Secretária
Resumo: Ela, a secretária. Ele, o chefe. Isso pode ser mais complicado do que se pensa...
Atenção: Essa fic foi baseada no filme "Secretária", mas não é parecida com a história, apenas o título e o fato de Rin ser uma secretária...
No cap. anterior...
"Eu virei..." – murmurou, prendendo a todo custo o choro. Não ia dar-lhe o gostinho de chorar em sua frente – "Estaria aqui no sábado..."
E lançando um triste e decepcionado olhar para o chefe saiu da sala.
Sesshoumaru finalmente deixou que seu sorriso torto, saísse de seus lábios finos. Autocontrole... Rin ainda tinha muito que apreender.
Capitulo Dez – "Sobre casos e carros"
"Como é que é?" – Kagome exclamou um pouco mais alto do que deveria, com uma expressão de incredulidade na face maquiada. Várias pessoas na lanchonete viraram a cabeça para sua direção, mas ela pareceu não se importar, ainda mirando Rin com os olhos arregalados – "Ele não pode fazer isso com você..."
"Ele já fez..." – Rin respondeu suspirando contrariada, dando uma mordida em seu sanduíche.
"Mas... Mas... Isso é um absurdo..." – a outra continuava – "O Sesshoumaru-sama é mesmo um insensível, arrogante e..."
"Shhhhhh! Fale baixo, Kagome!" – Miroku repreendeu-a, olhando para os lados – "Se alguém escutar... aí quem será demitida é você..."
Rin suspirou novamente, tomando seu suco de laranja. Seus olhos castanhos estavam vermelhos e inchados e ela carregava uma expressão abatida no seu rosto jovial. Os outros dois trocaram olhares apreensivos, logo voltando a encarar a secretária.
"Não fica assim, Rin-chan" – Miroku falou, tentando anima-la – "Ele deve ter um bom motivo para ter obrigado..." – ele pigarreou – "pedido para você não ir"
"Ele é tão egoísta..." – a garota murmurou – "Pensei que ele estivesse me apoiando... Pelo menos foi o que pareceu naquele dia no carro..." – completou desapontada.
"Você sabe como ele é..." – Kagome disse, colocando sua mão no ombro da amiga – "Você não tinha outra escolha... Eu também já perdi muitas palestras e aulas por causa do trabalho..."
"Eu estava tão animada" – suspirou novamente – "Já estava até formulando algumas perguntas para fazer para o Bankotsu-sama"
Miroku e Kagome se entreolharam novamente.
"Olha Rin..." – Miroku começou um pouco hesitante – "Eu acho que... é exatamente isso que ele quer..."
"Nani?" – a secretária indagou, sem compreender. Miroku engoliu em seco, lançando outro olhar para a recepcionista, como se pedisse ajuda.
"É que... O Sesshoumaru-sama não é flor que se cheire, Rin" – Kagome começou, se remexendo desconfortavelmente na cadeira e se inclinando levemente na mesa – "Eu sei que você gosta dele e tudo mais... e não me olhe assim porque você sabe que é verdade" – ela comentou ao receber um olhar indignado da outra – "Mas... Tenho certeza que ele fez isso de propósito! Ele podia muito bem considerar... mas... ele é meio... perverso, Rin..."
"Não como o Naraku-sama, mas... O Sesshoumaru-sama me dá mais medo que ele..." – Miroku comentou, num sussurro.
"Tome cuidado para não se iludir..." – Kagome aconselhou – "Você é minha amiga e eu não quero vê-la magoada..."
A secretária assentiu, tentando esboçar um sorriso, embora tudo o que Kagome falara, Rin já sabia. E por mais que ele tivesse feito aquilo com ela, não conseguia odiá-lo. Ela tomaria cuidado... Conhecia Sesshoumaru... Ou ao menos... Julgava conhecer.
