10º Capítulo!

Espero que gostem e que continuem a ler, porque essa será a minha motivação para continuar. =D

Fairy Tail pertence a Hiro Mashima (embora não me importasse que alguns personagens fossem meus hihi)

10º Capítulo

- Os quatro pontos -

O comboio seguiu viagem, agora com menos alguns passageiros, o que era estranho naquela estação. O vento soprava forte e fazia ranger algumas das janelas já partidas do local. Não existia qualquer sinal de vida por aqueles lugares.

- Eu não percebo uma coisa, Erza. Se apenas vamos atrás de informação, por que é que viemos por esta estação que até dizem ser de uma guilda das trevas? – perguntou a Lucy que se amarrava a Levy enquanto tremia.

- Porque me disseram que também estava assombrada e… achei que fosse divertido!

Todos caíram ao chão ao mais puro estilo anime.

- E vamos pôr em risco a nossa missão só porque te parece divertido? – disse o Gray.

- Não te preocupes com isso. Pode não parecer mas tudo o que dizem da guilda das trevas são apenas rumores. Todas as estações de Fiore são revistas a cada seis meses e esta não é excepção. Acontece que esta foi revista há cerca de uma semana e não apresenta qualquer vestígio de ser usada.

- Isso assusta ainda mais. – a Levy engoliu em seco, ainda amarrada a Lucy.

A Erza continuou:

- Resolvi vir por esta estação também por ser mais perto do bar onde a Cana e a Wendy estiveram e como é um sítio calmo podemos organizar-nos.

- E qual é o plano então? – pergunta o Wendy.

- Mira, podes ajudar-me?

- Sim, claro.

A Mirajane pegou numa caneta de luz e começou a desenhar enquanto a Erza explicava.

- Como podem ver o tal bar situa-se a meio de quatro pontos considerados perigosos nesta região. Então será mais fácil para nós fazer uma divisão de quatro grupos. O time 1 será o Natsu, a Lucy e o Happy e farão a busca a norte; time 2 será Wendy, Charles, Cana e eu, que se vai dirigir para este; time 3 será Gray, Juvia e Mirajane que ocuparão o oeste e finalmente o time 4, composto por Gazille, Levy e Lily, que seguirão para sul. Como também repararam a nossa localização no momento é ligeiramente abaixo do ponto oeste. Andaremos em comunicação por lacrima, mas daqui a 3 horas quero todos de novo nesta estação. Já sabem, devem evitar conflito, mas caso ele seja inevitável enviem sinal pela lacrima. Entendido?

- Sim – disseram todos em uníssono.

- E agora vamos à missão!

- Aye! – gritaram todos fazendo o símbolo da Fairy Tail.

Cinco minutos mais tarde, em direcção à posição sul

Nem uma mosca se ouvia naquele local. Quer dizer, tal vez se conseguissem ouvir uns corações a bater, de tal forma era a forca do batimento.

A Levy levava o Lily nos braços, a cabeça para baixo e um rosto corado até não poder mais.

O Gazille seguia como se nada se passasse. Mas isso só por fora, porque o olhar vago dele não enganava ninguém.

O Lily já se estava a fartar daquele ambiente e tudo tinha acontecido por causa de uma queda, ou quase tudo.

Flashback

Tinham acabado de abandonar o local de desembarque e dirigiam-se agora para a entrada de uma floresta. Até tinha um aspecto agradável, mas não deixava de estar num terreno um pouco acidentado.

O Gazille e o Lily seguiam na frente a uma velocidade que a Levy considerava grande de mais para a sua pequena pessoa.

- Hey, não podem ir um pouco mais devagar?

O Gazille parou e sem se voltar para trás perguntou:

- O quê? Não me consegues acompanhar, pequena?

Não ouviu resposta, o que o fez voltar-se e se deparar com uma Levy cabisbaixa.

- Eu sei que sou pequena mas não precisas de me gozar por causa disso. – dito isto a Levy começa a correr para o local que se dirigiam.

O Gazille começa a ir atrás dela e diz-lhe:

- Hey, não fiques chateada por isso. Não o disse por mal. Tu és pequena mas és muito bonita.

