Discleimer: Inuyasha e Cia não me pertencem o q é uma lastima p/ qualquer um.
Diários do vampiro ou The Vampire Diaries também não me pertence é usado p/ fazer esta ADAPTAÇAO. PS: Algumas coisas vão ter q ser mudadas.
Texto original: Lisa Jane Smith.
Adaptação: Dreime.
Capitulo DezQuinta-feira, 12 de dezembro pela manhã.
Querido diário,
Depois de uma semana de trabalho, o que conseguimos?
Bem, entre nós temos nos organizado para seguir os três suspeitos quase continuamente durante os últimos seis ou sete dias. Resultado: informações sobre os movimentos de Myouga durante a última semana que agiu como qualquer normal homem de negócios.
Informações sobre Miroku que não tem feito nada que não seja normal para um professor de história. Informações sobre a Sra. Flowers que aparentemente gasta a maior parte de seu tempo no sótão. Mas na verdade não temos averiguado nada.
Inuyasha disse que Miroku se reuniu com o diretor da escola umas duas vezes, mas não pôde se aproximar o suficiente para ouvir do que falavam.
Sango e Rin estenderam as informações sobre outros animais de estimações além dos cachorros que podiam ser perigosos. Elas não precisaram trabalhar muito nisso; parece que toda a cidade já está no limite da histeria. Desde então houveram muitos outros ataques de animais reportados, mas é muito difícil saber qual deles pode ser levado a sério. Algumas crianças mexiam em um esquilo e ele os mordeu. O coelho dos Masases arranhou o filho caçula deles. A velha Sra. Coombers viu cobras cabeça-de-cobre no seu jardim quando todas as serpentes deviam estar hibernando.
O único que estou certa é do ataque ao veterinário que mantinha os cachorros em quarentena. Um grupo deles o mordeu e a maioria deles escapou de onde estavam presos. Depois disso simplesmente desapareceram. As pessoas deram adeus e boa viagem e esperam que morram de fome no bosque, mas eu tenho minhas duvidas.
E não parou de nevar, não tem sido uma nevada forte, mas tampouco parou. Nunca vi tanta neve.
Inuyasha está preocupado com o baile amanhã à noite.
O que nos leva de volta: O que temos investigado até agora? O que sabemos? Nenhum de nossos suspeitos esteve perto da casa dos Masases ou da casa da Sra. Coombers ou da clinica veterinária quando aconteceram os ataques. Não estávamos mais perto de encontrar o Outro Poder do que estávamos quando começamos.
A pequena reunião de Miroku é esta noite. Sango acha que devíamos ir. Não sei que outra coisa podemos fazer.
Sesshoumaru esticou as longas pernas e falou preguiçosamente, passando os olhos pelo celeiro.
- Não, particularmente não acho que seja perigoso. Mas não vejo o que espera conseguir.
- Nem eu sei exatamente. – admitiu Kagome. – Mas não tenho idéia melhor. Você tem?
- O que, você quer dizer outras formas de passar o tempo? Sim, eu tenho. Você quer que eu fale a você sobre eles?
Kagome o fez calar com um gesto e deixou o assunto de lado.
- Me refiro às coisas úteis que nos façam chegar a um ponto. Myouga está fora da cidade, a Sra. Flowers está no...
- Sótão. – disseram em coro varias vozes.
- E nós nos limitamos a ficar aqui sentados. Alguém tem uma idéia melhor?
Sango rompeu o silêncio.
- Se estão preocupados porque pode ser perigoso para mim e Rin por que não vêm todos vocês? Não quero dizer que tenham que os deixar vê-los. Podiam vir e se esconderem no porão. Então se algo acontecer, podíamos gritar pedindo ajuda e vocês nos ouviriam.
- Não vejo porque alguém terá que gritar – disse Rin -, não vai acontecer nada lá.
- Bom, talvez não, mas não é demais se assegurar. – disse Sango. – O que vocês acham?
Kagome assentiu devagar.
- Faz sentido. – olhou ao redor em busca de objeções, mas Inuyasha se limitou a se encolher de ombros e Sesshoumaru murmurou algo que fez Rin sorrir.
- Tudo bem, então está decidido. Vamos.
A inevitável neve os recebeu ao abandonar o celeiro.
