(republicação)
Tudo o que se passou na série aconteceu na realidade excepto este pequeno detalhe. O Ezra e a Aria já estão casados e já não existe nenhum -A. (Esta história é contada na minha perspectiva de autora apesar de ter os próprios pensamentos das personagens) (muito pouca referência a Ezria)
O que havia de novo na Islândia
Um pequeno pormenor que escapou em toda a história foi que a família Montgomery não viajou apenas uma vez para a Islândia, mas sim duas vezes quando a pequena Aria tinha apenas 3 anos. Essa viagem nunca foi referida, não haviam fotos nem pistas. O pai de Aria teve o trabalho de fazer tudo isso por uma razão. Ele tinha tido um caso com outra mulher e desse caso nasceu uma filha. Byron só soube da sua existência quando voltou anos mais tarde. Ele não teve muito tempo com a sua nova filha quando voltou à Islândia, mas os 15 minutos que ficou para conhecer a menina de 11 anos ficou na sua mente para sempre. Erica, a menina que nasceu nunca esqueceu o pai que morava muito longe para a visitar. Anos mais tarde percebeu que tinha nascido de um caso amoroso que a mãe tinha tido com um homem casado. Ela compreendeu porque o pai não abandonou a família para ficar com ela e a mãe. Quando ela fez 16 começou a "investigar" a vida do pai. Ela descobriu que tinha uma irmã e um irmão. Aria e Mike Montgomery. Foi fácil encontrar informação quando descobriu que a irmã tinha sido ameaçada e sequestrada. Ela ficou triste e queria estar lá para ela, ser a irmã que ela precisava. Erica cresceu sozinha com a mãe, mas sempre teve um desejo enorme de pertencer à família do pai. Talvez eles a aceitassem! É por essa mesma razão que ela está no avião a caminho da América neste momento, ela queria uma família depois da morte da mãe. O cancro não poupa ninguém e só incentivou a Erica a viajar para conhecer a família antes que fosse tarde de mais.
Assim que chegou a Rosewood conseguiu as chaves do apartamento que tinha alugado poucos dias antes online, o lugar era agradável. As pessoas pareciam amáveis e nada fazia parecer que esta cidade tinha servido tantas tragédias. Depois de descansar da longa viagem ela saiu para procurar a casa dos Montgomery, ela tinha a morada e algumas fotos que encontrou na internet. Ela tinha visto tantas vezes o caminho até à casa no Google Maps que quase podia lá chegar de olhos fechados. Infelizmente quando lá chegou ninguém respondeu. Como primeiro instinto ela pensou que a família podia ter saído e voltava mais tarde, mas o relvado por aparar e os pequenos sinais de abandono estavam lá.
Ela sentiu-se mal, ela queria chorar. Onde tinha a cabeça quando decidiu viagem completamente sozinha? Provavelmente a Aria nem vive mais nesta cidade. Pensou ela. Ela queria mais do que tudo encontrar a irmã mais velha, ela era o seu ídolo. Ela tinha sido forte depois do que aconteceu e ela queria um pouco dessa força também. Erica sabia que podia não ser fácil, a Aria podia não reagir bem.
Então ela andou sem destino até chegar a uma praça principal e perceber que estava perdida. Ela podia ter acesso ao mapa se tivesse Wi-fi. Ao olhar em volta viu um café, The Brew, leu na parte superior. Pareceu-lhe bem já que tinha a placa de "Wi-fi grátis" na porta principal. Ela entrou olhou para a decoração com livros, pediu um café e sentou-se numa mesa na parte de trás. Ela viu o caminho para casa no seu telemóvel e antes que pudesse ir embora a sua melhor amiga tinha acabado de ficar online. (A negrito é o texto da Erica)
"Olá amiga! Como é a América?"
"Olá! Tudo aqui é muito bom."
"Já encontraste alguém da tua família?"
"Não… passei na casa, mas não estava ninguém. Estou num café antes de voltar para casa."
"Já perguntaste a alguém se sabe onde podem estar?"
"Ainda não tive oportunidade"
Na verdade, Erica esteve horas a falar com a amiga e a descrever tudo o que tinha acontecido até chegar a Rosewood.
"Peço desculpa… O café vai fechar em breve."
Erica olha para o homem que estava ao lado dela. Ela podia jurar que o conhecia.
"Desculpe, eu vou já sair. Perdi a noção do tempo."
