Título: You're all I have
Autora: Kaline Bogard
Fandon: Thor
Casal: Thor x Loki
Classificação: +18
Gênero: romance, aventura, yaoi, mitologia
Direitos Autorais: Thor não me pertence. Usarei elementos da mitologia, dos quadrinhos; mas, sobretudo, do filme. Por que aquele Loki me ganhou facinho, facinho.
Observação: não vou me ater a detalhes, apenas ao fato de que rolou tanta química entre esses dois que eles merecem uma fanfic. Ou melhor: muitas!

Aviso: Contem yaoi. Ou seja: homem catando homem, sacas? Não gosta, não leia. Simples assim.

You're all I have
Kaline Bogard

Capítulo 09
We belong together

A refeição terminou de forma tensa, silenciosa. Sinmore respeitou a angústia refletida na expressão de Loki e não tentou puxar mais assunto. Thor também estava pensativo, brincando com o resto da sobremesa.

Os asgardianos aceitaram o convite para caminhar pelo palácio de cristal e conhecer aquela obra de arte arquitetônica. Cada detalhe, cada arabesco, cada vitral era dono de uma beleza única, jamais vista, nem mesmo em Asgard.

Apesar da boa vontade da Muspel, o humor de Loki não melhorou.

Os três separam-se na porta do quarto dos irmãos. Sinmore tocou o ombro de Loki e lhe transmitiu aquela sensação calorosa de um sorriso:

Não se preocupe, Loki Odinson. Pode não parecer, mas Karnilla é uma criatura experiente e sábia a seu modo. Ela nunca o prejudicaria.

O deus-mago pareceu surpreso. Meneou a cabeça demonstrando incredulidade e recolheu-se ao aposento.

– Ele está chateado. Mas vou conversar com ele.

As coisas vão se ajeitar, deus do trovão.

O loiro sorriu e se despediu desejando boa noite.

Dentro do quarto, Loki tinha caminhado até a grande janela e observava a noite lá fora. Era difícil dizer o que era mais bonito: o céu com sombras avermelhadas e pontilhado de estrelas brilhantes ou o solo lá embaixo, onde os Muspel, em sua forma reduzida, revoavam tal qual estrelas caídas do céu, pequenas chamas comemorando a presença adorada de seu deus do fogo. Pareciam tão felizes agitando-se como os vaga-lumes de Midgard.

– Loki...

– Agora não, Thor.

– Irmão.

O moreno afastou-se irritado. Não queria a simpatia de Thor naquele momento. Descobrira que o irmão guardava sentimentos profundos a seu respeito, e logo em seguida que seria obrigado a viver para sempre com aquele ridículo vestido de noiva.

A raiva cuidadosamente guardada veio a tona com o pensamento:

– Você ouviu o que Sinmore disse, não ouviu? Vou ter que viver com essa coisa para sempre!

– Claro que não vai viver assim para sempre. Só precisa de um casamento.

Loki inflamou-se diante da simplicidade da afirmação. Começou a andar de um lado para o outro, as mãos ao longo do corpo cerradas com tanta força que chegavam a tremer.

– E você acha que é fácil assim?

– Ora, irmãozinho. Eu me caso com você.

O deus-mago arrepiou-se. Por um tenebroso instante Thor achou que ele se transformaria em um animal qualquer com garras e saltaria em seu pescoço.

– Não quero que se case comigo por isso! Não preciso da sua piedade e...

Calou-se. O loiro sufocou uma risada. Tentou esconder a diversão colocando uma mão sobre os lábios, porém era tarde: o caçula já tinha visto. E não gostou nada.

– Você... você... ESTÁ RINDO DE MIM, THOR? QUE BOM QUE SE DIVERTE COM ISSO!

Rolando os olhos o mais velho andou até Loki e, antes que ele pensasse em se afastar, agarrou-lhe o braço com firmeza:

– Teoricamente você é a parte esperta da família, irmãozinho. Esqueceu disso?

Firmou os olhos azuis nas esmeraldas que exibiam um mar de confusão. Quase se deixou levar, mas Thor sabia que nesses momentos ele precisava ser o farol que direcionava seu adorado irmão. Ele não estivera ao lado dele da última vez e o resultado fora catastrófico.

