8- Bloodflowers (Flores de Sangue)
"I was alone, Falling free,
Trying my best not to forget
What happened to us,
What happened to me,
What happened as I let it slip.
I was confused by the powers that be,
Forgetting names and faces.
Passersby were looking at me
As if they could erase it
Baby did you forget to take your meds?"
"Eu estava sozinha, caindo livremente,
Tentando ao máximo não esquecer
O que aconteceu conosco,
O que aconteceu comigo,
O que aconteceu quando eu deixei as coisas escorregarem.
Eu estava confusa, pelos poderes que devem ser,
Esquecendo os nomes e rostos.
Os transeuntes olhavam para mim
Como se pudessem apagar tudo.
'Querida, você esqueceu de tomar seus remédios?' "
Placebo - Meds
Então era isso. O fim. Depois que Andrei me arrastou de volta para casa, eu percebi como aquilo tudo havia parecido mais um sonho do que qualquer outra coisa. Fora tão pouco tempo, tão rápido, tão surreal. Se eu tivesse sorte, estava na hora de acordar. Exatamente quando tudo ia caminhando para o fim.
Eu me amofinei no chão do meu quarto depois que cheguei, sem ter mais o que chorar. Provavelmente não poderia mais fazer isso por um bom tempo, mas não me importava mais. Eu não deveria ser mais dramática do que aquilo, só tinha aquele dia para pensar no assunto e a partir dali seguir a vida como se tudo tivesse sido só uma loucura passageira.
Realmente parecia uma loucura passageira. Nunca havia doído tanto me separar de alguém, dizer aquelas palavras horríveis. Eu imaginei como Apolo poderia estar se sentindo, depois de ter tido o seu ego apunhalado daquela forma. Será que ele teria coragem de seguir em frente? Amar outra pessoa?
Um ciúme irracional me dominou com a possibilidade dele ficar com outra, de tocar outra, de sussurrar para outra. E foi com uma dor imensa que constatei que eu só havia sentido isso por outra pessoa em todos os meus mais de mil anos.
Amaldiçoei pela primeira vez então o dia em que eu me tornara o que era. Por que eu tinha que ser daquele jeito? Se eu não fosse uma vampira, se não fosse imortal, poderia ter ficado ao seu lado, exatamente como eu desejara com o outro. Poderia ter filhos, fazer a comida para eles todos os dias, tomar conta de tudo. Mas eu era amaldiçoada, um demônio que vivia para sempre sem poder realmente viver.
Marco devia estar me observando por muito tempo quando finalmente o percebi. Minhas divagações haviam consumido boa parte do tempo e eu não tinha certeza se o que eu via pela minha janela era a luz da lua ou do sol.
- Ruiva. – ele me chamou, falando em um tom tão baixo que um ser humano normal não ouviria. Mas eu não era um ser humano, porque se fosse poderia estar com Apolo.
Eu abri os olhos e o observei. Ele parecia tão desolado quanto eu e apostei que todos ali estavam daquela forma agora. Não era justo com eles, eu pensei.
- Ruiva. – ele suspirou e se aproximou de mim, tocando no meu rosto sem jeito. – Eu...
- Não precisa dizer nada, Marco. Eu já estou sentindo. – eu me sentei e ele se abaixou na minha frente, dando um meio sorriso.
Era uma das vantagens de sermos gêmeos. Apesar dele não ser tão carinhoso quanto os outros, nós nos entendíamos sem precisar de palavras. Ele me abraçou e eu senti a mensagem clara de "Sinto muito" vinda dele. Se alguém entendia o que eu estava sentindo, era ele. E provavelmente fora o suficiente para ele vir me consolar, porque normalmente nós deixávamos que cada um lidasse com o que estava sentindo. Senti uma gratidão inexplicável por ele.
- Marco.
- Sim?
- Obrigada. – eu falei baixinho e ele sorriu.
- Eu sei que sempre fui desajeitado com isso, Juno. Mas eu ainda sou seu irmão. Seu sangue, nascido da mesma barriga, ao mesmo tempo.
E por um momento era quase como se fôssemos aqueles dois gêmeos tão diferentes, sentados no chão da casa, abraçados como crianças. Todas as vezes que eu caia, que eu ficava doente ele vinha até mim com a sua preocupação exagerada e me cobria de mimos. Não só ele, mas meu pai, minha mãe e meus irmãos mais velhos. Eu era a única filha, menina, da família e ainda a "mais novinha", o que me dava todos os privilégios possíveis.
Ele fez carinho no meu cabelo como se eu fosse uma cachorrinha, talvez adivinhando meus pensamentos.
- Você ainda é paparicada agora, na nossa família esquisita. Não ache que não é a irmã favorita de cada um de nós porque na verdade você é. É a filha favorita de Diana e Julio, a melhor amiga de Anette, a irmã mais velha a quem Andrei tenta copiar e a minha garota. Então trate de se animar, porque você sabe que irá passar.
Eu só concordei, suspirando. Não achava que fosse bem verdade, principalmente depois de ter feito todos eles sofrerem tanto, mas concordei.
- Andrei fez seus deveres de casa enquanto você estava aqui. Agradeça a ele depois. Você não precisa ir para a escola por um tempo, Julio conseguiu um atestado médico para você dizendo que você está com hepatite e aí você ganhou uns 3 meses de licença. – ele deu um sorriso maroto e eu me senti ainda mais grata a todos eles.