"Como assim você não tem nada haver com isso?" – a voz alterada de InuYasha pôde ser ouvida por toda a mansão Inokuma. Sua face estava vermelha e em sua têmpora começava a brotar gotículas de suor.
O irmão mais velho fingiu não escutar e continuou a colocar uma dose de Uísque num dos copos de vidro do luxuoso bar da sala de visitas.
"Eu estou falando com você!" – o outro continuava a berrar estridentemente; uma de suas veias do pescoço se destacava e ele rosnou ferozmente como um leão perante o irritante silêncio do advogado. Há quase uma semana estava tentando falar com o outro, mas sempre este lhe ignorava, como estava a fazer naquele exato momento.
Sesshoumaru bebericou sua bebida, passando a língua pelos lábios finos sentindo o agradável gosto cortante do álcool descer por sua garganta. Ainda ignorando o meio-irmão ele seguiu para a poltrona, largando-se na mesma. Afrouxou um pouco o nó de sua gravata, e levou novamente à bebida a boca.
"Seu canalha! Não me ignore!" – InuYasha gritou – "Eu vou quebrar sua cara, seu almofadinha!"
O advogado finalmente o mirou, com uma sobrancelha erguida desdenhosamente.
"Vai?" – indagou com calma, ao contrário do estado do irmão em pé do outro lado da sala. InuYasha soltou outro rugido e estreitou os grandes olhos dourado perigosamente em sua
direção – "Quer que eu te dê outra surra igual a do outro dia?"
"Cala a boca!" – falou em resposta cruzando os braços e bufando enraivecido – "Eu preciso de você vivo para resolver o problema do carro..."
Sesshoumaru rodou os olhos âmbar, bebendo mais um gole.
"Já disse que não tenho nada haver com isso, moleque..."
"Claro que tem!" – o outro respondeu – "Agora aquela velha maluca quer me processar!"
"Uma boa idéia... Não sei por que nunca pensei nisso antes..." – Sesshoumaru comentou coçando o queixo.
"O quê?" – o outro indagou perplexo.
"Eu poderia ser vítima, advogado e testemunha ao mesmo tempo..." – continuou – "Diria que você é um usurpador, que descobri que meu verdadeiro irmão morreu e ficaria com sua metade da herança de meu pai..."
O mais novo arregalou os olhos incrédulo.
"Você só pode ser louco, Sesshoumaru!" – uivou, balançando a cabeça negativamente, ainda perplexo – "E ainda se diz advogado... com planos mirabolantes como este!"
Sesshoumaru nada respondeu. Bebeu mais de seu copo, esboçando um sorriso sarcástico no rosto.
"Vo-você não está pensando em fazer isto, está?" – indagou o outro, hesitante.
"Não..." – respondeu – "Hoje em dia existe teste de DNA, se você não sabe..."
"É claro que eu sei!" – defendeu-se ofendido.
"Há poucos instantes parecia que não..." – alfinetou, com a sobrancelha erguida novamente.
"É claro que eu sabia, seu idio... Ei! Não mude de assunto!" – acusou com o dedo indicador apontado para o outro. Sesshoumaru ficou em silêncio – "Você tem que fazer alguma coisa..."
"Acho que você está bem grandinho e já pode resolver seus problemas... Ou eu ainda preciso contratar uma babá para trocar suas fraudas?"
"Vá pra o inferno!" – Inuyasha gritou.
"Não... prefiro ficar por aqui mesmo... ir pra o inferno ou te aturar não faz muita diferença..." – falou friamente, terminado o Uísque no copo – "Além do mais... lá eu não me divertiria tanto como aqui... vendo-o assim... morrendo de medo de ser processado..."
"Eu não estou com medo!" – respondeu e ao perceber o que o outro falara, completou – "Divertir? Não sabia que você conhecia essa palavra"
Não houve resposta, Sesshoumaru mirava o outro com desdém. Adorava ver o irmão mais novo numa fria.