– Não quero que seja obrigado a nada. Se tiver que viver com essa... humilhação prefiro mor...

O loiro tocou os lábios de Loki com o dedo indicador, silenciando-o.

– Shhh. Não seja tolo, irmãozinho. Já parou para pensar o que significa "casamento"?

O deus-mago não respondeu. Apenas meneou a cabeça de um lado para o outro. Diante disso Thor o puxou para seus braços e continuou com voz fervorosa:

– É como o pai e a mãe. Casamento significa união, compromisso. Quer dizer que eu terei que cuidar de você, protegê-lo e garantir que nada de ruim aconteça. Num casamento tem que ter amor, carinho, fidelidade. Se eu me casar com você será apenas você. Pra sempre você. E eu não quero mais ninguém na minha vida. Eu te amo.

Loki arregalou os olhos. O rosto estava pressionado contra a curva do pescoço de Thor e parecia se encaixar ali com perfeição, os braços fortes deslizavam por suas costas, sobre o vestido, como se para garantir que ele não escaparia. Unf, como se ele quisesse escapar...

Sua mente ainda estava tonta com a declaração que o mais velho lhe fizera. Principalmente a última parte. O que sempre sonhara ouvir, o que secretamente desejara.

Entreabriu os lábios para responder e quando a primeira palavra saiu veio acompanhada de lágrimas da mais pura felicidade:

– Eu também. Eu também amo você.

Uma brisa suave entrou pela janela aberta. Foi forte o bastante para balançar o vestido de noiva branco que começou a brilhar, primeiro de forma branda; mas o brilho foi aumentando, aumentando até obrigar os irmãos a semi-cerrar os olhos. Surpreendidos se afastaram, a atenção fixa no tecido esvoaçante e brilhante, como se fosse banhado de luz.

O brilho tornou-se dourado parecendo ser feito do mais puro ouro, pulsou como um coração acelerado e explodiu em milhões e milhões de partículas, numa chuva espetacular.

Thor e Loki observaram as gotículas caindo ao redor deles, sobre eles, dando a tudo reflexos dourados, até desaparecer lentamente. Deslumbrados perceberam que o vestido desaparecera. Loki vestia novamente suas roupas asgardianas.

– Isso foi...

– Fantástico – Thor completou. O moreno concordou com um aceno de cabeça. Compreendeu a intenção de Karnilla: casamento nunca devia ter sido considerado ao pé da letra, mas no seu significado mais profundo. Ambos se amavam. Ambos desejavam firmar o compromisso.

O loiro abriu os braços pronto para capturar o caçula num abraço e, finalmente, dar prosseguimento ao que mais desejava no momento. Mas Loki previu a ação e escapuliu rindo:

– Espere aqui, irmão. Eu preciso tomar um banho. Depois a gente continua nossa conversa.

Enquanto o deus-mago escapulia pela porta que dava acesso a sala de banhos, Thor rosnava como um predador frustrado em seu ataque.

Loki fechou a porta atrás de si, e apoiou seu corpo nela pesadamente, deixando escapar um suspiro aliviado. "Pelo menos minhas vestes voltaram ao normal... pensei que aquela maluca da Karnilla fosse aprontar comigo me deixando com aquela lingerie". Se desapoiou da larga porta mais tranquilo, o que possibilitou ao deus das travessuras observar a amplitude que era a sala de banhos pela primeira vez desde a hora em que chegaram ao quarto.

Ver aquela enorme quantidade de água límpida e transparente, alí, só esperando por alguém para entrar e se deliciar em um bom banho, fez com que o deus-mago abrisse um largo sorriso "Devo lembrar de agradecer a brilhante pessoa que inventou o banho. Se ela soubesse a quanto tempo tenho almejado por um..."

O moreno começou a livrar-se de suas vestes, enquanto cantarolava animado. Sentia-se leve, contente. Legitimamente feliz, como não fôra a séculos. Thor, seu irmão... seu amado. Sim, agora ele podia dizer isso. Agora que seus sentimentos, a tanto lacrados no fundo de sua alma, foram finalmente ditos em palavras claras e igualmente retribuídos. Loki suspira mais uma vez, agora de felicidade.

