Finalmente as férias estavam chegando, faltava pouco tempo para aquela doce liberdade de não ter obrigação de fazer absolutamente nada, a não ser se divertir, dormir e fazer boas lembranças de tão amada época. Para Nayru, as férias tinha uma conotação mais especial, poderia fugir da rotina, e principalmente fugir de Kouga e Sesshoumaru. Não era fácil conviver com eles desde o ocorrido no parque.

Apesar de ter explicado tudo sobre o que aconteceu entre ela e Sesshoumaru a Kouga, mais de trinta vezes, ele nunca ficava convencido que era somente aquilo, acreditava que Nayru tinha uma queda por Sesshoumaru ou que o mesmo queria muito mais que a amizade dela. E pior, Kouga se tornava muito possessivo e de certa forma a sufocava, pois não deixava espaço para ela sair sozinha, muito menos com Kagome e seus amigos. Ele tentava monopolizar o tempo dela com a ajuda de seus irmãos Ginta Hagaku e Shipou, que chegaram no dia depois de Kouga. Eles tomavam o tempo de Nayru a ponto dela só ir para a casa da tia para dormir... Não que isso fosse totalmente ruim, adorava se divertir com eles, no entanto os meninos pareciam estar forçando a barra para ela ter algum relacionamento mais intimo com Kouga. Já não era bastante confiar nele e quase ser amiga? Sesshoumaru também parecia irritado com tudo que acontecia ou quando a via com Kouga...

Nayru precisava de tempo para pensar em tudo que houve e achar uma solução plausível de não virar inimiga de Kouga e Sesshoumaru ou mais uma amante deles, muito menos a corda daquele cabo-de-guerra. Praticamente os dois eram iguais para ela.... Precisava de um tempo sozinha, e isso era tudo que ela não tinha.

Kouga sempre a convidava para ir a cinemas, restaurantes e até festas de empresas com ele, e nunca aceitava um não como resposta. No entanto, normalmente onde havia essas festas sociais, acabava encontrando com Kagome e Inuyasha, e conseqüentemente os outros, incluindo Sesshoumaru e Kagura. Nayru tentava quase em vão ser o mais diplomática possível naquelas situações, no entanto era praticamente impossível impedir o atrito entre Kouga e Sesshoumaru, muito menos as crises de ciúmes de Kagura.

Quando a musica parava de tocar, e Kouga ia conversar com conhecidos, Nayru aproveitava e saia de perto dele numa tentativa de se refrescar tomando alguma bebida ou dando apenas uma volta, mas outros homens e yokais vinham e lhe convidava para dançar e a arrastavam para a pita de dança antes dela conseguir dizer não. Isso era extremamente irritante, pois alguns lhe pediam favores para persuadir Kouga a negociar com eles, ou buscavam informações sobre a empresa e situação financeira dele até que Sesshoumaru aparecia e a salvava deles... Ou pelo menos parecia isso, pois a monopolizava nas próximas musicas. Era como mudar de prisão, dos braços de Kouga, antes desconhecidos e agora nos de Sesshoumaru, apesar do ultimo era mais agradável de se dançar, mas causava um mal estar, pois percebia nitidamente os olhares assassinos de Kagura para si e de outras mulheres. Sesshoumaru dançara com as outras, mas só com Nayru ele repetia a dança mais de 2 vezes, no entanto não conversavam. As únicas palavras que ele dirigia a ela é a pedir para dançar, depois disso vinha o silencio... No entanto ficava a olhando o tempo todo.

- Você está me devendo. - comentou Sesshoumaru no ultimo baile que dançara com ela, acabando com aquele silencio que tinha até então

- Lhe devo? Pelo que? - indagou Nayru apreensiva quase errando o passo daquela valsa

- Você quebrou os vidros espelhados da casa mal-assombrada. - respondeu Sesshoumaru dando um sorriso sínico - Eu paguei pelo concerto deles... Ou você seria presa por vandalismo. As câmeras de vídeo amam você, pois lhe captaram com perfeição incluindo a quebra dos vidro. Em câmera lenta pode-se ver uma onda de impacto saindo de você... Realmente é muito interessante a cena.

- E acha que a culpa foi de quem eu fazer aquilo?! - indagou ela irritada, apertando a mão sobre o ombro dele - Você devia ter pago pelo estrago, pois o provocou. Não lhe devo nada Sesshoumaru.

- Me deve sim... Se seu amiguinho não tivesse aparecido e intrometido em nossos assuntos, as coisas poderiam ter acabado muito melhor entre nos aquela noite. - comentou Sesshoumaru a puxando para mais perto dele - Você usaria seu poder e força em algo muito mais prazeroso e útil do que quebrar vidros...

- Ir para a cama contigo não é um final feliz, é uma condenação ao inferno. - respondeu Nayru sorrindo friamente

- Não lembro de você reclamar quando eu a levei aquela noite de tempestade, parecia estar desejosa a esse sacrifício. - comentou Sesshoumaru - Foi tão fácil a levar para meu quarto e deitá-La na minha cama...

- Não sou hipócrita, admito que talvez tudo tivesse acabado de uma maneira melhor se você não abrisse sua boca maldita a falar besteiras ao meu respeito naquela noite. - respondeu nayru rapidamente - Mas isso são águas passadas, quem se importa com isso?

- Você se importa. - respondeu Sesshoumaru calmamente - Ou não estaria se escondendo atrás de seu amigo lobo fedorento, para se proteger de mim.

