Cap 10 – Não, não ia ficar tudo bem!
O final de setembro passou rápido e quando percebi já estávamos no final da primeira semana de outubro.
Tinha marcado de dormir na véspera do meu vôo na casa de Edward, assim ficaria melhor pra ele me levar pro aeroporto, já que meu vôo era muito cedo e teríamos que sair de casa no final da madrugada.
Acordei bem no dia 14, Charlie já tinha saído pra trabalhar. Tomei um banho e comi uma tigela de cereal com leite. Resolvi arrumar a casa pra Charlie já que ele ia ficar sozinho por um mês. Lavei as roupas, o banheiro e fui cozinhar algumas coisas pra ele comer e deixar na geladeira. Aproveitei pra almoçar também.
Quando acabei arrumei minha mala, não ia levar muita coisa, tudo que eu precisava pro Arizona estava na casa de Renee. Mas mesmo assim não estava conseguindo fechar a mala.
Ouvi uma buzina e olhei pela janela. Um volvo prateado.
- Pode entrar! – gritei do meu quarto.
Edward entrou no quarto e me abraçou por trás enquanto eu fechava minha mala.
- Oi John! – falou cheirando meu cabelo.
- Nem comece com isso ehn! Vem, me ajuda a fechar isso aqui. – apontei pra mala e em segundos ele fechou.
- Pronto. Posso voltar ao que eu estava fazendo? – falou colando seus lábios nos meus num beijo cheio de carinho. Quando já estávamos sem ar me afastei.
- Tenho que tomar um banho. Estou imunda, estava limpando a casa. Me espera? – perguntei a ele indo em direção ao banheiro.
- Sempre! – ele disse se sentando na minha cama.
Entrei no banheiro, tirei minha roupa e liguei o chuveiro. A água quente estava uma delícia, mas o que me animou foi a visão que eu tive ao olhar pra porta do banheiro.
- Hey! Vai ficar ai me olhando? – perguntei num tom de brincadeira enquanto tentava tapar meu corpo com as mãos.
- É uma bela vista daqui! – deu meu sorriso torto.
Ficamos em silêncio enquanto ele me via tomar banho. Eu fazia questão de provocá-lo, passava a mão pelo meu corpo com desejo, mordia e lambia meus lábios, enquanto isso via seus olhos arderem de tesão.
Sai do banho e peguei minha toalha, me sequei fazendo todo o processo de provocação a ele. Até que quando eu estava completamente seca, ele me agarrou.
- Você sabe que você fica incrivelmente irresistível assim não é? – falou enquanto suas mãos entravam com força em meus cabelos. Eu gemi.
- Não, não sei. Você pode me dizer por favor? – fiz um biquinho.
- Você é muito gostosa John. Não consigo resistir! – sussurrou em meu ouvido e suas mãos foram pro meu sexo.
Se ele continuasse falando em meu ouvido desse jeito e estimulando meu sexo, eu não iria durar muito tempo. Não mesmo!
- Você esta muito vestido Jude! – tirei sua camisa e abri o botão do seu jeans.
Antes de deixar a calça cair em seus pés ele tirou a camisinha do bolso.
- Bom menino! – falei enquanto acariciava seu membro rijo. Ele jogou a cabeça pra trás e deu um gemido.
Tirou minha mão dele e colocou a camisinha. Sem nem perceber ele me virou, fazendo com que meu bumbum colasse na sua ereção e me preencheu, arrancando gemidos meus e dele.
Enquanto ele me penetrava, estimulava meu sexo e aquilo estava me levando a loucura. Joguei minhas mãos por trás do seu pescoço, puxando seus cabelos com força e fechei os olhos.
- Abra os olhos John! Quero te ver! – falou ofegante.
Quando abri os olhos entendi, estávamos de frente pro espelho e tínhamos, digamos, uma visão privilegiada do que estava acontecendo.
Olhei nos seus olhos pelo espelho e fiquei presa ali.
- Mais forte amor! – gemi e ele me obedeceu.
Chegamos ao nosso ápice juntos. Ele beijou meu ombro com carinho, cheiro meu cabelo e me virou de frente pra ele.
- Vou sentir sua falta John! – falou roçando seu nariz no meu.
- Eu também Jude! Mas logo vou voltar! – nos beijamos, um beijo que mostrava todo nosso amor pelo outro.
Fui até o quarto e coloquei uma roupa. Ficamos na sala vendo TV e algumas horas depois Charlie chegou. Fez uma cara feia, porque ele não gostava que ficássemos sozinhos em casa, mas logo passou. Falei pra ele que deixei comida pronta na geladeira, mas que provavelmente não duraria o mês todo. Me despedi dele e eu e Edward fomos pra casa dele.
