Capítulo Dez - Explicações
Venha comigo. - Gina disse suavemente.
Draco, que estava se sentindo completamente contente, sua cabeça no peito dela e sentindo os dedos dela enrolando seus cabelos, sentou-se subitamente. Passou as pernas para o lado da cama, de costas para ela.
Não posso. - disse simplesmente.
Claro que pode. - Gina respondeu alegremente.
Draco sabia que ela estava feliz porque eles estavam juntos novamente. Mas ele não podia estar feliz. Claro que estava aliviado que Gina era sua de novo, mesmo assim uma nuvem negra flutuava sobre ele, deixando-o muito atento de que a qualquer momento ela poderia ser tirada dele. Enquanto esses pensamentos depressivos passavam por ele, ouviu-a se movendo por trás e parando, colocando o queixo sobre o ombro dele. A respiração quente dela em seu pescoço quase o causou arrepios, mas conseguiu manter-se livre deles. Ela beijou levemente a orelha dele antes de continuar.
Cedo ou tarde minha família terá que aceitar o fato de que estamos juntos. - ela disse. -E nos vendo lado a lado, percebendo o quão não-Malfoy você é, ajudará que brevemente-
Ela parou quando Draco levantou a mão, pedindo silêncio. Ele ouviu algo e sentou-se erguido, forçando os ouvidos. Sim, definitivamente eram passos vindo em direção ao quarto. Quando era mais novo e era mandado para o quarto por ser insolente, sempre deitava na cama e ouvia os passos de seu pai no corredor, sabendo que ele estava atrás dele. E agora não era diferente.
Embaixo da cama. - Draco sibilou. -Rápido.
Gina não respondeu e sem hesitação pulou para o chão e rolou para debaixo da cama. Draco teve a certeza de que a coberta da cama estava a cobrindo de vista, antes de se levantar e se preparar para se confrontar com Slytherin.
Slytherin nem sequer bateu, o que não surpreendeu Draco, considerando que seu pai nunca havia batido também. Ele entrou no quarto, deixando a porta aberta com tanta força que ela bateu na parede e quase se fechou novamente. Slytherin ergueu uma mão para pará-la e entrou, parecendo quase tão zangado quanto Lúcio quando havia voltado para casa na noite da Terceira Tarefa do Torneio Tribruxo, durante seu quarto ano, depois que Harry Potter escapou das armadilhas de Voldemort. Era o olhar de absoluta fúria e frustração que Draco normalmente temia ver, porque significava que esses sentimentos seriam descontados nele.
Estou disposto a te dar outra chance. - Slytherin disse, falando tão lentamente que as palavras estavam fluindo. -Se você me desobedecer novamente, o matarei.
Você os pegou. - Draco disse abruptamente.
Eu peguei quem? - Slytherin perguntou distraidamente, com se não quisesse discutir sobre assuntos inferiores.
Gina e Harry Potter. Você os pegou e colocou naquele prédio com o tapete. - Draco falou, não conseguindo tirar a fúria de sua própria voz.
Slytherin o olhou por um momento, depois virou a cabeça para trás e riu.
Muito bem, Draco! Você descobriu. Eu esperava que você não conseguiria, mas vejo que o subestimei.
Como você sabia dos anéis? - Draco perguntou irritado. -Como você soube que eu os encontraria?
Slytherin obscureceu.
Ou talvez tenha superestimado você. Não seja burro, Draco. Quem você acha que deu os anéis para Narcisa te dar?
A mãe de Draco estava envolvida nisso? Antes que pudesse perguntar mais qualquer coisa, Slytherin falou.
Primeiramente, não precisei de sua ajuda. - ele disse. -Vou matá-la por mim mesmo. Claro que eu não posso sair por aí, onde qualquer um poderia me ver, porque se fizesse isso notícias sobre a fuga de Lúcio Malfoy se espalhariam e todos me procurariam. Então me escondi entre as árvores perto da casa dela por alguns dias e um dia ela e os irmãos saíram para nadar. Achei que era a maneira perfeita para matá-la e fazer parecer um acidente.
