Capitulo dez – Clube de duelos

Alguns dias haviam se passado

- Temos que pegar as coisas na sala do Snape – disse Harry

- Mas como? Não podemos simplesmente invadir o escritório dele – disse Rony

- Deveríamos armar um plano. Bem planejado. Se Snape descobrir, podemos ser expulsos – disse Hermione

- Podíamos armar uma confusão na aula. Ai um de nós entra escondido e pega – sugeriu Rony

- É um bom plano, mas quem pega? – perugntou Harry – eu poderia...

- Não. Vocês dois tem a ficha suja. Eu tenho ela limpa. Basta distrair ele por uns cinco minutos. – disse Hermione

- OK. Mas como vamos distraí-lo? – perguntou Rony

- Eu tenho uns fogos filibusteiros. Posso jogar no caldeirão de alguém – sugeriu Harry

- Feito. Vamos fazer isso nessa aula de poções – disse Hermione

A professora Minerva passou a lista para quem iria ficar no natal. O trio, mais os Weasley, e para a surpresa deles, Malfoy, Crabbe e Goyle também iria ficar.

- Isso é perfeito. Se conseguirmos pegar os ingredientes, a poção ficará pronta nesses dias – comemorou Hermione

- Isso se conseguirmos pegar os negócios no escritório do Seboso – disse Rony

- Deixa de ser negativo garoto. Vamos conseguir sim. Ainda mais que temos um bom plano. – disse Hermione

-Vamos pra aula – disse Harry revirando os olhos

Aula de poções...

Os três estavam sentados juntos, como sempre.

Hermione preparava a sua poção calmamente, como se nada fossem fazer. Harry também, embora estivesse se contendo para rir. Rony de vez em quando olhava para Harry, e ambos tinham que conter as risadas.

Depois de uma quase aula cansativa, Hermione acenou para Harry.

Harry pegou dois fogos filibusteiro, discretamente, e jogou no caldeirão de Malfoy. Que no mesmo momento explodiu, lançando poção para tudo quanto é lado. Sendo o dono do caldeirão, Malfoy foi o mais atingido. Seu nariz tinha inchado tanto que parecia um balaço.

Harry e Rony tiverem que se controlar para não cair na gargalhada.

Eles viram Hermione entrar sorrateiramente na sala e voltar com o uniforme estufado.

- Formem uma fila – disse Snape – se um dia eu descobrir que fez isso, vou providenciar para que nunca mais volte aqui.

Ele olhou diretamente para Harry e Rony. Ambos fingiram que não era com eles.

O sinal tocou.

O três correram para o banheiro da murta.

- Ele sabe que fui eu.

- Ele não pode fazer nada. – tranqüilizou Rony

- To nem ai – disse Harry – seboso remelento.

Hermione despejou os novos ingredientes e os misturou.

- Vai ficar pronto em duas semanas – disse Hermione

Uma semana depois...

Eles andavam por um corredor, e notaram uma aglomeração.

- O que está acontecendo?

- Vão reabrir o clube de duelos – disse Simas animado

- E já teve um? – perguntou Rony

- Sim. Está escrito em Hogwarts, uma história. Eles só reabrem em casos de extrema importância – disse Hermione

O trio se entreolhou.

- É, bora se inscrever – disse Harry

O clube começou naquela mesma noite.

- Quem será que vai nos treinar? – Hermione perguntou – ouvi falar que o Flitwick era campeão de duelos.

- Só espero que não seja o – mas Harry o viu e falou com um gemido – Lockhart.

- Vamos, cheguem mais perto. Estão todos me vendo? Estão todos me ouvindo? Excelente. O professor Dumbledore me autorizou a começar um pequeno clube de duelos, para caso um dia precisem se defender. Como eu já fiz inúmeras vezes, para mais detalhes leiam minha obra publicada.

Harry e Rony ergueram as sobrancelhas.

- O professor Snape concordou em ser meu assistente – Snape subiu no palco com sua cara de morcegão – não se preocupem, vão ter seu professor de poções depois que eu derrotá-lo.

Harry parecia à beira de um ataque de risos. Snape poderia não ser o melhor em duelos, mas Lockhart? Por favor.

- Ia ser realmente muito bom se eles acabassem um com o outro, não é? – Rony cochichou no ouvido de Harry

- Infelizmente não podemos contar com a habilidade mágica deles para isso – disse Harry

Ambos abafaram seus risos com tossidas altas.

Eles caminham um para perto do outro, pegaram as varinhas, fizeram uma reverencia e caminharam cada um para um lado.

- Um. Dois. Três – Lockhart contou

- Expelliarmus! – Snape disse antes que Lockhart fizesse alguma coisa. Ele voou no ar e caiu estatelado no chão

Muitos alunos riram.

- Ele está bem? – Hermione perguntou

- Quem se importa? – disseram Harry e Rony

- É claro que eu sabia o que fazer. Mas queria dar uma demonstração a vocês.

- Não seria melhor mostrar a eles antes como se defender? – Snape disse

- Excelente sugestão professor Snape. Vamos chamar dois alunos. Potter venha cá.

Harry olhou pros amigos e subiu no palco.