- Eu não faço isso Sesshoumaru, mas eu tenho minha vida. Aquela noite ei fiquei chateada pelo modo que acabou, mas não é a primeira vez que um cara e eu não nos demos bem na cama ou fora dela, e também creio que não é a ultima.

- Foi com muito? - indagou Sesshoumaru franzindo o rosto

- Não sou freira ou promiscua, Sesshoumaru. - comentou Nayru sorrindo - Posso contar os homens e yokais que tive comigo na cama nas mãos, o que eu duvido que você consiga fazer isso o mesmo com as mulheres e yokais que teve em seus braços.

- Não vou afirmar e nem negar. - comentou Sesshoumaru sério - Mas pra machos é diferente.

- Machista... - falou Nayru depois tentou controlar para não gargalhar. Quem imaginaria que ele seria assim?! Sesshoumaru era um mistério. - Ei, a gente não fez uma trégua? Se não pararmos eu vou achar que gosta discutir comigo.

- Interprete como desejar... - respondeu Sesshoumaru depois continuaram em silencio alguns momentos apenas se olhando em quanto dançavam, e Sesshoumaru quebrou o silencio novamente - Você está linda nesse vestido.

- Obrigada, você também não está nada mal. - respondeu Nayru e começou a rir

- O que foi? - indagou Sesshoumaru intrigado com o riso repentino

- Acho que conversar casualidades não combina conosco. - respondeu Nayru - Só falta falarmos sobre o tempo ou de times esportivos...

- Realmente eu não gosto de conversar esse tipo de futilidade. - comentou Sesshoumaru dando um leve sorriso

- Eu também não gosto... - respondeu ela - Que tal simplesmente dançarmos? Ou prefere falar sobre política mundial?

- Dançar está ótimo pra mim. - respondeu Sesshoumaru lhe brincando com mais um sorriso.

Depois da musica acabar, Nayru voltou para a companhia de Kouga que parecia nervoso em quanto Sesshoumaru pegava um copo de champanhe e olhava para nayru com o outro. Porque aquela mulher o fazia sorrir tanto?

A trégua ainda estava valendo, e de certa forma isso permitiu que ele se aproximasse dela sem ter acabado em briga, dançarem e conversarem de uma forma até agradável. Talvez pudessem ser amigos algum dia... no entanto nunca deixaria nas mãos de Kouga... Afinal sabia que o cara que havia ferido Nayru e a feito ir embora dos EUA era Kouga. Não queria permitir que ele a ferisse novamente...

Sesshoumaru tinha certeza, desde que conhecera Nayru, ela não havia ido para cama com Kouga desde que se reencontraram, pois ela não exalava nenhum cheiro em sua pele, nem apresentava a energia sinistra Kouga no corpo quando a tocava na hora de dançar. Nem ele nem Kouga haviam conseguido se aproximar intimamente dela aquele ponto, apesar de Sesshoumaru saber que estava em vantagem pois esteve muito perto de fazer nayru ser dele, muito mais que Kouga. No entanto se desse brecha, certamente Kouga a usaria para lhe roubar Nayru... Não que ela o pertencesse, mas Sesshoumaru se sentia meio que responsável por ela e não abriria mão disso a ninguém. Ele sabia que a responsabilidade que sentia por Nayru era distinta dele por Rin, disso ele tinha certeza absoluta.

Nayru estava já ao lado de Kouga, quando ele lhe pegou pela mão e pediu licença para os outros convidados e saiu, a levou consigo para os jardins iluminados da mansão que onde estava tendo o baile. Se sentaram num banco de jardim, que havia perto de um pequeno lago com carpas das mais diversas cores e tamanhos nadando e ambos ficaram as olhando. Kouga parecia nervoso ao olhar para Nayru e em seguida pras carpas...

- Eu só dancei com Sesshoumaru, Kouga. - comentou Nayru prevendo a irritação dele - Não foi nada demais. Em quanto você conversava com seus sócios, Sesshoumaru ajudou-me a evitar ter que dançar com aqueles outros caras irritantes e interesseiros. Não tem porque se irritar com isso...

- Hã?! Acha que é por isso que estou nervoso? - indagou kouga parecendo confuso

- E não é? - indagou ela o olhando nos olhos intrigada

- Não, é outra coisa. - respondeu ele dando um enorme suspiro depois voltou a olhar no rosto de Nayru - Eu comprei um presente para você a algum tempo e estava pensando no melhor momento de lhe dar. Mas não queria lhe ofender e parecer que fosse um suborno pela ou... Enfim, eu quero lhe dar.

Kouga tirou do bolso interno de seu fraque uma pulseira de tamanho mediano na qual era talhada na forma de dois dragões entrelaçados, talvez lutando. No entanto um dragão era de ouro amarelo com os olhos de rubi, o outro era de ouro branco com os olhos de safira. Os corpos dragões estavam entrelaçados, na qual um ia da direita para a esquerda, e o outro na direção oposta, mas as cabeças se encontravam no meio da pulseira, num formato circular que lembrava o ing e iang. Era uma peça muito bem trabalhada, dava a impressão que os dragões estavam vivos...

- Kouga, é lindo... Mas não posso aceitar. - respondeu Nayru analisando o presente

- Pode e deve. - respondeu Kouga pegando a mão dela, colocando a pulseira no pulso dela - Não é uma jóia comum, foi feita exatamente para você, fica linda em seu pulso... Fique com ela.

- Mais um motivo para não a aceitar. - respondeu ela - Se é exclusivamente para mim, significa que é muito cara. Não posso lhe reembolsar ou...