Jantei com os Cullens e depois eu e Alice conversamos.
- Vou sentir sua falta irmã! – ela disse fazendo bico.
- Lice é só um mês e depois estou de volta. – revirei os olhos.
- Mesmo assim vou sentir sua falta. – deu de ombros.
Ela ficou me olhando e aquilo estava me incomodando.
- Que foi agora Alice? – agora eu revirei os olhos.
- Seu peito! Ta maior! – ela me olhou espantada.
- É, esta dolorido também. Estou pra ficar menstruada. – fiz uma careta. Detestava ficar menstruada.
Ela fez uma cara pensativa e não comentou mais sobre isso.
Disse a ela que desse um beijo em Jasper e Rose, já que eles não estavam ali pra eu me despedir deles. Ela prometeu que daria.
Edward me chamou pra subir e nos despedimos de todos. Teríamos que acordar as 5 da manhã no dia seguinte, pra viajar até o aeroporto de Seattle.
Coloquei uma camisa dele, ele trocou de roupa e nos deitamos.
- Você não sabe como vou sentir falta disso. – falei o abraçando mais forte.
- Sei sim. Porque eu vou sentir mais. – falou alisando meu braço.
Me sentei na cama e olhei nos seus olhos. Estava com um pressentimento ruim, com o coração apertado, senti vontade de chorar, mas segurei as lágrimas.
- O que foi John? – fez um carinho na minha bochecha.
- Não sei. – falei apertando a mão no meu peito em cima do coração. - Edward? – o chamei e ele me encarou. – Me ame...Quero fazer amor com você! – falei o puxando pra um beijo.
- Sempre te amarei John. Você não precisa pedir isso! – ele me disse quando o beijo acabou.
Tirou minha camisa, me deixando só de calcinha e me deitou na cama.
Suas mãos percorriam meu corpo com carinho, me exploravam, me acariciavam.
Nos beijamos o tempo todo. Nossas línguas faziam um balé que só elas conheciam, mostrando mais uma vez que nascemos um pro outro. Pra ficarem juntas pra sempre.
- Canta pra mim Bella! – ele me pediu enquanto cheirava meu pescoço.
Ele se afastou, sentou na cama e eu o segui sentando em cima dele, olhei dentro de seus olhos verdes e comecei a cantar -- Eu escolhi o trecho de uma música que tinha feito pra ele.
"Yeah, when my world is falling apart"
Sim, quando meu mundo está caindo aos pedaços
"When there's no light to break up the dark"
Quando não há luz para quebrar a escuridão
"That's when I, I, I look at you"
É quando eu, eu, eu olho para você
"When the waves are flooding the shore and I"
Quando as ondas estão inundando o litoral e eu
"Can't find my way home anymore"
Não consigo encontrar o meu caminho de casa
"That's when I, I, I look at you"
É quando eu, eu, eu olho para você
Enquanto eu cantava alisava seu rosto e suas mãos faziam carinho no meu cabelo.
"When I look at you"
Quando eu olho para você
"I see forgiveness"
Eu vejo o perdão
"I see the truth"
Eu vejo a verdade
"You love me for who I AM"
Você me ama por quem eu sou
"Like the stars hold the moon"
Como as estrelas seguram a lua
"Right there where they belong and I know"
Bem ali, onde elas pertencem e eu sei
"I'm not alone"
Eu não estou sozinha
"You, appear, just like a dream to me"
Você parece como um sonho para mim
"Just like cyledoscope colors that"
Como as cores do caleidoscópio que
"Prove to me"
Provam para mim
"All I need"
Tudo que eu preciso
"Every breath, that I breathe"
Cada fôlego que eu respiro
"You're beautiful"
Você é lindo
Quando acabei de cantar não consegui segurar as lágrimas e chorei.
- Shiii...o que foi meu amor? – ele me perguntou preocupado.
Aquela maldita sensação estranha estava tomando conta de mim. Ela mexia com meu pior medo....perder Edward. Não conseguia mais ficar sem ele. Não podia nem pensar nisso que doía. Não queria pensar....não podia pensar.
Levantei peguei uma camisinha no criado mudo, tirei minha calcinha e puxei seu short, voltando pro seu colo.
- Apenas me ame...preciso de você! – falei ainda com lágrimas nos olhos.
- Você sabe que sempre estarei com você não sabe? – não, não sabia e aquele pensamento me machucou mais ainda. Queria ter essa certeza, mas infelizmente não tinha. – Eu te amo Bella!
