01/10/17 - Eu tinha postado o cap dia 30/09/17, mas deu um tilt e bagunçou a formatação então retirei, caso vocês tenham recebido o aviso de novo capítulo e estranharam que sumiu. Bem... aqui está novamente e arrumado.
Agradeço a leitora Bruna que me alertou após realizar a leitura!
Gostaram? Não gostaram? Comentem pra eu ter ideia da opinião de vocês!
Ah, que bom... gostaram? Se acharem a fanfic digna, acrescentem aos favoritos!
Já conferiram as outras fanfics dessa autora? Não? Visitem e comentem!
Na Magia e no Amor
Por RubbyMoon
Capítulo 10 – A Morte da Esperança!
"Nada pode mudar o destino, nem mesmo todo o poder do Universo..."
Era um lugar cheio de luz. Não havia mais nada além daquela intensa luz. Sentia que flutuava, como se ali não houvesse chão.
Sakura (observando todo lugar): Onde estou?
Uma brisa suave a envolveu como se fosse um carinhoso abraço. Seus cabelos soltos dançavam ao vento livremente. Era uma sensação única que a emocionou, de forma que lágrimas vieram à tona. Que força era aquela que fazia todo seu corpo reagir?
Voz feminina: Tenha cuidado! O momento está próximo! Encontre um motivo para fazer o que seu coração acha que é o certo!
Sakura (assustada): Quem é você? Eu já ouvi a sua voz... naquela noite.
Sakura lembrou-se da ocasião em que acordou na casa de Eriol, após o último ataque de Kaiza. Ela já havia ouvido aquela voz e foi naquela noite. O que aquela voz queria dizer com aquilo? Quem era a dona daquela voz?
Voz: Tem que encontrar um motivo! Quando chegar a hora, deve se esquecer para proteger.
Sakura (confusa): Esquecer o quê? O que devo proteger? Isso tem a ver com a profecia? Por que não aparece para mim? – ela olhava em todas as direções, mas não encontrava ninguém.
Voz: Seja forte! Sinto muito por tudo isso! – a voz ia enfraquecendo até sumir.
A luz ia enfraquecendo e logo tudo havia se tornado trevas. O que antes era um lugar desconhecido foi ganhando forma e ela pôde ver que estava em Tomoeda. Ela estava sobrevoando em grande altitude a silenciosa cidade, que mais parecia deserta, sem vida. Apenas um detalhe chamava sua atenção: em um ponto do escuro céu, três estrelas se moviam lentamente. Quando finalmente se alinharam, houve uma grande explosão. Ela começou a cair, procurando a chave mágica para invocar a carta Alada, mas ela havia sumido. Esperou o momento em que se chocaria contra o chão, mas isso não aconteceu. Tomoeda havia sumido, a Terra havia sumido, ela estava caindo sobre o nada.
Sakura despertou bastante confusa. Que sonho estranho era aquele? Aquela voz novamente. Seria um sonho premonitório? Distraiu-se com o horário. Tinha que correr, pois não queria perder um minuto sequer daquela linda e quente manhã em Tomoeda. Suas atividades a esperavam. Além disso, precisava se despedir do pai, que partiria para mais uma longa expedição e talvez uma das últimas, antes que ele se aposentasse.
Os movimentos de Sakura estavam cada vez mais perfeitos e sua coreografia era inovadora, a flexibilidade de seu corpo estava maior. Sentia que estava pronta para concorrer na modalidade sobre solo e estava ansiosa para o torneio. Ryen também já havia provado seu talento em várias modalidades da ginástica, destacando-se no exercício em barra. Os dois já estavam mais que prontos para concorrer e por isso Hiroyuki resolveu pegar mais leve nos treinos para não desgastá-los fisicamente.
Hiroyuki: Devem descansar um pouco, portanto não quero saber de vocês continuarem treinando depois que eu for embora e tomem muito cuidado para não sofrerem nenhuma queda, ou fazer alguma coisa que lhe tragam problemas de saúde. Até amanhã. - dizendo para os dois ginastas.
Sakura: Que bom! Terei um tempinho para descansar! Temos tantas coisas para estudar. Nessa semana ainda teremos provas. – falando empolgada para o parceiro.
Chirahu (chegando): Sakura! Que bom que a encontrei! – notava-se um alívio e ao mesmo tempo alegria na expressão da garota - Você poderia ajudar a mim e ao pessoal com a matéria da prova de sexta-feira? Por favor?! – dizia quase em suplica.
Sakura: Claro! Em que lugar vocês irão se reunir?
Chirahu (entusiasmada): Estava pensando em estudar aqui mesmo na escola! Que tal na sala do grêmio?
Sakura: Excelente idéia! Você também quer estudar conosco, Ryen?
Ryen: Eu adoraria. Além disso, estou preocupado com as outras provas também. Seria de muita ajuda estudar com vocês! – empolgado com a idéia de poder ficar mais tempo com Sakura.