- Não quero pagamente em troca... Essa jóia foi feita e só pode ser usada por você. - respondeu Kouga sorrindo ajeitando a pulseira no pulso dela- Ela lhe ajudara a controlar seu poder, da mesma maneira que fará o mesmo com outros yokais que se aproximarem de você... É usada para igualar poderes.

- Porque a preocupação com isso? - indagou nayru - Já enfrentei yokais antes, não corri muito perigo. Tenho grandes poderes espirituais Kouga, sei me controlar e sei como lutar com yokais. Não há necessidade da pulseira para me igualar a eles.

- Não é por esse motivo... - respondeu Kouga a interrompendo e dando um longo suspiro - Quando você fica com raiva, seus poderes se manifestam. Eu vi várias vezes você quebrando vidros ao seu redor, e fico preocupado que os cacos lhe atinjam e você se machuque.

- Bom, isso você tem razão. Sou meio impulsiva quando irritada e nem percebo manifestar meus poderes as vezes... - comentou Nayru olhando para a pulseira no pulso - É linda Kouga, obrigada.

- Sabe, eu mandei fazerem essa pulseira antes de ficar noivo. - comentou Kouga - Para evitar que meus irmão lhe machucassem em uma brincadeira, pois as vezes eles não percebem que você é uma humana e é frágil em relação a um yokai.

- Você me achou frágil quando acabei com sua noiva? - indagou Nayru passando a mão sobre a pulseira

- Não, achei incrivelmente forte. - respondeu Kouga - Mas, fiquei com receio que ela lhe machucasse, você não é como nós.

- Olha que eu vou te acusar de preconceito. - brincou Nayru - Mas me diz, o que tem de mais nessa pulseira? Algum rastreador para você me achar com GPS?

- Não, nada disso. A única coisa distinta dessa pulseira é que só você pode usar ou tirar. - respondeu Kouga - Ninguém mais conseguirá a tirar de seu pulso.

- Adorei a notícia. - comentou Nayru e ambos ficaram em silencio.

Nayru aproveitou o momento para ficar olhando as capas na água a nadar, mas Kouga parecia ainda estar nervoso. Se levantou e ficou andando de um lado para outro atrás dela. Depois se aproximou dela, colocou as mãos no pescoço dela e se afastou. Nayru colocou a mão no pescoço e sentiu um colar, com um pingente. Kouga se sentou novamente ao lado dela, mas desta vez bem mais próximo, e mostrou o outro colar com pingente em sua mão.

- Lembra disso? - indagou ele mostrando o pingente - Era nosso colar da amizade, "ing e iang, você e eu". Quando foi embora você deixou isso na cabeceira do seu quarto, em minha casa.

- Você é muito sentimental. - comentou Nayru tocando no pingente - Achei que tinha jogado fora, vendido ou dado para alguém.

- Não podia fazer isso. - respondeu Kouga sério - É nosso colar da amizade, não posso simplesmente dar para outra pessoa usar. Além disso ele fica lindo eu seu pescoço.

- Ing e Iang Não a Bem que não tenha conseqüências e Mal que não se tenha benefícios, interligados eternamente". - comentou Nayru se lembrando do que o joalheiro havia explicado sobre aquele colar.

- Traduzindo, um depende do outro pra existir, ou seja, sua vida sem eu não faz sentido. - comentou Kouga a provocando

- Convencido! - criticou Nayru fingindo-se ofendida mas depois sorriu - Não vai colocar a sua metade do colar também?

- Poderia colocá-lo em mim? - indagou Kouga, lhe entregando o colar. Mas ele não se virou para ela colocar o colar, ficou frente para ela. Nayru entendeu o recado e colocou os braços ao redor do pescoço dele, com cada mão segurando uma ponta do colar, o prendeu no pescoço dele e lhe ajeitou, colocando o cordão por debaixo do cabelo, e soltou-lhe o cabelo presos num rabo-de-cavalo.

- Assim esta bem melhor. - comentou Nayru olhando para Kouga com o cabelo solto, balançando ao vento - Cara, eu te invejo. Como pode ter um cabelo tão bonito e liso sem necessidade de passar horas o tratando? Isso é injusto!

- Sempre implica com meu cabelo. - comentou Kouga passando a mão nos cabelos, os ajeitando e colocando para trás

- Eu adoro seu cabelo... - comentou ela passando a mão neles - Olhe só como é liso, escuro, mas tem um brilho lindo e saudável. Yokais só tem vantagens!

- Nem sempre yokais tem vantagem... - comentou Kouga - Yokais que se apaixonavam por sacerdotisas tinham um fim trágico. Ou sua amada o matava ou ele tinha que a matar. Ainda bem que os tempos mudaram...

- O que? Não teria coragem de me matar? - indagou ela ajeitando o pingente do colar distraidamente, o provocando

- Preferia ser morto... - respondeu Kouga lhe segurando a mão

- Ou poderíamos morrer juntos. - comentou ela rindo - Você sabe muito bem que eu não acredito nesse sentimentalismo todo, nunca acreditei num amor tipo Romeu e Julieta. Aquela história é mais ridícula e trágica do que romântica, usa a lógica e verá que tenho razão.

- Você é muito cética, não acha? - indagou ele

- Sou realista. Nunca lhe mataria, apesar de ter vezes que o desejei fazer mas consegui me controlar, no entanto também não permitiria que me matasse... Não é meu estilo.

- Tem certeza que não tem sangue yokai nas suas veias? - comentou Kouga - Você está muito fria comigo... Até quando vai me torturar assim?

- Você merece esse tratamento, mas para ser sincera não finjo estar fria, fiquei fria. Mas não se preocupe, com todos eu sou assim. - respondeu Nayru - Contente-se que tenhamos feito as pazes e voltamos a ser amigos Kouga, não force a barra.