Gina, que ouvia tudo de baixo da cama, segurou uma mão do tapete e tentou manter o silêncio. "Foi ele que fez aquela pedra aparecer do nada! Não haveria uma possibilidade de a pedra já estar lá, mas agora tudo faz sentido. Ele tentou me matar. Mas, por quê?"
Slytherin se moveu.
De qualquer jeito, isso não importa. Ela continua viva e agora ela sabe que você não é mais seu... amigo. Suponho que faremos à moda antiga, iremos até a casa dela e a mataremos.
A respiração de Gina entalou na garganta. E se ele se virasse e fosse para lá agora? Ela não estaria em casa e ele poderia matar toda a família.
Gina apertou o tapete com mais força.
Onde a Gina está? - a senhora Weasley perguntou.
Ela e Artur estavam em casa há dez minutos, até que percebessem que sua caçula, a única filha, era o rosto sorridente que não viam.
Rony deu de ombros.
Provavelmente em seu quarto. Então, eles ainda não têm certeza de quem atacou o Percy? - ele respondeu.
Molly suspirou profundamente. Era óbvio que ela não dormira muito nas últimas vinte e quatro horas.
Não e ele ainda não acordou para nos dizer. E não há nenhuma garantia de que ele realmente viu a pessoa.
Vou trazer Gina para cá. - o senhor Weasley disse, saindo da cozinha.
Rony, Harry, Hermione, Fred e Jorge, que vieram para casa assim que souberam que seus pais haviam chegado, estavam ouvindo a teoria de Molly do que acontecera a Percy, quando Artur desceu, parecendo muito nervoso.
Ela não está no quarto. - ele disse, tentando parecer indiferente. -E em nenhum lugar aqui embaixo.
Oh, querido. - Molly disse, soando mais cansada do que preocupada. -Bem, provavelmente ela está dando uma volta. Quando ela retornar a direi que não fico confortável com ela andando sozinha, especialmente depois do que aconteceu com o Percy.
Vinte minutos se passaram e Gina não havia voltado e até sua mãe começava a se preocupar. Fred e Jorge saíram, ficando na varanda e gritando seu nome até que as gargantas estivessem doendo e o sol se pusesse. Mesmo assim não entraram.
Não há com o que se preocupar. - Rony disse, percebendo o quão nervosos seus pais estavam. -Essa manhã ela saiu, assim, para uma caminhada de cinco horas com Harry.
Mas ela estava com Harry. - o senhor Weasley disse. -E porque ela daria outra caminhada de cinco horas quando fez isso mais cedo?
Por mais preocupados que todos estivesse, Harry era o que parecia mais. Ninguém realmente notou, mas posteriormente Hermione olhou para ele e viu como parecia quase doente.
Harry, o que há errado? - ela gritou. -Você está transpirando.
Harry distraidamente limpou sua testa, se perguntando se deveria dizer o que havia acontecido mais cedo, de manhã. Estava apavorado que talvez Draco pudesse ter voltado e forçado Gina a ir até sua casa de novo e que seu pai a tivesse matado. Por que ele não tinha a checado algumas vezes, ou a forçado a ficar perto dele?
Mas o som da porta da frente se abrindo salvou Harry de ver que responder. Todos na cozinha pularam e correram para o hall de entrada para encontrar Gina colocando a vassoura no armário.
Com Draco atrás de si.
O que ELE está fazendo aqui! - Fred imediatamente gritou, ao mesmo tempo em que Artur disse: -Onde você esteve, Gina? - e Molly correu para abraçá-la, chorando. -Estávamos tão preocupados, não sabíamos onde você estava...
De todos os olhares duros que Draco recebia, o mais duro de todos vinha de Harry. Draco não estava certo se já havia visto o doce Potter olhar tão duramente antes.
Gina abraçou sua mãe em resposta rapidamente e meneou-se de seus braços, voltando-se para Draco.
Estou bem. - disse rápido. -Como está o Percy?
Mas agora todos observavam Draco e não responderam sua pergunta.
Draco zombou. Ele queria muito dizer algo sobre o estado da casa, que estava limpa, mas desorganizada e toda a mobília parecia ter sido salva de algum depósito de lixo há mil anos, mas se segurou. Queria ver o lado bom da família de Gina.