O Ezra estava encarregue de fechar o café esta sexta-feira à noite e era isso mesmo que ia fazer. Já todos os clientes habituais tinham saídos e só restava uma rapariga que estava muito entretida no seu telemóvel. Algo nela é muito familiar, mas eu juro que nunca a vi na minha vida. Pensou ele. Faltavam 5 minutos para fechar e ela parecia muito distraída.
"Peço desculpa… O café vai fechar em breve."
A rapariga olha para ele. "Desculpe, eu vou já sair. Perdi a noção do tempo."
"Sem problema isso acontece-me o tempo todo."
Ela sorri para ele e levanta-se para sair do café. Ela tem muitas parecenças físicas com a Aria. Ela tinha o cabelo com algumas ondas e caracóis, podia passar por nossa filha se fosse mais nova. Pensou ele.
Ela podia percebeu quem ele era quando estava no passeio em frente ao café. Ezra Fitz. Ele escreveu um livro com a irmã. Ela própria leu o livro e adorou.
Ele podia ajudar a Erica, ela só tinha de pedir. Ela encheu-se de coragem e voltou a entrar.
"Desculpe estamos a fechar…" Diz Ezra antes de se virar para Erica. "Esqueceu-se de alguma coisa?"
"Não… mas eu ando à procura de uma pessoa e acho que me pode ajudar."
"Se conseguir ajudar tenho todo o prazer."
"Eu ando à procura de alguém que se chama Aria, Aria Montgomery."
"Porque anda à procura dela?" Ele pergunta bastante intrigado.
"É um assunto pessoal." Foi a única coisa que ela disse.
"Bom, a Aria não está na cidade." Ele responde.
"Sabe quando ela volta?"
É claro que ele sabia, ele é marido dela, mas não queria partilhar essa informação com uma estranha que tinha "assuntos pessoais" para discutir com Aria.
"Eu acho que ela vai demorar alguns dias para voltar, mas eu posso dar-lhe o recado."
"Deixe estar… ela não me conhece, tenho de ser eu a falar com ela. Obrigada na mesma." Ela saiu e voltou para casa.
Nos dias seguintes ela voltou à casa dos Montgomery, mas nunca estava ninguém. Ela voltou ocasionalmente ao café e perguntou ao Ezra se a Aria já tinha voltado. A resposta foi sempre negativa.
Erica não era de ligar para os detalhes, mas hoje estava um carro azul no estacionamento à frente do café. Nunca tinha visto aquele carro antes, mas a sua esperança estava por um fio.
Ela entrou no café e pediu a bebida de sempre à Sabrina e voltou a sentar-se na sua mesa.
Eles estavam na cozinha do café.
"Essa rapariga não disse o que queria ou o nome?" Perguntou Aria.
"Não ela apenas disse que era um assunto pessoal e que tem de falar contigo." Diz-lhe Ezra.
"Isso é estranho… De qualquer maneira já tinha saudades tuas." Aria inclina-se para beijar o Ezra.
"Eu também estava desejoso de te ter aqui, o que a Jullian disse?"
"Ela quer discutir pormenores para o próximo livro."
"Eu vou ligar mais tarde." Ele beija-a novamente.
"Desculpem…" Diz Sabrina. "A rapariga está aqui outra vez. Eu acho que ela é uma fã tua Aria."
"Eu vou lá conhecer a rapariga então."
Erica estava muito distraída no Facebook para notar a própria irmã sentar-se na cadeira à sua frente.
"Olá!" Diz Aria assustando a Erica. "Desculpa, eu ouvi dizer que estás à minha procura."
"Aria…" Erica estava pasma a olhar para ela.
"Sim, sou eu." Diz Aria tentando ser simpática.
"Eu não sei o que dizer…" Erica tinha medo que a Aria não a aceitasse como irmã.
"Bom, porque vieste aqui? Como te chamas?"
"Eu… Erica… O meu nome é Erica." Ela sentia vergonha dela própria neste momento. "Eu tenho algo para te dizer, mas não sei se sou capaz…"
"Está tudo bem podes dizer o que quiseres. Já chegaste até aqui."
"Só não me odeies… Eu sou tua meia-irmã."
"O quê?" Aria parecia um pouco perturbada. O sorrio tinha desaparecido. "Isto é alguma brincadeira?"