Aproxima-se da beirada da enorme banheira, que mais parecia uma piscina de tão grande, e mergulha primeiro um pé. "Ah, perfeita.." Para depois colocar o outro pé e sentar-se no fundo, relaxando todos os músculos do corpo enquanto se recostava na beira. Fecha os olhos, embriagando-se com a sensação da água batendo em pequenas ondas em seu peito.

Do outro lado da porta, sentado na cama, Thor encontrava-se inquieto. Suas pernas subiam e desciam impacientemente, seus dedos das mãos estavam apertados uns contra os outros, cotovelos sobre os joelhos e olhos ansiosos scaneando cada canto daquele quarto. Cada minuto passado pareciam séculos para o loiro, que se atirou para trás na cama, pensando "Por que está demorando tanto? Esse meu irmãozinho parece uma mulher para tomar banho! (Odin, não o deixe escutar isso, senão ele arranca minha cabeça a dentadas)"

O deus do trovão dirige seu olhar para a porta, em expectativa de vê-lo sair, mas nada acontece.. Então Thor se levanta da cama com um salto e vai andando a passos largos até chegar perto da porta e estacar. "Quer saber?" - enche os pulmões, decidido:

– Não vou mais esperar!

O loiro abre a porta devagar, não querendo que seu irmão escute, entra na sala de banhos, encosta na porta e a fecha devagar. Ele vê que o moreno está de olhos cerrados e imóvel, então começa a caminhar lentamente, pé ante pé, pois ele quer ter a vantagem do ataque surpresa. Mas como Thor tem a discrição digna de um troll, Loki, ainda de olhos fechados e sem se mexer, diz calmamente:

– Eu sei que estás aí, irmão.

O deus do trovão se endireita e pigarreia, tentando disfarçar, mas o desconforto durou poucos segundos, dando lugar a um sorriso que só Thor consegue fazer.

– Não aguentava mais ficar longe de ti, irmãozinho...

Loki sente um arrepio subir pela sua espinha, um arrepio gostoso... O deus-mago abre os olhos e mira o loiro por cima do ombro:

– Então por que ainda está tão distante?

Em seus finos lábios, o desenho de um sorriso maroto adorna o rosto comprido do moreno. Seus olhos exibindo um brilho malicioso. Thor estreita os olhos, ainda sorrindo, e levanta uma das sobrancelhas:

– Estava tentando decidir se me livro de minhas vestes e me junto a você neste banho ou se te arrasto, molhado mesmo, para o quarto!

O deus das travessuras enche a sala com uma risada calorosa, para depois se virar para seu irmão, apoiando os braços cruzados sobre a beirada da banheira. Ainda sorrindo para o loiro em pé a sua frente, seus pés começam a bater suavemente na superfície da água, erguendo seu corpo e deixando parte de suas nádegas nuas a mostra:

– A resposta é óbvia, querido irmão. A água está uma delícia...

Thor abre um largo sorriso cheio de dentes, tão largo e animado que seus olhos pareciam frestas, lindas frestas em seu rosto. Começa a retirar sua armadura e a joga de qualquer jeito no chão, descalça as botas e atira cada uma para um canto diferente com o sorriso ainda estampado no rosto barbado.

Loki observa tudo com divertimento e resolve tirar graça com seu irmão:

– Você está demorando tanto com suas vestes que já estou até pensando em desistir do banho.

O deus do trovão, que já estava a meio caminho de tirar sua camisa, se engasga e se atrapalha com as mangas, lançando um olhar desafiador por entre a fresta da gola de sua camisa cinzenta:

– Nem pense nisso, irmãozinho!

Termina com sua camisa e a joga para trás por cima do ombro. Sua pressa é tão grande que o loiro se atira de calça mesmo para impedir que seu irmão escape. Foi como se caísse um torpedo na banheira, pois espirrou água para todos os lados, molhando os cabelos de Loki, que escorreram pelo seu rosto. O moreno fica encarando o loiro, que emerge gargalhando, com olhos de poucos amigos:

– Muito bom... para uma criança de 2 metros de altura.

Thor, ainda rindo alto, chega perto do irmão mal-humorado passando seu braço musculoso envolta dos ombros do menor e se aconchegando ao seu lado.

– Não seja tão rabugento, irmãozinho.