- Também te amo meu amor! – me agarrei nele.
No momento seguinte me encaixei nele. Subindo e descendo lentamente enquanto nossos lábios estavam colados num beijo calmo, cheio de amor.
E ali estávamos fazendo amor, mostrando toda nossa veneração pelo outro, queria mostrar pra ele que ele é parte da minha vida e como é importante ter ele comigo.
Tive a sensação que ele também queria passar a mesma coisa, pois Edward nunca tinha me tocado assim, nunca tinha me amado com tanto carinho como naquele momento.
Ele segurou meu quadril, fazendo movimentos mais rápidos e eu sabia que seu orgasmo estava próximo. Quando veio explodimos juntos.
Nos beijamos e depois ficamos no olhando nos olhos.
- Nunca esqueça que eu te amo. Não importa o que aconteça. – ele falou com o rosto no vão dos meus seios. Alisei seus cabelos.
- Eu digo o mesmo! Sempre vou te amar Jude! – falei ainda ofegante.
- Eu também John!
Deitamos abraçados de conchinha e Edward logo dormiu, mas eu não. Aquele pressentimento ruim estava presente de novo e me fez ter a sensação que essa seria a última vez que nos amaríamos desse jeito.
Sacudi a cabeça pra ver se o pensamento ia embora e consegui dormir em seguida.
Eu não sabia, mas aquela seria sim nossa última noite de amor.
No dia seguinte Edward me levou ao aeroporto Tacoma. Demoramos quase duas horas pra chegar até Seattle. Dormi a viagem inteira enquanto Edward dirigia e escutava musica clássica.
A despedida foi o mais difícil.
- Não quero mais ir! – falei enquanto chorava e encostava minha testa em seu peito.
- Bella....pense na sua mãe! – beijou meu cabelo.
- Mas, eu vou sentir muito a sua falta. – reclamei.
- Eu também, mas vamos nos falar todos os dias e se você quiser me ver em 3 horas estarei em Phoenix. – falou e colocou uma chave na minha mão. – É a chave do apartamento de Nova Iorque, todos vamos ter uma cópia.
- Promete que vamos nos falar todos os dias? – perguntei.
- Prometo. – ele me deu um selinho e ouvimos meu vôo ser chamado.
- Não esqueça que eu te amo. – me deu um beijo demorado cheio de carinho.
- Você também. Não esqueça. – peguei minha mala e fui até o portão, virei pra trás e dei um último aceno pra ele.
O vôo até Phoenix foi rápido. Passei o tempo todo ouvindo música no meu Ipod e depois de quase 4 hs chegamos ao Sky Harbor.
Renee me esperava na saída do portão e nos abraçamos como a muito tempo não fazíamos.
- Que bom que esta aqui querida! – ela disse me dando um beijo.
- Também estou feliz de estar aqui mãe! – respondi.
No caminho pra casa conversamos sobre tudo.
Sobre como era morar com Charlie, sobre ele e Sue. Falei de Esme e Carlisle e meus amigos, de como Alice se tornou uma irmã que não tive. Só não falei de Edward pra não quebrar o clima de felicidade que nos rodeava.
Os dias em Phoenix passaram rápidos. Fomos em alguns pontos turísticos – que eu
já conhecia claro -, em algumas praias só pra passear no calçadão. Estava tudo perfeito, até uma segunda-feira qualquer quando me senti muito mal.
Era dia 12 de outubro e acordei muito enjoada, corri pro banheiro e vomitei tudo que tinha no meu estômago.
Renee deve ter me ouvido e veio até meu quarto, me encontrando no banheiro.
- Esta tudo bem querida? – ela me perguntou da porta.
- Esta mamãe, só comi alguma coisa que não me caiu bem. – respondi, mas logo lembrei que não tinha comigo nada diferente do que estou acostumada.
Foi quando minha ficha caiu. Meus seios doíam, estava indo muito ao banheiro, me senti tonta umas duas vezes desde que estava em Phoenix, dormia mais que o normal e agora o enjôo.
Sacudi a cabeça pra parar de pensar nisso. Não podia estar grávida, afinal minha menstruação tinha acabado de ir embora.
Renee leu meus pensamentos.
- É a primeira vez que enjoa Bella? Sua menstruação veio esse mês? – me perguntou desconfiada e eu sabia onde ela queria chegar.
- Não estou grávida Dona Renee. Minha menstruação foi embora semana passada. Deve ser só um mal estar e já vai passar. – me deitei de novo na minha cama.