Eu era uma vaca egoísta. A quanto tempo eu estava ali, vegetando? Para mim não havia parecido mais do que algumas horas, mas pelo jeito tinha sido muito mais. Me senti subitamente culpada por ser tão exagerada e dramática. Todos eles já haviam passado por coisas difíceis e nenhum deles havia reagido daquela forma e eu sempre fazia aquilo. Ficava meses rondando como se o meu mundo tivesse acabado sendo que na verdade nem era tanta coisa assim.
Provavelmente sentindo o que eu estava sentindo, Marco fez uma careta.
- Ruiva, não se preocupe. Ninguém está com raiva de você nem nada. Não fique assim e tome seu tempo. – ele fez cafuné. – Embora todos nós achemos que só vai doer mais que você fique aqui, só pensando no assunto. Eu acho que se você se ocupasse com alguma coisa, só uma pequena parte do seu cérebro iria pensar nas coisas que aconteceram.
- Quanto tempo faz que eu estou aqui?
- Uma semana, mais ou menos.
Eu soltei um palavrão que fez ele rir e me levantei, decidida.
- Certo, não vou deixar isso me consumir. Posso ir trabalhar com você hoje?
- Amanhã, você quer dizer. Está de noite.
- Que seja, Marco. Posso?
- Como quiser.
E a partir de então, a cada dia eu ia para o escritório de Marco ou de Julio, ia trabalhar com Diana ou saia com Anette. Às vezes saia com Andrei depois das aulas. Eles estavam fazendo o máximo para não me deixar sozinha e me entreter e eu agradecia por cada minuto daqueles. O único momento em que eu sofria era quando eles me deixavam completamente sozinha, em algumas horas da noite. E acho que era um tempo necessário para que eu tentasse pelo menos trabalhar com os meus sentimentos para quando precisasse voltar para a escola.
Porque, sim, eu precisaria voltar um dia. E lá estaria ele de novo, não necessariamente radiante como sol, mas ainda assim perfeito. Desejável e tão próximo, mas inalcançável.
Talvez percebendo esse meu receio, Julio me mandou para longe, quando fazia mais ou menos um mês e meio desde o dia fatídico. Me mandou para o Japão, de volta para Alexei.
Alexei, como já disse, era amigo de nossa família há muito tempo e nós éramos bastante próximos. E também era o manda-chuva da Orde. Normalmente ele nunca ficava num lugar só, sempre vagando pelos seus territórios para assegurar que estava tudo certo. Ele tinha ordens expressas de conduta e costumava ser rigoroso.
Não que a aparência dele denunciasse isso, pelo contrário. Quem olhasse para ele duvidaria que na verdade ele era o carrasco.
A desculpa de Julio foi que eu deveria levar para Alexei um relatório da região e que ele estava no Japão atualmente. Eu quase ri na cara dele, mas me controlei. Ele queria que eu comprasse essa desculpa? Eu tinha certeza de que ele esperava que eu chegasse lá e Alexei desse um jeito em mim, só que ele nunca iria dizer: "Juno, vá para o Japão para que Alexei te seduza como já fez um milhão e quinhentas vezes antes e você esqueça esse lobisomem sarnento".
Certo, eu não vou esconder, ok? Ele realmente é uma coisa. Alexei, não Julio. Eu não conseguia resistir todo aquele seu ar de despreocupado, de garoto inocente e um sorriso de tirar o sério. Seus lábios vermelhos eram convidativos e ele era um perfeito cavalheiro. O seu cabelo preto meio curto, sempre desgrenhado lhe davam um jeito meio perdido. Definitivamente não parecia o demônio que ele realmente era.
Eu ponderei um pouco antes de aceitar o convite, com a imagem libidinosa do meu "senhor" na cabeça e concordei. Não faria mal algum um pouco de brincadeira com ele e eu sentia falta das águas termais japonesas. Seriam umas férias da Sibéria e de tudo que havia acontecido ali.
Assim, alguns dias depois eu estava desembarcando no Aeroporto de Tóquio com uma mochila com poucas roupas e uma lista de compras imensa. E como esperado, ele estava me esperando com um sorriso.
- Juno, Juno, Juno. – ele abriu os braços e eu o abracei de maneira meio esquisita. – Como andam as coisas na Sibéria?
- Bem. – falei monossilábica e ele pegou minha mochila.
- Tem boas notícias?
- Não sei. – e entreguei o papel para ele, evitando olha-lo diretamente.
De alguma forma, eu me sentia como se estivesse traindo Apolo ao ter aqueles pensamentos impuros com outro. O mais engraçado era que eu nem estava mais com Apolo.
- Você está muito mal educada, sabia? – ele pegou o papel, resmungando, em tom de brincadeira. – Acho que está precisando de um corretivo.
Eu ri.
- Desculpa.
- Vou pensar se eu aceito. Você sabe com quem está falando? – ele levantou uma sobrancelha, ainda num tom de zombaria.
- Mil desculpas, senhor Nikolaievich. – eu falei num tom sarcástico.
Ele riu e passou o braço pelos meus ombros.
- Bem vinda, querida.
E eu agradeci com um sorriso. Era quase como estar voltando para a casa de um velho primo, como se tudo o que eu tinha sentido no ultimo mês fosse uma alucinação.
