Olá! Antes de mais eu queria falar sobre um review em especial que eu recebi de uma leitora brasileira. Bom, eu agradeço muito por ter dado a opinião, foi muito importante para mim. Mas eu quero só dizer que eu sou portuguesa e os brasileiros estranham a minha maneira de falar e etc porque são outras nacionalidades e entao é estranho, mesmo. Mas eu agradeço a todos os que comentaram e que gostaram até agora. E espero que continuem a ler porque eu realmente preciso de algum incentivo, senão desisto de vez.

Hoje tratei de mudar várias coisas na fic, o titulo, o summary e o nome dos capitulos e por isso ja sabem o porque de estranharem. Achei que o titulo anterior nao era o mais adequado e o summary estava a precisar de ser mudado, mesmo. Então, trouxe-vos mais um capitulo. Este, na minha opinião, tá lindo. O inicio é um pouco tenso e ao longo do capitulo vao reparar nalgumas coisas que são importantes para o que acontece no próximo capitulo. Mas o restante é mais relaxado e romantico. E é isto, nao vos atrapalho mais. Boa leitura!

(Desculpem o texto enorme)


Carlisle POV

- Porra William, estou a ficar cansado das tuas ameaças! – Exclamei furioso.

- Eu tenho ouvido muito isso, recentemente. Estás avisado, sem os 100 mil… Os problemas irão começar a aparecer, amigo. – Ameaçou.

- Tudo bem… - Cedi, frustrado. – Quando nos encontramos para eu te entregar o dinheiro? – Perguntei.

- Dou-te uma semana.

- O quê? Mas será impossível arranjar 100 mil dólares numa semana! – Exclamei desesperado. – Dá-me um mês. – Tentei negociar.

William riu, como se tivesse a ver a melhor comédia da sua vida. Fiquei ainda mais frustrado, preocupado e desesperado.

- Eu estou a lixar-me para isso, arranja-te. E achas que sou algum crente, Doutorzinho? – Falou irritado. – Uma semana, ou vou começar pela Isabella Swan. – A seguir desligou.

Fiquei paralisado a olhar para o telemóvel, percebi logo o porque de dizer que começaria por Bella. É o ponto mais fraco de Edward, neste momento. Automaticamente, Edward ficaria destruído se algo lhe acontecesse. Eu não sabia o que fazer.


Bella POV

Vim fazer umas compras, sozinha para a nossa casa. Comemos tudo rapidamente e hoje teríamos outra festa de fogueira, ficamos fãs. Alice disse que logo que eu chegasse que iria querer vestir-me, pentear-me e maquilhar-me. Segundo ela, hoje é uma noite especial. Vai-se lá perceber a Alice. Mas o mais estranho é que Edward tem estado todo animado, aos segredos e olhares cúmplices com a irmã. «A surpresa», pensei.

Quando saí do supermercado com os sacos, apercebi-me que estava a ser observada. Desde que saí de casa que tenho um carro vermelho, com um homem de dar medo a perseguir-me. Tentei agir normalmente e coloquei os sacos na mala e segui para casa.

Quando entrei em casa, não vi ninguém na parte de baixo da casa e resolvi tratar dos sacos. Arrumei tudo e fui adiantando o jantar, subi um instante ao meu quarto e deparei-me com um monte de vestidos, lingeries e sapatos ainda com as etiquetas em cima da minha cama e abri a boca de espanto. Alice, Rose e Ângela estavam a escolher uma lingerie, um vestido e uns sapatos para mim para esta noite e sorriram radiantes quando eu entrei.

- O quê que vocês estão a tramar? – Perguntei desconfiada. Elas deram risinhos e puxaram-me para escolher juntamente com elas. Eu ainda não estava a perceber nada.

- Não nos culpes, o Edward pediu-nos ajuda neste departamento e nós prontamente aceitamos ajudá-lo. Bem, quando vires a tua surpresa… - Disse Rose toda derretida. Bem, eu não gosto de surpresas, mas visto que é do meu Edward eu deixei-me levar pelos tratamentos das minhas melhores amigas.

Tomei um banho de espuma e quando sai fui ver o jantar de roupão, mas Alice e Rose disseram que não tinha que me preocupar com isso. Logo puxaram-me novamente para o quarto, fizeram a minha manicura e pedicura e uma limpeza de pele. Senti-me uma barbie a ser usada por três meninas de 5 anos, ri com o pensamento. A seguir, fizeram-me um penteado bem simples e uma maquilhagem leve. Vesti um vestido cai cai branco e um soutien branco lindo e eu fiquei satisfeita com a escolha de ambos, pois eram muito bonitos e eu adoro branco.

- Ah lembrei-me que não podemos pô-la de sapatos, Rose! – Disse Alice, de repente. Rose também se lembrou de algo e eu olhei-as. – Err… não podemos dizer Bella. – Suspirei derrotada. Nem isso me podiam dizer, urgh!

- Bem, podemos pôr uns chinelos brancos. – Sugeriu Rose. Era como se eu não estivesse ali, olhei-as perplexa.

- Sim, vai ficar lindamente. – Disse Ângela, maravilhada. Ri.

Fui com uns chinelos brancos, simples.

Ouvimos batidas na porta e eu sorri, pode ser Edward.

- Posso entrar? – Conheço aquela voz de veludo em qualquer circunstância.

- Claro, ela já está pronta. – Anunciou, Alice. Ela estava radiante e Rose e Ângela riam da sua figura.

