Tempero Picante do Amor

Shaoran Li é um homem bem sucedido e cobiçado pelas mulheres, que adora provocar Sakura, sua secretária profissional e recatada. Mas ela está cansada desse jogo e planeja dar o troco em seu chefe. Qual será?

Capítulo dez.

...

Sakura pulou da cama. Estava completamente nua. Assim como Shaoran, no banheiro! Suas roupas estavam espalhadas pela sala! Seu pai as veria a qualquer minuto e então... Uma explosão de maldições em italiano aos berros a fez saber que ele já as havia encontrado.

— Sakura, venha cá agora mesmo — ordenou a voz estrondosa.

S: Já vou, Pappa — gritou ela de volta, na esperança de que Shaoran a ouvisse e entendesse o aviso para permanecer no banheiro e deixá-la cuidar da situação.

Em pânico, vestiu o robe o mais rápido que pôde. Sua escova estava numa das bolsas que Shaoran havia trazido para dentro. Ela fez o melhor que pôde com as próprias mãos, mas era praticamente impossível conseguir parecer respeitável.

Por que ele não tinha tocado a campainha em vez de apanhar a chave extra para entrar?

Apostando no duvidoso princípio de que o ataque era a melhor defesa, ela o interpelou:

S: O que é que você está fazendo aqui, Pappa!

— O que eu estou fazendo aqui? — repetiu ele, incrédulo.

Ele jogou as mãos para o céu, em seu modo histriônico habitual. Seu cabelo grisalho, grosso e ondulado, estava todo puxado para trás. Ele ergueu as sobrancelhas negras, zombando da pergunta da filha.

— O que é eu estou fazendo aqui?

Ele estava começando a soar como um coro de tragédia grega, mas Sakura sabia que aquilo era característico do estilo italiano.

S: Você não costuma vir aqui sem avisar — disse ela.

— E como é que eu poderia avisá-la, se você não atende o telefone? — Seus olhos escuros lançavam furiosas acusações à filha, enquanto ele gesticulava enfurecidamente para enfatizar cada ponto. — Nada no sábado. Nada no domingo. Nada hoje. Quando ligamos para o seu emprego, fomos informados, por um perfeito estranho, que você não trabalha mais lá.

S: Eu ia passar lá para contar a vocês — ela se desculpou. — Por que é que você estava tentando me ligar? Algum problema em casa?

— Veja só o que a sua preciosa independência fez com você! — desdenhou ele, numa alusão às roupas espalhadas pelo chão.

Sakura respirou fundo e persistiu na pergunta.

S: O que aconteceu? Mamãe está doente?

— Não, sua mãe está bem — replicou ele ferozmente. — Ela está preocupadíssima com você. Passa o dia inteiro dizendo "Aconteceu alguma coisa com a Sakura. Eu sinto aqui dentro." — Ele bateu no peito, representando a angústia de sua mãe. — "Eu não agüento, Ângelo", ela diz. "Você tem de ir a Sidney para falar com ela." E o que é que eu encontro aqui? O que é que eu encontro? — Seus braços lançaram-se novamente no espaço em sinal de ultraje. — Minha filha — disse ele, olhando para o robe de seda de Sakura —, uma mulher promíscua, uma "mulher escarlate"!

Sakura revirou os olhos. Ele só faltava descrevê-la como uma verdadeira prostituta e bani-la da família para sempre.

Sh: O senhor entendeu tudo errado, sr. Kinomoto — afirmou uma voz calma atrás dela.

Shaoran!

Ela se virou bruscamente para trás.

Ele estava enrolado numa toalha de banho branca, flagrantemente nu por baixo. Será que ele não percebia que aquilo atiçaria ainda mais a ira de seu pai?

— Então você saiu do esconderijo! — disse o pai dela, empinando-se para enfrentar o oponente.

Sh: Eu não estava me escondendo — corrigiu-o ele. — Eu estava no banheiro e não pude deixar de ouvir o que estava acontecendo aqui. Achei que deveria interferir. — Ele passou o braço em torno dos ombros de Sakura num abraço protetor. — Eu não vou permitir que Sakura seja maltratada, sr. Kinomoto.

O pai dela o encarou.

— Foi você quem a maltratou, abusando dela, tirando a sua virtude.

S: Pappa, por favor...

Aquilo só serviu para fazer o pai despejar toda a ira sobre ela novamente.

— Quem é esse homem? Eu não lhe ensinei a guardar a virgindade para seu marido?

Sh: Meu nome é Shaoran Li.

— Li? Esse não é o nome do seu patrão, Sakura?

S: Eu não trabalho mais para ele, Pappa.

— O quê? Ele a despediu porque você permitiu que ele a seduzisse?

S: Não, Pappa...

Ele ignorou a negativa, voltando-se novamente para Shaoran:

— Você é um homem sem honra. Usando seu poder sobre minha filha para virar a cabeça dela.