Uma limosine nos esperava e eu fiz uma careta ao vê-la. Ela era branca, no melhor estilo cafetão possível.
- Cadê o seu casaco de pele e o pingente de ouro, Alexei?
Ele gargalhou, abrindo a porta para mim.
- Eu deixei eles em casa hoje, junto com as mulheres.
- Devia ter deixado o carro também.
- Isso nunca, querida. – ele entrou logo depois de mim e o motorista fechou a porta.
Eu não preciso mencionar que ela não era pior vista de dentro. Eu gostava de carros, mas aquele ali estava luxuoso demais para uma garota que nasceu num tempo em que tomar banho semanalmente era um luxo. Os bancos eram de couro preto e o acabamento em madeira. Tinha frigobar, televisão, teto solar... tudo o que der para imaginar que caiba numa limosine. Imaginei facilmente uma mulher fabulosa, das que Alexei costumava sair, se sentindo confortável ali. Eu, por outro lado, não me sentia de forma alguma.
Não que eu não goste de coisas luxuosas, eu gosto. Eu até usava aquele maldito colar de rubi que Alexei havia me dado no início do século anterior de vez em quando ou ainda roupas de estilistas. Mas aquela ostensividade? Não, não fazia meu estilo. Fazia o dele, ah se fazia, mas nunca fizera o meu.
- Relaxe, ruivinha. Já vai passar. – ele passou uma mão pelos meus ombros de maneira fraternal. – Eu sei que você odeia isso, mas era o único carro disponível hoje a noite para mim.
Eu levantei uma sobrancelha.
- Tem certeza? Isso parece você querendo me provocar.
- Eu!? Eu nunca faria isso. – ele soou sarcástico. – Não, sério. Eu sei que você teria preferido uma Ferrari vermelha.
- Combina mais com o meu cabelo, você sabe.
- Assim como o seu rubi. – e a mão dele deslizou pelo meu ombro até o pingente do colar que caia no meu decote. Presente dele, é claro. – Não imaginei que você o usava mesmo depois de tanto tempo.
- Toda vez que eu te vejo eu uso ele, você já devia ter reparado. – eu soei um pouco ríspida.
- Isso quer dizer que significa alguma coisa pra você, não é? – o sorriso dele ficou ainda mais próximo do meu e eu o encarei nos olhos que eu sabia que eram tão parecidos com os meus.
- Alexei, Julio não te contou nada sobre mim? Do porque ele me mandou ao invés de vir pessoalmente?
Ele ficou silencioso e se afastou um pouco, suspirando. Passou uma mão pelo cabelo, de forma preocupada.
- Claro que ele falou. E você quer um pouco de espaço, como eu disse para Julio. – ele balançou a cabeça, dando um meio sorriso. – Vou te levar para fazer compras, para cantar nos karaokês e tomar banho nas águas termais, ok?
E fez carinho no meu ombro. Eu olhei para ele e dei um sorriso um pouco fraco, concordando com o que ele havia dito.
- Quer falar sobre isso?
Eu dei de ombros.
- Ele vale mesmo isso tudo? Uma semana sem se mexer, um mês sem parar quieta um minuto, três meses sem dar notícia para a sua comunidade humana, semanas sem se alimentar. Nem eu vali tanto assim, Juno.
- Seu bastardo egocêntrico. – eu resmunguei, tirando os sapatos, colocando os pés no estofado e abraçando meus joelhos. – Ele vale ainda mais que isso.
E ele riu. Juro, riu.
- Provavelmente ele é uma coisa loira, imensa, com olhinhos azul-bebê como Andrei era. Você tem queda por loiros, por isso desde o início nós nunca teríamos dado certo. Você sabe, Marco me contou da sua vida como humana também e quando eu soube do seu ma-
- Você está mesmo afim de pisar em mim hoje, hein? – eu resmunguei.
- É só invejinha, Juno. – ele falou baixo para mim e eu encostei a cabeça no ombro dele. – Ciúme bobo de um garoto que não conseguiu o brinquedo que queria no natal.
- Que conseguiu sim, mas só emprestado.
- Por quanto tempo?
- Duas semanas se você me fizer esquecer a minha coisa loira e imensa com olhinhos azul-bebê.
- Andrei?
- Apolo.
E ele deu um sorriso que eu reconheci como maldoso antes de me beijar no rosto, quase como quem beija um flor.
- Essa vai ser a última vez que você vai falar dele aqui, ok? – ele sussurrou carinhosamente. – Finja que nada disso existiu, pelo menos por essas duas semanas.
E eu apenas concordei com a cabeça, esperando que fosse verdade o que ele tinha acabado de dizer.
Mas não foi. Nem nunca seria, eu percebi.
Alexei me deixou ficar calada pelo resto do caminho até o hotel em que estava hospedado, inclusive o caminho até o quarto. Ele estava hospedado numa suíte presidencial que mais parecia uma mansão do que um quarto de hotel e percebi que ele não havia mexido em nada. Ele era imprudente, eu pensei. O carregador de bagagens colocou minha mochila no lugar onde Alexei indicou e saiu.
- Alexei? – eu escutei uma voz feminina vindo de um dos cômodos da suíte.
- Sim, eu cheguei, querida. – ele falou, com um suspiro. – Minha irmã está aqui também.
