Disclaimer um: Os personagens de Harry Potter pertencem a JKRolwing eu só me divirto com eles.

Disclaimer dois: Essa fic é uma TRADUÇÂO com o consetimento de suas autoras Utena Puchico e Angeli quem estiver interessado em ler essa fic no idioma original basta acessar o site SlasHeaven e procurar pelas autoras.

Resumo:Transcorridos sete anos desde final da guerra. A s Trevas dominam o Mundo Mágico e muitas coisas mudaram sob a ordem do novo Lord Tenebroso: Lucius Malfoy. Nesse novo mundo onde a elite domina um homem tem a vida que lhe dá prazer (mas graças a um trabalho que ninguém quer ter), e este mesmo homem despertará no Lord sentimentos que ele não deveira ter para magos de sua "classe".

Sim...pra variar...um novo Lucius/Remus entre outras.

Casal principal: Lucius/Remus

Casais segundarios: Severus/Bill, Blaise/Ron, Cassius/George, Draco/Harry, Ethan Nott/Arthur Weasley... Entre outras.

Avisos: Esta fic é totalmente AU, contém cenas de sexo e mpreg se você não gosta não leia, me faça esse favor...

Beta: Ginka Black que fez um trabalho excelente, como sempre...


Capitulo 10: Surpresas.

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- Bem Lupin... a decisão é sua.

O lobo apertou firmemente sua varinha, sentiu suas unhas curtas se cravavam na palma de sua mão. Hoje não poderia lutar, sua capacidade mágica estava diminuída, faltavam poucas horas para lua cheia e isso o afetava demais. Sentia-se cansado e débil e, por alguma estranha razão, a expressão e a presença de Lucius Malfoy estava agitado seu lobo interior.

-Não tenho saída – suspirou em um grunhido – Irei com você.

-Vejo que você continua sendo tão inteligente como no colégio Lupin – Lucius fez um movimento com sua varinha e apareceu uma xícara de chá – E para que você não pense que sou um mostro, permitirei que leve o que quiser de sua casa. O que deseja levar com você?

- Só meu filho – Remus cravou seus olhos dourados nos prateados do loiro.

Malfoy quase se engasga com o chá que bebia, mas dissimulou muito bem. Nenhum dos informes que leu mencionava que Remus Lupin tivesse um filho, isso só queria dizer que seus investigadores não estavam fazendo seu trabalho direito. Talvez tivesse que apertá-los mais um pouco.

- Você tem um filho?

- Sim e espero que você entenda que não posso abandoná-lo. É parte de mim e, se algo lhe acontecer... – os olhos dourados do lobo brilharam mostrando um brilho perigoso.

- Hn, não preocupe Lupin. Matar crianças não é meu estilo – o loiro fez a xícara desaparecer – Já que está tudo esclarecido entre nós... vamos.

Lupin assentiu e saiu da cozinha em busca de seu filhote, seguido de perto pelo loiro platino. Lucas era outra das causas pela qual não lutava, além de sua debilidade. Malfoy não matava crianças, mas ele sabia muito bem que poderia chegar a usar seu filho para domar o lobo.

O licantropo suspirou e caminhou apressado até o quarto de seu filho. Inspirou várias vezes antes de abrir a porta, pensando no que ia dizer para Lucas como motivo para sua partida. Sem dúvida deveria ter muito tato, pois seu filho era muito inteligente e perceberia que estavam sendo forçados a partir. Estranhou ao escutar ruídos de dentro do quarto, a esta hora seu filho deveria estar dormindo. Olhou o relógio e comprovou que eram seis horas da manhã.

- Lucas... a gente tem que ... QUE DEMONIOS SIGNIFICA ISSO!!?

Lucas e Lucius pularam ao escutar o rugido e olharam espantados ao geralmente amável homem lobo. O loiro olhou o quarto e levantou uma sobrancelha, compreendendo o porquê da alteração de sua nova aquisição. As paredes do quarto estavam completamente desenhadas com o que pareciam ser pessoas que aplaudiam, devido ao efeito dos lápis mágicos, que faziam os desenhos terem o poder de se mexerem. No chão, tinha muitos bichinhos de pelúcia de diferentes formas atados a vassouras de brinquedos e o próprio menino vestia um traje de quadribol e voava em uma vassoura que não subia a mais de um metro de altura do chão.

- É que acordei faz um tempinho e estava aborrecido! Você me falou que não ia poder me levar ao Mundial de Quadribol! – fez um biquinho – Então fiz o meu!

Remus respirou várias vezes para controlar seu gênio e fuzilou o menino com o olhar.

