Ela... Está em coma.
-Achei que ela ia ficar mal por algum tempo, mesmo. Com um corte daqueles...
-Corte?
InuYasha olhava o pai como se ele tivesse dito algo em outra língua, e esperasse tradução.
-Sim, ela tinha um enorme corte no pulso quando eu a encontrei. Mas estava viva.
-Ela... Ela mesma fez o corte? –perguntou o hanyou, o desespero subindo pela garganta e tirando-lhe a respiração.
-Aparentemente... Sim. –disse o outro.
Onde estavam seus pés?
InuYasha não conseguia mais senti-los, por isso não conseguiu manter-se de pé. Caiu sobre o chão onde estavam as roupas velhas do pai. Ele agora vestia uma camisa qualquer que encontrara entre os pertences do filho, e uma calça que, por algum motivo que ele mesmo não entendera, continuava guardada entre as coisas de sua esposa.
O hanyou percebeu que os cabelos brilhavam. O rosto estava limpo e liso. Desde que saíra pelo portal que Kagome havia reaberto, InuTaishou recuperara pelo menos dez anos de sua vida.
-Filho... –ele não entendia o sofrimento de InuYasha, mas algo mais importante naquele momento gritava em sua mente. –Onde está Izayoi?
Sim, ele se importava com o sofrimento do filho. Mas, naquele momento, tudo o que InuTaishou queria era rever sua amada Izayoi. A mulher que ele deixara sozinha. Pediria perdão, pediria um recomeço. Olhou o filho, esperando a resposta.
-Trabalhando. –disse o hanyou, levantando-se de qualquer jeito. –Limpe a casa, ou ela vai ter um surto. E compre tulipas. Ela odeia rosas. Deixando o pai sozinho, InuYasha começou o caminho de ida, no seu caso volta, para o hospital.
Tinha que ver Kagome de novo. Precisava.