Eu o olhei com o canto dos olhos e dei um sorriso. Ele captou meu olhar de deboche e balançou a cabeça, num sinal claro de "Fique quieta". Eu só sorri.
- Não sabia que você estava com uma acompanhante, irmão. Eu teria pegado um quarto só para mim.
- Não precisa se importar comigo. – a voz se aproximava. – Eu não me incomodo. É um prazer conhecer a família do meu amado Alexei.
- Está vendo, ela não se incomoda. – Alexei falou baixo para mim. Eu estava me segurando para não rir.
- Ela é uma humana? – eu falei baixinho e ele concordou, ficando de mau humor. – Bem que você disse que deixou as mulheres aqui. Desde quando você apresenta família pra elas?
- Desde agora. Pare de rir, Juno!
- Irmã? Não podia ser prima, amiga, alguma coisa assim? – eu sussurrei, ainda rindo.
- Não, você é minha irmã. E é só por uns dois dias, depois ela vai embora. Pare de rir! – ele me cutucou na barriga, como quem faz cócegas.
- Desculpa, isso é bem engraçado. Pra quem estava querendo pegar nos meu-
- Juno! Fique quieta, pelo amor de deus!
E eu ri ainda mais ao perceber que ele estava com vergonha! Eu imaginei que ele provavelmente havia esquecido de avisar para mim que ela estaria esperando ali. Eu não tinha problema algum com ele e as mulheres dele, mas achava tão engraçado como ele tentava esconder de mim. E me esconder delas, aparentemente.
A mulher saiu do quarto, vestindo um vestido minúsculo que ressaltavam as suas curvas e parou no frigobar, antes de se aproximar de nós. Aproveitei o momento de distração e olhei para Alexei, com uma cara chocada.
- Não sabia que gostava desse tipo de mulher. – eu sussurrei, perto do ouvido dele e ele sorriu.
- Gosto de qualquer coisa que seja bonita, Juno.
E eu dei um meio sorriso. A mulher era mais alta que ele, com aquele tipo de curva que faz o corpo parecer um oito. Tinha os cabelos pretos e a pele levemente morena e andava num rebolado suave. Era realmente belíssima, com lábios carnudos e tudo o mais. Ela se virou, com uma taça de alguma bebida na mão e me encarou, piscando seus longos cílios postiços.
- Então você é a irmãzinha de Alexei? Eu não sabia que você era tão novinha! Por que não me disse, querido? – ela se aproximou e me deu um abraço que eu retribui um pouco relutante, sendo esmagada contra os seios dela.
- Você não perguntou, querida. – ele suspirou.
- Você não vai nos apresentar, Alex?
- Sim, essa é Juno, Aeandria. E essa é Aeandria, Juno.
Aeandria. Exótico como a dona.
- Prazer em conhecê-la. – eu respondi, com a minha graça de garotinha. Se ela achava que eu era "tão novinha", eu não iria fazê-la pensar ao contrário.
- Como ela é fofinha! E ela tem os olhos iguais aos seus, Alexei! Quantos anos você tem? 14? 15?
Eu quase voltei a rir. Eu estava me comportando muito mal, eu tinha noção disso, mas era tão engraçado.
- Ela tem 15. – Alexei respondeu para mim, diminuindo minha idade em dois anos. Eu apenas concordei, segurando o riso.
- Oh, que gracinha! Isso então faz com que você seja... 10 anos mais velho que ela, Alexei? Nem parece!
Eu olhei para Alexei e ele ainda parecia numa saia justa.
- Sim, exatamente, querida. Nossas mães são diferentes, mas o pai é o mesmo. Por isso temos olhos parecidos, embora ela seja ruiva.
- Sim, a mamãe é ruiva como eu. – eu sorri, entrando no meu papel.
- E por que você veio tão de repente visitar seu irmão?
- Hunm, estamos com problemas lá em casa. – eu pareci um pouco triste.
- É o terceiro divórcio do meu pai, sabe. – e Alexei passou um braço pelo meu ombro, me abraçando. Eu o abracei e funguei um pouco.
Ué, eu podia me divertir, não podia? Eu gostava desses teatrinhos que Alexei me fazia fazer. Nós vivemos juntos várias vezes, em vários lugares. Algumas vezes como marido e mulher, outras como irmãos, outras ainda como primos. A cada lugar, uma brincadeira nova. E a cada lugar, uma penca de humanos que acreditavam piamente no que dizíamos.
- Oh, coitadinha! Não vamos falar disso. Você quer ir às compras comigo amanhã? – ela sorriu para mim e eu olhei pra Alexei, que me encorajou.
- Sem problemas. – eu dei de ombros e Alexei deu um sorriso, se virando para ela.
- Aeandria, querida, você poderia ir comprar algo para Juno comer? Eu preciso conversar com ela um pouco e ela deve estar morrendo de fome.
- Ah, claro, querido. – ela sorriu e fez carinho na minha cabeça. Até ela me achava com cara de cachorro!? - O que quer comer?
- Pode ser um sanduíche. – que é bem mais fácil de vomitar depois, eu completei, pensando com muito nojo. Mas são os ossos do ofício, não podia fazer nada quanto a isso.
- Certo então. Eu volto já. – e ela deu um beijo em Alexei, pegou a bolsa e o casaco e saiu.