"Então..." – falou InuYasha, vendo que o outro não proferiria nada – "Você vai ou não me ajudar?
"Não"
InuYasha respirou fundo, tentando a todo custo se controlar para não atacar o pescoço do mais velho e enforca-lo ali mesmo.
"Porque não?" – indagou entre - dentes com a voz arrastada.
"Porque não fui eu o irresponsável que bateu o carro no de uma velhinha de mais sessenta anos..."
O outro bufou.
"Eu já disse... Eu não bati no carro dela... ela que bateu no meu. Além do mais, o dela só teve um amassadinho e o meu foi que sofreu mais..." – e com uma expressão de desgosto, comentou - "Ela não era uma velhinha qualquer... Era mais lúcida do que você!"
"Para quem está querendo minha ajuda você não está se saindo muito bem, maninho"
"Você vai me ajudar ou não?" – perguntou novamente, fechando o ponho para conter sua vontade de socar o rosto inexpressível do advogado.
"Eu não trabalho com seguros..." – desdenhou com um sorriso sarcástico.
"Qual foi a parte do ela quer me processar que você não entendeu?" – falou já começando a se alterar novamente, enquanto o outro continuava impassível como de costume.
"E porque ela quer de processar?" – perguntou com pouco interesse – "Se for por uma boa causa, eu até posso apóiá-la"
"Ela quer que eu pague o concerto da merda do carro dela, se não me processa" – respondeu, ignorando o último comentário do irmão.
"E porque você não paga, seu imprestável?"
"Pela milésima vez, Sesshoumaru: EU NÃO BATI NO CARRO DELA... Ela que bateu no meu!" – explodiu – "Ela é que tinha que pagar o concerto do meu carro e não eu o do dela!"
"Francamente, InuYasha, você é burro ou o quê?" – o outro indagou – "Se ela te por na justiça ela ganha de qualquer jeito, ela é idosa, mesmo sendo lúcida e você o que é? Um vagabundo de vinte e três anos que mal se vira sozinho."
"Maldição! Você é inútil, seu..."
"Eu adoraria de ver se dando mal, InuYasha..." – ciciou levantado-se da poltrona – "Mas ter um irmão com uma fixa suja não ia me ajudar em nada... então... Pague logo a concerto" – terminou se dirigindo as escadas.
"Mas isso não me ajuda em nada..." – resmungou o outro – "Se você me defendesse, ela não ganharia..."
"Você vai me pagar?" – Sesshoumaru indagou, começando a subir os degraus.
"Humpf! Nem morto..." – respondeu cruzando os braços revoltado.
"Então se dane!" – disse sumindo da vista do outro.
Eram exatamente onze horas de sábado, quando Sesshoumaru saiu do elevador e abriu a porta da sala. Conteve um sorriso de satisfação ao encontrar a secretária sentada em sua cadeira atrás da mesa, a sua espera. Carregava no rosto angelical, uma expressão de desgosto ao estar ali, obrigada, em seu trabalho. Seus olhos castanhos estavam fixos na janela em sua frente e ele sabia que ela estava naquele momento amaldiçoando-o de todas as formas possíveis.
O advogado fechou a porta atrás de si, chamando a atenção da outra, que o encarou desapontada. Sesshoumaru teve que conter uma exclamação de surpresa ao notar que raiva havia a feito ficar mais linda do que o normal. Os cabelos estavam impecáveis, e a maquiagem mais caprichada, mas sem exagero. Talvez ele devesse ser mais duro com ela com mais freqüência. Ele sorriu de lado materializando o que isso poderia fazer com Rin.
"Ohayou" – ela murmurou num tom, que ele teve certeza, que apenas falara por educação.
"Bom que veio" – ele respondeu – "Pegue um classificador e venha para minha sala" – ordenou, indo em direção ao escritório, mas antes de entrar acrescentou – "E traga um café para mim"
Rin suspirou derrotada, levantou-se para fazer o que o chefe mandara. Minutos depois ela apareceu no escritório.