S: Ele não fez isso — gritou Sakura. Seu pai ergueu um dedo em riste.

— Ele a forçou a cortar o cabelo. Sylvana nos contou que ele insistiu para que você usasse roupas indecentes para trabalhar.

S: Havia uma boa razão para isso — disse ela, tendo quase de gritar para ser ouvida. Sylvana e sua língua comprida!

Sh: Não. Seu pai está certo — interferiu. — Eu abusei do meu poder.

Sakura fechou os olhos, desesperada. Qual seria o jogo de Shaoran desta vez? Ele não conhecia seu pai. Aquilo acabaria com qualquer chance de resolver a situação. Isso se houvesse, de fato, alguma.

Sh: Eu ainda não havia me dado conta de que Sakura era perfeita exatamente como é — disse ele, num tom bastante diplomático. — Eu queria que ela se adequasse à imagem da minha empresa. Sinto muito por o senhor achar a minha influência tão ofensiva. Não foi a minha intenção.

— Você sente muito? — grunhiu o pai dela. — E isso por acaso me devolve a virtude da minha filha? Quem vai querer casar com ela agora?

Shaoran apertou os ombros de Sakura e surpreendeu-a estendendo a mão dela para que seu pai visse o anel que Byron havia colocado em seu dedo. Ela tinha se esquecido dele. Trazer o noivado com Byron à tona naquele momento lhe pareceu loucura.

Sh: Eu esperava que o senhor me aceitasse como o marido dela, sr. Kinomoto.

— O quê?

Sakura ficou completamente sem ação. Ela desejava ardentemente que Shaoran estivesse falando a verdade, mas ele devia estar apenas tentando livrá-la daquela encrenca. Com certeza estava contando com a possibilidade de romper o pseudo-noivado mais tarde. Seu pai arregalou os olhos diante do solitário.

— Vocês estão planejando se casar? — Sua fúria foi consideravelmente aplacada, mas Sakura ainda foi alvo de um olhar de profunda reprovação. — Por que você não lhe disse para me pedir a sua mão primeiro? Por que não o levou para conhecer a família?

A idéia de apresentar Shaoran à sua família a deixou em pânico. Eles o comeriam vivo. Ele podia estar dando conta do pai agora, mas enfrentar toda a família reunida seria algo bem diferente.

S: Eu, ah... Tudo foi muito repentino, Pappa.

Sh: Por favor, aceite as minhas desculpas, sr. Kinomoto — disse Shaoran suavemente. — Meus pais se divorciaram quando eu ainda era muito pequeno e eu não aprendi a dar valor a essas tradições. Eu surpreendi Sakura com o anel esta noite. Nós não tínhamos falado sobre casamento ainda. Nós nos conhecemos muito bem devido ao trabalho, mas eu só me aproximei dela de uma maneira mais pessoal depois de ela ter pedido demissão.

Uau! Ele estava cobrindo todas as bases com aquele pequeno discurso. Dessa vez, porém, por ironia, tudo era realmente verdade, exceto pelo fato de ele estar se fazendo passar por um cavalheiro em vez do playboy que realmente era!

— Você não tirou proveito dela no trabalho? — perguntou o pai dela, desconfiado.

Sh: Eu lhe dou a minha palavra de que não aconteceu nada entre nós durante o período em que ela trabalhou para mim. Foi tudo estritamente profissional.

Seu pai pensou profundamente a respeito da situação antes de finalmente responder:

— Então eu o aceito como um homem honrado.

Sh: Obrigado — respondeu Shaoran respeitosamente.

— Bem, se você vai realmente se casar com Sakura, precisa conhecer o restante da família.

Sh: Assim que possível — respondeu ele.

As velhas táticas evasivas, pensou Sakura. Ele havia sido tão convincente que por um momento ela havia se deixado levar pela esperança de que ele poderia realmente estar querendo se casar com ela. A verdade, porém, era que Shaoran a estava salvando da situação, sendo galante como todo bom playboy deveria ser quando era pego em flagrante.

— Amanhã seria ótimo — disse seu pai num tom desafiador.

— Amanhã! — gritou Sakura, alarmada com a rapidez com que o pai o estava colocando à prova. Ela não queria que ele o espantasse. — Shaoran tem uma empresa para conduzir, Pappa. Amanhã é dia de trabalho.

— O que pode ser mais importante do que a família num momento como esse? A mulher de Touya deu à luz seu bebê. Era isso que sua mãe queria que eu lhe contasse.

Os telefonemas aos quais ela não podia atender!

S: Mas o nascimento do bebê só estava previsto para daqui a um mês. O bebê está bem? E Mizuki?

Sua preocupação pareceu deixar o seu pai satisfeito. Pela primeira vez naquela noite, ele falou com ela num tom mais razoável.