- Não confia em mim ainda o suficiente... - falou Kouga num suspiro de desanimo

- Não é pessoal, só que não confio em yokais nesse ponto de relacionamento. - respondeu Nayru simplesmente

- Mas em Bakotsu e Jakotsu você confiou, e pelo que soube até permitiu que Bakotsu a beijasse nas escadas do restaurante. - respondeu Kouga contrariado

- Ele é tecnicamente um humano, você é um yokai. - respondeu Nayru - Chega dessa conversa ou vamos acabar nos digladiando verbalmente ou fisicamente em instantes.

- Tem razão, essa conversa ficou sem sentido. - respondeu Kouga se levantando e olhou para Nayru seriamente - Mas vou lhe avisar, eu nunca irei vou te perder para aquele cachorro velho e idiota.

- Acho que o cabelo dele é prateado, não branco. - comentou ela e viu Kouga se irritar ainda mais - Que foi? Eu sou mulher, noto esse tipo de coisa.

- Ele é melhor que eu?

- Não. - respondeu ela seria se levantando - Mas você não é melhor que ele.

Nesse momento, Sesshoumaru estava andando pelo jardim acompanhado de Kagura, que parecia estar com presa de o levar a algum lugar. Ela apontou para onde Kouga e Nayru estavam em pé, aparentemente abraçados de forma intima. Sesshoumaru ficou parado olhando a cena, ao seu lado estava Kagura que aparentava eufórica com a cena.

- Eu sei de uma coisa que eu sou muito melhor que ele... - comentou kouga sorrindo sinicamente, puxando Nayru para mais próximo dele. - Sei lhe beijar muito melhor, sei o que lhe agrada e sei como a excitar e deixar tão submissa como um cordeirinho.

Ao falar aquilo Kouga a beijou aproveitando o momento em que Nayru abria a boca para protestar. Nayru tentou o afastar, usando até mesmo seus poderes, mas a pulseira que Kouga lhe dera a impedia de manifestar assim. Belo presente, agora não conseguia se defender dele...

- Quem diria que eles eram tão íntimos? - comentou Kagura sorrindo sinicamente. Mas quando olhou para o lado, Sesshoumaru já tinha se virado, voltando para a festa. Kagura praticamente correu para o alcançar.

Nayru estava já começando a ceder perante aquele beijo de Kouga, mas sentiu a energia sinistra de alguém... Sesshoumaru?! Isso lhe deu força e raiva o suficiente para afastar Kouga com um empurrão, lhe dando um tapa no rosto.

- É por isso que não confio em yokais. - respondeu Nayru numa cólera de ira, tirando a pulseira com força, quebrando o fecho e a Kouga lhe dera e jogou no chão. - Vou embora, a noite já acabou para mim. Obrigado pela demonstração de amizade, agora sei com quem estou lidando. Adeus Kouga!

- Espera Nayru, eu sinto muito. Não sei o que deu em mim... - comentou Kouga tentando a fazer parar - Ciúmes talvez, mas perdão. Prometo nunca mais fazer isso, eu só não...

- Kouga, não piore a situação. - respondeu Nayru parando e olhando seriamente - Eu só perdôo três vezes alguém que comete um erro grave comigo, essa é a segunda vez que faz isso. A terceira, será fatal para nossa amizade. Sugiro ficar longe por um tempo e não me incomodar mais.

- Pelo menos me deixa te levar pra casa, por favor. - pediu Kouga - Eu entro, me despeço dos meus conhecidos, trago seu casaquinho e vamos embora.

- Certo, mas não quero que me toque. Te espero lá fora, perto das arvores, não demore ou vou a pé sozinha. - respondeu Nayru

- Vestida desse jeito, com salto e andando sozinha? Não acha que estaria dando sorte para o azar?

- Com o humor que estou, é um suicídio me incomodar, tanto humanos quanto yokais. - respondeu Nayru dando um sorriso sinistro, e fez Kouga recuar. Conhecia aquele sorriso dela, pois já a vira sorrir daquela maneira antes de quase exorcizar um yokai numa briga de rua. Nayru era terrivelmente perigosa quando estava irada, e agora estava extremamente irritada.

- Certo, eu já volto. - comentou Kouga saindo, voltando ao baile. Nayru viu a pulseira no chão, mas não a pegou. Aquela pulseira era perigosa, pois a deixava vulnerável como uma humana comum, e odiava esse tipo de sentimento. Saiu dali, arrodeando a mansão, esperando Kouga perto da entrada da mesma, entre as arvores.

Aquele lugar era bonito afinal, os jardins eram maravilhosos e muito românticos, mas para quem queria se acalmar e sentir paz, nada melhor do que admirar as arvores e o vento a soprar. Isso ela aprendera com os pais quando acampara quando criança no EUA.

Em quanto isso, Kouga estava se despedindo dos seus amigos e indo até a recepção para pegar seus pertences e chamar o manobrista, para pegar seu carro. Sesshoumaru olhou de longe Kouga, algo estava errado. Se aquele idiota deu um amasso em Nayru nos jardins, porque tinha a aparência melancólica? E onde estava Nayru? Sem que os outros percebessem, Sesshoumaru saiu da mansão e foi até os jardins, exatamente onde momentos antes Nayru e Kouga estavam. Achou a pulseira quebrada, mas não achou Nayru ali. Guardou a pulseira no bolso, e foi andar em volta a procura dela, seguindo seu cheiro. A encontrou na frente da mansão, encostada numa arvore com os olhos fechados, respirando devagar. Os cabelos estavam soltos agora, balançando ao vento.

