Ooi gente! Me desculpem se demorou muito, mas aqui está! Espero que vocês gostem!

E por favor tentem deixar uma review, é muuito importante pra mim saber a opinião de vocês :)

Disclaimer: obviamente nada daqui me pertence, é tudo da JK diva nossa. A não ser pelo Chandler delícia e pela Brenna marota ;)


MAIO

12 de maio – 12:57 – salão principal

Dois caminhos.

- Não, amiga. O que eu estou dizendo é que você devia dar uma chance. Lápis de olho ia ficar maravilhoso em você. – isso é a Lie enchendo o saco da Brenna.

- Nem rola. É difícil de deixar reto, impossível de tirar e uma utopia não ficar manchada no dia seguinte.

É. Infelizmente a Brenna desdenha de algumas maquiagens. Porque ela pode. Se eu me desse esse luxo, a escola inteira ia sair correndo e morrer nas mãos da lula gigante quando se jogassem no lago e nadassem pra longe de mim. Incluindo Dylan maravilhoso, e Merlin me livre disso acontecer.

Na hora que eu ia pegar mais batatas, uma coruja parda veio voando na minha direção.Não é pra mim, não é. Por favor, Merlin, não é.

Ela pousou no meu prato. Droga, Merlin, por que?

Todo o salão olhou pra mim, lógico. Eu era a única retardada que recebia correio no almoço, e não no café. Se for uma palhaçada do Potter, eu juro que levanto e mato ele na frente do Dumbledore mesmo.

Bom, é um bilhetinho, na verdade. E Potter geralmente manda coisas bem maiores e piores. Além disso, ele está comendo na dele lá quietinho. Se fosse ele, provavelmente estaria segurando o riso.

Eita! Chega de Potter, ainda mais na hora do almoço, que nojo ! Se bem que tem uma coruja em cima do meu prato bem agora, então a comida já não não faz tanta diferença.

Pronto, abri o bilhete! A coruja voou embora. Que bom, eu não tinha nenhum tostão de gorjeta mesmo.

" Lily,

Eu preciso falar com você. Não pode ser agora no almoço, porque eu estou resolvendo uns trabalhos aqui na biblioteca. Mas eu queria muito te ver mais tarde, pra gente conversar. Eu sei que você tem ronda hoje à noite. Então a gente pode se encontrar depois disso, no salão comunal mesmo. Por favor, aparece.

Dylan"

AI, MEU MERLIN ! Ele vai me dar o fora, eu sei que vai. MEU MERLIN, PORQUE? Logo o primeiro homem decente que eu arranjo! Por favooooor!

As meninas viram minha cara de apavorada, e por isso Brenna arrancou o pergaminho da minha mão e leu de cima abaixo. E passou pras outras duas lerem também.

Elas olharam pra mim, tensas.

- Tudo bem, gente. Podem falar, eu sei que é o fim. Poxa, logo agora, que a gente tava começando a ficar tão numa boa...

- Bom, - essa eh a Brenna – você pode estar exagerando. Talvez ele só queira falar sobre alguma coisa, tipo um problema de família, ou sobre os medos dos NIEM's, ou sei lá.

- É, Lily, olha. Ele disse que precisa te ver, mesmo depois da sua ronda. Se ele não quisesse muito falar com você, tipo, se fosse só um fora, ele não ia ter tanta urgência.

- Ou não, né, Andy. Eu sei, eu to sentindo isso. Por isso ele nem veio almoçar. Pra não ter que me olhar nem falar comigo antes disso. Ai, que droga !

Quando eu ia começar a dar indícios de choro, o sinal bateu, e eu engoli tudo. Nos levantamos e fomos para a aula.

16:40 – DCAT

O dia passou muito longo, mesmo. Eu consegui segurar o choro até agora, o que é bom, porque significa que eu não estou desesperada. Mas tudo o que eu consegui pensar até agora é o que eu fiz de errado, ou como vai ser. A não ser que ele esteja a fim de outra garota! Claro, como não ? Eu não sou nem de longe a mais bonita daqui ! Não sou nem a mais bonita do meu dormitório! Ai, Merlin, deve ter sido isso mesmo! Ele se apaixonou por alguém e quer se livrar de mim pra poder ficar com ela!

