Naruto não me pertence e nem essa historia mais um dia eu juro que faço um manga que ira vender milhões muhahahahahahaq coff...coff...

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Obra Surpresas do Desejo: Autor Sharon Kendrick

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Surpresas Do Desejo

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CAPÍTULO NOVE

Sasuke ficou irritado quando o avião tocou a pista particular perto de Londres e mais ainda quando o carro ficou preso no trânsito da capital.

— Não dá para ir mais rápido? — pediu ele. O motorista deu uma olhada para o espelho.

— Posso tentar, senhor.

E temos de admitir, ele tentou. Eles passaram pelo rio e depois por rua após rua, todas cheias de casas que pareciam muito pequenas para Sasuke.

— Chegamos, senhor.

— Estacione um pouco mais atrás — instruiu Sasuke, porque instintivamente ele queria vê-la antes que ela o visse. O carro parou na calçada em frente a uma casa alta, perto da estação de metrô, e Sasuke ficou sentado ali, observando e esperando.

Como as coisas mudam, pensou ele. E tão depressa.

Algumas horas antes, ele levantara e tomara um banho, colocara um de seus ternos impecáveis e engolira apressado o café-da-manhã. Estava ansioso por causa de um novo contrato, e mais ainda devido ao programa da escola de esportes que iria afiliar-se ao seu novo estádio.

Antes mesmo de terminar o café, providenciara a compra de um novo helicóptero e recusara sua participação em um seriado de televisão sobre pessoas de sucesso. Chegou ao trabalho com a sensação de satisfação plena. O mundo aos seus pés.

E então veio a ligação de Sakura.

Pelo visto, ele seria pai!

Cancelou todos os encontros e fez algumas outras ligações antes de conseguir um avião para levá-lo à Inglaterra. Durante o vôo e o percurso de carro desde o aeroporto, seus pensamentos vagaram em círculos infinitos tentando calcular quando tinha sido a última vez em que dormira com ela. Se ela estivesse dizendo a verdade e ele realmente fosse o pai da criança, então o bebê nasceria a qualquer momento!

Ele olhou para a rua e para as árvores enfileiradas. Era a mais linda noite de verão na Inglaterra, com o verde intenso das folhas das árvores quase bloqueando o azul escuro do céu. Os últimos raios de sol vagavam pelo espaço desenhando formas claras e imóveis nas nuvens, e não havia sinal de vento.

Mas Sasuke olhou em volta aquilo com um olhar altamente crítico. O lugar era interessante, sim, mas era cercado pelo resto da cidade com seu barulho, suas pessoas e seus perigos em potencial. Era ali que ela queria criar o bebê? Em uma cultura tão distante da dele? E será que ela pensara em pedir a opinião dele sobre esse assunto?

Então, ele viu uma mulher andando devagar pela rua, como se o peso das bolsas fosse grande demais e o calor do fim da tarde a extenuasse.

Ele apertou os olhos e, por um momento, não a reconheceu. Vestia uma roupa propositalmente escolhida para esconder a gravidez. Mas não havia vestido no mundo, nem costureira talentosa, que pudesse camuflar os sinais inconfundíveis de uma gestação avançada. Sasuke encarou-a sem acreditar no que via.

Madonna mia, não podia ser Sakura!

Apertando os olhos novamente, ele percebeu que não imaginara a gravidez de verdade. A cabeça havia registrado os fatos, mas o coração havia recusado tudo. Ele deve ter estado com ela no mês de... novembro... passado. Ele sabia disso.

Ele engoliu a saliva. Sakura parecia que daria à luz a qualquer instante!

Por um momento, uma onda de fúria o invadiu quando ele percebeu que havia sido excluído dos fatos até o final. Como ela ousou fazer isso? Como ousou!

O coração dele galopava, mas ele respirou fundo, precisava ter muita cautela. Deveria conhecer o jogo dela primeiro. Se algum dia precisou pensar logicamente, esse com certeza era um deles.

Sasuke a deixou passar por ele.

Ela não percebeu o carro. Não parou para olhar para a figura estática sentada no banco de trás. Ele podia ver as gotas de suor na testa dela enquanto subia os degraus até a porta da frente e colocava as sacolas no chão para pegar as chaves na bolsa.