Claro que eu tive uma crise de riso depois disso. Alexei reclamou durante um tempo mandando que eu parasse, mas ao ver que isso só me fazia rir mais foi se sentar num sofá, com uma cara contrariada.
- Aaaaaaleeex... – eu falei, num tom de fofoqueira, ainda rindo – Eu não a-cre-di-to! Você, com uma humana, todo amoroso? Aquilo foi um "querida" que eu ouvi?
- Cala a boca, senhorita-eu-amo-um-lobisomem. – ele ficou emburrado e eu ri mais ainda.
- Hunm... – eu me agachei na frente dele, me apoiando em suas pernas e dei um sorriso. – Me conte tudo.
- Ela é minha companhia nessa viagem, só isso. Eu tenho um quadro de parceiras humanas que levo em minhas viagens de negócio agora, para parecer que sou comprometido. – ele segurou uma das minhas mãos. – E ela vai embora quarta-feira.
- Então por que você ficou todo envergonhado? – a minha mão que estava livre começou a traçar desenhos na coxa dele.
- Porque eu não gosto que você as conheça. Porque você fica assim toda vez que vê uma delas, principalmente quando eu finjo ter algo mais com elas. Porque... – e ele olhou pra mim. - você sabe o porquê.
Eu deixei minha cabeça nas pernas dele e suspirei. Ele fez carinho no meu cabelo, suavemente.
- Alexei, você devia esquecer isso.
- Você acha que eu não tento?
Eu fiz uma careta. Apesar de nós nos comportarmos como amigos próximos, eu o havia magoado bastante no passado. Porque ele me amava. E eu meio que me sentia culpada por não retribuir os sentimentos dele.
- Me desculpe. – eu murmurei, me sentindo péssima de repente.
- Ei, não foi culpa sua, ouviu? Você não estava toda animada para me irritar? Cadê aquela animação?
- Foi embora. – eu resmunguei e o ouvi suspirar. Quase pude ouvir os pensamentos dele resmungando que ele fazia tudo errado. Ele me puxou suavemente e me sentou ao lado dele, me abraçando.
- Juno, eu acho que já conversamos sobre isso.
- Mas eu me sinto culpada, ora bolas.
- Você se sente culpada por tudo. – ele fez carinho no meu ombro. – Não devia. Tudo o que você faz é porque tem que ser feito. Não se sinta culpada porque fez o que deveria fazer.
- Mas... Mas... – eu procurei as palavras para dizer que eu era uma imprestável sem ser tão direta – Eu sempre faço todo mundo sofrer e não era para ser assim. E é irritante... eu nunca consigo fazer ninguém feliz!
- Ei, moleca. Você me faz bastante feliz quando está comigo. – ele levantou meu rosto. – E você está aqui para esquecer tudo, não é? Deixe que eu cuide de você, sem pensar em nada sobre o passado ou imaginar o que será do futuro. Só o agora que importa. – e ele passou um dedo pelo meu rosto.
- Mas...
- Sem mais, Juno. Amanhã você ficará o dia inteiro fora comigo e com Aeandria. Vamos fazer compras e ir à karaokês. Depois, quando estivermos só eu e você, vamos visitar cada templo, cada casa de banho que pudermos, ok? E se você sentir que não vai agüentar, você pode fazer aquele seu truquezinho e eu compartilho a sua dor.
Eu fiz um muxoxo e ele sorriu.
- Ta bom. – eu resmunguei, parecendo irritada, mas na verdade me sentindo grata.
- Você fica bonitinha fingindo assim. – ele comentou casualmente quando eu encostei a cabeça no ombro dele.
Eu ri e esperamos por Aeandria.
A partir de então, a partir desse momento, eu decidi seguir o conselho de Alexei. Me divertir hoje, sem pensar no amanhã ou no ontem.
Aeandria voltou com o maior sanduíche que eu já tinha visto na minha vida e eu agradeci, comendo só metade dele. Alexei comeu o resto, como um bom irmão deveria fazer. O restante da noite foi bastante agradável, tirando a parte de ter que colocar aquele sanduíche para fora, e quando os dois se recolheram no quarto deles, eu fiquei no meu (SIM! A suíte tinha dois quartos.) assistindo televisão até de manhã.
Quando eram mais ou menos 8 horas, Alexei apareceu no meu quarto.
- Está tudo arrumado para vocês duas saírem assim que Aeandria acordar. Eu não poderei encontrar com vocês até de noite, mas acho que você irá se divertir.
- Negócios?
- Complicações nos negócios. Parece que alguém por aqui andou quebrando o pacto e os lobisomens mandaram ver. – ele fez uma careta.
- Provavelmente um novato sem orientação.
- Provavelmente um novato morto amanhã. – ele falou friamente.
- Coitado.
- Coitado nada, eu demorei mais de 100 anos e arrisquei minha pele para conseguir uma trégua com os lobisomens em toda a minha área de atuação. Não posso deixar que qualquer pivete arruíne isso sem mais nem menos. Se eu não tomar alguma providência, os lobos vão achar que eu estou sendo conivente com quem sai da diretriz.
Eu dei um meio sorriso. Esse era outro Alexei, o homem de negócios. Nada parecido com o que estava envergonhado ontem, por estar apresentando uma humana para mim.