Aiin, olha as lágrimas aqui, droga! Vou enxugar antes que o professor perceba!
Infelizmente, a Andy percebeu. Por debaixo da mesa, ela segurou a minha mão forte, e não soltou até o fim da aula.

20:30 – ronda no sexto andar.

Hoje é um ótimo dia para baderneiros entrarem no meu caminho. Estou tão distraída com o negócio do Dylan que já esbarrei em quatro fantasmas e pedi desculpas a três gatos. Já pensou se fosse um Potter ou algo assim? Seria tão fácil para eles se livrarem de mim! Droga, devia ter trocado o turno quando tive a oportunidade!

E o pior é que ainda falta uma hora e meia! Vou sentar e chorar ali no canto rapidinho.

20 : 40 –

Eu sou muito estúpida! Só existe uma pessoa (ou quase isso) que é capaz de me tirar dessa fossa! Como eu não pensei nisso antes? Vou pro terceiro andar agora mesmo!

20 : 55 – entrei devagar pela porta. Chandler se mexeu no meu bolso. Ele sempre sabia quando nós estávamos aqui, mesmo sem poder ver.

Ele pos a cabecinha pra fora na mesma hora, e ficou olhando de um lado pro outro, como que procurando alguma coisa.

O piano estava silencioso, e isso significava que ele não estava aqui. Bom, talvez se eu tocasse pra ele vir...Bom, ninguém percebe quando ele toca, porque perceberiam se eu tocasse?

Sentei no banquinho. Como era mesmo...O início da música que ele tinha me ensinado? Ah, isso, mi.

Até o Chandler rodava as orelhinhas e me olhava com cara feia.

- Ei, eu sei que não toco bem. Mas é o único jeito de chamá-lo, não é? E você gosta dele tanto quanto eu, então, não reclame.

Ai eu percebi que tinha parado de tocar, porque eu tinha esquecido o resto da música, droga.

Relaxei frustrada no banco, e não movi um músculo. Estava muito estressada pra isso.

Foi aí que eu senti braços ao meu redor e uma mão muito maior que a minha se mexer pelas teclas que eu tinha acabado de tocar.

Sorri na mesma hora, e Chandler pulou em cima do piano. Ele tinha aparecido!

- Que bom que você veio! Eu pensei que se eu tocasse, você ia aparecer.

Ele tocou o 'sim'. Logo depois, ele tocou uma melodia confusa, estranha. Ele queria saber por que eu estava daquele jeito.

- Bom, não é algo com que você deva se preocupar.

Ele tocou de novo. As mesmas notas.

- Está bem, eu conto.

Desembuchei tudo. Desde o meu primeiro encontro com o Dylan, passando pelas semanas juntos, pelo bilhete de hoje e por todos os pensamentos que me ocorreram durante o dia todo.

Quando eu terminei, ele começou a tocar a nossa música. Aquela que eu primeiro ouvi no dia em que a gente se conheceu.

Isso significava que, não importava o que ia acontecer, ele estaria comigo. Eu ri e passei meu braço pelo pescoço dele.

- Eu sei disso. E é por isso que eu te amo. Nunca conheci ninguém como você, sabia? – daí eu dei um beijo estalado na bochecha dele.

Ele passou uma mão pela minha cintura, parando de tocar. Eu me arrepiei, o que sempre acontecia quando ele me tocava.

Só ai eu lembrei do meu quase 'momento-estou-super-apaixonada-pelo-meu-melhor-amigo-fantasma' de algumas semanas atrás, antes de todo o lance do Dylan.

Eu não queria admitir, mas eu sentia uma coisa estranha quando estava com ele, assim. Um aperto de ansiedade no peito, como se eu quisesse que alguma coisa acontecesse logo, mas durasse muito. Ah, sei lá. Era bom, droga. Estar com ele era bom. Talvez melhor do que...

Ele me abraçou com o outro braço, e eu perdi a linha de raciocínio ao ser puxada para muito perto dele. Eu sabia que aquilo não estava certo, mas o Dylan ia me dar o fora mais tarde mesmo, certo?

Eu não pensei em mais nada quando ele começou a beijar o meu pescoço, com aquele toque aveludado dele maravilhoso. Eu só consegui fechar os olhos e me arrepiar a cada beijo de veludo na minha pele.

Ele foi subindo a boca pelo meu pescoço, até chegar quase na minha boca.