Ele esperou que ela fechasse a porta. Como um tigre à espreita, Sasuke se forçou a ficar no carro por mais cinco minutos. E então saltou.

— Espere aqui — disse ele ao motorista.

— Alguma idéia de quanto tempo vai demorar, senhor?

— Não faço idéia. — Sasuke bateu a porta e andou.

Era visivelmente um prédio de apartamentos, pois havia várias campainhas na parede. Ele apertou a que dizia "A. Armstrong". Foi então que se lembrou de que ela havia dito que morava em um apartamento de um quarto!

A voz dela, um tanto distante, saiu pelo interfone.

— Alô?

— Oi, Sakura — respondeu ele brevemente.

Sakura sentiu os joelhos se dobrarem e precisou se encostar na parede, uma reação física ao som profundo da voz dele.

— Sasuke? — perguntou ela.

— Abra a porta logo, Sakura.

Pela voz furiosa dele ela fazia uma idéia do que poderia esperar. Fraca, ela levantou a mão para apertar o botão da porta e sentiu a mesma dor pungente do dia anterior. Ela hesitou.

— Abra a porta!

Foi até a janela para respirar fundo e tentar controlar o espasmo. Fique calma, ela disse a si mesma.

Mas era mais fácil falar do que fazer. Seu coração estava tão acelerado que ela começou a se preocupar com o bebê. O bebê. Ela sentiu um tremor quente quando a fisgada nas costas aumentou. Por que diabos estava tendo dor nas costas logo nesse fomento? Ao ouvir o som dos passos dele, olhou para o jardim do lado de fora. Não queria avistar Sasuke. Não ousava vê-lo.

Por quê, Sakura? Está com medo de se entregar e deixá-lo ver que não consegue tirá-lo da cabeça, agora que também não podia tirá-lo do corpo?

Sasuke entrou, fechou a porta com um estrondo e a encarou por um longo momento. De costas, ela não parecia diferente. Apenas uma mulher alta e magra vestindo uma saia e uma blusa, o cabelo preso em um coque, mas com alguns fios soltos, como se tivessem escapado em direção ao pescoço.

— Vire-se — disse ele. E ao perceber que ela não obedeceu, repetiu. — Eu disse vire-se e olhe para mim, Sakura.

Vagarosamente, ela obedeceu, e Sasuke prendeu a respiração ao ver a barriga com o volume da criança lá dentro. Agora não tinha como negar. A prova estava ali, vasta como a própria vida.

— O que foi que você fez?

De alguma maneira, os olhos vivos e o tom de voz ríspido ajudaram. Ao menos eles informavam o que ela havia suspeitado — que Sasuke não iria querer saber do bebê. Sakura sempre fora independente, mas sentiu-se incomodada com a acusação dele. Mas a raiva que sentia poderia ajudá-la a camuflar seus sentimentos por ele? Poderia impedi-la de fazer uma cena ridícula como atirar-se ao chão e implorar a ele que cuidasse dela e do bebê?

— O que eu fiz? — indagou ela. — Não seria melhor dizer o que nós fizemos? Você com certeza sabe que são necessárias duas pessoas para gerar uma criança!

— Mas quais pessoas? — retrucou ele.

Sakura piscou os olhos sem entender.

— Como?

— Deve ter havido outros! Outros homens! Quantos outros, Sakura? Como vou saber que é meu? — interrogou ele.

Será que ele realmente pensava que ela era mesquinha a ponto de fingir sobre algo tão importante? Bem, ela com certeza não ia rastejar para se mostrar correta.

— Você realmente acha que eu jogaria uma acusação falsa de paternidade sobre você? Qual seria o objetivo disso? — lançou ela de volta. — Faça uma droga de um teste de DNA se você não acredita em mim!

Ele a encarou. Era uma mulher forte, sim, mas nenhuma mulher seria capaz de mentir numa situação dessas, não na frente do possível pai.

— Você me disse que estava protegida — disse ele, com mais calma.

Como era humilhante conversar sobre isso de forma tão fria. Como se estivessem recolhendo o lixo ao final de uma festa.