Estava na sala do grêmio toda a turminha reunida: Chirahu, Yamazaki, Naoko, Rika, Ryen e Sakura. As meninas notavam nitidamente o interesse de Ryen por Sakura e já faziam suas apostas sobre um possível romance. O estudo estava bem descontraído, graças às suposições e mentiras inocentes de Yamazaki e todos riam de Chirahu continuar depois de tantos anos pegando-o pelo pescoço como castigo. Sem dúvida estava na cara que os dois nasceram um para o outro.
Sakura (somente com Chirahu): Vocês estão juntos a quanto tempo?
Chirahu (pensativa): Eu nem sei ao certo, talvez desde o jardim da infância! Mas nosso primeiro beijo foi no ano passado. Eu não me via com mais ninguém e quando ele confessou seus sentimentos... foi o dia mais feliz de minha vida. Ele me beijou e agora somos namorados oficialmente.
Sakura (sonhando acordada): O primeiro beijo, aiaiai!
Chirahu (estranhando): Você nunca foi beijada? Você é a garota mais popular que eu conheço e oportunidade não falta que eu sei!
Sakura (ainda sonhando): Não, nunca fui beijada! Estou esperando a pessoa certa! Eu sonho com esse momento, mas tem que ser com alguém que eu ame de verdade.
Os olhos de Sakura brilhavam só de pensar no seu primeiro beijo. Sem perceber, deu um longo suspiro de esperança. Ryen ouvia disfarçadamente a conversa de Chiharu e Sakura e alimentava o desejo de ser ele a beijar Sakura. Ele queria tomá-la em seus braços e beijá-la com fervor. Queria seu amor. Estava obcecado por ter o amor de Sakura.
Após os estudos, todos foram se despedindo, sobrando somente Sakura e Naoko. Naoko insistira em ajudar Sakura a organizar a sala do grêmio. Logo que a limpeza terminou, Naoko também se despediu e foi embora. Sakura notou que o colégio estava completamente vazio e rumou até a sua sala de aula para buscar a mochila e os livros. Olhou então para a carteira que continuava vaga logo atrás da sua. Aquele lugar continuava vazio. Só poderia ter um dono. Sentia que futuramente aquele vazio seria preenchido. Desejou sentar naquele lugar por um momento. Era uma sensação estranha. Fechou os olhos e ficou pensando em Syaoran. Lembrou-se da ocasião em que passaram a tarde juntos antes que ele partisse para Hong Kong de vez. Lembrou-se do abraço caloroso que recebeu por diversas vezes na ocasião. Sem perceber, adormeceu sobre a carteira.
Podia ouvir uma linda melodia. Era o som de um piano e ao fundo violinos acompanhavam a melancólica música. Abriu os olhos e novamente estava num lugar que era somente composto por luz.
Voz feminina: Tome cuidado, Sakura! Fique alerta! Você tem que trazer o equilíbrio! Só você conseguirá cumprir a profecia! Quando chegar a hora, encontre o motivo em seu coração!
Sakura: Por favor, me diga quem é você! – ela começou a procurar a dona da voz, porém em vão – Apareça, por favor! Preciso perguntar tantas coisas...
Voz: Não importa quem eu sou... não importa aonde estou. As respostas estão dentro de você, em seu coração!
Sakura: Em meu coração... as respostas estão... em meu coração? – ela repetia como se buscasse entender o que a voz queria dizer-lhe e ao mesmo tempo memorizar o que acabara de ouvir.
Voz: Não se deixe consumir pelas trevas... não cometa o mesmo erro... novamente.
Sakura (totalmente confusa): Novamente? Como assim... o que quer dizer?
Voz: Chegará o momento de lembrar e de esquecer... – a voz ia ficando mais baixa, como se estivesse sumindo – Esqueça para proteger e se lembre para salvar. – desaparecendo por completo.
Sakura flutuava na imensidão de luz. Sabia que estava sonhando, ou aquilo era uma comunicação através de seu inconsciente? Devia confiar naquela voz? Estranhamente, sabia que aquela voz só queria ajudá-la.
Despertou e notou que estava na carteira que ela acreditava pertencer a Syaoran. Abriu um sorriso bobo e sentiu uma esperança em revê-lo.
Sakura (levantando-se): Falta um pedaço de mim! – deu um longo suspiro - Mas ele ainda vai sentar aqui! – finalmente rumando para casa.
Sakura seguia sozinha e pensava em diversas coisas. Ficou imaginando se seu pai já havia chegado no local das escavações e se a viagem teria sido boa. Sabia que no lugar das escavações estaria nevando. Ficou preocupada imaginando se ele havia levado casacos o suficiente. Logo o pensamento tomou outro rumo. Mais uma vez estava com aquela maravilhosa sensação. Seu coração andava alertando-a nos últimos dias que a qualquer momento reencontraria Syaoran. Esperaria esse momento com toda sua ansiedade.
