Impressão? Será? – Capítulo 09

Dessa vez a calmaria não habitou meus sonhos, na verdade foi uma explosão de flashbacks e de vozes soando como se me acariciasem mas não querendo me revelar quem era:

Eu estava de volta aos meus dez anos em alguma das cidades que eu morei - nós nos mudávamos muito e quando finalmente paramos a presença que me acompanhava foi embora – na entrada do colégio era todos juntos, só era separado as turmas lá dentro mesmo então desde primário até os colegiais esperavam os portões da escola abrirem-se.

Naquela época eu já viajava muito na minha mente e quase nunca prestava atenção a ninguém a minha volta, não que eu me excluise nem nada, mas de manhã cedo ficar esperando no friu e ainda se concentrar não fazia meu estilo, mas quando falavam comigo eu voltava a realidade e ia para o modo matraca…

Mas aquele dia algo me chamou a atenção…o que era mesmo? A sim…eu estava sonhando acordada com algum tipo de mundo mágico quando eu vi aquelas duas meninas sorrindo e conversando sobre algo afastadas de todos, elas eram diferentes mas tinha algo que chamava mais a atenção do que simplismente que pareciam aquelas modelos das revistas de moda que minhas primas viviam lendo quando eu ia passar o verão na casa da minha vó, não era algo mais misterioso...eu fiquei encarando elas por muito tempo e não me dei conta quando a de cabelo escuro comprido e repicado parou de falar e virou o rosto para meu lado me encarando com seus olhos dourados sorrindo.

Eu não tinha muito cemancol naquele tempo, e demorou para a ficha cair e eu ficar vermelha feito um tomate, claro sem ninguem reparar muito – por favor…quem iria olhar para a criança quase dormindo encostada na parede do lado do portão, essa hora da manhã? – mas ela viu e riu voltando a olhar para a loira com uma trança no cabelo e dizer alguma coisa para ela que fez ela rir e olhar para mim com o mesmo olhar curioso e ao mesmo tempo misterioso.

Não me lembro muito do resto pois foi para outro flashback…

O meu quarto…ultimamente ele estava impregnado de uma fragancia tão doce e gostosa, eu deitava na minha cama e respirava fundo sentindo aquilo e era tão reconfortante, nem parecia que tinha acabado de mudar novamente, parecia que sempre estava comigo de certa forma me protegendo…

Eu estava falando? O que? Porque? Não consigo ouvir….rezando? Estranho….rezando para o anjo…eu sempre rezava para o anjo, de certa forma era para deus mas primeiro tinha que passar pelo anjo…eu estava pedindo para aquela sensação se tornar real, para eu ter alguem para mim também…alguem que me amaria como eu poderia amar com toda a minha alma…

Eu costumava pedir isso antes de parecer que tudo tinha sumido…

Outra memória….outro flashback

Teve um tempo que eu costumava cantar e falar comigo, contando histórias como se fosse para tornar real aquilo que eu inventava…aquele mundo onde todos estariam sorrindo eternamente e nunca ninguém iria embora, eu falava sozinha quando estava sozinha – não que estivese pirando – mas isso me afastava a idéia que eu acabaria sozinha por ficar tão presa, por ser tão cuidada e não me deixar aproximar dos outros, afinal nem dormir na casa de alguma amiga eu podia e eu era meia estranha nessa época, como se minha cabeça já fosse mais velha…eu pensava muito….

A escuridão veio uma ultima vez e eu vi a luz atraves dos meus olhos fechados batendo na minha face, a dor tinha sumido e o silencio reinava agora com o som de pássaros e o vento lá fora.

Abri meus olhos pensando que estaria talvez sonhando com todo aquele lugar e que talvez eu não tivese matado o Mike explodido junto com um vampiro, mas era verdade e toda aquela estranha cabana estava de volta a minha visão a única coisa que senti falta foi do belo garoto…

Ele deveria ter uns 23, 24 anos no máximo, talvez minha idade, eu mesma não aparentava os 24 e sim minha cara de criança de 17….era por isso que ninguém me convidava para sair quando tinha aquela idade…deveria parecer que tinha uns 12 anos, fiz uma careta com isso…minha mentalidade e minha aparencia são opostas, se bem que mesmo eu sendo independente e tudo mais, sempre gostei de ver o mundo de uma forma mais colorida, eu viajo muito na maionese por isso acabei com uma vida tão estranha…porque eu num virei uma patricinha lider de torcida mesmo? Ah sim porque eu queria ver a magia e o que o mundo esconde, não vestir aquela roupinha que não esconde…melhor voltar e parar de viajar um pouco Bella, me repreendi mentalmente.