— E eu estava.

— Então, o que aconteceu?

— Eu estava tomando antibióticos e eles reagiram à pílula. Eu não me dei conta. Foi um acidente, Sasuke.

Entendi. Que conveniente.

— É mesmo? — Ela levantou a cabeça. — Conveniente para quem? O que você está sugerindo, que eu engravidei para prendê-lo?

Ele não respondeu, apenas continuou olhando-a com aqueles olhos negros e perdidos.

— Quando vai nascer?

Sakura engoliu o sabor amargo do medo.

— Por esses dias — sussurrou ela e seu coração de repente se retorceu em um desejo repentino. Pare com isso agora, ela disse a si com firmeza. Ele é tão vulnerável quanto uma armadilha para ratos.

Por esses dias. O filho dele estava para nascer. Sasuke balançou a cabeça e assimilou a grandiosidade da notícia. Ela o encarava como se fosse uma adversária, e essa atitude o fazia desejar...

Ele soltou um suspiro profundo. Por quê? Ele não sabia. Mas percebeu que a pele dela estava mais pálida do que poderia estar, as linhas de suor mais grossas do que era comum em um dia de verão, e ele foi atacado por uma culpa momentânea.

— Não é melhor nos sentarmos? — sugeriu ele. — Principalmente você.

Com orgulho, Sakura colocou os ombros para trás e ignorou a dor nas costas que voltava a crescer com força.

— Eu não me lembro de tê-lo convidado para ficar.

— Sente-se — comandou ele.

Sakura fez o que ele pediu, estava tensa, e quando suas mãos foram instintivamente para sua barriga, ela viu o olhar dele pousar ali com uma mistura de fascínio e horror.

— Você precisa beber alguma coisa — disse ele, baixinho. E ele também precisava.

Sakura apontou para a cozinha, em silêncio. Realmente, precisava de alguma coisa. Qualquer coisa, estava tonta. Enjoada, e não queria afetar o bebê.

Era um apartamento pequeno. Sasuke atravessou o corredor, passou pelo banheiro e notou uma porta fechada.

Ele sabia que não devia abri-la. Sabia que esse era o cantinho dela e que não era certo entrar ali. Com calma, ele virou a maçaneta da porta e ficou em pé ali, paralisado. Era mesmo o quarto de Sakura, com a cama arrumada e a colcha impecável. Ao lado do quarto o que provavelmente era um armário antes agora parecia ter sido transformado no quarto do bebê.

Ela deve ter sonhado com essa criança por anos, pensou ele, porque o quartinho estava mobiliado com precisão de detalhes. Amarelo era a cor principal. Será que isso era um sinal de que ela não sabia o sexo da criança, ou havia mais alguma coisa que ela estava escondendo?

Havia um berço antigo decorado com rendas bordadas em fios dourados, como se raios de sol banhassem o móvel. Havia um móbile sobre o berço, feito com diferentes animais, selvagens e domésticos, e a boca de Sasuke se curvou quando ele Passou os dedos pelo tigre de pelúcia.

Discretamente, ele fechou a porta. Seus olhos pareciam ter visto uma aparição quando voltou à sala com um copo de água gelada para ela e uma taça de vinho para ele. Sakura pegou o copo com as mãos trêmulas e bebeu um gole, derramando um pouco de água na roupa que cobria sua barriga.

Ele não se sentou, apenas bebeu metade da taça de vinho com uma velocidade incomum, e ficou de pé olhando para ela.

— Por que você não me contou antes? — perguntou ele.

Por quê? Talvez porque ela tivesse medo da reação dele? E não era mesmo para ter medo, a julgar pela expressão furiosa no rosto dele agora?

— Eu nunca senti que era a hora certa — respondeu ela.

— Então você esperou até agora, quando já está quase acabando? — disse ele, com tristeza.

Ela o encarou.

— Acabando? Nem começou ainda, Sasuke.

Madre di Dio! — exclamou ele, com uma voz afobada, como se o significado incrível do que estava acontecendo o tivesse atingido de verdade. Ele pensou em virar as costas e ir embora, apagá-la da memória, ela e o bebê acidental. E no entanto, uma parte dele queria chegar perto, acariciar aquela barriga, sentir a criança se mexendo ali dentro.