Caminhava sozinha e podia sentir que estava sendo seguida. Já estava escuro, o que a deixou um pouco apreensiva. Naquela manhã havia acordado com uma sensação estranha. Ela sentia uma presença muito parecida com a de Kaiza. Sabia que seus poderes ainda estavam adormecidos e se confrontasse novamente com Kaiza sozinha poderia ser o seu fim. Apertou o passo e segurou a chave da estrela em sua mão. Odiava se sentir indefesa. Estava cansada de colocar a sua vida e a de seus amigos em perigo. Ouviu um barulho em um beco e parecia ouvir alguém pedindo ajuda, correu imediatamente para auxiliar, mas não havia ninguém.
Olhou para os lados e não encontrou nada. Sentiu o corpo todo reagir com uma energia que vinha pelas suas costas. Invocou rapidamente o báculo e a carta Salto e desviou com sucesso de um ataque de raios que vinham mortalmente.
Kaiza: Você é tão previsível, garota! Caiu direitinho na minha armadilha! – disparando mais raios contra Sakura.
Sakura: Escudo! - neutralizando os raios.
Apesar do beco estar parcialmente escuro, ela pôde observar bem seu inimigo. Ele trajava a roupa e máscara de sempre. Mesmo sem ver seu rosto, ela sentia que ele deveria estar com um sorriso debochado contra ela. Na verdade ele a achava uma fraca, como o mesmo havia dito no ataque anterior. Sakura ainda não entendia como seu poder não era páreo para a magia de Kaiza. Quem era Kaiza? O que ele pretendia? Precisava descobrir e o momento era esse.
Kaiza: Até quando acha que pode se proteger? Chegou o seu fim! - avançando com a espada.
Sakura: Espada! - defendendo-se dos ataques.
Kaiza (com um tom de voz debochado): Vejo que tem determinação. Mas magia e boa vontade não serão suficientes para salvar sua vida. – atacando cada vez mais forte.
Sakura (sentindo dificuldades para se proteger dos ataques): Por que você quer me destruir? Quais são os seus propósitos?
Kaiza: Quero te destruir porque o seu poder anula minhas intenções de transformar esse mundo em meu reinado. Logo esse mundo será somente caos e destruição, e todos os seres humanos serão meus escravos. - desferindo golpes cada vez mais certeiros.
Sakura (tentando se defender com muita dificuldade): Qual a vantagem de destruir esse mundo? E por que você precisa de escravos?
Kaiza: Porque eu sou o senhor da destruição! Será divertido acabar com esse mundo e logo com o Universo! Mais divertido ainda será acabar com você. – avançando de forma violenta sobre Sakura.
"Ele é muito forte!" – Sakura pensava ao notar seu esforço em se proteger de seu agressor. – "Não conseguirei me defender por muito tempo, mal consigo utilizar as cartas"
Para Sakura aquilo não passava de uma luta inútil, necessária, já que ela queria permanecer viva. Estava cansada e os ataques de Kaiza eram fortes e certeiros. As espadas chegavam a soltar faíscas devido à força dos impactos. O barulho das lâminas revelava o tamanho da violência dos golpes. Sentia que precisava de ajuda. Kaiza estava decidido a acabar com a vida de Sakura antes que Eriol aparecesse e atrapalhasse como da vez anterior. No entanto, estranhamente, ele não conseguia fazer o que queria. Sabia que seria fácil acabar com aquela menina tão frágil e assustada, mas ao invés de matá-la de vez, ele continuava testando sua força e resistência. Estava diante da escolhida para o equilíbrio. Por que aquela garota? Uma menina tão tola e fraca? Por quê? Irritado com seus pensamentos, avançou contra Sakura e perfurou seu ombro com a espada.
Sakura (dando um grito de dor e levando a mão ao ferimento): AH! ... Por quê?
Kaiza parou de avançar sobre ela. Ficou observando friamente sua expressão de dor. Será que aquela garota já havia experimentado tamanha dor? Notou as lágrimas de Sakura começarem a cair sem parar. Ela olhava para a mão trêmula e suja de sangue como se não acreditasse que aquilo estava acontecendo com ela.
Sakura: Como pode se divertir com isso? Como pode ter propósitos tão egoístas? – soluçando nervosa - Eu não consigo entender por que você acha necessário destruir esse mundo e ainda somente por diversão! Por quê? Por quê? – falando de maneira inconformada.
Kaiza (aproximando-se novamente): Tola!
Ele notou que ela já havia se entregado. Já não tinha mais forças para lutar. Seu corpo e espírito já estavam fracos e tudo que ela queria no momento era uma resposta. Ele daria as respostas necessárias, mas o preço para isso seria a morte. Sem compaixão, perfurou o outro ombro de Sakura com a espada. Notou a expressão de dor em seu rosto no momento em que viu os olhos verdes se arregalarem. Dessa vez ela não havia gritado. Se ela queria bancar a forte, era problema dela.
Kaiza: Eu não sou um ser humano! Eu sou a personificação de todo o mal desse mundo! Um mundo violento e brutal, onde o homem mata o homem, destrói a natureza e não se dá conta que ele é a própria natureza. Um poderoso mago me invocou e juntos agora vamos acelerar o processo de destruição desse mundo. Afinal, seria uma questão de tempo para seres humanos tolos o destruírem mesmo. Para mim, que sou o senhor da destruição, será apenas uma diversão.