Sesshoumaru analisava algumas folhas e escrevia anotações em outras, concentrado.
"Aqui estão..." – ela falou friamente, pondo o classificador e a bandeja com o café na mesa e esperando a próxima ordem. O advogado levantou os olhos e analisou-a por alguns instantes.
"Ainda está chateada comigo?" – ele indagou, obviamente, já sabendo a resposta.
Rin suspirou, umedecendo os lábios.
"Não, senhor" – respondeu esboçando um sorriso cínico. Sesshoumaru sorriu maliciosamente e ela teve que controlar a vontade de socar aquele rosto perfeito.
"Você poderia trabalhar como atriz, Rin" – ele comentou, pegando o classificador e pondo os papeis que antes ele analisava dentro do mesmo– "Já pensou em fazer teatro?"
Nisto você não se daria bem, seu insensível! Ela pensou com raiva.
"Não, senhor" – ela respondeu novamente, entre dentes.
"Mas devo dizer que você não sabe disfarçar bem" – falou com desdém.
"Porque o senhor não me dá umas aulas então?" – ela não se controlou. Sesshoumaru ergueu uma sobrancelha, encarando-a por alguns instantes para ter certeza de que ela falara realmente aquilo. Alguns segundos se passaram em que ele apenas a mirava com aqueles olhos impenetráveis. Levantou-se da cadeira, e apoiando as mãos na mesa, inclinou o corpo na direção da secretária.
"Você é muito corajosa ou então muito inconseqüente" – ele murmurou, sua voz sem um pingo de emoção – "Não deveria falar esse tipo de coisa para seu chefe... Sabe que posso despede-la quando bem quero..."
Rin congelou com a proximidade do outro, e um arrepio subiu-lhe a espinha; ela tentou a todo custo se concentrar nos olhos âmbar do homem e não na delineada boca fina.
"Sumimasen" – ela respondeu num fio de voz, sem se afastar ou desprender o olhar das íris douradas. Seu coração estava enlouquecido e ela se perguntava se ele não podia ouvi-lo batendo forte em seu peito. Por um segundo, esqueceu toda a raiva que estava a sentir do advogado e se concentrou em admirar o belo rosto que ele possuía. Como nunca havia notado que ele possuía um sinal perto do lábio superior? Como numa havia notado que ele tinha uma pequena cicatriz no supercílio esquerdo? Eles nunca estiveram tão próximos como naquele momento, ela até podia sentir o hálito quente do chefe. Sentiu seu corpo quente e uma moleza apoderar-se dela. O que estava acontecendo?
Sesshoumaru concentrou-se na boca rosada e brilhante pelo gloss, sentiu o perfume doce que ela exalava entrando pelas narinas. Podia sentir a hesitação e a incerteza que ela transmitia. Sorriu levemente. Era intrigante como agora sorria com mais freqüência, mesmo que os sorrisos carregassem um quê sarcástico ou malicioso.
"Nunca mais fale assim comigo" – ele sentenciou finalmente, voltando à postura ereta. Rin agradeceu internamente por ele ter se afastado; não suportaria mais nenhum segundo ter aquele rosto tão próximo ao seu. Ele bebeu o café de uma vez só – "Vamos?"
"Nani?" – ela indagou, observando-o pegar a maleta e o classificador que ela mesmo trouxera – "A-aonde vamos?"
Sesshoumaru nada respondeu, apenas dirigiu-se a porta abrindo-a e dando passagem a ela.
"Sem perguntas, Rin. Você verá"
"Sesshoumaru-sama?" – ela falou, assim que ele estacionou o carro em frente a um prédio, este possuía apenas três andares, mas ocupava uma enorme área e parecia ser extremamente luxuoso – "Onde estamos?"