Acho que foi por ai que eu voltei a mim mesma.

- Não! – eu meio que gritei me separando dele.

Ele não tocou. Talvez estivesse olhando pra mim. Mais lágrimas nos meus olhos, ótimo.

- Olha, - eu continuei – não é que eu não queira, mesmo. Mas eu estou com outra pessoa, e além disso...Olhe só pra nós dois. Não ia dar certo nunca!

Eu desabei chorando no baquinho, do lado dele mesmo.

Ele passou o braço pela minha cintura de novo, e beijou a minha bochecha. E daí começou a tocar.

Primeiro, tocou a melodia que eu julgava ser um pedido de desculpas.

- Não precisa se desculpar. Não é culpa de ninguém. É que eu sou muito estúpida mesmo.

Depois, ele tocou uma melodia suave. Meio alegre, meio triste, sei lá. Eu só sabia que aquilo significava que tudo ia ficar bem.

Esse era o problema. Por mais que nós quiséssemos ficar juntos, nós também dávamos muitíssimo bem como amigos. E parecia ser esse caminho que nos teríamos de seguir. Eu só esperava que tivesse algum outro bem mais feliz.

Eu perdi a noção do tempo total nessa noite. Eu só fiquei lá, com a cabeça deitada no ombro dele, ouvindo ele tocar.

E isso foi o suficiente pra me acalmar pelo resto da vida, fala sério.

Quando eu me dei conta da hora, sai correndo, depois de me despedir dele e colocar Chandler no bolso, lógico.

04:48 – Salão comunal

Quando eu entrei varada no salão, vi alguém deitado no sofá bem em frente a lareira, dormindo. Me aproximei, pra...Sei lá, mandar ele ir deitar ou algo assim. Mas quando eu vi, era o Dylan.

MERLIN! Ele dormiu me esperando! Droga, ele quer mesmo me dar o fora. Mas quem sabe se...Eu sair andando...

Não deu pra dar nem dois passos. Eu mal tinha saído da frente da lareira quando ele chamou meu nome.

- Oi, Dylan. Olha, desculpa mesmo. Eu..Tive uns problemas na ronda e tal. Juro que não fiz de propósito.

Ele sorriu. Que idiota, como ele se atrevia a sorrir antes de me dar o fora?

-Não é nada, imagina. Huum, a gente pode conversar agora?- Eu acenei com a cabeça. – Vem cá, senta aqui.

Sentei do lado dele no sofá.Não conseguia olhar pra ele. Por isso eu fiquei encarando o tapete.

- Bom, é que...Eu te acho maravilhosa, mesmo. Acho que você é a garota mais bonita com quem eu já sai, e acho que as outras bonitas não são como você é. Sei lá, você é...Toda meiga do seu jeito, e feroz ao mesmo tempo. – ele riu. Ai, Merlin, será que vai demorar muito?- Bom, o fato é que...Eu vim pensando muito sobre tudo isso nesses últimos dias. – Ai, lá vem ! - Alias, a única coisa que eu conseguia pensar era em você. – oi? – E, bem... Eu não agüento mais não poder te chamar de minha. – hum.. oi?

Nessa hora, ele puxou meu queixo e me fez olhar pra ele.

- Ei, – ele continuou brincalhão – quer olhar pra mim enquanto eu te peço em namoro?

OI?

Eu não consegui dizer nada, na verdade. Eu só sei que as lágrimas começaram a cair e minha boca estava escancarada. COMO ASSIM? Ele não ia me dar o fora?

- Hã... – ele começou passando a mão pelos cabelos, nervoso. – Essa é a parte que você diz alguma coisa, sabe? Qualquer coisa.

A próxima coisa que eu percebi é que eu estava gritando "SIM!SIM!" e abraçando ele o mais forte que eu podia.

Ele riu, me abraçou pela cintura, me encarou, e limpou as lágrimas.

- Porque o choro?

- Alívio. – eu respondi – Eu tava achando que você ia me dar o fora.

Ele me olhou como se eu fosse completamente louca.

- Tá maluca? Ninguém é idiota de fazer isso com você.

Eu sorri, e ele começou a me beijar.

A próxima coisa que eu pensei era que já estava amanhecendo, e nós dois tínhamos que ir dormir.

Ah, eu também pensei que tinha encontrado outro caminho. Bem mais feliz.