Sakura (mal se agüentando em pé): Nem todas as pessoas são assim! Eu sei que esse mundo pode ser melhor. Esse mundo é para que as pessoas façam suas escolhas livremente e sejam felizes.
Realmente Sakura era tola. Kaiza estava cada vez mais irritado com tamanha cegueira que a garota possuía. Será que ela não enxergava o mundo em que vivia como ele realmente era? Ela merecia mais sofrimento e por isso golpeou a perna de Sakura com a espada, fazendo-a perder as forças e em seguida tornou a fazer uma nova perfuração no meio da coxa da garota. Dessa vez ela não conseguiu manter a força e deu um alto grito de dor. Isso era música para seus ouvidos. Ela merecia isso e muito mais.
Ela chorava cada vez mais. Por que ele não a matava de uma vez? Por que tinha que fazê-la sofrer tanto assim? Com muita dificuldade, devido ao choro incontrolável, ela ainda tentou tocar o coração de seu agressor.
Sakura (com a voz sentida): Com ou sem problemas esse é o meu mundo. Aqui eu sou muito feliz e muitas pessoas também são...
As palavras de Sakura causaram grande ira em Kaiza. Com toda sua raiva, ele enviou um poderoso raio contra ela, que já não conseguia se defender, causando um grave ferimento no abdome.
Kaiza (falando sarcástico): Você realmente acredita nisso? - aproximando-se de Sakura caída no chão - Eu vou fazer você mudar de idéia e, ao invés de te eliminar, vou trazê-la para o mal. Será minha aliada em acelerar a destruição de um mundo podre!
Sakura sentia toda a sua força a abandonar. Nunca havia sentido tanta dor. Pensou que dessa vez não conseguiria preservar sua vida. Formava-se uma enorme poça de sangue rapidamente sob ela e estava perdendo os sentidos. Kaiza se aproximou de Sakura e, colocando a mão na cabeça da jovem, começou a transmitir terríveis imagens aos seus pensamentos.
Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
Ela podia ver imagens de uma grande guerra, homens se matando e ficando loucos diante do horror da violência. Crianças sendo maltratadas num campo de concentração e depois sendo mortas em câmaras de gás. Via um povo na miséria e passando fome, enquanto seus governantes comiam em uma mesa farta e jogavam os restos aos cães. Viu o horror de uma bomba atômica devastar um país, sem explicação para aquele ataque.
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e seqüestro
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campe
Viu um povo querendo conquistar um outro numa batalha sangrenta, onde crianças eram eliminadas como baratas somente por causa de cobiça. Viu alguns jovens numa roda se drogando e matando para roubar dinheiro e sustentar o vício, enquanto os traficantes riam da situação. Ela não agüentava mais aquele show de horror, chorava sem parar, até não ter mais forças.
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo que é normal
Vamos cantar juntos o hino nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão
Sakura estava quase em choque, tanto pela perda de sangue, quanto pelo massacre psicológico que estava sofrendo. Era cruel, mas era verdade. Tudo que estava assistindo mentalmente eram fatos reais. Isso ela não podia negar. Não queria ver mais nada. Não queria aceitar a verdade.
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso
- Com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção
Kaiza: Então, garota tola, viu o mundo que deseja proteger? Se você conseguir sobreviver, com certeza irá mudar de idéia! Não acredito que passe dessa noite e, se resistir, seja bem-vinda ao inferno! - despediu-se da garota, que estava morrendo diante de seus olhos e sumiu.
Sakura tentava inutilmente se levantar, ela havia perdido a noção até de quem era. Sentia dores horríveis e um ferimento no abdome sangrar sem parar. Não resistindo mais, foi perdendo os sentidos. Era o seu fim.
Touya (visivelmente nervoso): Tem certeza que é por aqui, Eriol?
Eriol: Sim! Não consigo sentir mais a presença de Kaiza, nem a de Sakura, mas era por aqui. Veja na rua de cima e qualquer coisa me mande um sinal.
Touya: Você também - saindo correndo para a rua que Eriol indicou.
Eriol percebeu a presença de Wind e logo a avistou. Parecia que a cadela desejava que ele a seguisse. Resolveu fazer assim, talvez ela soubesse do paradeiro da Sakura. Observou quando Wind entrou em um beco escuro e com certo receio a seguiu até ali. Seria possível Sakura estar naquele lugar escuro? Seus sentidos ficaram confusos. Fez uma magia para iluminar o ambiente e ficou sem ação diante da cena com a qual se deparou. Sakura caída em um canto imundo, ferida gravemente e muito sangue. Sentiu uma forte vertigem e náuseas.
Eriol (aproximando-se): Não... não, Sakura! – trêmulo.