Quando ele entrou, quase caí para o lado. Edward vestia umas calças largas brancas e uma camisa lisa, branca. Estávamos a combinar. Ele tinha umas havaianas calçadas e o cabelo despenteado (como sempre). Simplesmente sorri, a minha cara devia estar tãooo ridícula. O meu sorriso quase que rasgava e Edward olhou-me e vi os seus olhos brilharem e ele mordeu o lábio e sorriu torto. Eu fiquei extremamente corada. Corri para os braços dele e ele riu.

- Cuidado, Bella! Vais amarrotar o vestido e estragar o penteado e a maquilhagem. – Alice fez biquinho. Eu ri e dei um beijo estalado em Edward.

- Estás ainda mais linda. – Sussurrou-me no ouvido. Automaticamente arrepiei-me e ele sorriu.

Ele arrastou-me para a varanda e antes de sairmos, ele cobriu os meus olhos com uma venda de seda preta.

- Amor, confia. Eu vou guiar-te e tens de andar com cuidado, para não caíres. – Falou e rodeou a minha cintura com um braço e eu assenti. Começamos a caminhar, com Edward a conduzir-me.

Ouvi a porta da varanda a correr e segundos depois estávamos do lado de fora, pensei que seria lá que íamos ficar. Mas Edward continuou a andar.

A tocar: Skye – Love Show (.com/watch?v=T1uGbh96y-4)

- Amor, cuidado com o degrau. – Eu ía descer, mas Edward levantou-me com o braço e logo pousou-me no chão. O meu coração estava a mil à hora, era uma surpresa romântica e tenho a certeza que seria hoje que finalmente iríamos fazer amor. Sorri quando senti areia debaixo dos meus pés, cheiro a mar e o barulho das ondas. Tudo calmo e o cheiro a sal e mar era muito bom.

Demos mais uns passos e paramos.

- Chegamos. – Disse. De seguida, tirou a venda lentamente.

Apesar de Edward a ter tirado, eu permanecia de olhos fechados. Ele pegou nas minhas mãos e entrelaçou-as às dele.

- Abre os olhos. – Pediu. Assim fiz, ele estava à minha frente e sorriu. Depois largou uma das minhas mãos e deu um passo para o lado para que eu visse. Bloqueei a minha respiração, aquilo estava maravilhoso.

Havia tochas a fazerem o caminho para uma toalha de seda branca e umas almofadas vermelhas e tinha uma cesta de piquenique, champanhe e taças. Ao longo do caminho que era traçado pelas tochas de fogo, tinha pétalas de rosas vermelhas. A toalha com as almofadas estavam em frente a uma cabana. Eu olhava tudo fascinada e Edward estava ainda com a sua mão entrelaçada à minha com um sorriso torto.

- Edward… - Sussurrei maravilhada e ainda sem piscar.

- Gostaste? – Perguntou a sorrir lindamente. Sorri e acariciei-lhe o rosto.

- Eu adorei. Está tudo maravilhoso, mesmo! – Exclamei e abracei-o pelo pescoço. Beijamo-nos apaixonadamente e Edward pegou-me novamente pela mão e caminhamos até à toalha, pelas tochas.

Edward serviu-nos de champanhe e atacamos o cesto de piquenique. Havia variadas coisas: chocolates, fruta (…) Enfim, muitaaa coisa, mas tudo bem simples.

Brindamos ao nosso namoro, conversamos, rimos, beijamo-nos, abraçamo-nos, brincamos… Estava tudo perfeito.

- Eu estava a dar em doida com aquelas duas, elas ainda me foram buscar à cozinha quando eu ia ver o jantar. – Rimos.

- Eu sei que so pedir a ajuda delas para te arrumarem que seria doloroso para ti, mas… não é que tu não saibas vestir-te e essas coisas. Foi mais para te manter ocupada e não dares pela minha ausência. Quando foste às compras eu comecei a preparar tudo, tendo o cuidado para não veres quando estivesses a chegar. Quando estavas lá no quarto, eu já tinha acabado e então foi só eu ir vestir-me e depois ir buscar-te. – Contou.

Foi nesse instante que me lembrei do homem no carro vermelho que me seguiu enquanto eu fui às compras sozinha… Mas não vou estragar a noite com isto, conto mais tarde.

- Bella? – Chamou-me e eu olhei-o. – O que foi, amor? – Olhou-me preocupado e eu sorri.

- Nada, só parei no tempo. – Ri. – Isto está tudo incrível, não me falaste desse teu lado romântico. – Brinquei e Edward coçou a nuca e olhou para a manta, envergonhado.

- Pois… Mas agora já sabes. – Sorriu. – E, tu estás muito longe! – Saltou para cima de mim e começou a fazer-me cócegas. Assustei-me e comecei a rir, até ficava com lágrimas nos olhos.

- Ed! Páaaaraaa, por favooor. – Falei a rir e ofegante.

- Não paro, não! – Falou pondo-se em cima de mim com as pernas de cada lado da minha cintura e as mãos a fazer cócegas na minha barriga.

Momentos depois parou, e eu estava ofegante.

- Odeio-te! – Falei ofegante, mas tinha um sorriso que revelava a minha mentira. Ele simplesmente riu e apoiou as duas mãos de cada lado do meu rosto e olhou-me nos olhos, com um sorriso torto. Eu agarrei com as minhas duas mãos o seu rosto e ataquei a sua boca.