- Está bem. Vá trabalhar e volte para o jantar. Aliás, como foi que você colocou aquele negócio pra fora depois com ela colada em você?
- Segredo. – ele sorriu e me deu um beijo na bochecha. – Se cuide. Hoje está fazendo sol, então tome cuidado.
- Certo. Até depois.
- Se cuide.
- Eu já entendi.
E ele sorriu e me deixou só.
Aeandria se levantou 11 horas, me fazendo imaginar que horas Alexei havia deixado ela ir dormir no dia anterior. Ela se arrumou e tomou café, acreditando que eu já havia tomado o meu, e saímos. Se ela achou esquisito o fato de eu estar com uma blusa de manga comprida e um chapéu quando saímos, além das luvas, ela não disse uma palavra. Provavelmente Alexei tinha mandado uma de "ela tem medo de pegar câncer de pele" ou ainda "ela é gótica" que havia colado.
Fomos direto para um dos bairros mais chiques para roupas. Na primeira bateria de lojas em que entramos nenhuma roupa ou sapato fazia o meu tipo,
elas eram muito formais para uma garota que teria eternamente 17 anos. Mesmo assim, foi divertido ajudar Aeandria a escolher modelitos novos para acompanhar Alexei e ainda achei um presente perfeito para Diana. Eu imaginava a cara de choque dela quando visse aquele par divino de sapatos, com aquela textura aveludada, o salto altíssimo, que combinaria com qualquer roupa que ela colocasse.
A seguir, fomos para uma loja que Aeandria prometeu que eu iria "A-m-a-r", soletrando assim mesmo. E ela não estava errada. A coisa que eu mais gostava de estar no Japão era a diversidade de coisas – roupas, sapatos, acessórios, maquiagem, eletrônicos – que eu podia encontrar. E essa loja realmente era a minha cara. Dos vestidinhos de "lolita" que eu adorava usar aos jeans meio gastos que usava para interpretar meu "papel", das blusas de botão meio vitorianas às jaquetas de couro, tinha tudo ali. E tudo com um toque meio fofo, que segundo a humana que me acompanhava combinava perfeitamente comigo.
Provei um absurdo de roupas, ficando bem em todas elas. Cheguei até a receber um convite de brincadeira para ser garota-propaganda da loja, que recusei gentilmente, rindo. Ali, naquele lugar, eu não tinha nenhuma preocupação. Não precisava me lembrar de Apolo nem de nada que me esperasse em casa. Só precisava me concentrar em futilidades como a roupa que eu tinha gostado mais ou ainda o sapato que ficava mais bonito no meu pé. Escolhi algumas roupas para levar e aproveitei para comprar um vestido para Anette.
Continuamos comprando compulsivamente, num programa bem feminino. Se Alexei tivesse vindo conosco, teria odiado. Me senti orgulhosa de mim mesma quando o dia estava chegando ao fim. Não havia me deixado pensar sobre o que me perturbava por mais de um minuto. E achei que precisava de um presentinho especial, um mimo.
- Aeandria, vamos ali? – eu apontei para uma joalheria.
- Hunm? Quer ver as jóias? – ela achou meio esquisito que uma garota de 15 anos estivesse interessada nisso.
- Sim. Se não quiser, não precisa vir. – eu sorri e ela balançou a cabeça.
- Não, eu quero sim, querida.
Nós nos aproximamos e eu olhei a vitrine com cobiça. Eu merecia uma jóia daquelas, eu pensei, por ter me comportado tão bem. Por ter conseguido resistir um dia inteiro. E também como sinal de que a partir dali iria resistir cada vez mais.
Passei os olhos por brincos e colares, esperando que algo chamasse minha atenção. Não tive muito sucesso, nada ali era bonito o suficiente para o que eu queria. Nenhum deles chegava aos pés do rubi que eu carregava no meu pescoço naquele instante, eu pensei.
E então entramos e fomos atendidas por um homem alto, que parecia que estava amarrado a uma vassoura. Ele perguntou gentilmente, em inglês, a Aeandria se poderia ajudar e ela apontou para mim.
- É ela quem precisa de ajuda, senhor. – e sorriu para mim, sem saber o quão verdade essas palavras eram.
- Sim. – eu falei, num japonês fluente e o deixando um pouco espantado. – Eu estava atrás de algo especial. Um brinco ou um colar, talvez. Ou até um anel.
- Alguma preferência?
- Não gosto de dourado. – eu sorri. – Mas fora isso, pode ser qualquer coisa. Prata? Ouro branco? Tanto faz.
- Certo. – ele fez uma pequena reverência.
- Ei, o que você está procurando? Cada uma dessas coisas custa uma pequena fortuna! – Aeandria sussurrou para mim e eu dei um sorriso.
- Pode deixar, papai me deixa gastar o tanto que eu quero. E eu mereço alguma coisa bonita assim, vou fazer dezesseis anos e ninguém vai me dar nada. Nem uma festa. – eu fiz um biquinho, fazendo manha.
- Tudo bem... – ela balançou a cabeça, murmurando algo como "mimados" e eu sorri.
O atendente voltou com um carrinho-vitrine, tirado lá de dentro.
- Você disse que queria algo especial, não é? Nesse nosso carrinho temos várias jóias, você pode escolher algumas que eu trago similares.