Ele tomou outro gole do vinho e olhou para o lado oposto. Tenho de manter o foco para lidar com os fatos, foi o que tentou dizer para si mesmo. assim ele seria capaz de decidir o que fazer.

— Você planejou isso? — A acusação veio como um disparo.

— Se planejei isso? — Sakura olhou para cima, sentindo-se confusa, e então entendeu o que ele quis dizer. — Você acha... que eu engravidei de propósito?

— Engravidou?

Ela fechou as mãos, queria berrar e gritar e lutar, mas sabia que não poderia fazer isso naquelas condições, não em um momento como aquele. Estava lidando com Sasuke. Il Tigre no auge do calculismo. Ela precisava manter a cabeça no lugar, porque se havia algo com a qual podia contar era que Sasuke se matéria sóbrio.

— Não, eu não engravidei de propósito. Por que eu faria isso?

Ele deu uma gargalhada sem piedade.

— Ah, por favor! Use a imaginação, cara. Qualquer mulher com um filho meu está com a vida garantida.

Aquela demonstração de arrogância a fez piscar os olhos.

— Mas esta é uma forma muito radical de garantir segurança financeira, não é? — questionou ela, com um tom de voz seco.

Ela o viu apertar os olhos e percebeu que estava no rumo certo. Precisava bater o pé. Ela não podia se despedaçar. Ele era um homem poderoso que esbanjava influência e autoridade por todos os poros de seu corpo espetacular. E intimidava-a como um invasor. E no entanto, ela carregava o bebê desse invasor em seu ventre. Pelo menos biologicamente ela estaria conectada a este homem para o resto da vida.

— Bem, não se preocupe com isso, Sasuke. Eu não estou pedindo nada.

— Então, por que se deu ao trabalho de me contar? — retrucou ele.

— Porque, por mais estranho que pareça, eu senti que, como pai, você tinha o direito de saber. —Sakura colocou o copo vazio sobre mesa com força. — Mas agora que eu já fiz o que devia, você pode esquecer tudo. Estou vendo no seu rosto que isso é um inconveniente. Então, por que você não vai embora e me deixa em paz?

Ir embora! — repetiu ele, surpreso. — Você está louca, cara mia!

Sakura não conseguia compreendê-lo. Cansada, balançou a cabeça, detestando o peso dos seus cabelos, e desejando cortá-los.

— Você não pensou sobre as possíveis conseqüências de me revelar tudo? — insistiu ele.

Era uma palavra terrível, e ela o encarou rezando para conseguir disfarçar o medo.

— Como assim, que conseqüências?

— Você está carregando o meu filho! — falou ele com força. — Você não pode me negar essa criança. Na verdade, eu não vou deixar que isso aconteça!

Por um momento Sakura olhou para ele com pavor, temendo que ele fosse capaz de levá-la embora com ele. Por que diabos ela havia contado? A do nas costas agora parecia aumentar, espalhando-se até o abdômen. Ela engoliu o gemido de dor que tentava brotar de sua garganta.

— Olhe, Sasuke, isso não era para ter acontecido — disse ela, desesperadamente.

— Quer dizer que você queria que não tivesse acontecido? — perguntou ele.

Mais tarde, Sakura iria se arrepender de ter dado a resposta que deu a essa pergunta. Mas, naquele instante, estava de cabeça cheia, ondas de dor atacavam seu corpo, e ela só queria que tudo voltasse ao normal.

— Hein, Sakura? Você queria que não tivesse acontecido?

— Claro que queria! — ela desabafou, em um surto terrível de hormônios. Todas as suas inseguranças da infância voltaram à tona. — Você não acha que isso ameaça tudo que eu sempre quis, tudo que eu conquistei?

Houve um silêncio profundo e quando ele a olhou novamente, sua expressão havia mudado.

— Então não há mais problema. Não vamos deixar que isso afete você — disse ele friamente.

Sakura cravou as unhas nas palmas das mãos.

— Do que você está falando?