Rolamos e eu fiquei por cima, sem parar o beijo.

- Sabias que eu adorava fazer amor na praia? – Falou e eu arregalei os olhos, surpresa. Edward riu da minha expressão chocada. – O que foi, estou habituado a ver-te de biquíni na praia. É tipo um enooorme desejo ver-te nua na praia, mas a gritar o meu nome. – Falou malicioso, mas depois riu. Dei-lhe uma palmada no ombro e ele riu ainda mais.

- Isso seria uma experiência óptima, mas esta praia não é nossa. Eu queria ver a tua cara de tacho se nos encontrassem com estas coisas aqui. Mas foi a coisa mais maravilhosa que já me fizeram. – Sorri e Edward acariciou-me a bochecha, fechei os olhos com o toque suave.

- Não me importo, o que interessa é que gostaste. E se gostaste, então valeu a pena. – Falou. Foi aí que me apercebi que se estávamos na praia, não podemos…

- Edward… - Falei, emburrada. Ele olhou-me confuso e levantou uma sobrancelha.

- Siiim? – Respondeu enrugando a testa e a prender o riso.

- Se preparaste tudo na praia, então nós não vamos… - Parei e gesticulei com as mãos, meia atrapalhada. Foi aí que Edward soltou o riso. Eu olhei-o chateada e sai de cima dele, sentei-me com os braços cruzados contra o peito.

- Bella, eu primeiro queria que tivéssemos um "jantar" romântico. – Gesticulou as aspas. – E depois, tu sabes… - Falou manhoso, agarrando-me a minha cintura. Olhei-o de soslaio e um sorriso começou a surgir nos meus lábios. – Porque achas que pus uma cabana? – Levantou uma sobrancelha.

- Sério? É que namoro sem sexo é muitooo pobre! – Reclamei, mas depois tapei a minha boca com a mão surpresa com o que eu disse. Edward riu da minha cara.

- Concordo, e ficar excitado todas as vezes que te toco e te beijo e não poder fazer nada para aliviar… - Fez uma careta. Foi a minha vez de rir e beijei-o.

Ficamos um tempo a conversar e a namorar abraçados, depois decidimos arrumar tudo. Edward não queria que eu ajudasse, mas eu ignorei-o.

Edward estava a acabar de arrumar o resto das coisas enquanto eu olhava para a barraca. Ela era grande, alta e… vermelha. Estava tudo a combinar; as nossas roupas com a toalha, as almofadas e as pétalas de rosa vermelha com a barraca. Sorri. Eu estava tão feliz por ter um namorado romântico, que me agrade e que me ame…

- Porque olhas a barraca dessa maneira? – Perguntou divertido. Eu não sabia o que responder e fiquei extremamente corada de vergonha porque estava a sorrir que nem uma idiota para a cabana.

- Porque eu estou ansiosa. Edward isso ainda vai demorar? – Perguntei impaciente e ele riu.

- Não, já acabei. – Disse com um sorriso. Não esperei mais e atirei-me a ele e dei-lhe um beijo intenso e desesperado, Edward sorriu contra os meus lábios. Puxei-o em direcção à barraca, assim como ninguém quer a coisa, até que… - Espera, só um minuto. – Falou, ofegante. Bufei frustrada. Ouviu-o rir.

- Edward, eu quero-te agora e não daqui a um minuto. – Choraminguei. Ele logo apareceu e puxou-me lá para dentro. Pulei de susto, ele apareceu do nada e de repente enquanto eu falava. – Oh meu deus, que lindo. – Falei maravilhada.

Dentro da cabana, tinha um colchão macio com lençóis vermelhos de seda e desta vez as almofadas eram brancas. O ambiente era bem… vermelho e eu adorei. Sorri maliciosamente e ataquei-o, ele riu.

- Vais surpreender-me mais, ou já posso aliviar-te? – Perguntei apontando para o volume que estava a aparecer nas suas calças.

- Cala-te. – Falou a rir e puxou-me para cima dele. Eu fiquei sentada por cima dele e fui desapertando a sua camisa, passando as minhas mãos pelo seu peito.

Depois quando a desapertei passei as mãos pelos seus ombros, tirando completamente a camisa. Comecei a beijá-lo na boca, depois na mandíbula, pescoço, peito, barriga e quando cheguei às suas calças foi só desapertar o fio. Quando me vi livre das suas calças comecei a massajar o seu membro por cima dos boxers e Edward gemeu, sorri de satisfação. Ele rosnou e virou-nos, ficando por cima de mim.

- Já a provocar? – Falou e eu sorri e puxei-o para um beijo, rodeando a sua cintura com as minhas pernas. Eu já pegava fogo e estava muito excitada. Edward beijava-me todo o corpo, depois do pescoço, beijou-me os ombros e os braços enquanto tirava o vestido pelas alças do mesmo.

Uma vez livre do vestido, ele reparou no meu biquini e rosnou. Beijou os meus seios ainda por cima do biquini e foi descendo a mão direita para a minha intimidade. Eu gemi de prazer e ofeguei.

- Edward… – Choraminguei.

Ele percebeu o meu "desespero" e começou a tirar a parte de cima. Uma vez livre dela atacou novamente os meus seios. Ele dava beijos molhados e lambia os bicos, fazendo com que eu arqueasse as minhas costas e agarrasse os seus cabelos e o colasse mais a mim. Ele desceu para a barriga e por fim… tirou o resto com os dentes.