Mas não passou. No dia seguinte vomitei praticamente o dia todo e nada parava no meu estômago.
Na véspera do meu vôo pra Nova Iorque – dia 14 - ainda acordei passando mal e com minha mãe me sacudindo.
- Bella? Acorde querida! – me chamava.
- Por favor mamãe preciso dormir, vomitei a noite toda. – reclamei.
- Sobre isso que quero conversar com você. Marquei uma consulta com minha médica pra você e temos meia hora pra chegar até lá.
Abri meus olhos e a fitei me levantando.
- Não vou ao médico! – quase gritei.
- Não vou deixar você viajar passando mal Bella. Seja lá o que for temos que saber. – falou calma demais e ela estava me assustando.
Meu estômago embrulho e corri pro banheiro pra vomitar.
- Vista uma roupa. Estou te esperando lá em baixo em 10 minutos. – falou saindo do banheiro.
Tomei um banho e pensava em um monte de besteira. Pensei que podia ser desde uma infecção intestinal até câncer – eu sei! Sou pessimista!.
Me arrumei, tomei meu remédio e desci. Fizemos todo o caminho em silêncio até o consultório.
Quando chegamos lá Renee fez minha ficha na recepção e eu me sentei pra esperar.
A sala de espera estava cheia....cheia de grávidas. Meu estômago embrulhou e corri pro banheiro pra vomitar de novo.
Merda de doença! Não agüentava mais isso.
Renee bateu na porta e disse que a médica havia me chamado.
Entramos e sentamos – sim, Renee foi comigo.
- Bom Dia! Que bom vê-la novamente Renee....Então...você é Isabella Swan? – me olhou.
- Isso, mas me chame de Bella. – dei um sorriso.
- O que houve Bella? – me perguntou.
Expliquei pra ela todos meus sintomas. Ela ficou pensativa.
- Quando foi a data da sua última menstruação? – me perguntou.
- Semana passada. – pensei um pouco. – Veio dia 5 de outubro.
- Durou quantos dias?
- Uns 3 só. – respondi.
- É normal durar só 3 dias?
- Não, normalmente dura de cinco a seis dias. – não estava entendendo onde ela queria chegar, mas fui respondendo.
Ela me perguntou mais coisas – nojentas – como aspecto, textura e coloração da minha menstruação. Eca!
- Vou te passar esses exames. Você faz aqui mesmo, pega daqui a uma hora e trás pra eu ver. Ai saberemos o que é, ok? – falou me entregando uma receita.
- Ela pode estar grávida? – Renee falou pela primeira vez na consulta.
- Pode sim! – a médica me olhou e sorriu.
Deus! Porque ela tinha que falar "grávida" e sorrir na mesma hora. Louca!
Fui até a recepção dei a receita e logo me chamaram pra fazer os exames. Pra minha sorte todos de sangue.
Quando saímos do consultório já era hora do almoço. Renee resolveu que comeríamos pela rua mesmo. Escolheu um restaurante com bastantes opções de saladas, já que meu estômago não segurava nada.
Comi uma salada Ceasar e tomei um chá gelado.
Demos um passeio pelo centro de Phoenix, minha mãe tomou um sorvete e quando deu a hora voltamos ao consultório médico.
Esperamos minutos até pegarem os exames e a médica nos chamar.
- Seus exames estão ótimos Bella! – falou nos apontando a cadeira, nos sentamos.
Vi Renee fechar as mãos e assim como ela eu já sabia o que a médica diria a seguir. Mas como isso aconteceu?
Vendo nossa reação a médica resolveu falar.
- Você esta grávida Bella! – ela falou simplesmente.
Um silêncio mortal nos atingiu. Olhei pra Renee e ela estava visivelmente nervosa.
- Como? – falei saindo do meu transe. – Como aconteceu? Eu uso camisinha e comecei a tomar pílula em setembro. Eu....fiquei menstruada em setembro e agora em outubro.
- Pelos meus cálculos você esta com quase 6 semanas, o que significa que você engravidou entre o dia 13 e 20 de setembro. É muito raro descobrir uma gravidez tão cedo, mas com você aconteceu. E quanto à "menstruação" – ela fez aspas com os dedos. – Você não menstruou querida, você teve pequenos sangramentos decorrentes da fixação do óvulo fecundado no seu útero.
Meu mundo parou. Eu? Grávida? Puxei minha memória e lembrei que no meu aniversário não usamos camisinha na loucura do banheiro na Trinity – estávamos bêbados demais pra isso.
Passei as mãos nos cabelos desesperada.