Ao ouvir isto a Levy fica sem jeito e tropeça numa pedra. Tão rápido quanto possível, o Gazille lançou-se à Levy e segurou-a. O que se seguiu foi que o próprio Gazille escorregou por causa daquelas pressas todas e ambos foram parar ao chão. Para que a Levy não se magoasse, o Gazille envolveu-a numa espécie de abraço que levou os dois a corar imenso. (N/A: O.o O Gazille também cora afinal, foi algo que eu nunca pensei ver. / N/inner: Então por que é que escreveste isso? Ò.ó / N/A: *pego na minha inner e atiro-a pela janela fora* )

- *tosse* - o Lily resolveu intrometer-se – Vão sair daí hoje?

Rapidamente eles levantam-se.

- O-obrigada por me ajudares, G-Gazille.

A Levy pega no Lily e segue caminho lentamente, ao qual Gazille se juntou e a levou a baixar a cabeça e o olhar vago aparece na cara dele.

Fim do flashback

Era óbvio que o Lily percebia o que se passava ali e, naquele momento ele era o único capaz de ajudar. Mas, que havia de fazer?

Enquanto ele pensava e contribuía para o silêncio, os três continuaram o seu caminho.

Entretanto, na posição oeste

Eles acabavam de chegar a um lugar um pouco sinistro, mas pelo que parecia não havia sinais de vida.

- Gray-sama fica tão bonito sem roupa. (N/A: Nem é necessário dizer quem falou, pois não? E até os corações nos olhos são desnecessários para ajudar =D)

- Gray, as tuas roupas. – a Mira sorria perante a situação.

- Oh, não! Quando é que aconteceu?

Pronto, parecia que tudo estava "normal" por aqueles lados.

Continuando, e com um Gray já vestido, seguiram até um andar subterrâneo daquela construção para tentarem descobrir algo. E foi verdade que descobriram, mas não o esperado. Aquela era uma das filiais da Phantom Lord que tinha sido destruída.

- Mira, comunica com os outros para avisar.

- Ok. – Pegando no lacrima, a Mirajane falou – Erza, Lucy, Levy, estão a ouvir? Daqui time 3 a comunicar. Na zona oeste apenas encontramos uma das antigas filiais da Phantom Lord. Vamos continuar pelas redondezas durante mais algum tempo para tentar detectar algo fora do normal.

Sem mais nada a contactar, saíram daquelas instalações e esconderam-se por algum local à espera.

Em direcção à posição este, nos cinco minutos seguintes

Acabando de receber a transmissão, a Wendy fica com uma dúvida.

- Erza-san, posso fazer uma pergunta?

- Claro, Wendy.

- O que é que aconteceu no outro ataque à Guilda para estarem todos mudados deste jeito?

- Foi algo bastante complicado. De um dia para o outro a nossa guilda foi destruída. Todos ficaram bem porque estava vazia. Mas na noite seguinte o Shadow Gear foi atacado e pendurado na árvore do jardim sul.

Ela fez uma pausa. Então, a Mira continuou.

- O que se segue é que o causador disso tudo foi o Gazille e muitos ainda não o vêm muito bem por isso.

- Gazille-san? Ah, então é por isso.

- Mas não te preocupes, ele agora está mudado. E eu tenho a impressão que vai mudar mais um pouco ainda. – Depois de sorrir, a Cana continuou. – Mas o que aconteceu a seguir foi inevitável. Não podíamos ficar parados quando alguém tinha sido ferido. Fomos até à guilda da Phantom Lord para lhes dar uma lição. O que se segue é que o mestre ficou incapacitado de lutar e tivemos de nos retirar. Foi aí que o Natsu descobriu que a Lucy tinha sido raptada e foi procurá-la. Salvou-a de uma queda. E acabamos por descobrir a verdadeira finalidade deles: levar a Lucy de volta ao pai.

- Mas isso é horrível. Quem é que faz tanta coisa só para ter a filha de volta? Só espero que as razões não sejam as mesmas desta vez.

- Não te preocupes. O pai dela agora está numa guilda também. Teve uns pequenos problemas. – riu-se a Cana.

Enquanto isso a Erza seguiu a contar.