- O que faz aqui? - indagou Nayru sem olhar para ele - Veio me repreender pela minha conduta ou quer brigar?

- Porque está tão irritada? - indagou Sesshoumaru com as mãos no bolso, apertando a pulseira na mão

- Você estava lá, você viu tudo. Não há necessidade de fingir que se importa com o que aconteceu ou que não sabe de nada. - respondeu Nayru - Em que está pensando agora?

- Estava me perguntando porque que estava tão contente por estar nos braços de seu amiguinho lobo? - indagou Sesshoumaru se aproximando dela, tirando do bolso a pulseira e a colocando na frente do rosto de Nayru - Foi o presente que a fez ser tão receptiva a ele? Devia ter cuidado para não perder seus presentinhos...

- Acha que podem me comprar com jóias ou presentes caros? - indagou Nayru o olhando seria

- Qualquer mulher adoraria ganhar jóias genuínas, mesmo sabendo que tem um sentindo bem explicito sobre como o recompensar pelo gesto galante. - comentou Sesshoumaru guardando a pulseira no bolso

- Não sou mulher de programa, que aceita presentes por favores. - respondeu Nayru rapidamente

- Então porque aceitou o presente? - indagou ele serio

- Pode ficar com a pulseira se quiser, não me importo. - respondeu ela - Não significa nada para mim, faça o que desejar com ela.

- Qual a diferença dela para essa em seu pescoço? - indagou Sesshoumaru com um tom mais serio

- Está falando desse colar? - indagou ela tocando no colar da amizade - Esse colar é meu, quando fui embora eu o deixei nos EUA e esquecer de tudo e começar vida nova aqui. Mas agora que tudo se resolveu, Kouga me trouxe de volta...

- Ele tem um igual. - comentou Sesshoumaru se aproximando mais dela, olhando para o colar - A outra metade...

- É um colar da amizade... - comentou Nayru - É meio lógico que cada um tenha uma metade do pingente.

- Prefere ser chamada de ingênua ou de idiota? Não é apenas isso que esse colar representa, é um colar de propriedade. - respondeu Sesshoumaru - Pra você pode parecer puramente de amizade, mas para ele e todos os outros yokais representa muito mais que isso. Esse colar tem o cheiro dele, e ele tem a outra metade que o completa, ele está dizendo a todos que você é dele, pertence a ela.

- Do jeito que você fala, parece que eu estou usando uma coleira. - respondeu Nayru apertando o pingente na mão, dando um sorriso irônico

- E está. - respondeu Sesshoumaru - Tire-o... agora.

- Não se intrometa em meus assuntos Sesshoumaru. - falou Nayru - Você não é ninguém pra se intrometer no que faço ou deixo de fazer.

- Irei me intrometer. - respondeu Sesshoumaru, e em fração de segundos arrancou o colar do pescoço de Nayru - É repugnante sentir o cheiro desse colar misturando em sua pele. Nunca mais ira colocar essa "coleira" em seu pescoço ou qualquer coisa que ele lhe dê.

- Me devolva... - falou nayru ao ver o colar na mão dele, se aproximou dele tentando pegar o colar, mas ele afastava a mão antes dela conseguir o tocar

- Não vou permitir que ele a use novamente. - respondeu Sesshoumaru - Você não é propriedade dele, e nunca será.

- E desde quando você é meu tutor? - indagou Nayru - Sou bem grandinha para saber o que quero... Agora, me devolva esse maldito co... - Nayru não pode completar a frase, pois Sesshoumaru sorriu de leve e se inclinou em seguida, a beijando, lambendo rapidamente seus lábios e se afastou

- Você pertencerá somente mim... - falou Sesshoumaru, voltando para mansão sem olhar para trás, levando consigo o colar e a pulseira.

Nayru ficou parada, em meio que estado de choque. No entanto isso durou apenas poucos segundos, pois sua raiva voltou com força total, deixando seu corpo com uma espécie de energia estática e seu rosto estava sério. Quando deu por si, estava já no carro com kouga, indo para casa da tia. A ida foi em completo silencio, na qual só foi quebrado na hora de se despedirem a porta da casa dos Higurashis. Kouga não desceu do carro, apenas se desculpou, depois se despediu e foi embora. Nayru por sua vez entrou no templo, trocando de roupa, vestindo roupa de sacerdotisa, se sentando no chão e tentou meditar para se acalmar. Se entrasse em casa com raiva, poderia quebrar todos os vidros e espelhos da casa. O templo era apenas madeira e estátuas religiosas, não havia perigo de quebrar...

Mas isso não adiantou para ela se acalmar, pois acabou dormindo no templo, no chão frio. Ao acordar na manhã seguinte, descobriu que pegara um resfriado e estava com uma terrível dor de cabeça. Sua tia mandou dormir na cama de Kagome, que já estava acordada tomando o café da manhã, para se recuperar. No entanto Nayru não teve sossego ou paz para tentar se curar daquele resfriado, pois o medico que lhe examinara lhe mandou tomar remédios e descansar bastante, mas sua tia tentava a entupir de comidas saudáveis para fortalecer seu corpo e seu avô lhe fazia engolir remédios caseiros da família, que estavam guardados no balcão há sabe lá quanto tempo. A mistura disso tudo a fez se sentir pior, pois teve praticamente uma intoxicação, quase a fazendo parar no hospital. No entanto, para sua sorte, Sango, Kagome e Souta começaram a cuidar dela, a fazendo se recuperar aos poucos sema interferência dos outros familiares. Miroku fora proibido de ir para lá por não saber se comportar, e Inuyasha não conseguia ir a casa de Kagome. Mas isso não era restrito a Inuyasha, mas sim a todos os yokais, nenhum conseguia entrar no templo ou ir até a casa de Kagome, pois havia uma barreira poderosa ao redor deles, invisível a olho humanos, mas para um yokai tinha a colocarão preta. Mas ninguém sabia se aquela barreira fora feito devido a doença de Nayru ou havia um motivo oculto.