- Tudo bem a gente não tem tempo para isso Lucas. Quero que recolhas suas coisas que considere de mais valor e coloque algumas roupas no baú.

- Ah? A gente vai sair de férias?

- Algo assim – olhou Lucius de soslaio – Este... cavalheiro... nos está convidando para passar alguns meses em seu Castelo.

- Que cavalheiro? - perguntou juntando as sobrancelhas.

- Este senhor... seu nome é Lucius Malfoy – disse assinalando educadamente o mago mais alto.

A boca do menino se abriu e ele balbuciou coisas incoerentes.

- MA-MA-Mas...!!! Pensei que era uma mulher!!! – gritou olhando o loiro com incredulidade. A sobrancelha direita de Lucius tremeu – E uma muito bonita... – riu.

- Como se atreve moleque! – Malfoy sibilou perigosamente – Sou muito homem, pra seu governo – grunhiu e depois olhou para Remus – Te espero na sala Lupin. Te quero ali com suas coisas e esse... menino... em cinco minutos.

- De acordo Malfoy – Remus disse, tentando ocultar seu riso.

Castelo de Lord Malfoy

Antes de Harry acordar sabia que já não estava na casa de Remus. Havia dormido durante anos sobre esse colchão de plumas e só esse fato lhe deu uma pista de onde se encontrava, por isso não se surpreendeu tanto ao ver Draco sentado perto dele em uma cadeira, completamente adormecido.

O moreno suspirou, sua liberdade tinha durado tão pouco.

"Espero que Lucas e Remus estejam bem." – Harry pensou.

Ambos estavam bem, mas o que o moreno não sabia é que pai e filho estavam nesse momento na área pessoal do Castelo Malfoy.

Harry se ajeitou entre as mantas e observou Draco dormir. Sua vida voltaria a cair na rotina torturante que era sua convivência com o loiro, se envolveu em si mesmo com seus braços.

Ao menos não seria tão mau, agora que sabia que sua magia estava se recuperando. Mas tinha uma coisa que o inquietava desde que a faísca de seu núcleo mágico começou a se acender, tinha percebido outra chama dentro de seu corpo. Este fato não era estranho no mundo mágico... não estava gerando um bebê.

Harry grunhiu e se afundou entre as mantas, ele não podia estar esperando um filho. Isso era a última coisa que faltava acontecer para que Malfoy tivesse um completo controle sobre sua pessoa. Não falou de suas suspeitas com Remus, pois talvez estivesse enganado, quem sabe era uma reação por estar tanto tempo sem magia... mas algo lhe dizia que sua dúvida podia ser realidade.

"Vou ter um bebê? Não posso... para que a gravidez masculina ocorra, tem que haver amor entre os pais e não amo Draco. Não amo."

Lágrimas de frustração encheram os verdes olhos de Harry.

"Por que eu? Por quê? Um filho é o que menos necessito se quero fugir quando minha magia estiver recuperada. Isso me atará definitivamente a esse maldito Comensal da Morte."

O corpo de Harry tremeu ao sentir novamente essa faísca de magia em seu interior. Como se estivesse protestando diante desses pensamentos negativos que ele tinha para Draco.

"Merlin..."

O moreno emergiu das mantas e tornou a olhar o adormecido Draco. A fonte de seus problemas dormia tão pacifico, seria tão fácil rodear seu pescoço com suas mãos e acabar com tudo. (Nota: Que pensamentos ruim Haddy Ó_Ó).

Lucas dormia pacificamente, ainda era de madrugada e o pequeno quase tinha desmaiado quando viu que seu novo lar seria nada mais do que Hogwarts, mas como tinha se levantado cedo para fazer os desenhos em seu quarto, quando lhe deram seu quarto adormeceu imediatamente. Antes de abandonar a casa Remus conseguiu empacotar a maioria das coisas deles e também conseguiu deixar um recado para os gêmeos.

Os aposentos que foram designados para ele e seu filho eram... maravilhosos. Todo o lugar era um pequeno apartamento com dois quartos, living, cozinha, três banheiros (um em cada quarto e um social) e uma salinha de descanso. O lobo nunca esperou aquilo, ele estava ali como prisioneiro, mas estava recebendo atenções de convidado.

Suspirando Remus beijou a testa de Lucas e acariciou a negra cabeleira do pequeno. Saiu do seu novo quarto e, como esperava, Lucius estava sentado em uma das poltronas.

- Malfoy, a que devo a honra de sua visita? – perguntou com sarcasmo.

- Queria saber se gostou de seu novo lar? – respondeu sorrindo de lado.

- Acho que sim – deu de ombros – Não tenho outra escolha.

Lucius ergueu uma sobrancelha olhando o lobo.