- Rin e eu podemos ir no meu carro. – disse Sango. – E vocês três...
- Oh, nós encontraremos nosso próprio caminho. – disse Sesshoumaru com um sorriso de lobo.
Sango assentiu, sem se mostrar impressionada. Engraçado, pensou Kagome enquanto as outras garotas se afastavam; Sango nunca se sentia impressionada com Sesshoumaru.
Seu encanto parecia não ter efeito nela.
Estava a ponto de mencionar que estava com fome quando Inuyasha se virou para Sesshoumaru.
- Está disposto a ficar com Kagome todo o tempo que estiver aqui? Cada minuto? – perguntou.
- Tente me impedir. – respondeu Sesshoumaru em tom divertido. Logo fez o sorriso desaparecer. – Por quê?
- Porque se você ficar, os dois podem ir sozinhos e eu me reunirei com vocês mais tarde. Tenho que fazer algo, mas não levará muito tempo.
- O que é?
- Recebi uma carta de Ayame hoje. Perguntava se não podia me encontrar com ela na escola antes da festa de Miroku. Disse que queria se desculpar.
Kagome abriu a boca para soltar um comentário afiado, mas logo voltou a fechá-la. Pelo que tinha ouvido Ayame estava uma lástima esses dias. E talvez falar com Inuyasha a fizesse se sentir melhor.
- Bem, você não tem nada para se desculpar. – disse ela a ele. – Tudo o que aconteceu foi culpa dela. Não a considera perigosa?
- Não; de todos os modos ainda me restam alguns dos meus poderes. Ela não é uma má garota. Me encontrarei com ela e vocês podem ir para a casa de Miroku.
DdoV
O porão estava tal e como eu me lembrava, escuro e poeirento e cheio de misteriosas formas cobertas com lençóis. Sesshoumaru que tinha entrado de um modo mais convencional, pela porta da frente, teve que tirar os ferrolhos para que ela entrasse pela janela. Depois disso se sentaram um junto ao outro no velho colchão e escutaram as vozes que vinham pelos dutos.
- Eu podia ter encontros mais românticos. – murmurou Sesshoumaru tirando melindrosamente uma teia de aranha da manga. – Tem certeza que não preferia...?
- Sim. – respondeu Kagome. – E agora cala a boca.
Era como um jogo, escutar retalhos de conversas e tentar colocá-las juntas, tentar por a cada voz o rosto correspondente.
- E então disse: não me importa quanto tempo faz que tem o periquito; se desfaça dele ou irei ao Baile de Inverno com Mike Peldman. E ele disse...
-... Corre o rumor que voltarão a abrir a tumba do Sr. Tanner essa noite...
-... Soube que todo mundo exceto Ayame saíram do concurso para eleger a rainha da neve? Você não acha...
-... Morta, mas tenho certeza que a vi. E não, não estava sonhando; estava com um vestido prateado e os cabelos eram totalmente negros e se agitavam no vento...
Kagome olhou para Sesshoumaru levantando as sobrancelhas, logo baixou os olhos para sua cômoda e prática vestimenta preta. Ele sorriu brincalhão.
- Romantismo. – disse ele. – Eu mesmo gosto de você de preto.
- Bom você gostaria, não gostaria? – murmurou Kagome.
Era entranho como se sentia cômoda com Sesshoumaru ultimamente. Permaneceu sentada em silêncio, deixando que as conversas flutuassem ao seu redor, quase perdendo a noção do tempo. Logo captou uma voz familiar, enraivecida e mais perto que as outras.
- Ok. Ok estou indo. Ok.
Kagome e Sesshoumaru trocaram uma olhada e se colocaram de pé enquanto a maçaneta da porta do porão girava. Rin colocou a cabeça na borda da porta.
- Sango me disse para subir para cá. Não sei o motivo. Está monopolizando Miroku e a festa é um desastre. Aff.
Sentou-se no colchão e depois de poucos minutos Kagome voltou a se sentar ao lado dela. Começava a desejar a chegada de Inuyasha quando a porta voltou a abrir e Sango entrou, ela estava certa de ter desejado.
- Sango, o que está acontecendo?
- Nada ou pelo menos nada para se preocupar. Onde está Inuyasha?