Lentamente, penetrou o seu polegar dentro de mim e eu gemi. Resmunguei quando ele o retirou, sorriu torto e a seguir levou a sua boca à minha intimidade utilizando a sua língua. Depois introduziu dois dedos, sem tirar a sua boca. Eu mexia a minha cintura contra a sua mão enquanto gemia e me contorcia no colchão. Com o polegar começou a fazer círculos no meu clítoris e quando cheguei ao orgasmo gritei e Edward lambeu os dedos, sensualmente e eu mordi o meu lábio inferior enquanto o assistia e recuperava a respiração.

Ele sorriu torto e tirou os seus boxers, eu sorri. Beijámo-nos e eu suspirei e mexi a minha cintura quando senti o seu membro roçar a minha entrada. Edward parou o beijo e foi buscar um preservativo no bolso das suas calças.

Depois de colocar o preservativo, posicionou-se entre as minhas pernas e entrou em mim lentamente, olhando-me nos olhos. Encostou a sua testa na minha e sorriu.

- Já te disse que te amo? – Perguntou quando estava parado dentro de mim. Eu sorri e acariciei-lhe o rosto.

- Hoje não.

- Eu amo-te, minha Bella.

- E eu amo-te, meu Edward.

Palavras não foram mais necessárias, pois Edward começou a movimentar-se dentro de mim. Enquanto ele investia em mim, não parava de me beijar e eu gemia e sussurrava o seu nome. Os seus movimentos eram lentos, mas cheios de sensualidade. Ao primeiro, aproveitamos a sensação de estarmos conectados. Aproveitávamos a corrente eléctrica que nos corria pela espinha e o calor um do outro.

- Edward… Mais rápido! – Pedi e Edward começou a investir em mim mais rápido e eu comecei a sentir o frio no meu ventre e senti o meu orgasmo chegar. Então gritei, gemi e tremi nos braços de Edward.

Edward estava perto e começou a investir mais forte e mais rápido ainda.

- Oooh Bella… - Gemeu e então ele gritou e foi mais e mais fundo até sentir as suas mãos apertarem-me a cintura e já suavamos por todo o corpo.

Edward caiu no meu peito, completamente mole e sem fôlego. Esta foi, sem dúvida, a melhor noite da minha vida. O meu namorado ainda tinha a respiração rápida como eu e eu ouvia os batimentos rápidos do seu coração, que foram normalizando. Eu estava sonolenta debaixo de Edward e momentos depois saiu de dentro de mim e tirou o preservativo.

Estávamos num silêncio confortável e eu estava muito cansada, eu estava com a cabeça deitada no seu peito nu.

- Ed… - Chamei baixinho.

- Hum, princesa? – Respondeu.

- Obrigada por esta noite. Foi a melhor e a mais especial da minha vida. – Falei e em seguida dei um beijo no seu peito e suspirei.

- Tu merecias mais. Eu é que tenho que agradecer, salvaste-me e correspondes ao meu amor e isso basta para mim. – Falou e beijou o meu cabelo.

Eu não falei mais nada, Edward começou a acariciar as minhas costas com leves e suaves toques e entrelacei as nossas pernas e assim adormecemos.

Na manhã seguinte, acordei com o sol a bater na minha cara por cima da cabana e um sorriso involuntário surgiu nos meus lábios. Movi-me no colchão e apalpei o lugar ao meu lado e estava vazio, espreguicei-me e esfreguei os olhos e olhei à minha volta. Nada de Edward…

- Edward? – Levantei-me e vesti a roupa de ontem que estava num canto e saí da cabana.

Estava uma manhã bonita de sol, o mar estava calmo e Edward tinha estendido novamente a toalha com as almofadas e estava a pôr o nosso pequeno-almoço na toalha. Sorri assim que o vi, ele estava de costas e ainda não me tinha visto. Abracei-o pela cintura, pondo as minhas mãos no seu peito e beijei as suas costas. Ele colocou as suas mãos por cima das minhas e beijou ambas.

- Bom dia, dorminhoca. – Disse virando-se de frente para mim, em seguida abraçou-me pela cintura e depositou um beijo no meu pescoço.

- Bom dia. – Respondi com um sorriso enorme. – A comida apareceu por magia ou foste atacar a dispensa lá de casa? – Brinquei e ele riu.

- Bem, eu não acredito em magia. – Falou divertido. – E sim, tive de ir atacar a despensa de lá de casa e lá preparei tudo e pus no cesto e trouxe. – Juntou mais os nossos corpos e deu-me um longo e apaixonado beijo.

Ficamos um tempo mais na praia, tomamos o pequeno-almoço enquanto namorávamos e mais tarde ajudei Edward a arrumar tudo.

- O que vais fazer com a barraca? – Perguntei enrugando a testa. – Foi aqui onde a magia se deu. – Falei maliciosa, ele riu e começou a desmontá-la.

- E que magia! – Disse e suspirou. – Bella… - Chamou enquanto parou de a desmontar, mas ficou de costas. Fiz uma cara confusa.

- O que foi? – Perguntei preocupada. – Algo errado?

- Não, eu só quero perguntar-te uma coisa. – Coçou a nuca enquanto se virava para mim, ficou a olhar para o chão e eu achei aquilo tão engraçado que dei uma risadinha. – Foi do tipo… Bom? – Perguntou, ainda sem me olhar. Mordi o meu lábio inferior para não rir.