Eu apenas concordei com a cabeça, me aproximando e fitando as jóias. Eram realmente belíssimas. Trabalhos delicados em prata, com diversas pedras incrustadas, diversas formas. Mas o que me chamou a atenção foi talvez a menos chamativa daquele conjunto. Era uma pulseira de prata, com detalhes em uma pedra vermelha que eu não achava ser rubi. Era delicadamente trabalhada, com filigranas formando padrões complexos que terminavam em estrelas. E cada estrela era uma dessas pedras vermelho-escuras que me prenderam tanto a atenção.
- Gostou de alguma? – o atendente se aproximou, provavelmente vendo meu interesse.
- Essa aqui. – eu apontei. – Que pedra é essa?
- Ah... essa. – ele deu um sorriso. – É uma alexandrita. Muito peculiar, essa pedra. Ela está vermelho-escuro aqui, não é? É porque a luz aqui é artificial. No sol, ela adquire uma cor verde escuro, como uma esmeralda. É como ter um rubi e uma esmeralda na mesma pulseira.
Eu dei um sorriso. E essa pedra não era a minha cara? Se eu ficasse no sol, certamente mudaria de "cor". Se eu mudasse de humor, eu certamente mudaria de "cor". Eu era inconstante e tinha consciência disso. Assim como a pulseira. E ela era uma peça lindíssima.
- Posso experimentar?
- Claro, senhorita.
Observei enquanto ele tirava a pulseira de dentro da vitrine e a colocava no meu pulso. Ela coube perfeitamente, não ficando nem folgada nem apertada, como se tivesse sido feita sob medida. Decidi então que ela era para ser minha desde o momento em que coloquei a idéia de entrar ali na cabeça.
- Vou levá-la.
E o atendente fez uma reverência, tirando a pulseira do meu pulso. Aeandria parecia um pouco chocada com a rapidez com que eu havia feito a transação e eu apenas sorri para ela.
- Aquilo custava quase o Pib de um pequeno país, garota!
- Pode deixar que eu não vou falir o meu pai. Nem Alexei. – eu sorri para ela. – Relaxe, é meu presente de debutante. Vale a pena. Vai ser para a vida toda.
E talvez mais um pouco, eu completei mentalmente.
Ela sorriu, parecendo um pouco triste.
- É realmente tão ruim assim, querida? – ela apoiou uma mão no meu ombro e eu a encarei, provavelmente parecendo confusa. Ela continuou. – Não ter ninguém que se preocupe com você.
Há, se ela me desse um soco na cara não teria doído tanto. Claro, ela estava comentando isso por causa do teatro que estávamos fazendo, mas tenho certeza de que ela sentiu toda a melancolia que estava escondida dentro de mim.
Respirei fundo e me controlei.
- Você se acostuma depois de um tempo.
Era mentira, é claro. Eu apostava que naquele instante tinham pelo menos seis pessoas preocupadas comigo. Além dela, é claro.
Aeandria me abraçou tenramente e me senti estranhamente emocionada. Até ela, que eu tinha conhecido ontem, demonstrava algum tipo de misericórdia por mim. Eu acho que seria bem mais simples se ninguém se importasse ou se alguém brigasse comigo. Ia ser bem mais rápido.
- Obrigada. – eu falei baixinho, retruibuindo o abraço dela. Senti a presença do atendente se aproximar e a soltei.
- Disponha. – ela sorriu maternalmente.
Parecendo estranhamente com minha mãe, eu constatei. Balancei minha cabeça, concluindo que estava ficando maluca. Eu não via minha mãe desde 851 e era surreal que uma mulher qualquer me lembrasse dela de repente. Afastando tudo isso da minha cabeça, acompanhei o atendente para pagar e levar minha mercadoria.
Um pouco depois fomos encontrar Alexei e terminamos a noite em uma boate qualquer, dançando de forma boba.
Dois dias depois, Aeandria foi embora. Fiquei estranhamente próxima dela nesses dois dias, ficando colada com ela o tempo todo. Foi bom, foi divertido e foi curativo. Mas a partir daquele dia eu não ia precisar mais fingir ser uma menininha com pais que não se preocupavam com ela, então agradeci a sua ida.
Eu achei que voltaríamos para o hotel após deixá-la no aeroporto, mas Alexei tinha outros planos.
- Eu reservei uma casa de banhos próxima a Kyoto para nós. Vamos ficar três dias lá. E depois vamos para o norte, certo?
- Certo.
- Aí tiraremos dois dias para caçar, depois iremos ver os macacos e tomar banho nas piscinas naturais.
- Certo.
- E fazer sexo selvagem no meio do mato.
- Certo. – e alguns segundos depois. – Não! Isso não!
- Ta, nas termas então.
- Alexei!
- Tem que ter sexo selvagem na nossa viagem, Juno, se não como você vai superar tudo? Uma boa dose de sexo, é o que você precisa.
- Alexei, pare com isso!
- Desde quando você se tornou puritana assim? – ele deu um sorriso malicioso, fazendo isso de propósito. – Tudo bem, pode ficar envergonhada. Você fica bonitinha assim.
- Você faz de propósito. – eu desviei os olhos dos olhos dele e ele puxou minhas pernas para cima das pernas dele, tirando meus sapatos.
- Eu gosto de ver como você reage. Você devia ser super engraçada quando ainda era humana. Devia ficar vermelha até a testa com uma coisa dessas! – ele começou a massagear meus pés, gentilmente.