"Você é muito curiosa" – foi o que ele se limitou a dizer, enquanto saia do carro. Rin o imitou-o, pondo a bolsa em seu ombro esquerdo. Ele abriu a porta traseira pegando a pasta e o classificador e logo a fechou-a. Rin ainda o encarava, curiosa – "Já disse que logo saberá"
Rin seguiu-o até a entrada do prédio. O que será que ele estava tramando? Onde eles estavam? Porque ele a levou para lá? Pensou que por ele ter a obrigado a ir trabalhar naquele sábado, iria ficar o dia inteiro atolada de afazes até o pescoço. O que diabos Sesshoumaru pretendia?
Entraram. O local era ainda mais luxuoso por dentro. Havia um enorme hall, onde se encontravam algumas pessoas a conversar, todas vestidas socialmente, carregando expressões sérias nas faces.
"Seshoumaru!" – um homem alto e barrigudo o chamou, indo de encontro aos dois – "Estava começando a ficar nervoso com sua demora" – comentou estendeu a mão para cumprimentar o outro.
"Não era minha intenção demorar" - respondeu apertando a mão do homem – "Esta é Yoshida Rin, minha secretária"
"Encantado, Senhorita" – disse estendo a mão, ao que Rin apertou-a cordialmente.
"O prazer é meu" – ela respondeu educadamente, mesmo sem saber de quem se tratava.
"Sesshoumaru, a audiência começará em quinze minutos" – falou, aparentando nervosismo – "Espero que esteja tudo em ordem"
"Não precisa se preocupar" – o advogado respondeu.
"Sei que não" – o outro falou. Tirou do bolso do terno um lenço branco e começou a enxugar as gotículas de suor que apareciam em sua testa – "Sei que ocorrerá tudo bem"
"Pode ter certeza" – Sesshoumaru respondeu.
"Bom, vou fazer companhia a minha esposa" – o outro informou guardando o lenço – "Ela está muito nervosa também. Com Licença" – e se retirou. Rin acompanhou-o com o olhar, até ser despertada pelo chefe.
"Yaku Lin" – ele murmurou, parecendo saber das mil perguntas que Rin gostaria de fazer – "O cunhado dele foi morto a pauladas no inicio do ano, por puro ciúme do ex-namorado de sua noiva"
"Não lembro de ter visto nenhum caso do tipo nas fichas" – Rin falou.
"Normalmente eu não defendo esses casos. Mas vi que o Kouga não iria conseguir assumir, ainda está muito novo para pegar estes casos complicados"
"Entendo" – Rin falou, voltando a olhar para Lin, que estava no momento acalmando sua mulher – "Mas... para quê estamos aqui?" – ela indagou, voltando a mirar o advogado.
Ele levantou as sobrancelhas.
"Você não faz nem idéia?"
Rin observou o local por uns instantes e as pessoas que ali estavam. Será que... Não... Ela não poderia estar num...
"Apenas fique quieta e preste muita atenção" – ele murmurou, quando ela a encarou com uma expressão surpresa. E com um pequeno sorriso nos lábios terminou – "Comentamos sobre isso mais tarde"
"Foi absolutamente incrível" – Rin falava alegre, enquanto Sesshoumaru a levava para casa. Já era noite, a luzes do postes brincavam com as cores e tons de ambos enquanto eles passavam pelos mesmos dentro do carro importado na rua movimentada – "Era exatamente como eu imaginava"
Os olhos da garota cintilavam em felicidade, enquanto ela contava com empolgação o que ela achara do tribunal. Sim. Era aquele o plano de Sesshoumaru. Ele a havia levado para presenciar uma audiência de verdade.
"Sabe, eu achei o advogado do acusado tão... ruim. Não me entenda mal, ainda não sei a diferença de bom e ruim nesta área, mas... ele não sabia o que falar em alguns momentos, não era? Ficava olhando como se pedisse ajuda ao juiz, era até engraçado" – ela tagarelava, esquecendo-se completamente com quem estava a conversar.