As bochechas de Sango estavam não - usualmente avermelhadas e luzia uma expressão curiosa nos olhos como se mantivesse algo firmemente sob controle.
- Virá mais tarde... – começou Kagome, mas Sesshoumaru a interrompeu.
- Não importa onde ele esteja. Quem está subindo as escadas?
- O que quer dizer com "quem está subindo as escadas"? – disse Rin se levantando.
- Todos vocês, mantenham a calma. – disse Sango se colocando em frente à janela como se a guardasse; não parecia precisamente muito calma, se disse Kagome. – Tudo certo. – disse em voz alta e a porta se abriu e Miroku Saltzman entrou no quarto.
O movimento de Sesshoumaru foi tão gracioso que nem sequer os olhos de Kagome puderam segui-lo; com um gesto pegou o pulso de Kagome e a pôs atrás dele, ao mesmo tempo em que se dirigia diretamente para o rosto de Miroku. Ele finalizou se agachando como um predador, cada músculo tenso e pronto para o ataque.
- Oh, no! –exclamou Rin violentamente.
Ela se lançou sobre Miroku que já tinha começado há retroceder um pouco ante Sesshoumaru. O professor quase perdeu o equilíbrio e tateou a suas costas em busca da porta. A outra mão procurava algo no cinto.
- Chega! Chega! – gritou Sango.
Kagome viu a forma abaixo da jaqueta de Miroku e compreendeu que era uma pistola.
Outra vez, não conseguiu acompanhar tudo que aconteceu, Sesshoumaru soltou o pulso dela e pegou o de Miroku. E depois Miroku estava sentado no chão com uma expressão atordoada e Sesshoumaru tirava as balas da arma, uma a uma.
- Disse a você que era uma estupidez e que não precisaria disso. – disse Sango.
Kagome reparou que ela mesma segurando a garota morena em seus braços. Sem duvida tinha que fazê-lo para impedir que Sango interrompesse Sesshoumaru, mas não se lembrava.
- Essas coisinhas com pontas de madeira são desagradáveis; podiam ferir alguém. – disse Sesshoumaru, com um leve tom de censura; voltou a colocar um dos cartuchos e fechou o carregador com um clique, apontou pensativamente para Miroku.
- Pare! – disse Sango intensamente. Ela se virou para Kagome. – O faça parar, Kagome; ele só está piorando mais as coisas. Miroku não vai machucar vocês; eu prometo. Eu gastei toda a semana o convencendo que vocês não iam machucá-lo.
- E agora acho que meu pulso está quebrado. – disse Miroku controladamente. Seu cabelo negro estava caindo nos olhos.
- Você não pode culpar ninguém a não ser você. – Sango replicou amargamente.
Rin que estava segurando, solicitamente, os ombros de Miroku, levantou os olhos ante a familiaridade do tom de Sango e então retrocedeu alguns passos e se sentou.
- Mal posso esperar por ouvir uma explicação para isso. – disse ela.
- Por favor, confie em mim. – Sango disse a Kagome.
Kagome olhou dentro de seus olhos escuros. Ela confiava em Sango; ela diria então. E as palavras despertaram outra lembrança, sua própria voz pedindo a Inuyasha confiança. Assentiu.
- Sesshoumaru? – disse ela.
Ele jogou a arma casualmente no chão e então sorriu para todos, deixando bem claro que não precisava de armas artificiais.
- Agora se todo mundo se limitar a escutar, todos compreenderão. – disse Sango.
- Oh, claro. – disse Bonnie.
Kagome se aproximou de Miroku Saltzman. Ela não estava com medo dele, mas o modo em que ele olhou somente para ela, vagarosamente, começando a por os pés no chão e logo se levantando, ele estava com medo dela.
Ela parou quando estava a um metro do lugar onde ele estava sentado no chão e se agachou ali, olhando para ele.
- Olá. – disse ela.
Ele ainda estava segurando o pulso.
- Olá. – respondeu, tragando saliva.
Kagome deu uma rápida olhada para trás para ver Sango e então voltou a olhar Miroku. Sim, ele estava assustado. E com o cabelo nos olhos daquele modo, parecia jovem. Podia ter quatro anos a mais que Kagome, talvez cinco. Não mais que isso.
