Disclaimer: Os personagens e situações dessa história são de propriedade de JK Rowlings e WB. Esta fic não tem fins lucrativos de qualquer tipo.
Agradecimentos: Maaya (Eu já tenho 14 capítulos prontos! E neste último há uma cena muito interessante!), Amy (Seu Draco foi mandado por sedex! XD); Carlos (Sim, o Harry tem todos os motivos pra não aceitar o Draco tão facilmente. Pra ser aceito, o Draco vai ter que provar que amadureceu), Sofiah Black (Seu Draco também está seguindo por sedex! Lol!). E agora, o capítulo!
Ch10 – Pizza Express
- Querido, cheguei! – Draco exclamou enquanto entrava na casa de Harry.
Da sua pintura, a Sra Black gritou algo sobre modos apropriados, mas sua voz logo esvaeceu quando Draco apareceu na sua frente. Eles se desafiaram silenciosamente até que ela desviasse o olhar primeiro. Depois, ele se virou para a sala de estar parcialmente iluminada. Uma sensação de deja vu caiu sobre ele. Esperava que Harry estivesse só naquela noite. Não queria passar pela mesma experiência da noite anterior. Não queria encontrar Harry com outra mulher novamente.
Ele se dirigiu para a sala na ponta dos pés até se dar conta do quão patético estava se comportando. Então caminhou a passos rápidos até lá e abriu a porta com fúria, preparado para presenciar novamente a cena horrível da mulher se serpenteando em cima de Harry.
Mas não havia uma mulher em lugar algum. Havia apenas Harry, que estava sentado tranqüilamente no chão com suas costas voltadas para o sofá e uma garrafa de vodca na sua frente. Ele vestia roupas simples, mas decentes. Um jeans desbotado, uma camiseta branca e uma velha jaqueta azul escura. Os olhos verdes de Harry desviaram-se da garrafa e pousaram em Draco com uma carranca.
- Sei que te deixei morar aqui por um mês, mas ainda sou o dono da casa, então será que dava pra você ser um pouco mais educado e não entrar assim tão repente como você acabou de fazer? – Harry perguntou com uma calma falsa.
Draco corou levemente, mas manteve sua cabeça erguida.
- Tentarei me lembrar disso. – ele disse.
Harry assentiu e seus olhos voltaram para a garrafa perto de seus pés. Foi a vez de Draco fazer uma carranca.
- O que você está fazendo, Potter? Quanto você já bebeu?
- Não que isso seja da sua conta, mas ainda não bebi nada até agora.
- Então por que a garrafa? Planejando fundar uma organização de admiradores de garrafa?
Harry fez uma careta.
- Não. Só estou tentando provar a mim mesmo que não sou alcoólatra como todo mundo pensa. Sei me controlar. Não sou um viciado em bebida.
Draco sorriu suavemente e caminhou até Harry, sentando-se perto dele. Notou a tensão de Harry e se perguntou se era a causa daquilo.
- Você soa como um alcoólatra.
Harry deu um sorriso escarninho.
- E como você saberia?
Draco deu de ombros.
- Sei lá. Só bebo socialmente.
- Isso é o que todo mundo diz.
Draco riu levemente e ele pegou de relance a expressão atordoada de Harry.
- O que foi? – Draco perguntou curioso.
Harry sacudiu a cabeça e respondeu apressadamente:
- Nada.
O que Draco não sabia era que Harry estava maravilhado com o som da sua risada. Mas Harry nunca lhe diria algo assim.
Eles ficaram em silêncio por uns instantes, cada um perdido nos próprios pensamentos. Draco fitou o fogo da lareira e sua face relaxou repentinamente ao se dar conta de que Harry realmente não havia trazido nenhuma mulher estranha para casa. E como bônus, Harry estava dando duro para não beber. Sabia que não era por causa dele somente, mas Draco estava feliz mesmo assim.
- Você comeu? – Draco perguntou.
- Não. Por quê? Vai cozinhar pra mim? Pensei que não fosse meu empregado. – Harry salientou.
- Não vou cozinhar, Potter. Não essa noite. Vou pedir alguma coisa do Disque-Pizza Encantada Express.
Harry o olhou como se Draco tivesse enlouquecido.
- Existe um lugar assim?
- Sim! – Draco tirou o celular do bolso sob o escrutínio espantado de Harry e discou algumas teclas antes de falar animadamente com um bruxo chamado Roxanno, que parecia muito íntimo de Draco. – Potter... Potter!
Harry fez um esforço para calar a estranha emoção que incomodava seu coração e respondeu:
- O que é?
- Que tipo de pizza você gosta?
Harry contou a Draco suas preferências e este ficou espantado ao perceber que eles tinham os mesmos gostos. Enquanto Draco falava com Roxanno ao telefone, ele não notou os olhares de ciúmes de Harry.
Harry estava passando maus bocados para tentar entender seus sentimentos e escondê-los ao mesmo tempo. Quando Draco desligou o pequeno telefone, a máscara de indiferença de Harry estava de volta ao seu lugar.
- As coisas certamente mudaram. – disse Harry. – Não sabia que os bruxos estavam usando telefones.
- É mais rápido assim. Não me diga, Potter... – Draco fez uma careta. – Estava pedindo comido do jeito trouxa? – Harry corou e Draco riu. – Não acredito! Que patético!
Bateram na porta antes que Harry pudesse dar a Draco uma resposta apropriada. Harry ficou surpreso em ver um jovem bruxo usando um boné vermelho e roxo e um robe amarelo com os dizeres: 'se achar alguém mais rápido que eu, serei despedido'.