Então o mais velho passa sua calosa mão sobre a cabeça do mais novo, arrumando seus cabelos negros. O deus-mago fecha os olhos suavemente, apreciando a sensação de ser cuidado por alguém. Cuidado por alguém que o ama.

– Você não perde essa mania de sempre fazer eu me sentir como o irmãozinho que precisa de cuidados, não é Thor?

O moreno abre seus olhos esmeralda e encara os olhos turquesa de seu irmão com um ar divertido. O deus do trovão retribui o olhar, acompanhando-o com um sorriso alegre.

– Mas é claro, irmãozinho! Você sempre será meu querido irmão mais novo!

O deus das travessuras abre um sorriso maroto e se põem na frente do maior, deslizando como uma serpente por entre as pernas do mais velho e monta sobre o abdomem malhado de seu irmão. Aproxima seus lábios do ouvido do homem a sua frente e sussurra:

– Somente irmão mais novo?

Então lambe sua orelha sensualmente, enquanto desliza as mãos esguias pelos ombros e braços musculosos do deus do trovão. Sua atenção passa da orelha para o pescoço do maior, mordendo-o e beijando-o avidamente.

Thor fecha seus olhos e abre a boca como se fosse libertar um gemido, mas está mudo. Suas mãos começam a escorregar pela nuca e costas do menor, apertando sua cintura e puxando-o para diminuir ainda mais a distância entre os corpos. Seus dedos encontram as nádegas de Loki, fazendo-o apertá-las como se aquele fosse o lugar de onde pertencessem as suas mãos desde o início.

Loki abandona o pescoço, fazendo com que Thor soltasse um grunhido de desaprovação. Mas antes que o loiro pudesse formular algo para dizer, os lábios excitados do deus-mago se encarregaram de mantê-lo ocupado, envolvendo a boca corada de seu irmão em um beijo inebriante.

A cabeça do deus do trovão estava dando piruetas, enquanto deixava-se invadir pela língua macia e quente do deus das travessuras. O menor sentia-se doente por aqueles lábios, buscando a língua do loiro como se aquele músculo fosse vital a sua existência. Loki acariciava a boca do maior com a extensão de sua língua, querendo explorar total e completamente aquela úmida cavidade. Umidamente deliciosa...

Thor sugava-lhe a alma com tamanha vontade, deixando a ambos sedentos por um pouco de oxigênio. Mas são deuses teimosos... O deus do trovão captura a língua de seu irmão e começa a chupá-la ferozmente, fazendo o mago fraquejar e soltar um gemido abafado que não pôde ser ouvido, mas que foi sentido dentro da boca do loiro. Este foi o golpe de misericórdia. Precisavam de ar.

O beijo é rompido e os deuses se põem a arfar, buscando oxigênio. Thor olha para seu irmão e começa a rir, ainda meio sem fôlego:

– A última vez em que vi tanta cor em seu rosto foi quando descobri aquela lingerie embaixo de seu vestido, irmãozinho!

– Cale a boca, Thor! Não estrague tudo lembrando-me de tamanha humilhação.

Apesar de tudo, o tom do deus-mago era leve e divertido, o que retirou de Thor um sorriso gracioso. Foi quando a sua atenção voltou-se para seu irmão montado em seu colo. Somente agora havia percebido que o moreno esteve esfregando-se em seu abdomem buscando atrito para tentar aliviar a pressão de sua visível (e mais do que visível, totalmente palpável também) ereção.

Loki sentiu-se corar ainda mais ao perceber que seu irmão o estava analisando. O deus do trovão levanta seu olhar concentrado e encara as esmeraldas ansiosas por alguns segundos, fazendo o mago engolir em seco, até que o loiro abre o sorriso mais amplo que ele seria capaz e fala:

– Nossa irmãozinho, você cresceu bastante desde a época em que tomávamos banho juntos!

De repente um tapa lhe atinge a têmpora.

– Mas será possível, Thor!

O deus-mago começa a empurrar os ombros do maior, querendo afastar-se daquela mula gigante de 2 metros de altura.

– Será que você não usa a sua cabeça para outra coisa além de servir para colocar o elmo?

– Ei ei. Também não precisa ofender, irmãozinho!

– Eu não sou seu "irmãozinho", Thor! Pensei que você já tivesse percebido que quero ser mais do que só seu "irmãozinho"! Será que tudo o que passamos neste reino não significou nada para você?