— Mizuki está bem. O menino é um pouco pequeno, mas está em perfeita saúde.

S: Então é um menino desta vez — disse ela, sorrindo. —Touya deve estar feliz.

— Sim. Três filhas já é mais que suficiente. Especialmente quando elas não se comportam como deveriam.

S: Eu sinto muito por não ter estado lá, Pappa...

Sh: Sakura estava conhecendo a minha família — declarou Shaoran.

Ela suspirou ao perceber como ele fazia o relacionamento deles parecer oficial. Ele era tão bom quanto o avô quando se tratava de ludibriar alguém.

Mas o que aconteceria quando o noivado caísse por terra? Sua família provavelmente ficaria ao seu lado — a vítima do perverso Shaoran que havia tomado a sua virtude. Seus irmãos certamente iriam atrás do noivo fujão. Shaoran não sabia onde estava se metendo. Talvez ela devesse contar toda a verdade e salvá-lo das futuras conseqüências de suas mentiras bem intencionadas. Se houvesse, porém, alguma possibilidade de...

A esperança a manteve em silêncio.

Seu pai olhou para Shaoran.

— Touya vai levar a mulher e o filho para casa amanhã. Nós vamos fazer um churrasco para toda a família à noite. Você está convidado para vir com Sakura.

S: Pappa, eu já lhe falei sobre o trabalho.

— Ele é o chefe, não é? É ele quem manda — insistiu seu pai, de modo agressivo. — Você já conhece a família dele. Agora ele deve conhecer a sua.

Orgulho italiano!

Sh: Nós estaremos lá — disse Shaoran.

S: Nossa casa fica em Griffith, Shaoran. A seis horas de Sidney.

— Vocês podem muito bem pegar um avião como eu fiz para ver você, Sakura — insistiu seu pai.

S: Não foi por minha causa. Foi porque a Mamma o atormentou para vir.

— E não é este o tipo de coisa que nós fazemos pelas nossas mulheres? — disse ele para Shaoran, testando a devoção dele pela filha.

Sh: Com certeza — concordou ele. — Nós vamos pegar o avião para Griffith amanhã à tarde.

Ele não devia deixar que aquilo seguisse adiante, a menos que tivesse realmente intenção de se casar com ela, no que ela decididamente não acreditava. Shaoran estava tão acostumado a jogar que acabou perdendo a noção de limite. Não era certo enganar a sua família daquele jeito.

— Ótimo. Sakura pode ligar para a mãe e avisá-la do horário do vôo. Um de seus irmãos os pegará no aeroporto em Griffith.

Um de seus irmãos! Todos de olho em Shaoran, o noivo estrangeiro, um homem da cidade que nem era italiano.

Sh: Obrigado. Isso é muito gentil da sua parte — disse, despejando todo o seu charme.

— Bem, eu vou deixá-los a sós — disse seu pai asperamente, não gostando nem um pouco da idéia. — Eu achei que você não estava em casa, por isso combinei de ficar na casa do meu irmão, em Glebe.

S: Eu vou chamar um táxi para você — disse Sakura, aliviada. Ela se soltou do abraço de Shaoran e já estava se dirigindo para o telefone quando ele lançou outra bomba.

Sh: Meu carro está aqui na frente, sr. Kinomoto. Se me der alguns minutos — suas roupas ainda estavam no chão! —, posso levá-lo pessoalmente até Glebe. Assim teremos oportunidade de nos conhecermos melhor.

Sakura enrijeceu diante daquela idéia. Será que ele tinha sofrido um derrame ou coisa parecida?

— Seu carro... aquela Ferrari vermelha? — perguntou o pai.

Sh: Sim — respondeu.

— Você tem muito bom gosto para carros. Ninguém supera os italianos nesse assunto. — Ele chegou a sorrir para Shaoran! — Eu vou ter muito prazer em andar na sua Ferrari. Obrigado.

Sh: O prazer é todo meu. — Shaoran se agachou e catou as roupas do chão. — Com licença. Eu volto logo.

— Fique à vontade.

Sakura ficou completamente sem fala.

Shaoran parecia estar se divertindo. Aquilo não passava de um jogo para ele. Não tinha se dado conta de que a família Kinomoto era regida por regras que tinham de ser respeitadas. Se alguém fizesse pouco delas... O pânico se apoderou dela novamente. Sua família levava algumas coisas muito a sério, e Shaoran estava mergulhando fundo demais sem saber aonde é que aquilo tudo ia dar.

Ela tinha de tomar uma atitude!

Ansiosa por pegar as próprias roupas e segui-lo até o quarto, Sakura indicou o sofá a seu pai.

S: Sente-se, Pappa. Eu tenho que dar uma palavrinha com Shaoran antes de vocês irem embora.