- Bem… - Fingi hesitação. Ele olhou-me assustado e eu sorri. – Bom é pouco para descrever a nossa primeira noite de amor. Foi a melhor noite e mais especial da minha vida. – Falei a sorrir e ele riu envergonhado. Aproximei-me dele e toquei os seus lábios com os meus num beijo suave.

- Ufa, ainda bem. – Depois riu. – Foi realmente muito bom. – Completou com um sorriso torto, foi a minha vez de desviar o olhar para o chão.


- Vá láá, Bella! Conta-nos, foi bom? – Perguntou Rose e eu ri.

Desde que eu e Edward chegamos a casa que fui bombardeada com perguntas sobre a noite passada, agora eu tinha saído do banho e estava enrolada no meu roupão com Rose e Alice ao meu encalço.

- Bem, foi maravilhoso. – Alice ia falar, mas eu cortei-a. – E eu não vou dar pormenores! São coisas minhas e do Edward, da nossa intimidade. Omg Alice, o teu irmão é maravilhoso! – Quase gritei a ultima frase e depois tapei a minha boca coma mão e elas riram.

OMG! Eu até fiquei molhada só de imaginar aquele corpo em cima do meu, a investir em mim e a gemer o meu nome…

- Ooow, Bella. Deixa-me experimentar! – Disse Rose, olhei-a com uma sobrancelha erguida. Percebendo a minha expressão acrescentou, desiludida: – Porra, é mesmo sério! Esquece o que eu disse… - Depois suspirou.

- Rose, tens tido sexo ultimamente? – Perguntou Alice, estupefacta. Eu ri e Rose olhou-nos com cara de dor. – Okay, já percebi que não. – Depois rimos as três.

- Bem… eu e o Emm temos tido momentos bonitos, mas ainda estamos naquela de amigos. O máximo que nós já alcançamos desde que ele se declarou a mim foi darmos a mão de vez em quando… Coisas totalmente inocentes. – Mordeu o lábio. – Mas sinto a falta de quando nós… Vocês sabem. Mas ao mesmo tempo não sinto, porque não havia nada de carinhoso, não demonstrávamos amor um pelo outro…

- Quando pensas contar sobre aquilo do Caius? – Perguntei. Rose suspirou e olhou de mim para a Alice.

- Não sei, mas quero contar o mais breve possível. Estou só… à espera do momento certo e ele ainda não chegou. – Respondeu, enquanto brincava com a bainha da sua saia de praia.

- Nós podemos ajudar. – Disse Alice, eu olhei-a sem perceber. – Eu posso dizer ao Jazz para falar com Emmet e Bella pede ao Edward o mesmo. Eles fazem com que ele te convide para um passeio na praia, hoje à noite. Ele tem estado muito hesitante em convidar-te para algo.

- Boa, pode resultar. – Falei. Rose sorriu e nós retribuímos.

- Tudo bem. Obrigada por fazerem isto, a sério. Eu realmente quero tirar este peso de cima dos meus ombros e o Emmet precisa realmente de saber o porque de eu ter medo de avançar numa relação com ele.

- Tudo por ti, Rose. – Falei carinhosamente e sorri. Alice assentiu sorrindo, também. - Ei, onde anda a Ângela? – Perguntei.

- Foi dar um passeio pela praia com o Ben. – Disse Alice, encolhi os ombros e fomos para a piscina.

Os rapazes estavam a utilizar o churrasco da casa pela primeira vez desde que chegamos e quando nos viram sorriram largamente. Prendi a respiração ao ver Edward sem camisola, só com uns calções de banho azuis.

- Bella, o que foi? Estás branca! – Ouvi uma voz a dizer. Olhei e era Ângela.

- Respira, talvez ajude. – Disse Emmet com um ar divertido. Finalmente soltei o ar e todos riram.

- Ah, porra! – Gritou o Edward. Todos olhamos na direcção dele e ele estava a bufar para a carne no churrasco que já estava preta e todos rimos. – Isso riam, queria continuavam a rir com a imagem do jardim da casa em chamas. – Disse irritado e começou a tirar a carne para pôr no lixo. Eu parei de rir e fui ajudá-lo.

- Amor desculpa, mas não tentes churrasco novamente. – Brinquei e ele mostrou a língua para mim e eu ri e fui abraçá-lo.

- Vocês realmente… - Disse Ben e depois abanou a cabeça e foi com o Emmet tratar da carne, para não queimar mais.

- É, é melhor tratarem disso antes que fiquemos sem almoço. – Disse Alice e Jasper abraçou-a.

Eu tirei as minhas roupas e fiquei de biquíni. Deitei-me numa espreguiçadeira e fechei os olhos, aproveitando o sol quente a bater no meu corpo. Minutos depois, senti alguém em cima de mim e pingas de água a cair na minha cara, abri os meus olhos e vi Edward com um enorme sorriso a sacudir o cabelo molhado para cima de mim.

- Edward! – Exclamei, ele colou-se a mim e molhou todo o meu corpo. – Ahhhh friooo! – Depois não resisti e ri.

-Vingança! – Brincou e eu fiz biquinho. Ele riu e beijou-me.

- Olha a putaria aí! – Ouvi Emmet de algum canto que não consegui descobrir de onde, pois estava muito ocupada. Edward riu contra os meus lábios.