Eriol recolheu a garota inconsciente e ferida em seus braços e sentiu que sua vida estava por um fio. Com uma das mãos realizou uma magia curativa no ferimento no abdome, que não parava de sangrar, e viu o sangue parar de fluir, mas o estado da amiga era muito delicado. Viu que ela já estava em choque pela perda de sangue e a respiração ia ficando cada vez mais fraca.
Eriol: Por favor, Sakura! Não faça isso comigo! - falou não contendo o choro.
Sentia-se impotente. Era como se não pudesse fazer nada. Primeiro ele não havia conseguido chegar a tempo para protegê-la e agora a vida da amiga se esvaia entre seus braços. O que adiantava ser um mago poderoso se não podia fazer nada? Sua magia curativa só havia conseguido evitar um dos muitos sangramentos. De repente, ele sentiu o momento que a amiga teve os batimentos cardíacos encerrados.
Eriol: NÃO! Não morra! - começou a fazer uma massagem cardíaca e respiração boca a boca, na tentativa de reanimá-la - Por favor, Sakura! Reaja!
Ele lutava contra o tempo. Nunca havia se encontrado numa situação como aquela e não se permitiria falhar. Depois de um minuto verificou se havia retornado os batimentos e lá estavam eles bem fraquinhos. Deu um suspiro aliviado e a pegou no colo com delicadeza. Ela precisava de tratamento urgente e ele não podia permitir que Touya a encontrasse naquele estado. Ele se perguntava se devia levá-la a um hospital, mas não confiava totalmente na medicina, tudo que um médico sabia ele também sabia e até um pouco mais. Determinado, invocou a magia de flutuação e seguiu com ela para sua casa.
Minutos depois...
Eriol (chegando em casa e gritando): NAKURU! NAKURU!
Nakuru: Já vou, não precisa grit... céus, o que houve com ela? – não acreditando no que via.
Ela viu Eriol e Sakura cobertos de sangue e não sabia ao certo de quem era e começou a sentir vertigem, pois era muito sangue. O cheiro forte deixava o ambiente infestado e sentiu ânsia. Não podia demonstrar fraqueza, não na frente de seu mestre.
Eriol: Traga-me no quarto as referências de magias curativas, e também de feitiços restauradores, todos os medicamentos que eu possuo, material de curativo, pegue meu material cirúrgico, traga água limpa, preciso limpar os ferimentos dela, AGORA! NÃO FIQUE AÍ PARADA!
Eriol levou Sakura para um quarto e a colocou na cama. Rasgou as roupas encharcadas de sangue e ficou horrorizado com o ferimento do abdome, chegando a sentir a dor em si mesmo. Com ajuda de Nakuru, começou a limpar o excesso de sangue e limpou as feridas. Cobriu-a com um lençol, deixando em evidência somente a área da ferida. Realizou uma magia que serviria como anestesia e começou a procurar por hemorragias. Ele precisava detê-la para realizar uma magia de regeneração celular, que faria o nível do sangue voltar ao normal. Suas mãos estavam trêmulas e ele tinha medo de usar o bisturi.
Nakuru (percebendo): Calma, mestre Eriol! Está muito nervoso. Respire fundo que conseguirá ajudar a Sakura. Você é capaz! Você já salvou vidas antes e salvará a Sakura também.
Eriol seguiu o conselho de sua guardiã e se acalmou. Realizou a pequena cirurgia e deteve a hemorragia. Percebeu que nenhum órgão vital havia sido afetado. Realizou a magia de regeneração celular, que faria com que Sakura recuperasse o nível normal de sangue em quarenta e oito horas. Realizou uma sutura delicada, que mais tarde se tornaria uma cicatriz imperceptível. Verificou as perfurações que ela tinha nos ombros e levou outro susto. Eram muito próximas às terminações nervosas e ele ficou com medo de haver seqüelas no movimento dos braços.
Eriol: MALDITO! Eu juro que irei acabar com o Kaiza, custe o que custar! - batendo com o punho fechado na parede, que ficou com a marca da mão suja de sangue.
Recuperou novamente a calma e decidiu que faria o melhor possível para evitar uma desgraça na carreira de ginasta de sua amiga. Ele nunca a viu fazer uma coisa com tanta garra e não gostaria que ela fosse obrigada a se aposentar prematuramente. Com muita delicadeza, foi reparando cirurgicamente e com magia as perfurações. Depois de terminar ainda ficaria o medo do resultado, que seria descoberto somente depois, com o tempo. Ainda faltava a perfuração na perna. Eriol notou que por muito pouco não pegou uma artéria. Aquele ferimento não era o mais grave e ficou aliviado por poder resolver o problema com mais facilidade. Na outra perna também havia ferimentos, só que menos graves. Terminado, ele realizou os curativos e verificou os sinais vitais de sua amiga. Caiu ali mesmo de joelhos, depois de passar pelos piores momentos de sua vida e chorou por causa do fim do pânico. Sentia-se frustrado por não ser ele ali naquela cama e por não ser ele a ter tido uma batalha horrível com Kaiza.