Olha, ele precisa de um lugar para ficar. - Gina disse precipitadamente. -Ele pode ficar no quarto de Carlinhos.
Ele NÃO vai ficar aqui. - Jorge respondeu bruscamente.
Gina o lançou um olhar duro.
Se vocês todos pararem de olhá-lo como se tivesse três cabeças e sentassem, então explicarei tudo, está bem?
Relutantemente, cada um se virou e entrou na sala de estar. Todos os homens olhavam para Draco enquanto Hermione e Molly o assistiam cuidadosamente, como se ele pudesse pular e tirar a varinha e matar todos.
Somente depois Gina contou toda sua história, de como Slytherin estava tentando matá-la. Deixando de fora o pequeno detalhes sobre ele estar no corpo de Lúcio Malfoy, porque sua família nunca acreditaria nisso.
Quando ela terminou, a senhora Weasley disse, muito lentamente.
Bem... acho que, Draco, se você precisa de um lugar para ficar longe de Slytherin, pode ficar aqui-
MÃE! - Fred e Jorge gritaram ao mesmo tempo.
Eu vou só colocar lençóis limpos na cama de Carlinhos. - ela terminou incertamente e deixou a sala.
Bem, quanto a mim, irei comunicar o Ministério. - o pai de Gina anunciou. -Talvez tenha sido Slytherin quem atacou Percy.
A sala ficou silenciosa por um momento, exceto pelos murmúrios de Fred falando com Jorge. Ambos riram e retiraram-se, deixando Hermione, Rony, Harry, Draco e Gina sozinhos.
Você não está nos contando uma coisa. - Harry disse assim que os gêmeos não podiam ouvir pela distância.
Quem? Eu? - Gina perguntou, não tendo certeza com quem ele estava falando.
Sim. Se Slytherin está tentando te matar, por que eu te salvei do Lúcio?
Então foi você? - Draco perguntou, falando alto. -Você estuporou Slytherin?
Eu estuporei Lúcio. - Harry disse, uma pequena frieza na voz.
Espera, volta um minuto. - Rony disse, levantando a mão. -Quando Harry estuporou Lúcio?
Essa manhã. - Gina explicou brevemente.
Ele não estuporou meu pai, estuporou Slytherin. - Draco disse rispidamente.
Desde quando seu pai é Slytherin? - Harry perguntou.
Desde poucos dias atrás. - Draco respondeu.
Isso não está fazendo o menor sentido! - Hermione gritou. -Harry, por favor, explique-se para Rony e eu. Quando você estuporou Lúcio ou Slytherin?
Eu já disse, essa manhã. - Gina repetiu.
Como? - Rony perguntou.
Lembra da caminhada de cinco horas que demos? - Harry disse.
Ah. Mas... continuo confuso. - Rony admitiu.
Isso nunca vai mudar, Weasley. - Draco o disse.
Cala a boca, Malfoy.
Que tal TODOS calarem. - Gina disse. -Slytherin, que pegou o corpo de Lúcio, tentou me matar essa manhã e Harry o estuporou, me salvando. Viram? Não é tão complicado. Draco, venha.
Ela levantou e segurou a mão dele, o tirando da sala. Foram para o quarto dela, onde Gina trancou a porta, se virou e instantaneamente colocou os lábios nos de Draco. Foi um beijo rápido e quando afastou-se viu Draco com um olhar estranho.
Por que isso? - ele perguntou.
Por vir comigo. - ela disse, curvando os braços em volta da cintura dele e encostando o nariz no dele. -Por alguma razão, me sinto corajosa para falar com a minha família quando você está por perto.
Isso porque não importa o que você diga, eles sempre pensarão que sou pior e podem se virar e me matar. - Draco a disse com um sorriso irônico.
Ela riu e pressionou o rosto contra o dele.
Provavelmente esta é a razão. - respondeu em tom baixo.
Mais tarde, naquela noite, Gina não conseguia dormir. Ela se sacudiu e virou na cama, dolorosamente atenta que Draco estava a apenas dois quartos abaixo no corredor.