Olhei novamente em volta e dessa vez tinha um pequeno criadinho mudo do lado da minha cama, eu olhei para ele e vi que tinha um copo de água e umas pilulas em um potinho de porcelana, com um recado escrito com uma letra bem elegante e torneada…eu demorei para conseguir ler o que estava escrito - afinal eu só lia coisas escritas na facudade ou quando estava trabalhando de verdade com alguma empresa de software e aqueles caras escrevem como se o mundo estivese acabando e o melhor idioma fosse grego…se bem que eu falo grego e escrevo e num é tão rabiscado… - resolvi pegar o papel e com cuidado me sentei na cama, meia dolorida mas a dor parecia menor, estava escrito :

"Bella

Tome estes remédios, vai amenizar a dor um pouco mais, tente não sair andando por ai…

Não se preocupe, daqui a pouco volto. Fui procurar algo que você possa comer quando acordar.

Edward."

Edward…então esse era o seu nome….belo nome para um vampiro, combina…tá eu tenho que parar de ler aqueles mangás romanticos de vampiros, eu nunca vi o cara e já tava babando...mas quem ele acha que é para me dopar tanto? Desse jeito eu vo ficar apagada pelas próximas semanas quando começar a me doer muito eu tomo! Revoltada deixei o papel no criado novamente e dei mais uma olhada no lugar e resolvi finalmente olhar para mim.

Minha cara deveria estar lastimável, bom a camisa que eu estava vestindo não era minha para constar também – será que ele se aproveitou da minha incosciencia? Provavelmente não, eu num daria sorte assim…continuando – resolvi dar uma checada no meu corpo, abri um pouco dos botões da camisa e vi que estava bem enfaixada, provavelmente eu acho que quebrei algumas costelas, dei uma puxadinha para cima da bandagem e vi que tava meio grudado na pele, não foi uma boa ideia meu estomago embrulhou na hora com isso e a tontura por ver um pouco de pele, sangue fez minha cabeça girar.

Respirei fundo tentando ignorar a sensação ruim da pressão baixando e tentei me mover um pouco mais saindo das cobertas e indo para frente na cama, mas não durou muito tempo e eu acabei me reencostando na parede do lado da janela e fechando os olhos até quando me senti bem de novo…

Olhei para minhas pernas, dava até medo de tantos roxos fazendo par com as cicatrizes que consegui através dos anos, com certeza Alice ia me matar quando visse que eu não poderia usar uma saia no mais estilo femme fataly que ela tanto gosta que eu me vista…será que ele demoraria? Lá estava eu me perguntando dele novamente e me enchendo de curiosidade para saber quem era…porque eu não sentia medo nem desconfiava dele eram as perguntas que mais passavam pela minha mente.

Olhei para o lado e vi o que tinha esquecido, realmente era um violão que estava encostado ao pé da cama, resolvi pega-lo e dar uma olhada, não parecia ser muito novo mas estava conservado e pronto para ser usado. Eu tive meus tempos de aprender a tocar nos meus tempos de folga pelo mundo, mas minhas mãos nunca me permitiram ir muito além no piano nem no violão, eram muito pequenas e para acordes rápidos e grandes não eram nada úteis, no fim nunca pude tocar muito mesmo amando o som deles, tive que me contentar em escutar somente a música e cantar…

Ainda sabia algumas melodias calmas que me davam tempo para tocar certo mesmo não alcançando e uma música dessas logo veio na minha mente e resolvi tocar sem pensar em nada mais, posicionei o violão em mim com cuidado e comecei suave e me lembrando da letra:

"Shine bright morning light (Brilhe clara luz da manhã)
Now in the air the spring is coming (Agora no ar, a primavera está chegando)
Sweet blowing wind (Doce vento que sopra)
Singing down the hills and valleys (Cantando pelos montes e vales)

Keep your eyes on me ( Mantenha seus olhos em mim)
Now we're on the edge of hell (Agora que estamos na borda do inferno)
Dear my love, sweet morning light (Querido, meu amor, luz doce da manhã)
Wait for me, you've gone much farther, too far(Espere por mim, você foi mais longe, muito longe)"

-Sua voz fica linda cantando Fake Wings. Ele disse aparecendo do nada sentado encostado na outra ponta da cama, onde eu deveria estar com a cabeça deitada.

-Merda! Com o pulo de susto que eu dei, a dor recomeçou a toda queimando novamente em mim e eu fechei os olhos sentindo tontura novamente.

-Me desculpe pelo susto. Rindo respondeu.

-Você não tomou o remédio, ouvi sua voz séria resoando.

-Não tomei porque eu não tava sentindo nada…apertando mais os olhos com o latejar eu continuei…porque você num avisa quando vai aparecer derrepente! Chaqualha umas correntes por exemplo…soltei o ar com força e sentindo tudo rodar...

-Eu tenho cara de alma penada agora? Ele devia estar fazendo um careta nessa hora…

-Bella você tá sangrando! Merda!

-Graças a você só para constar eu respondi colocando a mão na barriga e sentindo o liquido quente passar pelo meus dedos. Abri os olhos quando senti o friu das mãos dele me pegando no colo e me levando de volta para deitar na cama.

-Com licença...foi dizendo enquanto abria onde estava o corte aberto e ia refazendo o curativo.