- Posso sugerir alguém? – Snape perguntou, Lockhart aceitou – Malfoy.

Draco, com um sorriso presunçoso subiu no palco.

- Quando eu contar três. Usem feitiços para desarmar o adversário. Somente desarmar. Não queremos desastres por aqui.

Harry e Draco se aproximaram um do outro, se encarando.

- Com medo Potter? – Malfoy perguntou

- Só no seu sonho Malfoy.

Simas, Dino e Neville deram um risinho.

Harry e Draco levantaram as varinhas, fizeram uma reverencia sem tirar os olhos um do outro e caminharam para o lado oposto.

- Um – contou Lockhart – dois – mas Malfoy não esperou o três.

- Everte Statum!

Mas Harry se desviou na ultima hora.

- Rictusempra!

Malfoy não se desviou a tempo e foi atirado para trás, dando piruetas pelo ar.

- Eu disse desarmar apenas – disse Lockhart assustado

Malfoy se levantou.

- Serpensortia!

Uma cobra apareceu no meio do "palco".

- Eu cuido dela Potter – disse Snape

- Deixe comigo professor Snape – disse Lockhart - Alarte Ascendare!

A cobra simplesmente voou pra cima, deu cambalhotas e caiu.

Harry pareceu entender o que ela dizia.

"Saia" "deixe ele em paz" "não". A cobra pareceu que ouvir ele e deixou Justino em paz.

Mas parecia que Justino não achou que Harry o havia libertado, e sim atiçado a cobra contra ele.

Rony e Hermione puxaram Harry para o salão.

- Você é um ofidioglota! Porque não contou? – Rony perguntou

- Ofidioglota?

- Você fala com as cobras – disse Hermione

- Eu nunca tinha feito isso antes. E daí? Um monte de gente aqui pode fazer isso.

- Não pode não – disse Hermione – isto não é um dom muito comum Harry, isso é mal.

- O que é mal? Se eu não tivesse dito a cobra pra não atacar o Justino ela...

- Então foi isso que disse pra ela – disse Rony

- Você estava lá, você me ouviu.

- Eu ouvi você falar uma língua esquisita, língua de cobra. – disse Rony

- Harry presta atenção. Tem uma razão pro símbolo de Sonserina ser uma serpente. Salazar Sonserina era ofidioglota, ele podia falar com as cobras também.

- Exatamente, agora vão que você é o tetra, tetra, tetra neto sei lá – disse Rony

- Não ele não pode Rony. Harry é o ultimo herdeiro de Griffindor. E eu sinceramente duvido, que um Griffindor tenha se unido a Slytherin – disse Hermione

- Mas não podemos sair espalhando por ai. Temos que dar um jeito de pararem antes de iniciar. É a maior bobagem esse negócio do Harry compactuar com algo desse nível – disse Rony

Harry sorriu pro melhor amigo.

A partir daquele dia, muitos alunos nascidos trouxas fugiam de Harry. E alguns mestiços e sangues-puros ainda achavam que ele era o herdeiro de Sonserina. Menos a Grifinória, todos achavam essa história de Harry ser o herdeiro à maior besteira.

Alguns nascidos trouxas de outras casas, perguntavam por que Hermione ainda andava com ele.

Mas Fred e Jorge achavam isso à maior besteira.

Vira e meche abriam espaços pelo corredor dizendo "abram espaço que o herdeiro de Sonserina está passando" ou então "Abram caminho que ele está indo tomar um chá com seu amigo de dentes pontudos"

- Parem vocês dois – dizia Gina

Mas Harry achava isso legal.

- Esses idiotas não têm mais nada o que fazer – comentou Rony certa tarde, altamente na sala de DCAT, enquanto muito deles olhavam para eles e cochichavam – francamente Harry, o herdeiro de Sonserina? Por favor, ele que derrotou você-sabe-quem com um ano de idade, iria se unir a algo desse nível? Chega ser uma surpresa que vocês achem disso da pessoa que estabilizou a paz no mundo.

- E se Harry realmente fosse o herdeiro de Sonserina, duvido que eu já ao estaria no mesmo estado de Madame Norra – disse Hermione

Mas isso também não ajudou.

As pessoas ainda achavam que Harry era o herdeiro de Sonserina.

Certa tarde, Harry caminhava ao encontro de Rony e Hermione, que estavam na sala comunal, mas tomou um susto quando viu o que tinha no chão e no ar.

Justino Finch-Fletchlev estava caído no chão, petrificado e Nick quase sem cabeça pendurado, petrificado também.

- Merlin! – exclamou Harry

Mas antes que Harry pudesse fazer algo, Filch apareceu.

- Potter, o que você? Agora eu peguei você – e saiu resmungando

- Não, espera o senhor não entendeu, eu...

Mas parou de falar quando viu aranhas caminhando perto do corpo de Justino.

- De novo isso – murmurou olhando atentamente

- Professor peguei ele aqui – disse Filch

Ele estava acompanhado por McGonagall.

- Potter, me acompanhe.

- Professora, eu juro que não fui eu...

- Isso não está mais em minhas mãos. Sinto muito Potter.