Após 4 dias de cama, Nayru havia se recuperado e já estava fora da cama, mas a barreira ao redor do templo não desapareceu. Por mais que tentassem acalmar Nayru, ela não desfez a barreira ao redor do templo, o que dificultava nos encontros de Kagome. Entretanto ela compreendeu o sentimento de Nayru e não contestou, pois sabia que sua prima estava evitando que Kouga e família e Sesshoumaru de se aproximarem dela novamente. Além disso Kagome não era masoquista ou louca o suficiente para tentar enfrentar nayru, seria um suicídio, pois não eram iguais.

Inuyasha por sua vez estava tendo mais dificuldades com Sesshoumaru, que estava se comportando de uma forma peculiar desde o ultimo baile, estava mais pensativo que o normal...

No templo higurashi as coisas não estavam indo bem, apesar de ter se passado mais 2 dias desde que um yokai tentou entrar no templo, aparentemente a barreira de Nayru parecia estava mais forte e agora impedindo as pessoas de entrarem no templo. Algumas diziam que estava assombrado, outras que um espírito maligno estava ali ou que uma sacerdotisa das sombras havia aparecido na área... Pois quem se aproximava do templo sentia arrepios, e o mal humor de Nayru só piorava as coisas. Vovô tinha que tomar alguma atitude ou essa situação iria prejudicar as finanças do templo.

- Mandou me chamar vovô? - indagou Nayru entrando no templo

- Sim, sente-se. -mandou ele, e Nayru o obedeceu. - Sabe, eu tentei usar meus poderes, fiz rituais mas não consegui enfraquecer essa aura negra, nem sua barreira um minuto sequer.

- Bom, isso explica a queima excessiva de incenso pelo templo, as oferendas ao fogo e outras coisas estranhas que vem aparecendo como "escamas de sereias de 1000 anos", "ossos de Nue" e outras quinquilharias no quarto de Kagome e no corredor. - comentou Nayru - Porque não me falou sobre isso antes?

- Porque, como sacerdote chefe da família Higurashi, sou o mais poderoso, mais antigo e sábio de todos. Eu tenho obrigação de desfazer essa barreira e trazer a paz e harmonia para o templo.. - comentou o avô

- Não quero te menosprezar vovô, mas a maioria de rituais que fez não era para quebrar a barreira, era para a fortalecer. - comentou Nayru

- QUE?! MAS EU LI NOS LIVROS ANTIGOS DO SOTÃO QUE...

- Vovô, aquilo é pra enfraquecer barreiras yokais, as feitas por humanos tendem a se fortalecer com aqueles rituais. - respondeu Nayru tentando não rir da cara do avô

- Bom, de qualquer forma eu quero que acabe com essa barreira logo, ou esse templo será transformado em um lugar para treinamento de sacerdotisas das sombras. - respondeu vovô um pouco mais sério - Você sabe o que tem que fazer, não é?

- Hai! Hai! - falou Nayru se levantando

- Nayru... - chamou vovô - Faça no jardim e... Use o violino.

- Claro. - respondeu Nayru sorrindo

- A propósito, deve se usar as roupas de sacerdotisa, uma das jóias de 4 almas e...

- Aquela roupa vai atrapalhar, e não quero usar suvenir do templo e nem fazer a propaganda deles quando a barreira sair e as pessoas entrarem no templo. - comentou Nayru rapidamente antes de sair e buscar o violino. Depois foi para o jardim do templo, ficando exatamente no meio dele e começou a tocar o violino. A medida que a melodia soava, a barreira começava a oscilar, a enfraquecendo aos poucos.

Naquele exato momento, Sango e Miroku estavam subindo as escadas do templo para buscarem Kagome para sair com eles, e Inuyasha os esperava perto do portal do templo pois não conseguia passar dali. Quando estavam perto do ultimo degrau, Kagome apareceu correndo.

- Desculpa, me atrasei um pouco. - falou Kagome - Eu estava distraída...

- Quem está tocando?- indagou Miroku

- Nayru... Não é lindo? - indagou Kagome

- Quem diria que uma humana estranha como ela poderia tocar algo tão bonito assim. - comentou Inuyasha

- COMO VOCÊ CHEGOU AQUI? - indagaram Sango e Miroku assustados com a aparição repentina de Inuyasha

- Subindo as escadas. - respondeu Inuyasha

- Mas... Mas...

- A barreira enfraqueceu. - comentou Inuyasha - A medida que a musica soa a barreira enfraquece.

- Mas que tipo de musica é essa que ela toca? - indagou Miroku

- Algo parecido com "as 4 estações". - falou a voz do recém chegado

- Kouga?! - indagaram todos virando para trás, vendo Kouga em pé no penúltimo degrau

- Como você chegou aqui em cima?

- Elevador. - respondeu Kouga sorrindo sarcasticamente - Lógico que pela escada, senti o cheiro de Nayru por causa da barreira enfraquecida e vim para cá.

- Já que estamos aqui, poderíamos espiar Nayru tocando violino. - propôs Miroku - Não me lembro de ter a visto tocar recentemente.