O menor se desvencilha dos braços do outro e se afasta, indo para o outro lado da banheira. Lágrimas brotam nos cantos de seus olhos, mas ele não quer sucumbir-se a elas, então as enxuga com as mãos. Thor sente seu coração doer... ele nunca gostou de ver Loki chorar, ainda mais quando a culpa de seu choro era dele. O mais velho se levanta e caminha até seu irmão, abraçando-o pelas costas.

– Eu sinto muito... eu te chamo de "irmão", mas a séculos que não te amo como um irmão deve amar o outro... por muito tempo estive confuso quanto a isso, era algo que eu não conseguia explicar... e quando te vi caindo no limbo, sem saber se o encontraria de novo, foi como se meu coração tivesse ido junto contigo. Por isso que vim atrás de ti, eu precisava descobrir por que meu coração te seguia. Agora, depois de tudo o que passamos, eu finalmente entendi... é porque meu coração é teu. Ele sempre foi teu. Aonde você for, eu também vou, porque não consigo mais viver sem ti. Então me desculpe se te chateio chamando-o de "irmãozinho"... não conheço nenhum outro jeito carinhoso de chamar-te..

O loiro sente o corpo do outro tremer por debaixo de seus braços e se desespera:

– Por favor, não chore! Me desculpe!

Mas, para sua surpresa, ele começa a escutar risadinhas. O moreno então se vira, rindo para o deus do trovão atônito alí parado.

– Tudo bem, "irmãozinho" já é um bom começo, meu amado irmão...

Thor sente a mão esguia de Loki apertando-lhe a frente de suas calças atrevidamente. O deus das travessuras então termina sua inacabada sentença:

– … zão! Que tal nos livrarmos deste pedaço de tecido incômodo?

– Claro! Mas antes...

O loiro puxa o menor pela cintura e o domina com um beijo quente e apaixonado. Ao final do mesmo, assina a nádega de Loki com uma leve palmada.

– Mas antes vamos nos livrar deste...

Agarrando a reabastecida ereção do moreno

– … incômodo!

O mais velho se senta na beira da banheira e chama seu irmão para perto. Então ele o segura pela cintura, vira de costas para ele e o senta em seu colo. A visão privilegiada das brancas nádegas de Loki em contraste com sua negra calça já seria suficiente para levar qualquer leigo ao delírio, mas Thor não era leigo e estava mais focado ao que estava no alcance de suas mãos...

Com o deus-mago sentado em seu colo, o maior tinha livre acesso a toda a parte da frente de seu querido irmão. Suas calosas mãos começaram seu percurso acariciando o tórax do outro, parando para brincar com seus mamilos, o que fez o mais novo prender a respiração... Continuando o caminho, o loiro desenha a silhueta do menor com as mãos, apertando a cintura dele e encaixando-o melhor em seu colo. Seu dedo brinca infantilmente com o umbigo de Loki, fazendo-o rir.

– Pare com isso, Thor! Eu não sou um beb..

O moreno se engasga quando sente as mãos de seu irmão contornando a base de seu pênis. Mas Thor ainda não quer chegar lá... ainda não... As mãos calosas do deus do trovão deslizam sobre as coxas do deus-mago, parando próximas aos joelhos, para depois voltar arranhando suavemente até próximo do quadril, retirando de seu irmão um gemido contido...

Loki prende a respiração novamente quando sente as mãos do maior apertando de leve suas bolas. O loiro as acaricia com pequenos círculos de seus dedões, massageando-as com os dedos e as palmas. O mais novo eleva seus quadris inconscientemente, buscando mais contato com as mãos do outro. Ávido, sedento...

Thor sorri triunfante e resolve dar logo o que seu irmãozinho tanto quer. O moreno geme alto quando sente seu irmão acariciando sua glande com uma mão, enquanto a outra ainda demonstra afeto pelas suas bolas.

As investidas contra o falo do mais novo começam com cautela, lentamente, para ir aumentando a velocidade de acordo com a respiração do menor. O loiro, de quando em quando, alternava o tipo de carícia: uma hora apertava mais em alguns pontos, outra hora afrouxava o toque. Às vezes torcia levemente o pulso para o toque descer e subir dando a sensação de parafuso. Trabalho de profissional que estava levando o pobre mago ao delírio rapidamente.