— Nada disso precisa afetá-la — explicou ele. — Você pode ficar com seu trabalho precioso e tudo o mais, eu fico com o bebê. Uma solução perfeita para uma gravidez indesejada.

Sakura poderia ter protestado, respondido, mas naquele momento as palavras dele pareciam tão inconseqüentes quanto a presença ou a ausência do sol lá fora. Naquele momento, não existia o mundo lá fora, estava tudo ali. A dor aumentara, como se alguém girasse uma faca em seu ventre, ela caiu para frente, o peso do bebê fazendo-a perder o equilíbrio.

Ela viu Sasuke reagir e, depois disso, foi como se tudo estivesse em câmera lenta, como se ele se movesse dentro do oceano. Tudo ao redor parecia embaçado, fora de foco, pela intensidade do que estava acontecendo com ela.

Ele a pegou nos braços antes que ela caísse — a densidade quente e estranha do peso dela — e a levou para o sofá para que ela se deitasse.

— O que foi, Sakura? O que está acontecendo? Fale. Fale!

Ela não sabia, e no entanto tinha certeza, como todas as mulheres deviam ter certeza desde a época das cavernas.

— Estou dando... à luz! — gemeu ela. — Chame uma ambulância para mim, por favor?

— Não precisamos de ambulância — anunciou ele enquanto se abaixava para carregá-la. — Meu carro está lá fora.

— Eu fiz uma reserva no hospital ao final da rua.

— Não tem mais reserva nenhuma, eu vou levá-la para o melhor hospital de Londres — respondeu ele.

Apesar da dor, Sakura sentiu uma ponta de indignação.

— É um hospital fantástico — retrucou ela. — E eu vou para lá. Além disso, não tenho tempo para ficar rodando por aí.

Ele teve de reconhecer que ela estava certa.

— Onde estão suas chaves?

— Na porta — respondeu ela. Ele foi buscá-las, colocou-as no bolso e carregou Sakura até o carro. O rosto dela contra o peito dele, aquele cheiro invadindo-a, como se uma invasão só já não tivesse sido suficiente. Ela tentou se livrar dele com força, mas seu corpo era sólido como uma rocha.

— Coloque-me no chão!

— Guarde suas energias, Sakura — pediu ele, seu rosto e sua voz de repente ficaram mais sérios. — Eu exijo que você conserve suas forças, você vai precisar!

O motorista nada falou quando viu Sasuke aparecer com uma grávida nos braços. Ele apenas saiu do carro e abriu a porta.

Sasuke colocou Sakura no banco de trás e deu o endereço ao motorista.

— Vamos! — comandou ele. — Rápido, mas levemente, com calma. — Agora, Sakura estava gemendo a cada minuto, o rosto se contorcendo de tensão, segurando o braço dele com força.

— É a contração? — perguntou Sasuke.

— Claro que é a droga da contração! — choramingou Sakura. — O que mais poderia ser?

— Você quer que eu ligue para alguém? — Ele percebeu que não sabia muito sobre ela, sobre essa mulher que carregava seu bebê. — Sua mãe?

— Minha mãe está morta.

Ele piscou.

— Você tem algum parente?

Quando a dor diminuiu um pouco, Sakura abriu os olhos.

— Não. Só eu.

De alguma forma, isso o comoveu. Ela fizera tudo sozinha, sem ninguém para protegê-la — até que ele se lembrou de que ela tinha escolhido agir dessa forma.

Por sorte, o horário do trânsito pesado tinha acabado e as ruas da cidade estavam relativamente calmas. Mas ele só relaxou quando o carro estacionou nos fundos do hospital.

— Chegamos.

Os olhos de Sakura se arregalaram quando ela leu a placa.

—Acidentes e Emergência. Perfeito — disse ela, a voz trêmula. — O bebê foi um acidente, e isso é uma emergência!

Sasuke quase sorriu, mas não ousou fazer isso. Se não fossem rápidos, o filho ou a filha dele nasceria dentro de um carro. Uma cadeira de rodas, um médico e uma enfermeira se materializaram miraculosamente do nada. Sakura foi levada às pressas para a maternidade, e então o caos se instalou. Ou, pelo menos, foi o que pareceu.

