Harry bocejou e pegou o relógio de seu armário de cabeceira, colocando os óculos na ponta do nariz. Já estava tarde e, se ele não se apressasse, perderia o café da manhã. Seu estomago roncou com o pensamento. O dormitório estava vazio e por um momento Harry sentiu um flash de aborrecimento por Ron ter deixado ele para trás, mas uma vaga memoria de Ron chamando ele mais cedo o acalmou e o fez sentir culpado em vez disso. Ele pensou ter jogado alguma coisa em Ron e dito pra ele o deixar em paz. Em sua defesa, ele não era uma pessoa da manhã, sem mencionar que ele estava tendo o mais maravilhoso sonho sobre um lindo homem loiro beijando ele tão apaixonadamente que era impossível não enterrar a cabeça mais um pouco sob as cobertas e se apegar ao sonho com todas as suas forças. Seu corpo ainda estava no limite e Harry considerou a possibilidade de perder o café da manhã em favor de uma rápida masturbação. Seus dedos se desviaram em direção à cós do pijama, acariciando timidamente e abaixando a bainha. Parecia errado se masturbar pouco antes das aula, mas parecia errado não se masturbar depois de sua mente lhe fornecer tal estímulo. Sonhos como esse eram um luxo recém-descoberto que só apareceram depois que Harry já não tinha mais de se preocupar com o Lorde das Trevas. Porém, normalmente eles não eram tão intensos. E tão vividos. Harry podia relembrar seu sonho perfeitamente. Ele podia ver o homem claramente em sua mente; Sua pele e seu cabelo pálidos seus olhos cinzentos e seus lábios beijáveis…
Harry saltou como se tivesse sido queimado quando a realização chegou a ele. Ele rapidamente puxou sua mão para fora da calça. O homem de seus sonhos não era um loiro aleatório—Era Malfoy. E não era um sonho—Era uma memória. Merlin, ele tinha beijado Malfoy ontem. Harry ofegou quando uma onda de memórias o atacou. Ele não tinha apenas beijado, ele tinha se masturbado em frente a ele. Tirou seu pênis e se tocou em enquanto Malfoy observava. O que diabos ele estava pensando? Por que ele tinha feito aquilo? Harry se lembrou de seu medo e sua relutância em deixar Malfoy tocá-lo tão intimamente. Era tudo tão novo e Harry não sabia se ele poderia lidar com estava com medo de envergonhar-se e chegar no momento em que os dedos de Malfoy o tocaram. O pênis de Harry contraiu com o pensamento e Harry enterrou seu rosto em suas mãos, tentando esfriar as bochechas que de repente se aqueceram. Malfoy quase fugiu após isso. Quem poderia saber o que ele achou de Harry e sua pequena exibição?
O estômago vazio de Harry amarrou-se em um nó, firme e doloroso. Ele estava ao mesmo tempo ansioso para beijar Malfoy de novo e apavorado que ele tivesse feito algo errado e desagradável. E se Malfoy tivesse perdido o interesse em beijar Harry de novo?
Harry espiou por entre os dedos o dormitório pouco iluminado, a luz do dia estava lentamente ganhando intensidade. O pensamento de se aconchegar debaixo das cobertas estava começando a parecer muito atraente, mas Harry estava bem consciente de que ele teria que enfrentar Malfoy novamente, eventualmente. Talvez mais cedo do que mais tarde fosse melhor. Harry bufou e levantou-se, irritado consigo mesmo. Era simplesmente ridículo que de repente ele estivesse preocupado com a opinião de Malfoy e estivesse aguardando seu julgamento com receio. Harry diligentemente ignorou a voz insistente em sua cabeça, que tentou explicar-lhe que a opinião de Malfoy sempre foi muito mais importante para ele do que era natural. As zombarias de Malfoy sempre o machucaram muito.
