Capítulo Dez

Era como se Edward tivesse tomado um soco no estômago que reverberou em sua espinha.

Quando ele encontrou Bella abraçada a Jacob, foi como entrar em um pesadelo e ver seu pior medo se tornar realidade. Ele sentiu uma fúria que nunca conhecera antes. Queria matar o homem com as próprias mãos, e poderia ter feito se não fosse por Bella.

Agora, enterrado na cama, Edward olhava para o anel de dia mantes brilhando em sua mão. Então, percebeu que ver Bella com outro homem era somente seu segundo pior medo.

De alguma forma, sempre soube que este dia chegaria. Foi quase um alívio passar pela situação, em vez de ficar sempre imaginando quando aconteceria. Apertou, então, o anel dentro da mão, sentindo o diamante duro em sua pele. Sentindo como se tivesse uma lâmina cortando-lhe a garganta, disse:

— Vou dar entrada nos papéis do divórcio amanhã.- Bella ficou de queixo caído.

— O quê?

— Vou fazer o que deveria ter feito muito tempo atrás. — Edward a olhou. — Libertá-la.

As lágrimas desceram pelo lindo rosto de Bella como uma poeira estelar em um crepúsculo vermelho desvanecido.

— Eu simplesmente não consigo viver com um homem que não confia em mim, que tenta controlar todos os aspectos da minha, vida.

— Eu entendo. — Ele abriu um sorriso austero. — Eu disse a você no dia do nosso casamento que, quando nossa união terminasse, o acordo pré-nupcial seria cumprido.

Bella estava branca e abatida, de pé ao lado da cama, sentin do-se oca.

— Eu não achei que fosse me deixar partir tão facilmente. Edward tentou ignorar a dor feroz que o assolou.

— Eu estou cansado de sempre imaginar o que você está pen sando e o que está fazendo. Cansado de esperar o dia em que cairia na real e me deixaria. — Edward levantou e segurou o rosto de Bella. Ela tremeu um pouco, virando em direção ao toque. — É mais fácil desta forma.

— E Marisol... — sussurrou ela.

— Vamos sempre ser os pais dela. Seremos respeitosos um com o outro e eu vou dar a ela suporte financeiro. Vamos compartilhar a custódia.

— Certo — disse ela, parecendo entorpecida.

— E se houver outra criança... — Os lábios de Edward se curva ram sem graça. — Desta vez, vai me contar, si?

— Sim, eu vou. — O rosto adorável de Bella ficou desnorteado, como alguém que perdeu o equilíbrio.

— Você e sua família podem voltar para os Estados Unidos amanhã.

Ela virou, caminhou e olhou para ele novamente. Edward via que a mulher estava tremendo.

— E Jacob?

— Ah, sim. — Ele sorriu severamente. — Jacob, como você disse, é um membro da sua família, não é? Como eu — acrescen tou ele — nunca fui.

Bella engoliu em seco e olhou para ele em súplica.

— Não vai fazer nada para machucá-lo?

Edward esticou a mão e tirou um cacho de cabelo do ombro dela. Mesmo agora, ao dizer adeus, estava hipnotizado pela bele za da mulher. Agora mais do que nunca, quando a estava perden do para sempre.

— Claro que não vou machucá-lo. Eu não sou o monstro que você imagina. — Ele lembrou como ficou tentado a matar o ho mem horas antes e sacudiu a cabeça com um sorriso rígido. — Bem, não tenho razão para machucá-lo agora. Nosso casamento terminou. Somos livres.

— Livres — sussurrou ela.

As palavras duras de Black de muito tempo atrás vieram à cabeça de Edward. Não pode me manter longe dela. Nós dois sabemos que não é bom o suficiente para ela. Você nunca vai fazê-la feliz. E percebeu que ele sempre concordou, mas mesmo assim, tentou manter Bella em sua vida. Fora egoísta, já que sa bia que nunca seria capaz de amá-la da forma como ela merecia. Deus! Não conseguia nem dormir na mesma cama que ela!