Deveria estar exausta, considerando tudo o que acontecera a si naquele dia. Mas de algum jeito, tudo o que conseguia pensar era como tinha dito a Draco que o amava e ele não respondeu nada.
"Ele não poderia dizer isso." - ela tentou dizer a si mesma. "Não admitiria seus sentimento para ninguém. Por que diria para mim? Ele provavelmente tem medo de dizer Eu te amo para a própria mãe. Mas, e se ele realmente não me ama?"
Chutou os cobertores para longe, zangada. Era quase outubro, mas ainda continuava muito quente para usar acolchoados. Segurando um pouco do cabelo da franja, ela sentou-se e virou-se para a janela. A luz da lua flutuava pelas cortinas brancas que eram quase novas para a tá-tá-tárávo de Gina.
Dois quarto além, Draco também não conseguia dormir. Ele deitou de frente, as mãos cruzadas sobre a barriga. Ainda vestia suas roupas, não se importou em pegar nada para trazer, incluindo pijamas. Sem mencionar que não queria ser pego usando pijamas por perto dos gêmeos Weasley.
Ele também estava pensando no que ela havia dito a ele nessa tarde. As palavras continuavam ecoando em seu cabeça.
"Eu te amo."
A amava de volta? Não tinha certeza. Nunca amou ninguém antes, então como poderia saber como se sentir? Tinha certeza que se preocupava muito com ela, mas também se importava com seu dinheiro e isso não significava amá-lo, ele o tinha há tanto tempo por garantia e não precisava amá-lo.
Draco levantou-se e desistiu de dormir. Em vez disso, cruzou o quarto para ir ao banheiro quando algo chamou sua atenção ao passar em frente ao espelho.
Seu cabelo estava rosa-pink.
Deu uma olhada dupla e viu que estava escuro no quarto, apenas uma luz vinha da janela, podia ver que o cabelo estava mais escuro que o de costume. E rosado. Tirou a varinha do bolso e sussurrou.
Lumus!
A luz brilhante revelou que estava com um cabelo rosa-pink brilhante.
Draco teve que colocar a mão sobre a boca para impedir que gritasse. Seu cabelo estava rosa. Cabelos não mudam de cor em menos de uma hora sem nenhum motivo.
Olhou novamente para a cama. Aproximando-se dela, pegou o travesseiro e tirou a fronha, lendo a etiqueta: "Mata-cabelos da Loja de Logros dos Irmãos Weasleys."
"Então, era por isso que os gêmeos estavam rindo mais cedo." - Draco pensou furioso, largando o travesseiro no chão e resistindo a necessidade de dar-lhe pontapés, encontrar uma poça de lama então pisar a coisa enfeitiçada até virar uma pilha de penas.
Demorou quase duas horas para Draco deixar o cabelo de volta ao louro-prateado normal. Depois disso estava muito próximo de estrangular pescoços dos gêmeos. Contudo, tentou acalmar-se tirando as roupas das gavetas o mais silenciosamente possível e decorar o quarto de Carlinhos com as roupas.
Mas, quando abriu a primeira gaveta, encontrou-a cheia de couro. Calças de couro. Draco moveu a luz da varinha mais perto e as inspecionou.
"Nossa, isso é meio caro." - ele pensou, começando a rir. "Me pergunto o que os gêmeos vão pensar quando me virem usando essa roupa perto da irmã deles..."
Continua...
N.T.: Gente, quero pedir mil desculpas pela demora em atualizar a fic. Mas tive sérios problemas em tudo, desde o computador até a total falta de tempo pela faculdade e pelo estágio que comecei recentemente. Eu estava com dois estágios e por isso, obviamente, tava pirando, agora vou largar um e ficar com um só. Além disso, a partir do capítulo 15 a fic passará a ser traduzida pela minha amiga e beta MaryMadMalfoy. Mas como até esse capítulo eu já traduzi, vou postar o 11 semana que vem e assim consecutivamente, dando mais tempo pra ela traduzir, ok?
Muito obrigada pela compreensão e continuem lendo que essa fic da Mocha vale mesmo a pena! Mil bijinhos, Biba.