Punheteiro estupido, Harry pensou enquanto escovava os dentes. Por que aquele Sonserino tinha que ter um beijo tão bom? Tão maravilhoso que o cérebro de Harry não podia nem trabalhar corretamente. Não que Harry soubesse muito sobre beijar, mas era simplesmente inviável que algo pudesse ser melhor do que a corrida louca de sensações que ele sentiu ontem.
Harry olhou para sua expressão no espelho, seu olhar caiu em seus lábios. Eu nunca vi alguém tão beijável, Malfoy tinha dito. Harry estremeceu e tocou seus lábios, tentando ser objetivo e determinar se ele era adorável ou não. Ele não viu nada de especial. Estreitando os olhos para sua expressão, Harry fixou seus óculos tortos, fez uma careta para seu cabelo ridículo e correu de volta para o dormitório para se vestir.
Cinco minutos depois, ele estava correndo pelo corredor não muito longe do grande Salão, a gravata desfeita batendo nele. Ele esperava chegar ao grande salão antes que a comida desaparecesse.
Em sua corrida louca por comida, Harry nem percebeu uma pessoa saindo de trás do canto antes que fosse tarde demais. Ele bateu em um corpo e gritou de surpresa, então gemeu com a visão de uma igualmente chocada, menina de cabelos escuros.
Harry deu um passo para trás rapidamente. "Er, Su Li", ele saudou, colocando a mão em seu bolso e envolvendo seus dedos ao redor de sua varinha. Deus, e ele pensou que Hogwarts seria um lugar muito mais seguro este ano.
Su Li sorriu beatificamente. "Oi, Harry," ela disse, parecendo tímida, mas seu olhar estava tão fascinado, Harry não confiava em sua timidez.
"Eu estou com pressa, então …" Harry cuidadosamente tentou andar em volta dela.
Ela estava em seu caminho novamente em um instante.
"Por favor, Harry. Eu só queria pedir desculpas."
"Está tudo bem." Harry acenou com a cabeça rapidamente, tentando sorrir.
Su Li não pareceu tê-lo ouvido.
"Eu não sei o que eu estava pensando", disse ela, parecendo miserável. "Eu realmente gosto de você e eu pensei …"
"Simplesmente me convidando para um encontro seria loucura?" Harry sugeriu, não inclinado a ser gentil com ela.
"Hum … O que eu fiz foi errado. Sei disso." Ela corou. "Eu suponho que você não iria querer"
"Não!" Harry exclamou.
Su Li deu um salto ligeiramente alarmada e Harry sentiu um pouco culpado.
Ela exalou bruscamente. "Perdoe-me. O que eu quis dizer foi, eu suponho que você não gostaria de me perdoar?" Ela sorriu um pouco.
"Oh". Harry arrastou os pés. "Claro. Está tudo bem. Realmente. Basta ficar longe de poções do amor." E de mim, acrescentou Harry em sua mente. Todas essas pessoas tentando drogar ele estavam começando a testar sua paciência. O que aconteceu com o bom e velho "Você gostaria de ir para Hogsmeade comigo?" conceito aparentemente havia sido esquecido.
"Oh, obrigado, Harry! Você é muito gentil!" ela disse, parecendo muito satisfeita. "Eu não sei por que eu já pensei que eu merecia você!" Su Li fungou e, para horror de Harry, ela estava começando a chorar. Ele congelou, sem saber o que fazer ou dizer. Meninas chorando sempre confundiram ele.
No entanto, Harry não precisava ter me preocupado, porque no momento seguinte, duas coisas muito estranhas aconteceram em uma rápida sucessão.
Su Li jogou os braços ao redor do pescoço de Harry e antes que Harry pudesse reagir, seus lábios quase tocaram os dele. Harry sacudiu a cabeça para trás e empurrou-a para longe, mas para seu espanto absoluto ela voou para o outro lado do corredor, como se tivesse girado ela e jogado-a como uma goles.
Ela pousou um pouco para trás, ilesa, mas apavorada, olhando em volta freneticamente até que seus olhos se focaram em um ponto em algum lugar atrás de Harry. Ela pôs-se de pé.