Eriol (chorando): Por que ela? Ela não merece. Como ele teve coragem de atacá-la dessa forma? Como? Você não a viu, Nakuru, ela estava morta em meus braços! Tinha tanto sangue! - suas mãos tremiam nervosas.
Nakuru nunca havia visto seu mestre chorar em todos esses anos que esteve ao seu lado e, movida de compaixão, chorou junto com ele, imaginando a cena que ele havia visto. Abraçou-o embalando-o como uma criança. Ficaram assim por alguns minutos, até que Eriol se acalmou. Ele verificou novamente os sinais vitais de Sakura e ficou preocupado com a fraca respiração e a pressão muito baixa. Não tinha certeza do estado da consciência. Teria que esperar Sakura reagir.
Nakuru: Mestre Eriol, deixe que eu continue a verificar os sinais enquanto o senhor toma um banho e troca essa roupa suja. Qualquer mudança eu corro para avisá-lo.
Eriol: Obrigado, Nakuru! Verifique de quinze em quinze minutos durante a próxima hora. Essa é a hora mais crítica, então tome muito cuidado. - aproximou-se de Sakura, deu-lhe um beijo na testa e se retirou.
Depois do banho rápido, voltou correndo para ver como estava Sakura. Ela continuava na mesma, sem reação positiva ou negativa. Com a ajuda de Nakuru, arrumou e limpou o quarto, deixando um ambiente fresco e agradável. Verificou o relógio e notou que já era quase meia-noite e não tardaria para Touya procurá-lo. Deixou Sakura mais uma vez sob os cuidados de Nakuru e foi até a sala. Pressentia a presença de Yue, Kerberus e Spinel Sun muito próximas. Eles deviam estar retornando das pesquisas da profecia e do contra-feitiço da magia de Kaiza. Os guardiões entraram na casa e se depararam com o mago com sua pior cara e logo imaginaram o pior.
Yue (com a voz grave): Aconteceu alguma coisa? Aconteceu alguma coisa com a... Sakura?
Eriol (deixando algumas lágrimas caírem): Perdoe-me, Yue, eu cheguei tarde e aquele monstro quase a matou!
Kero: Onde ela está? Sakura... Sakura! - chamava por sua mestra. – Eu quero ver a Sakura!
Eriol realizou a magia do sono sem sucesso sobre Kero, que não se acalmava. Ele pediu pacientemente que o guardião se acalmasse, pois ela precisava descansar. Kero foi até um canto da sala e chorou. Spi se solidarizou e se juntou a Kero. Yue tentava se manter firme, mas sentia um misto de revolta e dor abater seu peito. Acalmou-se e quis saber os detalhes com Eriol.
Eriol (sentado com a cabeça baixa): Eu não sei o que aconteceu ao certo. Eu cheguei e já a encontrei quase morta! Foi horrível - tentando se manter calmo - Eu fiz o que pude, agora precisamos esperar ela reagir.
Yue (olhando para a porta de entrada): Sinto a presença de Touya se aproximando.
Eriol: Ele estava comigo procurando por Sakura. Nós nos separamos por um momento e ele ainda não sabe o que houve! Preciso de sua ajuda para contar tudo. Eu não tenho mais cabeça para nada e temo que precisemos fazê-lo dormir pra se acalmar.
Fortes e impacientes batidas foram ouvidas na porta de entrada. A campanhia também foi acionada por diversas vezes. Yue abriu a porta e Touya bastante aflito entrou.
Touya (desesperado): Eu sinto que algo muito ruim aconteceu com ela, onde ela está? Por que você está com essa cara, Hiiragizawa? O que aconteceu com minha irmã? - agarrando Eriol pela gola da camisa.
Yue (segurando Touya): Acalme-se. Sente-se aqui que iremos te contar! Você precisa ser forte... por Sakura! - apontando uma poltrona.
Touya sentou-se porque já não sentia mais o chão sob seus pés. Agora ele não tinha mais dúvidas que algo tinha acontecido com Sakura! Ficou imediatamente pálido e seus pensamentos eram os piores possíveis. Eriol resolveu poupar Touya dos detalhes horríveis.
Eriol: Eu a encontrei inconsciente e ferida num beco. Parece que Kaiza a feriu com uma espada e outro tipo de magia. Ela está melhor agora. Precisamos esperar ela reagir.
Touya (revoltando-se): Maldito Kaiza! Por que fazer isso com minha irmã? Por quê? – levantando-se e jogando contra a parede objetos que encontrava pela frente.
Eriol lançou a magia do sono sobre Touya e com ajuda de Yue o levou para um quarto de hóspedes.
Eriol: Essa magia vai durar por pelo menos doze horas! Espero que até lá Sakura reaja! Agora é melhor ver como Sakura está!
Yue (voltando a ser Yukito): Quero ajudar, Eriol!
Eriol (espantado): Yukito! Eu não sabia que agora você também mantém a consciência de Yue! Como é possível?
Yukito: Foi quando Sakura se tornou mestra da carta esperança! O poder dela se reflete forte em mim e em Kerberus e nos tornamos mais poderosos. Agora me deixe ajudar a cuidar de Sakura!