-Até parece que você já não viu todo o resto...falei dando um risinho sarcástico…

-Tentei...ele murmurou baixinho como se não quisese que eu ouvise.

Fiquei olhando-o fazer isso, mesmo estando doendo um pouco, era bom quando eu sentia ele me tocar delicadamente com aquelas mãos frias, os olhos dele estavam negros não dourados daquela ver e neles eu via uma expressão de tortura e vontade, como se estivese se segurando. Porque ele estava fazendo isso por mim? Parecia uma dor horrivel a que ele sentia nos seus olhos…

-Não precisa ficar aguentando isso, daqui a pouco vai parar de sangrar e ai eu me viro. Disse.

-Nunca deixaria você sangrando aqui! E você ia desmaiar assim que fosse tentar trocar o curativo! Sua voz parecia revoltada mas ao mesmo tempo triste…

Porque essa voz? Porque ele cuida de mim com tanto cuidado? Porque eu sinto que posso confiar nele e me sinto tão bem com ele perto de mim?

-Obrigada, sussurei, sabendo que ele ouviu quando parou um pouco com o curativo e virou seu rosto e olhou para mim com seus olhos que derretiam minha alma e um sorriso torto, um tanto felizes, com certeza ele sentia muita coisa ao mesmo tempo…me deixava confusa…

Fechei meus olhos esperando fugir daquele olhar que parecia querer entrar na minha mente e esperei ele terminar o curativo, logo depois que ele parou eu resolvi abrir novamente quando senti falta da sua presença e logo vi que ele reapareceu no mesmo lugar sentado, seus cabelos encostados na cama onde virei para ficar olhando, morrendo de vontade de tocá-los.

Decidi então começar a falar com ele novamente e estendi minha mão sem pensar para fora da cama como se estivese pedindo para ele segurar. Me repreendi mentalmente por fazer as coisas sem pensar mas quando ele a pegou, sem olhar para mim, ainda na mesma posição eu me senti bem…como se fizese anos que eu esperava por aquele toque…

-Você vai me contar um dia? Sussurei…

-Aos poucos…Ele me respondeu baixinho e calmo também.

-Porque?

-Quando você saber de tudo, vai achar que eu sou algum psicopata monstro louco e não vai me deixar aproximar mais de você…

Eu ri disso, quem ele achava que eu era?Alguma menininha frágil?

-O que você tá pensando? Ele finalmente resolveu virar e olhar para mim nunca soltando minha mão e ficando meio ajoelhado do lado da cama, me deixando tonta com aquele olhar de novo.

-Que você tem um conceito muito estranho de mim, que você é um vampiro muito estranho, que você quer ficar perto de mim só deus sabe porque e não quer me deixar me aproximar, realmente você acha que eu não aguento o que você vai falar?! Eu vivo entre psicopatas e assasinos….fala sério! Respondi revoltada, tentando soltar a minha mão dele mas ele não deixando.

-Eu estranho?! Você que some de casa do nada, você seria feliz daquele modo! Mas acaba se enfiando em encrenca pelo mundo procurando morrer!

-Ora agora estamos chegando em algum lugar! Se eu morrer ou não de qualquer jeito pelo mundo o problema é meu, só meu, você não tem o direito de interferir a não ser que me conheça primeiro e além do mais ser só conhecido não é o bastante para me parar! Fui dizendo ainda revoltada por não entender nada e também por ouvir ele tentando passar sermão em mim…

Ele congelou e eu vi que ele estava pensando em alguma forma de me fazer pagar pelo que eu disse…logo ele sorriu de uma maneira que me lembrava Alice quando ela me encarava e encarava depois a vitrine de alguma loja.

-Certo! Então só conhecido não é o bastante então! Ele falou com sarcasmo e foi se aproximando olhando para mim…

Epa epa epa…que que é isso! Era impressão ou ele ia fazer o que eu nem imaginava que ele ia? Eu tinha que falar alguma coisa!

-E você nem se apresentou a proprósito Edward! Gritei rápido.

-Edward Cullen, para constar vampiro que te persegue a alguns anos, ele foi respondendo na lata sem parar…

...E me beijou…não não era impressão…


Povo!Hello! Então? Cada vez mais curiosos? Mais loucos da vida comigo? XD Na proxima eu dou um jeito....e eu já to imaginando mais um pouquinho de ação....

quero saber das teorias...q q vc acham que pode ser tudo isso? Me contem uhahuaauhhu to curiosa com o que cada um de vcs pensa .=

Bom q mais...ah! A música que ela tocou chama Fake wings, da cantora Yuki Kajiura....vale a pena olhar é bem gostosa de escutar ^^...

É isso ai...quem mais falta assasinar e dar sinal de vida?uhauhahau....

Aaah!!!

PS!: Katryna Greenleaf Black você precisa respirar urgente guria! uhahuauha.....povo que eu amo por estar lendo a fic, vlw pelas reviews! E continuem lendo...vou tentar escrever mais para a alegria geral também ok?

Então Bye bye baby XD