Os gemidos de Loki enchiam os ouvidos de seu irmão. Eram longos e altos... E Thor sabia que o mais novo estava prestes a chegar, pois além de sua respiração ter se tornado mais curta, as suas mãos esguias agarraram as suas calças febrilmente. O loiro, então, desfere uma última e firme estocada até a base do falo de seu irmão e o mais novo libera sobre seu colo, olhos cerrados e um gemido lânguido fugindo pela garganta.

Loki se encosta, relaxado contra o peito largo de seu irmão, arfando pesadamente. O mais velho beija carinhosamente o seu ombro e diz em seu ouvido com voz matreira:

– Agora sim eu posso me livrar de minhas incômodas calças! Se importa em me ajudar?

O mais novo se levanta do colo do maior lentamente, e se inclina pra frente para molhar o rosto e ajeitar os cabelos, encostando propositalmente suas nádegas contra o peito de seu irmão. Thor levanta as sobrancelhas e passa as mãos pelos cabelos:

– Olha lá, irmãozinho! Com você me provocando desse jeito eu não respondo por minhas ações!

O deus das travessuras se vira e se põem de joelhos na frente do loiro, tratando de desabotoar suas calças. Sorrindo marotamente para o outro.

– É isso o que eu quero!

Abre o zíper e puxa o falo aprisionado para a sua merecida liberdade. Só de seu irmão ter acabado com aquela sensação angustiante, o loiro solta um baixo gemido. O mais velho olha para baixo e encontra o deus-mago se deleitando visualmente com seu pênis ereto. Loki a vários séculos desejava aquele órgão... a vários séculos fantasiava em como seria tê-lo dentro de sua boca, dentro de si... e lá estava ele a sua frente, a poucos centímetros de seu nariz: imponente, arrogante, apontando para o teto em todo o seu esplendor pulsante.

Ter o mais novo olhando daquele jeito para seu falo fez Thor ficar ainda mais rígido e excitado. Aquela boquinha de lábios finos assim tão próxima à sua ereção estava deixando o deus louco! O loiro pousa a sua mão sobre a cabeça do menor quase como em uma muda súplica. E o moreno não se demora a assentir. Abocanha aquele falo a sua frente famintamente, massageando-o com sua língua e retirando de Thor um gemido gutural que se assemelhou a um trovão caindo no horizonte.

Deslizou a boca até a ponta, deixando sua língua brincar com aquela parte, desenhando círculos molhados por toda a extensão. Depois engoliu até a base, deixando o mais velho sem fôlego. Subia e descia com uma destreza sem igual, deixando-o cada vez mais molhado, brilhoso, pulsante e rígido.

Até a hora em que Thor segura a cabeça de seu irmão, retirando o falo de sua boca e levantando-se a fim de se livrar de vez de suas calças, jogando-as para longe. Seu falo estava pulsando dolorosamente e sua cabeça estava girando. A excitação lhe turvava a vista.

– Não aguento mais! Eu preciso te...

– Não precisa dizer mais nada, Thor. Vamos logo com isso!

Os dois de abraçam e se beijam ferozmente. O deus do trovão então segura o mais novo pela nuca e o vira de costas para si. O moreno se adianta e antes mesmo que seu irmão abrisse a boca para ordenar-lhe o próximo passo, ele se inclina para frente, apoiando as mãos na beirada da banheira e empina os quadris para o mais velho.

Thor aproveita que seu falo ainda estava todo lubrificado pela saliva de seu irmão e o esfrega sobre a entrada do deus a sua frente. Para cima, para baixo, em círculos... queria ter certeza de que estará bem lubrificado, pois não quer machucar seu irmãozinho.

Aquela sensação quente e molhada sobre seu orifício estava deixando Loki maluco! Sua ereção estava novamente à tona e, neste momento, já estava doendo de excitação.

– Por Odin, enfia logo isso antes que eu perca a cabeça!

O loiro nem perde tempo respondendo a ordem mal-criada de seu irmão e se projeta para frente. A glande desliza completamente para dentro logo na primeira investida, fazendo ambos engasgarem. O mais velho sente o moreno contrair-se envolta de si, como reflexo da invasão repentina, então estanca e deixa seu irmão se acostumar com a sensação.