— Sim, você está livre. — Edward virou, fazendo sua voz soar deliberadamente casual. — Marisol pegou no sono no cercadinho no quarto dos seus pais. Quer vê-la?

Bella não respondeu, apenas olhou para ele com os olhos ver des tão escuros quanto o mar em noite de pouco luar. Seu belo rosto era mais do que Edward podia suportar. Teria que terminar, ele pensou pesarosamente.

Segurando a mão da esposa, ele a levou para fora do seu quar to. No meio do caminho, Bella parou. Edward olhou de volta para ela na escuridão, cercado pelas sombras das palmeiras e pelo som do borbulhar do chafariz. As lágrimas brilhavam no rosto de Bella à luz da lua.

— Sinto muito — murmurou ela.

Lentamente, Edward a tomou nos braços. Ela pressionou o rosto no coração dele, que parecia estar sendo despedaçado.

A voz dela estava encharcada, abafada contra a camisa do marido.

— Eu não queria que as coisas terminassem desta forma.

Os braços de Edward tremiam ao redor dela. Ele pensou em todos os seus erros, tudo que fizera desde o início, todas as coisas que mudaria se pudesse. Mas a verdade é que não sabia como. Não podia confiar em ninguém — principalmente em quem ama va. Porque no fundo do coração, não acreditava em finais felizes, somente nos ruins. Aqueles que o faziam se sentir daquela forma.

— A culpa não foi sua — disse ele, acariciando-lhe o cabelo. — Só minha. Toda minha.

Ouvir Bella soluçar o deixou com um nó na garganta, e ele desejou ser surdo e cego em fez de enfrentar a dor que causou à mulher. Desesperadamente, Edward colocou seus sentimentos de lado, assim como fizera a vida toda. Levantando o queixo de Bella, ele abriu um sorriso torto.

— Nosso casamento não foi de todo ruim, foi?

— Não, a maior parte foi maravilhosa.

— Demos um nome à nossa filha e ainda vamos dar a ela um bom lar.

— Sim — concordou ela. — Mas dois lares, separados.

Ele sacudiu a cabeça e desviou o olhar com receio do que ela pudesse ver, com medo de falar e ela perceber a fraqueza em sua voz. Por um longo momento, ele a segurou em silêncio no jardim, ouvindo o som que vinha do chafariz. Sobre eles, as palmeiras balançavam em meio à noite violenta.

Edward fechou os olhos, aspirando o cheiro do cabelo de Bella. Sentindo a suavidade doce do corpo dela contra o seu, sabendo que a estava abraçando pela última vez.

Era melhor para ela partir. Era a única forma de poupar ambos de uma dor desnecessária.

— Está tudo bem — disse ele, gentilmente, secando as lágrimas das bochechas dela, embora soubesse que nada nunca mais fi caria bem. — Você vai para casa e vai ser feliz lá, simplesmente como era.

— Sim, eu vou. — Ela chorou.

Edward ouviu a rouquidão na voz de Bella e soube o que as palavras custaram a ela. A emoção percorreu-lhe o corpo, e, antes que pudesse impedir a si mesmo, segurou o rosto da mulher com as duas mãos.

— Mas antes de partir, há uma coisa que precisa saber. Uma coisa importante que eu nunca disse. — Ele olhou intensamente para ela. — Eu amo você.

Bella segurou a respiração e arregalou os olhos.

—E u a amo como nunca amei ninguém, mas não consigo amá-la sem magoá-la. Sem magoar nós dois. Sem ser o homem que eu não quero ser. E por isto que estou deixando você partir.

A beleza dela causava dor no coração de Edward. Sem pensar, levou a mão até o rosto da mulher e tocou-lhe a pele suave, olhan do dentro dos olhos dela, conectando alma com alma.

— Eu sinto muito não poder amá-la como merecia. Eu sempre soube que não merecia você e sabia desde o início que era uma questão de tempo...

Bella interrompeu o que Edward dizia cobrindo a boca do homem com a sua.