- Como você tem certeza disso? – eu fiz um biquinho, tentando desvencilhar meus pés das mãos dele sem sucesso.
- Porque seus lábios ficam mais vermelhos e você é uma vampira. Isso não deveria acontecer, sabia?
Eu devo ter feito uma das minhas caras e o fiz rir. A mão dele deslizou para o meu tornozelo.
- Nós vamos direto para a estação, garota. Espero que você se divirta.
Eu apenas concordei com a cabeça, soltando um suspiro.
Não me interessa detalhar aqueles dias. Eu realmente levei ao pé da letra a recomendação de Alexei para esquecer tudo. Segui o seu plano a risca, me sentindo cada vez melhor. A cada dia, eu dedicava um tempo ainda menor pensando no que eu havia feito, sempre pensando no que eu estava fazendo ou no que iria fazer.
E dessa forma, o resto do meu tempo com Alexei se esvaiu, como se estivesse escorrendo, fugindo de mim.
E eu tive que voltar para casa.
Para o meu circo em chamas.
Odeio, odeio a minha incapacidade de colocar barras aqui. Sabe, fazem uns três capítulos que eu separo as notas do texto com barra e quando publico ela simplesmente some!! Que óóódio!!
Eu estou numa correria e não é por causa da faculdade. O Mangas Space, o site de manga para o qual eu traduzo, está fazendo dois anos! E aí a gente ta preparando umas coisas a algum tempo e amanhã é o dia final... então imagine só como essa semana está corrida? Para quem quiser dar uma olhada é só entrar amanhã em e nos prestigiar!
Da série Notícias From Far Away: estou ficando com medo. Sério. Consegui terminar o 15 essa semana, depois de duas semanas tentando. Tenho que começar o 16. E olhem só, faltam só 8 capítulos para me alcançar. Façam as contas: se eu demorar MAIS que duas semanas com cada capítulo até o final, vocês vão ter que esperar =( Então me desejem inspiração (e tempo para escrever!)
Meta desse capítulo: 10 reviews, contabilizando um total de 72 reviews=D Por favor, gente! Vamos comentar \o\
E obrigada à Thá que mandou o capítulo super cedo dessa vez *^*
PS: O Alexei é tipo um rei, cara. Todo capítulo em que ele aparece é difícil de escrever, como se ele sugasse minhas energias... ._. vai saber o porquê, né?
Reviews:
Kaulitz: Sim! Rumo aos 70! *megalomaníaca*
Liah: Ta, ta... eu juro que não leio mais T.T Eu já te expliquei a sua dúvida, né? Espero que tenha entendido direitinho!!
Iaah: Ainda bem que gostou do extra tb \o/ fiquei meio insegura e talz para postar ele, mas mesmo assim... Sem problemas? Eu acho que agora que os problemas começaram! BUAHAUHAU! Enfim, obrigada!
Ana kawall: Oi! Obrigada! O Apolo dá mais umas perspectivadas (isso existe??). Obrigada \o\ Eu tente me colocar no lugar de um lobisomem se transformando O.o
Quanto ao comentário do extra, eu vou sim! Mas num futuro. Por enquanto estou concentrada na Sinfonia e em termina-la, ok?? A história da Morte, da Esperança e do Amor ainda pode esperar um pouco para ser contada. E Sandman é uma graphic novel (quadrinho?) muito legal, escrita pelo Neil Gaiman!
Noelle: Obrigada! Poxa, o Órion nem é tão ruim assim... O Apolo é uma coisa rebelde. Como a história é na visão da Juno e a Juno cortou um pouco dos momentos de interação dos dois, não vemos o quão sarcástico-mala o Apolo pode ser XD E, veja bem, o Apolo também odeia ser controlado. E o Órion ama controlar. Logo... é, deu pra entender, né? E ele dá muita dor de cabeça pro Órion... mas não de propósito.
Verônica: Oiii! Obrigada, obrigada! Eu tento manter ela fertilizada lendo muito tb =***
Continue acompanhando!
Mari Helou: Ih, aqui tem mais. Calma, parceira, se não eu vou ficar cuidando da área gráfica sozinha!! Não vou parar ;D Enfim, continue lendo! Ò.ó Quanto a Jun transformar o Apolo em vampiro... isso é uma coisa difí vez que os lobisomens são tipo "alérgicos" ao sangue de vampiros... Enfim, to indo ___
Rose: mauhahuah! Saudades de você, mocinha! Bem, seria MUITO inútil. Tipo assim: "Hahaha, vou te matar de vergonha! Você fez sexo ontem!" – e daí? XD mauahuah! Mas seria engraçado, juro. Você é a única pessoa que gosta da Andy no mundo inteiro, séério! Enfim, ela fica de castigo por uma eternidade ;D Você sabe.
A Dawn será perfeita. Mas vai apanhar muito. MAUAHUAH!
A Seguir: Eu carrego seu coração – e eu o carrego no meu.
Juno volta.
"- Espere. Você nem vai se dar ao trabalho de perguntar? - Mihail infelizmente voltou a falar(...)
- Perguntar o que? - o encarei, voltando a me sentar. (...)
- Se Apolo é um bom lobisomem agora que se transformou. - e ele deu um sorriso maldoso."
