N/A: Olá, amigas leitoras! Tentei atualizar a fic no fim de semana, mas não deu. Será que tem alguém aí interessada em ler mais um capítulo? Espero que sim..rsrsrs...o capítulo está um pouco grandinho, mas acho que vcs vão gostar de algumas coisas que acrescentei aqui...decidi começar a chacoalhar a fic...rsrsrs...agora chegou a hora de começar a jogar as peças do quebra-cabeça para vcs iniciarem a "montagem" de alguns fatos que cercam a vida da Bella. :) Tenho alguns avisos nas notas finais. Vamos ao que interessa. Bora lerrr... :)
EU ESTOU COM VOCÊ E VOCÊ ESTÁ COMIGO
Olhando a foto tipicamente familiar do porta retrato alocado em uma das prateleiras da estante da sala da minha casa, tentei imaginar como seria minha vida se minha mãe ainda estivesse ao meu lado. Provavelmente continuaríamos fazendo parte da família Cullen, porém com alguns ajustes "estranhos" aos olhos alheios.
Minha mente criativa já imaginou mil e uma situações possíveis e diferentes dos dias atuais, sendo uma delas o fato de que eu teria duas mães e dois pais presentes. Um de coração e um de criação.
Mas quis o destino arrancar de meu convívio as duas pessoas que seriam a minha principal base familiar: Renée e Charlie.
Charlie Swan... O chofer da família Cullen. A pessoa que me deu seu sobrenome sem nem eu mesma ser sua filha de sangue.
_Tão pensativa... – fui abraçada por trás repentinamente.
Desvencilhei-me de meus pensamentos pelo sobressalto que a voz do Edward me causou.
_Ai que susto! – levei a mão ao peito junto com o porta retrato.
_Desculpe, meu bem. Não tive a intenção de assustá-la – falou com uma voz baixa e sedutora, roçando seus lábios pelo meu pescoço e depositando um beijo suave no local. Fazendo-me tremer levemente pela sensação de arrepio.
_Você adora chegar sorrateiramente, não é? – insinuei, apreciando o carinho que ele fazia em mim.
_Confesso que sim, mas somente quando se trata de você porque adoro vê-la distraída com seus pensamentos – deu uma risadinha.
Depositei o porta retrato de volta à prateleira, virando em seguida lentamente para ficar de frente a Edward, mas nada falei. Apenas esperei ver sua reação aos meus carinhos em seu rosto.
Desde que nos conhecemos eu adquiri uma mania quase "psicótica": ficar apenas fitando o rosto dele algumas vezes ao dia.
E a cada olhada, meu coração disparava e minha respiração tornava-se irregular.
Nosso convívio diário estava ganhando força. Se solidificando a cada minuto. Ele estava se tornando meu porto seguro e por mais que tudo tenha acontecido tão de repente, eu sabia que ele era a pessoa certa para mim. Nosso entendimento ia muito além da cama. Ele estava se tornando meu amigo, companheiro e mais alguma coisa...
Eu já sabia que estava apaixonada por esse homem, e no mesmo compasso surgia um sentimento bem mais forte que às vezes chegava a me oprimir. Só não sabia definir o que era.
E logo me veio à mente uma frase bem clichê que Rosalie me disse no dia em que confessei a ela que pretendíamos morar junto: "ele é a página mais linda que o destino está escrevendo em sua vida, Bella".
Toda vez que ficávamos a sós eu tinha mais certeza dessa frase.
Sorri amplamente ao vê-lo se inclinando na minha direção, selando nossos lábios em um beijo casto, mas carinhoso.
Mantive meus olhos fechados para apenas sentir o formigamento nos lábios a cada toque dele.
Seus beijos, sejam eles de qualquer tipo, eram viciantes e me deixavam completamente vulnerável.
Sentia-me quase como uma massinha de modelar...
_Em que está pensando? – sussurrou em meu ouvido beijando o lóbulo.
Mais um tremor perpassou por minha espinha dorsal e desta vez não contive o gemido de satisfação por aquela carícia.
_Agora... em nada – minha voz falhou.
Minhas mãos acariciavam seus bíceps escondidos sob a camisa de manga curta.
_E antes de eu chegar? – insistiu, salpicando beijos lentos e zelosos por meu rosto.
Ri devido às cócegas que senti.
Por fim, abri novamente os olhos fitando-o de modo singelo, mas determinada a ser franca.
_Nos meus pais.
Aguardei sua manifestação ao notar sua testa franzida.
_Qual deles? – riu.
_Renée e Charlie – sorri.
Acenou a cabeça em compreensão.
_Desculpe se eu pareço curioso... – disse sem graça -,... mas você não me falou em nenhum momento sobre ele – apontou para a figura de Charlie na foto do porta retrato, pegando-o em seguida. _Você chegou a conhecê-lo?
Quando eu pensei em respondê-lo, Edward fez um comentário que me deixou bastante envergonhada.
_Você era uma linda bebê – sorriu fitando a foto de modo contemplativo.
_Acho que estava mais para fofinha – retruquei rindo e dando de ombros.
_Também – afirmou rindo. _Sua beleza é bem parecida à da sua mãe. Duas belas mulheres – emendou meneando a cabeça, voltando seu olhar amoroso para mim, puxando-me para mais perto dele com a mão livre.
Seus lábios tocaram os meus mais uma vez, fazendo-me suspirar em apreciação ao seu gesto.
Quando nossos lábios se soltaram, brinquei com o seu comentário.
_Se minha mãe estivesse viva eu sentiria ciúmes, em compensação, tenho quase certeza que ela ficaria lisonjeada com sua observação – sorri enviesado.
_Seu ciúme seria infundado. Meus olhos continuariam atraídos por você – sussurrou abraçando-me forte.
Nossa! Ele me deixava boba quando falava assim.
_Você sabe usar muito bem as palavras – inclinei a cabeça para trás para olhá-lo profundamente. _Com quem aprendeu a ser tão encantador assim? Com seu pai? – sorri.
_Faz parte do meu charme inglês – piscou de modo matreiro.
Acenei a cabeça em completa concordância.
_E que charme! – enfatizei sorrindo, enlaçando-o pela cintura. Depositando a mesma intensidade no abraço que recebi minutos atrás. _Fale mais um pouco de seus pais. Naquele dia em que tivemos a conversa sobre seu passado, não tive a oportunidade de ouvir um pouco mais sobre sua vida por pura idiotice minha – fiz uma careta.
_Esqueça aquele dia, tudo bem? – afagou minha cintura. _Bem, já que vamos falar dos meus pais, acho justo você falar um pouco mais sobre essas duas pessoas da foto – levantou o porta retrato mostrando-me a foto em que estávamos eu, minha mãe e Charlie.
_Acho justíssimo, mas será que podemos sentar? – expressei cansaço.
_Claro, baby – puxou-me pela mão em direção ao sofá. _Antes de continuarmos a nossa conversa, vou pedir a Sue para preparar algo leve para almoçarmos. Chegamos da empresa e você empacou em frente à sua estante. Não quis perturbá-la no início, mas depois de perceber que você já estava na mesma posição há pelo menos quinze minutos, achei por certo distraí-la – falou serenamente, acariciando minha mão.
Nos dois tínhamos a mesma necessidade de ficar nos tocando a todo instante. Era como se quiséssemos afirmar que o que estávamos vivendo era real.
_Isso se chama saudade, Edward – murmurei um pouco melancólica.
_Eu entendo, Bella – acenou a cabeça. _Nós vamos falar sobre isso, se você estiver disposta, claro. Descanse um pouco enquanto vou falar com Sue, ok? – levantou-se beijando minha testa e se afastou.
Suspirei cansada, retirando o salto "matador" dos meus pés.
Massageei minhas têmporas constatando que meus nervos começavam a se manifestar para uma possível dor de cabeça. Deveria ser fome, pois desde o fatídico almoço meu estômago encontrava-se vazio. Apenas água havia passado por meu sistema digestivo.
O som de mensagem recebida no meu celular me distraiu um pouco do mal estar.
Abri a bolsa vasculhando seu interior à procura do aparelho.
Assim que o achei vi quem me mandava notícias. Riley.
"Oi, amor. Como vc está? Espero que bem. Assim que vir esta msg, mande notí um sonho ruim. Amovc"
Essa era nova. Riley nunca foi de enviar uma mensagem para mim apenas porque teve "um sonho ruim".
Que atitude estranha...
Digitei de volta antes do Edward retornar e me flagrar nessa situação constrangedora com meu namorado 'fantasia'.
"Olá. Como está? Eu estou bem. Aliás, bem viva...rs. Não se impressione c/ um "
A mensagem era tão "fria". Tão impessoal. Mas o que eu poderia fazer se meu sentimento por ele era apenas de amizade?
Bufei impaciente com essa situação. Estava se prolongando demais. Ansiava pelo momento de sentarmos frente à frente e conversarmos como dois adultos civilizados.
Outra mensagem.
"Estou bem e com muitas saudades suas. Sobre o sonho...eu sei que era um sonho, mas parecia bem 'real', entende?rs. Só peço que se cuide até eu regressar. Preciso falar c/ "
Fiquei estática visualizando a mensagem de texto, sem processar por um momento absolutamente nada em minha mente.
Apenas ouvia o eco de uma parte da mensagem: "Preciso falar com vc".
Fui desperta de minha inércia ao ouvir de novo o som de outra mensagem chegando.
"Amovc"
Agora eu estava curiosa.
O que ele queria falar comigo?
Seria possível estarmos na mesma sintonia a respeito do assunto que passava pela minha mente há dias?
Mas se fosse o que eu pensava, provavelmente ele não faria nenhuma declaração de cunho romântico como a da última mensagem ou faria?
Argh!
Meus miolos pareciam estar se derretendo com tantas perguntas sem resposta e tantas outras especulações ocultas.
Retornei sem ânimo a mensagem, não esquecendo de acrescentar no final a minha intenção. Estava apenas reforçando o lembrete.
"Pode deixar. Vou me cuidar e... tbm preciso falar c/ vc. Bjo"
Minha dor de cabeça parece ter dado as caras de vez!
Deitei-me por completo no sofá, tentando relaxar e desanuviar minha cabeça das coisas que me ligavam ao Riley.
Eu só queria aproveitar o restante do dia ao lado de quem me deu tanta atenção desde o primeiro dia em que nos conhecemos e estava se tornando alguém muito importante em minha vida: Edward.
_Pensando em mim? – sua voz divertida me sobressaltou novamente.
_Edward! – exclamei com o susto que levei, abrindo abruptamente os olhos. _Você está se tornando mestre nisso, não é mesmo? – fiz uma careta ao sentir uma pontada da minha dor de cabeça.
Seu sorriso jocoso se desvaneceu ao ver minha expressão.
_O que foi? O que está sentindo? – perguntou preocupado, fazendo uma varredura com seus brilhantes olhos azuis desde a minha cabeça até os meus pés.
_Apenas dor de cabeça – fiz de novo a mesma careta, gemendo um pouco pelo latejar em minha fronte.
_Fique quietinha aqui. Já volto com um analgésico – sua voz soara urgente.
_Tudo bem – dei um meio sorriso.
Era só o que me faltava... Gemer de dor a tarde inteira!
Após alguns minutos ele voltou com um copo de água e o comprimido.
_Tome-o. Vai se sentir melhor depois disso – deu um sorriso suave.
_Obrigada – sorri em agradecimento.
_Deixe passar alguns minutos para poder fazer o efeito do medicamento e então, vamos almoçar. Não quero vê-la desmaiando de fome – alertou-me com um olhar enviesado.
_Tudo bem, Sr. 'doutor' – zombei.
_Eu só quero cuidar de você, Bella – sua voz suavizou à medida em que seus olhos me fitaram do mesmo modo.
Encarei-o por alguns segundos antes de falar.
Adorava vê-l tão entregue quanto eu neste repentino relacionamento.
_Então cuide. Eu preciso disso – levei sua mão até o meu coração, querendo dizer-lhe, na verdade, que era para cuidar do meu bem mais preciso e intacto. _Prometo ser uma boa garota e retribuir seus "cuidados" à altura – respondi no mesmo tom em que ele falara comigo.
Sorri ao senti-lo pressionar levemente sua mão no local em que meu coração batia freneticamente.
_Eu vou cuidar de você como merece... minha garota – sua voz era serena, mas firme.
_Eu estou com você e você está comigo – sussurrei.
Vi um canto de sua boca se elevar formando um sorriso torto enquanto ele acenava a cabeça em concordância.
Seu rosto se aproximou do meu e eu me permiti fechar os olhos em antecipação ao seu toque. Encerramos o assunto com um beijo intenso, apaixonado, mas sobretudo, afetuoso.
(...)
_Oi, Alice – cumprimentei-a de modo tenso, ainda em pé atrás da minha mesa, assim que ela entrou em minha sala.
Nunca fui muito boa em esconder meu nervosismo e agora, devido ao que tinha acontecido em meu escritório, ficava nítido em minhas bochechas o quanto eu estava desconfortável pela situação.
Meu rosto estava quente, muito quente.
_Hum... Olá – sorriu enviesado, passando a vista por todo o meu corpo e em seguida pelo ambiente.
Mantive meus olhos em sua face avaliando cada expressão sua. Surpresa e malícia eram marcantes.
Comprimi os lábios, incomodada com a sondagem dela, e segurei a respiração por alguns segundos. Eu estava um poço de tensão porque sabia que Alice viria com algum comentário jocoso, que me deixaria totalmente fora do eixo. Afinal, a baixinha sempre fora muito perceptiva.
_Vejo que um furacão assolou sua sala, aliás, a sua pessoa – sorriu mais amplamente, piscando de modo sacana.
Droga!
_Hã? Do que você está falando? – tentei disfarçar ao fazer a melhor cara de desentendida.
Desviei o olhar de seu rosto para a minha cadeira sentando-me da forma mais natural possível, mexendo na bolsa.
Qualquer coisa que me distraísse no momento era melhor do que continuar encarando a expressão sarcástica da minha irmã.
_Jura que não sabe do que estou falando? Quer que eu seja franca? – soltou um risinho, um som baixo, gutural.
_Alice, eu já estava de saída, portanto seja breve – falei impaciente, tentando manter-me séria e com uma voz firme.
_Nossa! Você... indo para casa antes de terminar o expediente? – apontou na minha direção mantendo seu sorriso malicioso. _Vejo que desde a sexta-feira passada muitas coisas mudaram, não é mesmo? – piscou.
_Estou apenas com dor de cabeça – menti. _É por isso que vou cedo para casa.
_Sei... – abanou a cabeça. _Eu não sabia que vontade de fazer sexo vespertino tinha mudado de nome. Agora chama-se "dor de cabeça" – fez o sinal de aspas com os dedos no ar. _Você não consegue mentir, mana. Você vai para casa para continuar o que estava fazendo alguns minutos antes de eu entrar aqui – soltou seu verbo.
_Sinceramente, você precisa de um terapeuta. Porque quem só pensa em sexo é você. Aliás, você vê sexo até aonde não existe – ergui uma sobrancelha sorrindo com o canto da boca. Tentando aparentar naturalidade na conversa.
_Ah é mesmo? – cruzou os braços no peito. _Então, vamos ver se eu enxergo sexo até onde não existe – piscou e eu engoli em seco. _Eu vejo um blazer caríssimo amarrotado e largado no chão, ao lado do sofá, quando na verdade ele sempre fica apoiado no encosto da sua cadeira. Vi os dois últimos botões da sua blusa abertos; vejo o laçarote da blusa torto e mal feito; cabelo um pouco desgrenhado e pra finalizar, seu humor está às avessas. Creio que você estava fodendo e eu interrompi o seu momento com Edward, acertei? – gargalhou ao me ver estreitar os olhos.
_Alice! – grunhi.
_Ah, qual é Bella? Nunca fomos de esconder segredos uma da outra. Para de bancar a sonsa comigo porque isso não vai colar – riu. _Você estava fodendo com o Edward. Eu sei. Posso ver em seus olhos e trajes – sorriu convicta, me irritando.
_Alice! Chega com esse tipo de brincadeira – levantei de supetão. _Você sabe que eu não gosto – falei séria.
_E é justamente por você não gostar que eu brinco mesmo – falou altiva. _Ah, mana, solte seu lado pervertido. Fale abertamente sobre isso com uma pessoa que você sabe que não vai fazer fofoca sobre sua vida afetiva com nenhuma outra. Fale comigo, poxa – soltou um muxoxo.
_ Aly... – suspirei tentando concatenar as palavras -, ...eu sei que nunca houve segredos entre nós duas, mas... mas agora é diferente...trata-se praticamente de um assunto particular. Pelo menos para mim é assim. É meio desconcertante ficar dando detalhes sobre isso – suavizei a voz.
_Eu não pedi detalhes. Só perguntei se você estava transando aqui. E só pra completar... esse assunto só é desconcertante porque seu lado pudica ainda preenche boa parte do seu 'eu' – afirmou balançando a cabeça.
Às vezes ela era bastante irritante, principalmente quando se sentia a 'sexóloga'.
_Você só perguntou algo que diz respeito a mim – enfatizei uma das palavras fazendo uma careta. _Bem, já que você é uma pessoa insistente e inconveniente quando quer, então... sim, eu estava mesmo intimamente 'ligada' ao Edward – tentei disfarçar meu embaraço. _Satisfeita? – cruzei os braços no peito.
No meu íntimo estava morrendo de vergonha e senti minhas bochechas arderem ao ter confessado o que estava fazendo minutos atrás em minha sala.
_Ah, porra! Agora sim estamos falando a mesma língua, quer dizer, quase a mesma porque custa você falar que estava f-o-d-e-n-d-o? – falou pausadamente cada sílaba.
_Alice, quem gosta de usar linguajar chulo é você – acusei mantendo minha voz serena.
_Eu só falo desse modo quando o assunto é sexo. Aliás, é meu assunto preferido nas rodas de luluzinha desde que... bem, desde que descobri que é durante o sexo que temos um momento único na vida. O momento em que a natureza se inverte e a perereca engole a cobra – riu, caminhando em direção à minha mesa.
_Você já nasceu com a mente depravada. Acho que a filha adotiva aqui é você porque não é possível você ter sido gerada pela Esme – neguei com a cabeça, exibindo um meio sorriso.
Ela até poderia me tirar do sério momentaneamente, mas logo estávamos bem, como se não tivesse ocorrido estresse algum. Acho que a tampa da minha panela não era o Edward, mas sim Alice.
_Você acha mesmo que a mamãe e o papai não transam e não falam obscenidades entre quatro paredes? – falou baixando o tom de voz.
_Não sou tão tonta assim. É claro que acho que eles falam, mas prefiro ficar na ignorância sobre esse assunto – fiz uma careta. _Agora me diga o que veio fazer aqui. Preciso ir para casa – soei impaciente.
_Ah, claro! Entendi – sorriu, piscando. _Longe de mim atrapalhar o restante da sua tarde – sentou na poltrona de couro.
Rolei os olhos e voltei a sentar na minha cadeira.
_Bem, eu queria saber se Emmett tinha arrancado a cabeça do Edward por ter flagrado vocês dois aos beijos no restaurante, mas como vi o seu namorado sair da sua sala em perfeitas condições físicas, creio que nosso irmão só tenha dado o sermão que gostaria, estou certa? – falou tudo de uma vez.
_Primeiro, respira, Alice. _Segundo, Edward não é meu namorado – arqueei uma sobrancelha.
_Ainda não é oficialmente, porém pra mim, já é – retrucou. _Já disse, mas volto a repetir: ele é o homem certo para você.
Sorri ao perceber que ela gostava dele.
_Bem, terceiro... Emmett ficou alterado no início da conversa, mas depois que expliquei a situação ele pareceu relaxar um pouco, contudo como o conheço muito bem, tenho certeza que vai ficar marcando em cima para saber se o meu lance com Edward é pra valer – suspirei.
_Traduzindo... ele quer ter certeza que o Edward não está apenas usando o charme de Don Juan dele – ela completou.
_Isso – acenei com a cabeça.
_É bem a cara do irmão ciumento e protetor que temos.
Dei de ombros.
_Então, era somente isso que queria saber? – peguei a minha bolsa para fechar o zíper.
_Não. Na verdade, depois de toda aquela confusão. Após Jasper ter levado Emmett e você ter ido embora com Edward. Eu e Angela presenciamos uma cena curiosa – sorriu maliciosa.
_Diga então – olhei o meu relógio de pulso para ver quantos minutos já estava fazendo Edward esperar por mim.
_Prometo ser breve, mas essa fofoca eu não poderia deixar para outro momento – disse, exultante.
_Então fale logo – apressei-a.
_Lembra-se do moreno que nos deixou boquiaberta com tamanha beleza? – olhou-me em expectativa.
_Sim – respondi concisa.
_Pois bem, Jessica recebeu um bilhete de um garçom quando estávamos prestes a ir embora. Ela olhava para o moreno de maneira descarada e acho que ele gostou – deu um risinho.
_E? - gesticulei para que continuasse.
_Você acredita que ela retornou à empresa de carona com ele?
_Bem, ela está solteira. E se eles se deram bem logo de cara qual é o problema? – falei naturalmente.
_Bem, em princípio, nada – deu de ombros. _Só que é estranho ele ter marcado um primeiro encontro com ela rodeado por outros casais – ergueu a sobrancelha.
_Hã? Como assim? – franzi o cenho.
_Bella, ela contou a mim e à Angela agora pouco que o cara a chamou para sair, mas disse que era para ela estender o convite às amigas que estavam à mesa com ela, mesmo Jessica revelando que somos comprometidas. Isso não é estranho? – fechou o semblante colocando um dedo no queixo, como se estivesse pensando.
_Aly, pode ser que você tenha entendido mal. Talvez nem seja um primeiro encontro e você já saiu especulando absurdos a respeito do assunto.
_Não, eu não entendi errado – neguei com a cabeça.
_Então, vai ver ele acha que somos amigas inseparáveis e quer conhecer todas nós – dei de ombros, achando a conversa enfadonha.
_Não sei, não – falou expressando desconfiança. _Pelo menos ele foi educado ao se apresentar a ela. Seu nome é Nikolaos Rouvás. É grego, mas reside em solo americano desde os tempos da faculdade. É dono de uma agência de Publicidade aqui em Los Angeles. Foi isso que ele falou a ela – encolheu os ombros.
_E você como é curiosa ao extremo já sondou isso tudo – sorri enviesado.
_Claro! Gosto de saber por quem estou sendo rodeada. E cá para nós... ele tem jeito de playboy. Aquele tipo de homem bem safado. Eu notei muito bem quando você foi ao banheiro e ele quase teve um torcicolo ao te admirar.
Rolei os olhos.
_Eu também notei, Aly. Há homens que não sabem disfarçar. Mas deixa isso para lá. Não é da nossa conta o que a Jessica faz ou deixa de fazer da vida dela – olhei de novo para o ponteiro do relógio.
_Mas ela ainda vai te comunicar sobre o jantar que vai acontecer na sexta – alertou-me.
Suspirei.
_Na sexta eu não vou marcar compromisso com ninguém. É o dia em que Edward vai embora – falei desconsolada.
_Bella, ele não vai embora para sempre. Vai apenas cumprir seus compromissos. Deixa de ser exagerada. Logo, logo ele estará de volta – piscou sorrindo ternamente.
_Mas eu não quero ficar longe dele – falei manhosa.
_Vejo que a paixão te pegou de jeito – seu sorriso se alargou.
_Sim, Aly. Eu... eu sou louca por ele – passei a mão em meus cabelos desgrenhando-os mais ainda.
_Então, corra para ele – gesticulou incentivando-me a levantar da cadeira. _Eu já disse tudo que queria dizer. Agora aproveite muito bem a sua tarde. Ah! Não esqueça de usar e abusar dos chocolates que te dei – piscou, zombeteira.
_De tanto você falar nisso, será uma das primeiras coisas que deixarei a postos para ser usada logo mais em meu quarto – sorri envergonhada.
_Chocolate...chocolate... – senti meus lábios se mexendo em busca do doce.
_Baby... Baby... aqui não tem chocolate – a voz do Edward me despertou.
Pisquei vários segundos antes de abrir os olhos e encarar a expressão divertida dele.
_Eu estava sonhando? – perguntei meio aérea.
_Sim – afirmou sorrindo.
Meu Deus! Eu sonhei com a conversa inteira que tive com Alice. Será que falei algo impróprio?
_E... e eu falei durante o sonho? – engoli em seco.
_Sim, mas entendi apenas a palavra "chocolate". Está com desejo? – perguntou malicioso alternando as sobrancelhas de modo brincalhão.
_Não... Sim... Ah...estou confusa – pisquei mais algumas vezes.
Minha voz estava saindo embolada por causa do sono e meu raciocínio era zero.
Edward riu abafado ao enterrar seu rosto em meu pescoço depositando um beijo prolongado no local.
_Desculpa. Não estou falando coisa com coisa – respondi envergonhada.
_Bella, não precisa se desculpar. Você estava dormindo. É normal acordar um pouco aérea – beijou minha bochecha.
_Eu dormi muito?
_Aham – abanou a cabeça roçando seu nariz contra o meu.
Ri devido à cócega que senti.
_Mas foi bom assim. Você estava com dor de cabeça e precisava descansar – falou naturalmente.
_Realmente precisava. Agora me sinto bem melhor – disse manhosa, abraçando-o com carinho.
Nosso momento foi interrompido pelo barulho do meu estômago vazio.
Corei enquanto Edward pareceu se divertir com minha situação.
_Não ria de mim – choraminguei ainda sem graça.
_É que foi engraçado, meu bem – beijou minha cabeça. _Que tal jantarmos? – piscou.
_Que horas são? – franzi o cenho.
_São oito horas da noite – soprou alguns fios do meu cabelo que estavam em minha testa.
_Nossa! Isso tudo? – arregalei os olhos, espantada por ter dormido tanto. _O que você fez a tarde toda? – perguntei curiosa.
_Preparei o restante do jantar com a ajuda da Sue, senhorita dorminhoca – apertou levemente a ponta do meu nariz.
_Hummm... agora me deu fome – sorri.
_Então venha degustar da minha especialidade – disse convicto.
_E por acaso agora posso saber qual é?
_Ravióli de carne com abóbora. Bem, é o que sei fazer – soou meio sem graça.
_Eu amo ravióli de carne. E ainda há um incremento da abóbora. Para mim está perfeito – puxei-o para dar-lhe um selinho.
_E para sobremesa eu solicitei a ajuda da Sue de novo – deu um risinho baixo. _Fizemos um merengue de morango que será servido com sorvete e calda de framboesa – revelou deixando-me com água na boca.
_Uau! Agora meu apetite veio à tona de vez. Vou tomar um banho e logo descerei para jantarmos, tudo bem? – perguntei fitando sua boca.
_Estarei aguardando-a para nosso jantar especial, Srta. Cullen – meu nome soou tão sexy em seus lábios que me senti sendo atraída para beijar-lhe.
_É tão bom ficar assim com você – ele colou sua testa à minha fechando os olhos.
Aproveitei o momento para fechar os meus também, sentindo a sua respiração em meu rosto.
_Por mim, ficaríamos assim até nos cansarmos dessa posição – soltei um risinho.
_Hum hum – murmurou roçando seus lábios nos meus. _Podemos ficar, mas depois que eu alimentar a senhorita.
Abri os olhos e ele estava me fitando com ternura.
_Tudo bem – rolei os olhos.
Levantamos da cama e cada um seguiu em uma direção diferente. Enquanto eu fui ao banheiro tomar uma ducha, Edward desceu as escadas em direção à cozinha.
Durante o banho fiquei pensando em como fui sortuda ao conhecer o Edward. Ainda mais do jeito que aconteceu. Em uma balada!
Normalmente "relacionamentos" que começam em meio a bebedeiras e com muito apelo sexual tendem a fracassar assim que o efeito do álcool passa. Mas no nosso caso foi diferente. Parece que estávamos destinados a nos conhecer naquele local.
Será que se não fosse meu aniversário, se fôssemos apresentados em outro contexto, estaríamos juntos como agora? Não sei e nem quero saber. Do jeito que tudo está se encaminhando está bom demais.
O único incômodo é o meu 'relacionamento' com Riley. Eu preciso dar um fim nisso...
Saí do boxe me enxugando o mais depressa possível. Não queria fazer o Edward esperar tanto. Ele já estava arrumado para um jantar informal em casa. Vestia uma camisa polo azul petróleo que o deixava exuberante e uma bermuda de sarja na cor branca.
Minha vontade era de arrancar aquela roupa e ficarmos o restante da noite curtindo a presença um do outro na cama, fazendo o que há de melhor numa noite quente: sexo. Sexo com chocolate.
Meu Deus! Esses chocolates já estavam me deixando alucinada, a tal ponto de murmurar em sonho suplicando por eles.
Peguei meu roupão atrás da porta, amarrei-o na cintura e fui em busca de uma roupa casual que fazia meu gosto.
Encontrei uma blusa de viscose. Era de alcinha, soltinha e assimétrica no comprimento, um short jeans rasgado e o meu inseparável converse.
Coloquei como acessório apenas um macrocolar para arrematar o visual.
Deixei meus cabelos soltos.
Fitei-me no espelho do closet. Estava ótimo. Era assim que me sentia confortável.
Olhei para dentro do meu guarda roupa e vi a caixa com os chocolates. Peguei-a e saí do quarto em direção à parte inferior da casa.
Estaquei no alto da escada ao ver a cena diante de mim: pétalas de rosa vermelha espalhadas pelos degraus acompanhadas por velas aromáticas que decoravam a escadaria.
Fiquei parada no mesmo lugar durante vários segundos admirando toda aquela beleza e brilho transmitido pelo tremular das pequenas chamas.
Hipnotizada, deixei minhas pernas me guiarem até o final da escada.
As luzes da parte inferior da casa estavam apagadas. O ambiente era iluminado apenas por velas.
Meu Deus!
Nunca ninguém havia feito algo parecido assim para mim. Engoli em seco, surpresa com o romantismo do Edward.
Meu coração pulsava forte como o de um cavalo de corrida.
Meus olhos mantinham-se arregalados, incrédulos, visualizando o caminho de pétalas que me levaria até a mesa de jantar.
Quando consegui chegar à sala de jantar, quase caí para trás. A mesa estava arrumada de forma impecável. E mais uma vez a presença de flores e velas era marcante.
Edward me aguardava em pé, ao lado da mesa, com uma rosa vermelha na mão.
Dei algumas passadas até ele pegando a rosa de suas mãos, sentindo o cheiro de suas pétalas e em seguida, enlacei o seu pescoço puxando-o para me dar um beijo.
_Edward, você preparou tudo isso? – perguntei baixinho como se estivesse com medo de que tudo aquilo sumisse num piscar de olhos se eu elevasse a voz.
_Sim, mas confesso que tive uma ajudinha da Sue – deu uma risada.
Seu rosto era iluminado somente pelas chamas das velas dispostas pela mesa. Aquilo conferia-lhe um ar misterioso e sexy ao mesmo tempo.
_Não importa se você teve ajuda. Está tudo tão lindo. Obrigada – sorri, encantada.
_Não precisa agradecer. Fiz isso porque gosto de você. Se quiser, eu faço isso todos os dias só para ver esse lindo sorriso em seu rosto – inclinou sua cabeça na minha direção, beijando-me suavemente.
_Assim você vai me deixar mal acostumada – balancei a cabeça.
_É o que eu mais quero – sussurrou entre meus lábios.
Pronto! Eu não tinha mais salvação... Estava perdida no 'Fantástico Mundo do Edward'.
Quando nos separamos, aproveitei para deixar a caixa contendo os potes de chocolate em cima de um buffet.
_O que é isso? – perguntou curioso.
_Eu também tenho as minhas surpresas – pisquei sorrindo maliciosa.
_Hum... não vejo a hora de saber o que há nessa caixa – olhou-me intensamente.
_Na hora certa saberá – disse com uma voz sexy.
_Linda – passou o polegar por meu lábio inferior.
Tive vontade de prendê-lo em minha boca, mas se eu fizesse isso com certeza nem jantaríamos.
_Agora me dê a honra da sua ilustre presença nesta humilde mesa – se recompôs, guiando-me até uma das cadeiras da mesa de jantar, puxando-a para que eu sentasse.
Edward era um cavalheiro e tanto... e seu charme inglês o deixava simplesmente irresistível.
_Onde está a humildade desta mesa, Edward? – ri sendo acompanhada por ele.
_Essa decoração é culpa da Sue – deu de ombros indo sentar em seu lugar de frente para mim.
_Acho que de agora em diante vou jantar apenas à luz de velas. Fica tão diferente e bem mais intimista – falei naturalmente aguardando pela demonstração do jantar.
_Concordo quando diz que fica mais intimista, mas com relação à diferença, eu já acho que se deve ao fato de se ter a companhia certa ao lado – falou fitando-me intensamente.
Estremeci ao sentir um arrepio passar por meu corpo. Este era o efeito que ele causava em mim.
_Concordo com você – sorri esticando minha mão sobre a mesa para que ele pusesse a sua sobre a minha.
_Você realmente está linda – elevou a minha mão, beijando-a.
_Você também – falei sem tirar os olhos dos dele.
_E então, está pronta para saber se sou um bom cozinheiro? – deu-me seu sorriso torto e certeiro.
_Hum hum – acenei a cabeça. _Ansiosa.
_Bem, mas antes tenho que ir buscar a comida. Fiquei tão distraído com você que esqueci o principal: a comida – gargalhou.
_Hum... acabei de descobrir que adoro homem atrapalhado – ri, mas assim que o notei me encarando com uma sobrancelha elevada e olhos estreitos, meu sorriso cessou.
_Quer dizer que corro risco de perder você para algum possível concorrente? – perguntou já em pé com a mão nos bolsos.
_Claro que não. Eu... eu me expressei mal. Adoro um determinado homem atrapalhado que por um acaso tem o mesmo nome que o seu – sorri de modo ameno para tentar disfarçar minha gafe.
_Agora está melhor – piscou sorrindo.
_Bobo – balancei a cabeça.
Levou apenas alguns minutos para ele retornar com o prato principal todo enfeitado.
O cheiro estava ótimo e imediatamente algum botão em meu cérebro foi acionado dando partida para que meu estômago se manifestasse em busca de comida.
Após ter sido servida por ele e ter experimentado a primeira porção do ravióli com abóbora, foi impossível conter um gemido de satisfação.
_Isso aqui está ótimo, Edward. Parabéns. Quando se aposentar das passarelas já pode abrir seu próprio restaurante – sorri ao terminar de mastigar.
_Não exagere, Bella. Nenhum restaurante sobrevive expondo no cardápio somente um prato de comida – balançou a cabeça.
_Eu não penso assim. Veja bem, você teria uma visão de empreendedor. E diferenciaria seu restaurante dos demais. Poderia vendar somente ravióli, em compensação, mexeria nos condimentos, recheios e molhos. Tenho certeza que seria sucesso – pisquei. _Eu seria sua cliente fiel – ri.
_Bella, você diz isso porque lida com o empreendedorismo praticamente desde que descobriu que tem talento para isso. Mas eu não. Apenas cozinho por diversão e para sustentar meu corpo – gesticulou para que eu lhe desse minha mão por cima da mesa.
_Tudo bem. Esqueça o que falei – fiz uma careta.
_Ei... – afagou minha mão -,... sua ideia foi muito boa, mas esse ramo não é para mim. É melhor eu lidar com a passarela. É mais seguro – piscou.
Acenei a cabeça em compreensão.
_Quem gosta de cozinhar na minha família são os meus pais – emendou dando um risinho.
_Os dois? – perguntei curiosa.
_Sim. E como dois viciados em comida decidiram vender a chácara em que nasci e fui criado em Canterbury, e compraram uma pequena cafeteria no centro da cidade. No segundo andar fica a casa deles e na parte inferior fica a cafeteria. Os lucros não são tantos, porém dá para sobreviver nos padrões de uma pequena cidade do interior da Inglaterra.
_Eu adoraria conhecer seus pais e a cidade em que você nasceu.
_E eu adoraria levá-la quando nossas agendas permitissem. Com certeza meus pais ficariam encantados com você. Não só porque é linda, mas porque é simples como eles – sorriu.
Corei devido ao elogio.
_Eu nunca vou esquecer das minhas raízes, Edward – falei com uma voz saudosa.
Tomei um gole do vinho que ele havia escolhido na minha pequena adega para a ocasião, tentando empurrar o nó que surgiu em minha garganta.
_Você sente muita falta da sua mãe, não é? – perguntou segurando firme a minha mão.
_Sim – respondi baixinho, sentindo meus olhos umedecerem. _Ela sempre foi tão presente durante os seis anos em que a tive somente para mim – desviei meus olhos do dele para fitar um ponto qualquer da mesa, deixando minha mente viajar nas lembranças.
_E ela sempre foi a governanta da família Cullen?
_Desde que chegou à Los Angeles. Ela era de Forks, uma cidade do Condado de Clallam, no estado de Washington – expliquei pegando mais uma porção do ravióli e colocando em meu prato.
_E como veio parar aqui? – seu tom de voz expressava sua curiosidade.
_Quando ela foi despedida do hotel em que trabalhava em Forks, uma vizinha ofereceu ajuda ao indicar-lhe para ser governanta da casa de uma família abastada de Los Angeles. Essa vizinha tinha acabado de retornar à Forks para ficar com o pai doente e na época era empregada dos Cullen. Então, depois de conversar com Esme e Carlisle explicando que havia alguém de confiança para trabalhar na casa deles, minha mãe mudou-se para cá e pelo que eu sei nunca mais voltou para sua antiga casa. Depois de um tempo a casa foi queimada – retorci o rosto.
_Queimada? – franziu o cenho. _Foi ação criminosa, então?
_Parece que algum vândalo achou divertido queimar a casa alheia após ficar fechada por tanto tempo. Isso foi o que me contaram quando eu já era adolescente e conseguia entender o que se passava ao meu redor – dei de ombros, bebendo um pouco mais do vinho.
_Sua mãe morava sozinha em Forks? – perguntou bebendo um pouco do seu vinho.
_Sim. A casa ficou de herança quando meus avós morreram. Ela era filha única.
_Entendi – acenou a cabeça em compreensão. _Mas no caso desse incêndio, ninguém acho o culpado? – estreitou os olhos franzindo o rosto.
_Não – neguei com a cabeça.
_E... seu pai biológico, você nunca teve notícia? – perguntou receoso ao perceber que parei de comer me remexendo na cadeira. _Desculpe, Bella. Fui indelicado.
_Não tem problema, Edward. Eu só... só não sei nada sobre essa questão. Nunca minha mãe falou no nome do meu pai verdadeiro – fui sincera.
_E o Charlie, como entrou na vida de vocês?
_Bem, quando minha mãe descobriu a gravidez, ela já estava "conhecendo" o Charlie, que na época era o chofer dos Cullen. Ele era solteiro e morava na casa de funcionário que havia no antigo terreno da família em outro bairro – revelei.
_Então, sua mãe só descobriu que estava grávida de você quando já estava trabalhando aqui? – perguntou me olhando atentamente como se estivesse confabulando algo em sua mente.
_Sim – confirmei, fitando-o do mesmo modo.
_Então, seu pai é de Forks?
_Não. Eu perguntei a Esme e a Carlisle quando já tinha noção das coisas e eles afirmaram que meu pai não era de Forks, mas que também não tinham noção de quem era porque essa informação morreu junto com a minha mãe – passei a mão nos meus cabelos balançando-o.
_Entendi – murmurou.
_Então, voltando a Charlie e Renée... eles começaram a namorar e tempos depois resolveram morar na casa que era um anexo à antiga mansão dos Cullen. Aquela foto do porta retrato foi tirada na casa deles quando eu tinha três meses – sorri lembrando da foto em que minha mãe e Charlie pareciam bastante felizes. _Mas a alegria deles durou pouco, pois quando eu fiz um ano de idade, Charlie faleceu – suspirei.
_Faleceu de quê? – perguntou interessado.
_Acidente de carro numa das vias expressas de Los Angeles. A polícia investigou o caso e descobriu que o freio do carro dos Cullen foi sabotado e que tudo indicava que o alvo era Carlisle, contudo, quem morreu em seu lugar foi Charlie. Ele seguia em direção à empresa para buscar Carlisle e numa curva o freio falhou, o carro ultrapassou a mureta de segurança e caiu na pista de baixo explodindo na hora – encobri o rosto com as mãos, angustiada ao pensar no quanto minha mãe deve ter sofrido. _Não sobrou nada. Charlie morreu carbonizado.
_Nossa, Bella – murmurou, espantado.
_Ninguém foi preso. A pessoa conseguiu fazer tão bem feito que até o mais competente dos investigadores não descobriu quem foi o culpado – continuei falando, desconsolada. _Então, durante um bom tempo a família ficou sob constante vigília de seguranças contratados por Carlisle.
_Deve ter sido um período bem conturbado para todos – falou meio reflexivo.
_Pelo que sei foi mesmo. Minha mãe entrou em depressão, pois amava o Charlie e foi necessário ir para uma clínica de repouso. Enquanto ela esteve sob cuidados médicos eu fiquei sob os cuidados da Esme.
_Essa família realmente é impressionante. Eles são de uma generosidade sem tamanho – sorriu.
_São. Nenhum dinheiro compra o bom caráter deles. E eles adoravam Renée e Charlie. Se tenho essas informações todas a respeito de uma parte importante da minha vida, devo isso a Esme, pois foi quem me revelou os fatos – sorri de modo sereno ao lembrar da minha mãe adotiva. Como eu a amo...
_E... – ele fez uma pausa olhando ora para seu prato, ora para mim.
_Pode perguntar, Edward – instiguei-o com uma voz afável.
_E... a sua mãe... como... como ela faleceu? – olhou-me receoso mais uma vez.
Suspirei profundamente antes de responder o que tinham me contado.
_Ela faleceu quando eu tinha seis anos. Ela se auto-flagelou com canivete por todas as partes do corpo durante a última internação na clínica de repouso. Fez isso durante a madrugada. Quando a enfermeira chegou pela manhã para dar-lhe o medicamento, encontrou-a estirada no chão, suja de sangue dos pés à cabeça. Sua pulsação estava fraca. Tentaram de tudo para salvá-la, mas não conseguiram. Eu acho que ela nunca se recuperou de ter perdido Charlie – murmurei enterrando o rosto nas mãos.
_Ei, meu anjo – escutei a voz do Edward próxima de mim e em seguida, fui abraçada por ele, que começou a fazer leves afagos em minhas costas. _Não quero te ver triste – sussurrou em meus cabelos me ninando.
_Eu... eu estou bem – menti.
Eu não sentia vontade chorar, mas sim uma profunda tristeza pela minha mãe.
_Eu sei que você não está bem, Bella. Não precisa mentir para mim – ergueu meu queixo, olhando-me com ternura. _Vamos encerrar esse assunto. Não fiz um jantar romântico para no final vê-la com essa carinha de velório – falou suavemente beijando minha testa.
_Desculpe por estragar o jantar – minha voz soou melancólica.
_Ei... – segurou meu rosto entre suas mãos -,... você não estragou nada. Nossa noite está apenas começando – sorriu torto e involuntariamente sorri de volta. _Que tal a sobremesa? – piscou.
Apenas acenei a cabeça em concordância.
_Então, não fuja. Já volto com o merengue – deu-me um beijo casto e levantou-se indo em direção à cozinha.
Suspirei esfregando meu rosto.
Olhei à minha volta e vi a caixa de chocolates que pus em cima do buffet de madeira.
Eu tinha descido em clima de festa, ansiosa para o pós-jantar. Todavia, depois de ter contado sobre a morte da minha mãe, o desânimo tomou conta de mim.
Minha surpresa para o Edward seria adiada.
Agora eu queria apenas os beijos, carinhos e o colo dele. Nada mais.
N/A: Bem, agora que vcs já se deleitaram na leitura chegou a hora das perguntas?
E então, o que acharam da conversa da Alice com a Bella quando a baixinha revela as intenções do tal moreno (que agora tem nome...rsrsrs) com a Jessica?
O que vcs pensam em relação às revelações da Bella sobre os fatos que cercam sua vida (isso aí foi só uma parte...rsrsrs...é o que ela sabe)?
IMPORTANTE: AMIGAS, ESTA FOI A ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO DA FIC PARA ESTE MÊS, POIS ESTOU EM CONTAGEM REGRESSIVA PARA A APRESENTAÇÃO DA MINHA MONOGRAFIA E PRECISO REVISAR OS ÚLTIMOS DETALHES, PORTANTO PEÇO COMPREENSÃO DA PARTE DE VCS E PACIÊNCIA ATÉ UMA NOVA POSTAGEM...PREVISTA PARA O DIA 12 DE JUNHO! (Não me xinguem...rsrsrs)...ME DESEJEM SORTE! :)
POR FAVOR, NÃO ME ABANDONEM... :/
bjinhossssss e uma ótima semana para todas! Até Junho!