"Era na verdade, pelo fato de ele não ter o que falar" – Sesshoumaru respondeu, com um meio sorriso esboçado nos lábios, enquanto seus olhos mudavam de amarelo escuro, para amarelo claro com forme as luzes lá fora.
"Bom... com a quantidade de provas que o senhor tinha..." – Rin comentou animada, lembrando-se de cada momento. Fora uma audiência longa e cansativa, mas não para a jovem secretária que ouvira tudo com atenção e empolgação. Nunca imaginara que seu chefe a levaria um dia para ver aquilo. Estava realmente encantada e realizada, aquilo substituía vinte palestras sobre o assunto.
Rin continuou a conversar e novamente as mudanças repentinas de humor da mesma chamou a atenção do advogado. Ela era realmente uma garota única. Podia ser mil em uma, mas nunca deixaria de ser ela mesma. Escutava com atenção tudo o que ela relatava, sentindo satisfação ao ouvir cada palavra murmurada com entusiasmo.
"Rin" – ele pronunciou, num momento que ela finalmente parara para tomar ar. Ela virou o rosto para encara-lo – "Está com fome?"
"Nani?" – ela indagou, piscando algumas vezes sem compreender a pergunta, por ele ter mudado de súbito a linha da conversa.
"Quer comer alguma coisa?" – ele indagou novamente – "Passamos o dia confinados naquele lugar, eu estou morrendo de fome" - Ela não deixou de rir do comentário do outro. Nunca imaginara que algum dia seu chefe falaria daquele jeito para ela, ou para ninguém – "Podemos jantar se você quiser..."
"Eu adoraria" – ela respondeu ainda sorrindo. Mas ao notar o que aquilo realmente significava, corou e acrescentou – "Se não for muito incomodo para o senhor, claro. Já deve estar sendo um transtorno me levar para casa e..."
"Gosta de comida mexicana?" – interrompeu-a.
"Sesshoumaru-sama..." – ela tentou novamente.
"É apimentada e bem saborosa, acho que vai gostar" – ele contrapôs novamente – "Não aceitou não como resposta" – finalizou ao ver que a garota iria murmurar alguma justificativa.
"Hai" – ela respondeu num suspiro e com um pequeno sorriso no rosto.
"Agora o senhor vira nesta esquina" – ela murmurou, indicando o caminho para sua casa – "Minha casa é a penúltima"
Ele parou o carro na casa indicada da viela. Ficaram em silêncio por alguns instantes. Sesshoumaru a mirava fixamente, enquanto ela observava, timidamente, seus próprios pés.
"Eu..." – ela começou – "Eu lhe devo desculpas, Sesshoumaru-sama" – encarou as íris douradas que pareciam ainda mais brilhantes pela luz do luar e das estrelas que cintilavam na escuridão o céu.
O homem continuou calado, apenas observando o acanhamento da garota ao proferir aquelas palavras.
"Me comportei como uma criança" – ela confessava, sinceramente – "Fui muito egoísta"
Sesshoumaru mirava o rosto angelical, impassível.
"Gomen. O senhor foi tão gentil por ter me levado, mesmo eu tento feito àquela cena toda e..." – ela engoliu em seco, antes de dizer – "Faltado com respeito"
"Sei que não tinha intenção" – ele finalmente murmurou, com a mesma voz sem emoção de sempre – "Eu fiz a mesma coisa com meu pai"
Rin sorriu fracamente, voltando a encarar os pés, sem saber se ficava feliz por ele ter finalmente falado alguma coisa de seu pai para ela ou se ficava triste por ele, talvez, estar insinuando que a relação deles era apenas fraternal.
"Mas comigo foi diferente" – ele continuou – "Ele que ficou chateado comigo, mas mesmo assim me levou... Fiquei surpreso quando vi que era um tribunal"
"Então..." – ela levantou os olhos, para encará-lo novamente – "O senhor não ficou chateado comigo?"