Eriol (entrando no quarto): E então, Nakuru? Alguma mudança?
Nakuru (com o rosto abatido e triste): Não! Continua na mesma! Pobrezinha!
Yukito: Deixe-a comigo agora, Nakuru! Eu vou ajudar Eriol no que for preciso! Pode ir descansar! - notando as roupas da guardiã sujas de sangue.
Eriol (aproximando-se de Nakuru): Obrigada por tudo, Nakuru! Você foi maravilhosa me ajudando e sou muito grato!
Nakuru (emocionada): Imagina, mestre Eriol! Eu também gosto muito da jovem Sakura e do senhor! Gostaria de poder poupar os dois de tantos sofrimentos, mas infelizmente certas coisas não estão ao meu alcance. Não se culpe pelo o que aconteceu a Sakura! - passando delicadamente a mão na triste face de seu mestre e olhando a parede onde ainda estava a marca do punho de Eriol, retirando-se em seguida.
Acontecimentos simultâneos com o ataque de Kaiza contra Sakura.
Monte Kuan... Ao mesmo tempo em que Kaiza surge perante Sakura.
O velho sábio estava consultando as estrelas bastante aflito, encontrou o ponto onde ficavam as três estrelas da profecia e não pôde deixar de ficar com medo pelo que via. A estrela negra brilhava mais forte do que nunca. E a estrela de Sakura tinha seu brilho cada vez mais fraco.
Velho sábio (dizendo para as estrelas): Não permitam que ela deixe de brilhar, ajudem-na! - Concentrou-se e juntou uma aura poderosa e proferiu uma magia - Espírito do lobo, guie a ajuda até a jovem, leve o mago para perto dela e a encontre antes que sua luz seja extinta - a aura do velho sábio se levantou até um conjunto de estrelas em forma de um lobo.
Syaoran estava exausto por um dia puxado de treinos e havia se recolhido mais cedo para dormir. Começou a sonhar que corria atrás da Sakura de doze anos e ela sorria para ele, que tentava alcançá-la inutilmente, quando uma sombra se ergueu sobre ela e ele não conseguia tirá-la de dentro da escuridão. Ele a ouvia chamando seu nome, mas ele não podia fazer nada para ajudá-la. Ele só conseguia ouvir agora as batidas do próprio coração, a voz da Sakura havia silenciado e a sombra sumia lentamente. Ele viu a menina caída e imóvel de costas para ele e foi até ela, mas tinha medo de tocá-la. Foi se aproximando para finalmente a virar e viu uma poça de sangue se formar sob o corpo dela. Ele a virou e a segurou entre os braços. Ela com muita dor conseguiu ainda lhe dizer antes de morrer: "Eu queria te ver uma última vez. Por que não voltou pra mim, Syaoran querido?... Adeus."
Syaoran (acordando do pesadelo): NÃO! SAKURA! – estava ofegante e transpirando.
Saiu do aposento e subiu correndo até o cume da montanha. Olhou desesperadamente para o céu procurando a estrela de Sakura. Quando a encontrou seu peito doeu profundamente e caiu de joelhos no chão. Ela tinha um brilho fraco, quase extinto.
Syaoran (com as mãos nos cabelos): Não, Sakura! Não morra! - então viu a estrela perder totalmente a luz.
Ele ficou em estado de choque com aquilo que via. Não existia mais nada naquele mundo além dele e aquela estrela sem luz. Sua Sakura estava morta. Sentiu todas as forças abandonarem o corpo e desabou no chão. Via um filme passar em sua mente, as cenas eram de quando ele esteve em Tomoeda. Ele podia ver aquela menina linda e feliz com os trajes mais variados, sempre sorrindo e era um lindo sorriso sincero. Ele não podia perdê-la, sentia que morreria junto por tamanha a dor. Ficou ali por um minuto e só saiu de seus pensamentos quando sentiu o velho sábio o colocando de pé novamente e exigindo que ele voltasse a olhar para a estrela. Ainda existia um brilho fraco, ainda existia vida.
Syaoran: Ela está viva! - sorrindo novamente - Ela está viva! - gritando do alto da montanha para que todo o mundo ouvisse.
Velho sábio (colocando a mão sobre o ombro de Syaoran): Chegou a hora, guerreiro! Deves partir! Realmente a estrela ainda brilha, mas a esperança está morta! Será a missão mais difícil de sua vida, então não perca a sua esperança também, ou a estrela deixará de brilhar para sempre. Use a sabedoria, mas siga principalmente o seu coração!
Syaoran (com olhar determinado): Sim! Nunca esquecerei tudo que os senhores fizeram por mim. Muito obrigado - curvando-se fazendo uma reverência ao velho.
Velho sábio (observando Syaoran se afastar rapidamente): Desperte o seu verdadeiro poder, jovem! Sinta o despertar do lobo em seu coração! - falando baixinho.