Edward sentiu o calor do corpo da esposa e um desejo angus tiante o percorreu como um rio transbordando. Tudo que sabia era que a estava beijando pela última vez, e teria que fazer com que aquele momento durasse para sempre. Tinha que beijá-la in tensamente, para que ficasse com aquela lembrança para sempre, não em seus lábios, mas em seu coração.

Os dedos de Edward se entrelaçaram nos cabelos de Bella, seus corpos estavam atrelados e eles se abraçavam sem pensar em mais nada. Edward alisou-lhe as costas, maravilhado com as cur vas dela, enquanto cobria com seu corpo grande a pequena mu lher que o conquistou completamente. Olhar para ela, tocar-lhe a pele, sentir-lhe os seios e beijá-la com uma paixão angustiante fizeram com que qualquer outro desejo fosse apagado, exceto o de possuí-la.

Com um suspiro, Edward se afastou. Olhando para aquele lin do rosto, viu as sombras da lua se movendo pela pele da mulher. Sem dizer uma palavra, ele a levantou nos braços e a carregou silenciosamente para o quarto.

Pela última vez, levou Bella para a cama.

Depois de colocá-la no travesseiro, tirou-lhe a blusa e beijou-lhe o pescoço, os ombros e os braços. Ele tirou a saia da mulher, acariciando o comprimento de suas pernas, beijando os pontos sensíveis atrás do joelho. Depois, arrancou o sutiã, envol vendo seus seios, sugando até que ela suspirasse.

— Bella, olhe para mim.

Ela obedeceu e seus olhos ficaram encharcados de lágrimas, enquanto observava cada movimento que ele fazia em seu corpo. Ainda vestido, ele beijou o corpo nu da mulher. Então, fez uma pausa no cerne das coxas de Bella, permitindo o calor da sua respiração ondular entre as pernas dela, inalando aquele aroma irresistível.

Afastando-lhe as pernas com as mãos, ele se inclinou e a sabo reou. Bella era doce e suave como cetim. Edward se acomodou entre as coxas dela e passou a ponta da língua no núcleo dolorido da mulher. Ele a sentiu se contorcer debaixo dele, contraindo os quadris para escapar da intensidade, mas ele a manteve na cama, forçando-a a aceitar o prazer bruto e total de sua língua. Ao sen ti-la completamente molhada, Edward deslizou três dedos para dentro dela.

Lutando para respirar, a mulher abriu as pernas, sentindo a língua que percorria seu centro do prazer rosado, os dedos mas culinos a pressionando cada vez mais fundo. Bella agarrou as cobertas e arqueou as costas, como se somente aquilo a impedisse de voar da cama. Ele ouviu a respiração ofegante da esposa, o corpo se curvar no colchão, sentindo o aumento da tensão. Até que ela explodiu.

As paredes macias da esposa se contraíram ao redor dos de dos dele, enquanto ela gritou, contorcendo o corpo de um lado ao outro, sentindo-se tocada por uma sinfonia de prazer. Quando Bella abriu os olhos, ainda lutando para respirar, sua expressão demonstrava perplexidade.

— Eu amo você — sussurrou ela. Segurando-lhe o rosto, ele a olhou.

— Eu sei.

Bella acariciou o rosto, o cabelo, o pescoço e o paletó de Edward. Então, os dois se beijaram de forma selvagem. Ele sen tia o desejo da mulher. Sentia o coração dela. Completamente vestido, subiu nela com a ereção dura e latejante.

Um soluço escapou da garganta de Bella. Ela passou as mãos ao redor do pescoço de Edward, puxando-o para si com um de sespero súbito, numa tentativa frenética de arrancar-lhe a gravata e a camisa. Afastando-se, ele tirou todas as peças de roupa e as atirou no chão.

Nu, o homem a encarou com a alma tão despida quanto o cor po. Sem dizer nada, apenas utilizando o toque, disse a ela tudo o que não conseguia expressar em palavras.