Harry se virou e ficou boquiaberto ao ver Malfoy, que estava um pouco mais longe, apontando a varinha para Su Li, com um olhar furioso.
"É isso mesmo! Corra sua pequena …" Malfoy parecia procurar por uma palavra apropriada. "sirigaita!"
Harry supôs que Su Li correu, mas ele não se virou para verificar. Ele era incapaz de afastar o olhar de Malfoy. Malfoy havia estado tão bonito ontem? Ou será que a fúria tornava-o mais atraente?
O olhar furioso Malfoy foi subitamente dirigido a Harry, fazendo com que ele reconsiderasse sua teoria.
"O que há de errado com você?" Malfoy se enfureceu. "Você pode lutar com o Senhor das Trevas e dragões, mas você não pode se defender de meninas? Eu o perdoei por Millicent, mas esta é metade do seu tamanho! Se você apenas soprasse ela, ela voaria para longe. Honestamente!"
Harry estava tendo dificuldade em se concentrar. Entre vergonha (porque Malfoy acabou de o salvar de novo) e fascinação (porque o cabelo de Malfoy estava estranhamente selvagem em torno de seu rosto, para não mencionar o seu rosto era obviamente feito para ser olhado) era difícil fazer os ouvidos dele escutarem ao discurso de Malfoy.
"Hum," Harry conseguiu dizer. "Ela estava se desculpando. Eu não poderia apenas enfeitiça-la."
Malfoy se aproximou e de repente estava de pé muito perto de Harry. Ou melhor, muito perto para uma luta, mas, bem, perto o suficiente para beijar, por exemplo.
"Sim, você poderia", Malfoy insistiu. "Você não pode permitir-se ser beijado por ninguém." Malfoy piscou. "Quero dizer, todos."
Harry não pôde deixar de sorrir. "Você quer dizer que ninguém além de você?"
Malfoy balançou a cabeça um pouco, como se a negá-lo, mas então ele deve ter mudado de idéia, porque ele disse: "Eu estou contente que nós entendemos um ao outro. Da próxima vez, enfeitiçar primeiro e ouvir desculpas depois. Sempre assuma o pior! "
Uma voz pequena e tranquila na cabeça de Harry que parecia excessivamente animada e um pouco infantil estava cantando de alegria com as palavras de Malfoy. Encontros com beijos aleatórios de repente tinham se tornado muito mais. Malfoy agiu como se, bem, quase como se eles estivessem namorando. O pensamento era alarmante, embora não porque Harry achava desagradável, mas porque achava extremamente atraente. Por um momento glorioso, ele se imaginou agarrando a mão de Malfoy e arrastando-o para o Salão Principal para que todos pudessem ver que eles estavam juntos. Felizmente, Harry conseguiu conter sua loucura súbita. Ele suspeitava que Malfoy não seria impressionado por isso.
"Devo assumir o pior sobre você, então?" Harry perguntou.
"Sim!" Malfoy exclamou, mas, em seguida, seus olhos se arregalaram. "Não. Quero dizer, não, claro que não." Malfoy lambeu os lábios e engoliu, Harry olhou para o seu pomo de Adão, uma vez que balançava. "Eu quis dizer assumir o pior sobre outras pessoas", disse Malfoy, não parecendo mais com raiva. Sua voz baixou. "Eu? Eu só … Eu só quero …"
O pulso de Harry acelerou. "O que?" , ele perguntou, em seguida, sorriu um pouco e inclinou a cabeça em convite.
Com bastante confiança, Malfoy prontamente pegou a gravata de Harry, se inclinou e beijou-o. O suspiro contente de Harry se transformou em gemido quando ele colocou sua língua dentro da boca de Malfoy, o calor do beijo aqueceu seu corpo inteiro. Ele se perguntou se os beijos de Malfoy jamais deixariam de ter esse efeito sobre ele. Ele esperava que não.