Ele corria para o alojamento desesperadamente. Tinha que pegar suas coisas. Até chegar à base da montanha ainda levaria dois dias e depois ainda teria que andar mais meio dia até o primeiro vilarejo. Lá ele conseguiria um transporte para levá-lo para casa, pois tinha que pegar seu passaporte para viajar. Pelas suas contas, ele só chegaria ao Japão em quatro dias. Ele não podia mais perder tempo.
Syaoran (descendo a montanha): Seja forte, Sakura! Eu estou voltando!
Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança esta dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição
Continua...
Trilha sonora: Perfeição - Legião Urbana!
Quem indicou a música foi a minha grande amiga Cris-chan! Obrigada, Cris! O engraçado é que eu estava inserindo uma música da Legião (segredo) em um capítulo mais à frente e você também pensou neles... temos gostos parecidos! Deve ser coisa de amigas mesmo! Kissus!
Ruby: Ai que sofrimento! Esse foi o capitulo mais difícil para escrever! Não em termos de inspiração ou dúvidas, mas no sentido emocional. Senti em mim o desespero do Eriol ao ver Sakura caída numa poça de sangue. Os detalhes do tratamento foram um pouco mais fáceis de escrever porque eu sou enfermeira e manjo um pouco de cirurgia, sutura e curativo.
A voz misteriosa voltou a surgir. Aconselho que prestem atenção, pois ela revelará muitas coisas importantes e que ninguém imaginou ou percebeu.
O que acontecerá com a Sakura? Se coloquem no lugar dela! Será que ela se recuperará a tempo do torneio? Será que não poderá ser mais ginasta? E quais serão as seqüelas psicológicas diante do mundo que Kaiza lhe mostrou? Esse acontecimento também marcará profundamente seu irmão e seus amigos, que pensaram que dessa vez ela não escaparia da morte. Mas o maior traumatizado será Eriol. Ele sentiu de perto o momento que a vida de sua amiga escapava entre seus braços e não conseguirá se esquecer mais disso. Ele também terá seqüelas desse capitulo sangrento.
Syaoran está voltando para Tomoeda! O que ele encontrará pela frente? Força Syaoran! Você vai precisar...
Vou indo porque minha caixinha de lenço acabou, mas não percam a continuação dessa parte dramática da trama.
Confiram em: "Na Magia e no Amor"
Visitem o blog da fic! Deixem também por lá o seu recadinho!
Sayonara
Ruby
Críticas? Elogios? Sugestões? Sejam bonzinhos, por favor!
E-mail: rubynet
Agradecimentos:
Como sempre agradeço a minha grande amiga, Cris-Chan. Ela que sempre me ajuda tanto, não só com a fic, mas também no pessoal. Te adoro de montão, Cris!
Também agradeço e peço desculpas a todos que acompanham a fic, principalmente pelo atraso em atualizar esse capítulo. Digamos que o setembro de 2004 não foi muito bom para mim e basta. Já estamos em outubro e tudo indica que será bem melhor. Agradeço todos os e-mails carinhosos (e foram muitos), acho que já consegui responder a maioria. Entendam que eu respondo somente as perguntas que não revelam o mistério da fic, desculpem-me. Agradeço também todos os reviews e adorei cada um deles.
Recadinho da Cris-chan:
Cris (intrometendo, e oferecendo outra caixa de lencinhos para a Rubby): Vejam só que revisora mais abusada, agora quer aparecer... ah, nesse capítulo eu não poderia deixar de me intrometer, na minha opinião ele é um dos principais capítulos da história... quando eu li o capítulo pela primeira vez, Perfeição foi a primeira coisa que me veio à cabeça. O sentimento de revolta por acontecimentos que infelizmente são reais, não tem como não se sentir tocado pela música. E a parte final da letra, acho que é uma mensagem para todos, a de que não devemos perder a esperança (Entendeu, Syaoran?). Mais uma vez, eu reforço a minha ajuda ao Eriol, quando ele quiser eu estarei aqui para consolá-lo. Ruby: Você vai acabar saindo no tapa com as fãs do Eriol, inclusive eu! Pega a senha!
Bom, eu resolvi "roubar" essa parte dos comentários da Rubby pra agradecer a todos que me mandam beijos envergonhada e sonham em estar no meu lugar... obrigada pelo carinho, eu sei como vocês se sentem, também já fiquei nessa expectativa! E queria também mandar um recado pro Lucas, que deixou um review me fazendo algumas perguntinhas: sim, ela é linda, mas não tem namorado. Entretanto, como eu sou sua revisora, big captor, terapeuta, sonoplasta e assessora (nossa!), pra alguém chegar perto dela, primeiro é necessário passar por uma minuciosa entrevista, para que eu possa avaliar se existe a possibilidade de um contato mais próximo. Senão, nem pensar! (Eu sou muito eficiente!) Ruby: Só me faltava essa agora! Parece até agência matrimonial
Hehehe... eu não resisti...
Ruby... comentem! Estão acompanhando mesmo? ^^"
Sinceramente não curto muito essa fanfic, então acho difícil acreditar que vocês estão gostando... mais pra frente melhora um pouco.