Havia luzes e pessoas vestidas de verde enchendo-o de perguntas, muitas das quais ele não sabia responder, porque ela o manteve no escuro. E, mais uma vez, aquele sentimento de fúria enlouquecida o tomou por inteiro.

— Você é o pai? — perguntou uma enfermeira.

Pelo menos ele sabia essa resposta, mesmo que tenha preferido utilizar a língua nativa para responder.

Si, io sono il padre!

— Então você vai ficar? Sakura levantou a cabeça.

— Não!

Si — contradisse ele, enfático. — Eu vou ficar. Ela não o queria ali. Não queria que ele a visse em um estado tão vulnerável e lamentável. Agora, eles estavam levantando as suas pernas — como poderia olhar para ele novamente depois disso? Ela mordeu os lábios com vergonha e virou o rosto quando as contrações voltaram, ainda mais fortes e mais freqüentes.

A essa altura, ela já não se importava com mais nada, somente com as instruções dos médicos, ou com o que mandavam que ela não fizesse. Como "empurre". Ou "com força". E ela, que detestava perder o controle, se viu tão desesperada para se livrar daquelas dores absurdas que quase agradeceu por estar recebendo ordens. Teria rido da ironia caso não estivesse tão exausta.

O quarto estava lotado, parecia até que todos os obstetras da Inglaterra estavam ali, a pedido de Sasuke.

— Por favor! — implorou Sakura. — Eu só quero ter esse bebê!

Sasuke olhou para o médico com ansiedade. Ele queria ajudá-la, mas não podia fazer nada. Quando tentou pegar sua mão, ela o afastou e virou o rosto.

Foi apenas quando o parto estava perto do final, quando seus gritos cortaram o ar, que ela o requisitou, mordendo os lábios com dor enquanto suas unhas o arranhavam.

— Ajude-me — sussurrou ela. — Sasuke, por favor, ajude-me.

Nunca em sua vida ele se sentira tão impotente.

— Vai dar tudo certo, cara — ele a acalmou, mas seu tom de voz era ríspido.

Ela virou o rosto suado para o outro lado. Ele mentia. Como poderia dar tudo certo?

— Sasuke, você quer ver esse filho?

Ele se virou para ela e, no momento em que seus olhos se encontraram, ela sabia que não lhe podia negar esse direito. E quando ela balançou a cabeça dando permissão em silêncio, ela desejou que tudo tivesse sido diferente. Normal. Que eles pudessem ter sido como qualquer outro casal nessa situação. Mas vocês não são um casal, veio a lembrança dolorosa, antes que outra dor, muito maior que todas as anteriores, viesse novamente.

Sasuke ficou sem palavras ao ver o progresso físico do parto, que nem de longe lembrava o desejo que os havia levado até ali. Um último berro de Sakura perfurou o ar. Ele viu um punhado de cabelos negros emergindo e ouviu um choro fino. Balançou a cabeça como que negando o que os próprios olhos viam. Aquele milagre.

E quando um corpinho molengo e inquieto foi colocado em seus braços, Sasuke sequer conseguiu piscar, e seu coração virou de ponta-cabeça com a intensidade daquele amor.

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*Momento Autora*

Yo Flores como tem passado *Desvia de uma batata* eu passei muito bem *Desvia de uma Cenoura* e então desculpa pela demora *Desvia de um Ovo* GENTE NÃO DESPERDISE OS ALIMENTOS COMIGO NO LUGAR DISSO VAMOS FAZER UMA MAIONESE \O/ ta isso não colo mais Desculpa pessoas do eu kokoro mais eu estava muito atarefada esses dias e para piorar eu fiquei um mês sem net e ainda como era meu ultimo ano na escola foi uma correria só,mais estou de volta e vim para ficar,então me digam o que acharam do capitulo e me perdoem mais uma vez mais a vida é complicada,ah a fic já esta quase no fim só esta faltando 3 capítulos e o Epilogo então aproveitem e o próximo capitulo sai semana que vem sem falta.

Um FELIZ ANO NOVO muita paz e saúde para todos e que nesse novo ano tenhamos muitas felicidades bjs até ah deixem Reviews