"Não, claro que não. Eu tenho 22 anos e vivi em Reykjavík com a minha mãe. Ela morreu à poucos meses atrás, eu fiquei sozinha."
"Isso é impossível, a minha família só esteve na Islândia uma vez."
"Foram 2 vezes na verdade. A segunda vez foi pouco tempo depois da tua amiga desaparecer." Aria não sabia o que responder a isto e a Erica percebeu isso. "Olha… eu não estou à espera que me aceites imediatamente, eu não me importo de fazer os testes se quiseres. Eu não quero que fiques chateada comigo, eu só queria fazer parte da família pelo menos uma vez. Ser tua irmã e estar contigo quando precisares." Erica esta a sentir a Aria cada vez mais desconfortável. "Eu vou voltar outro dia." Erica levanta-se para sair do café.
"Espera… Eu não queria parecer rude… só é uma surpresa para mim. Se é verdade eu quero fazer o teste de sangue." Diz Aria.
"Claro, quando quiseres." Erica vai para casa depois de dizer isso.
Aria volta a entrar na cozinha onde Ezra estava a controlar o inventário.
"Hey, estás bem?" O Ezra pergunta-lhe.
"Sim, acho que sim."
"O que a tal rapariga queria?"
"Ela… O nome dela é Erica, ela disse que é minha irmã."
Ezra estava pasmo a olhar para a Aria. "Isso é verdade?"
"Eu não sei, mas vamos fazer os testes para confirmar."
Ezra assentiu. "Quando a vi pela primeira vez eu comparei-a contigo. Vocês riem de mesma maneira, o vosso sentido de humor é idêntico e alguns traços de aparência são muito semelhantes."
"Tens passado muito tempo com ela?" Aria pergunta com algum ciúme.
"Não tens de ter ciúmes Aria, eu amo-te só a ti." Diz Ezra tentando se defender. "Ela passou aqui muito tempo era inevitável não falar com ela. Ela foi muito persistente para te encontrar. Agora percebo se ela é mesmo minha cunhada."
"Achas que devia perguntar ao meu pai?"
"Tu é que sabes, a escolha é tua."
Aria tinha acabado de telefonar ao pai, tanto Byron com Ella estavam na Europa de férias o que fazia a situação ainda mais difícil. Perguntar ao pai se tem uma segunda filha pelo telefone não é o mais agradável, mas tinha de ser feito. Aria explicou a situação e o pai dela teve de confirmar a história. Ele não tinha opção depois da Aria referir que tiram marcado um exame.
"O teu pai confirmou?" Perguntou-lhe Ezra.
"Eu meu pai disse que sim. Ele diz que vem mais cedo por causa disso. Ele não estava à espera que a rapariga aparecesse." Diz Aria. "Isto muda tudo, agora tenho uma irmã. Eu sempre quis ter uma irmã quando era mais nova."
Nas primeiras horas Aria ficou chocada com a história de Erica, mas agora esta extremamente animada por ter mais um membro na família mesmo que ela tenha nascido de um ato de traição do pai. Ela tinha ficado tocada pela rapariga e queria acolhe-la na sua vida. Mas com calma! Aria não queria dar um passo em falso e acabar desiludida. Ela já teve desilusões demais na sua vida.
(1 semana depois)
Aria, Ezra e Erica tinha ido juntos à clínica para recolher o resultado da analise. Aria sempre foi ansiosa e assim que teve o envelope com o resultado leu imediatamente.
A letras grossas a meio da página dizia «Teste de combinação genérica: positivo», era realmente irmãs.
(5 meses mais tarde)
Erica conseguiu um trabalho no hospital de Rosewood o que dava para gerir os seus gastos com o aluguer do apartamento e alimentação. Erica e Aria eram praticamente inseparáveis. Aria tinha aproveitado para contar a sua história na primeira pessoa o que fez com que Erica se apegasse ainda mais a ela. O resto dos Montgomery também a aceitaram e isso deixou Erica muito feliz, agora já não estava sozinha no mundo.
Ezra não conseguia deixar de sorrir quando via a Aria feliz por ver a meia-irmã entrar pela porta do café. Erica trouxe algum movimento à sua vida e era disso que ela precisava. A amizade e o amor entre elas crescia a cada dia e de alguma forma o sentimento de falta e vazio ia desvanecendo no coração de Erica. Agora ela tinha tudo o que sempre sonhou.
