Normal: narração e fala
Itálico: pensamento
Capítulo 10.
Bart estava certo: realmente haviam voltado à estaca zero. O pai dele não poderia ajudar, já que havia morrido há 6 anos atrás.
Mas de uma coisa Gabrielle tinha certeza: Sibila Trelawney e Zoey Tylor não eram a mesma pessoa. A garota teve certeza disso quando o Natal chegou e a maioria dos alunos foi pra casa, incluindo Bart e Holly. Como poderia ser Sibila se ela foi pra casa com Bart e, mesmo em sua ausência, ataques ainda aconteciam?
Gabrielle: Pelo menos não estão acontecendo com frequência, já que poucos puro-sangues ficaram em Hogwarts. Se eu pudesse aproveitar que fiquei em Hogwarts para conseguir alguma pista...
Voz: Posso sentar contigo?
Gabrielle saiu de seus pensamentos quando Rain pediu para sentar ao seu lado na mesa da Grifinória.
Gabrielle: Isso depende. Em que lua estamos?
Rain: Não se preocupe, estou mais calma. Agora é lua minguante.
Gabrielle: Nesse caso, pode sentar.
Com a permissão da garota, Rain sentou-se ao seu lado.
Rain: O nome da responsável pelos ataques é Zoey Tylor, não é?
Gabrielle: Sim. Mas por enquanto não temos pistas sobre ela.
Rain: Eu posso ajudar, agora que estou mais calma. Conheço Zoey Tylor!
Gabrielle: *surpresa* Conhece? Como?
Rain: Pessoalmente, eu nunca a vi, mas o papai sim. Ele queria mordê-la e transformá-la num lobisomem, mas não conseguiu. Quando eu comentei com o papai sobre os ataques em Hogwarts que ela fazia, ele me mandou isso. Achou que ajudaria na investigação.
Rain mostrou um frasco com um líquido estranho dentro.
Gabrielle: O que é isso?
Rain: Uma memória pertencente ao meu pai.
Gabrielle: Mas eu não preciso de uma penseira pra vê-la?
Rain: Acho que tem uma no gabinete da diretora Mc Gonnagall. Só precisa ir lá escondida.
Gabrielle: Será que é uma boa ideia? O "trio maravilha" (Clark, Rick e Sarah) perderam 20 pontos para a Grifinória por simplesmente atacarem a mãe do Bart. Imagina o quanto eu poderei perder se a diretora me ver no gabinete dela?
Rain: Eu vou com você, pra te acobertar. E depois, a diretora não está no momento. Ela foi ao caldeirão furado com os outros professores e não vai voltar tão cedo.
Gabrielle: Tudo bem, me convenceu. Vamos.
Discretamente, ambas foram para o gabinete da diretora e, após chutarem a senha (ainda eram as mesmas de Dumbledore), entraram. Antes que os quadros berrassem, Rain jogou toalhas sobre eles.
Rain: Assim eles não alertarão ninguém. Pode ver a lembrança, Gabrielle. Eu fico vigiando e te aviso se alguém estiver vindo.
Gabrielle concordou, antes de derramar a lembrança na penseira encima da mesa e colocar a cabeça nela. Tudo girou e, em poucos segundos, a grifinória estava dentro da lembrança. Mais precisamente, num beco escuro.
Gabrielle: *confusa* Que estranho! Será que a Rain trouxe a lembrança certa? Onde está Zoey Tylor?
Gabrielle não precisou procurar muito: logo avistou Zoey Tylor de costas para ela, que parecia estar falando com alguém. Curiosa, foi até ela, sem preocupação. Sabia que, por ser uma lembrança, Zoey não podia vê-la.
Zoey: É verdade? Você pode me dar qualquer coisa?
Gabrielle: *confusa* O que ela está segurando?
Olhando melhor, Gabrielle percebeu que era um pingente estranho e circular. Ele tinha uns 10 cm de diâmetro e tinha algo vermelho dentro, que borbulhava. O que deixou Gabrielle realmente confusa é que Zoey parecia estar falando com o pingente!
Zoey: Sangue de 30 bruxos puro-sangue? Não é muito?
Gabrielle: Que coisa mais estranha! Ela parece estar falando com o pingente, mas eu não ouço a resposta dele. Ou só ela consegue ouví-lo?
Zoey: Se é assim, então está combinado: eu te dou 30 amostras de sangue-puro e, em troca, você faz Edgar Ikabot deixar a estúpida da Trelawney e ser todinho meu.
Gabrielle arregalou os olhos. E mais ainda quando uma luz cobriu Zoey da cabeça aos pés, antes da mesma desaparecer... e minutos antes de Fenrir Greyback aparecer, tão espantado quanto Gabrielle com o desaparecimento de Zoey.
Depois disso, tudo girou novamente, e Gabrielle estava de volta ao gabinete da diretora.
Rain: E então?
Gabrielle: A lembrança ajudou um pouco. Agora sabemos o porquê dos alunos estarem sendo atacados: Zoey precisa de 30 amostras de sangue-puro para ter Edgar Ikabot para si, o que significa que acontecerão 31 ataques. Afinal, ela me atacou por engano, e eu não sou sangue-puro.
Rain: Mas essa lembrança do papai aconteceu em 1977, quando Zoey Tylor tinha 18 anos! Por que ela está atacando só agora, 20 anos depois? E Edgar Ikabot já não morreu?
Gabrielle: Sim. O Bart disse que já faz 6 anos. Mas talvez... talvez Zoey esteja atacando por causa do Bart!
Rain: O Bart? Não entendi!
Gabrielle: Eu explicarei mais tarde. Por enquanto, terei que escrever duas cartas: uma para Bart e outra para minha mãe.
Rain: Para sua mãe? O que a dona Lucíola tem a ver com isso?
Gabrielle: Ela tem um livro que poderá ser útil. Vou pedir que o envie para mim.
Rain: Não é mais fácil perguntar para a Madame Jonesy se tem esse tal livro na biblioteca?
Gabrielle: Como se ela fosse me dizer. A Madame Jonesy não gosta muito de mim. De qualquer forma, obrigada pela ajuda, Rain.
Rain: Não foi nada. Só me mantenha informada, está bem?
Gabrielle concordou, antes das duas deixarem o gabinete da diretora.