- Não vamos machucar você. – disse ela.
- Isso é o que você está dizendo. – disse Sango em voz baixa. – Eu o expliquei que seja lá o que já tenha visto, qualquer que seja a historia que já tenha ouvido vocês dois eram diferentes. Contei o que você me contou sobre Inuyasha, o modo como tem lutado contra sua natureza durante todos esses anos. Contei sobre o que aconteceu, Kagome, e que não queria que acabasse assim.
Mas por que você contou todas essas coisas a ele? , pensou Kagome e disse a Miroku:
- Tudo bem, sabe coisas sobre nós. Mas tudo que sabemos sobre você é que é um professor de historia.
- É um caçador. – disse Sesshoumaru com suavidade, ameaçadoramente. – Um caçador de vampiros.
- Não. – disse Miroku. – Ou ao menos não no sentido que você acha. – Pareceu tomar alguma decisão. – Tudo bem. Do que eu sei sobre vocês três... – se interrompeu passando os olhos pelo quarto escuro como se de repente reparasse em algo. – Onde está Inuyasha?
- Está a caminho. Na verdade, já deveria estar aqui agora. Ele ia parar na escola e trazer Ayame. – disse Kagome. Ela não estava preparada para a reação de Miroku.
- Ayame Forbes? – disse ele abruptamente, sentando-se muito tenso.
Sua voz soava como quando ela o ouvira falando com o Sr. Feinberg e o diretor, cortante e enérgica.
- Sim; ela enviou um bilhete para ele hoje, ela disse que queria pedir desculpas ou algo assim. Ela queria encontrá-lo na escola antes da festa.
- Ele não pode ir. Vocês têm que pará-lo. – Miroku se pôs de pé apressadamente e repetiu urgentemente: - Vocês precisam pará-lo.
- Ele já foi. Por quê? Por que ele não deveria ir? – quis saber Kagome.
- Porque hipnotizei Ayame há dois dias. Tinha tentado antes com Bankotsu, sem existo. Mas Ayame é um bom sujeito, e recordou o que tinha acontecido na cabana. Identificou Inuyasha Salvatore como o atacante.
O chocante silêncio durou apenas uma fração de segundos. Então Rin disse:
- Mas o que Ayame pode fazer? Ela não pode machucá-lo...
- Você não entende? Não se trata de um encontro de estudantes na escola – disse Miroku. – Isso foi longe demais. O pai de Ayame sabe sobre isso e o pai de Bankotsu também. Eles estão preocupados com a segurança da cidade...
- Xi! Fique quieto!
Kagome procurava em sua mente, tentando encontrar algum sinal da presença de Inuyasha. Ele se deixou enfraquecer, ela pensou com a parte dela que mantinha uma calma glacial em meio ao turbilhão de medo e pânico. Por fim percebeu algo, só um leve indício, mas lhe pareceu ser Inuyasha. E estava em apuros.
- Algo está errado. – confirmou Sesshoumaru e ela compreendeu que ele também devia tê-lo procurado com uma mente muito mais poderosa do que a dela. – Vamos.
- Espere, deixe eu falar com eles primeiro. Não se metam nisso.
Mas Miroku podia ter falado com o vento, tentando reiterar seu poder destruidor com palavras. Sesshoumaru já estava na janela e logo Kagome também se deixava cair por ela, aterrizando limpidamente junto a Sesshoumaru na neve. A voz de Miroku os seguiu de cima.
- Nós também vamos. Esperem aí. Deixe que eu fale com eles primeiro. Posso fazer isso...
Kagome apenas o olhou. Sua mente funcionava com um único propósito, um pensamento. Machucar as pessoas que queriam machucar Inuyasha. Foram longe demais, pensava, e agora vou tão longe quanto seja necessário. Se atreverem a tocá-lo. Em sua mente passavam imagens fugazes, rápidas demais para contá-las, do que faria. Em qualquer outro momento se sentiria chocada pela torrente de adrenalina, de excitação, que fluía naqueles pensamentos.
Podia perceber a mente de Sesshoumaru junto a ela enquanto corriam a toda velocidade pela neve; era como se uma chama de luz vermelha e fúria. A ferocidade que havia dentro de Kagome a recebeu de bom grado, feliz por senti-la tão perto. Mas então lhe ocorreu outra coisa.