- Você está se perguntando por que o trouxe até aqui?

- Não – Remus se sentou em frente do loiro – Foi muito obvio para mim, você pretende se "divertir" comigo. Ou me enganei?

O loiro se remexeu desconfortável em seu lugar.

- E por que você acha isso?

- Não adianta negar. Seu olhar na cozinha de minha casa me disse tudo – o que falava nesse momento não era Remus, mas sim o famoso gigolô da zona vermelha "O Lobo.".

Lucius sentiu que perdia as rédeas da conversa há muito tempo.

- Lupin...

- Se é o que quer eu te darei, mas hoje não – interrompeu.

- E isso seria por... ? – não conseguiu evitar um pouco de decepção aparecesse na sua voz.

- Simples, meu nome no bairro vermelho é "O Lobo" e isso não fala somente de minhas habilidades, mas também da maldição que me acompanha durante toda a vida... Você é inteligente Malfoy, tenho certeza que me entende.

- Você é um licantropo...

- Sim – Remus adotou uma pose sexy – E hoje é lua cheia e se você fez sua lição de casa sobre criaturas obscuras, vai saber que este dia sou especialmente selvagem e, além do mais, esta noite preciso de um quarto isolado.

- Entendo – Lucius se levantou – Enviarei Severus para que te examine e pedirei aos elfos domésticos que preparem um quarto nas masmorras para você.

O castanho assentiu. O Lord saiu rápido do quarto e Remus ao ficar sozinho pode soltar o suspiro que estava retendo.

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Bill olhava seu marido com a cara fechada, os dois estavam na cozinha. Snape bebia uma xícara de chá, que ele mesmo teve que preparar, pois o ruivo não tinha permitido que os elfos o servissem.

- Estou esperando – Bill resmungou.

Snape suspirou.

- O que quer saber? De qualquer jeito vai ficar bravo comigo por um longo tempo. Por isso mandei arrumar uma cama no meu laboratório.

As sobrancelhas de Bill se levantaram.

- Eu não te expulsei de casa.

- Mas com certeza vai expulsar... – o moreno bebeu seu chá – Encontramos Harry e não se preocupe, não aconteceu nada com ele, o trouxemos dormindo... já está com Draco – Snape passou uma mão pelo cabelo – O encontramos na casa de Lupin e... Lucius o trouxe também, junto com o pequeno filho dele.

Bill arregalou muito seus olhos azuis.

- Lucas está aqui? Onde...? – o ruivo tinha se levantado da cadeira disposto a ir atrás do lobo e seu filhote.

- Senta Willian.

- Severus... – disse o ruivo em tom áspero.

- Senta Willian– voltou a dizer num tom enérgico que surpreendeu Bill.

O jovem ruivo se sentou.

- Lupin e o pequeno estão bem. Lucius os colocou em um pequeno apartamento que está em sua área pessoal no Castelo – Severus olhou os olhos azuis de seu marido de maneira penetrante – Lucius é meu amigo Willian, nos respeitamos e não quero que você cometa uma insensatez que dane esse equilíbrio. Não só pela minha amizade com ele, mas também pelo fato de que amo você e as crianças, vocês são meu maior tesouro. Minha prioridade é protegê-los e se para isso devo lançar um feitiço para você ficar aqui... eu farei.

- Sev...

O moreno se levantou da cadeira e se aproximou para abraçar seu esposo.

- Tudo vai ficar bem. Tenho certeza que Lucius não trouxe Lupin aqui para machucá-lo.

O casal continuou abraçado por uns minutos, até que apareceu um elfo com um recado para o moreno.

- O que foi? – Bill perguntou.

- Lucius está me pedindo que examine Remus, hoje é lua cheia. Vou levar a poção Mata-Cão e verificarei as instalações que Lucius solicitou para sua transformação sejam adequadas – suspirou.

Severus se preparava para sair, quando a mão de Bill o deteve.

- Você e as crianças também são meu tesouro – o ruivo sorriu e beijou seu marido docemente, este sorriu em resposta e saiu do lugar.

Snape se dirigiu até o lugar no qual estavam os aposentos de Lupin. Examinou-lhe, dando instruções aos elfos que trabalhavam no quarto de isolamento. Voltaria mais tarde para ver se ficou tudo certo.

Andando rapidamente foi até seu laboratório para apanhar a poção Mata-Cão. O mestre das poções, como vinha fazendo há algum tempo tinha preparado a poção. Bill há anos lhe solicitava a poção para "um amigo", ele sabia que esse amigo era Lupin, mas para manter o segredo, o moreno fazia vista grossa.

