CAPÍTULO X
"Identidade"
- Qual é o teu nome? – repetiu Okita, olhando nos olhos violeta dela.
Battousai suspirou fundo como se fosse desabafar o maior segredo do mundo.
- Shinta. – respondeu a rapariga.
- Shinta …
- Apenas Shinta! – esclareceu Battousai – Os meus pais eram agricultores e filhas de agricultores não têm direito a apelido!
Okita não disse nada, limitou-se a olhá-la com carinho, como sempre fizera. Ela tinha algo de especial. Cofiou algumas linhas de cabelo ruivo, sorrindo ternamente.
- Fala-me sobre ti … - pediu Okita.
- Estás sobre ordens dos Shinsengumi?! – desconfiou a rapariga fazendo Okita rir-se.
- Pára de ser desconfiada! – riu-se Okita – Se eles apenas desconfiassem … eu já não tinha cabeça!
- Não há nada de interessante na minha vida! – suspirou Battousai – Sabes o que eu faço, que sempre fiz desde que tinha 14 anos!
- Quando matas-te pela primeira vez?
- De facto é bastante romântico estarmos aqui a falar sobre assassinatos e mortes! – ironizou Battousai olhando para ele.
- Pronto … má escolha de tema! – riu-se Okita – Peço desculpa pela minha falta de romantismo!
Battousai sorriu e aproximou-se mais dele, Okita passou a sua mão suavemente pelos longos cabelos ruivos dela. Os lábios de ambos uniram-se novamente num beijo perfeito.
- Também não sou dada a romantismos! - riu-se a rapariga - Mas para ti talvez abra uma excepção!
O rapaz envolveu-a num abraço carinhoso e esperou que ela adormecesse. Ela dormia tão pacificamente. Ali, nos seus braços! Sorriu e deu-lhe um suave beijo na testa.
- Acho que agora … posso dizer … que te amo!
CONTINUA ...