- Temos tempo. - comentou Sango olhando para o relógio

- Vamos então... - respondeu Kagome guiando os outros até o jardim, mas percebeu que Kouga se sentou nas escadas do templo. - Vão na frente, eu alcanço vocês.

Em quanto os outros iam para o jardim, Kagome se sentou ao lado de Kouga e o ficou observando por um tempo. Ele parecia estar mais magro, talvez abatido. Nayru não lhe disse o que havia acontecido naquela noite que houvera o baile, apenas que odiava yokais e os queria longe de si.

- Você não vai? - indagou Kagome

- Não, Nayru provavelmente saiba que estou aqui. - comentou Kouga - Não quero que ela volte a ficar brava, caso me veja. Ficarei aqui por um tempo...

- O que fez para ficar tão irritada? - indagou Kagome seria - Nunca vi nayru se comportar assim antes, nem quando chegou aqui depois de tudo que fez a ela.

- Ela lhe contou, é?! - falou Kouga meio surpreso - Meus ciúmes a fizeram ficar brava.

- Ciúmes?!

- Não desejo ser só amigo dela, quero mais que isso. - comentou Kouga - Mas eu aprecei as coisas e acabei a deixando brava. É melhor esperar que ela se acalme e venha me procurar... Se eu fizer isso ela tentara me matar.

- Nayru jamais faria isso! - repreendeu Kagome

- Faria quando está irritada. - comentou Kouga - Vá a assistir tocando violino, ficarei aqui. Não se preocupe, estou bem.

- Ok... Eu vou falar com ela. - respondeu Kagome se levantando dos degraus, indo até o jardim. Nayru estava tocando a musica de olhos fechados, parecia muito concentrada, a musica agora estava saindo mais frenética... A melodia lembrava uma tempestade, depois começou a oscilar entre calma e agitada. Sentados na grama estavam Miroku, Sango e Inuyasha, que pareciam estar escutando atentamente a musica, e Kagome se juntou a eles. Após 10 minutos, nayru parou de tocar, a barreira ao redor do templo havia sumido por completo e a harmonia estava restabelecida. Quando ela abriu os olhos viu Kagome e os outros batendo palmas...

- Foi muito bom, não sabia que solo de violino poderia ser tão legal. - comentou Miroku - Eu normalmente durmo com musicas clássicas, mas a sua foi impossível dormir.

- Vou encarar isso como um elogio. - comentou Nayru sem entender ao certo o que Miroku queria dizer

- Realmente você é muito boa no violino Nayru, fiquei pasma. - comentou Sango - Porque não tocava antes?

- O incidente com Rin fez eu ficar longe do violino por um tempo. - comentou Nayru olhando para o braço que havia ferido, na qual agora estava uma fina cicatriz de cor clara - Tinha receio de ter prejudicado meu braço, e caso tentasse tocar piorasse.

- Seu medo era infundado, você parece estar ótima. - comentou Sango sorrindo

- Talvez tenha razão. - comentou Nayru - A barreira se desfez, já fiz meu trabalho.

- Se não tem mais nada pra fazer, sai com a gente. - propôs Miroku rapidamente

- Não estou com animo para sair... - respondeu Nayru

- A gente não está te convidando. - respondeu Sango segurando o braço de nayru - Você vai por livre e espontânea pressão.

- Quer que eu saia na rua com o violino na mão?! - indagou Nayru estranhando o comportamento de Sango

- Miroku, deixe o violino dela em casa. - falou Sango entregando o violino a Miroku, puxando nayru para as escadarias do templo. Inuyasha, Kagome e Miroku seguiram elas, mas acho começarem a descer, nayru parou e ficou olhando para o primeiro degrau. - O que foi nayru?

- Quem estava ali? - indagou nayru

- Do que está falando? - indagou Kagome meio nervosa

- Quem estava sentado nos degraus? - indagou Nayru

- Eu e Inuyasha estávamos ai... - respondeu Kagome rapidamente

- A gente estava?! - indagou Inuyasha e levou uma cotovelada de Kagome - A - Ai... Sim, a gente tava ai antes.

- Hum... - foi o que Nayru respondeu, no entanto sabia que não era a energia de uma meio yokai, e sim um yokai completo. Mas por causa da que se desfez, não podia ter certeza de quem estivera ali.

Mais tarde, quando todos já tinham se divertido e já voltado pra suas casas, Inuyasha estava deitado no sofá quando o celular começa a tocar. Como a musica do identificador de chamadas do celular estava diferente, era um desconhecido. Atendeu com certo receio...

- Alô?

- Inuyasha, é você? - indagou a voz do outro lado da linha

- Kouga?! - indagou Inuyasha identificando a voz - Como arranjou meu telefone?

- Kagome me deu. - respondeu Kouga

- E desde quando você e ela são tão amigos para dar telefones um para o outro? - indagou Inuyasha irritando, pois sua imaginação começou a voar

- Deixemos a crise de ciúmes, quero conversar com você. É um assunto sério, mas como não dava pra falar pessoalmente, pedi pra Kagome me dar seu numero. - respondeu Kouga sem muita paciência

- O que é que quer falar comigo? - indagou Inuyasha suspirando, tentando se acalmar

- Quero saber o quanto de férias resta exatamente para vocês. - falou Kouga

- Umas 2 ou 3 semanas, mais ou menos. - comentou Inuyasha - Porque a pergunta?

- Queria propor a vocês irem viajar, ir para as montanhas esquiar. - respondeu Kouga - Seria bom aproveitar as férias com alguma agitação e longe de casa.