O rapaz entregou a Harry duas caixas grandes de pizza e disse:
- São trinta e cinco sicles, por favor.
- Trinta e cinco? Era vinte na semana passada! – Draco reclamou.
O jovem bruxo deu de ombros.
-Não me culpe. Culpe o novo ministério por todos aqueles novos impostos.
Draco resmungou, tirando trinta sicles do bolso.
- Pode ter certeza que sim. Aquele maldito bastardo a quem chamamos de Ministro da Economia não é nada mais que um burocrata! Potter, dê ao garoto cinco sicles.
Draco não gostou do jeito que Harry olhou para ele. Os olhos verdes pareciam zangados.
- Tenho um galeão no meu bolso, Malfoy. Pegue você. Não vê que minhas mãos estão cheias?
Draco engoliu em seco. Será que Harry estava tentando enlouquecê-lo? Ele queria mesmo que Draco colocasse as mãos dentro do bolso da sua calça? O coração de Draco palpitou como maluco dentro do peito.
- Qual deles? – Draco perguntou, tentando soar calmo.
- O da esquerda.
Draco parou atrás de Harry para tornar seu trabalho mais fácil, mas a posição tornou-se desconfortável para uma certa parte de baixo do seu corpo. Seu peito tocou as costas de Harry levemente e sua bochecha estava tão próxima à de Harry que ele poderia beijá-la com uma simples virada. Sua respiração se acelerou e ele podia ouvir a batida de seu coração nos ouvidos. Ele tocou a cintura de Harry, depois enterrou seus dedos lentamente no bolso esquerdo da calça dele. Mas não foi muito longe. No momento em que os dedos de Draco esbarraram no bolso de Harry, o moreno reagiu violentamente, se afastando de Draco e quase derrubando as pizzas. Quem as salvou foi o jovem entregador, que fez as caixas de pizzas flutuarem com uma sacudida de varinha.
Harry encarou Draco com um olhar homicida. O rapaz os fitou com divertimento. Draco estava completamente confuso.
- O que você pensa que está fazendo? – perguntou Harry agressivamente.
- Estava tentando pegar o galeão do seu bolso! – exclamou Draco defensivamente. – Foi você que me pediu pra pegar!
- É, mas no bolso da jaqueta!
- E como eu podia saber? Guardo meu dinheiro no bolso da calça. Como eu podia saber que você guarda o seu na maldita jaqueta? Devia ser mais específico!
- Você devia saber! Nunca te pediria pra enfiar a mão no bolso da minha calça! Jesus!
- Por que não? Com medo, Potter? – disse Draco com sarcasmo.
- Nem nos seus sonhos, Malfoy. – Harry respondeu com um sorrisinho.
O olhar selvagem de Harry queimou Draco por dentro. Draco sentiu desejo de empurrá-lo contra a parede e beijá-lo até que ambos perdessem os sentidos.
- Erm... Senhores? – O jovem os chamou hesitantemente. – Tenho que ir ou serei despedido.
Draco e Harry o olharam com surpresa, como se só naquele momento houvessem notado que o rapaz estava parado na soleira da porta. Harry enrubesceu. Ele enfiou a mão dentro do bolso da jaqueta e deu ao garoto um galeão dizendo-lhe para ficar com o troco. O rapaz pareceu aliviado por poder ir embora. Harry bateu a porta e se virou para Draco com olhos acusadores.
- Se me tocar de novo você morre! – Harry ameaçou.
Draco franziu o cenho. – Como se eu fosse querer tocar em uma criatura ossuda como você! Não se preocupe, Potter. Não tocaria em você nem que fosse a última pessoa na terra.
- Bem... Ótimo!
- Tá legal! – Draco retirou o feitiço das pizzas e as levou para a cozinha sem dizer mais nenhuma palavra.
Ele estava furioso. Queria chutar o traseiro de Harry, jogá-lo no chão e então beijá-lo violentamente. Franziu a testa e abriu a caixa de pizza. Ele não queria beijar Harry. Seus lábios provavelmente tinham um gosto horrível de qualquer forma. Harry tinha uma boca tão suja. Ele estava sempre xingando e sendo mal-educado. Draco não o tocaria nunca mais. Ele faria daquilo seu novo mantra: não tocarás em Potter. Mordeu um pedaço de pizza furiosamente. Harry se juntou a ele alguns segundos depois.
Eles comeram em silêncio, evitando o olhar um do outro. Draco não podia acredita na sua estupidez por fantasiar com Harry sabendo que o moreno nunca se interessaria por ele.
Harry estava emburrado com o incidente da pizza e com o fato de que teria que suportar a presença de Draco em sua casa por conta de sua própria idiotice. Afinal de contas, ele quem pedira para Draco ficar. Sentiu suas bochechas esquentarem ao pensar no peito de Draco tocando suas costas, a respiração suave acariciando sua bochecha e aqueles dedos longos penetrando no bolso da sua calça. Quase engasgou.
'Controle-se, Harry! O que pensa que está fazendo? Pense em Cindy e Mindy, aquelas gêmeas deliciosas que Seamus acertou para o fim de semana,' pensou Harry.
Mas não foram Cindy e Mindy que invadiram a mente de Harry quando ele foi se deitar.
Continua...
Prévia do próximo capítulo:
"Draco ainda estava ali, encarando-o com preocupação.
- Você está bem? – perguntou Draco.
Harry assentiu. Seu coração batia apressado e ele não podia entender porque. Foi então que notou sua mão agarrada a algo como se sua vida dependesse daquilo. Ele percebeu repentinamente que segurava a mão de Draco."