- Foi logo a seguir ao regresso dela com o Natsu que eles nos voltaram para atacar. Eles voltaram por conseguir raptar a Lucy mas, como sempre, o Natsu salvou-a ao derrotar o Gazille. O mestre também conseguiu voltar e acabar com o mestre da guilda deles, José.

- Oh, Natsu-san é incrível. E o mestre também. Quer dizer, toda a guilda é incrível! Ainda bem que conheci a Fairy Tail.

Depois de as outras três sorrirem para a Wendy, deixaram a conversa sobre destruição de lado e seguiram o seu caminho.

Time 1, norte, um quarto de hora depois

O Happy voava ao lado da Lucy enquanto o Natsu seguia um pouco mais à frente, procurando algum som.

A Lucy ia observando o Natsu e pensando no dia anterior à noite. Qualquer movimento dele a fazia lembrar da conclusão a que finalmente tinha chegado e quão estúpida era por não o ter notado antes. Então, suspirou.

- Tu goooosssstasss dele. – disse o Happy enrolando a língua, como sempre fazia.

O Natsu de repente olhou para trás e só pode reparar numa Lucy a puxar demasiado as bochechas do Happy. Sem entender muito bem o que se tinha passado ali, levantou os ombros e seguiu novamente o caminho, mas algo o incomodava desde que se pôs atento aos sons.

- Lucy, Happy, parem com isso um pouco.

Eles pararam e voltaram-se para o Natsu.

- Que se passa, Natsu? – perguntou um Happy preocupado.

- É que, já faz um tempo que estou a ouvir um som estranho.

Ele começou a aproximar-se da Lucy e o som aumentava e acelerava. Estava visto o que era agora, mas, por que batia ele tão depressa?

- Lucy, por que está o teu coração a bater tão depressa?

Ela corou e o Natsu ficou a observar maravilhado o rosto dela, principalmente os olhos. Eram lindos! E isto foi o necessário para o Natsu corar também. E agora já não ouvia apenas o coração da Lucy, ouvia e sentia o dele também a acelerar. Nunca o tinha sentido bater tanto e tão depressa. E de uma coisa ele tinha a certeza: era a Lucy a culpada disso estar a acontecer.

O que se ia seguir era inevitável. Os rostos deles começaram a se aproximar e já nenhum ligava se existia alguma coisa à volta ou se o Happy estava ou não colado a olhar.

- NATSU!

O Happy veio a toda a velocidade bater contra o Natsu e a Lucy e ambos caíram no meio do chão. Por pouco iam sendo acertados por uma flecha que foi bater na árvore mesmo atrás deles.

O Natsu levantou-se rapidamente e pegou na seta. Olhou para todos os lados até ver dois vultos aparecerem do meio dos arbustos.

- HeHe. Estes magos tiveram sorte na primeira, mas não falharemos a próxima.

- Isso mesmo, Keiji. Vamos já tratar-lhes da saúde.

- O que querem de nós? – gritou logo o Natsu pondo-se na frente da Lucy e do Happy.

- Algumas coisas que não te interessam. Mas podemos dizer que nos saiu a sorte grande.

- Isso mesmo, Keiji.

- Hey, pára de dizer "Isso mesmo, Keiji." – disse ele imitando a voz do outro – Se continuares juro que ficas sem as tuas partes mais sensíveis. (N/A: Quais serão as partes mais sensíveis? Hum, tenho as minhas dúvidas *faz cara maléfica* )

- H-hai.

- *tosse* Aonde é que íamos… Ah! E agora vão se arrepender de se meterem no território da nossa guilda, Black Hole.

Fim do capítulo 10.

Desculpem a demora a postar o capítulo. Sabem como é, estive de férias com a minha família e não parei tempo suficiente em casa para poder escrever. Mas para compensar o capítulo de hoje é maior. ;)

Eu espero não demorar muito a postar o próximo capítulo, mas vocês sempre me podem lembrar dele mandando um review. Se não quiserem mais capítulos… mandem um review na mesma. =D Mas olhem que esses reviews são mesmo precisos para aumentar a motivação.

Reviews, por favor.

Obrigada pela ajuda, amigos.

ChiharuNakamura20