- Não vou passar uma ultra pra você porque é muito cedo, mas mês que vem faremos uma.
- Eu estou indo pra Nova Iorque, provavelmente não voltarei pra Phoenix. – falei.
E depois me arrependi de tocar no assunto. Como ia seguir meu sonho grávida? Eu conseguiria certo? Milhares de garotas cursam faculdade grávidas, não vou desistir.
- Vai pra Nova Iorque? – Renee perguntou com ironia. - Grávida? Daquele moleque? Como você acha que vai ser daqui pra frente Bella? Você acha que vai agüentar Juilliard grávida? – se virou pra médica. – Ainda da tempo de tirar certo?
Não ouvi aquilo, não estava ouvindo, sinceramente.
- Mãe! – chamei sua atenção. – Não vou tirar! – olhei pra médica que nos olhava assustada. – Nós erramos e vamos assumir as conseqüências.
- Bom, você precisa de uma consulta mês que vem, mesmo que você não esteja em Phoenix. Posso te indicar uma médica em Nova Iorque, ela é ótima!
- Tem um problema! Estava tomando anticoncepcional.....e bebi vodka, você acha que isso afetara o bebê? = perguntei preocupada.
- Provavelmente não, vamos saber mês que vem. Mas não tome mais, certo?
- Ok! – nos despedimos.
Peguei meu cartão de gestante – Aff! – a receita com algumas vitaminas que ela me passou e uma outra receita com o nome e telefone da médica de Nova Iorque.
Fizemos todo o caminho de volta pra casa num silêncio mortal. Renee segurava o volante com raiva, dava pra ver sua mão branca já sem sangue.
Resolvi quebrar o silêncio.
- Me desculpa mãe. Foi um erro idiota! – falei abaixando a cabeça.
- Eu falei pra você não falei Bella? Falei pra você que aquele namoro não ia dar certo e agora você esta ai. – me apontou com a cabeça. – Grávida com 19 anos.
- Vou conversar com Edward e vai ficar tudo bem mãe. – eu tinha que acreditar nisso.
- Você acha que ele vai ficar do seu lado e vão ser felizes pra sempre? – jogou na minha cara. – A vida não é um conto de fadas Bella! Acorda!
Comecei a chorar, agora descobri outro "sintoma" da gravidez....os malditos hormônios.
Quando chegamos em casa Phil nos esperava e quando viu a cara da minha mãe mudou de feição.
- É grave? – ele perguntou olhando pra minha mãe.
- Muito! Ela esta grávida Phil! Grávida! – gritou. – 19 anos! 19 anos! – repetia baixo andando de um lado pro outro.
- Eu sinto muito Bella! – Phil me disse.
- Tudo bem! Esta tudo bem! – eu tinha que acreditar nisso. – Vou subir.
Me joguei na minha cama e desabei a chorar.
Meu mundo virou de cabeça pra baixo por causa de um dia. Um único maldito dia que não nos cuidamos. Será que Edward me culparia? Não...não...ele não podia fazer isso, afinal eu precisava dele pra estar grávida, ele também é culpado.
Estava com raiva de mim por causa da minha estupidez. Eu que sempre fui a responsável, o lembrando de nos proteger e esqueci naquele dia. Eu falhei!
Meu celular tocou. Olhei no visor e era Edward.
- Jude? – falei entre soluços.
- John? O que houve? – perguntou preocupado. – Você esta me assustando Bella!
- Aconteceu o que não podia acontecer Edward.
- Do que você esta falando amor? – me perguntou. – Porque esta chorando assim? Foi ao médico? – eu avisei ele sobre meu mal estar e a ida forçada ao médico.
Não podia contar "aquilo" por telefone. Ia esperar até amanhã pra contar, quando estivéssemos sozinhos em Nova Iorque.
Tentei me acalmar e enxuguei minhas lágrimas.
- Preciso te ver Jude! Tenho uma coisa pra te falar, mas não pode ser por telefone. – falei triste.
- Você esta me assustando Bella!
- Não fique! Amanhã a tarde a gente conversa. Tenho que ir!
- Ok! Qualquer coisa me liga. Te amo! – se despediu.
- Também te amo! – fechei o telefone e o choro voltou com força total.
Eu temia pelo dia de amanhã, não sabia o que esperar. Só tinha esperanças que, se o amor de Edward fosse tão verdadeiro quanto o meu, passaríamos por isso juntos.
Tomei um banho e aproveitei pra jogar minhas pílulas no vaso sanitário.
Deitei na cama e apaguei, mas tive um sono inquieto, cheio de pesadelos.