- Edward… Vamos para o quarto. – Foi mais um gemido e ele riu enquanto me beijava o pescoço. Depois ouvi a minha barriga roncar e corei.

- Eu adorava, mas estás com fome e eu também. E… quero dar um passeio contigo à tarde e depois quero levar-te a ver o pôr-do-sol num lugar especial. – Falou enquanto me olhava com os seus lindos olhos verdes. Eu sorri.

- Que lugar? – Perguntei curiosa. Edward riu e beijou a ponta do meu nariz.

- Surpresa. – Eu ia falar que não gosto de surpresas, mas fui calada com um beijo. – Até agora gostaste das minhas surpresas, então desta também vais gostar. Prometo!

Acabei por me calar e resolvi esperar para ver o tal sítio especial. Mais tarde, almoçamos perto da piscina enquanto conversávamos animadamente.

- Nãooo as avises…! – Choraminguei para Edward. Ele só ria do meu desespero. – Elas vão querer vestir-me e vamos acabar por não passar a tarde a passear na praia! – Fiz beicinho.

- Vão ficar preocupados. Ao menos dizemos ao Emmet, Ângela e Ben. Espera aqui, volto já. – Deu-me um beijo rápido e deixou-me à espera do lado de fora da varanda.

Enquanto esperava pelo Edward, vi o mesmo homem que me perseguiu quando fui ao supermercado. Ele observava-me parado, sem desviar o olhar e nem piscava. Estremeci e comecei a ficar nervosa, aquilo era arrepiante.

Vi-o a afastar-se e estranhei, mas vi o porque.

- Pronto, podemos ir. – Senti Edward a agarrar-me por trás. Sentiu-me a tremer e virou-me para ele com uma expressão preocupada no rosto. Eu não conseguia falar, estava com medo. Aquele homem deu-me medo e só de lembrar a cara dele dava-me arrepios por todo o corpo. – Amor, o que foi? Estás bem? – Edward segurou-me os ombros enquanto me perguntava se estava bem.

- Estou bem. – Consegui dizer, mas não o convenci pois ele enrugou a testa e continuava a examinar-me. – A sério, Edward. Acho que foi uma quebra de tensão, já passou. – Tentei sorrir, mas deve ter saído uma careta.

Agarrei-me a Edward, só nos seus braços é que me sentia perfeitamente segura. Ele suspirou e passou os seus braços à minha volta e beijou-me os cabelos.

- Ainda queres passear? Se quiseres podemos ficar por aqui mesmo, estás muito branca. Eu realmente devia examinar-te. – Falou seriamente. Rolei os olhos e agarrei o seu rosto com as duas mãos para que ele me olhasse nos olhos.

- Eu estou bem, juro. Já não estou a tremer, sinto-me melhor. – Tranquilizei-o. Ele suspirou e beijou a palma de ambas as minhas mãos.

- Tudo bem. De qualquer maneira, podemos sentar e descansar quando precisares. Vamos. – Entrelaçou os nossos dedos e começamos a caminhar pela praia, com as nossas havaianas nas mãos.

O nosso passeio foi tranquilo, conversamos, aproveitamos a brisa quente do verão, o cheiro a mar, a areia fina nos nossos pés e namoramos muito. Ponderei em dizer ao Edward sobre o homem que me tem observado e seguido quando estou sozinha, mas talvez fossem coisas da minha cabeça e decidi deixar para lá.

Estávamos a ir para onde Edward me queria levar, pois o sol estava quase a pôr-se no horizonte e as pessoas estavam a começar a ir embora da praia. Eu estava ansiosa por ver onde iríamos, tínhamos andado toda a tarde, comemos um gelado e ainda fomos nadar no mar e eu estava tão bem sozinha com Edward. Era um momento nosso, mais ninguém entre nós.

- Edward. – Chamei.

- Hum? – Virou-se para mim, enquanto caminhávamos.

- Eu e as meninas conversámos sobre vocês pudessem aconselhar o Emmet a levar a Rose a passear pela praia, hoje à noite. – Ele olhou-me sem entender o porquê daquilo. – Certo, eu explico. A Rose quer, finalmente, contar ao Emm sobre o Caius e tudo mais. Só que o meu irmão, com a sua idiotice, tem receio de a convidar para "saírem" os dois. – Gesticulei as aspas.

- Isso é verdade, ele tem falado comigo e com Jasper sobre isso. Ben sabe, mas ele não se sente à vontade de lhe falar, é mais próximo a nós. Rosalie concordou com isso? – Perguntou e eu assenti. Ele desviou o olhar para a frente. – Então okay, eu tento empurrá-lo para ela. – Brincou e beijou as nossas mãos entrelaçadas, eu sorri.

- Ainda falta muito? – Perguntei, cansada. Edward riu e abanou a cabeça.

- Não, olha. – Apontou com o queixo para uma falésia à nossa frente. O lugar era lindo, de lá de cima via-se o sol a bater perfeitamente no mar à nossa frente e o céu já estava com um tom alaranjado, anunciando o pôr-do-sol.

- Anda, eu ajudo-te a subir. – Começamos a subir pelas rochas até ao cimo da falésia e Edward estendeu uma toalha pela superfície da falésia para nos sentarmos.

Eu sentei-me entre as suas pernas, com as minhas costas encostadas ao seu peito, o seu queixo apoiado no meu ombro e os seus braços a rodear-me a cintura. Apoiei as minhas mãos nos seus joelhos e comecei a fazer círculos à volta deles com o polegar.