- É uma boa idéia, mas me fala o verdadeiro motivo. - falou Inuyasha sorrindo

- Quero evitar que Nayru se irrite tanto, e evite aquele yokai imbecil do seu irmão- respondeu Kouga sem rodeios

- Bom, de certa forma concordo com o que falou. - respondeu Inuyasha - Mas sejamos francos, você quer se encontrar com Nayru sem a interferência de Sesshoumaru ou que ela manifeste os poderes dela, não é?

- Basicamente é isso. - respondeu Kouga

- Ok, vou ver o que eu posso fazer. - respondeu Inuyasha

- Mais uma coisa Inuyasha, Nayru não pode saber que eu dei essa idéia para vocês, ou não ira. Tente parecer o mais sincero e inocente convite que vai fazer. - comentou Kouga apreensivo

- Não se incomode, sei exatamente como fazer isso. - respondeu Inuyasha desliga o celular. Se quisesse que o convite parecesse sem intenções ocultas, teria que o fazer sem o conhecimento de Kagome.

Na manhã seguinte Inuyasha telefonou para Miroku e Sango, deixando por ultimo Kagome. Como o esperado, Kagome ficou animada com o convite...

- Mamãe! - gritou Kagome ao telefone da sala - Inuyasha me convidou pra passar as férias com ele, Miroku e Sango nas montanhas esquiando. Posso ir?

- Eu não acho muito certo dois garotos com os hormônios a flor da pele sozinhas com duas garotas inocentes. - comentou o vovô

- Mas Kagome parece querer ir... - comentou a mãe de Kagome - Alguém responsável e mais velho ira junto?

- Não... Sesshoumaru não vai. - respondeu Inuyasha no celular

- Tecnicamente não. - respondeu Kagome

- Bom, se nayru fosse junto não teria problema. - comentou vovô - Ela é adulta e responsável o suficiente.

- Boa idéia! - respondeu a mãe de Kagome, indo para sala para falar com a filha - Se Nayru for, não tenho porque não deixar você ir. Mas tem que conversar e a convencer primeiro.

- Certo! - respondeu Kagome mais animada - Inuyasha, espera um pouquinho, ok?! - Kagome deixou o telefone fora do gancho e correu pela casa em busca de nayru, a encontrou no quarto de Souta, jogando vídeo game com ele. - Nayru você...

- Não. - respondeu Nayru concentrada no jogo

- mas eu ainda não falei nada... - respondeu Kagome

- mas a resposta já é não. - respondeu Nayru

- mas eu ainda... - começou a falar Kagome com a voz de choro e cara de cachorrinho que caiu da mudança

- Xiii! É melhor você falar com ela Nayru antes que ela tenha uma ataque de choro. - comentou Souta pausando o jogo - Eu salvo o jogo e a gente continua depois.

- Ok... O que foi? - indagou Nayru saindo do quarto de Souta, encarando Kagome

- Então, você poderia ir com agente? - indagou Kagome numa expressão quase infantil, e depois de insistir muito Nayru cedeu.

- Ok... Eu vou ser a babá de vocês.

- Obrigada nayru, eu sabia que poderia contar com você! - falou Kagome dando um abraço em nayru, depois desceu correndo as escadas e pegou o telefone

- Diz para o Snoppy falsificado que eu vou! - gritou Nayru das escadas antes que Kagome pudesse falar algo no telefone

- Snoppy é a mãe! - gritou Inuyasha irritado com o apelido

- Não grite no meu ouvido Inuyasha! - gritou Kagome ao telefone

- Desculpa, mas Nayru começou... - respondeu Inuyasha fazendo birra

- Deixa quieto, ela disse que vai com a gente é o que importa. - respondeu Kagome massageando o ouvido - Você tem que se comportar com ela ou eu não vou poder ir.

- Ok, eu entendi. - respondeu Inuyasha sorrindo, depois de acertar alguns detalhes sobra a viagem desligou o telefone. Tudo pareceu estar correndo muito bem... Naquela tarde Kagome, Sango e Nayru saíram para comprar as roupas de frio entre outras coisas. Na manhã seguinte estavam todos prontos para irem viajar, iriam no avião da companhia de Miroku, para não levantar suspeitas onde estavam indo para Sesshoumaru, no entanto Inuyasha ainda tinha que avisá-lo que iria viajar. Por isso ligou e deixou recado na secretária eletrônica da casa de Sesshoumaru antes de embarcas no avião.

" Oi idiota narcisista, eu estou deixando essa mensagem porque não quero ter o desprazer de ver sua cara, vou passar o resto das minhas férias viajando, por isso não vou poder infelizmente cuidar da Rin. Agora te vira e cuide dela como um bom cão de guarda... Até a minha volta seu idiota metido a besta, egocêntrico, mimado..." - nessa hora Sesshoumaru apagou os recados, pois Inuyasha provavelmente teria gastado toda a memória de 1 Giga da secretária eletrônica o xingando.

- Aquele idiota bastardo ... – comentou Sesshoumaru irritado – Bom, a idéia dele não é ruim, passar as férias em outro lugar. As aulas de Rin acabaram, e seria bom ela passear um pouco e ter ar puro...

[Palavras da autora: Yo minna! Desculpa por postar só agora, mas realmente não tive muito tempo. Essas 2 semanas do começo de janeiro foram muito calmas, aniver de meu pai, formatura de parentes e ainda meu aniversário dia 11. Começo do ano é normalmente agitado pra mim... Gomen. Mas agora estou postando 13 paginas pra compensar minhas "férias". espero que gostem e teh+ e sayonara!]