Cobrindo o corpo de Bella, ele sentiu os seios volumosos da mulher contra seu peito e suas curvas femininas balançarem sob sua ereção. A pele suave do interior das coxas dela acariciava o comprimento rígido do seu eixo e o núcleo molhado atormenta va-lhe a ponta sedutora. Ele a ouviu gemer de desejo enquanto contorcia o corpo, agarrando os quadris dele com as mãos e afas tando as pernas provocantemente.

Mas ele não queria possuí-la. Não agora. Gotas de suor brota ram na testa de Edward enquanto se mantinha separado de tudo o que mais queria. Esta era a última vez que Bella seria sua, então queria que o ato durasse para sempre. Enquanto estivesse nos bra vos dela, ele não teria que encarar seu coração partido e a dor que o esperava, não teria que encarar a vida escura e solitária sem ela.

Bella alisou-lhe as costas, ele sentiu o calor suado da pele dela e ouviu o suspiro silencioso sem fôlego. Segurando os om bros da mulher, Edward fechou os olhos, tentando resistir. Mas ela o conhecia bem demais, então mordiscou sua orelha, respirou em seu pescoço, enquanto deslizava as mãos na parte de trás das coxas dele, abaixo das nádegas e entre as pernas. Bella sentiu seu núcleo molhado e o puxou para dentro dela.

Com um suspiro engasgado, Edward se rendeu e a possuiu. O corpo dela tencionou e depois se derreteu, aceitando-o e abraçando cada centímetro de sua espessura comprida. Edward se afastava e voltava a penetrá-la, repetindo o movimento variai vezes, cavalgando sobre ela. Cada músculo do corpo do homem! Esticava-se em agonia e prazer. Seis estocadas, e só vestígio mais cruel de autocontrole o impediu de explodir, mas teria que fazer a coisa durar. Não poderia viver sem ela...

Rolando de costas, Edward a levantou sobre ele. Bella pren deu as pernas nos quadris dele e passou a controlar o ritmo. De pois de meses de contato íntimo, sua secretária, uma vez virgem, havia se tomado uma sedutora selvagem. Ele achou que tê-la no topo faria com que o ato durasse mais tempo, e, enquanto Bella intensificava os movimentos, ele a preenchia mais profundamen te. Os seios pesados da mulher balançavam de um lado para outro sobre a face de Edward, até que ele fechou os olhos, arfando sob o massacre brutal de prazer. Colocando as mãos para trás, ele agarrou a cabeceira da cama, então ela o puxou para um abismo irracional de prazer. Edward revirou os olhos, enquanto agarrava os quadris de Bella com as mãos. Todo o seu corpo tremia com a agonia do desejo. Então, ele a sentiu acelerar, jogar a cabeça para trás e gritar de satisfação. Edward não conseguia resistir ao belo rosto da esposa cheio de êxtase e, com um último impulso selvagem, explodiu dentro dela. O lamurio rouco do homem se misturou ao de Bella, e, enquanto desfrutava do clímax, ele não conseguia tirar os olhos dela.

Bella desabou sobre ele, agarrando-o contra seu corpo suado. A alegria jorrava de ambos como uma luz radioativa.

Ao final, Edward a abraçou. Pela primeira vez, estava grato por saber que não seria capaz de dormir ao lado dela. Poderia abraçá-la a noite inteira e observar seu rosto delicado sob o luar. Bella sentia a doçura e o calor dos braços dele. As pálpebras de Edward começaram a ficar pesadas. Fechando os olhos, ele a beijou na testa, sentiu o aroma floral do seu cabelo. Ele a amava tanto que poderia morrer por isso. Edward ficaria a noite toda abraçado com a mulher, saboreando cada hora, cada minuto...

Edward acordou em sobressalto.

A luz rosada da manhã entrava pelas janelas. Foi então que percebeu que dormira ao lado da sua esposa pela primeira vez.

Em pânico, ele olhou para o lado dela da cama.

Estava vazio. Pela primeira vez, foi Bella quem levantou no meio da noite. Foi ela quem partiu. E a primeira onda de angústia atingiu-lhe o corpo; ele sabia que era assim que ficaria.

Sozinho.