Ficamos em silêncio a observar o pôr-do-sol, mais um fim do dia daquele Verão. Várias coisas passaram pela minha mente: o dia que conheci o Edward, aquela noite estranha que me agarraram pela cintura na pista de dança (…) Aliás… Virei a minha cara para ver o rosto do Edward e olhei para os seus lindos olhos e vi que fui burra porque não percebi o óbvio!

- Eras tu! – Falei um pouco mais alto, mas eu estava com um sorriso feliz a olhá-lo. Edward estava tão concentrado que pulou de susto e eu dei uma risadinha. – Desculpa… - Fiz biquinho. Ele riu ao mesmo tempo que levantava uma sobrancelha, mostrando que estava confuso.

- Era eu o quê? – Perguntou divertido e ainda confuso. Ele estava engraçado e eu dei outra risadinha.

- Naquela noite… Foste tu que dançaste comigo e fugiste logo a seguir. – Sorri abertamente. Edward ficou ligeiramente envergonhado, o pôr-do-sol já um pouco esquecido. Ele sabia do que eu falava, lembrava-se tanto quanto eu e eu fiquei satisfeita por ele não ter esquecido.

- Sim. Percebi que eras tu assim que te vi entrar naquela confeitaria, no dia a seguir, quando fomos apresentados. – Sorriu docemente e acariciou-me o rosto. Fechei os olhos, de maneira a aproveitar o carinho.

Estava a ser um momento perfeito. Por momentos senti medo… Medo de que isto acabe, de perder o Edward, que algo de mal aconteça. Abanei a cabeça para espantar tais pensamentos pessimistas. Irei aproveitar o momento com o homem que amo, ajudá-lo enquanto puder, amá-lo e cuidar dele.

- Eu amo-te, muito. – Sussurrei e aí percebi lágrimas finas percorrerem as maçãs do meu rosto. Edward olhou-me ternamente e vi amor e carinho nos seus olhos. Ele limpou as minhas lágrimas com os lábios e contornou o polegar pelos meus lábios.

- Shhh. – Abraçou-me forte. – Eu também te amo muito, Bella. Porque choras, meu amor? Está tudo bem. Eu fiz algo de errado? – Perguntou preocupado.

Eu ri. Ele às vezes é absurdo, tão absurdo que chega a ser engraçado.

- Não, tu és perfeito. Eu é que… Senti um medo repentino, que toda esta perfeição, esta felicidade acabassem. Só quero que nós sejamos felizes e que tenhamos paz, os nossos amigos e família também. – Solucei. Edward acariciou-me os braços e beijou-me os cabelos. E se aquele homem nos quiser fazer mal? Ele só me anda a perseguir a mim, mas e se ele quiser prejudicar os outros também?

O meu choro ficou ainda mais forte e o Edward sentou-me no seu colo abraçando-me como se fosse embalar uma menina pequenina e assustada com um monstro que julga ter debaixo da cama, ou de um pesadelo horrível que teve durante a noite.

- Bella, eu não vou deixar que nada aconteça. Eu prometo, eu morro por todos vocês. Especialmente por ti, eu faço qualquer coisa. Não precisas de ter medo, eu estou aqui contigo. Vou estar sempre, eu prometo. – Continuou a sussurrar-me palavras de conforto, a embalar-me como se fosse a mesma menina pequenina e assustada.

E eu sei que ele irá cumprir a promessa. Não vou deixar que nada me separe do Edward, nós seremos um para sempre. Faço tudo o que tiver que fazer e o que for preciso para que tudo fique bem, que tudo fique assim e até melhor. Pode haver obstáculos entre nós, problemas, perigos e tudo mais, mas eu sei que tenho o meu Edward comigo para tudo e eu sinto-me a mulher mais sortuda e feliz por isso.

Rosalie POV

Eu assistia o pôr-do-sol da varanda da nossa casa, frente à praia. Ainda pensava em como contar ao Emmet sobre Caius. Ainda sinto nojo de mim ao lembrar-me das coisas horríveis que ele me fez, de me ter enganado, fingido que me amava…

-Rose… - Ouvi alguém chamar-me, virei-me e vi Emmet parado na entrada de casa a olhar-me atentamente. – Posso juntar-me a ti? – Perguntou e eu assenti.

Não falamos mais nada, apenas ficamos a observar o céu a escurecer e a ouvir o som das ondas do mar.

- Edward e Bella já voltaram? – Perguntei momentos depois, olhando-o.

- Já, chegaram poucos minutos antes de eu ter vindo para aqui. – Disse enquanto olhava para o mar. Depois olhou-me e os nossos olhos conectaram-se. – Precisava de estar aqui contigo. Eu sei que há algo… importante. – Disse hesitante. Suspirei e voltei o meu olhar para o mar.

- E há. Tenho de te contar uma coisa, muito má…nojenta, horrível. – Olhou-me confuso. – O que foi? Achas que nada de mau, nojento e horrível pudesse acontecer comigo? Já passei por muito, Emmet. E tudo aconteceu durante este último ano da faculdade. – A minha voz começou a falhar, pois comecei a recordar tudo…outra vez.

- Seja o que for…

- Sim, eu sei. – Olhei-o e sorri tristemente. – Obrigada, mas eu não me sinto preparada para contar. Estava planeado contar agora, mas eu tentei e não consigo… - Senti uma lágrima escorrer pelo meu rosto e limpei com as costas da mão.