— Um homem bem apessoado — comentou ele, mostrando compreender a, atração que ela sentia por ele. — Ligue para sua mãe depois que nós formos embora, Sakura. Ela não vai dormir até ter certeza de que você está bem.

S: Eu prometo, Pappa. — Ela recolheu suas roupas. — Agora, se me der licença...

— Vá, vá — disse ele, fazendo o gesto correspondente. — Belo anel de noivado! Sua mãe vai ficar impressionada.

O anel de Byron! Que confusão! Sua cabeça estava girando enquanto ela corria para o quarto. Shaoran já estava vestido, colocando os sapatos. Sakura fechou a porta atrás de si para garantir um mínimo de privacidade.

S: Você enlouqueceu? — disparou ela, tentando não se distrair com a colcha de seda amarrotada, em bora a lembrança de sua contorção sobre ela em selvagem abandono a tivesse atingido em cheio assim que ela entrou no quarto.

Sh: Eu achei que estava me saindo muito bem — disse ele, com certo divertimento.

S: Você está levando isso longe demais, Shaoran — gritou ela, erguendo as mãos num apelo ansioso. — Eu tentei detê-lo...

Sh: Eu não queria ser detido.

Ele se inclinou para amarrar os sapatos.

S: Você não entende. Está brincando com a minha família. Eles não são pessoas sofisticadas da cidade que não vão dar a mínima se...

Sh: Eu não estou brincando.

S: Está sim — protestou ela ferozmente.

Sh: Não estou não. — Ele caminhou até ela com um sorriso audacioso nos lábios e passou-lhe os braços em torno da cintura para trazer o seu corpo ainda resistente para perto do dele. — Eu decidi me casar com você, Sakura Kinomoto— disse ele, acabando com qualquer protesto da parte dela.

Seu coração parou de bater. Ele acariciou-lhe a bochecha, ainda sorrindo ao vê-la se debatendo com a própria descrença.

Sh: Você não tem nada a dizer? — provocou ele. Sua altivez e a ansiedade a fizeram responder de forma perversa.

S: Eu ainda não aceitei, Shaoran Li.

Sh: Mas vai aceitar. Você está presa, Sakura.

Ele então a beijou, impedindo-a de negar o que ele havia acabado de dizer, reacendendo a chama da paixão que a fez esquecer todo o resto. Ela queria àquele homem. Apodere-se dele, ordenava-lhe um forte desejo de posse. Tome-o para você e não se preocupe mais com o que pode acontecer.

Sh: Não posso deixar seu pai esperando, minha pequena tigresa — murmurou ele, afrouxando o abraço com muito mais autocontrole do que Sakura gostaria que ele tivesse.

S: Você já parou para pensar que também está prendendo a si mesmo junto com esta tigresa? — retrucou ela, incapaz de seguir cegamente seu instinto. Casamento era uma coisa muito importante para ela.

Sh: Nós podemos nos divorciar se não der certo.

O choque destruiu a esperança que ela havia acalentado quanto à sua impulsiva decisão de se casar com ela. O casamento não era uma coisa duradoura para ele. Seus pais eram divorciados. Os divórcios de seu avô eram notórios. Aquilo era apenas um contrato que ele poderia muito bem romper quando não fosse mais adequado para uma das partes, o que para ele, provavelmente, seria quando alguém mais atraente que ela cruzasse o seu caminho.

Como é que aquele casamento poderia dar certo, se tudo para ele não passava de um exercício de superação? Ela sabia que não devia tomar parte naquilo, mas não conseguia simplesmente abrir mão dele.

S: A família Kinomoto não admite divórcios, Shaoran. - Aquele era um aviso que precisava ser levado a sério.

Mas ele não levou.

Sh: Vamos ver como as coisas caminham — disse ele. — Eu a pegarei às nove. Nós vamos comprar um anel de noivado.

S: Você já mostrou o anel de Byron para meu pai — lembrou-lhe ela, frustrada com o seu descuido.

Sh: Tire-o do dedo. Nós vamos comprar outro juntos.

S: Shaoran...

Sh: Confie em mim. — Ele a beijou novamente para acalmar a sua angústia. — Eu vou ganhar o seu pai antes de chegarmos a Glebe.

S: Essa não é a questão — gritou ela, desesperada. Não havia mais tempo para pensar. Ele estava confiante demais.

Sh: Nós somos ótimos juntos. Pense nisso.

Ele a afastou, abriu a porta e lhe lançou um último e alegre sorriso.

Sh: Encontro você amanhã de manhã.

...000...

Mais um capítulo. Gostaram?

Obrigada a: Ninha Souma; MitsukiSCC; Sonvanessa; Angel Cullen McFellou; Ligia Lima e Priscila pelas reviews. Espero que tenham gostodo desse capítulo.

E para quem me perguntou: sim, essa é uma história adaptada, deixei isso claro logo no primeiro capítulo.

Um beijo para todos.

CONTINUA...