Assim que o menor relaxa, o deus do trovão começa a se mexer lentamente, se deliciando com aquela cavidade quente e estreita. Loki morde o lábio inferior, tentando fazer seu cérebro mudar de foco e se concentrar no lábio para aliviar o desconforto que sentia em seu orifício. Seu irmão é bem mais calibroso do que imaginara...

Pouco a pouco, a cada nova estocada, Thor penetrava mais em seu irmão caçula. E quando chegou ao limite e sentiu-se totalmente abraçado pela musculatura do moreno, o mais velho suspira profundamente. O deus-mago sente suas pernas trêmulas, então se ajeita para encontrar um melhor ponto de apoio. O loiro se preocupa:

– Você está bem, irmãozinho?

Loki o mira por cima do ombro, estava suando e sentia seu rosto corado e quente. Mas já não se sentia desconfortável como antes, então sorriu para seu irmão e acenou com a cabeça em afirmação:

– Estou bem, irmão. Por favor... continue.

Thor sente seu coração acelerar. E recomeça com as estocadas, só que agora um pouco mais rápido e com mais força. O loiro olha para o deus inclinado a sua frente... Os cabelos negros em contraste com a pele alva... a curva esguia de sua coluna indo de encontro as deliciosas nádegas que batiam contra sua pelve dourada.. O deus do trovão desliza uma mão pelas costas do moreno, pousando-a na base de sua coluna, enquanto posicionava a outra mão na curva do quadril de seu irmão, para ter mais apoio na hora das investidas.

O menor arfava com cada estocada do mais velho, gostando cada vez mais da sensação de ser preenchido sucessivas vezes. E quando pensou que não poderia ficar melhor, Thor o atinge na próstata com a ponta de seu falo. Loki vê estrelas e geme alto, rebolando seus quadris ao encontro da pelve do deus atrás de si, em busca de novo contato com sua glândula prazerosa.

O loiro percebe que tocou no ponto correto e se posiciona para tentar acertá-lo novamente. Penetra de novo e escuta outro gemido escapar pelos lábios de seu irmão. Então ele abre um sorriso e continua com suas estocadas contra o ponto prazeroso em seu irmãozinho.

Os gemidos de Loki, cada vez mais altos e mais frequentes, estavam levando Thor ao delírio, somados com a sensação quente e apertada envolta de seu pênis... Os próprios gemidos do loiro se misturavam com os do mais novo, enchendo a sala de banhos com o som excitado dos dois deuses.

O maior estocava mais e mais rápido, e a esta altura já estava com as duas mãos nos quadris do moreno para impedi-lo de se mexer e fazê-lo acertar fora do ponto. Loki já não conseguia enxergar nada nitidamente, de tão turva que sua vista está, inebriado pelo prazer. Olha por cima do ombro e só consegue ver um borrão bronzeado e loiro, com seus gemidos podendo ser confundidos com o arfar de um leão no cio.

O deus das travessuras sorri marotamente e solta:

– Me devora, meu leão bronzeado.

De algum modo, a voz rouca pelo prazer de seu irmão fora suficiente para levar Thor ao limite, esvaindo-se dentro daquele corpo luxuriante a sua frente. A sensação de ter aquele jato cremoso e quente atingindo-lhe a próstata também trouxe Loki à tona, espirrando sua semente perolada pelo chão a beira da banheira.

Ambos chegaram ao ápice deixando escapar pelos lábios gemidos lânguidos, mas diferentes... assim como os deuses ali presentes. Tão diferentes, mas que ainda assim permanecem juntos de uma maneira tão magnífica e fascinante que parece que foram feitos para nunca se separarem.

Thor desmonta sobre as costas do mais novo, arfando pesadamente. Seu corpo inteiro brilhava de suor, que se misturou com o já existente nas costas de seu irmão. Loki, que já sentia suas pernas fracas, ao deparar-se com o peso extra do loiro, caiu sobre seus joelhos, jogando água para todos os lados e molhando a ambos.

O loiro encara o mais novo, confusão estampada na testa, e começa a gargalhar. O mago vê o maior rindo e se junta a ele, gargalhando abertamente. Então Loki joga água no irmão, que retribui, ainda rindo.