Emmet olhava-me carinhosamente e tinha arrependimento nos olhos. Nada de… pena. Todos que sabem, incluindo Alice e Bella, olham-me com pena em relação a este assunto. Quando dei por mim, estava a abraçá-lo.

- De que te arrependes? – Perguntei. Ouvi-o suspirar e começou a acariciar os meus cabelos.

- De ter sido um idiota contigo, só pensava em sexo. Era só isso que eu queria de ti…bastou umas perguntas naquele carro a caminho do restaurante para me acordarem para a vida. – Levantou-me o queixo com a ponta do dedo e olhou-me. – Eu faço qualquer coisa para me aceitares, quero ter uma relação contigo. Descobri realmente o que sinto e não tenciono esconder. – E beijou-me a testa, fechei os olhos.

– No inicio do ano, havia lá na faculdade um rapaz muito popular chamado Caius Volturi. – Comecei, Emmet começou a ouvir com atenção. Respirei fundo e continuei. – Ele era bonito, charmoso e muito romântico. Ele era do mesmo curso que eu, então víamo-nos muitas vezes. Desde o inicio que ele não parava de me olhar, oferecia-me flores, essas coisas. Depois começaram os convites para jantar, ir ao cinema, bares. Eu não via porque não ir, começava a gostar de toda aquela atenção. No fim de uma semana de encontros, começamos a namorar. Tudo ia bem, ele era um bom namorado até que um dia a Bella veio contar-me que o tinha visto com outra e depois com outra, e outra… - Parei e olhei para Emmet. Ele tinha as mãos fechadas em punhos e tinha os braços a envolverem-me protectoramente. – Emmet?

- Se não quiseres continuar, tudo bem. – Fechou os olhos e respirou fundo. Depois abriu e relaxou as mãos e os braços.

- Não, eu quero continuar. Comecei, agora vou acabar. – Ele deu-me um pequeno sorriso e assentiu com um aceno. – Eu não dei ouvidos à Bella, estava loucamente apaixonada e achava tudo perfeito. Mas depois reparei que Caius e Bella se olhavam de um modo estranho, como se fosse uma troca de ameaças silenciosa. Acabei por deixar aquilo, mas não devia tê-lo feito… Ele começou a ficar agressivo comigo, humilhava-me, violava-me… Tempo depois começou a bater-me, sem razão, às vezes era por ciúmes e outras por simplesmente bater. Todos diziam para eu me afastar, mas eu pensei que algo se passava com ele e que ele tinha ficado com algum problema. Ingénua, eu sei. Só parei quando ele me bateu até eu ficar internada num hospital e aí ele desapareceu, nunca mais soube nada dele. – Terminei. Eu tremia e sentia o meu rosto molhado das lágrimas.

- Então… Ele chamava-se Caius. – Sussurrou entre dentes e as mãos novamente ficaram em punhos. Olhei-o confusa. – A Bella falou-me que tu estavas a passar um mau bocado com um namorado teu, mas eu pensei que fossem discussões normais… - Olhou-me e depois abraçou-me.

A Tocar: Howie Day - Longest night (.com/watch?v=Vs3e8YywbjM)

- Emmet, tu já fizeste sexo com uma mulher que foi usada e violada muitas vezes. Não imaginas como foi tudo repentino, foi apenas meio ano de namoro e foi esse espaço de tempo que acabou comigo. – Solucei.

- Shhh, tu não estás acabada. Tu conseguiste ultrapassar isso, apenas… ficaste mais rancorosa e amargurada. Eu acho normal, passaste por coisas horríveis. Ele é um sacana, um porco e um covarde e tu foste a vítima dele. Eu vou estar sempre do teu lado, eu prometo. Eu juro que nunca vou fazer nada do que ele te fez, eu amo-te. – Falou a última palavra olhando-me nos olhos. Eu já não chorava, os meus olhos ficaram secos e eu vi ali, à minha frente, a minha salvação.

Selei os nossos lábios e Emmet correspondeu. Quando nos separamos, Emmet riu levemente e eu olhei-o sem entender.

- O que foi? – Perguntei mais relaxada. Ele parou o riso e encolheu os ombros.

- A ideia era convidar-te para um passeio à beira mar, mas assim foi melhor. – Respondeu. Olhei-o, como pedindo uma explicação. Será que os rapazes falaram mesmo com ele, ou foi só coincidência? – É que Edward, Jasper e Ben convenceram-me a fazer-te o convite. – Coçou a nuca e eu ri.

- Bem, eu e as raparigas temos uma parcela de culpa. Foram elas que os fizeram convencer-te, para que eu pudesse ficar contigo sem interrupções para te poder contar…

Emmet olhou surpreso para mim e franziu uma sobrancelha.

- Sério? – Perguntou com voz divertida. Assenti com um aceno e mordi o lábio inferior. – Bom… - Interrompi o que quer que ele fosse dizer com um beijo. Neste momento só queria beijá-lo e ficar com ele a noite inteira, ao som das ondas do mar.

Pela primeira vez na minha vida, senti-me amada e respeitada e pela pessoa que mais significou para mim até agora.


HEY AGAIN! :D

*.* que fofos, os nossos casais! Espero que tenham gostado. Comentem, porque quanto mais comentarios mais depressa posto outro capitulo. Próximo capitulo vai ser mais tenso e vai começar o drama. Por isso, preparem-se.

Beijos e até lá! (: