Classificação etária geral: T (mudando para M para meados da fanfic)
Romance/Angst/ longShot: 18cpts
Shipper: SasuSaku
Disclamer: Naruto não é meu.
Dedicatória: Para Mokoninha
Autora: January Eclipses
Tradutora: Kahli Hime.
Sinopse: Uma lei antiga de Konoha permite que membros de clãs importantes comprem pessoas que não pertecem a clã algum. Infelizmente, Sakura recusava-se a acreditar nisso até que sua mentora realmente confirmou que, sim, agora ela pertencia a Uchiha Sasuke.
Anteriormente...
As duas horas restantes tornaram-se rapidamente a pior experiência da sua vida.
Eles ancoraram no porto e Sakura silenciosamente se esgueirou para fora do navio, enquanto o capitão estava negociando preços para sua última captura. Ela foi até as docas e partiu para a cidade para procurar um lugar para descansar e tomar um banho antes que tivesse que começar sua missão na parte da manhã. Estava coberta em sangue de tubarão e água do mar. A única pessoa que seria capaz de seduzir neste estado estaria vivendo nas ruas, isso se tivesse sorte.
Ela escolheu a pousada mais próxima e foi até a recepcao para fazer o check in, onde um cavalheiro bastante voluptuoso lhe piscou.
"Eu gostaria de um quarto de solteiro, por favor."
O homem arqueou uma sobrancelha. "Você está sozinha?"
Ok, então as mulheres desse lugar provavelmente não andavam sozinhas pelo que parece. Para despistar qualquer coisa suspeita, Sakura disse-lhe com uma voz sensual, "So por enquanto." E então piscou para ele.
O homem sorriu de canto e seu sorriso era terrivelmente parecido com o de Sasuke e logo em seguida deu-lhe a chave do quarto. Ela tinha acabado de dobrar o corredor quando ouviu a porta da frente sendo aberta e uma voz muito familiar dizer. "Dois quartos".
Mordendo o lábio e baixando seu nivel de chakra, a kunoichi espreitou para fitar a recepção. Felizmente, nenhum deles notou sua presence ali, então ela calmamente fez caminho para seu quarto antes de trancar a porta e lancar a bolsa ao longe. Ela teria apenas que se certificar de que Neji não estaria inclinado a usar o Byakugan em si. Ela realmente estaria sem sorte se ele o fizesse.
Sakura tirou as roupas e entrou no chuveiro, provavelmente levando uma boa meia hora esfregando a pele e retirando a sujeira de si e de seu cabelo. Depois, vestiu o pijama que tinha trazido, antes de subir na cama e ligar o alarme para 4:30 da manha. Ela teria que levanter bem cedo se nao quisesse ser interceptada pelos outros shinobi da Folha que estavam hospedados ali.
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Para Mokoninha
Capítulo X
The World's Greatest Criminal Mind
A maior mente criminosa do mundo
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Beep! Beep! Beep!
Oh, como ela odiava-
Beep! Beep! Beep!
-O despertador.
Beep! Beep! Beep!
A contragosto, Sakura saiu da cama e desligou o despertador, esfregando os olhos e tentando manter o foco.
Ela foi ao banheiro para jogar água fria ao rosto e tomar outro banho, na tentativa de tirar o cheiro de vísceras de tubarão de si.
Os quartos erram horríveis, os banheiros imundos e ela já teria ido embora se já não tivesse pago.
Ela sabia que os meninos estavam aqui, a médica a contragosto prendeu os cabelos e colocou uma peruca loira.
Deixando tudo em seu quarto, exceto o dinheiro que Tsunade-sama havia lhe dado, Sakura envolveu-se num manto cinza e deixou a pousada.
Suas prioridades eram: verificar o local e comprar roupas para a missão. Roupas estilo prostituta.
Suspirou, desejando que Ino estivesse consigo.
Sua amiga loira era muito melhor nesse tipo de ... comprinhas.
Bom, parece que comprar roupas reveladoas era algo relativamente simples.
Tudo o que tinha que fazer era escolher as roupas que normalmente não tocava com sequer uma vara de 10 metros.
Lantejoulas, couro e muitas balangandas brilhantes.
Itens brilhantes, reluzentes, maquiagem ousada e jóias ultrajantes faziam parte da lista.
Ela voltou para a pousada por volta das oito e meia e pos-se a realizar uma análise rápida que lhe dizia que os quatro espiões de Konoha já haviam partido.
Deixou toda a maquiagem recém-adquirida no balcão do banheiro, pintou as unhas de vermelho escuro e agitou as mãos como uma idiota para que secassem mais rápido. Em seguida, pôs rímel e colocou uma pesada camada de sombra verde e batom vermelho. Pôs argolas grandes e voltou para o quarto.
A roupa de Sakura consistia de um top verde cheio de lantejoulas, com caimento franjado, shorts de couro preto e suas usuais botas pretas.
A mulher, agora loira, caminhou até a entrada principal e pagou por mais uma noite, porque precisava de um lugar para guardar seu equipamento ninja até conseguir se infiltrar no Complexo.
Ela tinha um plano que iria tornar a vida muito mais simples - se funcionasse.
Caminhara até os portões do palácio.
Os quatro homens em patrulha a fitaram com olhares desconfiados.
"Por favor, me ajude?" A médica implorou, fungando
"Um ..." Os guardas se entreolharam, incertos do que fazer.
"Oh, por favor, me ajude! Estou presa nesta ilha e não tenho dinheiro!"
"Bem, nós provavelmente poderíamos colocá-la em um barco de volta para o continente ..." O moreno de cabelos castanhos falou.
"Você não entende!" Sakura lamentou. "Eu fugi com meu namorado, minha Vila provavelmente me considera uma inimiga agora. E então ele foi embora e me trocou por aquela... vagabunda!" Por ora, seu rosto já estava marcado por algumas lágrimas. E os guardas na frente dela agora estavam em pânico.
"Senhorita ..."
"Ta vendo o que ele fez comigo?" A kunoichi apontou para o proprio rosto, ardendo. "E então ele foge com todo o meu dinheiro!" Ela chorou novamente. "Eu não tenho onde ficar, nem para onde ir." Abraçou a si mesma e sua expressão facial contorceu-se em algo mais patético que podia ministrar. "Por favor, me ajuda?"
Ela podia ver o pomo de Adão de outro guarda mover-se ao engolir em seco.
"Gente, vocês não acham que deveríamos fazer alguma coisa ...?"
Um outro lançou-lhe um olhar desconfiado.
"Como vamos saber que ela não está mentindo?"
"Olhe pra cara dela! Ta vendo o hematoma enorme!"
"Você sabe como são as mulheres por aqui ..."
"Tudo bem".
O mesmo homem virou-se para ela novamente. "Alguém vai levá-la para ver Caim. Veja o que ele vai decidir fazer com ela."
Em meio a uma Sakura agradecida e arqueando-se educadamente, o rapaz de cabelos loiros disse."Venha comigo?"
Mantendo-se no personagem, Sakura enlaçou o braço que lhe fora estendido, sendo guiada para a casa principal.
Fitou ao redor, nas imediações surpreendentemente generosas, enquanto o resto da cidade parecia ser uma lixeira.
"Você é da Pedra?"
Ele pulou um pouco. "Sim".
"É bom lá? Eu nunca fui."
Foi então que percebeu que havia calculado mal em pensar que ele fosse um menino ingênuo.
Ele a fitou desconfiado. "É mesmo? Porque se bem me lembro, o único lugar que pode conseguir diamantes vermelhos é no País da Terra."
Ligeiramente chocada com a resposta, Sakura segurou o colar na mão desocupada, tentando manter a expressão sem emoção. Exceto talvez nostalgia.
"Ah, isso? Meu irmão comprou pra mim quando esteve lá em uma missão. Ele estava quase sendo promovido antes de ... morrer ..." Ela sentiu as lágrimas pinicarem-lhe os olhos, ao continuar o jogo de atuação.
Embora soassem estranho chamar de irmão alguém como Sasuke.
Sasuke e Naruto eram irmãos.
Naruto era o irmão de Sakura.
Mas a kunoichi de cabelos rosa não relacionava-a como irma de Sasuke.
"Entendo. Sinto muito pela sua perda" Ele voltou ao tom toda bondade, ingenuidade e agradecido.
"Tudo bem, meu irmão era um bom ninja. Ele teve uma morte honrosa."
Uma pausa.
Ok, que embaraçoso foi o silêncio que se seguiu...
Finalmente chegaram à duas portas grandes, esculpidas com criaturas míticas.
Dois guardas jaziam em ambos os lados das portas e a escolta fitou Sakura, com testas franzidas por um momento, antes de abri-las.
O braço que Sakura havia agarrado, desaparecera, reaparecendo para guiá-la com uma mão em suas costas até uma grande area principal, em vista à hesitação feminina.
Sakura mordeu o lábio. Seu plano estava funcionando até agora, pena que não poderia se deleitar em vitória.
Um homem sentado atrás de uma mesa elegante olhou para cima quando a porta se abriu. Ele era um pouco acima do peso e suas feições não eram exatamente como as de um certo Uchiha, mas ele não terrível de se olhar também. Fitou-a e em seguida o guarda que a acompanhava. "Diga qual é o assunto."
"Essa mulher veio até nós, no portão. Ela não tem para onde ir, nem dinheiro. Queríamos perguntar seu julgamento sobre o assunto, senhor."
"Por que não mandá-la de volta para a Vila dela?"
Com uma voz suave e com a cabeça voltada para baixo, Sakura respondeu: "Eu fugi, senhor."
"Entendo".
Ele se levantou e caminhou até ficar a apenas alguns palmos de distância dela. Levantou-lhe o queixo e examinou-lhe o rosto. "Qual é o seu nome?"
"Sakura, senhor."
"Bem, acho que poderíamos deixá-la ficar aqui." Os olhos de Sakura tornaram-se esperançosos. "Mas você vai ter que fazer por merecer. Vai ter que trabalhar como empregada ou algo assim."
"Obrigada, senhor!"
Seu sorriso iluminou-se ao tomar uma das mãos masculinas nas suas. "Bem, então Sakura, é um prazer conhece-la." Depositando os lábios na parte traseira da mão feminina, para choque de ambos. Caim recuou, mas depois deu-lhe um olhar astuto. "É uma tigresa, não é? Amaya!"
Uma mulher entrou na sala vestindo um uniforme de empregada. "Sim, senhor?"
"Esta mulher estará trabalhando para mim. Mostre-lhe como funciona, ok? E loirinha, volte para o seu posto."
Sakura seguiu-a por um corredor.
Aquele homem, Caim, era o cara que estava procurando.
Mas algo ainda a incomodava, apesar daquela sua voz doce e maneirismos suaves. O cara liderava uma opeção criminosa enorme! E ainda vem atrás dela com essa baboseira de cantada.
Que safado...
A cinco quilômetros de distância, Sasuke sentiu algo como um flash em sua mente.
Colocou a mão na cabeça, suspirando pesadamente. Sakura estava em apuros novamente. Embora os flashs não lhe dissessem exatamente o que ela estava fazendo, mas que era apenas algo que ia contra as regras estabelecidas em seu contrato. A sensação ficava mais intensa quanto mais problemas ela se metia e quanto mais perto ficava dele.
Mas isso era apenas a coisa.
Sakura estava em uma missão agora, provavelmente longe, muito longe daqui. A menos que estivesse morrendo, para justificar tais avisos em sua mente.
Sasuke balançou a cabeça.
Ela não estava morrendo.
Haruno Sakura era mais forte que isso.
Ainda assim...
Algo não estava certo e ele tinha que terminar esta missão estúpida para finalmente chegar até o fundo disso tudo.
Como ele odiava essa ilha.
Sakura estava começando a cair em uma rotina diária por aqui, que era fenomenalmente simples e terrivelmente tediosa.
Supôs que isto era o que significava ter um emprego normal.
Tentar encontrar informações sobre o líder criminoso era quase tão fácil como trazer alguém de volta à vida. O lugar inteiro era estéril, no sentido figurado e literal, não havia um grão de poeira que não atraísse a atenção e ser uma empregada à procura de informações era algo especialmente irritante, principalmente tendo uma governanta à espreita.
A governanta não do tipo velha decrépita e enrugada.
Na verdade, ela parecia ter apenas cerca de 28 anos. Seu humor variava entre irritado a com TPM severa - e isso nos melhores dias. Sakura havia sido repreendido várias vezes por andar com má postura e não deixar as coisas tão limpas o suficiente. A médica nunca tivera o desejo de matar tão aguçado quanto nesta casa.
Era um sábado.
Uma semana depois de ter começado a trabalhar aqui e até agora não conseguira nada. Ele era um senhor do mal que lidava com drogas e prostitutas. Era isso.
As empregadas eram divididas em seções, que determinava onde iria trabalhar naquele dia.
Tudo dependia da programação que a governanta, (oh)tão carinhosamente apelidada de Bruxa, denominava.
Felizmente, os sábados eram os dias que Sakura podia ir para a cidade. Era seu dia de folga. O dia inteiro e Sakura nunca se sentira tão grata por isso.
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A kunoichi papeava com uma amiga que fizera aqui durante o caminho.
Imediatamente tomou gosto por Miki, nativa de Amegakure. Ela iria realizar o exame genin quando Orochimaru e Sasori atacaram sua vila, por um motivo qualquer, e ela fugiu. E acabou em um barco e o resto é história.
"Oh meu Deus." Uma loira, Emi, se pronunciou animada. "Se eu pudesse ter um desses, olha lá, eu morreria uma mulher feliz." Os murmúrios excitados sugeririam que outros concordavam consigo. Ela fazia menção a chamar atenção de um certo homem aos arredores.
"Claro que o cara que ela quer impressionar é bonito, mas meio estranho também." Miki disse a Sakura, a mulher ainda examinando um dos lenços. "Quero dizer, nunca vi alguém com olhos assim antes, para não mencionar o cabelo do cara, parece até um cabelo de bunda de galinha."
Um clique abateu-lhe em vista às descrições do rapaz.
A médica girou a cabeça, olhos arregalados, para direção do objeto de interesse das duas mulheres fofocando. Inconscientemente, a medica sorrateiramente espiou por trás do grupo de mulheres.
Por que, oh, por que Sasuke e Naruto tinham que estar aqui agora?
Especialmente aqueles dois. Seus companheiros de equipe poderiam encontrá-la entre a multidão, sem qualquer esforço ... e tudo o que fazia era estar de costas e com cabelo diferente... Engoliu em seco.
Eles pararam perto de um quiosque, ela poderia reconhecer Naruto sorrindo para Sasuke que disse algumas palavras de volta ao loiro.
"Ei Sakura ... você está bem?"
Seu coração estava batendo forte com a idéia de pôr em risco a missão. Não só Tsunade a repreenderia por sua falta de discrição, nem o Uchiha, que possuía seu corpo e mente, ficaria feliz com tudo isso, especialmente quando ele soubesse qual exatamente era missão dela.
"Terra para Sakura ... Oi.."
Uma sensação de formigamento inexplicável correu por seu corpo.
Observou alguma das meninas que falavam do rapaz e viu Sasuke congelar. A cabeça masculina ergue-se e ele examinou a multidão, olhos sangrando em vermelho. Tentando encontrá-la. Ele sussurrou algumas palavras para Naruto, que também começou a procurar entre a multidão.
"Esse é meu namorado!" Sakura deixou escapar. "Aquele de cabelo escuro!"
"De jeito nenhum!"
"Quer dizer aquele que te abandonou?"
"Ele bateu em você? Não Oh meu Deus, ele bateu, não foi?"
"As aparências realmente enganam!"
"Vai lá acabar com ele!"
"Eu não posso!" Sakura disse. "Se ele souber que estou aqui ... ele vai me machucar de novo ..." E deixou algumas lágrimas caírem, tudo pelo disfarce.
Emi rosnou: "Como ele se atreve!" E marchou até os dois rapazes.
Sakura viu os dois colegas de equipe lançar olhares um para o outro.
"Seu idiota!"
E então um Uchiha Sasuke, gênio prodígio, levou um tapa na cara.
Sem maiores explicações, Emi caminhou de volta para o grupo.
Figuras femininas abafaram a visão de Sakura, de modo que os meninos simplesmente não poderiam vê-la.
Risos femininos.
Era algo que nem Sasuke nem Naruto queriam estar submetidos. Nunca mais. A manhã tinha começado mal o suficiente, com a garçonete servindo-lhes café da manhã e dando-lhe "acidentalmente" uma boa visão de seu traseiro. Várias vezes. A partir daí, os quatro se dividiram em duas equipes para cobrir mais terreno. Sasuke e Naruto, Hyuuga e Shikamaru.
Os bordéis pareciam o lugar mais fácil de obter informações, mas eles começaram pelos bares, por razões de comodidade evidente. Felizmente, os lugares estavam praticamente vazios, apenas alguns empregados aqui e ali.
Uma mulher atrás do balcão praticamente rosnou ao ouvi-los entrar. "Estamos fechad..." E à visão dos rapazes, quase engasgou.
Às vezes, Sasuke adorava esse efeito que tinha sobre as pessoas.
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Era quase meio-dia quando pararam para descansar.
Um grupo de meninas risonhas jazia num canto, do outro da rua e os dois shinobi mentalmente estremeceram. Já haviam comido qualquer coisa no almoço e por isso estavam prestes a começar de novo sua jornada, quando Sasuke notou o stand próximo de si. Jóias. Oh, ótimo.
"Ei Sasuke." Naruto sorriu. "aposto que Sakura realmente adoraria uma pequena lembrança." E bateu os cílios.
"Dobe, a última coisa que ela provavelmente quer de mim é uma jóia." sorriu de canto. "Mas tenho certeza de que Hinata iria apreciar."
Revirando os olhos às bochechas coradas do loiro, aproximou-se para ver uma peça melhor, quando alguma coisa parecia travar todos os seus músculos.
Ficara completamente arrebatado pela presença dela.
Sua mente podia ouvir-lhe o batimento cardíaco vibrando e sentir suas preocupações, mesmo que a ligação entre ambos tentasse acalmá-la a todo instante.
"Sasuke?" Naruto chamou-o, o sorriso desaparecendo completamente.
"Sakura está aqui." Ou estava morrendo, mas ele preferia não pensar nesta possibilidade. Ela deve ter tocado no colar. O homem lhe dissera que a ligação se tornaria mais forte quando o pingente fosse diretamente tocando pela pele. Sasuke agora sabia o que ele queria dizer.
Sharingan ativando ligeiramente, o suficiente para passear completamente através da multidão. Ele sentiu Naruto fazer o mesmo. Se alguém pudesse encontrá-la, seriam os dois rapazes que a conheciam como a palma de suas mãos. Ela não conseguiria se esconder por muito tempo.
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Mas de repente, sua atenção foi retirada do 'assunto Sakura' quando viram uma mulher loira caminhar em direção a si, os passos podiam ser traduzidos em algo como uma intenção homicida. Ela estendeu a mão rapidamente e lançou-a contra a face masculina.
"Seu idiota!"
E então partiu, deixando um Uchiha piscando em surpresa no meio da rua.
A marca avermelhada que deixara em seu rosto pinicava um pouco, mas de fato não machucara. Uma vez que a situação penetrou-lhe o cérebro, -ele! Uchiha Sasuke! Levou um tapa na cara! De uma mulher! - soltou um grunhido audível. E fitou pela rua por onde a mulher havia desaparecido quando percebeu que havia perdido totalmente o foco de seu alvo principal.
Mais tarde, uma busca através do Byakugan, confirmaria que Haruno Sakura nao estaria em qualquer lugar desta ilha, o que levou Shikamaru a observar que talvez Sakura deveria estar aqui sim, simplesmente para se certificar que acabaria de vez com os miolos do Uchiha
"Sakura". Majo rosnou. "Está atrasada."
Menos de quatro segundos! Sakura pensou, enquanto sua inner planejava diversos nomes dos quais gostaria de chamar esta mulher.
"Leve isso ao Lord Caim". E apontou para uma bandeja cujos pratos jaziam cobertos, presumivelmente aquele era o café do homem.
Tenho que lembrar de me curvar humildemente como se fosse uma serva da Rainha da Inglaterra. Sua Inner rosnou.
Sakura ajeitou o vestido antes de pegar a bandeja facilmente.
Os vestidos que tinham neste lugar não eram tão ruins quanto pensava. Eles eram simples, de colarinho preto com um avental branco amarrado na cintura. Sem renda, nem tule, nem espanador.
O fato de que eram longos o suficiente para chegar ate meados coxa era um fato um pouco admirável vindo de um homem que liderava uma aliança de prostitutas.
Depois de alguns minutos de busca, Sakura finalmente localizou as duas grandes portas que levavam para a sala principal, onde Caim se localizava. Fitou os guardas, na esperança de que lhe abrissem as portas para que pudesse passar. Suas mãos de empregada estavam bastante cheias no momento. Ela não teve que esperar muito tempo, até que um dos guardas falou.
"Caim está no telefone e não quer ser interrompido."
Sakura deu de ombros. "Vou esperar." Afinal de contas, quanto mais tempo ficasse aqui menos teria de lidar com Majo.
Colocou a bandeja sobre uma mesinha e sentou-se em uma das poltronas de couro confortáveis. Dali, conseguia captar algumas palavras de Caim e sua conversa ao telefone. Ele não parecia feliz.
"Eu te disse ... o transporte de" mercadoria "... na semana que vem! ... Não sou uma pessoa paciente!"
Os ouvidos de Sakura se animaram.
Finalmente, talvez conseguiria algumas informações!
"... Inaceitável! Konoha está muito próxima... Eu preciso de um carregamento AGORA, Nakamura!" E o resto de suas palavras soaram tão altas que ela podia ouvir cada uma claramente. "Não se atreva a me subestimar, Goumon. Eu não vou hesitar em enviar o meu melhor homem para névoa e aniquilar você!"
Nakamura Goumon.
Finalmente um nome.
"Amanhã à tarde. Na doca de sempre ... sim."
O telefone foi depositado no gancho com tanta força que conseguira ouvir do lado de fora. Um pequeno clique fora ouvido - Sakura nao conseguira informações o bastante para saber o que era - talvez o destrancar de alguma porta? E os guardas a fitaram novamente.
"Pode ir agora."
O que era, naturalmente, sua deixa.
Pegou a bandeja de volta nos braços quando os viu abri-lhe a porta para si.
Caim estava sentado calmamente atrás de sua mesa como se nada tivesse ocorrido. Ele olhou para ela quando a viu entrar e deu um sorriso arrogante. "Ah, o café-da-manhã."
"Desculpe o atraso, senhor."
Acenou dismissivo e permitiu que a bandeja fosse posta para si. "Sem problema, mas insisto em que se junte a mim."
Sakura corou. "Eu não poderia ... quero dizer ..."
"Bobagem. Se ela perguntar, direi que você estava comigo."
"Mas, senhor-"
"Junte-se a mim." Ele disse de uma maneira que sugeria que não iria ser negado a nada. Sakura estava prestes a recusar outra vez quando fora rapidamente puxada para o colo masculino. Engoliu em seco e discretamente verificou se a peruca estava em seu devido lugar.
Ele fez beicinho de uma forma que qualquer mulher poderia dizer ser algo "bonitinho", mas Sakura o achou repulsivo. "Me alimente."
Sabendo que ela não teria como sair dessa sem ser jogada para fora da mansão, o que era sua única esperança de obter informações, pegou um dos morangos e colocou na boca masculina.
Finja que é o Sasuke ... finja que é o Sasuke! Sua inner gritou.
Seu cenário maravilhoso explodiu rapidamente com um pop! Quando o morango fora engolido e chantilly espalhou-se para todos os lugares. Lambendo os lábios, Sakura tentou parecer como uma menina inocente e fofa, o tipo com a qual este homem iria querer compartilhar seus segredos mais íntimos. E pela expressão na face dele, o plano parecia estar funcionando.
Eles não haviam encontrado nada até agora sobre o Lord do crime.
Era como se ninguém soubesse nada sobre ele e já estava ficando um pouco frustrante.
Logo cedo, os rapazes se separaram nos mesmos grupos do dia anterior. Sasuke e Naruto decidiram visitar alguns dos lugares mais arriscados. Alguém tinha que saber alguma coisa.
Estavam saindo de um bordel quando a dor de cabeça atingiu-o com tanta força, que Sasuke praticamente tropeçou. Naruto, vendo aflição do amigo, sentou-se na calçada esperando até que a tontura do mesmo desaparecesse. Qualquer piada provavelmente poderia ser feita mais tarde, mas neste momento, o loiro fitava o outro em preocupação.
Sasuke respirou de forma instável antes de rosnar: "Eu vou matá-la."
"Sakura-chan? Ela está bem? Está machucada?! Qual é o problema?"
"Eu não sei." E era isso o que o assustava.
Sakura: Sala de Arquivo.
Sakura fitou sua agenda de hoje. E era estranha por dois motivos. Um deles era que não havia ninguém designado para trabalhar junto a si, ela estava sozinha. Havia também o fato de não havia praticamente nada para fazer, toda lista jazia completa, a não ser a parte da Sala de Arquivos. Isso a fazia feliz, o que lhe daria tempo extra para olhar ao redor, por algo suspeito.
Mas por mais estranho que pudesse parecer, Sakura não iria desperdiçar a chance em mãos. Se lhe deram tal presente, ela não ia questionar os superiores em suas decisões de deixar-lhe sozinha na saleta de documentos de Caim.
Sakura pegou o pequeno balde de materiais de limpeza e se dirigiu aos Arquivos. Localizava-se no centro da mansão e ningúem poderia adentrar sem passar pelos capangas armados. Adentrando silenciosamente, colocou o balde em cima de uma mesa de jacarandá e olhou em volta. Parecia semelhante à biblioteca de Tsunade-sama, só que um pouco menor.
Pegou um pano e começou a limpar a superfície da madeira, uma quantidade nauseante de poeira jazia lá. Ao limpar as prateleiras, fitou alguns títulos dos livros. Não que esperasse encontrar algo como Tráfico Ilícito de Drogas ou qualquer coisa assim. O que conseguiu encontrar foram rotas de comércio que passam por todos os países de grande porte e até mesmo alguns que nunca tinha ouvido falar antes. Países exóticos e pequenos também podiam ser localizados no mapa.
Uma olhadela mais de perto a fez deixar um pergaminho praticamente rolar de um dos livros. Sendo que tudo o que achara até agora eram rotas e mais rotas.
Depois de horas de busca incessante e mais alguns bocejos, ela achou.
Registros de embarque.
40 detentos de País do Rio-Entregue por Midorikawa Shigure-20 de janeiro
35 barris de bourbon – Grama - Entregue por Kurosawa Ryouji-3 Março
12 mulheres – Fumaça - Entregue por Kobayashi Taiki-13 de abril
"Informações" da Vila da Folha – País do Fogo - Entregue por ...
O nome tinha sido riscado.
Mentalmente, Sakura tentou esquecer que não havia informações provenientes de Konoha. E tentou memorizar todos os nomes o mais rápido possível, passando os olhos pela lista duas vezes. Em seguida, pusera o livro em seu devido lugar e estava prestes a alcançar um outro rolo quando a porta se abriu. Pensando rapidamente, agarrou o pano e tentou parecer absorta em suas tarefas domésticas, antes virar-se para fitar os intrusos. O pano rapidamente caiu de sua mão quando percebeu quem estava lá.
Majo.
E dois guardas a tiracolo.
"Veja! Eu disse que a tinha visto desaparecer aqui dentro!" Majo proclamou com altivez.
Ela reconhecia um dos dois guardas, o menino loiro que conheceu quando havia chegado aqui, mas o outro era um estranho e três vezes mais intimidador. Um homem corpulento e com a ponta do que parecia ser uma tatuagem aparecendo pelo tecido quando ele flexionou os músculos.
Eles se lançaram a ela e Sakura evadiu a ambos.
Ela não tinha armas consigo e duvidava que aquele pano iria lhe servir para qualquer coisa. Socou o cara corpulento, enviando-lhe ao outro lado da sala, numa estante de livros. O guarda loiro parecia um pouco mais apreensivo, mas veio em direção a ela do mesmo jeito, no entanto, com uma kunai. Ela o jogou por cima do ombro e posou com altivez, crente que já vencera seus inimigos. Mas ao fazê-lo, esqueceu a regra ninja mais importante:
Não celebre a menos que todos os seus inimigos estejam caídos.