Colocou a poção em uma grande taça de metal e voltou até o setor que Lord Malfoy ocupava no castelo

Bateu na porta um par de vezes, que supôs ser de Lupin, pois essa porta não estava ali ontem. Uns minutos depois, o castanho abria a porta, com uma toalha sobre seus ombros e com seu cabelo úmido.

- Severus! – Remus saiu da entrada – Entra.

- Eu vim te trazer a poção.

- Muito obrigado Severus – o lobo pegou a taça com um grande sorriso – Graças ao fato de que melhoraste a formula, quase esqueci as dores que sofria durante as transformações.

- É meu trabalho fazer boas poções Lupin, só isso – os olhos negros de Snape percorreram o lugar – Willian quer saber como você e seu filho estão. Poderia escrever uma carta para ele?

- Excelente idéia. Por favor, sente-se enquanto escrevo.

Remus chamou um elfo que em seguida lhe trouxe pluma e papel. Só levou uns minutos escrevendo uma carta para Bill.

- Pronto Severus – lhe entregou a carta – Mande meus comprimentos a Bill certamente nos veremos logo.

- Pode deixar, não se preocupe.

- Severus... – sussurrou – E Harry?

- Com Draco, não deve ficar preocupado com ele. Meu afilhado ama Potter demais. O trata como uma jóia, mas ele não vê.

- É difícil ver através das grades...

- Hn...

Com uma leve inclinação de cabeça Severus se despediu de Remus.

Ron tinha acordado de madrugada, ao seu lado Blaise dormia. Com um sorriso bobo e incrédulo passou as mãos pelo rosto e se voltou para poder ver o castanho melhor.

Com um suspiro começou a lembrar do que aconteceu noite passada.

*Lembrança início...*

Lágrimas cobriam o rosto de Ron, ele se sentia terrível. Queria chorar, quebrar tudo a seu redor...

"O que está acontecendo comigo? Não sou um maldito chorão!"

O ruivo encolheu no chão sentindo que se deixasse Blaise ir tudo terminaria. Uma fúria repentina o invadiu e se levantou disposto a dizer umas verdades a Zabini.

Andou a passos furiosos até o quarto e abriu a porta do quarto do castanho com um golpe.

- POR QUE VOCÊ ESTÁ INDO? POR QUE DIABOS ESTÁ INDO? – rugiu.

- É isso o que quer, não é? – respondeu impassível – Que eu te deixe em paz, que te deixe sozinho... Já não está cansado de repetir?...Bom agora estou cumprido o seu desejo.

- Eu, eu... – Ron titubeou – Claro! E você faz tudo o que eu quero.

- De fato...sim.

- Por que!?

- Eu te amo Ron, já te disse varias vezes – Blaise deixou de guardar as coisas em seu baú – Mas até o que eu sinto por você, que é imenso, pode esgotar – Zabini não conteve as lágrimas – Cansei de sofrer Ron, isto é o melhor.

- Melhor...? Não é melhor para ninguém Blaise – Ron acercou até o castanho – Não vá – segurou as mãos de Zabini.

- Mas... – Blaise piscou. O que acontecia com seu ruivo?

- Não se vá.. não se vá... – Ron repetia.

- Por quê?

- Zabini eu...

- Por quê? Anda me fala – exigiu apertando a mão do Grifinório – Me dê uma razão para ficar.

- Por Isabella – murmurou sem olhá-lo.

- Não se preocupe por ela, sempre verei minha filha e estarei atento a qualquer necessidade dela – Blaise se desfez da mão do ruivo que estava segurando a sua e voltou a sua atenção ao que estava fazendo.

- Não quero que você vá... – o ruivo voltou a se aproximar de Blaise e encostou sua testa nas costas do outro – Não quero que você vá... porque eu preciso de você – o castanho ficou imóvel – Blaise fala alguma coisa, eu sei que me enganei – Ron mordeu o lábio inferior nervoso – Blay não vá...

Ao escutar o apelido que Ron usava com ele quando eram namorados o castanho suspirou audivelmente.

- Ron... – o castanho se voltou disposto a negar, mas encontrou com os lábios do ruivo que se grudaram aos seus com ânsias e sem sequer pensar passou os braços pela cintura do grifinório...

*Final da lembrança

Ron sorriu, no dia seguinte tinha acordado na cama de Blaise. Havia se levantado e na cozinha encontrou Isabella e o castanho tendo uma conversa sobre "irmãozinhos". Um pouco ruborizado se aproximou dos dois para receber um beijo de bom dia do pai e da filha.

Agora tudo estava bem. Sua filha estava mais feliz do que nunca e ele também, Ron não sorria tanto a muito tempo.

- Para que minha felicidade estar completa, só falta que a família esteja reunida...

Continuará…