Ele balançou a cabeça negativamente.
"Fiquei surpreso por tê-la visto alterada"
Ela riu fracamente.
"Gomen" – ela murmurou novamente – "Ás vezes não consigo me controlar..."
"Tem que começar a praticar isso..."
"Nunca se altera?" – ela indagou timidamente, curiosa.
"Ás vezes..." – respondeu – "Normalmente com meu irmão"
"Vocês não se dão muito bem, não é?" – ela murmurou, mas vendo que ele erguera uma sobrancelha, completou hesitante – "É que algumas pessoas comentam na I&N..."
Sesshoumaru assentiu.
"Ele é um irresponsável. Não somos nada parecidos..."
"Sei como é...Também tenho um irmão mais novo..."
Silêncio novamente. Rin voltou a encarar seus pés. Podia sentir o olhar dele perfurando-lhe a pele. Mordeu os lábios inferiores nervosamente, vendo que já era hora de sair da ali. Estava empatando-o.
"Bom..." – ela começou tirando o cinto de segurança – "Obrigada por ter me levado para ver, aprendi muito hoje. Nem sei como agradecer direito... Obrigada pelo jantar também... e desculpe por te incomodado me trazendo aqui em casa..."
"Disponha..."
Ela sorriu.
"Boa noite" – murmurou, pondo a bolsa no ombro, virando-se e estendendo-a mão para abrir a porta. Mas sentiu a mão dele se fechando em seu pulso impedindo-a. Ela se virou, deparando-se com os irresistíveis olhos âmbar.
Os rostos estavam próximos, e novamente ela pode sentir o hálito quente próximo a sua boca. Seu coração acelerou, bombeando sangue numa freqüência incomum e descompassada, o oxigênio parecia não achar o caminho dos pulmões, pois ela começou a se sentir quente e abafada. Seu estômago pareceu dar reviravoltas, enquanto ela observou o sorriso malicioso que brotou dos lábios finos do chefe.
Ela corou furiosamente quando ele se aproximou mais, fazendo com que seus lábios roçassem nos dela. Arregalou os olhos chocolates, quando ele fechou os dourados, selando finalmente as bocas.
Rin fechou os olhos involuntariamente, quando uma das mãos do advogado passou por sua cintura, puxando-a para mais perto. Ele passou levemente a língua pelos lábios carnudos da garota, como se pedisse permissão para aprofundar o beijo.
Rin abriu sua boca timidamente dando passagem à língua do outro, pousando suas duas mãos no peitoral do mesmo, enquanto deixava-o explorar sua boca pequena.
Ele sorriu, enquanto mudava a cabeça de posição, pela timidez e inexperiência da secretária. Mas não podia negar que estava adorando... Adorando sentir o gostinho de cereja levemente apimentado graças à comida mexicana, adorando sentir a mão delicada pousar em sua bochecha enquanto ela começava a corresponder o beijo, adorando a dança sincronizada que suas bocas e línguas estavam a fazer como se fosse ensaiado. Estava adorando. Mordeu levemente o seu lábio inferior, já inchado, sugando logo em seguida, arrancado um suspiro involuntário da outra.
Ele uniu seus lábios novamente e eles beijaram-se por mais alguns segundos. Até ela interromper devagar, empurrando-o levemente pelos ombros largos, por falta de ar.
Sesshoumaru abriu os olhos encontrando-a ainda de olhos fechando. Ele sorriu novamente e inclinou se para falar no seu ouvido com uma voz rouca e irresistível:
"Boa noite, Rin"
Ela abriu os olhos levemente, encarando a íris âmbar timidamente, corada; seus lábios inchados e entreabertos ao que o advogado não resistiu a selar novamente junto as seus por breves segundos.
Rin abriu a porta e saiu do carro, sem proferir nada. Suas bochechas estavam completamente vermelhas. Ela seguiu até a porta, e pegando a chave na bolsa abriu-a. Deu uma olhada para trás, vendo Sesshoumaru piscar um olhar para ela, sorriu, dizendo apenas com um mexer dos lábios Boa noite.