Assim que Harry se convenceu de que nada poderia ser melhor do que isso, os lábios de Malfoy deslizaram ao longo de sua mandíbula e, em seguida, pressionaram contra a pele do pescoço dele, logo abaixo da orelha. Harry estremeceu, sua reação muito violenta para um toque tão simples, mas sua pele devia ser muito sensível lá, porque cada deslizamento dos lábios de Malfoy e cada movimento de sua língua causavam arrepios formigantes pela sua espinha. Em seguida, os dentes de Malfoy roçaram sua pele e corpo de Harry foi para frente, seus quadris batendo nos de Malfoy, fazendo com que ambos suspirassem. Excitação localizada no baixo ventre de Harry, instigando-o a empurrar os quadris para frente novamente. Ele agarrou o cabelo de Malfoy e se concentrou na sensação de dentes Malfoy mordiscando a sua pele; as mordidas provocantes foram seguidos rapidamente pela língua de Malfoy, e depois por seus lábios e uma sucção suave, e deliciosa.
Alguém gritou à distância e Malfoy se afastou, seus dedos ainda atrapalhados com a gravata de Harry.
"Pessoas", Malfoy rosnou enquanto Harry lutava para respirar e abrir os olhos corretamente. "As malditas pessoas deixando o salão."
Harry tentou se sentir triste por perder o café da manhã, mas se mostrou impossível. Especialmente desde que um olhar para as mãos de Malfoy o distraiu totalmente. Enquanto Harry não estava olhando, Malfoy tinha de alguma forma, e por alguma razão desconhecida para Harry, conseguido organizar sua gravata em um nó impressionante puro, do tipo que sua pobre gravata nunca tinha visto antes. Malfoy ainda estava corrigindo-o, porém, e mesmo acariciando um pouco enquanto ele falava. "Hoje à noite você vai praticar a respiração sincronizada e o beijo", ele disse, soando muito divertido, e então, um pouco relutante, ao que parece, ele soltou gravata de Harry.
Os sons de centenas de estudantes se aproximavam de forma constante.
"O que?" Harry perguntou, olhando para Malfoy.
Malfoy riu. "Hoje à noite", ele repetiu, dando a Harry um olhar apaixonado que fez os dedos dos pés de Harry enrolarem em prazer e sua respiração acelerou, como se seu corpo pensasse que Malfoy tinha o beijado novamente.
Malfoy olhou em volta nervosamente e fez uma careta. "Eu deveria ir. Te vejo por aí"
"Espere!" Harry gritou, voltando para os seus sentidos. "Er, por que você acabou de consertar a minha gravata?"
Os olhos de Malfoy se arregalaram e ele olhou para gravata de Harry como se essa foi a primeira vez que ele tivesse visto.
"Er …" Malfoy fez uma careta. Estudantes apareceram por trás deles e Malfoy quase parecia aliviado. "Mais tarde," ele sussurrou, então apertou um pequeno pacote nas mãos de Harry, murmurou alguma coisa ininteligível, e saiu correndo.
Totalmente confuso, Harry estudou o pacote na mão. A curiosidade queimando repentinamente conseguiu superar até mesmo o seu prazer total na confirmação de Malfoy do seu encontro e Harry ansiosamente desembrulhou o pacote. Um calor que não tinha nada a ver com a excitação e beijos se espalhou pelo seu peito enquanto olhava para duas torradas e uma maçã. Aparentemente, Malfoy o estava procurando para trazer o seu café da manhã.
Nota : Owwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwn que LINDO esses dois! Morri :s
Aaaah gente! Fiz a prova hoje, e olha, eu estou confiante de que passei de ano! 2º ano aqui vou eu hahahah
Agradecimentos ao Wincest-me por traduzir =)
Não sei se vocês perceberam, mas estamos atualizando 1 vez por semana! Era para eu ter postado este ontem, mas estava estudando !
Beijos :*