- Vou diminuir o passo. – disse ela.
Ela mal respirava, mesmo correndo pela neve virgem, conseguiram fazer um tempo extraordinário. Mas nada sobre as duas pernas, ou mesmo sobre quatro, poderia igualar a velocidade das asas de uma ave.
- Continue. – disse ela. – Chegarei o mais rápido que puder. Me encontrarei com você.
Não ficou para contemplar como o ar se desenrolava e se estremecia, ou o modo em que a escuridão rodopiava até se converter em um bater de asas que batiam no ar. Mas ela olhou para o alto para contemplar o corvo que se elevava as alturas e ouviu a voz mental de Sesshoumaru.
Boa caça, disse, e a alada figura negra foi como uma flecha para a escola.
Boa caça, foi o pensamento que Kagome enviou para ele, e falava sério. Redobrou a velocidade com a mente fixa o tempo todo naquele brilho da presença de Inuyasha.
DdoV
Inuyasha jazia de costas, desejando que sua visão não fosse tão borrada ou que tivesse algo mais que um controle vacilante sobre a consciência. A visão borrada se devia em parte a dor e em parte a neve, mas também havia uma linha de sangue procedente da ferida de sete centímetros em sua cabeça.
Ele tinha sido tão estúpido por não ter dado uma olhada ao redor da escola; de ter visto vários carros com as luzes apagadas estacionados do outro lado. E agora ia pagar por aquela estupidez.
Se ao menos fosse capaz de se concentrar o suficiente para pedir ajuda... Mas a debilidade que permitira que esses homens pudessem com ele com tanta facilidade também o impedia. Não tinha se alimentado desde a noite de Bankotsu. De certo modo, isso era irônico. Seu próprio sentimento de culpa era responsável da enrascada em que se encontrava.
Não devia ter tentado mudar minha natureza, pensou, por fim Sesshoumaru estava certo. Todos eram iguais, Miroku, Ayame, todos. Todos o traíram. Deveria ter caçado todos e desfrutado disso.
Esperou que Sesshoumaru cuidasse de Kagome. A garota estaria a salvo com ele; Sesshoumaru era forte e implacável. Sesshoumaru a ensinaria a sobreviver. Isso o alegrava.
Mas algo em seu interior chorava.
DdoV
Os agudos olhos de corvo distinguiram as luzes dos faróis cruzados no chão e a ave desceu. Mas Sesshoumaru não precisava de confirmação visual; era guiado pelo tênue latido da força vital de Inuyasha. Tênue porque Inuyasha estava fraco e porque quase já se havia dado por vencido.
Nunca vai aprender, não é, irmão?, lhe disse Sesshoumaru mentalmente. Deveria deixá-lo aí onde está. Mesmo quando passava pelo chão em vôo rasante sua forma mudava, adotando uma forma que faria mais estrago que o de um corvo.
O lobo negro saltou no meio dos homens que rodeavam Inuyasha, dirigindo-se com precisão para o que segurava o cilindro afiado de madeira sobre o peito de Inuyasha. A força do golpe lançou o homem uns três metros para trás e a estaca caiu sobre a era. Sesshoumaru conteve o impulso – muito mais forte pela aparência que havia adotado – de fechar os dentes no pescoço do homem. Girou e virou para os outros dois homens que continuavam de pé.
Sua segunda investida os dispersou, mas um deles alcançou o fim da luz e voltou, levantando algo à altura do ombro. Um rifle pensou Sesshoumaru. E provavelmente carregado com as mesmas balas carregadas especialmente que tinha na arma de Miroku. Não havia modo de alcançar o homem antes que disparasse. O lobo grunhiu e se preparou para dar um salto do mesmo jeito. O rosto roliço do homem se crispou em um sorriso.
Veloz como o ataque de uma serpente, uma mão branca surgiu da escuridão e arrancou o rifle. O homem olhou freneticamente ao seu redor, perplexo, e o lobo deixou que suas mandíbulas se abrissem em um largo sorriso. Kagome tinha chegado.
Respostas as Reviews:
Ayame Gawaine:
Ela não traiu a Kagome. \o/
Depois você não vai achar linda e fofa ela não. ;)