Ele deu a partida quando ela entrou.
Rin subiu as escadas correndo rumo ao seu quarto, fechando a porta do mesmo. Encostou suas costas na madeira pondo os dedos nos lábios levemente, com um sorriso bobo. Ela escorregou até o chão com o olhar perdido e o coração descontrolado
"Ele me beijou..."
N/A: Como prometido aí está o décimo capítulo. Espero que tenham gostado... Fiz de tudo para posta-lo o quando antes.
Sim, eles se beijaram... hahaha! Já era hora... Mas sim... ainda NÃO tenho beta, por isso, desculpe novamente pelos erros. Sinceramente, não sei quando o próximo cap sairá, por isso prefiro não prometer nada, ok?
Susan: Obrigada pelos elogios! Bom... a Kagura merece uma lição em todos os capítulos na verdade.. hahaha. Que bom que está gostando... O que achou desse caap?
Hinata-chan: Bom, na verdade eles não estavam sozinhos no escritório, não é? Hahahaha. Mas espero que tenha gostado do beijo. Quanto a ter autocontrole, acho que eu não sou como você ou Rin, não que eu seja como o Sess, mas... sei como ficar impassível, sabe? Hahhahaha! Beijos!
Lore Yuki: Eu também fico ansiosa esperando fics serem atualizadas! Hahaha. Mas dessa vez eu não demorei, não é? Obrigada por estar acompanhando... Espero que tenha gostado desse cap!
Tati-chan: Hey! Que bom que você me entende quando a isso. Se eu pudesse ficar o dia inteiro na frente do PC escrevendo, eu agradeceria a Deus. Mas como moramos num mundo capitalista, onde educação é primordial, não posso fazer! Hahaha. Bom, não posso dizer se eles vão ficar juntos, mas ao menos rolou um beijinho. O que achou?
Fashunrey: hahaha! O pega rolou, hein? E que pega, queria ta no lugar da Rin, pra ter um chefe gostoso que nem o Sess! E aí? Gostou?
Pamela Cesar: Obrigada pelo comentário! Continuei! Hahaha! Espero que tenha gostado! Beijo!
Cris: Ebaaa! Consegui uma nova leitora! Obrigada por está acompanhando... Beijos!
Luisa: Atualizei! Obrigada pelo elogio! Espero que tenha gostado do cap!
Yasmiin: hahaha! Adoro a palavra pega! Acho engraçado! Hehehe. O pega aconteceu, hein? Espero que tenha gostado!
Raissinha: Bom, acho que ir para o tribunal foi melhor que a palestra! Que bom que está gostando! Qual é sua fic? Quero dá uma lida também! Beijos!
Arice-chan: Não demorei, não? Eu também divirto muito com eles... É engraçado tudo que a Rin passa... as incertezas, mas eu quero passar o quando eles são diferentes... Acho que assim fica mais engraçado! O que achou do cap? Beijos!
Uchiha Haru: Que bom que está gostando... Wow.. seu prof deve ser sexy então, hein? Hahaha! Gostou do cap?
Mizu e Kimi: Tecnicamente ela assistiu a palestra, ne? Só que bem melhor do que ela esperava! HAHAHA. O cap não demorou muito... tentei escrever o mais rápido possível! Espero que tenha gostado! Beijos!
Mary-chan!: Conquistei?! Hahaha! Que bom! Espero que tenha gostado do cap! Obrigada pelos elogios, sim? Eu também queria está no lugar da Rin algumas vezes! xD
Myttaro: Eu penso a mesma coisa... Tem que ter briga! Hahaha! Adoro uma confusão! Realmente... dá mais realidade! E aí? Gostou desse cap?
Bom... É isso pessoas... Até a próxima!
Beijos!
Cath.