E havia esquecido de Majo.
Infelizmente só lembrou da governanta-bruxa quando a mesma enlaçou-lhe pela peruca.
Sakura agarrou-se à peruca para se manter no desfarce e não acabar com mais do que já tinha. Majo, pensando que estava infligindo uma dor grave à menina, puxou-a ainda mais, o que tornou o trabalho de Sakura ainda mais difícil.
"Acho que é verdade que se você quer algo bem feito, então faça você mesmo"
Quando os dois guardas se levantaram do chão, Majo os puxou para perto começou a seguir Sakura como uma predadora. Não demorou muito até que a kunoichi sentira uma kunai contra a garganta, já lacerando-lhe um pouco de sangue.
Sem cerimônia, Majo invadiu o escritório de Caim.
Caim a fitou levemente surpreso, mas seus olhos arregalaram quando notou a cena um pouco violenta.
"A que devo a honra de sua presença?"
"Achei essa menina", a governanta balançou Sakura para frente e para trás pelos cabelos " dentro da sala de registros."
"Entendo". Ele descansou o queixo sobre as duas mãos. "E você não veio diretamente a mim?"
Majo corou. "Eu ... queria pegá-la no ato, senhor."
"Pode soltá-la agora."
"Mas senhor!"
"Volte-a. Agora." Caim rosnou.
A expressão de Majo obscureceu à ordem do homem.
Ela estreitou os olhos e Sakura viu a mandíbula da mulher ranger.
Em um último ato de desafio, a governante a jogou ao chão. Mas infelizmente seu enlace sobre a peruca da kunoichi largou um pouco tarde demais.
A peruca caiu no chão.
Sakura caiu no chão sobre as próprias mãos e joelhos, cabelos cor de rosa esvoaçando pelo pescoço e ombros.
O batimento cardíaco da médica acelerou em pânico.
Ela olhou para cima somente para ver a reação do Lorde do crime.
Os olhos de Caim arregalaram.
Ele estava de pé agora, debruçado sobre a mesa para olhar para ela completamente e Sakura percebeu que suas mãos jaziam pressionando as bordas de madeira num enlace feroz. Suas bochechas estavam levemente enrubescidas de raiva? Humilhação? E a boca larga o suficiente para pegar moscas.
Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, ele falou.
"Era você..."
..
.
Continua
.
Ahhhhh
E agora, o que vai acontecer com nossa heroína favorita?!
A mina foi pega com a boca na botija!
Amores, tia Hime trouxe (depois de séculos!) mais uma atualização dessa história, que vocês parecem adorar :)
Cara, essa fic dá um trabalhão pra traduzir... Mas, depois de ver que vocês estavam curtindo tanto, dei preferência por trazer mais um cpt logo (em vez de priorizar algumas outras fics..)
.
Eu realmente espero que tenham curtido.
Por favor, avisem se encontrarem erros grotescos (eu não tive como revisar como queria e nem encontrei a erika essa semana para fazê-lo, então é com vcs ;)
.
Ok, povo, vou indo nessa!
Digam aí na caixinha "Review this chapter" suas impressões sobre esse cpt e
vamos que vamos!
Ps:
Galera, essa semana e a passada, nos, as meninas do clube TradutorasPontoCom, atualizamos as seguintes fics
- Inner Demons (SasuSaku)
- Uma licao de Quimica (KakaSaku)
- Bound to love (GaaSaku)
- Nao diga que foi um sonho (SasuSaku) que esta na reta final, somente 1 cpt pra acabar ;)
- Flipped (SasuSaku) que finalizamos ;D
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Entao povo bonito, deem uma passadinha la pra conferir o que tem de novo ;D
E deixem sua marquinha atraves de um comment.
Nos vamos adorar "ouvir" o que vcs tem a dizer ;))
Pps:
Logo logo teremos mais atualizacoes, tanto no perfil da Hime quanto no perfil do Tradutoras.
Fiquem ligados!
:DD