Thor se cansa de rir (e de jogar água no irmão) e percebe que o palácio inteiro está em silêncio. Sorri para o moreno e diz:

– Acho que já passou da nossa hora de dormir, irmãozinho!

– Concordo...

Loki se levanta e sai da banheira, busca sua toalha e começa a se enxugar. Thor se lembra que deixou sua toalha no quarto, olha para a porta e de repente ela parece tão distaaaante... Então ele se levanta e vai na direção do caçula, na tentativa de convencê-lo a deixar ele se enxugar com a mesma toalha. O deus-mago o olha com as sobrancelhas arqueadas em interrogativa:

– Por que não vai buscar sua toalha no quarto? É logo ali do lado...

– Eu não quero molhar o chão!

– Mas você não ia me arrastar até o quarto, molhado mesmo, mais cedo?

Ele pegou o loiro nessa. Thor cruza os braços, pensativo, para depois jogá-los displicentemente para os lados, dando de ombros:

– Ok, você venceu.

E vai caminhando até a porta que dá acesso ao quarto. Loki vai logo atrás, envolto na toalha, observando as nádegas do irmão seguirem a cadência de seus passos hipnoticamente. Suspira. Thor olha sobre o ombro:

– Falou comigo, irmãozinho?

Loki sorri maliciosamente

– Não, não. Falei com elas!

E aponta para o alvo de sua atenção. Thor segue o dedo de seu irmão e se surpreende, deixando escapar uma risada marota:

– Quem sabe eu não queira conversar com as tuas mais tarde lá na cama...

– Ora! Você está ficando bem atrevido ultimamente!

O loiro atinge a porta e a abre, esperando para que o mais novo a cruze primeiro. Quando Loki passa, Thor retruca:

– É a convivência, irmãozinho!

Loki riu feliz. Não apenas pelo que ouvira, mas por toda a situação em si. Não acreditava, nem em seus mais íntimos segredos, que o sonho se tornaria realidade. Seu amor poderia ser aceito e correspondido. Que a relação evoluiria de amor fraterno para algo menos pragmático e mais carnal. Um amor consumado.

Ainda com o sorriso de felicidade estampado nos lábios finos aproximou-se da cama e deixou-se cair, pouco importando com os cabelos ainda úmidos. Estava cansado. Um gemido escapou sem que pudesse segurar. Estava cansado e dolorido.

Thor riu alcançando a toalha. Secou-se em movimentos lentos e sensuais sabendo que o caçula seguia cada um dos gestos calculados.

Só foi deitar-se ao lado do irmão quando secou-se bem e deu-se por satisfeito.

Acomodaram-se, com Thor passando o braço pelo corpo de Loki e o puxando para mais perto, como se temesse que o deus-mago escapasse em seus sonhos.

– Boa noite, irmãozinho.

– Boa noite, grandão – Loki começou a sentir os efeitos do sono aliados a satisfação.

– Em todos os sentidos – o loiro afirmou com um quê de arrogância – Não concorda?

– Convencido.

Os dois riram um pouco mais antes que o sono tranqüilo os acolhesse.

Continua

PARA TUDO E CHAMA A NASA!

Pessoas lindas e gatas do meu coração. Primeiro: desculpa pelo atraso. A culpa é toda minha. Voltei quebradaça do AF e não tive forças pra nada. Atrasei pra mandar o capitulo pra Agnostic.

SIM

Esse... atentdo aos corações fracos de plantão – AKA lemon – foi escrito pela Agnostic. Essa criatura desalmada me matou. Umas três vezes enquanto lia. Ficou tão... WOW. Perfeito não parece o suficiente para classificar.

Bem, eu mandei o capitulo pra ela e disse: sem pressa. Se joga, deixa as coisas fluírem e manda bala.

Esse foi o resultado.

Muito obrigada, Agnostic sua gata! Além de tudo ainda me ajudou com a betagem. Me diga pessoas, como posso agradecer a altura? ;.;

Quem ler e se sentir sem fôlego, por favor, agradeça a ela. Se não fosse por ela essa história ia ficar sem lemon entre os irmãos. E eles merecem, não concordam?

Então... era isso.

Até segunda feira!